História Como (Não) Cuidar De Uma Criança - Capítulo 13


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Palavras 2.325
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


[ AVISINHO ]
Esse é o extra KaiSoo, todinho narrado pelo Soozinho!
O último cap saí amanhã, ou se der hoje a noite, mas é mais póssivel que saía amanhã. Esse é o único cap focado na narrativa com o Soo, ou seja depois desse cap o último ainda vai ser narrado pelo Sehun e ainda vai ter o foco na paternidade e em HunHan!

Eu trabalhei nesse capítulo só pra distrair e enrolar vocês um poquinho mais até o último, e por conta de algumas sugestões de vocês mesmos me esforçei para trazê-lo, por isso obrigada e, espero que gostem, até loguinho, relevem os erros e tenham uma boa leitura ~❤

Capítulo 13 - Décimo segundo - Kim persistente JongIn


Fanfic / Fanfiction Como (Não) Cuidar De Uma Criança - Capítulo 13 - Décimo segundo - Kim persistente JongIn

O papai tinha voltado antes de completar uma semana, então essa noite foi ele quem me colocou pra dormir.

— E então... você se comportou com o Sehun enquanto eu estive fora? — eu fiz que sim. Eu não ia conseguir dormir, eu tinha um montão de perguntas pra fazer pro papai.

— Pai.. eu posso te fazer uma pergunta?— ele fez que sim e sorriu. — Eu posso ir morar com o meu outro pai na China? — eu não entendi quando os olhos do papai perderam o brilho e o sorriso desapareceu. — Pai? — ele sacudiu a cabeça.

— V-você quer mesmo ir? — eu fiz que sim e ele sorriu fraco antes de me cobrir e me dar um beijo na testa, como fazia sempre quando me colocava para dormir. — Eu não quero que vá... eu iria ficar sozinho. 

— Você tem o Sehun hyung. — ele abriu a boca mas não disse nada. Ele abaixou a cabeça e apagou a luz, ligando abajur logo em seguida. — Appa. Você ainda não repsondeu a minha pergunta. 

— Boa noite, Soo. — ele me deixou mesmo sem uma resposta? Ele deveria fazer isso com o Sehun e não comigo.

— Boa noite. — eu sussurrei para mim mesmo e fechei os olhos, ouvi um barulho na janela e arregalei os olhos para ver o que tinha lá, eu me encolhi, e me cobri dos pés a cabeça só deixando uma parte do rosto descoberto para que pudesse enxergar.

Será que era aquele cara com a mascára e a motossera? Aquele que o Sehun me defendeu? Agora eu estava sozinho!

— Soo. — ouvi uma voz abafada e quando olhei pela janela notei JongIn lá. Eu arregalei os olhos mais uma vez antes de me levantar e ir até a janela.

— Por que você 'tá na minha janela? — ele sorriu e eu abri a janela e ele se apoiou na mesma, ainda com um sorriso enorme nos lábios, mas não fazia sentido.

Não tinha nada de legal para se sorrir tanto daquele jeito.

— Eu preciso falar com você. Consegue subir nessa arvore? — ele apontou para uma das arvores bem grandes que tinha em volta da minha casa. Eu fiz que sim.

Eu não sabia o porquê de ter concordado. Eu não sabia subir em nenhum tipo de arvore, mas eu disse que sim porque acho que queria impressionar JongIn.

— Então vem. — ele subiu no tronco da arvore e andou normalmente até a parte mais próxima do tronco grande. Ele olhou para mim confuso. — Você não vem?

— E-eu não sei fazer isso. — ele sorriu e veio até mim, andando com a mesma tranquilidade de antes até mim, ele estendeu sua mão e eu o olhei sem entender o significado daquilo. — O que?

— É pra você pegar a minha mão, Soo, eu vou te levar pro telhado. — eu arregalei os olhos e ele riu. — Você não quer? — eu peguei a sua mão e ele me puxou para fora do meu quarto. Eu senti um frio estranho na barriga como se eu tivesse em uma daquelas montanhas russas que o papai sempre me disse que eram perigosas. 

— Se eu cair... eu juro que te mato, JongIn. — ele sorriu e soltou a minha mão me deixando um pouco desesperado, só para ele escalar uma parte da arvore e conseguir subir no telhado. Mas ainda sim ele me deixou sozinho!  Que tipo de amigo faz isso?

Eu olhei para baixo. Estavamos longe do chão... se eu caisse eu iria morrer!

— Nini! — eu chamei, confesso que fiquei com medo de estar sozinho naquela altura. JongIn estendeu sua mão novamente e eu a peguei sem hesitar dessa vez. Ele me ajudou a escalar um pouco para chegarmos no telhado.

Eu nunca tinha feito aquilo, e acho que nem mesmo JongIn, mas era legal saber que ele sabia escalar arvores e invadir o quarto das pessoas pela janela da casa.

Ele se sentou e fez um gesto para que eu me sentasse ao seu lado e foi o que eu fiz.

— Por que a gente 'tá no telhado? — ele apertou os lábios e depois sorriu.

