História Como (não) formar uma família - Capítulo 1


Escrita por: e _moonflowers

Postado
Categorias Black Pink, Got7
Personagens JB, Jennie, Youngjae
Tags _moonflowers, 2jae, 2jaennie, Blink Project, Jaennie, Jenbum, Jinji!menção, Políamor, Tema Pink, Trauma, Youngjae
Visualizações 99
Palavras 7.348
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fluffy, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Nho nho nho Annyeonghaseyo~~!!

Eu de novo com shipp flop/inexistência, só que dessa vez é poliamor, e não tem 16k de palavras eeeeeeeeeeeeh! Quase esqueci... Black heart, pink family! Hello we're blinkpjct!!

Sem muita enrolação vou deixar vocês lerem, beijinhos e bye

Capítulo 1 - Capítulo Único - ...na adolescência


Eu ainda não entendi, como aquilo estava acontecendo pela milésima vez. A saia de Jennie vôo de novo!, mostrando sua bunda muito bem marcada pela calcinha escura e erótica por conta da renda transparente. Todos os caras e todas as garotas estavam olhando para ela, alguns riam e outros mordiam o lábio inferior olhando com desejo para ela, — o que mesmo me sendo absurdamente compreensivo, era absurdamente irritante. E talvez eu esteja surtando por ciúmes, mas não, não era porque eu gostava dela, longe de mim uma loucura dessas, mas porra!, porque a reserva da reserva dela era aquele projeto de saia?! Porque pelo o que eu saiba, as saias dela deveriam ir até dois dedos abaixo do joelho! Quer dizer, corrigindo para não soar que eu seja algum maluco possessivo,... as saias do uniforme da escola deveriam ser dois dedos abaixo do joelho. — Não que faça alguma diferença na vida delas, já que até mesmo a presidente do conselho estudantil ignorava isso.

Certo, não surte Choi Youngjae, está tudo be...

— Que bunda gostosa, Kim! — Daehyun, um dos babacas populares disse dando um tapa na bunda da Jennie.

Ela tomou um susto e o olhou ofendida e indignada, incrédula com a situação, enquanto as pessoas riam mais ainda. Ele foi passando para ir embora, porém segurei em seu ombro com força o puxando para trás, porque ninguém da um tapão desses na bunda dela e fica de boa, a menos que seja eu ou alguém com quem ela esteja ficando.

— Pede desculpas seu babaca. — disse o olhando com raiva, e tudo bem que ele era muito mais alto do que eu, ou musculoso, naquele momento eu simplesmente não ligava.

Afinal não tinha como me importar tanto com aquele fato, — ou de que ele jogava futebol americano e por isso a gente sair na porrada seria burrice —, ele fez algo que eu desprezava muito com alguém com quem eu me importava muito. A raiva não estava gritando, ela estava berrando na frente de um microfone para um estádio gigantesco.

— Ou o que, Choi? Vai me bater? — ele sorriu debochado para mim, tirando minha mão de cima de si.

Ele debochou de mim, o que me fez ficar mais irritado, o olhei com desprezo e logo o nojento deu outro tapa na bunda da Jennie, então bom… eu dei um soco na fuça dele!

Correção, eu ia socar a fuça dele quando Jaebum apareceu do nada e deu um soco tão forte no pobre coitado que fez ele ir parar no chão. Exagero? Talvez, mas Daehyun mereceu. Sim, ele mereceu. Isso é muito mais.

E esse é aquele momento em que vocês colocam a mão no coração e perguntam: quem é Jaebum na fila do pão para se achar no direito disso? E eu respondo: ninguém, porque ele é o pão.

Im Jaebum, conhecido como amor da minha vida, é o mais lindo..., correção, um dos mais lindos da escola e popular, logo, ele é disputado para um caralho, mas também é o melhor amigo da Jennie e um dos ficantes dela. E aos sábados, ele é meu, — já que é aos sábados eu geralmente uso um choker escrito “Jae-ah" —.

— Im Jaebum! — a professora Hye apareceu gritando com ele, o fazendo sair de cima de Daehyun. Ela fez o certo, em cima de algum garoto, ele só fica se for em cima de mim. — Detenção, os dois. — ela estava pronta para ir embora quando olhou Jennie, a professora Hye ajeitou seus óculos pequenos e olhou a minha amiga de cima a baixo. — Correção, os três. Estava envolvido Choi?

— Por que você sempre acha que estou envolvido no que envolve o Jaebum ou a Jennie? — e não só a professora Hye, como Jaebum, Jennie e até mesmo Daehyun que tinha o nariz sangrando me olharam como se dissessem: a pronto, agora a madame vai de fazer de desentendida. Me senti ofendido. — Eu não fiz nada, Daehyun deu um tapão na bunda da Jennie e antes de eu quebrar a cara dele, Jaebum o fez. Sou inocente! Eu só pensei em fazer, mas não cheguei a agredir ninguém.

— Certo… mas só não te marco como envolvido por causa do favorzinho que me fez. Passar bem, não se atrasem para a minha aula... E alguém pelo amor de Deus, dê alguma coisa para tapar a bunda dessa garota antes que eu decida a expulsar por roupa íntima indevida!

A professora Hye saiu andando rebolando, como se ela fosse a gostosona, e eu admiro quem acha isso dela, vocês devem ter muita coragem para isso, porque o bom senso…

Sem dizer nada, Daehyun foi embora, com medo de Jaebum que o olhou torcendo o nariz. Jaebum parece horrível, agressivo e tudo mais, e vocês devem achar que eu estou com um monstro, mas eu juro, de verdade que eu o domestiquei. Ou pelo menos tentei. E a Jennie tentou também.

