História Como (não) conseguir um namorado - Capítulo 11


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Categorias ATEEZ
Personagens Hongjoong, Jongho, Mingi, San, Seonghwa, Wooyoung, Yeosang, Yunho
Tags Ateez, Clichê, Colegial, Fake!dating, Hongjoong, Romance, Seonghwa, Seongjoong, Woosan, Yungi
Visualizações 228
Palavras 4.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bommmm, capítulo saindo em um horário bem mais cedo do que eu costumo postar, mas é porque tive um pouco mais de tempo nesses últimos dias da semana, então nada melhor do que postar adiantado, não é mesmo?

Primeiro queria agradecer todo o feedback de vocês, principalmente no último capítulo que vocês bateram o record da fanfic no quesito comentários, e eu amo ler cada um deles.

Infelizmente estamos quase na reta final, o próximo capítulo provavelmente vai sair no meio dessa semana (acho que na quarta, talvez) e se tudo sair como o planejado a fanfic vai terminar no mês de dezembro com mais ou menos 16/17 capítulos (contando com o epílogo), então se eu me alongar muito nas notas iniciais e finais vocês já sabem que é porque vou ficar sentimental.

Eu sei que vocês falaram que gostam de histórias longas, mas eu não quero fugir muito da minha premissa inicial e também quero postar outras histórias, mas eu não gosto de acumular histórias em andamento, e eu estou devendo uma continuação decente pro pessoal que me espera desde 2017 com Back 2 You (inclusive quem quiser dar uma lida, assim que eu terminar essa eu vou focar 100% das minhas energias em terminar ela) e eu quero escrever outras Seongjoong e até outros casais também (vocês verão o que eu vou fazer) então me perdoem, mas a reta final da fic está próxima.

Coisinhas que aconteceram essa semana de bom e precisamos comentar:

1 - Aniversário do nosso líder Hongjoong que todos nós amamos.
2 - As fotos conceito dos meninos e a foto do Mingiii (eu tô com muita saudade dele, então vocês vão me aguentar falando do nosso menino)
3 - Comeback do EXO se aproximando cada vez mais e as teorias me deixando maluca. Eu sinto muita falta do Lay, mas eu entendo a posição dele, então não vamos cobrar muito dele, pois eu sei que ele gostaria de estar nesse Comeback tanto quanto nós.


Vamos a leitura do capítulo e desculpem qualquer errinho ^^

Capítulo 11 - Não importa o meu passado, pois meu futuro é você


 

CAPÍTULO  11

– Seonghwa, é a décima vez que eu te falo pra tirar a mão da minha cintura – reclamo, afastando o Park mais uma vez – Se você está aqui  apenas para me atrapalhar, pode ir pra casa. – repreendo o maior, que suspira frustrado e se senta no outro canto da cama.

Estávamos em semana de provas, o que pode não parecer grande coisa  para a maioria dos estudantes, mas não quando se é filho de um professor  universitário e de uma mãe também super estudada e rigorosa e se está no terceiro ano do ensino médio. Às vezes ainda ficava surpreso com a falta de preocupação do mais velho com estudos, mas então me lembro que ele mesmo já me  disse várias vezes que não se acha inteligente, e já aceitou o fato de não tirar notas boas.

É claro que eu  sempre discordava dele, afinal, a única coisa que o impedia de ter boas notas era o seu nervosismo – e um pouco de preguiça também –  mas ele insistia em dizer que se esforçaria para tirar apenas o necessário para passar  de ano. Sempre acabávamos discutindo por causa disso, mas no final eu não poderia forçá-lo a nada, a escolha sempre seria dele.

Não estávamos tendo muito tempo para nós dois nas últimas semanas, por mais que sempre estivéssemos juntos. O pai de Seonghwa havia voltado de viagem junto com o irmão, e pelo que parecia, as coisas não estavam tão boas assim na casa da família Park, por isso a presença do mais velho era bem mais frequente em meu quarto, por mais que eu  raramente tinha tempo para lhe dar atenção de verdade.

