História Como (Não) Cuidar De Uma Criança - Capítulo 14


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Palavras 4.770
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então... como vocês estão xuxus? Já é o último cap, meu Deus! Pareceu que foi ontem que imaginei o Soo querendo matar o Hunnie e tirei essa idéia. Mas enfim, tem os agradecimentos bonitinhos lá embaixo, porque vocês foram uns amores, e... bem, relevem os erros e tenham uma boa leitura ~❤ :3

Capítulo 14 - Décimo terceiro - Piquenique chuvoso


Fanfic / Fanfiction Como (Não) Cuidar De Uma Criança - Capítulo 14 - Décimo terceiro - Piquenique chuvoso

Já fazia um dia desde que Minseok havia aparecido para causar, um dia desde que descobrimos que Baekhyun e Chanyeol tinham que amuderecer mais um pouco se quisessem criar um filho direito e claro, um dia desde que vi o meu xuxu-chinês-paquera, e óbvio que eu não poderia me esquecer que fazia um dia desde que KyungSoo havia me... bem, me chamado de appa.

Quando cheguei ao trabalho, ou mais especificamente á cafeteria, coloquei o meu avental e fui para o balcão, atendi uma senhora e um garotinho que passaram para comprar rosquinhas e café e quando o sino da porta soou mais uma vez BaekHyun entrou animado, antes de vir até mim ele foi se vestir de forma adequada para um barista e quando voltou veio até mim ainda animado.

Ele tirou algo do bolso e quase enfiou na minha cara, estava quase grudando no meio dos meus olhos do jeito que ele segurou aquilo bem na minha frente.

— Tcharam! — ele ainda sorria, e eu ainda não fazia idéia do que era aquilo, me afastei um pouco e notei uma chave, e pra falar a verdade, eram duas chaves com uma porção de chaveiros fofinhos, era bem a cara do BaekHyun ter um monte de coisa infántil.

— Olha, a mamãe deixa você voltar sozinho pra casa agora? — eu sorri irônico e ele me deu um tapa no braço. — Ai!

— É a chave da casa do Chanyeollie! — eu olhei para ele sem ânimo. Como se eu me importasse se ele ia assaltar a casa de um Park super rico ChanYeol. 

— Se a chave é dele, e da casa dele, então por que você encheu com esses chaveiros bizarros? Credo. Agora vai dar de enfeitar as coisas pra ele? Ou é pro bebê? — ele me bateu de novo e dessa vez doeu mesmo.

— Seu idiota! A casa é dele mas essa chave é minha. Não é legal?! — ele deu um pulinho e eu revirei os olhos.

Espera aí. Muito calma.

— Então, isso significa que você pode entrar a hora que quiser na casa do Chan? — ele fez que sim e eu arregalei os olhos. — Baekhyun! Você não pode fazer mais um bebê quando já tem um aí, sabia?! — ele abriu a boca mas não disse nada.

Ele deixou que os olhos aumentassem de tamanho antes de socar a mão no meu braço repetida vezes e cara, aquilo sim doía.

— Ai! Por que 'tá fazendo isso? Eu só 'tô dando um conselho de amigo, ok?! — ele fez uma expressão estranha, mas pareceu uma criança com raiva. Era bonitinho.

— Eu não vou fazer outro bebê seu idiota! Eu vou cuidar desse. — ele disse as úlrimas frases em um tom baixinho e mais carinhoso que antes e tratou de passar a mão na barriga, como se ela estivesse muito grande... ele ainda era um palito. 

— Eu 'hein. Você fica muito estranho com esses negócios de gravidez. — eu fingi sentir um calafrio e fiz uma careta e Baek não demorou a me mostrar a língua. — E Deus me livre se seu filho nascer assim, vai ser pior que o KyungSoo com raiva, e além de tudo, eu continuo não entendendo nada do que você fala, sabe, Baek. — ele riu.

