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História Como é namorar Jung emo-gótica Jinsoul? - Capítulo 1


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Notas do Autor


inteiramente dedicada ao meu bolinho, @cashmerecat, que também paga de emo-gótico, mas é só uma coisinha >extremamente< adorável e inofensiva 😔😔😔 te amo

Capítulo 1 - O yin do meu yang


Okay, convenhamos que nenhum relacionamento em si é fácil — ainda mais eu que tenho bastante experiências com pessoas charlatãos, pueris, bobocas e mais uma penca de gente que faz, infelizmente, parte dessa sociedade pior ainda —, mas namorar aparentemente exige muito mais da nossa capacidade. Quer dizer… Acredito que ela é testada quanto estamos em uma relação.

Sabe aqueles gráficos redondinhos que em cada pedacinho significa uma parcela de tal coisa, em cores diferentes? Acho que um namoro pode ser comparado a isso. Claro, não existe uma fórmula correta pro seu tchan dar certo, mas esse é só o básico do básico do básico, o mínimo do mínimo do… Tá, eu sei que já deu pra entender. 

Pra mim, funciona bem assim: 43% de sinceridade — e aí vai a pergunta: por que quase a metade dum relacionamento deveria se estruturar nisso? Oras, porque é importante! A pessoa que você está precisa ser sincera na hora de admitir que comeu na cara dura o pedaço da t-u-a torta de limão de ontem, que você deixou pra comer hoje… Se caso ocorrer o contrário, é desumano, ela não tem valores morais, muito menos caráter! Procure outra pessoa já! —, 19% de respeito — aqui entre o lance da torta de novo, porque… É o essencial, sabe? Não pegar coisa que não é tua. Claro, tem outras bagaças, tipo… Respeitar a tua decisão de deixar a sobremesa pra amanhã e não comê-la de jeito nenhum —, 18% de comunicação — adoro um bom diálogo, resolve tudo, até briga pra decidir qual marca de sabão em pó é pra comprar no mercado —, 14% de confiança — pois confiança é tudo — e, por fim, 6% de compromisso.  Prontinho, aqui está os 100%, fora os outros 900% de amor, carinho e dedicação, que são muito importantes pra mim. Mas pra vocês, iniciantes, esses cemzinho está de bom tamanho pro começo. Eu que sou exagerada demais.

E podem acreditar, eu tenho tudo isso e mais um pouco com a Jinsoul, porém é aquela coisa que eu disse: qualquer tipo de relacionamento é complicado. Também tenho minhas desavenças com ela. Um exemplo é que ela adora irritar as pessoas, a-d-o-r-a, e eu não entendo isso — óbvio, sou a criatura mais sem paciência desse mundo —, outro é quando ela guarda o pote de sorvete v-a-z-i-o no freezer, e quando eu quero comer, não tem o… bendito sorvete lá! Além dos momentos que Jinsoul vai fazer algo que eu pedi com a maior calma do mundo quando quero que essa tal coisa seja feita rápido. E adivinha? Isso aí, eu perco o controle, minha paciência vai pro breu e eu apenas… Morro de raiva — insira aqui aquela carinha feliz, que por um acaso eu odeio com toda a minha alma, bem irônica. 

Entretanto Jinsoul não tem só pontos negativos — na verdade, ninguém tem — e mesmo que ela não acredite nisso, acredito veementemente que ela é a pessoa mais linda e admirável do mundo. Os seus cabelos tingidos de preto-carvão me encantam, o seu rostinho apertável e suas bochechas rechonchudas — que na maioria das vezes estão rubras, fato bem curioso — me enchem da mais pura ternura, fazendo com que eu tenha vontade de colocá-la entre meus braços e protegê-la de todo mal que existe no universo; os seus lábios açucarados me viciam cada vez mais em teu ser reluzente e amável — amável em demasia, podiscrê. 

Ela me fez feliz quando nos conhecemos por acaso, naquela lojinha de sapatos emos-góticos onde fui comprar um presente pra minha priminha revoltada com a vida. Fez-me feliz quando sorriu pra mim gentilmente quando eu caí no chão, dizendo meio sem jeito que eu tinha derrubado um monte de par de sapatos da prateleira enquanto me erguia por ser tão desajeitada. Fez-me feliz quando me chamou para sair e quando menos esperei, estava apaixonada pelo seu jeitinho de ser, que paga de má e fria por fora, mas é como um bolinho macio por dentro. Fez-me feliz quando nos beijamos e quando comentou com um sorriso que meus lábios tinham gosto de algodão-doce, e ainda mais quando fez isso de novo, mas no meio-tempo em que dançávamos na escuridão do seu quarto uma música lenta. 

Jinsoul já me fez feliz de tantas formas e maneiras, que achei por toda a minha vida serem impossíveis de serem concretizadas e acredito que continuará fazendo isso por toda a nossa eternidade. 

É engraçado quando ela insiste o quanto é sombria, impiedosa e calculista, sendo que na realidade é a coisinha mais doce e adorável que eu já conheci na vida, mas que esconde isso por baixo de suas roupas quase sempre pretas, coturnos e esmaltes escuros. Jung emo-gótica Jinsoul é o yin do meu yang — assim como os nossos dois gatinhos, que apelidamos com os mesmos nomes —, é o calor que me envolve abaixo das cobertas, é a minha vida toda personificada em um só alguém.

Ela tem manias que me irritam e tiram-me do sério, nós temos dias tempestuosos e cinzentos igual a qualquer outro casal, mas isso não significa que deixei de amá-la na mesma intensidade desde o instante em que bati as íris contra os seus olhos esféricos e de grãos de café brilhantes. 

E mesmo que as estrelas caem do céu — tal qual gosto de dizer pra ela após dizer "eu te amodoro um tantão bem gigante"... Amo mais adoro, sacou? —, eu irei continuar a sentir tudo o que sinto por cada pedacinho que faz parte dela pra sempre. 



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