Em todos esses anos de convivência, eu obviamente já tinha pegado a fase mais… carente do Park, e é claro que estive ao seu lado durante ela, por mais que naquela  época ele preferisse ficar com Yeosang, pelo menos na minha própria visão de criança enciumada. Mas ah… eu sabia que Seonghwa estava passando por uma fase complicada, e havia prometido ao maior  que o apoiaria, e estaria lá sempre que ele precisasse de alguém para conversar, mas não imaginei que ele estivesse tão carente assim.

Andávamos juntos para todos os lados. Ele me cutucava pelo menos uma vez por aula para perguntar alguma coisa e até mesmo almoçávamos juntos todas as tardes, repito: todas as tardes. Sempre dava um jeitinho de terminar os treinos o mais rápido possível para me ver no trabalho e quando não conseguia sair a tempo, fazia questão de ficar me assistindo enquanto eu  estudava para alguma prova ou revisava alguma matéria.

Ainda estava me acostumando com essa rotina maluca de escola, trabalho e mais estudos assim que chegasse em casa, apesar de sempre poder contar com a ajuda de meus pais, que sempre conseguiam tirar uma dúvida ou outra que acabavam surgindo no meio dos estudos.

Wooyoung havia finalmente sido pedido em namoro, o que significava paz para os meus pobres ouvidos, que não teriam  mais que ficar ouvindo o Jung reclamar da demora do Choi. Mas para a minha infelicidade, o novo assunto do momento era quando o Park colocaria uma aliança no meu dedo e nos assumiríamos para a família toda. É claro que tentei explicar que nem tudo  era tão fácil assim, e que namoraríamos no momento em que os dois estivessem preparados para isso, mas Wooyoung era mesmo impossível de lidar.

Até mesmo Yunho as vezes colocava uma pequena pressão e perguntava descaradamente a Park quando me pediria em  namoro, e mesmo quando eu o encarava com um olhar de repreensão, ele continuava com os mesmos comentários, e eu chegava a cogitar cometer um assassinato com uma agulha de costura.

Sim, isso mesmo. Comecei  a fazer aulas de costura com a tia do Jeong duas vezes por  semana, depois do expediente. A Senhora percebeu que eu tinha jeito para a coisa  e resolveu me ensinar, e como era algo que eu gostava muito, acabei aceitando. Não estava  sentindo tanto quanto as outras coisas, já que as aulas eram curtas e bem didáticas, e eu até que tinha facilidade.  

Com tudo isso, quando chegava em casa após o curso e o  expediente de trabalho, a única coisa que eu queria fazer era dormir até que Lalisa pulasse em cima  de mim, me avisando que já era hora de tomar o café. Mas, com o Park cada vez mais carente, as vezes eu acabava tendo que ceder alguns minutinhos para conversarmos sobre o dia do mais velho e  de como a noiva de seu irmão conseguia ser tão mais legal do que o próprio.

– Você já terminou de estudar agora? – ele perguntou mais uma vez, enquanto deitava a cabeça carinhosamente em meu colo, cobrindo  o livro que eu lia com os fios de cabelo. – Já está tarde, Joong. Não devia ficar estudando por tanto tempo assim, faz mal para a vista.

– Sorte a sua que  eu estou realmente cansado. – ele deu um sorriso vitorioso e colocou minhas mãos em seu   cabelo, cobrando carinho no local. – Como foi o seu dia? – perguntei, tentando fazer com que o Park se sentisse o foco da conversa.

– Até que tranquilo. Hoje o treino foi mais de resistência, então apenas demos algumas voltas pela quadra e fortalecemos alguns músculos. – explicou – E como amanhã vamos apenas repassar algumas táticas, acho que vou poder te visitar no trabalho depois que terminarmos. – dei um sorriso torto e engoli em seco.

– Ah… acho que você pode ir para casa, Seong. – tentei fazer com que minha voz não soasse trêmula. A verdade é que eu estava me esforçando para dar atenção ao maior, mas eu estava precisando de um tempo… meu, e era impossível com um Park colado em mim a todo momento. – Amanhã vamos estar em liquidação, então provavelmente a loja estará lotada, não vou poder te dar a  atenção que você merece.

