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História Como morrem as flores - Capítulo 7


Escrita por: stefannyabsolutah

Notas do Autor


Agradeça as minhas desilusões do dia que me fizeram tacar o foda-se na vida academica e escrever.
Me contem o que vcs acharam
TEM SURPRESA
não deu tempo fazer capa por motivos de: hoje eu to surtada.
Edit: fiz capa, bem vindes ao meu caos!

Capítulo 7 - Una noche y ninguna más


Fanfic / Fanfiction Como morrem as flores - Capítulo 7 - Una noche y ninguna más

Buenos Aires, Argentina - 17 de dezembro de 1999

 

Família é uma palavra muito bonita. Eu cresci acreditando que ela é o bem mais precioso que uma pessoa pode ter - nisso eu concordo, nenhum dinheiro ou sucesso seria capaz de comprar o afago que uma rede de apoio pode nos dar. 

Mas diferente do que pensava antes, hoje eu sei que ela não se resume a laços sanguíneos, basta uma rápida busca em um dicionário, que você encontrará como valor semântico para tal substantivo “Núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantêm entre si uma relação solidária”.

A minha nova rede é composta por apenas quatro pessoas; eu, Alícia, que é minha colega de graduação e uma das pessoas mais incrivelmente loucas que eu vi; Darko, meu vizinho e a primeira pessoas que me acolheu nesta cidade e sua irmã mais nova, Mônica que é um doce  de menina, me faz lembrar da antiga eu e me conforta saber que poderei ajudar-la para que ela não perca a lente cor de rosa que enxerga o mundo, pelo menos não da maneira como eu perdi.

E todos eles, assim como eu, haviam sido meio que “expulsos” da família sanguínea. Começando por mim, por haver me apaixonado pelo meu primo; Alicia, por ser a pessoa mais porra louca do universo e contrariar todas as imposições do seu pai autoritario. Darko e Mônica haviam perdido os pais muito jovens, ele se responsabilizou pela irmã e ambos não são bem vistos pelo resto da família, pelo fato de ele não se adequar muito às normas tradicionais de sua família “tradicional”.

Em menos de dois meses a minha família sanguínea havia me tirado praticamente tudo; perdi todos os meus sonhos para o futuro, perdi os meus planos para o agora, perdi o mundinho cor de rosa em que eu vivia, o meu amor e até a vontade de viver. Mas no meio de tudo isso, descobri que não estou mais sozinha e por esse neném, tento juntar forças diariamente.

Realmente me sinto uma Margarida, em uma metáfora a sua anatomia; pois segundo a biologia, Margaridas são compostas por pétalas, que podem variar de cor mas a mais comum é branca, e um miolo amarelo, que também é considerado uma flor. Sinto que sou o miolo amarelo dessa planta, após ter todas as suas pétalas brancas arrancadas dolorosamente e agora, tendo que me adaptar a coisas que nunca antes imaginei passar.

E nesse exato momento, estou sentada no sofá da nossa nova casa - sim nossa, no coletivo - acabo de ter uma longa crise de riso após cometer o que talvez possa ser a maior loucura da minha vida - ou o maior acerto. Darko e eu, em um momento de desespero, aceitamos a ideia completamente irreal de nos casarmos, a ideia veio de Alicia, claro. “¿pero no ven que vosotros tienen la solución de los dos problemas en manos?”, essa pequena frase saindo da boca dela foi o suficiente para plantar essa ideia na nossa cabeça e duvido que um dia eu venha a me arrepender de ter aceitado essa loucura.

No momento pareceu uma boa ideia e levamos apenas dois dias para assinar a certidão de casamento no salão de festa do nosso antigo prédio. E foi assim que a família conservadora de Darko parou de incomodá-lo por causa de sua sexualidade; agora eles não têm um motivo para tomar a guarda de Monica. E foi assim também que eu posso ter conseguido me livrar das ameaças do meu avô fascista de me tirar a criança que ainda carrego no ventre e colocá-la em um abrigo, para adoção.

