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História Como não amar Zelda Spellman? - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Pensamentos


Eu definitivamente odeio pensar demais.

Só quero parar de pensar em todas coisas negativas, que sempre fazem com que eu perca a coragem de me declarar pra Zelda, mas poxa...

Eu me viciei em amá-la em segredo. É um sentimento tão genuíno, que eu não quero que deixe de existir. Toda aquela sensação de estar flutuando quando estou com ela, o jeito que eu sinto meu coração aquecer sempre que ela me diz algo fofo, a euforia que se instala em mim sempre que ela sorri, a dúvida interminável sobre ser recíproco ou não.

Estou viciada nessa dúvida e não sei se quero respostas. Não quero me forçar a deixar de sentir, caso a resposta seja negativa.

Não quero deixar de amá-la e também não quero pensar que manter esse sentimento será a minha ruína.

Me diz... Como aquela pintura renascentista poderá ser a minha ruína? E ao mesmo tempo... Como não seria?

É assustador estar tão entregue a alguém, ser tão vulnerável a algo, a ponto de uma simples frase, um simples ato, ter o poder de fazer com que o meu mundo perca a cor.

Eu não quero acreditar que nós somos um jogo perdido. Não quero desistir e seguir em frente. Entende que para mim não existe uma vida em que eu não suspire pela Spellman? Não tem caminho algum para que eu possa seguir sem ela?

Esse sentimento já é parte de mim, um pedaço do meu corpo, talvez toda a minha alma. Não quero deixa-lo ir.

Mas não quero viver em eterna agonia, com a mente sempre agitada a ponto de me deixar a beira da loucura.

Não quero que no final só me reste um coração partido, uma vida fragmentada.

Eu não consigo imaginar uma vida em que ela não esteja. Fisicamente ou emocionalmente.

Tudo isso é tão prejudicial..., mas não ter tudo isso, não seria mais nocivo?

Eu preciso de terapia.

 

 

Mas, deixando tudo isso momentaneamente de lado.

Ou simplesmente ignorando minha mente confusa...

 

Eu não sei como expressar o quanto que esses dias com a minha ruiva estão sendo perfeitos!

Me sinto em um tipo de comercial de margarina. Aquelas famílias radiantes de tão feliz! Fazemos atividades físicas juntas, cozinhamos juntas...

Bom, eu cozinho. – A Zelda como cozinheira é uma ótima professora.

Levo-a no trabalho, vou buscá-la, visitamos todos nossos lugares favoritos de Greendale e Riverdale, vamos ao cinema... Enfim, passamos todo o tempo juntas.

Me sinto em um casamento – e claro que estou fantasiando com isso.

 

Nesta semana, a Spellman me deu mais um dos seus selinhos de bom dia, e ela – talvez – tenha demorado mais que o normal. É claro que eu passei mais tempo do que eu deveria pensando nisso, - como sempre - quando obviamente não significa muita coisa para ela.

 

A Zelda tem sonhado comigo! Ainda não descobri o que e como foram esses sonhos – ela sempre desconversa – mas sempre em torno das 1:00 ~ 2:00 da madrugada eu acordo com ela falando meu nome e logo em seguida acordando assustada. Será algo ruim? Ou bom? Enfim, são só sonhos.

É Mary... São só sonhos.

 

 

...

 

- Já veio buscar o café da namoradinha? – é incrível como a Hilda sempre me deixa envergonhada com esses comentários

- Ela saiu apressada e sem comer de novo, acredita? – bufo - E nós não namoramos, infelizmente... – faço uma carinha dramática de tristeza

- Não vem com essa! Eu sei o que eu vi e....

Na última vez que eu dormi na casa da ruiva, a Hilda tinha resolvido ir visita-la logo cedo – como ela ainda tem a chave – entrou diretamente na cozinha e nos viu de um jeito meio embaraçoso. Qualquer pessoa que não entenda os carinhos da Zelda comigo, acharia que estávamos nos amassos em meio ao café da manhã.

- Você viu a sua irmã me dando um selinho como de costume.

- Que costume Mary? A Zelda com costume de dar selinho em amiga? Até parece que você não conhece a minha irmã.

- Exatamente por isso posso afirmar que... – me interrompe

- Diga pelo menos UMA outra amiga que ela faz isso!

Ok, eu não sei.

- Não sabe, não é? – dá um sorrisinho sarcástico

- Não. – Sussurro – Mas isso não significa que..., mas isso... Nós somos só amigas Hildy, infelizmente é o que me resta. Esse é o jeito da sua irmã, eu sei disso. E não vou me iludir com carinhos, selinhos...

- Chupões no pescoço...

- Mas que inferno Hilda! – digo já irritada

- Ok, ok! Não vou mais te irritar, mas saiba que esse é o “jeito da minha irmã” – faz aspas com os dedos - com VOCÊ. – Aponta para mim - não é sobre se iludir com essas situações, é sobre se atentar as coisas ao seu redor, aos sinais, a tudo!

- O que está acontecendo ao meu redor para que eu fique atenta? Pelo amor da deusa...