– Tudo bem então… vou aproveitar para brincar um pouco com Saeron e depois provavelmente  invadir o seu quarto para fugir do monstro do meu pai. – brincou, por mais que fosse verdade – se você quiser, é claro.

– Por mim tudo bem, Park. Eu gosto da sua companhia. –  não estava mentindo, mas por que tinha soado tão… mecânico?

...

– Você parece péssimo, Joong. – Yunho comentou, assim que me viu. Eu sabia que não estava no meu melhor momento, mas pensei que talvez a maquiagem ajudaria  – Você anda dormindo o suficiente? – perguntou, encarando minhas profundas olheiras.

– Na verdade não. – confessei – passei metade da noite estudando para a prova de gramática e a outra metade escutando Seonghwa contar sobre sua  cunhada e o seu irmão mais velho insuportável. – completei, enquanto entrávamos na sala de aula.

Eu realmente estava exausto e meu humor já não era dos melhores mesmo com minhas 8 ou mais horas de sono, com apenas umas duas ou três eu conseguia superar meus níveis de chatice, e infelizmente ainda estávamos no meio da semana, ou seja, eu ainda teria que aguentar muita coisa.

Pelo menos Yunho entendeu a situação e não ficou me fazendo mais perguntas sobre Seonghwa, sobre nossa relação ou sobre qualquer outra coisa, afinal, era fácil perceber quando eu não estava muito bem. Apenas entramos na sala em silêncio e me sentei depressa, como se tivesse ficado em pé durante horas. Estava rezando para que o Park não viesse até mim, e pela primeira vez queria que ele e Yeosang estivessem conversando tempo suficiente para que a aula começasse.

Acho que ele deve ter percebido que eu não estava para muitos amores, já que apenas me cumprimentou com um beijo rápido e saiu da classe, provavelmente indo encontrar San. Não nos beijávamos com tanta frequência na frente de outras pessoa, pra evitar os comentários maldosos, mas como poucas pessoas haviam chegado e apenas as que não se incomodavam, não vimos problema nisso.

Deitei a cabeça na carteira e fiquei na mesma posição, apenas esperando o tempo passar para ir para casa.

Até que as aulas não foram tão cansativas como pensei que seriam, e acho que tive um bom rendimento na prova, então estava mais tranquilo. Passei o almoço com o Park, San e Wooyoung – que agora haviam se assumido como casal – e Yunho. Todos perceberam que eu estava mais… quieto do que o normal, então até que tive um sossego.

Seonghwa não apareceu em meu trabalho, o que eu agradeci com todas as minhas forças, e o expediente realmente tinha sido bem mais corrido do que o normal, então tive que fingir o meu melhor sorriso e tratar muito bem meus clientes.

Para completar o dia, tive que começar a costurar uma saia rodada, que é mil vezes mais difícil do que uma simples saia tubinho, então acabou sendo bem mais estressante do que pensei que seria, já que era a minha primeira vez. Acho que todos haviam percebido que eu não estava bem, então foram bem mais pacientes do que o normal, então não saí nos tapas com ninguém.

Voltei para casa e cumprimentei meus pais rapidamente, subindo as escadas em seguida, só queria chegar em casa e dormir. Deixei a janela aberta, já imaginando que provavelmente o Park invadiria meu quarto em algum momento da noite, mas esperava que ele compreendesse a situação e não me acordasse. Então fui dormir.

Não sei ao certo o que estava sonhando, mas na melhor parte acordei sentindo um peso em cima de mim e algo molhado e quente tocar o meu pescoço. Abri os olhos e me deparei com o moreno me encarando com um sorriso no rosto e um semblante animado e feliz.

– Fiz as pazes com meu irmão – revelou, assim que me sentei na cama – Estou tão feliz. Acho que agora vamos ser amigos de verdade.

– C-Como? – perguntei ainda sonolento – Como isso aconteceu? Pensei que ele não fizesse muita questão…

– Eu também não entendi muito, mas quando cheguei em casa meus pais não estavam, então acabamos ficando sozinhos durante algum tempo. Tomei um banho e quando estava em meu quarto, ele apareceu e perguntou se podíamos conversar. – fez uma breve pausa – Então ele me disse que provavelmente não nos veríamos com tanta frequência, e ele não queria que ficassemos com um clima desconfortável nas poucas vezes em que nós encontrássemos. Pediu desculpas por ter sido meio escroto comigo algumas vezes e perguntou se podíamos ser amigos.

