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História Como (não) conquistar seu crush - KageHina(Haikyuu!!) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, aqui estou eu para postar mais um "episódio", em compensação pelo primeiro ter sido tão curto, tentei deixar esse o mais grande possível, mas sem "forçar" cenas desnecessárias. Eu agradeço o apoio que me deram no primeiro capítulo, e espero conseguir agradar vocês com esse💖

[capítulo ainda não revisado ⚠️]

Capítulo 2 - Medos e inseguranças.


Hinata sentia seu corpo gelar, suas mãos estavam suadas de nervosismo. Apesar de ser bobo o suficiente para tentar conquistar alguém seguindo seu conhecimento adquirido após ler uma fanfic, Shouyou sabia que talvez não fosse tão confiável, ao menos não cem por cento, sendo assim, o ruivo recorreu a pedir conselhos a Sugawara.

— Hinata, por que você está tão nervoso? Sabe que pode contar comigo, eu não irei te julgar, okay? — Koushi tentava acalmar o mais novo, que respirou fundo antes de começar a falar.

— Eu acho que estou apaixonado pelo Kageyama. — Suga estava chocado, não só pela notícia repentina, como também com o quão baixo Hinata falou, considerando que o garoto sempre gritava. 

— Você quer ter certeza? — O mais velho perguntou.

— Não é isso... é que eu... — O ruivo parou para tentar procurar palavras que conseguissem descrever seus sentimentos e inseguranças. — Eu não sei o que fazer, o que pensar... eu nunca passei por isso!

— Hinata, tente ser mais direto, por favor. — Sugawara encheu um copo com água e entregou para Shouyou.

— Eu... eu realmente gosto dele, mas ele é tão... complicado de entender, eu nunca me apaixonei antes! Quer dizer... tem o vôlei, mas é diferente! E logo na primeira vez em que eu começo a gostar de alguém, é justo alguém como o Kageyama! — Hinata balançava as mãos na tentativa de se acalmar.

— Você pretende se confessar? — De fato, Koushi tinha um dom incrível para lidar com as pessoas, ele era quase que um anjo que com apenas algumas palavras, conseguia acalmar uma “tempestade”.

— Não! — O ruivo gritou, mas logo sentiu-se envergonhado. — N-não agora, eu quero saber se... — O rosto do garoto superava a cor de seu cabelo.

— Se ele também gosta de você, não é? — Sugawara sorriu compreensivo, aquilo conseguiu tranquilizar Hinata.

— Sim. — Shouyou encarava o copo, vendo levemente seu reflexo no líquido.

— Hinata, eu admiro o quão corajoso você foi em me contar isso, e eu também estou agradecido por você confiar em mim. — Koushi disse e colocou uma mão do ombro do amigo. — Essa é realmente uma situação um pouco difícil, mas não se preocupe! Eu não sou tão experiente nisso, então eu acho que seja melhor você tentar ir mostrando alguns sinais, sabe? — Não, Hinata não sabia, mas ele assentiu. 

— Suga-san, será que você pode... guardar esse segredo? — O ruivo pediu enquanto Koushi o acompanhava até a porta.

— Minha boca é um túmulo. — Sugawara sorriu e deu um leve aceno de despedida.

No caminho de volta para sua casa, Hinata pensava sobre o que o levantador disse, talvez mandando alguns sinais indiretos Kageyama percebesse e o livrasse do possível constrangimento de ter que se declarar? 

Shouyou era como o sol, ele sempre trazia um sentimento caloroso para qualquer pessoa que o conhecesse, mas, mesmo o “sol” se sentia inseguro. Parecia que alguém havia dado um nó em seu estômago ou uma facada em seu peito.

Pensamentos como “e se ele me odiar? e se ele me odeia?!” e “e se ele nunca mais querer olhar na minha cara” passeavam pela sua mente. 

“E se...” foi algo que Hinata odiou, porque significava incerteza, medo, insegurança, coisas que grudavam em sua cabeça como chiclete no cabelo, algo que martelava em sua mente e o fazia colocar um pé atrás.

O ruivo podia sentir um leve formigamento em seus olhos, lágrimas apareceram e embaçaram sua visão. Era por causa do vento, certo? 

