História Como (não) perder a virgindade - Capítulo 2


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Categorias TWICE
Tags Michaeng
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Palavras 1.986
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O capítulo a seguir pode ser um tanto monótono mas ele vai ser crucial na compreensão da atitude dos personagens e o rumo que a história vai tomar. Confesso que demorei a postar porque sou muito insegura mas UAU 11 FAVORITOS COM 1 CAPÍTULO? MUITO OBRIGADA. Sério, muito obrigada. Um aviso importante: Não se apeguem aos casais, exceto a Michaeng.

Capítulo 2 - Dois


     Seul. Mais tarde naquele dia...

 

        Uma das coisas que costumeiramente aprendemos a lidar quando entramos na vida adulta é lidar com os “não”. Na vida daquelas sete garotas os vários “não” já eram praticamente parte da rotina. Chaeyoung tinha de dizer não a cada investida de seus pais, que tentavam de todas as formas possíveis e impossíveis, a fazer largar o curso de música e fazer oceanografia – este era o curso dos sonhos de seu pai. A garota era imensuravelmente grata ao esforço de seus pais em sua criação mas esperava dar os próprios passos e tentar os recompensar algum dia.

 

        O senhor Son era um dos pescadores mais famosos de Bosan. Seu jeito único e determinação em manter os costumes que aprendera com o pai na arte da pesca diferenciava esse dos outros, ainda que o mesmo não tenha se tornado rico nessa área. A senhora Son era uma ex professora de violoncelo. Interrompeu suas aulas assim que Chaeyoung nasceu mas continuou exercendo sua paixão ensinando a filha tudo o que havia aprendido. Eram os melhores pais do mundo, segundo a pequena Son. Era mais uma filha que esperava dos pais o respeito pela decisão que havia tomado.

 

        Sana também tinha que dar alguns bons “não”. Sana era extremamente gentil, o que minimizava os efeitos de seus “não”. Dava a tão conhecida e temida resposta negativa a cada investida amorosa que recebia no Campus. Só não dava essa a Momo, já que para a japonesa loira mais nova, as investidas de Momo eram apenas brincadeiras. Para Sana, Momo não passava de uma grande amiga. Sana também tinha de dizer “não” aos seus pais superprotetores, que ligavam 3 vezes ao dia para perguntar se a menina estava bem, mesmo sabendo que ela estava bem.

 

        A Minatozaki não sabia como lidar. Durante seu crescimento, seus pais notaram que a filha era diferente de qualquer outra criança. Sana não gostava de brincar com as outras crianças mas adorava brincar sozinha e inventar centenas de histórias, se divertindo a beça. Sana não gostava de televisão, substituindo essa por vários livros de histórias infantis que ganhava praticamente semanalmente. Com 5 anos, a menina havia aprendido a falar francês, ainda que seus pais ou qualquer outra pessoa ouviam a menina falar pouco a própria língua. Com 6 anos, o Sr. e Sra. Minatozaki descobriram que Sana tinha síndrome de Asperger, o que os fez tomar a decisão de não ter mais filhos. Um erro grave já que Sana cresceu sozinha, o que explicava a procura de afeto que Sana buscou de forma incansável e só encontrou em Dahyun, a proprietária do restaurante universitário menos popular do mundo.

 

        Dahyun também tinha de lidar com os “não”. Entre as 9 amigas, Dahyun foi a que mais ouviu “não”. Lidou com um “não” tão impactante que a desanimou e consequentemente trouxe outros “não”. Dahyun era uma pianista incrível desde a infância. Seu talento cativou muito até chegar ao Mestre JYP, professor presidente do curso de piano da Universidade. Esse desprezou a performance de Dahyun e classificou a mesma como “extremamente desmotivamente e não-original”. Foi como uma facada no peito da coreana. Uma facada certeira que a fez desistir de tudo, vender o próprio piano e abrir um restaurante na Universidade – uma forma de não se esquecer do fatídico dia. Mas o que a machucava no momento eram suas investidas falhas em conquistar Momo. Será que a japonesa não via o quão Dahyun estava apaixonada por ela? O que ela queria afinal? Um anel de brilhantes? A própria lua? Dahyun traria se isso significasse Momo a notar de verdade, não apenas como uma diversão nas noites de folga.