– Atitude bonita da parte dele…

– Conversamos a tarde toda – sorriu, bobo – E eu contei sobre nós. Ele ficou feliz e nos deu parabéns.

Arregalei os olhos.

– Você fez o que? – perguntei, incrédulo. – Eu entrando que fizeram as pazes, mas você mesmo disse que sua família é um tanto preconceituosa, como sabe que ele não vai falar para seu pai?

– Porque somos amigos agora. – respondeu simplista – E eu tenho percebido que você anda meio sobrecarregado, então achei que talvez fosse bom que eu começasse a desabafar com outras pessoas também. E eu queria alguém para conversar sobre nós dois.

– Mas Seong, vocês fizeram as pazes faz pouquíssimas horas. Você nem ao menos sabe se ele é confiável ou não.

– Ele me parecia confiável. Até sorriu quando eu contei, pensei que ele fosse me odiar eternamente, ou que no mínimo fosse estranhar, mas ele ficou feliz, Joong. Esse é um bom sinal.

– Fico feliz por vocês dois, só acho que você devia ter mais cuidado. – eu não parecia nem um pouco feliz, afinal nós dois sabiamos que Seunghyun não era o santo que queria aparentar no momento. E eu sabia que Seonghwa às vezes era ingênuo demais, principalmente por seu anseio de querer se dar bem com o irmão. – Bom, de qualquer forma eu espero que dê certo.

– Eu também. – acariciou minha bochecha – Mas não vamos ficar alongando esse assunto, não quero ficar falando sobre ele. – depositou um selar em meu rosto – Acho que podemos fazer outras coisinhas, se você não fizer barulho, é claro.

Afastei o maior.

– Seong… estou cansado demais pra sequer te beijar. Sendo sincero, só queria dormir um pouquinho – fiz uma voz manhosa.

– Mas… você nunca mais tem tempo pra nós. Pensei que estivéssemos praticamente namorando – reclamou, ele não parecia bravo, mas sim triste.

– Park, esses últimos dias eu não tenho tido tempo nem sequer de respirar. Eu tenho sonhado com provas e com a escolha da faculdade, e ando estudando durante o horário de trabalho. – fiz uma pequena pausa – Você sabe que eu amo a sua presença, e eu também sinto falta de estar com você como fazíamos antes, mas tente entender o meu lado também.

– Ah… – suspirou – tudo bem então. Posso pelo menos ficar aqui te olhando enquanto você dorme? Não quero voltar pra casa agora.

– Você tem uns gostos um pouquinho estranhos, mas tudo bem. Você pode sim, só vê se a porta está trancada.

Ainda não sei dizer como sobrevivi a semana de provas e ainda por cima consegui tirar boas notas em todas elas. Até mesmo Seonghwa conseguiu ir bem o suficiente a ponto de passar em todas as matérias e tirar a direção de cima de si.

Em compensação eu estava com olheiras tão profundas que pareciam crateras e com um humor tão bom que minha vontade era mandar para aquele lugar qualquer pessoa que ousasse chegar perto. Acho que meus amigos sentiram a diferença, até estão se esforçando ao máximo para me tratarem bem.

Estávamos no meio de junho e as férias já se aproximavam, consequentemente eu sabia que teria um pequeno descanso. Bem pequeno mesmo, já que eu provavelmente passaria meus dias estudando para os vestibulares da vida.

Minha relação com Seonghwa até que estava… estável. Ele estava sendo mais paciente do que eu esperava, apesar de eu perceber as vezes em que ele se segurava para não me atrapalhar enquanto eu trabalhava ou não fazer muito barulho enquanto estudávamos. Mas já nossa vida sexual… não estava das melhores, e eu sabia que ele sentia falta de nós dois.

Já Yunho me perguntava quando faríamos o bendito encontro pelo menos uma vez por semana, e eu já não aguentava mais ter que explicar a ele que eu não tinha tempo para fazer absolutamente nada.

