História Como eu era antes de você (imagine Jungkook) - Capítulo 15


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Personagens Originais
Tags Colegial, Depressão, Imagine, Romance
Visualizações 148
Palavras 1.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Saudades


Como sempre as aulas foram um tédio, hoje teria outra sessão com o psicólogo, mas o Kook, não poderia ir comigo, os seus pais pediram ajuda dele com os negócios da casa.

Liguei o carro, minhas mãos sobre o volante tremiam, ultima vez que dirigi, tinha visto aquela imagem, tirei o carro da garagem e peguei a estrada, andei com baixa velocidade, se caso eu ver coisas não causaria acidente.

Cheguei no consultório, ainda era cedo, peguei meu celular, pluguei os fones de ouvido e coloquei a música que lembra do Jungkook, as vezes quando me sentia sozinha fazia isso, mas de fato, agora eu sentia que tinha alguém me observando, levantei meus olhos, percorri pro local todo, não vi nada “devo estar louca”, voltei mexer no celular.

Cindo minutos depois senti a temperatura cair, respirei pela boca e vi a fumaçinha saindo através da respiração, os pelos do meu braço começou a se arrepiar, meu medo invadiu, não queria levantar meus olhos e ver coisas sobrenaturais, sentia algo me chamando “não, não, não é nada, é coisa da sua cabeça s/n”, comecei a sentir um pouco de frio, mas não desviei do celular.

Ouvi alguém bater na parede de leve, parecia que batia com uma caneta, era um barulho irritante, sem querer olhei. Sentei na primeira cadeira, onde tinha mais cinco ao lado. Na ultima eu o vi, estava sorrindo, mas não era no sentido bom, parecia de maldade, seus cabelos ruivos pareciam quase castanhos, seus olhos eram profundo, tinha solidão.

Seu olhar me prendia, ao meu redor pareciam apenas borrões, “é um pesadelo, não é nada, não é nada” repetia essa frase toda hora sem desviar daquele olhar, “sentiu minha falta priminha?”, primeira vez que ouvi ele falar, a segunda vez que a vira, tinha apenas mexido a boca sem emitir um som se quer.

_ Você não é real – após falar isso em voz alta, ele se aproxima, não consigo me mexer, simplesmente fiquei presa.

Ele senta do meu lado, aquele não era o Junior, aquela imagem do meu lado começa a chorar, posso dizer que um choro de alguém morto ou sei lá o que aquilo era, não tem um som humano, seu choro era agonizante, sua expressão facial, ficou assustadora, a parte branca do olho ficou quase todo vermelho, as veias soltavam do pescoço, queria gritar, mas não saia nada na minha boca.

_ É tudo sua culpa, você poderia ter me salvado s/n – ele para de chorar um pouco, vira pra mim, me prendendo ao seu olhar – Você é péssima prima sabia?

Não, o Junior nunca falaria isso pra mim, como o Jungkook falou “ ele tinha as rédeas nas mãos” ninguém forçou a fazer aquilo, ninguém podia salva-lo se não ele mesmo.

_ Cala boca, você não é meu primo – falei do tom bravo, queria que aquela imagem sumisse.

_ O Jungkook e ninguém irá te salvar s/n, mesma coisa comigo, alguém me ajudou?

_ Cala boca porra, eu estive do seu lado sempre, éramos inseparáveis, meu único amigo, único que poderia salvar era você mesmo, nem sei por que eu tento argumentar com você, isso não é real, não me perturbe mais.

Escutei a porta do psicólogo se abrir se porta, então finalmente aquela imagem sumiu, virei para encarar, levantei e entrei na sua sala, seu olhar estava desconfiado “será que ele viu a minha loucura?”.

Durante a sessão ele não me perguntou nada, apenas de dava conselhos, nos quais não acredito que funcionem em mim, apenas ouvi e respondia suas perguntas “se sente melhor?” “não, mas posso viver com a dor”, será que consigo? Será que aquela imagem irá me perturbar para sempre, me culpando pela sua morte? Se sim, não irei agüentar, nem amor de ninguém, dos meus pais, do Jungkook poderia me salvar, Eu tenha as rédeas das minhas mãos, tenho que controlar.

Voltei pro carro, coloquei a chave e girei, quando finalmente pegou, entrei para estrada, mantia meus olhos atentamente no transito, quando finalmente entrei na avenida, podia dirigir sem ficar toda hora parando, o caminho era comprido.

Dirigi com cautela, olhava nos retrovisores com velocidade adequada, “você não vai se livrar de mim”, não precisava procurar da onde tinha saído àquela frase, consegui ver pelo canto do olho aquela imagem denovo estava do meu lado, olhava pela janela. Tentei não prestar atenção nele, liguei o radio no volume alto, nem um momento olhei pra ele, percebi sua irritação, ele gritava coisas no qual não prestei atenção, mas sentia sua presença, aquilo me incomodava, sem perceber, comecei acelerar o carro, estava perto do semáforo.

Ele chegou mais perto de mim, e gritou no meu ouvido, na hora virei pra ele e também gritei “JÁ CHEGAA”, na hora o semáforo tinha fechado, os carros e caminhões começaram acelerar na outra rua, na hora que gritei não freei o carro, apenas acelerava mais, passei bem na hora que um caminhão vinha em direção, foi tudo rápido, o caminhão atingiu a direita do carro, onde supostamente estivera o “Juinior”.