— Então, porque tá usando o projeto de saia? Aliás, adorei a calcinha. Usa ela no nosso encontro da semana que vem? — Jaebum perguntou num tom cínico e rindo desse jeito, e por mais que fosse muito provocante ele assim, lancei um olhar feio meu, logo o fazendo entender o recado que arremessei no ar.

Jaebum tirou de sua bolsa o suéter com o brasão da escola que ele deixava na mala por deixar, já que nunca usava. A menos que fosse para me emprestar.

— A minha saia estava lavando, e a reserva também. — Jennie disse brevemente e super irritada enquanto pegava o suéter e o amarrando na cintura para que ele cobrisse sua bunda.

— E a reserva da reserva?

— Essa é a reserva da reserva, Jaebum! — Jennie disse num tom choroso, porém irritado.

Jaebum riu dando de ombros e se afastando, dessa vez sem se despedir com um selinho dela ou de mim. Jennie entrelaçou seu braço no meu e fomos andando para a sala de aula como se fôssemos um casalzinho. O que todos diziam que a gente éramos, e por mim poderíamos ser, eu não reclamaria caso isso fosse acontecer.

(...)

As aulas passaram rápido, felizmente os professores não estavam tão interessados com o nosso aprendizado, não que isso fosse bom para a gente, academicamente falando, mas eu prefiro pensar como um aluno preguiçoso e para mim era sensacional. O terceiro e quarto período estávamos livres e por estarmos livres assim, as garotas iriam aproveitar para fazer o teste para fazerem parte das Blue Pegasus, ou as líderes de torcida. — Eles usavam o Pegasus como mascote da escola, então era por esse nome que atletas e cheerleader eram conhecidos. Blue Pegasus.

Jennie assim como as demais garotas estavam com o shorts azul marinho curto e a camiseta branca, o uniforme de educação física e um rabo de cavalo, ela faria audição para as Blue Pegasus e eu devo dizer que… mesmo odiando estar sentado na arquibancada ouvindo garotas cochicharem sobre Jaebum, ou o quanto escroto era minha relação com Jennie, já que ambos ficávamos com ele, e ter que vê-las espalhados seus venenos, — que para mim era suco —, não iria reclamar de estar lá, já que ela parecia tão empolgada para o teste começar, e sua reação fazia valer a pena estar ali.

— Bem vindas ao teste para as Blue Pegasus, eu sei, eu sei, é uma honra para vocês tentarem se inscrever para fazer parte daqui, eu sei, entendo de verdade o quão honroso é para vocês conseguirem se inscrever pelo menos para o teste. — Irene, que na verdade se chamava Bae Joohyun, mas a chamávamos de Irene por ela simplesmente querer se chamar assim, disse com um imenso sorriso no rosto, um sorriso incrível, pois parecia até mesmo que a cobra estava feliz.

Eu tenho certos problemas com ela, como puderam perceber. Irene não era alguém confiável, ela era como Regina George, só que pior. Ela era uma das rainhas da escola, não a principal porque havíamos outras — que mesmo que na minha opinião desse de dez nela, não a diminuía, porque a desgraça incorporada era herdeira do inferno.

— Para alguns… — ela tinha seus braços cruzados e passava na frente das meninas as avaliando enquanto fazia seu discurso odioso e venenoso, que ninguém notava o veneno por serem amadoras. — será uma honra apenas conseguirem fazer o teste, porque nem o teste é para qualquer um. — como eu disse antes: cobra. — Você não, você não, você não, você… não. Não, não, não, talvez, não, definitivamente você não. — Irene passava entre as garotas apontando para aquelas que eliminaria antes mesmo de dar uma chance.

E por mais que fosse divertido ver aquilo, — desculpa, mas eu adoro desgraça alheia —, a vaca estava sendo maldosa. Ela chegou na frente de Jennie e a olhou de cima a baixo, logo passando por Lalisa, Roseanne e a Jisoo.

— Só pode ser brincadeira. A filhinha dos papais, as estrangeiras e a sem sal querendo fazer parte do Blue Pegasus. — e ela riu, logo fazendo seu grupinho rir junto. Delas eu tenho nojo.

— Jisoo não é sem sal e só está assim porque sabe que a gente dança mais do que vocês. — Roseanne disse entediada olhando suas unhas e eu descobri que amo uma garota que não se chama Jennie Kim. — Se fôssemos as cheerleaders, as coreografias não de basearam apenas em rebolar.

— Ah tá. — as cheerleaders disseram debochadas. — Então provem. — não lembro quem falou, se não me engano foi a baba ovo da Irene, vulgo a Wendy.

As minhas garotas, — vou chama-las assim, porque é mais fácil e elas são aquelas que não são as vacas das cheerleaders —, se entreolharam. Elas eram amigas faz tempo, então se entendiam, e bom, como já se conheciam e conheciam coreografias, elas apenas concordaram e pediram para que eu colocasse a música.

Elas se posicionaram para dançar e assim que a música começou, começaram a coreografia que me matou.

Depois desse show que minhas garotas deram, a cara de nojo das outras aumentaram, e com isso logo elas começaram a dançar e cantar, como se aqui fosse um musical…

High School Musical? — Lalisa perguntou com uma expressão de quem não estava entendendo nada.

— Desculpa, mas isso é ridículo demais até para mim. Não vou brigar com essas coisas. — Jisoo disse nem tão alto e nem tão baixo, não sei. Só sei que eu ouvi. — fazer parte do clube de dança vai ser melhor.

— Jae! — Jennie me chamou e logo eu saí das arquibancadas a acompanhando sair do ginásio.