— Eu não sei. Queria te mostrar uma coisa legal. Sabe, o meu irmão mais velho falou que pra conquistar alguém que a gente gosta tem que impressionar mostrando coisas legais. — eu dei um soco no seu ombro e ele choramingou fazendo um bico. — Como você é mau, Soo. — eu cruzei os braços. — Minha mãe falou que você vai queimar no fogo do inferno por você ser desse jeito. — eu nem liguei. Eu entendia o motivo da mãe do Nini não gostar de mim, desde que eu derrubei JongIn da escada e quebrei um braço dele ela sempre diz pra ele se afastar de mim. — Eu não quero que você queime. 

— Pare de falar bobagens, JongIn. — eu olhei para cima e vi o céu bem estrelado o que me fez querer me deitar e apenas olhar para as estrelas. E foi o que fiz.

— Você vai morar com o seu outro pai na China? — eu olhei para ele que estava mexendo na barra da camiseta e eu o conhecia bem pra saber que estava nervoso principalmente com a minha resposta.

— Eu não sei. — ele fez um bico. — talvez, quem sabe...

— Por que? Você não gosta de mim? São os meus ocúlos? — ele tirou os ocúlos redondos e eu me sentei ficando de frente com ele, não hesitei a pegar as suas mãos e as guiá-las para que ele voltasse a encaixar os ocúlos no nariz.

— Eu não vou embora por isso e nem sei se eu realmente vou. E... não tem nada de errado com os seus ocúlos, Nini. — ele arregalou os olhos e sorriu.

— Você acha que eu fico bem assim? — eu ri quando ele fez uma expressão estranha. Parecia um psicopata tentando seduzir.

— Eu prefiro quando você não segue os conselhos bobos do seu irmão. Quando você é só Kim JongIn. Ou só... Nini. — eu envolhi os ombro fazendo JongIn sorrir com as bochechas vermelhas.

— Então, se não quer que eu receba conselhos... ao menos posso te dar um? — eu fiz que sim e ele sorriu fraco. — Não vai embora pra China, não. Eu e o seu pai iriamos ficar sozinhos e... o Sehun também.

Eu suspirei. Falar sobre a China ainda era confuso pra mim, eu queria ficar com os meus dois pais, mesmo sabendo que isso não ia acontecer, era dificil pra mim escolher entre um e o outro.

— É... eu acho que posso continuar aqui com o Sehun hyung, com o papai e com você. — ele sorriu mais uma vez.

— Você gosta de mim, Soo? — eu senti que minha cabeça ia explodir. Mas eu não sentia dor de cabeça, só senti o meu rosto todo parecer queimar. 

— Q-que tipo de pergunta é essa? É-é-é claro que não. — ele fez um bico.

— Você é mesmo muito mau comigo. — ele cruzou os braços e riu soprado e não deixou de se virar rapidamente para mim. — Mas você já pensou? Sobre casar comigo?

— P-pare de falar essas coisas! — eu empurrei seu rosto e ele riu.

— Um dia eu ainda vou ser o seu marido, Xiao KyungSoo. — ele suspirou e eu tentei esconder meu rosto, ele estava queimando demais, eu deveria estar mais vermelho do que poderia imaginar. — Mas antes... você tem que aceitar o meu pedido de casamento, então... o que me diz, Soo? — eu deitei a minha cabeça sobre os meus joelhos e olhei para ele, JongIn ainda tinha a mesma cor vermelha nas bochechas e o mesmo sorriso alegre nos lábios.

— O-o que? — eu nem prestei atenção no que ele tinha dito. Talvez estivesse ocupado em reparar nos detalhes do seu rosto e no quão... fofo Nini ficava com aqueles ocúlos redondos. Eu nunca rinha reparado nisso.

Pensando bem, Kim JongIn sempre foi daquele jeito, talvez só eu que nunca tinha o visto daquela maneira.

Até porque, eu reparava quando as meninas da nossa sala sempre chamavam o Nini para almoçar, sempre o chamavam para ser o “pai” do filho delas quando brincavam de casinha, chegavam até a brigar só para dividir a mesma mesa que ele, e eu também notava quando ele persistia em tentar dividir a mesma mesa que eu.

Me lembro perfeitamente do quão persistente ele foi quando me mudei pra cá, de quantas vezes ele bateu na porta e insistiu me levar até a escola, e com tudo isso eu acabei me acostumando com ele. Acabei me acostumando em ter Kim JongIn como meu melhor amigo, mesmo que as vezes eu tratava ele como um escravo. Talvez eu tenha sido... um pouquinho mal com ele algumas vezes mas não porque eu queria.

É força do hábito.

— Yah, Soo! Eu perguntei se você queria casar comigo. — ele abaixou a cabeça com uma expressão decepcionada.

— 'Tá bom. Eu aceito. — eu disse baixo e ele fez um bico.

— Ah, toda vez é a mesma resposta, toda vez você me dá um for- — ele levantou a cabeça rapidamente e me olhou assustado. — O que você disse? — eu empurrei ele de leve, estava quase grudado em mim.