— Como você é bobo. Até parece o Chan quando se faz de lerdo. — Talvez porque o Chanyeol não se faz de lerdo, ele é. — Mas o que eu 'tô tentando dizer é que eu e o Channie vamos morar juntos pra cuidar do Park Byun Dumbo Chanyeol segundo. — eu arregalei os olhos e ri então Chanyeol saiu do escritório.

— É. Foi ele que escolheu o nome hoje de manhã. Sem falar comigo. — Chanyeol jogou as últimas palavras na cara do Byun.

— Que afronta, Chanyeol! Eu perguntei se você gostava mas você estava ocupado demais. — O Park fez uma careta.

— Eu já falei que eu 'tava no banheiro. — eu prendi um riso enquanto Baekhyun cruzava os braços na altura do peito. — E... será que podemos deixar essas discussões mais... pessoais para serem discutidas em casa?

— 'Tá. Tá. Agora porque você não entra naquele seu escritório e me deixa aqui... sozinho, com o Dumbinho. Enquanto eu trabalho duro aqui! — Baekhyun era muito dramático antes. E agora então...

— Dumbinho? Você nem sabe como são as orelhas dele, Baekkie! — o mais baixo riu.

— Chanyeol. Ele é o seu filho. Quer mesmo me dizer como vão ser as orelhas dele? 'Tá brincando?! — Chanyeol fez um bico e coçou a nuca. 

— É. Mas foi você quem quis trabalhar, eu disse que podia encontrar alguém pra te cobrir enquanto estivesse em casa... ainda mais assim. Eu prefiro que fique em casa. — Baekhyun nem disse nada apenas sorriu.

— Então.. 'tá preocupado comigo, Chan? — ele disse em um tom todo bozinho e eu até estranhei, mas nem tanto.

— N-não. Você 'tá com um filho meu, já esqueceu? — Baekhyun bufou.

— Nem se importa comigo, né, seu merda? Eu me demito! — O Byun puxou o avental e Chanyeol arregalou os olhos.

— Cuidado! Meu Deus, você poderia ter se enforcado. Mas e ai? Vai voltar pra casa agora? — o baixinho fez que sim e eu já estava quase vomitando. Que baboseira, ter que assitir aqueles dois... — Eu já volto, Hun, vou levar o Baekkie e o meu filho pra casa.

Ele sorriu abobado e pegou a mão de Baekhyun que pareceu já estar acostumado enquanto era levado para fora da cafeteria.

Eu bufei e deitei a minha cabeça no balcão. Estavamos sem nenhum cliente, era brincadeira? Desse jeito eu passaria fome, meu salário dependia da fome dos outros.

Ouvi o sininho da porta sooar e levantei minha cabeça me deparando com a coisa mais linda que eu já tinha visto em toda a minha vida se aproximar e se escorar no balcão enquanto me olhava.

— Oi. — era encantador como até a voz de Xiao LuHan me fazia expandir um sorriso idiota e bobo nos lábios.

— O-oi. — ele sorriu e meu coração chegou até a falhar. — Você ficou com saudades, foi? Por isso veio me ver antes do meu horário de almoço... ou veio para tomar uma xícara de café e só me ver. Como fazia antes? — ele riu.

— Não... na verdade eu vim pra dizer que não pode ir pra minha casa. — eu mantive uma expressão confusa e eu percebi quando ele prendeu um riso. — Vamos estar fora hoje, e também vim pra te convidar... vamos fazer um piquenique em um parque verde perto da casa do Junmyeon. — ele abaixou a cabeça e sorriu mais uma vez. — Tenho muita coisa pra te contar. — eu sorri.

— Veio só pra me convidar? — ele fez que sim e depois que não.