Apesar do pouco tempo que tivemos, conseguimos organizar uma cerimônia muito emocionante e que se enquadra no nosso padrão, foram poucos convidados; além de nós quatro, estavam o namorado da semana de Alicia, minha orientadora da graduação e o namorado de Darko, que por incrível que pareça, não se opôs e aceitou oficializar a união.

***

Raquel sempre fora muito ligada à natureza, coisa que a vida conturbada e atarefada a fizeram esquecer; acordou com cabeça zona e o estômago ruim, devido ao álcool ingerido na noite anterior. Lembrava em partes os acontecimentos da noite anterior, as lembranças do início da noite eram muito nítidas mas tudo desandou quando ela forçava lembrar o que aconteceu após a competição de sinuca e os inúmeros shots de tequila ingeridos.

Não que ela fizesse muita questão de ter certeza do que fiz, pois suas experiências lhe fazem ciente de que o álcool pode desestabilizá-la e dominar suas ações; é como se ela se transformasse em outra pessoa. Das últimas vezes que exagerou na bebida fora de casa, havia ido para a cama com dois de seus colegas de trabalho, Angel e Suárez. Sexo sem compromisso não é um problema para ela, nunca fora; o problema é que não foram experiencias muito boas.

O primeiro, com a sua ejaculação precoce e seu ego masculino super inflado, fez ela se arrepender imediatamente quando o ouviu perguntar: “de zero a cinco qual nota você dá para a minha performance?", como a mulher sincera que ela sempre foi, precisou lidar com as lamentações dele após responder “pela amizade: um!”

Já o outro, com certeza tem mais potencial, mas sua auto estima super elevada e seu ego o estragaram, ela teve a sensação de que estava fodendo a si próprio, pois durante todo o ato sexual admirava-se no espelho que ficava em frente a cama; ali sim ela sentiu-se usada, apenas um objeto para amaciar o ego masculino. E foi então que se prometeu que jamais voltaria a passar por esse tipo de constrangimento e lembra com clareza o que Alicia disse quando ela lhe informou da sua promessa:

"Isso ai rubia! o álcool dilata a boceta mas você é gostosa demais para passar por essas coisas!"

.  Tomou um rápido café ́, já que seu estômago não estava de bom humor e decidiu se desconectar de tudo no período da manhã, para conseguir ordenar seus pensamentos e sentimentos. Fazia tempo que não sentia os pés tocarem a grama e a energia de reencontro consigo mesma dominá-la e foi exatamente isso que sentiu quando se libertou de todos os seus 'poréns' e problemas ao ar livre, no jardim que conhecia tão bem quanto a própria casa apesar de não vê-lo há décadas.

Foi impossível não lembrar de todas as tardes que ficou ali com Sergio, conectados com a natureza, libertos de todos os seus traumas e medos e se conectando mutuamente. Esses momentos eram exclusivamente deles, passavam parte do dia junto a Carmem e vez ou outra com Alberto; recorda-se de como se sentia incomodada durante o relacionamento com ele, Sérgio sempre foi a pessoa dela. Não consegue explicar até hoje o motivo de ter entrado naquele relacionamento.

Sentiu a liberdade que a natureza lhe proporciona, refletiu sobre o tento que sua vida havia mudado e como ela estaria hoje se nada do ocorrido tivesse passado; lembrou-se de Silene e sentiu o peito apertar em culpa, por esconder tantas verdades dela, adoraria tê-la ali consigo mas não está disposta a perder mais uma pessoa, nem para encarar os seus demônios uma vez mais.

Perdeu a noção do tempo e quando se deu conta já passava do meio dia, resolve que é hora de entrar, ninguém consegue digerir anos de problemas em um único dia, isso pode esperar.

Quando chega ao andar dos quartos, estranha encontrar Sérgio parado olhando com espanto para algo no sofá de couro preto ali presente, ela também não gosta do item mas não é para tanto. Não sabe o porquê de ele acreditar que ela estava brava com ele, mas ignora a provocação e segue seu caminho.