Ela entrelaçou seu braço no meu outra vez e eu a acompanhei até a frente do vestiário enquanto ela reclamava junto as outras garotas de como a Irene era uma vaca e eu concordava.

Porque as certezas que eu tenho na minha vida são; Jennie é minha soulmate, Jaebum mesmo piranha é o homem da minha vida, e Bae Joohyun era uma víbora. Tão venenosa que se mordesse a própria língua, morreria envenenada.

(...)

A única coisa que me faria reclamar de Jennie, detalhe que eu a acompanhava até mesmo para fazer compras chatas, estudar e paquerar, era ter de ir na festa de Jackson Wang, — o estrangeiro que todos amavam, — apenas para a acompanhar. Não que eu seja xenofóbico, mas era que Jackson era empolgado demais, logo, ele era cansativo, e eu já vivo cansado constantemente. Pois não é fácil ser Choi Youngjae, aquele que depois de Bambam, todos mundo quer me ter como o melhor amigo gay e cobra criada (isso que Bambam é bi). Onde já se viu essa audácia?

— Vamos a uma festa sábado a noite! — Jennie não falou, simplesmente decretou ao se sentar ao meu lado, toda empolgada já na hora do almoço.

— Ahn… não. Não vou em festa alguma, principalmente se for do Jackson, que eu sei bem que é, já que ele sempre é o primeiro a dar uma festa quando voltamos para a escola.

Mas Jae…

— Nada de “mas Jae” Jennie Kim. Não vou bancar o gay venenoso com a Min Hee por você de novo quando ela te chamar de sem sal. Venenoso eu sou com a Irene, você que se vire contra a Min Hee.

— Mas você é o gay mais venenoso da escola, e eu tenho provas e testemunhas, logo, como a sua soulmate, você tem que me defender e me achar mais gostosa que as duas sim. Uma das testemunhas se chamam Im Jaebum. — a olhei incrédulo, como ela podia usar Jaebum contra mim? — E também tenho outras provas, como Park Jinyoung, Kim Jisoo.

— Ah, qual é!? Vocês deveriam me agradecer, porque graças a mim, Jinyoung terminou com o Jaebum e se ligou que ele é perfeito para a Jisoo! — e ao dizer isso meu braço começou a arder por conta de um tapa que ela me deu. — Isso doeu!

— Mereceu, assim como muitos outros. Você deu a minha crush para poder ficar com o seu! E a parceria? A broderagem?

— Calma vadia, você é mulher, lembra? Não existe broderagem, isso seria um termo machista e você como feminista estaria indo contra suas crenças de que… aí! Para de me bater inferno!, Esqueceu que você também fica com ele? — falei bravo com ela, aproximando o meu rosto do seu com cara de bravo.

Ela me olhou da mesma maneira e chegou perto também, colando sua testa na minha. Estávamos em uma séria competição de quem encara o outro com uma expressão brava por mais tempo, até que eu desviei meu olhar para seus lábios rosados e sorri nasalento, deixando a feição de falsa raiva de lado, logo sorrindo vendo que ela corou e sorriu.

— Eu ganhei. Você sorriu primeiro. — disse vitorioso, sorrindo assim.

— Yah, nem vem! Você que não sabe brincar, sempre olha na hora errada. — Jennie disse emburrada, se virando para outro lado para não me olhar.

Embora mesmo que ela não estivesse me olhando eu soubesse que ela estava com um biquinho formado em seus lábios.

— Oppa… — ela choramingou, eu sabia que não foi comigo porque ela nunca me chamava assim.

E logo após o choramingo, Jaebum apareceu, sentando de frente para ela na mesa do refeitório, colocando sua bandeja sobre a mesa. Ele olhou curioso para ela, como se pedisse que desse continuidade no assunto.

— Festa do Jackie e o Jae não quer ir… — se eu não conhecesse Jennie do jeito que conheço, me sentiria culpado e diria que eu vou sem pensar duas vezes por ousar chateá-la com isso, mas (in)felizmente eu a conheço.

— Vamos Jae, vai ser legal! — acho que o melhor amigo da minha melhor amiga não é um bom melhor amigo, já que não percebeu a chantagem emocional da nossa melhor amiga incomum. Quer dizer, amiga dele, soulmate minha.

Eu olhei para ele com uma sobrancelha arqueada, já ele se inclinou sobre a mesa com um sorriso perfeito que me fazia querer quebrar os dentes dele, e aquele sorriso era a porra de um sorriso perfeito e debochado.

— Não adianta mostrar todos esses dentes branquinhos e lindos, eu não vou para festa do Jackson nem que o Zayn volte para o One Direction.

— Não vai? — Jaebum continuou com aquela feição sorridente e provocante, o que me fez revirar os olhos para ele.

— Se você for Jae, eu te mando aquele nude que prometi. — Olhei para Jennie surpreso pelo o que ela me ofereceu, e Jaebum também, ela não tinha mais um semblante choroso, mas sim uma expressão cansada. — Situações extremas pedem medidas extremas. Não vou ficar sem meu soulmate numa festa. — após aquilo, ela se levantou. — Vou ir ensaiar a coreografia com as meninas.

— Eu vou exigir sete minutos no paraíso. — disse vendo-a dando a volta pela mesa.

— Se você aparecer, faço até mesmo duas horas no paraíso. — ela acenou para mim com um breve sorriso e andou rapidinho correndo até suas amigas que passavam por ali.

Fiquei a observando de longe, até que o suéter de Jaebum cobria bem o que a saia dela não cobria.

— Você gosta da Jennie? — Jaebum perguntou e eu o olhei sem entender do porque essa pergunta do nada, mas desviei o olhar novamente para Jennie e após me certificar que ninguém mexeu com a minha soulmate enquanto ela deixava o refeitório acompanhada da Manoban, da Park e da Kim, voltei a lhe dar atenção.