— Vim pra convidar o Chanyeol e o Baek também, eu nem tive tempo de falar com os dois depois que ouvi sobre... o Baekhyun. — eu ri. — e aliás... esse piquenique foi idéia do Soo. Ele disse que seria legal se todos nós fossemos em um parque, e ele disse que seria legal chamar o Chanyeol porque ele levaria bastante coisa gostosa sa cafeteria. — eu e Luhan gargalhamos.

— Posso dizer que estou ansioso. — ele sorriu e continuou escorado no balcão.

— Ansioso pra comer, Sehun? Fala sério, você 'tá em cima da vitrine, é só abrir e comer. — eu ri e sacudi a cabeça negativamente deixando ele curioso.

— Estou ansioso pra passar uma tarde em familia, tipo, com você e com o Soo, entende? — ele apertou os lábios.

— O Minseok e o Junmyeon também vão estar lá... e o JongIn. — ele sorriu e eu não pude deixar de fazer o mesmo.

— Então isso significa que vocês voltaram a se entender? — ele fez que sim ainda sorrindo e eu afaguei sua cabeça o deixando surpreso, mas eu não pude evitar a vontade de guardar e de cuidar um ser precioso desse jeito.

— Ah! — ele olhou para o relógio e pareceu surpreso. — Eu tenho que ir! Eu preciso passar no mercado e terminar um bolo que o KyungSoo me pediu para o nosso piquenique hoje a tarde!

Ele já ia saindo mas assim que passou pela porta ele voltou correndo até o balcão e apoiado na ponta dos pés ele segurou o meu rosto que ainda estava apoiado nas minhas mãos e selou nossos lábios em um beijo rápido e antes de sair depositou um selar estalado e eu sorri bobo com isso.

— Até mais, Hunnie! — e dessa vez ele realmente saiu da loja correndo.

Então quer dizer que teremos um piquenique em familia? E eu vou participar?! Fantástico, Só tirar o Minseok que melhora.

。・:*:・゚・:*: ・。

Quando Chanyeol fechou a cafeteria mais cedo e concordou em aparecer no piquenique com o Baekhyun no parque, eu tive que correr até o mercado e comprar uma lista de coisas que Luhan tinha me pedido, nela estava incluído de sucos á sorvetes.

Eu até estava começando a acostumar com aquilo, comprar tudo á mais e não só pra mim, e chegar em casa sabendo que tem mais duas pessoas te esperando é algo que não pode ser descrito. Não por mim.

Quando voltei para a casa dos Xiao com três sacolas em cada mão, Luhan me ajudou e pegou algumas as colocando sob o balcão, eu me sentei e suspirei cansado.

— Ainda falta muito pro bolo? — O mini-demônio estava praticamente em cima de Luhan, e a cada cinco minutos ele tratava de perguntar se o bolo já estava pronto.

— Só mais um pouquinho, Soo. — o Xiao mais novo fez um bico.

— Você me disse isso quando eu perguntei há cinco minutos, papai. — Luhan fez uma expressão estranha e quando olhei por cima dos meus ombros eu pude ver o que ele havia criado no forno. Era quase um monstri e com certeza não era um bolo.

— Ah... — ele resmungou e tirou o bolo queimado e deformado do forno, eu me levantei e fiquei ao seu lado enquanto o mais baixinho tinha os olhos arregalados. — Isso é péssimo! Eu nem acredito que... eu consegui estragar um bolo tão simples. Desculpa, Soo.— eu ri e o que não esperavamos aconteceu.

KyungSoo gargalhou de tudo aquilo. E eu e Luhan fizemos o mesmo.

— Olha, ainda falta muito pra gente se ajeitar e ir pro piquenique. — disse assim que consegui deixar de gargalhar. — Eu posso ajudar você a fazer outro bolo. — eu sorri e Luhan fez uma expressão pensativa.

— Bem... não temos escolha... — ele se voltou para o pequeno que o olhava curioso. — Não é, Soo? — o Xiaozinho concordou com a cabeça repetida vezes.

