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História Como (não) esquecer seu ex - Min Yoongi, BTS. - Capítulo 15


Escrita por: Geniu7min093

Notas do Autor


Oláaa, como vocês estão? Sei que prometi um capítulo em todas às sextas, mas acontece que foi difícil escrever algo com a prota no hospital... Não tinha muita coisa pra ela fazer lá, então levei um tempo pra pensar kkkkk

Bem, esse capítulo vai focar mais na interação da Yeoreum com os outros personagens da fanfic, fora a Soo-ra e o Yoongi. Por favor, não pulem, pois estarei explicando alguns fatos dos últimos capítulos.

Tenham uma boa leitura e sinto muito por qualquer erro. Escrevi de madrugada com sono e ansiosa para postar, então não teve revisão.

Capítulo 15 - Ain't always alone


Mal percebi que já era dia, e estava exausta. Passei a noite inteira pensando em Min Yoongi, me perguntando se realmente o irritei com um simples questionamento, ao meu ver, amigável. Não imaginei que ele fosse ficar tão incomodado, caso contrário, nem teria tocado no assunto. Acontece que, o fato de que abandonei Soo-ra para me tornar o que mamãe queria foi difícil de engolir. E, sei o quanto isso doeu, pois também fui abandonada. Não tenho desculpas ou um motivo claro que explique o porquê quis perguntar algo do tipo. Talvez, no fundo, esperava ouvir que é completamente  normal e, quem sabe, não me sentir culpada. Outro péssimo hábito meu… Culpar a mim ou as pessoas ao redor. Nem sempre agi condescendente a tudo o que mamãe dizia, mas me ferrava quase cem por cento das vezes quando desobedecia as ordens dela. As festas dos Kim 's foram uma delas, talvez a pior. 

Três batidas na porta roubam a minha atenção. Viro o rosto para ver quem era, esperando que fosse o motivo da minha insônia ou dos meus pequenos ataques cardíacos. O All-Star branco nos pés combinava com a camiseta preta e a calça jeans de cor azul claro. Estiloso, devo admitir. O rosto levemente machucado, e um olhar cheio de culpa, como o de uma criança chorosa ou um cachorrinho com o rabo entre as pernas. Os cabelos caídos pela face cobriam boa parte dos ferimentos superficiais, menos o da boca. Na mão, um buquê das minhas flores preferidas: Lavanda. Queria abrir um sorriso, dar um grande abraço ao homem que ainda lembra, perfeitamente bem, que amo o cheiro doce, igual à baunilha, e a paz que essa flor me traz. Contudo, cruzo os braços e encaro o coreano, notando o rubor em suas bochechas. 

Vai ficar aí parado, Namjoon? Digo, estreitando os olhos para mostrar o quão brava estou.

É... Balbucia, desviando as íris escuras e evitando os meus olhares acusatórios. Na busca de apressá-lo, decido coçar a garganta enquanto lhe examino rapidamente. Não, não. Responde, e concordo, movimentando brevemente a cabeça.

O quê houve com o seu rosto? Por mais doce que minha voz tenha saído, senti a relutância em Namjoon, assim que engoliu a seco. Kim Namjoon? Dessa vez, o tom não saiu manso, e o moreno suspirou, conformado de que não há escapatória. 

Briguei na rua. Deu de ombros, encarando a janela. 

Por que todo mundo dá essa desculpa? 

Foi a mesma resposta do Yoongi. A única diferença é que Namjoon não está sendo frio ou ríspido ao responder, e talvez, seja pela nossa idade. Sou alguns meses mais velha, acho que quatro ou cinco. Ele não me chama de Noona ou coisa do tipo, não somos tão próximos para usarmos tais termos. Todavia, sempre nos respeitamos. Taehyung já é mais abusado, diferente do irmão, vive fazendo brincadeirinhas, que às vezes, me tiram do sério. Mas, uma parte de mim fica contente que, mesmo depois de anos, Tae ainda tenha essa liberdade que tinha, antes de pararmos de nos falar. Seokjin não, o loiro continua com uma feição carrancuda sempre em que apareço em seu campo de visão. Todavia, é de se imaginar que aja assim, considerando a última briga que tivemos. Balanço a cabeça, no intuito de voltar ao assunto inicial.