 

        Momo provava os “não” com a frequência no qual provava copos de bebida: sempre. Rejeitada pelos pais e criada pelos avós religiosos, Momo viu na faculdade a tão sonhada liberdade. Desde os primeiros dias, a Hirai bebia, transava e saía de forma regular. Era admiradora da anatomia feminina e do álcool. Ou era o que ela pensava, ao menos. Apesar de ouvir muitos “não”, Momo se importava apenas com os de Sana. Sana era divina, segundo a Hirai. Era a namorada de seus sonhos. Mas infelizmente, a japonesa mais nova não correspondia aos sentimentos da Hirai.

 

        Jihyo não ouvia muitas respostas negativas. Estava longe de ser a garota perfeita mas era extremamente empenhada. Não havia um ser naquela universidade que não conhecia a Park – seja pelo seu grande empenho ou por ser gentil e sorridente mesmo que estivesse triste. Jihyo era como qualquer outra garota comum. O que a tornava única era o seu sorriso capaz de iluminar a Times Square em plena noite de blackout.

 

        Tzuyu também não recebia muitos “não”. Era inteligente, bonita e reservada. Não gostava de falar por não achar seu coreano bom. Tzu era de Taiwan. Seus pais investiram uma grande quantidade de dinheiro para que ela estudasse em uma boa instituição e fizesse um bom curso. Tzuyu tinha que lidar com o pior “não”: a depressão. Chou fazia de tudo para esconder a própria doença, se privando até de procurar tratamento. Desejava mais que tudo se livrar do monstro que a crescia e sufocava a cada dia mas o medo e o receio de ser julgada e tratada com desprezo era maior.

 

         E chegamos a Mina. Mina era extremamente mimada e arrogante. Resultado de uma infância resultado a vários “sim” de seus pais familiares e subordinados. A menina era rica e sua vida não foi regada a esforços que não eram direcionados ao balé. Era talentosa e bonita mas seu caráter era, muitas vezes, considerado duvidoso. Ouvir um não de Chaeyoung naquele dia provocou o descontentamento da morena. Considerava a pequena atrevida por ter negado um “pedido” feito por ela. Será que a pequena não sabia que ela era uma Myoui e os Myoui não aceitam “Não” como resposta.

 

         A vida das meninas seguiu normal durante aquele dia. Sana e Jihyo estudando, Chaeyoung dormindo escondida na sala de instrumentos, Tzuyu sozinha pelos cantos, Momo lixando as unhas no ginásio, Dahyun morrendo de tédio no próprio negocio e Mina lidando com o olhar crítico da professora.

 

        As coisas começaram a mudar no meio da tarde. Sana deixou a sala de física aplicada e rumou para o único lugar em que gostava: o restaurante da Dahyun. Contou todos os passos até a Praça de alimentação regada de alunos cansados, frustrados e mortos de fome. Andou por entre eles e entrou no restaurante da coreana. Sorriu feliz ao ouvir o sininho da porta e logo se pôs a procurar a dona do restaurante com o olhar. Ao não encontrar, se dirigiu á mesa 7 – sua mesa de estimação – e voltou a ler o livro que havia recebido dos pais mais cedo. Era a história de um menino de 11 anos que descobriu ser um bruxo e foi estudar em uma escola especial. 

 

       Continuaria imersa em seu livro se não notasse a presença de alguém ao seu lado. Sana abaixou o livro bem a tempo de sentir um beijo molhado em sua bochecha. Momo era a única pessoa que dava beijos molhados na bochecha e abraçados apertados com segundas intenções em Sana. Sana apenas ria e cumprimentava a loira mais velha, não fazendo diferente dessa vez.

 

        - Boa tarde, Momorin. – Sana desejou com um sorriso.

 

        - Adoro quando me chama assim. – Momo sorriu e logo pegou a mão da Minatozaki.

 

        - Todos te chama assim, Momo. – Sana riu e balançou a cabeça em negação. 

 

        Momo continuaria sua investida diária de Dahyun não aparecesse com um prato de bolo de chocolate e colocasse o mesmo em frente a Sana, depositando um beijo na testa da menina em seguida. O coração de Sana se aqueceu e o sangue de Momo ferveu. Sana não sabia mas sua admiração por Dahyun havia chegado a outro estado. Aquele sentimento era desconhecido pela japonesa mais nova. Sana sentia seu coração acelerar e suas mãos suarem sempre que Dahyun chegava perto. Momo olhava aquela demonstração com frustração e uma ponta de inveja. Poderia ser ela dando um bolo de chocolate e um beijinho na testa de Sana mas a garota não sabia cozinhar. Poderia ser ela recebendo um beijinho de Dahyun mas o lugar onde queria o beijo não era...bem, vocês sabem.

