História Como não amar meu pior inimigo? - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance Adolescente
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Palavras 1.632
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A culpa nunca foi sua

Capítulo 7 - Capítulo VII



Sinto saudades de andar com as meninas, sem elas eu me sinto a deslocada de sempre. Estou encontrando o mathew na praia quando saio para pensar. Ainda encontro o Dylan na arquibancada da escola, nós passamos a conversar muito. Ele tem se mostrado ser uma pessoa legal.

Faltam três meses para o fim do ano, e para ser sincera estou contando os dias para isso.

Estamos pertos das provas e por isso, estou ocupando minha mente com estudos e mais estudos.

Aqui na escola está a mesma coisa de sempre nenhuma novidade, nem nada.

- Admirando a paisagem princesinha?

levo uma susto quando escuto essas palavras, fazia um tempo que não o via. Minha pele estava toda arrepiada, meu coração batia numa velocidade que parecia que iria sair do peito.

- Não se cansa de me irritar, Mathew?

- Deixa eu pensar... hm, não! - ele diz com aquele sorrisinho estampado no rosto - Então, fiquei sabendo de uma festa que estão organizando.

- Massa - respondo

- Nossa que entusiasmo, cuidado para ninguém ver achar estranho você toda feliz desde jeito - ele diz num tom de ironia - Quer ir comigo?

- Não!

- Nossa, logo de cara, não dá nem um tempo para pensar

- Ah tá bom, deixa eu pensar... Não!

- Ah, deixa eu advinhar, você está esperando o senhor bonitão te convidar? - ele me lança um olhar um pouco fuminante

- Do que você está falando? - pergunto um pouco surpresa

- Eu vi você e o Dylan na arquibancada, pareciam super amigos.

- Primeiro, a vida é minha e eu faço dela o que eu quiser. Segundo, você não é nada meu, então não tem o direito de opinar na minha vida. - falo já vermelha de raiva

- Pensei que pelo menos fôssemos amigos, mas vi que estava enganado. Mas antes, toma cuidado com ele. Ele não é o príncipe que todo mundo acha que é.

Ele me encara um pouco e depois vai embora. Estou com raiva, quero dizer uma verdades na cara dele. Como ele pode dizer isso sobre o Dylan? Ele não o conhece como eu o conheci. Ele não sabe das conversas que tivemos, então não tem o direito de opinar nada.

Preciso sair desse lugar, parece que eles sugam sua energia, com esses olhos cravados em você. Estou indo em direção a arquibancada, esperando do fundo do coração que o Dylan esteja lá, quero contar tudo o que houve para ele. Está com ele tem se saído melhor que estar com a Dr. Hilden.

Assim que chego as arquibancadas o vejo. Ele está lindo como sempre, com uma camisa branca muito bem passada e calças dobradas na canela. Quando ele percebe que eu cheguei ele me dar um sorriso radiante. Ah, como esse sorriso me derrete toda.

- Oi, não sabia se você viria hoje - ele da uma pausa me olha para os sapatos e depois retoma - mas eu esperava muito que sim.

Fiquei vermelha com o que ele disse, tenho certeza disso porque ele percebe minha vergonha e solta outro sorriso.

- Eu estava vindo para cá, na esperança que você estivesse aqui - falo envergonhada

- Então, aqui estamos - ele me olha por um tempo e percebe que algo não está certo - Aconteceu algo?

Eu o encaro e ele está me encarando com um tom um pouco preocupado. Porque o Mathew falaria dele dessa forma? Realmente ele não o conhece. Decidir guardar o que houve para mim, não acho que seria bom falar isso.

- Não, só estou um pouco cansada. Com saudades das meninas.

- Entendo! - ele diz

Então o sinal toca e percebemos que precisamos voltar.

- Antes de ir, queria saber se você quer ir nessa festa comigo. Eu entendo se não quiser ir

Olho um pouco assustada para ele, e por conta disso, respondo sem nem pensar direito.

- Claro, eu adoraria!

- Ótimo, a gente se encontra lá?

- Sim! - respondo, fazendo de tudo para não esbanjar a minha felicidade

Eu estou muito feliz com aquilo, e logo concordo novamente que, o que o Mathew falou foi uma total bobagem.

Chego em casa louca para contar a notícia para minha mãe. Minha irmã está no sofá assistindo um de seus seriados que eu nunca entendo, minha mãe está na cozinha preparando o jantar, corro em sua direção e conto tudo a ela. Logo ela abre um sorriso e também já fica animada.

- O que está acontecendo? - pergunta Roose

- Advinha, sua irmã foi convidada para um encontro - fala minha mãe super animada

- Sério, um encontro?

- Mãe, não é um encontro. Ele só me chamou pra ir nessa festa.

- E isso é o que, se não é um encontro?

- Droga eu não sei o que vou vestir!