Minha cabeça chocou com a janela, sentia meu sangue escorrer e minha visão escurecer.

~

Acordei no hospital, minha cabeça estava fachada, sentia pontadas de dores por todo corpo, minha visão demorou a focar, senti mãos segurando as minhas, me virei e minha visão teve foco. Ele estava com o cabelo espalhado, com olhos vermelhos. Fraca ainda, tentei acariciar seu rosto, no qual ele segurou minha mão e me beijou.

_ Fiquei preocupado s/n, como você está?- respondi que estava bem, tirando a dor

_ Quanto tempo fiquei desacordada?

_ Umas 5 horas, não foi grave, seus exames saíram em breve, teve sorte, o caminhão tinha acabado de acelerar ao entrar na pista, o choque não foi forte, apenas bateu a cabeça. – eu ainda segurava seu rosto, deu um sorriso fraco, mas ele ainda tinha expressão de preocupado

_ O que foi Jungkook?

_ Você tentou se matar s/n? – seus olhos começaram a encher de lagrimas, meu coração doeu ao ver aquilo, não, eu não tentei me matar, me desliguei do mundo naquele momento.

_ Não meu amor, eu juro, eu vi ele denovo, foi ele. – ele se aproxima com o rosto poucos centímetros do meu.

_ Quando recebi a noticia pela sua mãe, nós dois corremos pra cá, sua mãe chorava muito s/n, tentei ser forte  por  sua mãe, mas não consegui, senti muito medo de ter perder, mais ainda se esse acidente fosse suicui... – ele começa a chorar denovo.

Sequei sua lagrimas com meus dedos, beijei ele por um bom tempo, ele nem imagina que tenho uma arma guardada, se descobrisse, não ele não podia descobrir, isso acabaria com ele.

_ Quer me contar como foi que aconteceu?

Contei tudo a ele, as coisas que me falara no consultório, os gritos, os choros, aquilo foi horrível.

_ Estou com medo Jungkook, ele está aparecendo com mais freqüência.

_ Eu não deveria ter ficado em casa, eu deveria ter ido com você, isso não teria acontecido, me desculpa amor... – peguei sua mão para acalmá-lo

_ Você não sabia, e outra, não se culpe por isso, não peça desculpas, tudo isso foi um acidente.

_ Não vou te deixar sozinha mais, sempre irei contigo, dependendo do dia, mais ainda que fiz uma promessa a ele. – como assim uma promessa?

_ O que? Que promessa Jungkook?

_ Ele fez eu prometer cuidar de você, antes de fazer aquilo, mesmo que ele não pedisse, eu quero cuidar de você, por favor não sinta raiva de mim por não ter te contado antes. – Seus olhos estavam vermelhos, estavam ficando inchados, como não tinha pensado nisso? É a cara do Junior, não sinto raiva dele e nem do Jungkook, apenas amor.

_ Tudo bem, eu te amo Jungkook

Antes que ele falasse algo, acabei dormindo, foi tranqüilo, mas ainda que tive um sonho.

Era ele denovo, porém era o Junior mesmo, aquele primo no qual eu cresci junto.

_ Fiquei sabendo do acidente, desculpa não ter voltado mais para te ver s/n, estive ocupado demais. – Sem falar nada, corri pros braços dele, senti de relance seu cheiro, sua pele era quente, seus cabelos pareciam que pegava fogo – Como você está? – ele sorria para mim, que saudades daquele sorriso.

_ Agora estou melhor ainda, não sei o que você anda fazendo, mas obrigada por tudo Junior, você tinha razão sobre o Jungkook.- eu sorria com lagrimas escorrendo pelo meu rosto.

_ Eu sempre tenho razão prima- ele me puxa para mais um abraço.

_ Se eu pudesse ficaria o resto da eternidade abraçada contigo.

_ Acho eu ia começar a ficar chato não acha? É muito cedo para vir pra cá, tenho coisas para descobrir, sonhos para se realizar, mais ainda que agora que encontrou o amor, escute o que estou te falando, eu morri só eu sei como faz falta viver, coisas ruins acontecem o tempo todo meu amor, mas a vida é única, aproveita as oportunidades.

_ Eu vou tentar, por que não me fala o que você faz por aqui?

_ Eu ainda não pude desfrutar da eternidade prima, eu ainda tenho tarefas a resolver,  algumas estão mostrando resultados, um deles é a chama que acendeu entre você e ele, tem meus pais, deixei muitas coisas complicadas, ainda vai demorar pra resolver

_ Então você virou cupido? – ele ri, o som da sua risada deixava minha alma em paz

_ Claro que não, quando quero algo, simplesmente começa acontecer, mas tem coisas que demora.

_ Até lá irei te ver?

_ As vezes, não se prende a mim, é apenas passageiro.

_ Eu sei, isso dói, sinto saudades de ti, das nossas brigas, das nossas conversas... Eu sempre te amarei Junior.

_ Eu sei e eu também sempre a amarei, agora descanse.


Notas Finais


Desculpe se caso foi meio pesado, e também pelo atraso.
Até a proxima meus amores <3 bijss


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