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História Como eu vou amar você? (Yoonjin) - Capítulo 3


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Boa leitura ❤️🥰

Capítulo 3 - Como eu vou ganhar essa aposta?


Fanfic / Fanfiction Como eu vou amar você? (Yoonjin) - Capítulo 3 - Como eu vou ganhar essa aposta?

"O jogo da sedução é uma aposta de risco, ganha quem aposta o seu corpo e perde quem aposta o seu coração"

{•}

 

Os alunos já estavam saindo do colégio para regressarem a suas casas. Menos Seok-jin que havia dispensado a companhia do namorado para procurar pacientemente pelo livro "Como eu vou amar você?", que eles usariam na aula. Esse nome fazia seu corpo se arrepiar totalmente. Do outro lado da prateleira, um garoto de pele branca procurava também pelo mesmo livro, deixou um dos livros caírem, assustando o loiro.

– Droga! – Aquele murmúrio furioso era conhecido. Yoon-gi de novo!

– Ya. – Chamou o rapaz.

– Seok-jin hyung?

– Não, é o clone dele. – Respondeu irônico.

– Ele não me contou que tinha um irmão gêmeo. Prazer, Min Yoon-gi!

– Sua anta, eu estava sendo irônico. Te liga!

– Primeiramente hyung: não sou tomada para me ligarem e segundo, nunca tente ironia comigo.

– Se é que é por que né?!

Ele revirou os olhos e passou para o lado esquerdo da prateleira, onde Seok-jin estava. Estendeu o livro para ele, que tocou suas mãos sem querer, uma sensação esquisita recorreu pelo corpo dos dois, nunca tinham sentido essa “sensação” diferente com seus namorados. Desconcertado, Seok-jin puxou o livro de sua mão e começou a folheá-lo.

– Onde faremos o trabalho? – Continuou com a visão no livro.

– Em sua casa. — Yoon-gi disse.

– Em qual local da casa?

– Em seu quarto acharia melhor e... – Seok-jin lhe deu um corte.

– Yoon-gi!

– Era brincadeira hyung. Tudo você leva a sério! – Riu relaxado, não parecia demonstrar incomodo em qual lugar da casa fariam o trabalho.

– Pare com essas gracinhas Yoon-gi, não quero meter minha mão na sua cara. – Ameaçou.

– Chato. – Deixou escapar em um sussurro. Seok-jin deu um soco no braço do rapaz. – Estressado demais você hyung.

– É melhor que ter mente poluída. – Olhou-lhe com deboche e sorriu falsamente.

– Não tenho mente suja. – Defendeu-se.

– Ah é claro que não! Se não fosse o Ho-seok, você ainda estava pegando todo mundo desse colégio!

– Melhor mudarmos de assunto. – Yoon-gi disse tenso.

– Vamos para minha casa? – Seok-jin corou internamente com sua pergunta. “Droga! ” Pensou para si mesmo.

– Fazer? – Yoon-gi perguntou maliciosamente. De fato, ele só estava testando a paciência dele, adorava vê-lo perdendo o controle de tudo.

– Eu vou te dar agredir Yoon-gi. — Esbravejou.

– E eu vou adorar isso. – Insistiu em provocá-lo mais e mais. Mantinha em seu rosto um sorriso implicante.

– Tudo bem. – Seok-jin fechou os punhos e na hora em que iria depositar um soco certeiro no rosto do garoto, ele o pegou pelo pulso e o prendeu na parede, assustando-o com a repentina aproximação.

– Peça desculpas.

– Pelo quê? – O nervosismo e vergonha percorriam pelas veias dele.

– Por ameaçar me bater.

– Você mereceu. Me larga!

– Não, eu não te libero até você dizer uma “desculpa Yoon-gi! ”

– Está louco garoto, me solta! – Tentou-se mais uma vez liberar-se dos braços do moço, mas ele era mais forte. Prensou Seok-jin ainda mais na parede e aproximou-se ainda mais, colando seus corpos.

O que ele pensa que está fazendo? ” Seok-jin se perguntava estupefata com o jeito do Yoon-gi de agir. Faltavam milímetros para suas bocas se tocarem.

– Não vai matar hyung. – Sussurrou no ouvido dele. Seu coração a qualquer instante parecia que iria sair pela boca, suas pernas estremeciam-se, algo nele estava realmente mudando.