Tudo estava estranho. Os dois passaram o sábado fora e deram a mesma desculpa esfarrapada para explicar os machucados nos rostos. Não quero pensar que um deles possa ser o responsável pela minha presença aqui no hospital, e não ouvi nenhuma explicação detalhada para tirar as minhas próprias conclusões, então seria errado julgar. Por mais que tenha acontecido comigo, não vou culpar ninguém antes de saber o que realmente aconteceu. Claro, estou brava porque poderia ter sido com a Soo, minha irmã caçula que tanto desejo proteger.  É inevitável enxergá-la como a criança frágil e inocente que era, afinal de contas, acabei me acostumando a sempre cuidar da pequena. Tentava, ao máximo, me conformar que, um dia, Kim Soo-ra iria crescer, mas não achei que aconteceria tão rápido assim. Não queria acreditar

Recordo-me de poucas coisas da festa. Entretanto, estive observando algumas pessoas, pois estranhei o fato de estarem frequentemente perto das bebidas e retirando algo dos bolsos. De início, fiquei preocupada. No nono ano, fiz um trabalho referente às drogas e descobri que esses tipos de festas universitárias têm muito contato com recursos ilícitos.  Até pensei em avisar, talvez chamar à polícia ou, simplesmente, ir embora e levar minha irmã junto. Ela certamente faria um escândalo, dizendo o quanto estou ficando paranóica. Meus primos iriam me odiar ainda mais por destruir outra festa e não acreditariam em mim porque quase nunca nos falamos, somos como estranhos. Todavia, decidi relaxar ao ver Namjoon e Yoongi na rodinha, conversando normalmente. O garoto de pele porcelana sorria com os olhos, acompanhado de um sorriso em seus lábios suaves e úmidos pelo whisky que tomava, a única bebida que o vi tomar a noite inteira, exceto água. Diferente do amigo, Kim Namjoon provava um pouco de tudo, inclusive as bebidas do grupinho suspeito,  outro motivo que me fez deixar a preocupação de lado. Não os conhecia, nem sou de sair para muitos lugares, e opinar sobre algo que desconheço é incerto. Achei que não teria problema em confiar e agir como todo adolescente agiria nas baladinhas com os colegas. 

Depois de não encontrá-los no sábado à tarde, fiquei pensando se estavam envolvidos. Aliás, conheciam as pessoas  suspeitas, não  seria difícil de acreditar se dissessem que sabiam sobre os drinks batizados. Só não sei porquê batizaram os refrigerantes, talvez para dar mais diversão àqueles que não bebem álcool. Isso explicaria quase tudo, mas há uma dúvida que não sai da minha mente.

Você e Min Yoongi brigaram? Engoli a seco, com receio de perguntar e não gostar da resposta que vou receber.

Por sorte, o moreno alto nega de prontidão, e me permito soltar um suspiro, aliviada. Não, eles não brigaram entre si. 

Então, por quê voltaram machucados, ou melhor, com quem arrumaram briga? 

Como... Hesitei, mordendo o lábio inferior e evitando seus olhos escuros me encarando de forma confusa. Você sabe, os ferimentos. Dessa vez, sou eu quem mexe nos cabelos em busca de uma distração.

Foi um antigo colega meu. Suspirou, triste e decepcionado. Algo dizia que Nam era muito próximo desse amigo. Não é nada demais. Noto suas covinhas aparecerem, junto de seu sorriso pequeno, e retribuo o gesto educado.

Entendi. Sem saber o que responder, admito que concordar com meu primo é a melhor e única saída. 

Desculpe preocupá-la. Desculpou-se, encarando o chão. A festa não era pra acabar assim. Explicou, coçando a nuca para se manter ocupado.

Não foi preciso uma explicação longa e explícita para que eu entendesse o que quis dizer com "assim". Referia-se à drogas, que arrisco falar que Kim Namjoon não sabia da existência delas em sua propriedade. É  o que espero, pelo menos. 

Você sabia? Perguntei e obtive um aceno negativo de cabeça. E ele? Engoli a seco de novo, torcendo para que o Kim negue de prontidão também. 

