História Como me livrar de Uzumaki Naruto - Capítulo 8


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Visualizações 470
Palavras 4.029
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aí meu povo, como estão?

Finalmente cheguei, com cap novo!
Quase que não sai haha

Fui meio malvada nesse, vocês vão ver
Em minha defesa eu digo que é culpa do Itachi!

Espero que gostem e até a próxima!

Capítulo 8 - No escurinho do cinema


Fanfic / Fanfiction Como me livrar de Uzumaki Naruto - Capítulo 8 - No escurinho do cinema

 

Uma das coisas que eu mais gosto no sábado é poder dormir até tarde.

Acho que uma das melhores sensações da vida é poder desativar os vinte despertadores que você precisa para acordar toda manhã.

Desativar todas aquelas setinhas era quase uma sensação de orgasmo.

Geralmente eu dormia até a uma tarde da tarde ou até que a dona Mikoto cansasse e viesse me empurrar da cama. Eu tenho minhas dúvidas de que ela goste de fazer esse tipo de coisa, talvez descontar a dor do parto, sei lá.

No fim das contas ela deve ter arranjado um bingo para ir, ou algo assim, coisa de velho – que ela não me escute dizer isso – porque eu consegui passar da uma da tarde.

Por volta das duas o Ita entrou no meu quarto e foi até o meu computador, começando a mexer no Spotify como se fosse dele e escolhendo por fim alguma playlist de rock e logo War Pigs, do Black Sabbath preenche o ambiente.

Ao menos nisso nós nunca nos desentenderíamos. Imagine se eu tivesse um irmão que gosta de ouvir Miley Cyrus ou Justin Bieber? Já teríamos certamente nos matado, já chega o que passei com a Sakura quando ela estava na fase de ouvir esse tipo de coisa.

Tive que praticamente exorcizá-la com AC/DC e Lynyrd Skynyrd.

Felizmente o rock corre no sangue dessa família. Em vez de canção de ninar minha mãe colocava Stairway to Heaven para tocar.

Bons tempos.

Depois de aumentar o volume para que os vizinhos também pudessem apreciar boa música, o Itachi puxou a cadeira da mesa do computador e sentou-se de frente para o encosto, ficando também de frente para mim.

Eu apenas levantei um pouco o tronco e me coloquei em uma posição meio deitado, meio sentado e o encarei. Conhecia meu irmão muito bem para saber que para vir até o meu quarto dessa forma ele certamente quer falar algo.

E não demorou muito para ele começar.

– O que rola com o Uzumaki? –  ele me questionou em um tom quase sério.

Eu arqueei uma sobrancelha mais espantado com a forma que ele chamou o Naruto do que com a pergunta em si.

Meu irmão que, já me conhece bem, sabia que era a minha forma de devolver a pergunta.

– Ele está a fim da Jujuba?

Soltei um longo suspiro antes de sentar na cama e cruzar as minhas pernas. Amaterasu que estava deitado nos meus pés logo levantou e veio deitar ali no meio delas.

– Então não é coisa da minha cabeça. –  concluí.

Ele soltou uma risada baixa com o meu comentário, então levantou da cadeira e foi até a prateleira em que ficavam minhas bolas de futebol, pegando uma e começando a jogar de uma mão para outra.

Itachi era uma pessoa que sempre precisava mexer com alguma coisa enquanto concluía um raciocínio, era um dos costumes mais estranhos dele e que deixava a minha mãe louca.

Uma vez minha mãe inventou de dar bronca nele e mandou-o sentar à mesa da sala de jantar enquanto ele se explicava. Não tinha nada sobre a mesa naquele momento, então ele começou a mexer com os fiozinhos da toalha. Ao final da explicação nada convincente –  para não dizer mentira – ele tinha desfiado um pedaço de quase trinta centímetros do tecido sem que ela percebesse.

Preciso nem dizer que dona Mikoto não ficou nada feliz de ver a toalha de sua bisavó estragada. No fim ela nem lembrava mais porque estava dando bronca nele e naquele dia eu quase virei filho do único.

Não que eu tivesse reclamado… mas enfim.

– Se é somos dois loucos. Porque eu estava apenas esperando o momento em que ele fosse pular nela. –  responde ele – Já falou com ela?