— Você acha mesmo que eu esconderia isso? — minha pergunta soou indignado, pois eu estava indignado. Eu não gostava de Jennie Kim, eu a amava e isso era algo que eu sentia desde que me conhecia por gente. E que não escondia de ninguém.

— Sabe que eu não tô falando fraternalmente, né? — respirei fundo, eu não estava com tanta paciência hoje. — Jae-ah. — ele me chamou exigindo uma resposta.

— Sei que não, e não estou negando a amar. Quando eu disse que ela é minha soulmate, eu falei sério. Eu amo ela. E não é só como amigos. — suspirei meio desanimado, a primeira pessoa a saber dessa queda-penhasco que tenho pela Jennie, era outra pessoa por quem também tinha uma queda-penhasco.

— Uau… e como eu deveria me sentir? Já que sou o quase namorado dos dois. — ele parecia confuso se poderia se auto intitular como nosso namorado, mas estava sorrindo a desgraça. Não gostei disso.

— Bem. Eu amo ela e gosto de você, ela também gosta de você, então bem. — eu tomei um gole do meu suco de caixinha fazendo uma pausa na minha fala. — Por favor, não seja como todos os outros que querem que eu escolha entre eles ou a Jennie.

— Youngjae, você não era gay? — a pergunta apareceu no ar de repente como Yugyeom, que surgiu no local e me olhava curioso e confuso enquanto Jaebum sorria como se estivesse sendo entretido pela confusão dele.

— Não sou gay. — respondi brevemente impaciente, Yugyeom sempre me deixava maluco com esse assunto.

— Resumindo, você é confuso! Okay, ninguém liga. — revirei os olhos para o Kim e voltei a tomar o meu suco enquanto ele começou a conversar com o Jaebum sobre alguma coisa.

Alguma coisa que não me importava e que não fazia questão de perguntar, pois eu só estava pensando em como não ir em uma festa sem a minha soulmate notar.

Sábado de noite chegou e eu não havia conseguido fugir de Jennie, o que de certa forma era bom, pois assim poderia cobrar ela sobre os nudes, mesmo que a cobrança fosse mais uma brincadeira, — talvez, já que era aquele “mas se quiser eu quero”.

A festa na casa do Wang estava bombando como sempre e como sempre já tinha gente se pegando. Demorei para poder encontrar a Jennie, e apenas a encontrei pois ela estava com o Jaebum, os dois bebiam algo e conversavam com os rostos muito próximos, e para quem não entendeu a descrição, eles estavam ficando. Fiquei abalado? Deveria, mas não. Eu não ficava abalado de ver eles juntos em momentos íntimos, apenas curioso e levemente enciumado, porque eles estavam juntos sozinhos e não juntos comigo.

Eu me aproximei dos dois e fui recebido com um selinho da parte de Jaebum, e um abraço um tanto receoso de Jennie. Ela parecia desconfortável comigo. O que era estranho pois quando ela ficava com ele, eu não me sentia desconfortável assim.

— O que houve Nini? — perguntei um pouco alto por causa da música, mas não tão alto ao ponto de outra pessoa a não ser eles me ouvirem. — Não me diga que está desconfortável porque acha que vou fazer um drama porque estava ficando com o Jaebum.

— Eu tô legal, não to achando nada. — ela me respondeu rápido demais, como se a resposta estivesse treinada, e como se estivesse brava. — Já volto vou atrás de outro drink.

Eu a acompanhei com o olhar se afastando, meio decepcionado, porque do nada ela parecia revoltada comigo, e ela nunca ficava assim sem eu ter feito algo, e hoje eu realmente não fiz nada.

— Ela sabe que você gosta dela. — Jaebum falou me abraçando pela cintura e repousando o seu queixo em meu ombro, me surpreendendo.

— Filho da puta, você contou…

— E ela também gosta de você — ele disse rápido me interrompendo — se eu fosse você, beijava logo ela. Sem zoeira.

— Ata que eu vou seguir os conselhos de Im Jaebum.

— Ei, eu sou meio que o namorado de vocês dois, e você está sendo idiota. Fora que sou o melhor amigo de vocês dois. Estou apenas tentando ajudar então vai lá agora se declarar. — eu fiquei quieto, o olhando feio, porque ele estava sendo ridículo, mas também estava ridiculamente certo.

Mesmo que eu não gostasse de alguns termos que ele usou, como eu sendo idiota, confesso que ele se intitular como nosso namorado me trouxe uma excelente sensação.

Fiz o que ele falou, fui atrás da Jennie. E vi algo que não gostei tanto assim de ver, que foi o Daehyun com ela. Não nesse sentido do tipo eles se beijando, mas sim ele perto dela. Eu não gosto dele. Então só dele respirar eu reviro os olhos sim e se reclamar falo que tenho ranço dos pais dele que não usaram a camisinha também.

Ele tentava chamar a atenção dela bloqueando sua passagem e colocando a mão sua cintura, não sou o Jaebum e geralmente as únicas agressões que faço são verbais, mas minha mão estava coçando para fazer o nariz dele menstruar.

— Da pra soltar ela ou você vai querer apanhar uma segunda vez na semana? — perguntei curto e grosso chegando perto dos dois.

— Vem cá, ele é o seu namorado por um acaso? — Daehyun perguntou debochado para ela rindo da minha cara, como se eu fosse um palhaço.

Jennie me olhou com uma expressão, um tanto… ela me olhou como se ele tivesse razão. Aquilo foi demais para mim.

— Não, não sou. — disse torcendo o nariz e me afastando.