– Amanhã é sábado… – comentou o Jeong, enquanto fechavamos a loja após o expediente.

– E? – eu sabia o que ele queria dizer, mas não significava que facilitaria para ele.

– Você e Seonghwa poderiam finalmente aceitar nosso encontro duplo. Logo logo eu e Mingi vamos ter terminado o namoro e vocês não vão ter aceitado. – brincou.

– Ah… vou conversar com o Seong. – suspirei, me dando por vencido – Mas você e Mingi estão bem?

– Estamos sim, acho que melhor do que nunca. – sorriu – ele é tão fofo comigo, me sinto tão amado perto dele.

Concordei com a cabeça, afinal eu sabia como Mingi fazia com que todos ao seu redor se sentissem dessa mesma forma. Meu coração ainda se apertava as vezes quando me lembrava do mais velho, menos do que antes, mas as vezes me pegava pensando se ele sentia minha falta ou se eu era o único que tinha sofrido com o término.

Me sentia um pouco mal quando me lembrava dele, e pior ainda quando pensava que enquanto eu ainda sofria um pouquinho que fosse pelo maior, Seonghwa me esperava com um sorriso no rosto após o trabalho. Eu era tão sortudo por tê-lo ao meu lado, que a última coisa que eu gostaria de fazer é vê-lo sofrer por minhas atitudes.

Mas por mais que eu evitasse esse tipo de pensamento, as vezes ele só… aparecia. Não é como se eu procurasse ficar pensando nele o tempo inteiro, não acho que eu seja masoquista a tal ponto, mas praticamente tudo ao meu redor me lembrava de Mingi, de alguma forma. Estudar na mesma escola que ele costumava frequentar, ter as mesmas amizades, ainda guardar seus presentes na estante do meu quarto, e até os momentos em que Yunho dizia o quão feliz era ao lado do homem que há poucos meses eu chamava de meu.

Eu também tentava evitar ficar pensando na possibilidade de ter um traidor como melhor amigo. Yunho jurou infinitas vezes que nunca haviam feito nada antes que Mingi terminasse o namoro comigo, e eu preferia acreditar nessa versão, só a ideia de ter meu melhor amigo cobiçando o meu namorado me fazia querer chorar. Porém, nos momentos em que eu ficava mais sensível, a primeira coisa que se passava pela minha cabeça era que enquanto eu ia dormir com um sorriso bobo e apaixonado me lembrando da voz de Mingi, ele provavelmente estava pensando no Jeong.

Não é como se eu me odiasse ou algo do tipo, mas digamos que na maior parte do tempo minha autoestima não era das melhores. Ainda mais quando se é baixinho, o "patinho feio" entre o grupo de amigos e ainda por cima só teve um namorado em toda a vida, e ainda foi trocado pelo melhor amigo. Vocês podem rir da minha situação em algum momento, eu mesmo já me peguei rindo do meu papel de trouxa, mas as vezes eu me sinto… triste e substituível, por mais que Seonghwa me ajude nisso.

– Bom… está entregue – disse o Jeong, quando chegamos na porta de casa. Ele não costumava me acompanhar sempre, já que sua casa ficava mais próxima do trabalho do que a minha, mas como Seonghwa não havia aparecido naquela noite, Yunho achou que seria uma boa ideia me fazer companhia. – Pensa com carinho no que eu te falei e tenta conversar com o Park.

Assenti com a cabeça e nos despedimos com um curto abraço. Convidei o maior para entrar, mas ele negou dizendo que já estava muito tarde para isso, e realmente estava. Entrei em casa e beijei o rosto de minha mãe, que jantava solitária na cozinha.

Meu pai estava doente nos últimos dias, então minha mãe passava boa parte do tempo cuidando dele e da casa, e eu sabia que ela estava cansada assim como eu, apesar de eu demonstrar bem mais do que ela.

Assistimos a um filme aleatório na televisão e eu fiquei ao lado dela até que ela adormecesse no sofá, sendo vendida pelo cansaço. Eu realmente amava minha mãe, e sentia falta desses momentos em que apenas assistíamos alguma coisa ou comiamos em família, sem a pressa de ter que sair correndo para a escola ou para o trabalho. Sempre fui muito grato por ter uma família tão maravilhosa.