– Sobre o que? –  questiono, me fazendo de desentendido, não era um assunto em que eu queria entrar e odiava quando o Ita insistia nisso.

Itachi revira os olhos com a minha falsa confusão e volta a se sentar na cadeira, ainda brincando com a bola.

No entanto a sua expressão agora é séria e então eu percebo que o clima mudou.

Ele umedece os lábios com a língua e parece pensar nas palavras, antes de falar.

–  Sabe, Sasuke –  eita porra, falou meu nome – você sabe o que eu penso sobre isso, eu te falei várias vezes.

–  Ita…

Ele levanta uma das mãos, me pedindo silêncio e então prossegue.

– Você sabe o que eu penso sobre esse seu rolo com a Sakura. Apesar das nossas birras, você sabe que eu adoro ela, é como se fosse minha irmã mais nova. Mas para mim ela não é a garota certa para você.

Eu esfrego as mãos pelo cabelo em nervosismo e solto um longo suspiro antes de encará-lo novamente. Itachi sabe como eu odeio quando ele fala sobre isso e como sempre fico irritado, e mesmo assim insiste. Não é como se eu não me importasse com a opinião do meu irmão, mas ele não sabe das coisas como eu. Não a conhece como eu conheço.

– Irmão, vocês estão nessa desde sei lá, uns treze, quatorze anos? E não saem do mesmo lugar, ficam se encontrando escondido igual duas crianças. E nenhum dos dois toma uma atitude.

– Mas eu gosto dela, Itachi! – respondo quase gritando – Você sabe disso, eu não consigo gostar de outra pessoa, eu não quero outra pessoa, porra!

– E você já disse isso à ela? – ele rebate na mesma hora.

– Não é tão fácil assim. – respondo, em tom baixo. Caralho, não é só chegar nela e dizer “Hey, Sakura, sou apaixonado por você desde os seis anos”. Eu sei como ela é, apesar de ela nunca dizer nada e tentar esconder eu conheço um pouco dos demônios que ela enfrenta. Apesar de sempre se fazer de forte a Sakura é uma das pessoas mais frágeis que eu conheço.

E eu não posso arriscar ficar sem ela, simplesmente não posso.

Ele esfrega o rosto e ri secamente antes de me olhar novamente.

– É fácil sim, você que gosta de complicar as coisas, Sasu.

Dessa vez eu prefiro não responder nada, é inútil. Já tivemos essa conversa dezenas de vezes, eu sempre com os mesmos motivos e Itachi com os mesmos contra-argumentos. Não adianta discutir com ele.

Eu sei que ele só quer o meu bem, mas porra, ele não entende.

Ouço ele soltar um suspiro e volto minha atenção à ele, sabendo que ainda tem algo à me dizer.

– Bem, não adianta insistir, não é? – não mesmo, ainda bem que você percebeu. – Apesar do que eu acho é você quem decide, irmãozinho. Só não quero te ver machucado. – não consigo evitar de sorrir com isso – Mas vou deixar você fazer as coisas à sua maneira. E se o que você quer é ferrar o Uzumaki, então eu, seu maravilhoso e super foda irmão mais velho, vou te ajudar com isso.

E aí está o idiota do meu irmão. Me conforta saber que mesmo não concordando sempre comigo, sempre vou poder contar com ele, mesmo nas idiotices, assim como ele sempre pode contar comigo.

Ele então se levanta, joga a bola para mim que a pego antes de acertar o meu rosto, e começa a digitar algo no celular.

– Agora deixa eu começar a me arrumar que tenho que ficar gostoso para a minha Zuzu.

Reviro os olhos com o “Zuzu”.

É, Ita sendo Ita.

 

 

*****

 

 

O dia acabou passando até que rápido no fim das contas.

Depois de Itachi ficar quase duas horas decidindo a roupa que iria usar – e isso porque o leonino sou eu – e encher o saco da mamãe perguntando qual roupa ficava melhor – e levar uns bons gritos por isso – nós passamos o restante da tarde jogando no Xbox.

Como eu sou muito mais bonito que o meu irmão não tive tanta dificuldade em achar uma roupa: separei uma camiseta do Iron Maiden, que tem as faixas do álbum The Final Frontier nas costas e o Eddie na frente, por cima uma jaqueta preta de couro, uma calça jeans azul escuro e um par de Vans Authentic cinza.