Inferno de festa, deveria ter ficado em casa!

Fui até a parte onde estava as bebidas e comecei a beber, bastante por sinal.

Eu não costumava a beber tanto, e nem com frequência, e não tinha uma baixa tolerância ao álcool, não do tipo bêbado no segundo copo, mas do tipo não saber beber, beber tudo de uma vez e dar pt.

Acordei no dia seguinte com uma imensa dor de cabeça e meus ouvidos zumbido. Estava em uma cama de casal, e quando olhei para o lado me segurei para não gritar. Jennie estava no meio da cama, ao meu lado dormindo sobre o peito desnudo de Jaebum. Olhei para mim mesmo e vi que você estava sem roupas, como os dois, logo achando tudo jogado entre o chão. Me levantei da cama meio zonzo, e perdido, achei a calcinha de Jennie no meio do chão e mesmo com minha cabeça latejando, tudo aquilo estava gritando que a gente transou.

Comecei a recolher minhas coisas para me arrumar e ir embora, existiam muitas coisas erradas naquele lugar agora.

Me arrumei e deixei o quarto, que depois reconheci ser o de Jaebum. — Eu vivia naquele quarto, então em minha legítima defesa, eu estou com uma puta dor de cabeça. — Fui para casa afobado, quando cheguei lá corri para o quarto, para conseguir tomar um banho gelado.

As gotas da água fria caiam sobre meu corpo e enquanto eu terminava de lavar meu cabelo é descobrir chupões sobre meu abdômen, cenas inadequadas vagaram pela minha cabeça, cenas de eu, Jaebum e Jennie nos beijando, tocando e até mesmo… aquela palavra com “T”.

Eu terminei meu banho tentando pensar naquilo, e focando em tentar lembrar no que aconteceu depois que eu comecei a beber, mas lembrar do que eu queria lembrar que era bom, nada!, Me arrumei com uma roupa casual, não estava disposto a sair de casa, pela dor de cabeça, no corpo e por frustração e desânimo de sair. Eu deitei na minha cama confortável, e procurei dormir.

Meu celular tocou umas quinhentas vezes, e eu sei disso, porque quando eu dormir e rejeitei a ligação estava; 500 ligações perdidas de Jaebum Oppa. Quem será que colocou “Oppa” no contato dele, hein?

Eu ignorei até mesmo as 600 mensagens de Jennie para voltar a dormir. Mas aí, senhoras e senhores, entraram no meu quarto três criaturas, senhoras e senhores, com uma delas sendo Jennie Kim, a outra sendo Im Jaebum, e claro, senhoras e senhores, não poderia faltar minha mãe no meio dessa catástrofe chamada adolescência.

— Por que não nos respondeu o dia todo? — Jennie perguntou emburrada, oh meu Deus, me segurem ou vou apertar ela.

— Estava dormindo, enxaqueca. Sabe como é, quando alguém da pt e acorda uma merda no dia seguinte.

— Okay, agora precisamos conversar. — a voz de Jaebum parecia mais rouca que o normal, logo, mais gostosa de se ouvir.

Eu olhei para eles, para a janela e para minha Omma, ela entendeu como sua deixa e saiu do quarto, me deixando com eles e a janela. Eles se aproximaram da cama, sentando-se na beira da mesma enquanto eu parava para pensar nos prós e contras da janela.

— Jae, ontem… — Jennie começou e olhou para Jaebum, que retribuiu o olhar e parecia que combinavam entre si quem ou o que iriam falar, não que isso me incomodasse, já que o que me incomodava era as marcas de chupões no pescoço dos dois, ela estar com um moletom dele e eu não ter achado nada contra a janela para me impedir de pular dela.

— Youngjae-ah. Ontem enquanto você estava bêbado, você chegou na Jennie de novo, bateu no Daehyun por ainda estar a perturbando. Eu estava conversando com o Jinyoung, — meus pensamentos se resumem em hum… — o Jackson, e o Mark, então só cheguei no final da briga. Jennie te tirou em cima dele, aí você beijou ela. — me matem. — E depois você me viu, aí você me beijou. — ME MATEM!

— Você se declarou para nós dois, fomos para casa do Oppa para cuidar de você, mas enquanto te dávamos banho você começou a… começou a nos beijar, falar coisas indevidas e nos tocar, mas não foi como se a gente não houvesse gostado, a gente também tinha bebido, não tanto quanto você, mas tinha álcool em nosso organismo que nos desinibiu e nos fez deixar levar. — Eu me levantei e caminhei discretamente até a minha janela para eles não descobrirem que eu queria pular dela. — A gente transou e para mim, por muitos motivos foi incrível.

— Youngjae, o que eu e Jennie queremos dizer é que não queremos mais ficar juntos se não tiver você. — Oi? Turu bom? — Eu e ela sabemos o quanto você gosta da gente e o quanto gostamos de você, então… por que não? Não seria estranho, e nem errado, não é só pelos corpos, é pelo que sentimos.

— Youngjae namora com a gente? — Jaebum talvez falaria sobre mais algumas coisas, mãe Jennie foi mais rápida fazendo o pedido de namoro afobada.

Eu me aproximei deles, segurei o rosto de Jennie e a beijei, deixando esse ato falar por si só, e após esse beijo, beijei Jaebum também.