Cobri a mais velha com um cobertor fino e desliguei a televisão, assim como todas as luzes. Provavelmente ela acordaria no meio da noite, então deixei apenas um pequeno abajur que meu pai geralmente usava para suas leituras noturnas ligado e subi as escadas em direção ao meu quarto.

Tomei um banho quente e demorado, já que o Park ainda não havia aparecido, provavelmente estava em um "jantar em família", se é que ele poderia dizer isso das noites em que seus pais apenas discutiam e ele tinha que cuidar de Saeron enquanto Seunghyun pegava a noiva e saía para algum lugar longe dali. Isso acontecera várias vezes nas últimas semanas, então eu nem mesmo me surpreendia quando Seonghwa demorava para aparecer ou quando me mandava alguma mensagem dizendo que as coisas não estavam muito bem na casa ao lado da minha.

Ainda não entendia muito bem porque os dois ainda mantinham um casamento de aparências, mas eu sabia que não seria fácil para a Senhora Park ter que aguentar todos os comentários preconceituosos das pessoas, se algum dia resolvessem se divorciar.

A relação de Seonghwa com o irmão mais velho estava melhor do que eu esperava. Seunghyun aparentemente se esforçava para ser o irmão que não havia sido durante toda a vida, e Seonghwa estava gostando da atenção do irmão mais velho, por mais que ele soubesse que não duraria tanto tempo assim, já que Seunghyun se casaria em pouco tempo e voltaria para Jeju.

Eu e minha família tínhamos sido convidados para a cerimônia, é claro. E Seonghwa estava feliz, já que pelo menos eu estaria lá com ele, afinal, Seonghwa odiava cerimônias de casamento, e a ideia de ver seu irmão se casando e indo embora após os poucos momentos em que finalmente fizeram as pazes o deixava bem mais depressivo. Prometi a ele que estaria ao seu lado durante toda a cerimônia e que faria com que fosse um dia… memorável.

– Pensei que você não fosse aparecer hoje. – disse eu, enquanto o Park terminava de escalar a minha janela – Você não parece nem um pouco triste, então vou deduzir que a noite não foi tão ruim assim.

– E não foi mesmo. – ele sorriu – Fiquei jogando cartas com mamãe, Saeron e a noiva de Seunghyun, enquanto ele e meu pai saíram com alguns clientes. Fazia tempo que não nos divertiamos assim, quase não consegui despistar a Saeron.

– Fico feliz por vocês. – foi a minha vez de abrir um sorriso – Conversei com a minha mãe, ela me deixou dormir aqui hoje, se você quiser é claro…

– Eu quero. – disse quase que instantaneamente, afinal quase não tínhamos tempo para ficarmos juntos e era bom aproveitar os poucos momentos de paz, e eu talvez me sentira um pouco culpado por ter pensado em Mingi mais uma vez e por ainda sentir falta de nós dois. Seonghwa sempre me dizia que isso era algo normal, e que um dia, o sentimento simplesmente iria embora, mas isso não mudava o fato de que agora ele era o homem que eu beijava nos corredores da escola, ou que me fazia gemer o seu nome durante a madrugada, e que me fazia sorrir envergonhado com tanta fofura.

Ele se deitou ao meu lado na cama e nos beijamos lentamente. Acariciei seu rosto com uma das mãos e sorrimos tímidos após mais alguns beijos estalados. Juntei meu rosto com o do maior, e fiquei apenas ouvindo a respiração descompassada do Park, como se fosse música para meus ouvidos.

– Você fica tão lindo assim… com o rostinho todo corado – Seonghwa sussurrou em meu ouvido, me fazendo rir anasalado.

– Você diz isso pra literalmente qualquer coisa que eu faço, não sei nem se devo acreditar mais.

– Mas a culpa é sua, por ser tão lindo sem precisar fazer absolutamente nada. – respondeu, me fazendo corar ainda mais. – Você é tão lindo que minha vontade é de passar o dia inteiro apenas te admirando.