Antes de entrar para o banho, resolve da uma olhado no celular, para certificar-se de que estava tudo bem em sua casa, entretanto, estranha a última mensagem que Alicia havia enviado: 

- Vamos Quel, volte lá agora mesmo e continue de onde parou.

- isso é uma ordem!!!!!!

- eu não te criei para isso

- o bonitão deve foder muito bem

- tá perdendo a oportunidade de ter orgasmos múltiplos

- volte lá e de um belíssimo chá nele

- espero que essa demora para responder seja justificada por vários orgasmos e uma chave de coxa

- Rrrrraquellllll

A loira se desespera, tenta lembrar do que havia acontecido mas nada vem a sua memória; sente pavor ao imaginar que o homem em questão seja Andrés. Volta algumas mensagens e sente sua alma sair do corpo com o que havia enviado para a amiga na noite anterior:

- Alicia eu quase dei pra ele 

- Me tira daqui por favor 

- não posso voltar a encarar ele, eu perco o controle

- opa, opa, opa ele quem?

- você fez o advogado do seu avô de cadeira?

- Não, Ali.

- O Sérgio

- la madre que te parió, Raquel

- diz que rolou pelo menos uma mamada

- eu to falando sério, Alicia

- ele veio em minha direção e eu não consegui evitar

- não que eu quisesseevitar

- isso não pode acontecer

- e quando foi isso?

- agora Alicia

- porra

- e o que você fez?

- eu sai correndo

- puta merda, eu sou muito ridicula

- Raquel você tá me dizendo que deixou o homem de pau duro e correu?

(...)

Sente a garganta apertar e um nó se formar ali, o choro é iminente, isso não poderia ter acontecido, sabe muito bem aonde isso os levará. O banho acontece na tentativa de aliviar sua culpa e mais uma vez tentar ordenar seus pensamentos, mas tudo o que vem a sua mente é que ela havia estado nos braços de seu amor da juventude uma vez mais e não lembrava de nada.

Desiste do almoço e passa o resto do dia na cama, sem acreditar no que aconteceu e então, no fim da tarde, quando chega a conclusão de que o que aconteceu foi ele que se aproveitou de sua embriaguez. Ainda que soubesse que ele jamais faria isso, precisava achar um culpado.

Em algum momento decide que o melhor a fazer é confrontá-lo, só assim ela conseguirá lembrar de tudo e marcha para fora de seu quarto.

Quando sai do corredor, com mais raiva - pelo menos ela acredita ser raiva o sentimento que a domina - do que deveria, já que nada aconteceu sem consentimento. Para de súbito quando o vê no final do corredor, ele parecia distraído com alguma coisa a decoração e todavia não havia notado sua presença; pensa em como poderia começar essa conversa e é então que o escuta arranhar  a garganta, chamando a sua atenção

- Pasa algo? - ele pergunta arqueando as sobrancelhas.

- Agora eu sei porque eu deveria estar brava com você mais cedo - ela diz com a voz elevada - e você tem razão, eu estou MUITO brava! - ele fica desnorteado, sem saber o que responder - então quer dizer que agora você se aproveita de mulheres bêbadas?

- Como? - ele pergunta ainda mais confuso - até onde eu lembro, não me aproveitei de ninguém - ele diz desafiador - já você - aponta o dedo indicador na direção do corpo dela - você sim pareceu gostar da sensação de me provocar apenas para alimentar seu ego - ele a acusa, aumentando a sua ira.

 Se aproxima dele a passos largos, não sabia bem o que fazer, mas seu corpo cria vontade própria e caminha para perto dele, que ao notar a movimentação dela, também dá alguns passos em sua direção. 

Não sabem como reagir com a proximidade de seus corpos, apenas se olham em um misto de raiva, acusação e desejo. No fundo sabiam que ninguém havia se aproveitado da embriaguez de ninguém, o desejo mútuo havia reverberado através dos efeitos do álcool e os corpos dos dois necessitavam de mais.