Alguns meses se passaram com a gente namorando, e durante esses meses tivemos nossos altos e baixos, como nós assumirmos, os pais de Jaebum ficarem bem, sabiam da bissexualidade dele, e ver que ele namorava uma garota e um garoto não seria problema algum, seria bom, já que eles gostavam tanto de mim e Jennie que sempre falavam que quando ele escolhesse só um de nós, chorariam. Os meus pais me expulsaram de casa, pois já era ruim eu ficar com Jaebum, agora com ele e Jennie ao mesmo tempo era putaria, não que eu ligasse tanto. Eles só eram pais na frente dos outros. Mas nada foi tão tenso quanto contar aos pais de Jennie que a gente a namorava, pois eles eram superprotetores e ela era a filhinha deles, sim. Deles. Ela era filha de Seunghyun e Jiyong, mesmo que adotada, ela era o mundo deles. E eles eram riquíssimo e famosíssimos, mas se não contar com as ameaças que fizeram no dia que nos assumimos de que iria nos castrar, eles eram os melhores pais que Jennie poderia ter. Eles eram tão bobões por ela, e por a gente, porque sempre a travamos bem. Os pais de Jennie e os de Jaebum me ajudaram bastante no processo de ficar bem por ter sido expulso de casa, eles nos deram um pequeno apartamento, “me deram" seria o correto, mas Jaebum e Jennie vieram junto comigo, não estou reclamando, longe de mim isso. Eu gostei deles dizerem que viriam morar comigo, sem eu ter que pedir, porque eu tenho quase certeza que não pediria, aí ficaria sozinho.

Em um dia como qualquer outro, quer dizer, um dia que deveria ser como qualquer outro, eu e Jaebum acordamos no meio da madrugada por Jennie que estava agitada, se remexendo para que a gente a soltasse e quando a gente a soltou, ela pulou sobre mim e correu para o banheiro do nosso minúsculo apartamento indo chamar o Raul. Ou seja, indo vomitar.

Umas duas semanas passaram e Jennie continuou a vomitar muito, além de vomitar, ela passou a ter desejos de comidas e ficar mais emotiva.

— Oppa, Jae… vocês acham que eu estou engordando? — eu e Jaebum nos entreolhamos com o seguinte pensamento: “fudeu”

Da última vez que ela fez essa pergunta e a gente respondeu fomos enxotados do quarto, obrigados a dormir na sala e teve greve.

— Eu tô falando sério, eu juro que estou engordando e parece que os meus seios estão inchando… — ela disse com as mãos sobre os seios dela e olhou para baixo.

— Verdade, eles cresceram um pouco mais, o que particularmente é ótimo. Jennie, venha, vou te engordar. — disse com um sorriso cafajeste, me desculpa, mas eu tenho uma tara.

— Nini… você está atrasada? — Jaebum perguntou, e lerdo do jeito que somos, eu e Jennie começamos a pensar em que compromisso ela tinha para estar atrasada. — Jennie Kim, eu estou perguntando sobre a sua menstruação! — ele ficou corado ao fazer a pergunta e ela pensativa, enquanto eu tentava ligar os pontos de o que o cu tinha haver com as calças, segurando seus seios, apenas para verificar se eles realmente incharam e para a minha felicidade foi um sim.

— Nã… estou atrasada. Mas não é normal? Sempre tive atrasos…

— Jennie, você já fez um teste de gravidez? — engasguei com a minha própria saliva largando as tetas dela.

Jennie grávida? Não estávamos pronto para isso, para formarmos uma família… não poderia ser verdade.

— Jaebum, o Youngjae vai morrer! Ajuda ele. — Jennie disse ignorando o que o mais velho dentre nos disse, não que isso fosse incomum, porque muitas vezes o que Jaebum falava que não nos agradava, a gente ignorava.

Depois que eu desengasguei, todos nos arrumamos para ir ao hospital, dos pais do Mark.

O Mark hyung estava lá e assim que nos viu tomou um susto, ele acompanhou a consulta com a médica obstetra, ela pediu para o Mark tirar o sangue de Jennie, — já que ele estava cursando enfermagem ali, não tinha problema, pois seria considerado como uma aula do curso —, e ele o fez e foi naquele mesmo dia, com a notícia dado pelo Mark hyung que soubemos que o Jaebum estava certo. Jennie estava mesmo grávida. De dois meses.

Tivemos que nos habituar e reorganizar a tudo isso, por conta da gravidez. Não, eu não estava reclamando, mas era estranho.

De repente da noite para o dia, minha namorada estava grávida e a gente tinha que mudar muita coisa por causa disso.

Quando contamos aos pais de Jennie, achei que eu e Jaebum apanhariamos, mas eles ficaram tão felizes e deram graças a Deus que não vão ser avôs idosos.

Jaebum e eu arranjamos empregos de meio período, algo que conseguíssemos encaixar junto a faculdade, pois não queríamos depender da ajuda de ninguém mais para isso. A decisão de sermos um trisal foi nossa, a gravidez foi “irresponsabilidade” nossa e a gente quem cuidariam os disso.

Jaebum começou a trabalhar com seu pai, como advogado, aproveitou que já era isso o que cursava e estava ganhando experiência em trabalho, eu estava gravando músicas de outros compositores, mais gravando os efeitos das músicas e isso para mim já era memorável, porque mesmo exaustivo e às vezes chegando em casa sem voz nenhuma, eu estava fazendo o que gostava, porque era isso o que estava cursando, música. Já Jennie, estava sendo mimada e babada por seus pais o que eu e Jaebum achamos o certo, ela vivia de ensaios fotográficos, posou como modelo da Chanel e da Gucci, aproveitando que sua barriga ainda não aparecia, e seus pais estavam fazendo seu álbum de gravidez, tirando fotos profissionais, vezes chamando eu e Jaebum para participar.