– Yoon-gi, isso é jogar baixo.

– Vai Jinnie hyung, não é nada demais. – Acariciou o rosto do mais velho deixando-o extremamente vermelho, ele sorria divertido com a pressão que causava no amigo.

– Me deixa sair Yoon-gi! – Tentou batê-lo, chutá-lo de todas as maneiras possíveis. Mas ele era esperto e não deixava.

– Desculpa Yoon-gi. – Disse sem ânimo.

– Não ouvi nada! – Seriamente Yoon-gi havia pegado pesado. Mordeu o lóbulo da orelha de Seok-jin, seu coração já poderia parar.

– Desculpa Yoon-gi. – Falou desta vez mais normalmente.

O garoto se distanciou libertando Seok-jin do castigo. Ele o encarava com um misto de raiva, vergonha, incerteza e indignação.

– Por que mordeu o lóbulo da minha orelha seu nojento?

– Por que ficou nervosinho?

– Se você voltar a repetir essas merdas comigo, eu conto para o Ho-seok. – Só depois desta frase que Yoon-gi ligou-se que quase havia traído seu namorado, arrependeu-se.

– Beleza, só queria testar você. Vamos! – Disse em desânimo.

– Ok.

Saíram finalmente do colégio, ambos andavam calados a caminho à casa de Seok-jin. Por mais que não tivesse gostado muito da cena que Yoon-gi protagonizara com ele, deixou-o um pouco mexido e aqueles momentos intensos que viveu ali com o menino estavam como cola em sua mente, não desgrudava de jeito nenhum.

– Chegamos.

– Estou vendo. – Sussurrou ainda um pouco arrependido.

– Yoon-gi. – Levantou a cabeça do rapaz pelo queixo. – Não fica assim, apaga isso de sua mente, esquece. Aliás, não foi nada demais, não rolou algo a mais, então sem preocupações!

– Já esqueceu? – O rapaz parecia pasmo.

– É claro que sim. – Seok-jin mentiu com cara de pau.

Esquecer aqueles minutos ativos ao lado dele? Sem chances, não tinha como, estava gravado na memória do adolescente mesmo que ele não quisesse. Pouco provável que tiraria isso de sua cabeça. Assim como ele, que ainda tentava processar tudo o que ele havia feito. Seok-jin abriu a porta entrando primeiro e segundos depois dando espaço para o Yoon-gi entrar. A casa estava quieta demais, o loiro sentia medo de ficar só com o amigo, pois temia que ele repetisse aquilo tudo de novo e desta vez usasse o trabalho como estratégia para repetir a cena.

– Vamos para o meu quarto.

Subiram as escadas deixando ecoar livremente pela casa seus passos ligeiros para chegarem logo aos seus destinos. Seok-jin girou a maçaneta da porta de seu quarto e eles entraram. Yoon-gi girou o corpo analisando tudo ao seu redor, esperava encontrar o quarto de Seok-jin todo bagunçado e que lá parecesse o lixão. Essa às vezes era a imagem que dava para ver dele, um garoto mal-educado e bagunceiro.

– Não sou tão desleixado quanto pareço, tá Yoon-gi? – Ele já sabia o motivo das olhadas que ele dava para o seu quarto. O Min riu e não falou nada. Seok-jin fez sinal para que ele sentasse em sua cama, o rapaz obedeceu ao pedido.

– Caralho! Não faço ideia de como realizarmos esse trabalho.

– Faremos assim. Pegamos o livro e vamos lendo capítulo por capítulo... – Seok-jin foi interrompido.

– Assim demora muito estranho.

– Calado e... Do que me chamou? – Ele levou um olhar nada amigável para o amigo.

– Estranho. É assim que te chamo desde o primeiro dia que te vi!

– E por quê?

– Acho você estranho e intimidador.

– Intimidador? – Começava ali uma sessão de interrogatório.

– É. Você intimida as pessoas sabe hyung? Mete medo nelas que ficam completamente assustadas e frustradas que quando te veem, parecem que viu o diabo!

– Imbecil, deixe-me continuar com a explicação.

– À vontade.

– Como eu ia dizendo, lemos o livro folha por folha para poder entender o que ele queria nos dizer, qual o significado do seu título, o porquê de ser "Como eu vou amar você?" E compreender os fatos. Enfim, vamos desfrutar de sua essência como disse o Hee-chul!