— Então o que estamos esperando? — eu peguei uma colher, como se eu fosse lá chefe de alguma coisa, ou o maios confeiteiro do universo, mas eu só queria divertir Luhan e Kyungsoo, até porque um bolo era um bolo e esse ficava melhor quando se era feito com amor e nada melhor fazê-lo ao lado das coisinhas mais preciosas desse planeta.

E como eu já esperava, não demorou muito para virar bagunça, começou com Luhan pintando a ponta do nariz do Soo com um pouco de farinha e então Kyungsoo fez o mesmo mas dessa vez ele não teve dó em deixar o rosto de Luhan branco com a farinha, até então me senti um intruso em um momento bonitinho em familia, mas Kyungsoo, com as suas mãozinhas pequenas deixou um risco na minha bochecha de farinha e depois Luhan fez o mesmo do outro lado, e ai não teve jeito. Foi farinha pra todo lado, isso porque quando terminei de despejar a massa na forma e coloquei a mesma no forno, os dois estavam com duas colheres, praticamente limpando a bacia que antes estava cheia de massa de chocolate.

No final das contas, nada disso atrapalhou nosso trabalho, ao contrario disso, não estavamos atrasados, o bolo estava no forno e em pouco tempo pronto, o único problema eram nossos rostos, os fios e as roupas. Estavamos sujos de farinha, mas aquilo não pareceu problema pra nenhum de nós naquela cozinha.

Era uma bagunça até boa de se ver. A farinha espalhada na mesa e no chão, e ver LuHan e KyungSoo sentados em cima do balcão fazia parecer como se aquela sujeira toda fosse desaparecer.

— Que nota você dá pra massa do Sehun, Soo? — Luhan perguntou enquanto sorria ao ver o pequeno com o canto dos lábios lambuzados de massa de chocolate. 

— Se a cobertura for melhor... nove! — Luhan riu e eu também antes de me sentar no balcão ao lado deles, deixando Kyungsoo no nosso meio enquanto terminava de passar os dedinhos pequenos pela bacia, acabando com qualquer rastro de massa de chocolate.

— Nove? Por que não dez? — perguntei e ele me olhou apertando os lábios sujos em uma expressão pensativa.

— Vou guardar o dez pro final, só vou te dar essa nota se o bolo realmente for bom, Sehun hyung! — ri junto de Luhan, e baguncei os fios negros do pequeno que sorriu.

Aquele KyungSoo era completamente diferente do que tinha criado algumas regras como dormir na cama dele. Era diferente do KyungSoo que me desenhou sendo devorado por um sapo gigante, e muito diferente do que me ameaçou inúmeras vezes.

Aquele era o verdadeiro Xiao Kyungsoo, uma criança adorável e responsável que amava o seu pai e só tentava protegê-lo e eu o entendia perfeitamente seu ponto de vista.

。・:*:・゚・:*: ・。

Naquela tarde quando Kyungsoo foi tomar seu banho para sair, e o bolo já estava pronto, eu me encarreguei de cortar os pedaços e colocá-los em um pote para levar para o piquenique. Luhan apareceu na porta da cozinha e entrou com um sorriso nos lábios, eu sorri e dividi minha atenção entre cortar os pedaços do bolo e olhar para ele.

— Obrigado, Hunnie. O que você fez e ainda 'tá fazendo... me ajuda muito. — eu sorri e sacudi a cabeça negativamente.

— Não tem nada, Lu. E você tem sorte de ter um cara tão lindo e tão legal e que ainda sabe cozinhar pra te ajudar, sabia? — ele riu e conrinuou me olhando fixamente, confesso que até fiquei nervoso.

— Tenho mesmo, e eu aindei pensando. Sobre você, e sobre tudo que o Soo tem me falado de você. — eu olhei para ele curioso enquanto fechava o pote coms os pedaços de bolo já cortados e empilhados.

— O que tem pensado? E... o que o Soo disse sobre mim? — ele riu.