No terceiro mês, fomos a consulta nervosos, eu pelo menos estava nervoso, seria o primeiro ultrassom que iríamos fazer. E quando a médica passou o gel sobre a barriga da Jennie e mostrou não um, mas sim dois projetos de bebês eu desmaiei. Literalmente. Não me sentia tão preparado para um, imagine para dois? Mas mesmo assim, a ideia de algum outro ser humano depender de mim, me deixava bem. Eu estava tão assustado, mas ansioso para eles chegarem logo ao mundo e poder criá-los da maneira certa, diferente da maneira que meus pais me criaram e abandonaram.

No quarto mês, Jennie começou a nos acordar de madrugada para fazer com que saíssemos pelas ruas de Seul atrás do que ela queria comer.

— Jennie Kim, são quatro da manhã! Vai dormir. — eu disse me virando para o outro lado da cama puxando o cobertor, tentando voltar a dormir.

— Oppa… eu quero chocolate… — a ouvi choramingando agora para o Jaebum.

— Nini vai dormir, amanhã eu te compro chocolate. — ele também se virou, como ela quem estava na beira da cama e Jaebum no meio, ele virou para o meu lado e me abraçou, nos fazendo ficar de conchinha.

— Os filhos de vocês vão nascer com cara de chocolate se não me comprarem um agora! — ela disse brava enfatizando isso.

Duas crianças com cara de chocolate me parecia assustador, na mesma hora eu e ele nos levantamos, nos arrumamos rapidamente e saímos para achar o maldito chocolate dela. Assim que estávamos com alguma roupa e passando pela porta a ouvimos dizer que nos amas e pedir mais três coisas.

Jaebum foi para um lado da cidade e eu para outro, a ideia era comprar tudo o que Jennie queria e quem conseguisse fazer isso avisava o outro, mas acho que nem nos confins de Seul eu acharia chocolate com pedaços de Oreo, sorvete de pistache e groselha para ela.

Eu amo Jennie Kim e os gêmeos Choi-Im, mas isso o que estávamos passando já era demais!, por isso a primeira palavras que eles deveriam aprender seria papai.

No quarto mês começamos a comprar as coisas para eles, berços, roupas e toda vez que entravamos em uma loja, eu começava a discutir com o meu sogro, porque ele achava-se no direito de comprar tudo em tons pastéis para os nossos bebês. O tio Jiyong não tinha lá um gosto muito bom para decoração infantil.

No quinto mês fizemos um chá de bebê e começamos a participar de aulas para jovens e adultos que teriam seus primeiros filhos, como eu e Jaebum trabalhávamos, um aula ele ia com a Jennie e outra ia eu, mas teve uma em que fomos os dois e a maneira que nos olharam foi desagradável, porque o preconceito com poliamor era grande, mas talvez fosse isso apenas por ser dois homens e uma mulher, já que se fosse um homem e duas mulheres ele seria visto como o macho alfa.

No sexto mês descobrimos que nossos gêmeos era um casal e eles eram gêmeos de pais diferentes, um fenómeno comum, porém raro que acontecia. A médica disse que a garotinha era minha filha e o garoto hoje filho de Jaebum, não foi algo triste, foi feliz, porque não eram só meus ou só dele, eram nossos por inteiro. E com isso veio a guerra para decidirmos os nomes. Jennie não aprovava nenhum nome que eu queria e eu não aprovava nenhum que Jaebum escolhia.

No sétimo mês nós mudamos para um apartamento maior, a ordem foi errada de primeiro as compras e depois a mudança, mas era que os pais de Jennie compraram um apartamento para nós e nos deram depois que decidimos o casamento no final dos seis meses. A ideia foi minha e surpreendeu tanto Jennie quanto Jaebum, fora os nossos amigos, pois na frente de todos eu cantei uma das músicas que me deram o vocal principal e os pedi em casamento após uma magnífica declaração.

E no oitavo mês, corremos para o hospital de madrugada. A bolsa de Jennie havia estourado, Jaebum estava com ela e eu estava no primeiro show da banda que consegui entrar. Corri para o hospital assim que soube do parto, sem dar explicações a ninguém ou me importar se isso arruinaria minha carreira como cantor, tudo o que importava era que minha esposa daria a luz aos meus filhos.

Quando cheguei no hospital, Mark hyung já me levou até a sala onde fariam o parto e me deixou entrar, a enfermeira quem conduzia o parto gritava falando para Jennie empurrar enquanto ela chorava segurando a mão de Jaebum e me chamando, quando ela me viu ficou aliviada e ele também, mas mesmo assim gritava de dor.

— Eu não vou aguentar, Youngjae! Eu não vou aguentar! — Jennie gritou apertando a minha mão com tanta força que achei que meus dedos fossem quebrar.

— Empurra. — disse a enfermeira tranquilamente ignorando o choramingou de Jennie. — Só mais um pouco, já estou vendo a cabeça dela.

Jennie fechou os olhos e empurrou, gritando de dor enquanto quebrava a minha mão, respirando pesado. Havia algumas lágrimas descendo de seu rosto, e bastante suor que Jaebum se pôs a limpar o suor dela com um paninho no lugar da enfermeira.

— Pronto, um já foi, falta o outro! — a enfermeira disse com um sorriso, com um dos gêmeos no colo. — Vem aqui cortar o cordão umbilical dela papai. — ela disse me chamando, no instante fiquei sem reação, já que Jennie estava quebrando a minha mão e por ouvir o primeiro choro da minha filha.

— Nini, solta a mão do Jae e pega a minha agora. — e como Jaebum pediu, foi o que ela fez.

Quando ela soltou minha mão a senti latejando, mas ignorei isso é me aproximei da enfermeira com minha filha em seus braços, ela me deu uma tesoura e indicou onde deveria cortar, seguindo suas orientações, cortei o cordão umbilical separando agora ela de Jennie.