Como sempre tentei pentear isso que eu chamo de cabelo para trás, mas sem sucesso já que nem gel super forte dá jeito nisso; tomei um leve banho de perfume e tcharam!

Pronto para o ataque.

Ao sair do quarto dou de cara com Ita no corredor e paro para ver porque ele demorou duas horas escolhendo uma roupa

Ele está com uma camiseta preta de botões com as mangas dobradas até os cotovelos, uma calça skinny cáqui e um Vans Old Skool preto.

Não é que parece até gente?

–  Achei que apenas tivesse pedido ajuda para a mãe, não que ela tivesse te vestido. – digo rindo e ele me olha feio.

– Desculpe se eu estou parecendo um HOMEM –  diz ele dando ênfase no “homem” – e não um pirralho que acabou de sair do reformatório.

Tsc.

Idiota. Quem ouve nem pensa que ele também se veste assim como eu, todo dia. Essa camisa aí de HOMEM, no mínimo ele pegou do nosso pai. Acha que tá enganando alguém.

Certeza que é para impressionar a Izumi.

Apenas balancei a cabeça e desci a escada indo até a cozinha. Apoiei os cotovelos na ilha e peguei meu celular para mandar uma mensagem para Sakura.

Eu 19:45

Tá pronta, Sakurinha?

 

Demônio Rosa 19:46

Tô sim

Só esperando você, princesa

 

Eu 19:46

Nem demorei

Levei tipo, uns 15 minutos

 

Demônio Rosa 19:47

Aham, a gente finge que acredita, Sasu

Vou pra frente te esperar ;**

 

Depois de visualizar a última mensagem, calmamente termino de tomar um copo de suco, que havia pegado na geladeira, e pego as chaves do Jeep. Enquanto confiro se não esqueci nada ouço o barulho do carro de Itachi e sei que ele está saindo para buscar a Izumi.

Rapidamente guardo o celular no bolso, grito para a minha mãe que estou saindo “Vê se não volta tarde!” e vou para a garagem pegar o carro.

Ao sair com o Jeep vejo a Sakura parada na porta de casa com o celular em mãos, rindo e digitando algo, mas ao me ver guarda ele na bolsa e vem de encontro a mim enquanto eu paro para analisar o que ela vestiu.

Ela está usando usando uma camiseta preta, com algo escrito, mas não dá para ler daqui, uma jaqueta de couro curtinha por cima e uma saia rosa claro soltinha que vai até os joelhos. Para completar um tênis branco da Adidas.

Parece até uma princesinha.

Eu sempre achei engraçado o fato de que a forma que a Sakura se veste não tem nada a ver com a personalidade explosiva dela. Se veste muito “fofa” para quem xinga como um caminhoneiro bêbado quando fica com raiva.

Ela abre a porta do passageiro e entra rapidamente. Logo o cheiro de framboesa toma conta do carro. É engraçado como o perfume do seu cabelo dela sempre sobressai o do corpo.

Me debruço sobre ela tentando beijá-la mas Sakura rapidamente desvia, me dando um beijo na bochecha.

– Saky…

– Não, Sasuke. – ela me corta. – Nós já conversamos sobre isso.

Eu solto um longo suspiro antes de me virar novamente para ela.

– Eu não sei o que isso tem demais! Não tem ninguém aqui, o que tem eu te beijar? – questiono, emburrado.

Ela massageia as têmporas antes de soltar um suspiro e voltar a me encarar, com um olhar que eu poderia chamar de triste.

– Só não quero confundir as coisas. Já conversamos sobre isso. – ela insiste, fazendo um leve carinho na minha bochecha.

Sabendo que é um caso perdido eu apenas balanço a cabeça em concordância, sem dizer mais nada.

O carro fica por alguns segundos em um silêncio constrangedor antes que ela quebre.

– Naruto também já está indo para lá –  diz ela enquanto digita algo no celular – Disse que provavelmente vai chegar um pouco antes então já vai comprando os ingressos.

Eu novamente balanço a cabeça  e logo coloco o carro em movimento.

 

Vinte minutos depois já estamos no estacionamento do shopping. Eu pego o ticket enquanto a Sakura confirma onde o Naruto está.