— Sobre... sermos uma familia. É sobre isso que ele tem falado. — eu não escondi a surpresa e muito menos um sorriso. — E eu tenho pensado em tornar isso real, eu sei que pode ser cedo pra você vir morar com a gente ou... ah... eu só pensei que talvez fosse legal ter esse cara tão lindo e tão legal, e que ainda sabe cozinhar como o meu namorado. — eu deixei os olhos bem arregalados.

A minha boca estava aberta, mas nada saía. Eu estava apavorado, e se aquilo tudo fosse um sonho e eu acordasse para ir trabalhar na cafeteria, e então Luhan entraria lá, atrasado como no primeiro dia, ele nem saberia o meu nome e Kyungsoo muito menos. Eu sacudi a cabeça mandando toda essa bobagem para longe e me deparei com Luhan me olhando curioso.

— Nossa, Lu. E-eu 'tô meio em choque. — ele riu.

— Eu sei, as coisas foram rápidas, mas acho que se eu e Kyungsoo ficarmos mais um dia sem você nessa casa... vamos pirar. — eu sorri. — principalmente eu. Ele não para um segundo de falar no quanto seria legal se você estivesse aqui. E ele até te chamou de...

— Appa? — Fez que sim sorrindo e eu também sorri. — Tudo bem, esse cara legal vai ser seu namorado, e é mais que uma honra pra mim, porque pra falar a verdade, você é o cara legal dessa história. — ele sorriu de um jeito tímido e eu o abracei e ele não dmeorou a retribuir. — Eu quero muito ficar com você e com o Soo. No começo, eu podia achar que cuidar de uma criança era loucura mas agora... eu até poderia te implorar pra ficar aqui se você não tivesse feito isso.

— Ah é? — ele desfez o abraço só para me olhar convencido. — Eu queria poder jogar alguma coisa na sua cara mas eu não tenho nenhum argumento. — ele fez um bico e eu ri.

— Dessa vez passa. Eu tenho certeza que depois que a gente começar a morar junto você vai ter um monte de argumentos. — Ele sorriu e depositou um selar estalado nos meus lábios.

— Eu não vejo a hora, então. — Luhan afundou sua cabeça no meu pescoço enquanto eu ainda o mantimha em um abraço quente e apertado. 

Nós não sabíamos mas estavamos sendo vigiados por um mini-anjinho-demônio, Xiao Kyungsoo tinha um sorriso brincando nos lábios, ele pensava em como comemorar por ter conseguido finalmente trazer a familia toda para sua casa, tirando Minseok e Junmyeon. Mas isso era detalhe.

。・:*:・゚・:*: ・。

A típica toalha de piquenique já tinha sido jogado sob a grama verde, eu e Luhan estavamos organizando as coisas, enquanto JongIn e Kyungsoo tentanvam encontrar um bom lugar para soltar a pipa colorida do Kim, o que não era dificil naquele espaço bem grande e aberto.

Não demorou para que Chanyeol e Baekhyun aparecessem, e então, Minseok e Junmyeon também vieram.

Nós estavamos comendo, e tinhamos os olhos sobre os pequenos que soltavam a pipa e gargalhavam alto. Baekhyun tentava ao máximo ser carinhoso e deixar a lerdice do Park de lado enquanto levava comida a boca dele. LuHan e Minseok conversavam com Junmyeon, e era bom vê-los assim e saber que não havia mais nenhum problema ali, mesmo que desse uma daquelas pontadinhas de ciúmes as vezes, estava tudo bem.

— Sehun, o Luhan já contou sobre mim? — eu tinha meu olhar fixo nos garotos mas assim que ouvi a voz de Minseok eu o olhei e soltei um “hum?” sem ânimo.

— Eu deixei pra contar agora, assim pode contar também, Minnie. — ambos riram.

— O que é? — Minseok e Junmyeon sorriram antes do diretor me olhar fixamente.