Hinata nem sequer percebeu que havia chegado em sua casa, para falar a verdade, ele nem sabia como ele conseguiu chegar lá, afinal, o ruivo estava distraído de mais para saber qual direção estava tomando. Ele suspirou e abriu a porta, deixando seus sapatos na pequena prateleira que ficava logo na entrada.

O clima estava chuvoso e ele estava sozinho em sua casa - Natsu e sua mãe foram visitar sua avó -, e tudo isso só ajudou ele a se afundar ainda mais naquele poço sufocante. Aquele dia estava se tornando melancólico, e Shouyou nem sabia explicar o motivo.

Ele até pretendia ler a fanfic, mas seu corpo, que sempre estava cheio de energia, agora, repentinamente estava dolorido. Estresse? Tristeza? Ou ele apenas estava sendo dramático? O ruivo não sabia, e nem se importou com o fato de não ter tomado banho naquele dia, ele apenas se jogou em sua cama e adormeceu.

Beep, beep!

Beep, beep!

Beep, beep!

— Sho! Acorde! Você vai se atrasar! — Apesar do despertador ter tocado várias vezes, Hinata não conseguiu acordar até Natsu entrar em seu quarto e o balançar.

— An? Que horas são?! — O garoto estava claramente desorientado, sua visão ainda tentando se ajustar com a claridade do sol que ilumina o cômodo inteiro.

— São quase sete horas, Sho! Mamãe disse que você precisa correr! — A pequena garota avisou o irmão e o deu um beijo na bochecha.

— Obrigado por me acordar, Natsu... — Shouyou falou antes de ver a irmã sair do cômodo, o deixando sozinho encarando o chão, tentando criar coragem para se levantar e fazer sua rotina diária.

₍  ⏰  ₎

Hinata estava tão atrapalhado naquela manhã, que quase esqueceu de pegar sua bicicleta, levou o livro errado e deixou o estojo em casa. Ele não sabia o que estava acontecendo com ele mesmo.

Na hora do almoço, ele se lembrou daquele pequeno trecho da fanfic, tendo a ideia de ir até a máquina de bebidas antes de Tobio e pegar uma caixinha de leite. Logo aqueles pensamentos voltaram a surgir em sua mente.

“Será que minhas intenções ficarão óbvias de mais? Ou pior, e se ele pensar que eu quero apenas me aproximar mais dele e se tornar seu amigo? Nós já somos amigos?”

Shouyou balançou a cabeça e ignorou tudo, indo até a máquina e colocando o dinheiro, ele riu ao se lembrar que Kageyama sempre apertava dois botões na esperança de cair duas caixinhas. Hinata seguiu os passos do garoto, apenas por brincadeira, mas ele não esperava que realmente caísse duas caixinhas.

— Hinata- ?! — O ruivo quase deixou as caixas caírem de sua mão quando ele escutou uma voz familiar atrás dele. — Por que?! Por que você?! — Tobio se referia ao fato de justo Shouyou conseguir duas caixinhas, mas o mais baixo estava nervoso de mais para raciocinar.

— Kageyama... ? — Hinata se virou, tendo a bela visão de um Tobio quase explodindo de raiva e decepção. O ruivo não sabia exatamente o que dizer, muito menos como ele deveria agir.

— Me dê licença, eu também quero pegar um... — O levantador pretendia ir em direção a máquina, mas Shouyou esticou as caixinhas de leite, o fazendo parar confuso.

— É pra você, eu não gosto disso. — Kageyama o encarou, aquele olhar que parecia estar escaneando sua alma, sua mente, seus pecados...

— “Disso”? — Tobio pegou as caixinhas e arqueou uma sobrancelha.

— Leite puro é horrível, Kageyama. — Hinata falou, esquecendo completamente do quanto o ‘mirtilo’ amava aquela bebida.

— Hinata, seu imbecil! Por que você comprou então?! — Tobio gritou.

— Ei! Eu lhe dei duas caixinhas de leite e você nem sequer agradeceu! Por que você me odeia tanto? — Shouyou perguntou enquanto via sua paixão tomar aquele líquido branco, ele não iria mentir, só de imaginar aquilo descendo por sua garganta o fazia ficar enojado.

Agora que ele observava a figura do levantador, o ruivo notava o quão difícil era ‘ler’ ele, minutos atrás Kageyama estava gritando com ele e o chamando de imbecil, agora ele tomava seu leite como uma criança. Esse pensamento o fez querer rir, era como se algo fizesse cócegas no canto de seus lábios, e Tobio não pode deixar de notar isso.