– Ele disse que já comprou os ingressos e está esperando a gente na entrada.

Novamente apenas balanço a cabeça sem dizer nada e nós nos dirigimos até a entrada do cinema, encontrar o imbecil.

Não que seja difícil de encontrá-lo.

Antes mesmo de sair da escada rolante já é possível identificá-lo com aquele moletom laranja que dá para ver a dez quilômetros de distância, onde está escrito “Unemployed”.

Tinha que ser.

Como se já não bastasse estar fantasiado de cone ainda começa a balançar os braços, como se não estivéssemos vendo-o.

Como se fosse possível. Porra, meu plano era fingir que não o conhecia, mas assim fica difícil.

A Sakura é claro não parece estar com tanta vergonha alheia quanto eu e dá um caloroso abraço no idiota quando ele se aproxima.

Porra, demoninho. Você não facilita as coisas, né?

– Você está linda, Sakura-chan! – ele elogia e ela sorri. Então se vira para mim. – Você parece que acabou de sair de um show de rock, Sasuke.

Reviro os olhos e opto por nem responder.

– Vamos lá? – pergunta ele depois de um tempo. – A sessão começa em dez minutos, é o tempo de comprar as pipocas.

Ele pega na mão da Sakura com intenção de puxá-la mas eu a segura de lado, pela cintura, sentindo seu olhar interrogativo sobre mim.

– Ainda falta o Itachi. – respondo simplesmente.

Como se convocado Itachi aparece no fim do corredor, com uma emburrada Izumi à tiracolo enquanto ele está com um sorriso que é quase maior que o do Naruto.

– Fala aí, meu povo – grita enquanto se aproxima de nós – Sasu-chan eu já vi essa peste antes de sair de casa. Olá Jujuba, como está? E você Narutinho, roubou o figurino do Orange is the new black?

Naruto ri como se fosse a melhor piada do mundo e Sakura apenas faz cara de merda.

Naruto então direciona seu olhar para Izumi e Itachi se toca que eles ainda não se conhecem.

Ele pega a mão da morena e a abraça de lado, enquanto ela continua com cara de emburrada.

– Você ainda não conhece minha princesa, né Narutinho? Essa coisa maravilhosa caída do céu é a Izumi, também conhecida como Zuzu. Mas esse último só eu posso chamar. –  termina de apresentar ela, dando uma piscadela.

Izumi é uma garota de cabelo castanho escuro, que bate pouco abaixo do ombro, olhos quase do mesmo tom do cabelo e é pouco mais alta que a Sakura, talvez uns cinco centímetros.

Ela tem a mesma idade que o Itachi –  que tem vinte e três – e o rolo deles começou quando estavam no segundo ano do colégio e é essa bagunça até hoje.

Ah, isso sem citar que ela é nossa prima.

Sim, foi um puta rolo quando o vovô Madara pegou os dois aos amassos no quarto do Ita em um domingo que toda a família estava na nossa casa.

Ele começou a gritar “como isso é um pecado”, que "vai cair um raio na cabeça do seu irmão” – se Deus ou Zeus aí eu já não sei –  e como “eles venderam a alma para o demônio…”

Mesmo com a minha mãe argumentando que não via mal algum, já que eram primos de terceiro grau, o velho quase teve um ataque cardíaco naquele dia e culpa o Itachi até hoje “Se eu morrer antes da hora venho puxar o seu pé à noite, moleque pecador de uma figa”..

Mas no fim tudo se resolveu.

Ainda que eu já tenha visto o vovô espalhar água benta pelo quarto do Itachi às vezes.

Enfim.

A Izumi está linda como sempre, com um vestido azul marinho soltinho, com uma jaqueta jeans branca e uma sapatilha preta, baixa. Apesar de ser um demônio como a Sakura e controlar meu irmão com uma coleira, eu tenho que admitir que ela é uma das mulheres mais bonitas que eu conheço. Não à toa Itachi fica rodeando ela como um cão de guarda quando eles saem.

Izumi apenas bufa irritada antes de dar um “Oi, todo mundo” mas logo seus olhos brilham ao ver a Sakura.

– Sakyyyy – ela quase grita, grudando na garota num abraço que ela prontamente devolve, enquanto o Itachi fica olhando a cena com um bico enorme.