— Minseok vai morar aqui, na Coréia, eu pedi muito a ele. Não por mim... — ele olhou para um ponto fixo, era óbvio que se tratava do Xiaozinho. — Quero que eles aproveitem o tempo que perderam... e se Minseok ficar ele pode fazer isso. — eu sorri.

Era uma boa noticia, saber que agora Lu não se sentiria mais sozinho, agora tinha um monte de gente ao seu redor, inclusive Chan e Baekkie, agora Minseok e Junmyeon também.

— Fico feliz que tenham pensado no Soo ele vai ficar feliz em saber. — Junmyeon fez que sim e sorriu.

— Eu quero que ele fique aqui, com o Lu e se o motivo pra ele querer ir embora era o Min... bom, então agora ele vai ter motivos de sobra pra continuar aqui. — Minseok abraçou o noivo e Luhan sorriu.

— Isso é bom! — Baekhyun comentou. — E aliás, Minseok, me desculpe por ter sido um verdadeiro encreiqueiro com você, sabe... são os hormônios. — Chanyeol revirou os olhos enquanto o pequeno sorria. Minesok riu.

— Pra mim você não pede desculpas, não é? Hum. — Chanyeol fez bico e o Byun gargalhou da careta do Park.

— Ha! Eu 'tô morrendo de sede! — ouvi a voz de JongIn e quando me virei vi os dois garotos se aproximando, eles estavam um tanto suados e pareciam cansados, mas o sorriso nos lábios ainda estava lá.

KyungSoo se sentou entre Luhan e Minseok, ambos afagaram a cabeça do pequeno e lhe mimaram enchendo o pequeno com pratos lotadoa de comida.

JongIn se virou sozinho, pegou um copo mas na hora de encher, precisou da ajuda do Kim mais velho já que o suco estava com ele.

— Ei, pai do Soo! Você pode colocar suco no meu copo? — perguntou com um tom arrastado e cansado e Minseok o olhou feio.

— Vai morrer de sede. — todos arregalamos os olhos, já deveriamos estar acostumados com os ciúmes bobos do Min para com KyungSoo, e o Kim mais velho já deveria estar acostumado com JongIn já que esse era praticamente da familia.

Luhan o olhou e ele suspirou.

— 'Tá bem, toma. — ele encheu o copo de JongIn que chegou a transbordar.

— Oh! Obrigado! — sorriu doce e Minseok fez o mesmo. Deveria estar começando a mudar sua opinião sobre o Kim caçula, ou não.

Em menos de uma hora que estavamos ali um vento forte se iniciou e tivemos que guardar os pratos de plástico e os copos antes que começassem a serem levados pelo vento forte.

Mas foi inesperado quando os pingos de chuva começaram a molhar a toalha e de uma hora para a outra os pingos estivessem mais grossos, e foi questão de segundos pegar tudo que conseguisse e levar para baixo de uma das frandes arvores que nos cobriram naquela chuva.

Tudo estava bem, ao menos Kyungsoo e JongIn estavam cobertos com a toalha do piquenique para evitar um resfriado. Mas era óbvio que não aguentariam ficar ali, parados por muito tempo. Eram crianças, afinal.

— Papai, eu não aguento mais ficar aqui. Quando essa chuva vai parar? — Luhan se sentou ao lado dos dois e os juntou em um abraço, mantendo-os aquecidos.

— Eu não sei, mas quando voltarmos pra casa, fiquei sabendo que o Sehun vai fazer chocolate quente pra todo mundo. — eu ri e me aproximei deles também.

— É verdade, tio Hun? — eu fiz que sim só para ver os sorriso nos lábios das crianças e para a minha surpresa até os outros quatro sorriram. Teria que fazer chocolate quente pra eles também? É sacanagem.

