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História Como (NÃO) reconquistar seu Ex-namorado - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa noite galerinha!!

Obrigada pelos comentários do cap anterior... estou demorando pra responder pq o Spirit não me deixa "comentar" mais de uma vez.

Espero que curtam o capítulo!!

BOA LEITURA

Capítulo 3 - Capítulo Três - Melhor Amigo


Capítulo 3  

Erik ainda me atormentava, não só em meus sonhos como na vida real. As vezes ele aparecia em mensagens dizendo que se eu ficasse com outro ele iria se matar e outras vezes ele me maltratava ao ponto de me fazer chorar durante uma noite inteira. Ele mesmo disse que procuraria uma psicóloga se isso significasse nosso retorno, mas duvido muito que ele seja capaz disso já que ele nunca acreditou em terapia. O fato é que estou cansada, não só fisicamente, mas emocionalmente.  

Olho para a garota com cara de choro no espelho, preciso me animar. Urgentemente. Mas a verdade é que em meio à minha solidão, Erik sempre esteve presente para tirar o vazio que me consumia quase que por completo. Olhar para meu reflexo sem ele apenas me lembrava da garota que era quando entrei no colegial. Uma bêbada rebelde que era extremamente popular no colégio mas que tentou tirar a própria vida três vezes.  

Erik me salvou. Sem ele me sinto um nada, sem ele, creio que eu possa ser verdadeiramente feliz. 

Dou um leve tapinha em meu rosto e forço o sorriso que treinamos para os jogos, segundo nossa treinadora nossos sorrisos “devem ser tão otimistas que curariam até o câncer”. Gosto do que vejo, mas tenho plena certeza de que poderia ser melhor, com Erik.  

Correndo para fora do vestiário, encontro as meninas se alongando e começo a acompanhá-las. Ser Cheerleader havia começado com uma busca por popularidade, o que eu não precisava, mas depois se tornou a única coisa que fazia sentido em minha vida durante muito tempo. Estar ali, pensar na coreografia e ter controle total sobre meu corpo me deixavam estática. Ouvir os gritos da torcida e ser o que a anima quando tudo parece perdido traz um êxtase que, para mim, é indescritível.  

O treino se inicia e eu, junto com a treinadora, começo a passar a coreografia que usaremos para o próximo jogo. Quando dou por mim as garotas já estavam exaustas por causa do exercício, confesso que também estou, mas consigo manter a postura como se nada tivesse acontecido.  

Na ducha, consigo ouvir o burburinho que é o vestiário. As garotas adoram fofocar enquanto se trocam sobre o encontro que têm com algum atleta e sobre como o professor Freed era extremamente charmoso e eloquente. Essa bagunça duplicava enquanto esperamos nossa entrada nos jogos, conseguimos ouvir toda a torcida e isso faz com que o coração acelere.  

Pronta para voltar para casa, ando até o estacionamento à procura de Caprico, meu motorista particular, contudo, não o encontro por mais que faça um esforço para isso. Franzo o cenho e pego meu celular mandando uma mensagem perguntando onde ele está logo em seguida, se ele tivesse me esquecido, faria questão de demiti-lo eu mesma. Minha visão é encoberta e me desespero.  

—Advinha quem é.  

Ao ouvir a voz familiar, apenas consigo abrir um sorriso. Viro, livrando-me das mãos que tapavam minha visão e vejo aquele rosto que gostava muito de ver.  

—O que está fazendo aqui? —pergunto sem conseguir tirar o sorriso de meu rosto.  

—Estava passando por perto, pensei em te levar para tomar um sorvete. —Gray responde com um sorriso no rosto. —Não precisa demitir o Caprico, eu que mandei ele para casa.  

Arqueio as sobrancelhas e cruzo meus braços.  

—E que autoridade é essa que não dei de mandar nos meus empregados?  

—Sou praticamente da família. —Gray sorri e me guia até seu carro. —Tenho meus privilégios.  

Ele abre a porta para mim e assim que entro ele vai para o lado do motorista. Gray para na frente de uma sorveteria que fica estrategicamente no meio do caminho entre o colégio e minha casa, era ali que passávamos parte do tempo quando ele ainda estudava. Todas as quartas eram dia de sorvete, ele pegava todas as vezes um sabor diferente enquanto eu continuava com o meu favorito de morango.  

As mesas estavam vazias, provavelmente por se tratar de um dia de semana à tarde, isso que fazia daquele lugar maravilhoso. Era sempre assim, nós tínhamos privacidade para conversar tudo o que queríamos sem que ninguém mais ouvisse. Fazemos nossos pedidos e assim que os pegamos, sentamos na mesa mais afastada do local. 

—Quais as novidades, loira? —Ele pergunta dando uma enorme colherada em seu sorvete.  

—Nenhuma, tirando que Erik me expulsou da casa dele depois de tirar minha virgindade e você? 

Falo plena, é incrível como consigo ser extremamente aberta quando estou com Gray. Ele engasga e me olha com os olhos arregalados.  

—C-como assim, Lucy? —ele faz uma pausa. —Quantas vezes eu falei pra não fazer essas coisas com aquele babaca? 

—Não fale assim dele, ele está passando por momentos difíceis. Só isso. —O defendo.  

—Olha o que acabou de me falar. Como tem coragem de defender?  

Não consigo explicar, nem mesmo sei o motivo de defender e continuar insistindo tanto em Erik, só sei que o que senti com ele, acredito que não sentirei com ninguém. Olho para meu sorvete e mexo, a massa rosada se move conforme a colher passa por ela e isso prende minha atenção.  