– Eu digo o mesmo. – depositei um selar em seus lábios – Mas Seong… tenho que te perguntar algo – fiz uma pequena pausa, esperando sua aprovação – Yunho quer saber se podemos ir a um encontro duplo com ele… e Mingi Hyung amanhã a noite.

Ele ficou em silêncio por algum tempo.

– Se estiver tudo bem para você, não tem porque eu me opor. – respondeu simplista.

– N-não vejo problema… só acho que vai ser um pouco estranho, sabe. Mas acho que preciso me acostumar com isso – disse, obviamente me referindo ao relacionamento de Yunho e Mingi.

– Já disse que essas coisas levam tempo. Você não vai esquecê-lo assim da noite para o dia, mas você está se esforçando…

– Nos estamos juntos agora. – o interrompi – Você é o único homem que eu quero em minha vida, e eu nem penso mais nele tanto assim, apesar de as vezes me lembrar do passado. Mas eu quero que saiba que eu não penso nele na mesma forma que penso em você. Mingi ficou no meu passado, e você, Park Seonghwa, é a única pessoa que eu vejo no meu presente e no meu futuro. Lide com isso.

– Ah… você é tão perfeito – me beijou – Nem parece o mesmo garoto que disse ao Wooyoung que nós não combinavamos como um casal. – riu anasalado.

– V-você ouviu essa conversa? – perguntei confuso.

– Sim. Foi sem querer, mas confesso que fiquei um tanto triste com a sua resposta, e talvez eu tenha chorado um pouquinho. Mas isso não importa agora, nós dois estamos bem e eu quero continuar assim.

– Eu não sabia que você tinha nos escutado… de qualquer forma, saiba que eu nunca menti tão descaradamente em toda a minha vida. Eu sempre nos imaginei como um casal, até antes de nós começarmos com todo esse negócio de relacionamento falso.

Ele sorriu, e consequentemente eu sorri também.

– Também preciso de confessar uma coisa.

– Pode me dizer. – respondi, enquanto brincava com o seu cabelo.

– Acho que eu te amo. – disse, atropelando as palavras, mas falando devagar o suficiente para que eu conseguisse entendê-lo. – E eu não espero que você me corresponda na mesma proporção agora, mas por favor… se esforce para me amar também.

Eu não verbalizei nada naquele momento, não só porque não me sentia preparado pra isso, mas achei que seria mais eficiente se eu apenas o beijasse, então eu o fiz. Nos beijamos tanto que pensei que meus lábios fossem rachar a qualquer momento, mas a única coisa que importava naquele momento era que eu sabia que Seonghwa me amava, e eu me reforçaria para correspondê-lo na mesma proporção, não que isso fosse algo difícil.

Não sei dizer em que momento nós acabamos pegando no sono, mas sei que fui dormir feliz, sabendo que eu tinha uma pessoa tão especial ali, ao meu lado.



 


Notas Finais


Bommm, não fiquem acostumados com os finais fofinhos, porque eles praticamente acabaram *inserir risada maligna de fundo*

Como a fic está quase acabando e eu percebi que nós quase não temos momentos tristes, os próximos capítulos não serão tão fluffys como esses, mas como a fic não é de drama não precisem se preocupar tanto assim (eu acho) mas já estão avisados rsrs.

O que dizer do Hongjoong... Será que o menino Joong está apaixonado ou não? Será que ele vai fazer o pobre Seonghwa sofrer ou vai assumir logo os sentimentos?

E sobre o tão esperado encontro duplo... O que será que vai acontecer? Já comecei a escrever essa parte e eu estou adorando rsrs. Quero ver as teorias de vocês.

Perguntinha do dia: vocês tem algum ship que vocês acreditam piamente que é verdadeiro e não só fanservice? Obviamente sem ser Hyuna e Dawn, porque né...

Eu tenho muitos ships, mas só por brincadeira mesmo, mas eu realmente acredito que o Haechan tem uma quedinha pelo Mark (NCT) e que o Sehun é gay e os meninos do EXO sabem disso e adoram provocar.

Mas essa é só a minha opinião né rsrs quero ver a de vocês.

Kissus de chocolate e bom Enem


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