– Parecia um professor falando.

– Cala a boca Yoon-gi!

– Não dá para dizer as coisas com a boca fechada. – Honestamente, o rapaz estava abusando da sorte. Seok-jin estava quase explodindo.

– Está mais insuportável do que os outros dias.

– Só se for para você que vive de mau humor!

– O Nam-joon me faz sorrir! – Rebateu.

– Aham, sei. “Awn Joonie meu amor, você é tão lindo! ” – Yoon-gi tentou ao máximo atingir o tom de voz de Seok-jin, tentativa falha. Acabou que sua voz ficou muito fininha que parecia mais um rato emitindo seus sons.

– Primeiro ler, para depois escrever.

– Ok chefe!

Seok-jin murmurou um “bobo” sorrindo. Deitou-se em sua cama mandando Yoon-gi acompanhá-lo. Tecnicamente teriam que ficar com os rostos próximos para poderem ler, mas a tarefa difícil seria apreciar o livro com eles tão próximos. Seok-jin se desconcentrava facilmente.

– Yoon-gi, não acha que estamos muito próximos?

– Não vai acontecer nada que você não queira hyung, relaxa.

– Está difícil de relaxar com você muito perto de mim.

– Ainda pensa no que rolou minutos atrás? – Seus olhos encontraram-se, acreditem. Foi um choque entre olhares.

– Estou tão confuso.

Ele nada falou. Acariciou o rosto do mais velho e foi se aproximando em câmera lenta. Suas respirações já estavam se misturando, seus corações batiam descompensados, a imensa vontade de se beijarem era indescritível. Ao verem seus rostos muito juntos, Seok-jin cortou o clima.

– Não é certo Yoon-gi. Você ama o Ho-seok e eu o Nam-joon, não vamos fazer isso, não quero traí-lo. — Ele não queria soltar aquelas palavras, sua voz estava meio que falhando.

– Beleza. Também não quero trair e ferir o coração do Hobi. Acho bom eu ir! — Disse se levantando da cama.

– Sabe a saída. Tchau Yoon-gi!

– Tchau estanho. – Sorriram um para o outro. Yoon-gi presenteou Seok-jin com um selinho demorado na bochecha. As maçãs do rosto do garoto enrubesceram.

Após o Min ter deixado a residência, Seok-jin jogou-se em sua cama macia pensando se realmente amava Nam-joon.

{•}

Após terminar a canção, a porta do quarto de Seok-jin range e lá entra Ji-min aplaudindo a nova canção. O garoto sobressalta da cadeira e encara o amigo com um olhar reprovativo, o mais novo tinha invadido sua privacidade. Coisas que Seok-jin odiava.

– Faz o que aqui?

– Canção linda hyung, destinada a quem?

– A ninguém seu insuportável, agora vaza do meu quarto antes que te coloque para fora. — Seok-jin já mostrava irritação em sua voz. Como uma pessoa podia estressar-se tão fácil? O Kim era uma figura, praticamente não existia.

– Era para o Nam-joon? – Persistia no assunto.

– Coisa minha que não dá o maior cabimento para você saber. Vaza vai Ji-min! – Empurrava o outro com rudeza, mas ele o parou.

– Seok-jin, para de ser tão sozinho!

– E você para de ser tão insistente Ji-min, que coisa. – Seok-jin desistiu da tentativa de livrar-se dele. Atirou-se em sua cama agarrando seu travesseiro em formato de cupcake.

– Só acho que você deve-me falar mais sobre as coisas de sua vida.

– Nascemos colados?

– É óbvio que não!

– Perfeito, então você não precisa saber de toda a minha vida. Apenas do básico.

– Acontece Seok-jin que somos como irmãos... – O garoto foi pausado.

– O que acontece Ji-min é que você é a coisa mais chata do mundo, e fofoqueiro também.

– Tudo bem! – Ji-min desistiu magoado. Ele só queria conversar com seu irmão postiço, mas Seok-jin fechava as portas, criava barreiras. – Só queria ter conversas com você como todos os amigos e irmãos normais têm, porque pelo que sei é isso que somos ou éramos. — Quando Ji-min já estava quase pondo o outro pé para fora, Seok-jin criou coragem.

– Quase nos beijamos. – Ele disse. Ji-min virou uma estátua no mesmo instante. Seok-jin e Yoon-gi? Quase beijo?