 

        - Vai na festa da Federene, Dah? – Momo perguntou fingindo desdém.

 

        - Por que chama a Irene assim? – Dahyun perguntou após seu momento de vergonha passar.

 

        - Não é minha culpa se os apelidos dados nesse campus ficam populares. – Momo riu maldosa e voltou a falar animadamente sobre a festa com Dahyun, que saboreava cada momento como se a interação com a japonesa fosse algo de alto valor.

 

         E Sana? Bem, Sana voltou a ler o livro. Preferia a história daquele menino bruxo e bolo de chocolate á ouviu a conversa de Dahyun e Momo. Chaeyoung não estava muito diferente da amiga. Fingia assistir uma aula monótona de slide sobre a história da música enquanto em seu cérebro, ela imaginava Mina dançando com aquela roupa coladinha de balé. Não era pervertida, pelo contrário. Apenas imaginava uma Mina mais legal em sua mente. Uma Mina que dançava como a Mina real mas que gostava dela. Que não a olhava com o mesmo desdém da Mina real.

 

        “Como você é boba, Chaeyoung. Ela te trata como lixo e você ainda pensa nela? Logo quando uma mulher maravilhosa como a CL te dá mole?” A pequena se martirizou e logo tratou de imaginar a professora no lugar de Mina. Péssima idéia já que agora se encontrava excitada. Acordou de seus pensamentos ao ouvir o tão esperado sinal. Guardou seus matérias e saiu da sala com uma velocidade invejável. Correu para o banheiro e jogou uma concha de água fria do rosto. Onde estava com a cabeça? Imaginar uma professora dançando para si era errado, mesmo que a professora fosse uma DEUSA. Secou o rosto e correu para o auditório.

 

        Entrou pelos fundos, evitando chamar a atenção de quem quer que estivesse presente nele. Falhou miseravelmente quando encontrou os melhores bailarinos sentados na primeira fileira á sua espera. Reverenciou à todos e fez uma reverência maior à mestre. Correu e foi pegar o violoncelo já em cima do palco. Abriu a capa e tocou aquele instrumento, que foi seu melhor amigo durante a primeira infância. Afinou o instrumento e pegou o arco já com breu, o passando pelas cordas do violoncelo e tirando um som. CL entregou a lista de músicas a menina e logo se começou o ensaio.

 

        Tzuyu se encontrava sentada e isolada no canto da sala. Seu esforço para não chorar e ceder aos pensamentos ruins era grande. O que lhe consolava era imaginar um mundo em que ela era feliz, ignorando aquele que vivia. Quem via Tzuyu, nem imaginava a situação desesperadora em que a garota se encontrava. A única pessoa que sabia da situação da menina era Jihyo, logo a quem ela mais evitada. Tzuyu se sentia culpada. Jihyo tentava se aproximar e a ajudar e a Chou retribuía se afastando ainda mais. A menina ignorou esses pensamentos e depositou a cabeça na mesa. Dormir minimizava a angústia que sentia – ao menos por alguns minutos ou horas. 

 

       Jihyo já se encontrava em casa. Como qualquer universitário responsável, Jihyo fazia os trabalhos assim que seus professores os passavam. Apesar de ter características que qualquer aluno do curso superior mataria pra ter, a Park se entristecia. Conviver com Momo e Eunha a fazia desejar ir pra festas e se relacionar com pessoas aleatórias como as meninas. Não era preciso dizer que Jihyo era extremamente inocente por pensar que aquilo era algo bom mas se divertir momentaneamente não matava ninguém.

 

       O dia terminaria como um dia normal como todos os outros se não fosse pela festa de Irene. Não sabiam as garotas que a noite do dia aparentemente monótono que viviam renderia dor de cabeça e a diversão mais inesperada por elas.

 


Notas Finais


No próximo capítulo começa a "ação". Vai ter hot do próximo capítulo mas não com tanta frequência. A maioria vai ser Dahmo mas vai ter de Samo, Jitzu, Saida etc. Perdoem os erros, prometo que corrijo depois. E é isso. Espero que gostem. Estou aberta a opiniões ;) xoxo


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