Caso alguém questione quem deu o primeiro passo ninguém poderia responder, pois foi uma decisão e vontade dos dois, apenas avançaram em direção a boca um do outro, com toda a fome que guardaram ao longo dos anos. Mãos firmes e trêmulas ondulavam os corpos dos dois. Beijaram-se como se disso dependesse suas vidas, nada precisava ser verbalizado, os sentimentos e sensações falavam por si só.

Moveram-se sem saber para onde, mas tiveram a certeza de que não poderiam ficar no corredor, pois o que haviam iniciado não terminaria em apenas um  beijo. Seus corpos já davam sinais de que necessitavam de mais, eles não precisavam falar sequer uma palavra, seus corpos e gestos dizem tudo. Param apenas quando Sérgio prensou o corpo de Raquel contra uma porta, não tinham certeza de qual cômodo era aquele; apenas abriram a porta e entraram, ainda com as bocas coladas.

Adentraram no cômodo e voltaram e recostar se na porta, mas dessa vez pelo lado de dentro, as mãos já estavam bem mais afoitas que anteriormente. Raquel arranha as costas dele com as suas unhas e ele aperta a bunda dela com uma mão e com a outra segura seus cabelos. Soltam um gemido de satisfação e afastam-se para recuperar o fôlego e seus olhos se encontram, a raiva antes presente já não existe, tudo o que enxergam são as faíscas de desejo que eles sentem. 

Autocontrole já é algo inexistente para os dois nesse momento. Juntos, movem seus corpos em uma sincronia perfeita, como se estivessem executando uma coreografia bem elaborada; na verdade, a sensação de ambos era que estavam refazendo uma antiga coreografia e ficaram bastante satisfeitos ao notarem que ainda conheciam e dominavam o corpo um do outro.

Sérgio os direciona para a cama, com pequenos passos despretensiosos. Apesar de seu desejo lascivo, a maneira sedenta e ágil que eles devoravam a boca um do outro e a firmeza com a qual percorriam as mãos pelos corpos um do outro fazia com que eles não tivessem pressa de encerrar o contato de bocas, corpos, alma e desejo.

O ar se faz necessário e Raquel já sente a parte de trás das suas pernas tocarem a cama; o espaço que que eles precisam tomar para recuperar o fôlego faz com os dois soltem um grunhido de frustração e desejo. O corpo da mulher queima como há muito não acontecia e essa quentura só aumenta quando ela nota o olhar faminto que Sérgio destina a todo o seu corpo, examinando cada parte com afinco. 

No entanto, contrariando as expectativas dela, ele não a pressiona contra o móvel para que ela deite ali. Mais uma vez se aproxima dela, mas dessa vez olhando profundamente em seus olhos, como se um ímã estivesse trabalhando em suas íris e elas não pudessem desviar. Quando ele toma mais uma vez seu corpo em suas grandes mãos, ela entende o que ele deseja que ela faça e isso só se confirma quando as enormes mãos descem para a sua bunda, apertando o lado direito com firmeza enquanto dispara um tapa, firme o suficiente para excitá-la mas não o bastante para machucá-la, no outro lado.

Raquel sente sua deusa sexual interior festejar e isso gera reflexos no meio de suas pernas, saber que ele ainda a deseja da mesma maneira, ou até mais, que vinte anos atrás é com certeza a melhor descoberta que ela fez desde que chegara à Espanha. Mas como uma boa nativa do sol em escorpião, ela não faria a vida dele mais fácil, pelo contrário, agora tem arsenal suficiente para intensificar suas provocações e acredita que esse é o momento ideal.

- Não adianta Sérgio - ela diz enquanto começa a abrir os botões da blusa dele.

- O quê, Raquel? - ele pergunta um pouco confuso.

- Pedir para que eu fique de quatro - ela sussurra ao pé do ouvido direito do homem, que faz um esforço descomunal para não perder o equilíbrio com a voz rouca e carregada de desejo dela.