Ele nunca gostou muito da amizade das duas, diz que a Sakura “vai influenciar sua morena”.

Já eu sempre achei que as duas se merecem, são parecidíssimas. Quando estão juntas não dá nem para distinguir a aura maligna, dois demônios.

Se eles resolverem se juntar para planejar algo pode se proteger para a Terceira Guerra Mundial.

– Izu! – cumprimenta Sakura, tão entusiasmada quanto a outra. – Estava com saudades, nunca mais te vi.  – termina, fazendo um bico.

Izumi ri antes de puxar a rosada novamente para perto e falar algo no ouvido dela, enquanto a demônia ri e balança a cabeça.

Por que toda vez que mulheres fazem isso eu sinto que vem merda por aí?

Da última vez que vi minha mãe fazendo isso com a tia Mebuki, eu tinha doze anos e acabei passando uma semana na casa da minha avó enquanto meus pais saíam numa “segunda lua de mel”.

Não me leve à mal, eu amo minha avó, mas eu também gosto de ter bochechas. E porra, eu fiquei quase uma semana sem poder mastigar eem sentir dor.

Foi foda.

– Tira o demônio de perto da minha Zuzu – diz Itachi para mim, com os braços cruzados e a cara fechada.

Izumi apenas revira os olhos soltando um "idiota" e a Sakura mostra a língua para ele.

– Engraçado que ninguém lembra que foi essa demônia, que te juntou com a Zuzu –  diz ela levando uma cotovelada da morena, em retaliação ao apelido.

Itachi apenas vira o rosto e fecha ainda mais a cara, emburrado por não poder discordar.

Antes de começar esse chove não molha com o meu irmão, Izumi foi a babá de Sakura por alguns anos. Ainda que ela fosse da família e despertasse a atenção do Itachi já há algum tempo, ela simplesmente não dava bola para ele. Então de alguma forma a Sakura acabou “juntando” os dois, totalmente sem querer.

Essa é outra história que Itachi me esconde mas que qualquer dia desses eu descubro.

– Ainda quero saber dessa história. Será que é pior que a da máquina de lavar? – pergunto, rindo debochadamente.

Izumi vira para mim com os olhos estreitos e então dá um sorriso de canto, típico dos Uchiha.

– Quer mesmo falar sobre isso, Sasu-chan? – provoca, antes de se virar para Naruto. – Naruto, né? –  o loiro confirma com a cabeça – então, Naruto, eu vou contar uma linda história para você sobre uma garota de cabelo rosa e um cara…

–  IZUMI – grita de Sakura, chamando a atenção de todos –  Vamos aos banheiro antes, sim? – diz ela entredentes.

Então pega a outra pelo braço e sai praticamente a arrastando corredor afora.

Itachi olha para mim e começa a rir enquanto Naruto está com cara de “Que porra foi essa?”.

– Eu queria ouvir a história –  diz ele fazendo bico e eu reviro os olhos.

Itachi segura a risada e então vira para nós dois.

– Vamos aproveitar que elas vão demorar um pouco lá – demorar muito, mulher parece que morre no banheiro –  e vamos comprar a pipoca e refrigerante para adiantar.

Naruto e eu concordamos então vamos os três para a fila da pipoca que felizmente não está muito grande, então logo chega nossa vez.

– Vou pegar para mim e para a Saky – diz o Naruto.

Fico observando enquanto ele pega os refrigerante e pede pipoca, além de batatas com queijo para a atendente.

Fico observando ela colocar aquele monte de queijo na batata e começo a pensar na catástrofe que isso vai causar.

– Naruto, eu acho melhor…

–  Pede para ela caprichar –  Itachi me interrompe e eu olho para ele descrente, porra ele sabe daquilo e está fazendo de propósito – Sakura adora queijo.

O idiota apenas sorri e faz o que Itachi disse, posso ver a atendente deixando as batatas praticamente mergulhadas em queijo e só posso pensar na merda que isso vai dar.

Olho para o meu irmão questionando-o com os olhos mas ele apenas dá de ombros sussurrando um “Confia em mim” e essa frase dá arrepios na minha espinha.

No fundo eu sei que isso é mais para foder com a Sakura do que realmente me ajudar, porque o Ita sabe ser tão maldito quanto eu, quando quer.