– Vocês o que?

O mais novo se virou de boquiaberto, não crendo nas palavras dele. Seok-jin apenas assentiu com a cabeça confirmando com uma carinha de medo, medo de magoar Nam-joon e seu amigo Ho-seok. Não que isso significasse que estava apaixonado por Yoon-gi, mas que rolava química ele não podia negar. Jimin andou desesperado e em formas de círculos pelo quarto. Se fosse outro assunto, Seok-jin estaria morrendo de rir, mas o papo aqui era com ele, o foco era ele.

– JI-MIN PARA DE ANDAR EM CÍRCULOS!

– Foi mal, mas isso é uma notícia.

– Você não vai abrir o bocão não né? – Seok-jin perguntou receoso.

– Não Seok-jin, não sou o fofoqueiro do Jackson. Mas fala aí, o que rolou! – Sentou ao lado do amigo atenta para ouvir tudo o que ele iria falar.

– Eu estava pegando o livro para nós fazermos o trabalho e eu o encontrei lá. Começamos a conversar e tal, o Yoon-gi estava diferente hoje, cheio gracinhas para o meu lado, até que eu me irritei e ameacei lhe agredir. Ele garantiu que por ele estava tudo bem, que eu podia ir fundo e eu só respondi um “tudo bem”. – Fez aspas imaginárias com os dedos. – Mas na hora em que ia acertá-lo, agarrou meu pulso e me prensou na parede tendo uma aproximação estranha entre nós e pediu para eu me desculpar. Eu continuei com uma pose de difícil até que ele começou a jogar sujo, prensou-me ainda mais na parede e colou nossos corpos, eu achava que iria enfartar ali mesmo. E isso não é nada, mordeu o lóbulo da minha orelha e acariciou meu rosto, o jeito foi me desculpar porque se não, sairia um beijo ali.

Ji-min tinha a boca escancarada, os olhos arregalados, era informação demais para a mente dele.

– Esse menino está te testando.

– Você acha que eu não sei? Ele esclareceu que só queria brincar comigo, mas isso não foi tudo.

– O que? Ainda tem mais? – Perguntou Ji-min indignado. 

– Quando estávamos lendo o livro, nossos rostos estavam absurdamente muito próximos e aquilo estava me desconcertando. Pedi para ele afastar, mas conhece o Min, provocou de novo e perguntou se eu não tinha esquecido o momento intenso. Respondi-lhe que estava confusa e ele nada, mais uma vez alisou o meu rosto e foi se aproximando. Eu sentia um desejo muito forte de querer beijá-lo, nunca havia sentido nada igual em relação ao Nam-joon. Mas eu estraguei o momento dizendo-lhe que o que iríamos fazer, acabaria resultando em uma grande confusão, ele concordou e foi embora.

Ji-min mantinha uma expressão no rosto de conselheiro, talvez fosse dar um conselho ou alertá-lo sobre algo perigoso.

– Está sentindo-se atraído pelo Yoon-gi!

– O QUE?

– Hyung, não vá se fechar de novo. Desta vez, deixa o seu coração te guiar.

– Outro drogado. – Balançou a cabeça negativamente. – Ji-min, eu só amo o Nam-joon tá legal? Quando eu estiver amando o Yoon-gi te aviso. Ops! Esse dia nunca chegará!

– Não deboche hyung, esse dia pode estar sim chegando e já deve estar bem próximo.

– Fora do meu quarto Ji-min, quero dormir! Sai, sai, sai!

Ji-min não insistiu em ficar mais uns minutos com Seok-jin. Saiu do quarto do mais velho com um simples sorriso de certeza radiante em seus lábios rosados.

– Fica esperto! – Gritou do lado de fora e Seok-jin só pode ouvir a porta do quarto ao lado bater levemente.

Afundou em sua cama suspirando, suspirando e suspirando. Esse garoto está levando-o a loucura!

– Droga Yoon-gi! — Murmurou. É. A vida está de ponta a cabeça.

{•}

Yoon-gi andava de um lado para o outro em seu quarto, Jung-kook tentava em vão acalmar o rapaz que não sabia ao certo o que lhe deu para cometer aquele ato Seok-jin. Desde que chegara da casa dele não conseguia tirá-lo da cabeça, queria abri-la para arrancar seu cérebro e Jung-kook já achava que o garoto estava ficando louco.