- Não lembro de ter pedido isso a você - ele sussurra de volta - você está se auto superestimando, juíza - ele diz e puxa o cabelo dela, fazendo ela deitar a cabeça sobre o ombro esquerdo e dar-lhe acesso a seu pescoço.

- Mas você ia, não adianta negar - ela diz descendo as mãos por seu abdômen agora desnudo - conheço você e os seus gostos o suficiente para saber o que esse olhar safado quer dizer.

- E o que é que te faz acreditar que eu queria te ver de quatro, Raquel? 

- Isso aqui - ela desce sua mão até a notória ereção do homem - eu senti ele criar vida própria quando você apertou minha bunda - ela aproxima sua boca da orelha dele mais uma vez e sussurra - algumas coisas não mudam nunca, Professor - provoca, em menção ao apelido que ouvira Daniel o chamando e isso é bom suficiente para fazer Sérgio perder o controle.

Enfia a mão dentro do vestido dela, que arfa em um misto de prazer e ansiedade quando sente o dedo indicativo dele roçar em sua intimidade ainda por cima da calcinha; porém, o tecido já não era suficiente para conter a umidade que descia de seus sexo.

- Parece que eu não sou o único animado aqui - ele diz enquanto ela sente sua respiração perder o compasso - vai Raquel, admite que você tá querendo que eu te foda por horas seguidas.

Raquel sente suas pernas lhe abandonarem e caso ele não estivesse firmando a cintura dela com tanta precisão, poderia ter ido ao chão imediatamente. Sente que poderia desmanchar-se a qualquer momento sentindo as mãos dele dominarem seu corpo. 

- Vem juíza, admite - ele ordena, pressionando seu polegar no clitóris da mulher, ainda sem mover o pequeno tecido rendado que cobria a intimidade dela - eu sei tão bem quanto você que nós fazemos isso de uma maneira divina e seu corpo está estreando o seu desejo. 

- Vai se foder, Sérgio - ela abre a calça dele e põe a mão dentro de sua cueca, acariciando sua ereção, ele fecha os olhos e geme em resposta - o que foi? - pergunta sarcástica - perdeu as forças para provocar? - ela massageia toda a extensão do membro do homem - o gato comeu a tua língua, Sérgio? Segundos atrás você estava bem falante! 

Ela desce a calça e a cueca do homem, deixando-o apenas com a blusa social já aberta, cobrindo seu corpo. Intensifica o movimento de vai e vem no pênis já muito ereto do homem, ela distribui beijos e leves mordiscadas pelo pescoço dele enquanto o masturba, deixando-o com a respiração cada vez mais descompassada.

- Ra-Raquel - ele grunhe em um misto de prazer e raiva - assim eu não vou durar muito - ele fala em forma de súplica.

- Então vem, você tá perdendo tempo falando - ela diz e sobe na cama do quarto de hóspedes.

O homem avança em sua direção, como se estivesse há dias no deserto sem uma gota d'água sequer e ela fosse uma lagoa pronta para saciar sua sede. 

Já não havia tempo nem espaço para preliminares, toda a paciência se ambos havia ficado do lado de fora do quarto, junto com a razão. A única coisa que habita o quarto de hóspedes é o desejo em sua forma mais sólida, quase chega a ser palpável.

As grandes mãos do homem mais uma vez estão dentro do vestido dela, acariciando todo o seu corpo, mas antes que ele pudesse tirar sua calcinha ou o vestido, vê que ela morde o lábio inferior de uma maneira quase desesperada, ele vai em direção a sua boca e a toma como sua uma vez mais. Os beijos passam a ser lentos mas não menos famintos do que antes, ele alterna entre morder o lábio, como ela fazia anteriormente e chupar sua língua, arrancando gemidos de satisfação dela e suspirando também.