Eu olhei para o parque. Estava vazio. Todos que estavam ali já tinham partido. Eu dei uma olhada no céu e tive certeza de que a chuva não pararia tão cedo. Se continuassemos cobertos ali, passariamos o dia rodo esperando.

— Sehun hyung... — senti a barra da minha camiseta ser puxada enquanto estava agaichado e vi Kyungsoo a puxando, ele tinha uma expressão preocupada no rosto. — Será que eu posso falar com você? — eu fiz que sim e ele sorriu.

Nós não nos sentamos muito longe dos outros, apenas quisemos nos sentar do outro lado da árvore e eu tive certeza que se ele queria privacidade era por ser negócio sério.

Eu respirei fundo enquanto ele puxava a grama do chão, ele estava nervoso, talvez.

— Eu fiz um desenho. Você pode guardar ele pra mim? Tenho medo de molhar com essa chuva. Promete que não molhar ele? — ele tirou uma folha de papel amassada do bolso da bermuda e me entregou, eu sorri.

— Eu guardo. E prometo não molhar ele. — ele sorriu, me viu guardar o pedaço de papel escondido na jaqueta, se levantou mas não saiu para voltar com os outros. 

— Sehun... você gosta do meu papai? De verdade? — eu fiz que sim.

— Claro que sim. E pra falar a verdade, acho que estou até conseguindo suportar mais o Minseok. — ele riu. — Por que?

— Por nada. — ele mexeu nas mãos antes de me olhar. — Eu só queria dizer que... nesse tempo todo que eu passei com o meu pai... eu fiquei feliz. Desculpa eu ter achado que a minha vida seria melhor se fosse só eu e o papai. Agora eu mudei de idéia. Eu gosto de ficar com o meu outro pai, o diretor e até com o tio Chan e o tia Baek. — eu ri. — Menos quando eles se beijam de um jeito estranho.

— Eca. Eu não acredito que eles se beijaram na sua frente! — Kyungsoo fez uma careta e depois tampou a boca para abafar uma daquelas gargalhadas gostosas de se ouvir, aquelas que só crianças e Baekhyun conseguem dar. 

— Mas... eu gosto principalmente de quando eu posso ficar com você e com o papai. — eu sorri e ele se afastou. — Eu vou falar com o Nini. — ele saiu correndo para ir até o amigo e eu fiquei parado, sentado no chão com um sorriso bobo nos lábios.

Eu jamais imaginei em toda a minha vida que seria assim cuidar de Xiao Kyungsoo. Desde o primeiro dia, pensei que ele era uma criança que mais parecia o diabo encarnado. Mas não era.

Quando eu me virei para vê-los, tudo que encontrei foi uma cesta de piquenique e uma toalha. Todos estavam na chuva, rolando na grama ou apenas dançando. Eu ri.

Enquanto ouvia Chanyeol tentando levar Baekhyun para debaixo da arvore, enchendo o Byun de sermão dizendo que se pegasse um resfriado estaria ferrado enquanto o mais baixo apenas ignorava enquanto brincava com as crianças, eles pareciam não se importar em ficarem sujos de lama. Porque Baekhyun era uma verdadeira criança, como JongIn e KyungSoo.

Minseok e Junmyeon estavam rindo, um para o outro, eles conversavam entre si e no meio disso tudo eu vi Xiao Luhan parado no meio deles, ele fez um sinal para que eu me juntasse a eles. Mas eu apenas recusei.

Luhan veio até mim e pegou as minhas mãos, ele fez questão de me arrastar até debaixo da arvore. É claro que ficamos encharcados naquele dia. E claro que chutei lama nele. Assim como ele fez questão de fazer o mesmo. Eu e Minseok, junto de JongIn e KyungSoo construímos um bonecdo de lama. Era bobo? Claro.

Mas era o que se podia fazer em um dia chuvoso depois de um piquenique.