— Você ouviu o que eu disse. N-não vou repetir. — os olhos dele ficaram três vezes maiores e eu desviei o olhar sentindo aquela quentura no meu rosto voltar.

— Então... você aceitou. — eu olhei para ele mas não disse nada, apenas me mantive ocupado em analisar seu rosto alegre. — Ah! Eu 'tô tão feliz! — ele me abraçou e eu senti as minhas bochechas queimarem mais uma vez enquanto meu coração acelerava.

— E-ei! — eu me afastei um pouco mas ele continuou sorrindo. 

— O Sehun hyung disse que vai demorar pra você me aceitar de verdade. Mas a gente já pode se casar amanhã, que tal? — eu revirei os olhos e ele fez um bico.

— Você já parou pra pensar do tipo de gente que você está aceitando conselhos, Nini? — ele fez que não e eu ri o deixando um pouco surpreso. — O mundo 'tá perdido, ainda mais se depender de você pedindo conselhos pro seu irmão e pro Sehun. — eu sorri. — Se vamos mesmo nos casar... vamos ter que esperar. — ele me olhou surpreso. — Vamos ter que nos formar na faculdade antes. 

— Não sei se consigo esperar tudo isso. — eu ri e olhei para o lado, desviando o olhar de JongIn que agora parecia triste.

— Eu prometo. — eu sussurrei e ele pareceu nem mesmo escutar.

— Promete? — Ah, ele ouviu. 

Eu virei meu rosto mas dessa vez Nini não estava olhando para mim, ele estava brincando com as mãos, mais um dos sinais que demonstrava o seu nervosismo. Confesso que aproveitei da sua distração para me aproximar.

Fechei os olhos e aproximei meus lábios da sua bochecha. Eu estava curioso e quando abri os olhos notei que eu não estava beijando a bochecha de JongIn.

Eu beijei o Nini... NA BOCA?!

Eu me afastei e mantive meus olhos bem arregalados e JongIn também fez isso.

— K-K-Kyungs-s-oo... — ele tentou falar antes de tocar os próprios lábios com a ponta do dedo indicador. — Você me beijou!

Eu arregalei mais ainda os olhos.

— N-N-NÃO BEIJEI NÃO! — eu me defendi com as bochechas queimando.

— Beijou sim! — ele ainda parecia surpreso e eu também, cada vez mais surpreso.

— Foi você que virou o seu rosto! — eu fiz um bico e cruzei os braços e ele riu.

Ficamos em silêncio por pouco tempo, até JongIn querer falar.

— Não conto pra ninguém se você não contar. Prometo. — ele estendeu sua mão com o mindinho levantado e eu olhei para ele que sorriu fraco esperando o mesmo de mim.

— 'T-tá. — eu entrelaçei os nossos dedos e ele sorriu abertamente. Agora era uma promessa e nem se quisesse Kim JongIn poderia contar o que tinhamos feito.

Ficamos balançando os pés no ar, e recebendo a brisa um pouco fria da noite em nossos rostos enquanto levava os nossos cabelos de um lado para o outro.

JongIn em um pulinho se sentou mais perto de mim, agora não existia mais nenhum centimetro de distância entre nós. E Nini não demorou a se aproximar e beijar a minha bochecha me deixando constrangido.

— P-por que você fez isso? — ele sorriu ainda vermelho e desceu do telhado, se esquilibrando na arvore. 

— Meu irmão disse que nós temos que fazer isso quando se menos espera. Ele disse que assim você vai se apaixonar mais rápido por mim. E você fica fofo quando 'tá com vergonha, Soo... Eu sempre quis beijar você. — eu abaixei a cabeça tentando esconder meu rosto.

Embora Nini vivesse de dizer coisas idiotas pra mim... ele nunca tinha dito nada parecido. Nem sobre ele me achar fofo nem sobre ele querer me beijar.

A cada dez palavras daquele bobão, pelo menos nove faziam o meu rosto queimar em vergonha e vermelhidão, o outro um se tratava do quanto eu desejava poder bater nele naquele momento por me deixar assim.

— Você não vai descer daí? — eu fiz que sim e peguei a sua mão para que ele me ajudasse a descer do telhado.

Não demorou muito e eu já estava no meu quarto, e ele sentado na janela.

— Foi o seu irmão que disse pra você... me beijar? — ele sorriu e fez que sim.

— Ele disse que conquistou as namoradas dele assim. — eu ri e ele me olhou alegre, como se me fazer rir era a sua maior prioridade naquele momento.

E pela primeira vez, eu escalei uma arvore ora subir no telhado de casa, e claro. Aquela foi a primeira vez que agradeci ao irmão mais velho de JongIn pelos conselhos.

E... confesso que gostei do beijo.

E talvez, só talvez... quem sabe um dia a persistência de JongIn ganhe mais uma vez?


Notas Finais


*continua*

AAAAH. Tá chegando a hora da despedida hein, por isso já vou logo agradecendo a paciência de vocês por ter me aguentado enchendo vocês de notificações ~nem sempre T.T~ e claro agradecer ao amor que vocês deram a essa fic! Já amo cada um de vocês, bakonzinhos! :3 ❤

Até o próximo ~❤


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