- Ô mulher lerda... Tem tudo acontecendo Mary, tudo! – balança a cabeça em negação - Poxa... Vocês estão nesse amor roxo a semanas. Não tem uma pessoa se quer nessa cidade que não ache que vocês estão juntas, eu quero só ver se você vai embora e não vai se declarar pra minha irmã! – diz com o olhar de repreensão

Ah Hilda! Eu também quero saber... O não eu já tenho e a única coisa que me resta dela é a amizade. Não quero ficar sem isso também.

Logo agora que estamos recuperando o tempo perdido.

Mas... Realmente tem tudo acontecendo?

 

 

...

 

 

- Eu já disse que te amo hoje? Estava louca por um café... – cola os lábios aos meus

Eu nunca vou me acostumar com isso.

- Imaginei... Saiu correndo de novo, nem me deu bom dia direito – faço beicinho

- Oh meu amor, perdão. – “Meu amor” aaaaaaaaaaa - Mas você está me deixando mal acostumada, nunca fui de acordar tarde e ter que vim correndo pra não me atrasar.

- Fazer o que se pela manhã você não quer desgrudar desse corpinho aqui – falo sinalizando o corpo

- Mas que convencida! – diz rindo – Mas está certa. E não é só pela manhã! – dá uma piscadela - Agora tenho que entrar, ou os meus alunos colocarão a sala abaixo!

Isso seria um sinal também? Aff Hilda

- Uhum – abraço-a - te vejo mais tarde! – dou um selinho

Ela passa o nariz pelo meu pescoço e deposita um beijinho ali

Te vejo mais tarde, Wardwell.

Eu nem preciso dizer que fiquei... Que fiquei... Céus! Vou ficar louca.

 

 

 

 

...

- Sabia que eu te encontraria aqui.

Estou deitada na grama, de um campo de futebol desativado atrás da Baxter High. Eu e a Zee víamos para cá sempre que as aulas estavam um saco, ou não estávamos afim de assistir.

E eu vinha pra cá sozinha também, quando queria pensar sem interrupções. – É o que eu estou fazendo agora.

- O que está fazendo? – diz se deitando ao meu lado

- Olhando as formas nas nuvens.

- Que nuvem? com esse tempo nublado...

- Tinha umas ali...

- Você não sabe nem mentir Mary – diz rindo

- Ok, não sei. – Digo rindo – Estava pensando em algumas coisas

- Quer compartilhar? – Diz apoiando o queixo nas mãos

- Não, não. Banalidades. Como foi a aula hoje? – mudo de assunto

- O mesmo de sempre, a minha turma é perfeita! Eles são tão participativos, eu não fico apenas falando, falando e falando lá na frente. E a propósito – dá um sorrisinho de canto – eles querem te conhecer...

- Me conhecer? Por quê?

- Talvez eu tenha falado um pouco sobre uma certa ilustradora de livros...

- Zelda! – digo incrédula

- Afe, o que tem? Eles ficaram tão animados! Não tem muitas novidades aqui em Greendale Mary, e saber que você é conterrânea aumentou mais ainda a curiosidade deles.

- Eu sou tímida pra essas coisas...

- Mas pra ver safadeza no celular não é – xii virei um tomate

- ZELDA! Eu não tava... Já disse que não era nada disso. Mas que inferno! Eu tava vendo uma foto sua, satisfeita?

- Minha? – arqueia a sobrancelha – eu estava vestida?

- O que? Por que você não estaria?... Meu deus – escondo o rosto com as mãos

- Mas eu estava? – diz rindo

- Estava Zelda, estava. – Alguém me mata – tirei enquanto você estava preparando a aula e fiquei olhando, só isso. E não estava fazendo “cara” nenhuma, esse é o meu rosto de sempre.

- Ok, tomatinho. Não vou te abusar mais com esse assunto. Até porque é extremamente normal olhar para mim e pensar em promiscuidades, quem resiste? Entendo você, amor. – Joga os cabelos para trás.

- AAAAAAA – aperto mais ainda as mãos sobre o rosto – Por que você é assim Zelda?

Ela gargalha.

- Porque eu amo te deixar envergonhada – tira minhas mãos do rosto – essas bochechas vermelhas, as pupilas dilatadas, os lábios franzidos. – Selinho – você assim, toda embaraçada. – Outro selinho – você de qualquer jeito Mary... É a minha obra de arte preferida. – Suga meu lábio inferior


Notas Finais


Eu parei aí de sacanagem KKKKK Gente, pense no rolo com esse capítulo. Desde que eu deixei o capítulo 4, eu vim escrevendo esse. E no dia que eu respondi algum comentário – falando que eu iria publicar no mesmo dia, ou no seguinte – ele já estava pronto. Mas era MUITO diferente desse. Vamos supor que eu estava chateada/frustrada/decepcionada com uma coisa, e isso refletiu totalmente na minha escrita, eu estava lendo e entrando na bad logo em seguida. Pra vocês terem noção eu reescrevi bem umas 5 vezes, até que decidir me encher de todo filme romântico possível, excluir o capítulo e escrever tudo de novo. Acho que agora deu certo einnn meu tt é @jazzsik – a burra aqui disse pra vocês chamarem e n deixei o user.


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