– Assim você me deixa tonto.

– O papo é sério e você vem com brincadeirinhas para cima me mim, me poupe!

– Como assim papo sério? Hyung, você ainda não me explicou qual o motivo de tanto desespero.

– Seok-jin cara, Seok-jin! – O rapaz falava o nome do amigo quase que com um nó na garganta. Jung-kook entendeu o recado.

– Houve algo a mais hoje na casa dele? – Perguntou.

– Eu quase o beijei. – Jung-kook encarou Yoon-gi com um olhar tipo: “meu filho, você está encrencado”.

– Enlouqueceu? O Nam hyung é nosso amigo e você ferirá o coração frágil do Hobi hyung, imagina só se o Nam-joon volta a se cortar e o Ho-seok a beber?! – Alertara o amigo. Yoon-gi sentou-se em sua cama, apoiando seus cotovelos na coxa e juntando as mãos como se quisesse dizer que ele estava rezando, batia os pés impaciente e suava.

– Eu perdi o controle, veio uma vontade involuntária de fazer aquilo. Não tem como esclarecer o que aconteceu.

Suspirou desanimadamente. Jung-kook notando a tristeza dele aproximou-se e deu três batidinhas fracas nas costas do mesmo como se aquilo fosse um conforto para o menino desesperado.

– Será? – Jung-kook perguntou. Yoon-gi soltou um olhar confuso, sua mente não entendia a tal pergunta do moreno.

– Será o que Jung-kook?

– Que você está se apaixonando pelo Seok-jin hyung. – Ele disse. Yoon-gi engasgou-se com a própria saliva e começou a tossir de modo escandaloso.

A mando de Jung-kook, ergueu os braços para cima enquanto ele lhe dava pequenas tapas nas costas para ver se ele retomava a voz. Quando o rapaz, desta vez, mais recuperado do “trauma”, levou o olhar irritado para o amigo.

– O Jin hyung é um amigo para mim e nós só viemos ter uma aproximação tão íntima agora por esse trabalho, não significa que todo esse meu desespero é porque estou me atraindo por ele, sem lógica sua teoria cara!

– Yoon-gi, vê só. Ele combina contigo, vocês dois são estranhos.

– Não, discordo completamente. Seok-jin tem mais a ver com você, são sagazes, explosivos, impulsivos, amam proteger os amigos e deixar os namorados em segundo plano.

– Quem deixou o Nam-joon em segundo plano foi ele, e eu nunca fiz isso com o Ji-min ou o Tae-hyung. – Jung-kook se defendeu.

– Seok-jin não combina com nenhum de nós, pronto, falei! Ele é do Nam-joon e eu sou do Ho-seok, está bem como está e não vamos mudar. – Falou confiante.

– Se você realmente perceber que sente algo forte, me avisa que eu quero ser o primeiro, a saber. – Jung-kook provocou rindo.

{•}

Seok-jin estava tristonho encarando a parede sem piscar. Naturalmente pensando em Yoon-gi, preocupado com a conversa que tivera com Ji-min, seus olhos enchiam-se de lágrimas, tinha medo de magoar alguém nessa história. Ainda amava Nam-joon, mas Yoon-gi balançava com ele de forma que o seu namorado nunca balançou. E o Ho-seok? Seu amigo? Seok-jin não quer ter fama de traíra, por isso não pode ceder aos charmes do garoto.

Limpou os olhos e levantou-se da cama. Decidiu ir vagar pelas ruas para ver se distraia com alguma coisa diferente. Vestiu-se com uma blusa rosa, jeans surrado, um par de all star preto e velho e o colar dado pelo seu namorado. Mas quando abriu a porta, se deparou com todos os amigos ali, a pessoa que ele menos desejava encontrar nesse momento estava presente. Seu plano para tentar esquecê-lo havia ido por água a baixo. Ji-min ao vê-los, sorriu abertamente e abraçou os namorados.

– Por que aqui? – Perguntou o loiro.

– Deu vontade. – Nam-joon beijou o pescoço do namorado, que riu de canto.

– Não estou a fim de ensaiar.

– Nós viemos especialmente para isso, mesmo estando tarde.

– Vamos a uma balada! – Sugeriu Ho-seok animado com sua própria ideia, todos acharam uma boa.

– Só vamo! – Yoon-gi mordeu o lóbulo da orelha de seu namorado. Seok-jin teve a rápida lembrança do que ele havia feito com ele mais cedo no colégio.