Antes que ele possa perceber, sente a pélvis dela roçar contra a sua, o desejo de ambos é incontrolável, não há paciência para muita coisa. Largando sua boca, ele volta sua atenção para a parte de baixo do corpo dela, deliciando-se com a visão de seu sexo extremamente molhado e sente uma pontada incomoda entre as suas próprias pernas, lembrando de seu pênis e de como ele clamava por alívio. 

Puxa as laterais do tecido de renda pronta, rasgando a calcinha dela, o que a faz soltar um grito em forma de gemido causado pelo barulho que ecoa pelos quarto. A proximidade com a intimidade dela não molhada o faz salivar, mas ele sabe que não tem como aguentar ainda mais, seu corpo clama por alívio e então, ele puxa o vestido que ela usava e o tira através da cabeça dela, jogando-o longe.

Volta para a posição que estavam enquanto se beijavam, mas não sem antes admirar o sutiã preto transparente que ela usava. Passa a língua por cada um dos mamilos dela, ainda por cima do tecido do sutiã, e ela geme e arqueia seu corpo pelo contato, ele solta um gemido de satisfação, os seios dela sempre foram lindos e ele sente uma sensação estranha de que nada havia mudado e de que seus corpos ainda soa um do outro.

Procura o olhar dela, que a essa altura já tinha os olhos fechados tamanho era o desejo que dominava seu corpo e, beija a mandíbula dela para chamar sua atenção e procurar o consentimento para penetra-la; ela abre os olhos entende o que os olhos dele pedem, faz quem sim com a cabeça e prende as pernas ao redor do quadril dele. Os corpos dos dois tornam-se um só quando ele a preenche por completo, gemem na boca um do outro e ele começa a movimentar-se em um ritmo lento, quase torturante para ambos.

-Oh...Ser-gio - ela fala com dificuldade quando ele aumenta o ritmo - vem… mais forte - ele respira ainda mais pesado e já não tem controle sobre os gemidos que saem de sua boca - eu não quebro, pode vir...ma-mais forte.

Era tudo o que ele não precisava, sabe que não vai aguentar por muito tempo mas não quer se entregar ao orgasmo sem ela. Leva seu polegar para o ponto de extremo prazer dela e faz movimentos circulares, estimulando-a.

O corpo dela, que antes já ardia em desejo, agora funciona da maneira mais natural e instintiva possível, ela rodeia mais uma vez o quadril dele com suas pernas, apara aumentar o contato de seus corpos e enfia as unhas nas costas dele, enquanto solta palavras desconexas. A situação dele não era diferente, bufava em esforço para se segurar e não derramar-se antes dela. Quando sente as paredes internas dela se contrair ao redor de seu membro, ele aumenta a velocidade dos movimentos em seu clitóris, para dá-la o orgasmo que ela duvidou que ele seria capaz. 

E juntos, como se fossem um só, se entregam ao desejo. Gemendo o nome do outro, sem nenhum controle e totalmente entregues a lascívia.

Ambos haviam se enganado, dizendo que seria apenas uma vez mas a realidade é que agora, os dois querem mais. A vontade de sucumbir a esse desejo é o único sentimento presente em ambos, além da satisfação pós orgasmo, claro.

Não sabem como reagir, é estranho pois se sentem extremamente naturais, com seus corpos pelados e suados sob a mesma cama mas não sabem como sair dessa situação. Não que eles estejam realmente querendo sair dali, mas sabem que isso não pode continuar

-Raquel, eu… - Sérgio tenta quebrar o silêncio, pois sabe que uma hora terão que se encarar.

- Não, não precisa - ela diz colocando um dedo sob a boca dele para fazer ele se calar - isso foi a última vez, não vai mais acontecer.

Mesmo sabendo que ela tem razão, ele se sente usado e silenciado por ela, mais uma vez. Levanta da cama, veste suas roupas e sai do quarto, sem sequer despedir-se e deixa uma Raquel sexualmente satisfeita mas emocionalmente frustrada.

 


Notas Finais


não deixem a fada definhar ate morreeeerrrr


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