Min Yoongi? Um pouco confuso sobre o  que me referi, Namjoon perguntou, e assenti, receosa. Não, não fazia ideia. Suas palavras arrancaram um suspiro de minha boca, estava aliviada por ouvir tal resposta.

Yoongi pode ser um rapper, nerd e gênio do basquete. Sim, tudo ao mesmo tempo. Porém, nunca usaria drogas, muito menos, envolveria pessoas nisso. Sei que não é inocente como idealizei que era. Seu primeiro beijo não foi comigo e já deve ter feito sexo o bastante para considerá-lo experiente, levando em conta o quanto faz sucesso entre as garotas, sejam elas do colégio, da quadra ou da balada. Fala palavrões, se veste como um garoto problemático e trata a maioria friamente. Apesar da carapaça egoísta, consigo enxergar alguém doce e sensível. O sorriso gengival quando faz uma cesta, a risada gostosa que me tira sorrisinhos bobos e o brilho que suas íris castanhas têm são motivos suficientes para comprovar que, agora, estou certa em relação a esse lado do coreano. 

Gosta mesmo dele, não é? A voz de Namjoon invade meus devaneios, e me pego sorrindo, confirmando o pensamento do meu primo. 

O Kim se senta na cama, olha, algumas vezes, de soslaio, e começo a duvidar sobre o rumo desta conversa. Sim, gosto de Min Yoongi, embora ele não sinta o mesmo.

Eu já sei. Nam franziu as sobrancelhas, novamente, perdido. Seu amigo não gosta de mim e fez questão de deixar bem claro. Ri com a lembrança de sábado à noite, quando levei um fora enquanto voltávamos do mercado.

Ah, isso. As feições do moreno se tornaram suaves, acompanhadas de um riso fofo e curto. Pude desfrutar da imagem de suas covinhas, que um dia significou o fim do choro constante e do poço de preocupações. 

Ignorei a confusão que sua fala me trouxe para continuar com o diálogo. Tento encontrar palavras que possam expressar os meus sentimentos pelo garoto de pele porcelana, e, talvez, explicar o porquê ainda não desisti de amá-lo.

Não ligo se serei a única, realmente, não me importo. Nego, meus olhos fixos no rosto atencioso de Kim Namjoon. Yoongi, apesar da fachada fria, tem algo que me faz querer proteger e apoiá-lo, custe o que custar. Terminei, por fim, engolindo a seco por não conseguir decifrar o que a expressão séria de meu primo significa.

Tudo bem. Suspirou, derrotado e cansado demais para insistir. Espero que tenha razão. Suas últimas palavras foram um choque de realidade, e, sem motivo algum, meus olhos começam a lacrimejar. 

O moreno se levanta e caminha até a porta, me fitando uma última vez antes de ir. 

Eu também. Sussurrei pra mim mesma.

Não importa o quão ciente estou de que posso sair machucada, a ideia parece difícil de aceitar. Ninguém quer sofrer. Idealizei romances doces, fofos e divertidos. De todas as histórias românticas e cenas dramáticas  que vi, nada se compara à dor de não saber como a minha vai acabar ou se terá um final feliz. Devaneios e memórias antigas e recentes. se misturam em minha mente, dentre elas, a garota de madeixas coloridas. O jeito que ela sorria ao conversar com Yoongi fazia parecer que estavam se dando bem naturalmente. Conheço-o há pouco tempo, mas acho que é raridade alguém ganhar tantos sorrisos gengivais do coreano com algumas horinhas de conversa. Queria ser capaz disso. Porém, por quê parece que minhas tentativas de me aproximar dele só estão lhe afastando?

Ontem, na cozinha, quando nossos corpos estavam colados e nossos rostos à mililitros de distância, pude ouvir nossas batidas cardíacas dançando ao som da música, ambas aceleradas. As íris escuras acompanhavam cada movimento meu enquanto gravavam minhas feições. Não parecia tão indecifrável como nas outras vezes, refém da proximidade e do desejo de se deixar levar pelo ritmo quente que nos envolvia lentamente. Pode ter sido apenas minutos, talvez segundos. Entretanto, para mim, que tenho uma queda pelo rapper,  pareceu uma eternidade. Sentir o arrepio percorrendo a minha pele, a boca seca, evidenciando a vontade iminente de beijá-lo e meus dedos explorando o seu tórax foi surreal. Toco meus pulsos, minimamente, vermelhos e lembro do toque descuidado de Min Yoongi, provavelmente, tentando controlar o instinto masculino. Sabia que deixaria marcas, mas não me importei. Será o mesmo para o meu coração? 