– Vamos logo antes que eu mude de ideia! – Seok-jin disse apanhando sua carteira de cima do sofá.

– Preciso trocar de roupa? – Ji-min perguntou. Todos giraram os olhos diante a estupidez que ele falara, excluindo Jung-kook e Tae-hyung.

– Não amor, você já é lindo e não precisa de mais. Vamos!

– Só não acho que essa blusa e essa calça estão...

– Esquece isso Ji-min! Anda, apressa o passo. – Diz Seok-jin.

Ji-min calou-se e chamou o motorista de seu pai. O mesmo os levou a balada que eles costumavam frequentar, uma simples baladinha onde eles podiam cantar e dançar. Ao entrarem na casa, o som alto contagiou Ho-seok que logo teve a ideia de convidar o namorado para dançar, uma lâmpada acendia-se sobre a cabeça do jovem.

– Yoonie, dança comigo? – Pediu meigamente usando o famoso olhar de cachorrinhos pidões. O rapaz tinha um fraco por olhares assim, tanto que não resistiu à olhada de Seok-jin dias atrás.

– Sabe o que é Hobi, é que você sabe que isso aí é muito para mim. – Gagueja o rapaz envergonhado. O namorado apenas se diverte da situação fofa do garoto.

– Não era você que queria se aventurar?

– Do jeito que me agrade, dançar não é minha praia. – Abraçou o namorado pela cintura o prendendo contra o seu peito.

– O senhor dançará comigo sim, sem objeções! – Ho-seok disse autoritário.

Acabou dando-se por vencido, cedeu à exigência dele e tentou atingir os seus passos de dança. Sem negar, Yoon-gi estava se saindo muito bem para uma pessoa que odiava dança. O trisal só fazia se beijar em um canto escondido da parede, digno de apaixonados. Seok-jin e Nam-joon preferiram ficar sentados em uma mesa bebendo um coquetel sem álcool.

– Joonie. – Seok-jin o chamou pelo seu apelido carinhoso.

– Oi amor.

– Você me ama? – A pergunta realmente assustou Nam-joon profundamente, ele ainda duvidava de seu amor? Seok-jin estava estranho.

– Claro que sim meu amor. Ainda dúvida?

– É óbvio que não, saiu no automático.

Por coincidência, uma música chamada Automatic começou a tocar, era de uma banda alemã, Tokio Hotel.

– Se eu te traísse, o que faria? – Agora Nam-joon não tinha mais dúvidas que Seok-jin estava completamente estranho.

– Tentaria de alguma forma te perdoar e retomar a confiança em você, quando se ama de verdade, fazemos de tudo. – A frase deixou emocionado Seok-jin que sem querer, permitiu que uma lágrima escorregasse pela sua face.

– Está me traindo? – Os dois arregalaram os olhos, um com receio da resposta e a outro indignado com a pergunta feita.

– É óbvio que não né? Só foi curiosidade!

– Tem certeza? Você de repente ficou nervoso e agiu estranhamente.

– Nam-joon! – Exclamou. – Pelo amor de Deus, foi só curiosidade!

– Tudo bem, não vou insistir em nada que não aconteceu e que jamais acontecerá. – Ele disse. Seok-jin tremeu-se ao ouvir aquelas duas últimas palavras serem soltas pelo seu namorado. – Não vamos ter uma discussão aqui no meio da balada.

Seok-jin sorriu de canto e acarinhou o rosto do namorado. Trouxe seu rosto próximo ao seu e roçou seus lábios, apenas concluindo um selinho. Mas aos poucos, ele foi abrindo a boca e Seok-jin cedeu, dando-lhe passagem imediata para suas línguas dançarem. Uma coisa que ele notara enquanto beijava seu namorado era que a sensação de borboletas na barriga havia sumido misteriosamente, não sentia mais aquela sensação de que fosse seu primeiro beijo com aquele rapaz, seu coração já não batia descontroladamente e não sentia muito mais aquele gosto perfeito de menta na boca do garoto, foi estranho.

Desgrudaram-se, Nam-joon sorriu apaixonadamente enquanto Seok-jin simula um sorriso verdadeiro em seu rosto. Eles voltam a beijar-se, mas são interrompidos pelo celular de Nam-joon que recebe uma mensagem. O garoto leu pacientemente o torpedo enviado por seu pai e não escondeu o desespero. Seok-jin preocupado e assustado questionou:

– Aonde vai?