— Oe, por que você está rindo? — Ele questionou o mais baixo enquanto amassava a caixinha e abria a outra.

— Eu não estou rindo. — Hinata negou e apenas se virou para ir comprar seu próprio lanche. Era óbvio que Kageyama não iria notar seus sinais, ele era denso, e para piorar, o garoto só se importava com as duas preciosas caixas de leite que ele ganhou aparentemente sem motivo.

Shouyou suspirava, suas inseguranças haviam sumido magicamente e, agora, sendo substituídas por um profundo sentimento de decepção. Por que? Por que você é tão... lerdo, Kageyama Tobio? Onde está aquela inteligência que você sempre mostra em partidas de vôlei?!

— Psiu! Hinata! — Sugawara surgiu na frente do ruivo.

— Hm? Oi? — Acordando de seus pensamentos, Shouyou encarou o mais alto.

— Você já pensou em como dar algum sinal? Sobre aquilo... — Koushi parecia curioso.

— Eu dei duas caixinhas de leite pra ele. — Respondeu o mais novo.

— E? — Os olhos de Sugawara brilharam, esperando que algo bom tivesse acontecido.

— Ele me chamou de imbecil. — A decepção era óbvia no rosto de Hinata, e agora se fez presente no de Suga também.

— Poxa, ele ao menos agradeceu? Quanta falta de educação! — Koushi retrucou.

— Nada mais que um “hiniti imbici”! — Shouyou imitou Kageyama, fazendo o mais velho gargalhar. — Nem pra ele aumentar o vocabulário, é sempre o mesmo xingamento.

 — Hinata, você já pensou no motivo pelo qual você criou sentimentos por ele? — A pergunta repentina de Suga fez Hinata parar de caminhar, afinal, por que ele estava apaixonado por Tobio? Ele nunca havia realmente pensado sobre isso, o ruivo apenas tirou a conclusão de que aqueles sentimentos simplesmente floresceram.

— Eu... eu nunca tinha pensado nisso. — Respondeu.

— Talvez, se você fizer uma lista sobre os motivos pelo qual você ama ele, você consiga lidar melhor com os sentimentos, sabe? Também pode ajudar você a “desmontar” o Kageyama e entende-lo melhor! — Sugawara sugeriu sorrindo.

— E se... eu não estiver realmente apaixonado? Às vezes- — Hinata se calou com o olhar que o mais velho lançou em sua direção.

— Não! Não me venha com “e se”! Eu odeio isso! Odeio! Você me disse ainda ontem que realmente gostava dele, quem é você e oque fez com o Hinata?! — Koushi um “leve” tapa nas costas do ruivo.

“Asahi sofre assim?!”, Shouyou pensou.

O levantador sabia muito bem que, apesar do ruivo sempre lutar pelo que queria, ele também podia ser inseguro às vezes, afinal, mesmo a pessoa mais feliz do mundo também tem seus medos. Amar alguém é algo complicado, porque você nem sempre sabe se os sentimentos são recíprocos, e isso pode machucar. Sabendo disso, Sugawara se deu a missão de apoiar e ajudar seu amigo o máximo que conseguisse - mesmo que possivelmente significasse ter que “brincar” de cupido -.

Os dois pararam de caminhar, Shouyou encarava seus pés, pensando sobre como tudo aconteceu tão rápido. Ou foi ele que não percebeu e estava atrasado? Koushi suspirava, colocando as mãos no bolso de sua calça, tentando fugir do vento frio que passava por ali.

— Desculpe Hinata, tenho aula de física agora, por favor, não encha sua cabeça de pensamentos ruins, confie em si mesmo. — Suga disse, antes de sair de perto do mais novo, ele se virou. — Te vejo no clube!

— Tchau... — Shouyou assistia a figura de Sugawara sumir a medida que ele se distanciava, o ruivo soltou o ar que ele nem percebeu prender em seu pulmão. Sua mente voltou para a sugestão que o mais velho havia dado.

“Talvez não seja uma má ideia...”, o garoto pensou antes de correr para sua própria sala, com a intenção de pegar seu caderno e por seu “plano” em prática.



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