Yeoreum? Escuto uma voz suave e tímida cortar o silêncio, atraindo a minha atenção para quem estava na porta. 

JungKook? Pergunto, surpresa. 

De fato, não esperava vê-lo, visto que não tinha motivo algum para me ver. Conhecemos-nos na boate e fomos devidamente apresentados minutos antes da festa. Contudo, não somos amigos ou coisa do tipo. Então, por quê? 

  Desculpe chegar de fininho, eu bati, mas acho que você não ouviu. Deu de ombros, sorrindo para tentar encobrir a vergonha, tão nítida em seu tom desajeitado. 

Não faz mal, eu realmente estava distraída com alguns problemas. Minha resposta, ao contrário do que pensei, não lhe deixou aliviado, apenas tenso.

Está tudo bem? Arqueou uma sobrancelha, adentrando o cômodo e dando um ou dois passos. 

Seu casaco longo de cor verde-escuro se destaca em seu corpo esguio, fazendo par para a camiseta branca que estava por baixo. E, por um minuto, senti inveja do jeans azul-cobalto, que delineava suas coxas fartas. Vou começar a malhar de agora em diante…

O quê faz aqui? Digo, percebendo o desconforto que meu olhar causou no menino, cujos dentinhos fofos são de coelhinho.

Ah…Taehyung me contou o que houve e fiquei preocupado. Balbuciou e, vagarosamente, Jeon se aproximou, enrugando os lençóis ao sentar na cama. 

Obrigada. Sorri pequeno, encarando as íris de jabuticaba fixas nas minhas.

Como você está? A preocupação dominava a face jovial do moreno, junto dos olhinhos brilhantes. 

Melhor, os médicos fizeram um bom trabalho. Suspirei, com dificuldade de acreditar que vim parar em um hospital após ter ido à uma simples festa. 

Sim, fizeram. Assentiu, encarando o chão enquanto procurava por algum outro assunto. Aqueles idiotas, não acredito que colocaram drogas nos refrigerantes. Ouço a reclamação, claramente, estava indignado e bravo. 

Refrigerantes? Isso explicaria o porquê pensei ter visto aquele cara colocando um líquido no copo de Soo-ra. Entretanto, isto não deixa de ser confuso. 

Soo-ra bebeu refrigerante também. Assustada e confusa, levei à destra em direção à uma das mãos de Jeon. Ela está bem, não é? Franzi o cenho, lembrando que a vi no domingo e ela parecia saudável. 

JungKook, diante do meu ato espontâneo, se mostra um pouco desnorteado, sem saber o que fazer, murmurando palavras desconexas antes de, finalmente, me responder.

Sim, não se preocupe. Querendo oferecer apoio, o coreano entrelaça as nossas mãos e deixa um sorriso moldar os seus lábios. 

Engulo a seco, pensando se deveria quebrar o contato físico. Não é a mesma coisa que sinto quando toco em Min Yoongi, nem quando trocamos olhares. Sem a mágica, arrepios ou a sensação de eternidade em sessenta segundos que tenho ao me deparar com seus olhos castanhos. Embora seja diferente, gosto do calor que sua mão transmite. É bom. Diferente, mas ainda assim, bom, pois passa segurança e proteção. 

Então, por quê só eu…? Perguntei, no intuito de arranjar respostas. 

Você misturou uma grande quantidade de bebidas alcoólicas, Srta.Kim. Uma voz estranha interrompe, roubando tanto a minha quanto a atenção de Jeon JungKook.

O jaleco branco ficava estiloso na silhueta feminina, esbanjando um ar de poder.

Ah, olá! Cumprimentei-a formalmente após notar a sua presença, obtendo um aceno educado. 

Sou Jung Sujin, a médica que cuidou da senhorita. Agradeci imediatamente, fazendo uma reverência digna para a mulher que salvou minha vida. Onde está o rapaz branquelo que te trouxe pra cá? Seus olhos percorrem, rapidamente, o local, retornando aos meus.