– A minha madrasta passou mal de novo e eu tenho que ir socorrê-la com meu pai, não se importa se eu for né? – Deu uma rápida olhada para ele.

– Não, lógico que não Nam. Pode ir! – Não ocultou a mágoa de ser deixado para trás, mas Seok-jin tinha que compreender, família em primeiro lugar.

– Fica assim não Jinnie. – Selou seus lábios com os dele. – Amanhã nos vermos no colégio?

– Claro. – Respondeu indiferentemente.

Nam-joon apressado e inquieto deixou a balada. Logo depois Seok-jin alcançou com sua visão, o trisal deixando o local, com eles não se importou muito. Continuou a beber seu coquetel em paz como se não tivesse ninguém ali, apenas ele curtindo seu momento, sozinho.

– Que saco. – Murmurou brincando tediosamente com seu canudo que usara para sugar o líquido da taça. Nem percebeu que Ho-seok se retirava do ambiente às pressas também, sobrou Yoon-gi e ele ali, naquele local agitado.

– Oi. – Sussurrou bem próximo ao seu ouvido. Seok-jin sentiu um arrepio percorrer até sua espinha, ignorou a presença do amigo. – Vai dar uma de desconhecido agora? – Sentou-se ao lado de Seok-jin que ainda não o encarava. Medo de terem contatos visuais.

– Cadê o Hobi?

– Foi para casa, recebeu um telefonema da Momo que chorava litros.

– Por quê?

– Hee-chul ou coisa de família, sendo assim o Ho-seok teve que voltar para tentar acabar com o pranto da prima.

– Está chato aqui né? – Seok-jin o olhou de soslaio.

– Total. Vamo dá um role por aí? – Sua voz já parecia demonstrar estimulo e euforia.

– Agora.

Abandonaram a balada e foram caminhando sem rumo, não dando importância a hora que já era, mas um pouco desconfortáveis devido ao clima que havia rolado no colégio e na casa de Seok-jin. Emudecidos e quietos, pensavam consigo mesmo o porquê de estarem naquele clima chato e silencioso se eles eram só amigos. Amigos, apenas bons amigos.

– Vai encarar? – Yoon-gi apontou para o balanço sorrindo igualmente a uma criança de oito anos feliz por ganhar sua primeira bicicleta.

– Já perdeu! – Bagunçou os cabelos do menino e correu para o balanço já dando impulso para saltar.

– Assim não vale Seok-jin, não venha com trapaças. De qualquer forma, eu te ganho de qualquer maneira. – Disse com tom de voz desafiador. Seok-jin encarou Yoon-gi descrente de suas palavras. – Que tal uma aposta? – Aquilo soou ruidosamente para Seok-jin.

– Aposta? – Não tropeçou nas palavras, apesar de estar tenso.

– É. Se eu perder...

– Se você perder terá que pagar meu lanche por uma semana. — Seok-jin disse.

– Ah não hyung! Isso não!

– É isso ou terá que me pagar muito mais do que pelos lanches. – Riu da derrota do mais novo.

– Se você perder terá que me dá um selinho. – Ele rebateu. Seok-jin escutou bem? Ouviu aquilo mesmo? Seu amigo havia dito aquilo? Seu rosto dava para esquentar alguma coisa de tão queimado e vermelho que estava. Não era só raiva, mas também vergonha.

– GAROTO, TÁ LOUCO? JÁ PENSOU SE O NAM-JOON SOUBER DISSO? MINHA VIDA ACABA! – O desespero de Seok-jin era impagável, a careta de ódio que ele fazia não tinha nenhum dinheiro que pagasse por elas. Incompreensivelmente hilário.

– Primeiro hyung, respira e inspira. Segundo, é um selinho na bochecha.

– Foi mal, é que eu dupliquei o sentido da frase. – Desculpou-se tímido e abaixando o olhar.

– Queria que fosse aonde? Na boca mesmo? – Perguntou o rapaz cheio de malícias.

– Filho da puta!

Ele gargalhou e deu impulso para também pular. Essa aposta estava feita e Seok-jin estava encrencado


Notas Finais


A gente percebe que tá ficando velha quando desenterra Tokio Hotel do fundo do baú 🤡🤡


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