Ela não me deixou a pegar no colo, já que outra enfermeira tomou ela dos braços daquela que estava fazendo o parto. Iriam a limpar, minha filha ficaria bem, e agora eu precisava voltar ao lado de Jennie, mesmo que agora fosse a vez de Jaebum ter a mão estrangulada.

Comecei a fazer o que Jaebum fazia antes, uma mão no ombro de Jennie e limpar seu suor com um paninho, até ela segurar a minha mão que estava em seu ombro. Ela começou a apertar, não fazia ideia qual era o tamanho da dor que ela estava sentindo, mas acho que ela poderia quebrar só a mão do Jaebum dessa vez e não a minha.

— Só mais um pouquinho. — E aquele só mais um pouquinho para Jennie, para mim e talvez para o Jaebum foi ouvido entendido como: só mais uma eternidade.

Quando o “pouquinho” finalmente passou um choro começou, Jaebum foi cortar o cordão umbilical do seu filho com um sorriso todo bobo e Jennie deitou as costas na maca exausta. Levaram o filho de Jaebum para ser limpo e enquanto isso, eu e ele ficamos lado a lado de Jennie, ele acariciou a mão dela e eu dei apoio moral, já que não sentia as minhas mãos. Não demorou para duas enfermeiras trazerem nossos bebês enrolados, cada um em um cobertor de uma cor que “caracterizava” o gênero deles, — bobagem porque rosa não é cor exclusiva para meninas e nem azul para meninos —. Deram para mim e Jaebum os segurar já que Jennie estava exausta demais para os pegar agora, afinal, parto de gêmeos não era fácil.

— Você é a coisa mais linda desse mundo… — eu disse emocionado, não esperava que fosse ser tão emocionante assim, porque ela era só outro ser humano. Mais especial do que os demais, porque era uma mistura minha e de Jennie. — Eu te amo, meu amor. — sussurrei colando a pontinha do meu nariz em sua testa já que não podia a beijar ainda.

— Já tem os nomes decididos? — a enfermeira que fez o parto perguntou com talvez um sorriso, eu não sei, estava ocupado demais morrendo de amores pela minha princesinha.

— Sim — ouvi Jaebum a responder, me aproximei de Jennie para ela poder segurar nossa filha, ela sorriu mesmo estando exausta e a segurou no colo com todo o cuidado e carinho do mundo. — o menino vai se chamar Soonyoung.

— É um bom nome — eu disse lançando a Jaebum um olhar é um sorriso, pela primeira vez desde que a bolsa de Jennie estourou, e sem ficar irritado ou bravo ele sorriu de volta.

— E a menina? — perguntou a enfermeira curiosa, me distraindo.

Eu olhei para Jennie que segurava Soonyoung em um braço e a nossa menininha em outro.

— Pode escolher, Jae. Você quem vai dar o nome a ela. — Jennie disse em um tom rouco, por já ter gritado tanto.

Ela sorriu cansada e eu só consegui me encher mais de amor, pois quando olhei para ela, ela estava sorrindo, com Jaebum e os bebês.

— A menina vai se chamar Dahyun. — disse tirando meus olhos da nossa família por um instante e olhando para a enfermeira. — Soonyoung e Dahyun.

— Certo. Agora iremos levar os dois para o berçário, a mamãe precisa descansar e os papais também. — depois de anotar o nome dos dois, a enfermeira disse aquilo pegando Dahyun, deixando que a outra enfermeira levasse Soonyoung.

Nós três as acompanhamos com o olhar a passarem pela porta com nossos preciosos bebês pela porta e quando sumiram do nosso campo de visão, eu e Jaebum puxamos uma poltrona cada para perto da cama de Jennie.

— Quem diria que eu iria sobreviver mesmo a dar a luz a gêmeos. — Jennie abriu um sorriso sonolento e rindo baixinho.

— Quem diria que conseguiríamos gêmeos de pais diferentes. — comentou Jaebum rindo e segurando uma mão dela e uma minha. — descansa, já fez muito hoje Nini.

— Isso, vão embora. Cansei de ver a cara perfeita de vocês, vão pra casa e só me voltem quando estiverem descansados. — ela disse empurrando eu e Jaebum, ou tentando já que não nos alcançava. — E quando voltarem tragam McLanche!

— Você não está mais grávida. Dahyun e Soonyoung não vão ter cara de McLanche se você não comer. — falei para a provocar e acabei apanhando dela.

— Vão embora e me tragam um McLanche quando voltarem!

Eu e Jaebum saímos do quarto rindo, ainda estava nervoso com dificuldade de acreditar pelo o que acabamos de passar.

(...)

Jennie e as crianças saíram do hospital e já estávamos vivendo nossa rotina como pais adolescentes/jovens adultos, com sempre algum parente ou dela ou de Jaebum dizendo como cuidar ou não de Soonyoung ou Dahyun.

Mas eles não entendiam nadinha de como cuidar desses dois pestinhas, porque eles não sabiam como deveria fazer para cuidar de uma família. Ou como formar uma, porque a que eles formaram, mesmo sendo boa não era melhor que a nossa. Dahyun e Soonyoung tinham dois pais e uma mãe, duas avós e quatro avôs, — mesmo que uma vó e um vô não estivessem presentes —, vários tios e muito amor. Mas talvez realmente, como o tio Jiyong já falou, esse fosse o jeito certo de como (não) formar uma família.


Notas Finais


Coreo das mininas; https://youtu.be/IJ5TcTAX3ws

Obrigada do fundo do meu ser omma @jeonaja por encarar a betagem de novo e a @taelovesfany pela capa maravilhosa que eu amei tanto!!
Obrigada a você que leu e é isso, byes


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