Eu sei que isso vai dar merda e eu sou um filho da puta – desculpa dona Mikoto –  por deixar acontecer mas vamos ver onde isso vai dar. No fim das contas quem morre é o Naruto mesmo, então foda-se, eu estou de boa.

E ela não vai morrer por causa disso.

E eu ainda estou puto com ela.

Então eu apenas balanço a cabeça, fingindo que não é comigo e deixo o Naruto continuar.

Assim que nós terminamos de comprar tudo, como se combinado as meninas voltam do banheiro aos risinhos e nós nos encaminhamos para as salas, parando apenas para conferir os ingressos.

Já na sala, sentamos: Itachi, Izumi, eu, Sakura e Naruto. A ideia é que a Sakura tivesse sentado entre a Izumi e eu, mas o imbecil foi na frente e ela já o seguiu.

Ok ok, respira Sasuke, vai dar tudo certo.

Enquanto passam os trailers, posso ver o imbecil do Naruto bocejar e levantar o braço que está do lado da Sakura.

Que truque velho do caralho, penso. Se acha muito esperto, esse idiota.

Assim que vejo o braço dele descendo para rodear os ombros da Sakura, pego meu refrigerante e praticamente enfio na cara dela. Com o susto ela acaba batendo o braço no copo e derramando quase metade na calça do Naruto que dá um pulo ao sentir o líquido gelado.

– Meu Deus, me desculpa! –  exclama ela, com as duas mãos cobrindo a boca, posso ouvir uns “Cala a boca, porra” das pessoas ao lado e Sakura fica mais vermelha ainda.

Ele apenas ri e pega os guardanapos que estavam junto com a pipoca, para se secar.

– Não foi nada – diz após secar o excesso de líquido – logo seca. Aqui, comprei batata para a gente –  diz estendendo o recipiente para ela.

Sakura sorri para ele, ainda sem graça e estende a mão, pegando um punhado e levando à boca.

Pelo canto dos olhos posso ver Itachi observando a cena com um sorriso cínico.

Mas é um puto mesmo!

Tinha que ser meu irmão. Adora ver a desgraça alheia.

Após mastigar o que tinha na mão, posso vê-la arregalar os olhos ao terminar de engolir a batata. Com a boca quase trêmula ela olha para Naruto, que continuava sorrindo para ela como o idiota que ele é.

– Naruto –  ela chama em tom baixo, eu nem conseguiria ouvir, se não estivesse do lado – o que tinha nessa batata?

Naruto alarga o sorriso como se dissesse “Eu sei que sou foda” mal imaginando o que está por vir.

Ao olhar para o rosto da Sakura posso ver o rosto dela mostrar mil expressões diferentes, sendo a última desespero e isso quase faz eu me sentir mal.

Mas só quase.

Viro o rosto totalmente para o meu irmão e ele está com a cabeça entre os joelhos enquanto seu corpo inteiro treme, certamente segurando uma gargalhada, enquanto Izumi olha para ele sem entender nada.

Volto minha atenção novamente para a Sakura e ela continua a encarar o Naruto, mas como se estivesse vendo além dele.

– PUTA QUE PARIU! –  ela grita e sai correndo em disparada, derrubando algumas pessoas que entravam na sala.

Nesse momento Itachi não se aguenta e começa a chorar de rir, levando um tapa de Izumi que em seguida sai, certamente atrás da Sakura e outras pessoas no cinema começam a gritar, mandando ele calar a boca.

Naruto então olha para mim interrogativamente.

– Ela tem intolerância à lactose, idiota.

A expressão dele é de puro horror.

– Puta merda! – exclama

“Literalmente”, ouço meu irmão falar ao meu lado, ainda rindo.

E assim se foi a nossa maravilhosa noite no cinema.

Eu sou um babaca por rir?

É, eu sou mesmo um babaca.

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


E esse foi o encontro no cinema!

Eu sei, tadinha da Sakura, mas ela vai ficar bem gente, não se preocupem!
Espero que eu não tenha exagerado quanto à isso da intolerância, eu não tenho isso, então foi meio às cegas haha


Se puderem tirem um tempinho e me digam o que acharam.

Até a próxima <3


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