Começo a lembrar que, antes do meu desmaio súbito, estávamos conversando. Não é difícil adivinhar que o rapaz branquelo, à qual a doutora se referia, é, ninguém menos que, Min Yoongi. Passou, praticamente, a noite inteira comigo, ouvindo os desabafos de uma adolescente mal resolvida. São esses pequenos detalhes que me impedem de desistir. 

Você é prima do Namjoon, só estou tentando ser legal, então, não confunda as coisas. Relembro a frase que dificulta tudo e respiro fundo, evitando pensar que estou louca, distorcendo as intenções do garoto. Não importa o que aconteça, sempre termino ouvindo a mesma coisa e odeio o fato de que Yoongi pode, de novo, estar correto. Talvez, nunca existirá um nós. Se depender dele, fico com medo de que a resposta não mude.

Suspirei, abandonando os pensamentos negativos para dizer algo à doutora.

No colégio, provavelmente. Recordo que hoje é segunda e me pergunto se Namjoon faltou às aulas. Falando nisso, você não tem que ir a escola? Pergunto ao Jungkook, que arregalou os olhos e sorriu de forma desajeitada. 

Tinha…?ㅡ Riu, nervoso por não saber o que falar, ou melhor, como mentir.

São dez horas. Olho no relógio que decora a parede atrás da médica, e aviso sobre o horário. Se correr, dá tempo de pegar a segunda ou terceira aula. Encaro o rostinho de Jeon e noto suas bochechas coradas. O que foi?

Queria conversar mais um pouco. Desvia o olhar, tímido e envergonhado. 

Trouxe o seu celular? Sorri, minha pergunta lhe deixou confuso e fofo. Não quer o meu número? Indaguei, vendo-o negar insistentemente.

Não, quero sim! Pegou, desajeitadamente, o telefone no bolso do casaco e não tardou em me entregar. Quero muito. Sussurrou, feliz.

Prontinho. Entreguei o objeto depois de salvar o meu contato na agenda telefônica e, consequentemente, no Kakao Talk. Mande mensagem quando chegar no colégio, okay? Sorrimos e ele assentiu brevemente.

Jeon se despediu, saindo em passos apressados e nos deixando a sós para conversarmos sobre o meu estado de saúde. 

Agora, fiquei confusa. Olhei-a, levantando as sobrancelhas. E o seu namorado, ele sabe? Perguntou, sendo específica e direta em relação à confusão.

Quase engasguei ao ouvir tal questionamento, fazendo o possível para digerir a informação. 

Aah, sou solteira. Respondo, desfazendo o mal entendido.

O garoto pálido estava tão preocupado que achei... Coçou a garganta, envergonhada pelo erro. Enfim, desculpe.Sorriu minimamente e abrindo o prontuário, pronta para mudar de assunto.

Sério? Perguntei e ela assentiu.

Você estava inconsciente quando chegou nos braços daquele menino. Explicou, diante da minha falta de fé. O seu amigo segurava a sua mão, desesperado. Não saiu do seu lado até o dia seguinte. Terminou de comentar o comportamento estranho e romântico de Yoongi.

O gênio do basquete não precisava passar a noite comigo, socorrer-me já era o suficiente, mas o rapper escolheu ficar e cuidar de mim. Ainda que desacordada, o Min não quis me deixar sozinha em um hospital, como se pudesse ler a minha mente. 

Desde que mamãe e papai viajaram, estive vivendo sozinha, somente com a Soo-ra para me fazer companhia, caso a caçula não esteja saindo com os amigos. É horrível passar madrugadas chorando, sem ninguém para te abraçar e oferecer ajuda ou conforto. A pressão que meus pais colocaram e os hormônios da adolescência à flor da pele, foram os motivos das lágrimas. Aguentar sozinha, foi o que fiz. Não sei explicar. Porém, Yoongi soube que eu odeio estar solitária em momentos assim. 

Acho que não há volta, estou me apaixonando pelo rapper que julguei ser, exclusivamente, nerd. Incrível... Min Yoongi, até  estando longe, consegue se tornar o foco do meu coração e da minha mente facilmente. 

No final, parece que não estou sempre totalmente desacompanhada. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e até o próximo :)


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