Luhan e JongIn pegaram um resfriado depois daquele dia, e sobrou para mim cuidar dos dois, e claro que eu cuidava do Soo também, mas isso quando ele estava em casa já que na maioria das vezes ele estava na casa vizinha, cuidando do seu vizinho-melhor amigo, Kim JongIn.

Foi só depois de alguns dias que me lembrei do desenho que o Soo tinha pedido para que eu guardasse.

Na folha branca, haviam mais bonequinhos do que eu podia contar. Cada um tinha uma cor diferente dessa vez. E Ppang também estava lá.

No desenho eu pude ler Minseok appa e Jun appa em cima de dois dos bonequinhos que estavam de mãos das, os outros dois, tio Baek e Tio Chan, havia uma seta apontando para a barriga do bonequinho de Baekhyun, Dumbinho, me fez rir. Mas os outros três de mãos dadas... eu julguei serem JongIn, Luhan e o SooSoo, mas para a minha surpresa as setas indicavam Sehun appa, Eu, Luhan appa eu não deixeu de sorrir quando vi que ele continuava deixando JongIn sendo devorado pelo Ppang. Mas o que mais deixou feliz nisso tudo foi ler a mensagem que ele tinha deixadi em letrar de forma rabiscadas com giz de cera.

Sehun appa, 

Eu sei que você sempre quis o papai pra você, e agora você pode ficar com ele, mas vai ter que dividir comigo!

Obrigado por cuidar de mim, e por cuidar do papai também. Você é o melhor pai que existe! Depois do meus outros dois pais”

Talvez essa história de ser pai me deixou emotivo já que eu deixei uma lágrima escorrer pelo meu rosto e ir de encontro com o papel branco. Eu funguei. Tentei secar meu rosto antes de ouvir alguém atrás de mim. 

Quando me virei vi Kyungsoo.

— Eu disse pra não molhar a folha. — ele sorriu e eu corri até ele, eu não hesitei em o pegar no colo e o abraçar. Tive certeza que seus olhos se arregalaram ainda mais, mas eu não pude evitar.

— Desculpa. — foi tudo que eu disse antes de sentir as mãozinhas pequenas retribuindo o meu abraço.

É, eu fiquei mesmo emotivo e depois de mais algum tempo abraçado com Kyungsoo eu tive certeza que a minha missão ali não se tratava de sair vivo da casa dos Xiaos e sobreviver ás ameaças de Xiao KyungSoo.

Não se tratava de cuidar apenas de uma criança, se tratava de cuidar de uma familia, e agora eu fazia parte dela. E mesmo com mais loucuras que o normal, eu amava isso.

Amava poder fazer parte dessa familia.

E eu estou feliz por isso.

E naquela noite, KyungSoo dormiu entre mim e Luhan, e nós o mantemos quentinho com o nosso amor, porque mesmo que eu não fosse o seu pai, mesmo que não tivesse sangue meu correndo em suas veias, o que ele achava era o que importava.

O que ele sentia era o que importava.

E se ele me achava um bom pai, e sentia que eu era um, então eu seria um bom pai para ele.


Notas Finais


Acabou!

Como estão os corações?
Eu queria agradecer vocês que acompanharam, favoritaram e comentaram, cada uma dessas "pequenas" ações me fizeram felizes pra caramba enquanto essa fic durou, agradeço a todos que acompanharam até aqui, desde já peço desculpas por qualquer coisa!
Espero que tenham se divertido porque eu me diverti escrevendo e espero que tenham entendido que amor pode vir de pai pra filho, padrasto pra enteado, etc.
E... amém Kaisoo kids! ❤
Amém HunHan! ❤

Vejo vocês por aí, meus xuxus, se sentirem falta... 'tamo aí e sobre a póssivel "continuação" com os Kaisoozinhos crescidinhos, talvez eu pense em um extra os! Até mais, xuxus ~❤

Que dor no coração de marcar essa história como terminada T^T
Adorei escrever aqui e de ter vocês acompanhando, beijão!


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