- Vamos as compras ? - pergunta minha mãe já tirando o avental.

- Sério?

- Sim, seu primeiro encontro, não vai usando qualquer coisa.

- A então vamos!

A tarde com elas foi ótima. Foi difícil encontrar algo legal que as três concordasse, mas enfim encontramos um vestido lindo, azul igual a cor do céu, e com pequenos pontos que pareciam estrelas espalhadas pelo vestido.

Estava ansiosa pelo sábado, queria que chegasse logo, queria vê-lo. Finalmente algo estava dando certo e nada poderia acabar com isso, nada!

Chega o sábado, eu estava tão nervosa que passei metade da noite em claro. Passei o dia todo pensando nessa festa e as possibilidades de tudo darem certo, eu estava tão feliz!

Finalmente chegou a hora de me arrumar. Com a minha irmã e minha mãe não era nada fácil cada uma dava um palpite de que penteado usar ou que maquiagem fazer. A ansiedade e elas estavam me deixando louca. Mas eu me sentia um pouco triste por não está falando com o Mathew, mas não, nada vai estragar esse dia.

- Filha, como você está linda! - diz a minha mãe com lágrimas nos olhos

- Ai, eu sou muito boa em maquiagem mesmo! - diz a Roose

- Estou nervosa! - digo com as mãos trêmulas

- É normal filha, primeiro encontro sempre é assim! Lembre-se seja você mesma, se ele for o cara certo vai amar quem você é, se não, dê um pé na bunda dele.

Minha irmã começa a rir e eu a olho assustada.

- Então é isso, vamo nessa!

- Ele não vai vim te buscar ? - pergunta minha mãe

- Não, nós marcamos de nos encontrar lá

- Esses jovens modernos inventam cada uma. No meu tempo, eu ia na casa da sua mãe buscar ela - diz meu pai

Todas nós olhamos para a porta.

- É verdade, parece que eles desconhecem a palavra cavalheirismo - diz mamãe

Meu pai sorrir com o argumento da minha mãe e depois olha para mim, com uma cara de orgulhoso pela filhinha dele.

- Quer que eu te leve ? - pergunta papai

- Não precisa, eu gosto de ir andando.

- Tá certo! cuide-se.

Me despeço dele com ele me dando um beijo na testa.

Estou muito nervosa com tudo isso. Cada vez que chega mais perto, mais eu fico com medo. De longe já dar para escutar o som auto, com alguma música que não consigo entender. Assim que chego vejo bebidas e mais bebidas no gramado da casa, pessoas se beijando como se isso fosse a última coisas que elas iriam fazer na vida - nojento demais aquela cena - entro na casa e o som ensurdecedor da música piora, as pessoas dançando e se beijando impedem um pouco a passagem, preciso encontrar o Dylan, mas nesse meio todo vai ser difícil. Continuo andando e chego na cozinha, várias caixas de pizza em cima da mesa, muito mais bebidas e muito mais pessoas se pegando. Eu estava ficando louca com tudo aquilo, nunca fui a uma festa como aquela e tudo estava me dando vontade de vomitar, achei que nada pudesse piorar, até que eu avisto aquela cena que partiu meu coração. O Dylan estava beijando uma das meninas famosinha da escola, eu não sei o que fazer além de ficar olhando aquela cena, até que ele finalmente percebe a minha presença, para de beijar a garota me olha e sorrir, então ele diz em voz alta, como se quisesse que todo mundo escutasse:

- É sério mesmo que você achou que eu iria ficar com você?

Todo mundo que estava perto parou e ficou vendo aquela cena. Então ele continuou:

- A garotinha é muito iludida. Eu nunca ficaria com uma menina feia e gorda como você. Eu nem falaria com você, mas quando eu estava tentando fugir daquelas aulas chatas, você estava lá e como só tinha você... eu tive que te usar ne. A pobre garotinha caiu - nessas horas todo mundo já estava sorrindo da minha cara - se liga garota, eu nunca quis você, e digo outra coisa, ninguém nunca vai querer você!

Eu estou perplexa com tudo aquilo, eu não sabia o que dizer e nem o que fazer, minhas pernas falaram por mim e me deparei saindo correndo daquela festa. Quanto mais corria mais aquela cena passava na minha mente, cada pessoa sorria do que ele falava e aquilo ficava mais auto e se repetia ainda mais. Finalmente eu estava em casa, não queria que meus pais soubessem do que aconteceu, não poderia chegar agora se não ele iriam logo pensar que algo não estava certo. Fui para a praia, dessa vez eu implorava pela solidão, não queria ver ninguém. E meus pedidos foram atendidos a praia estava deserta, me sentei na areia gelada da praia e comecei a chorar, sem fazer nenhum barulho, as únicas coisas que queria escutar era o barulho da água e do vento. Mas mesmo assim, nada poderia mudar esse dia.



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