—Não vamos brigar, ok? Logo estará fazendo dezoito anos, acho que já está grandinha o bastante para fazer suas próprias decisões... por mais estúpidas que elas sejam. 

—Falou o cara que chutou o pau da barraca e saiu da casa dos pais ricos por que queria ser músico.  

—Ei, seu pai é músico, não desdenhe de uma profissão tão honrosa.  

—A diferença é que meu pai fez sucesso e tinha uma gravadora. —Argumento.  

— Não temos uma gravadora. Ainda. —Ele gesticula com a mão para fingir que estava fazendo um tipo de mágica. —Temos uma audição marcada para daqui três meses com a Fairy Tail. 

—E era pra ser grande coisa? —pergunto dando uma colherada em meu sorvete logo em seguida. —Não sei se sabe, mas Makarov é meu padrinho.  

—As audições da Fairy Tail só acontecem uma vez a cada dois anos. Mesmo você não seria capaz de quebrar as regras, dizem que são muito rigorosos sobre o processo seletivo de seus artistas. 

—Se você diz... —dou de ombros. —Acha que têm alguma chance?  

—Acho que sim, nosso vocalista é um compositor extremamente talentoso. —Ele sorri de maneira divertida. —Inclusive, acho que vocês dois se conhecem. Ele é amigo do seu ex-namorado, afinal de contas, o nome dele é Natsu. 

Rio escandalosamente e vejo que as atendentes me lançam um olhar assustado.  

—Não estamos pensando no mesmo Natsu...O Natsu que conheço não é sensível o bastante para ser compositor. 

—Estou te dizendo. —ele aponta para mim com a colher de plástico branco. —Você deveria parar de julgar os outros só pelo que aparentam, mais do que ninguém sabe que não se pode julgar um livro pela capa. 

—Só porque gosto de livros, não quer dizer que esse ditado velho signifique algo para mim, Gray. 

—Bem, pode tirar as conclusões com seus próprios olhos. Ou ouvidos, melhor dizendo. —Ele faz uma leve pausa, acredito que para abrir um suspense. —Teremos um ensaio no sábado depois do almoço na minha casa, se quiser aparecer por lá... 

—Quem sabe? Se eu não tiver nada melhor para fazer...  

—Você e sua mania de inventar que está sempre ocupada, tenho certeza que vai ficar em casa procurando algo novo pra ler. 

Franzo o cenho e aponto para ele com minha pequena colher de plástico. 

—Como pode ter tanta certeza?  

—Sempre faz isso. —Ele suspira. —Lembra de quando não quis sair com o meu primo porque estava lendo aquela saga de livros sobre anjos? Até mesmo inventou que estava doente.  

—Lyon não era lá um bom partido. —Justifico envergonhada.  

Gray dá uma risada extremamente forçada e alta fazendo com que eu agradeça por estarmos sozinhos na sorveteria.  

—E desde quando Erik é um bom partido? —Ele pergunta ainda rindo. 

Reviro os olhos e suspiro. 

—Fala isso porque morre de ciúmes de mim desde quando éramos crianças.  

—Meu ciúmes faz com que eu pense que nenhum homem seja bom o suficiente pra você. —ele explica. —Mas no caso do Erik, acho que ele não é homem o suficiente para ninguém, convenhamos, Lu.  

—Se puder parar de insultar o amor da minha vida, agradeceria muito. 

Gray suspira e balança a cabeça negativamente.  

—Sabe que não vou apoiar você e sei que logo fará uma loucura por causa daquele bosta... mas quero que saiba que estou aqui caso precise recolher seus cacos e prometo tentar te colar direitinho. 

Sorrio com suas palavras e mesmo que ele não dissesse, sabia que isso aconteceria, afinal, somos amigos desde que me entendo por gente. Todas as vezes que briguei com meus pais, ele foi o responsável por me consolar. Mesmo me chamando de chorona quase sempre, Gray era o único que sabia exatamente o que fazer quando me via chorar.  

—Obrigada. —Sorrio pegando em sua mão e a apertando levemente. —Mas não vai precisar pegar pedacinho nenhum, sou extremamente forte. 

—E de onde tirou essa força? Porque que eu saiba, ainda é a mesma chorona de sempre.  

Mostro minha língua e rio para ele. 

—Você é um besta. —coloco meu cotovelo direito na mesa e descanso minha cabeça sobre minha mão. —Sabe...Ainda não acredito que você e Natsu se conhecem.  

—Não deveria estranhar tanto assim, essa cidade é um ovo. —Ele argumenta. —Ainda mais, o conheço desde pequeno. 

Franzo o cenho com tal revelação. Não sei em que mundo estava para não saber disso. 

—Como assim, Gray?  

—Acho que não  vai lembrar, mas Natsu é o filho do jardineiro de casa. —ele faz uma pausa e ri. —inclusive... nós três já brincamos juntos algumas vezes. 

—Não me lembro. 

O desinteresse em minha voz sai forçadamente, tento puxar em minha mente mas não me recordo de nada.  

—Você era pequena... nós tínhamos uns dez anos na época e você uns sete, mais ou menos... Natsu ainda tinha cabelo loiro... 

Engasgo e começo a me lembrar de um vulto loiro em minhas memórias mais distantes. Lembro também que o chamava por um nome extremamente peculiar... 

—Você o chamava de anjinho! —Gray complementa e sinto meu rosto corar. 

—E-eu? —Minha voz mal sai. —Nunca faria isso. 

—Mas fez. —Gray riu. 

—Não acredito... quero dizer... porque nunca me disse isso antes? 

—Sei lá... não achei que ele não seria uma companhia muito a sua cara. 

Fico meio aérea depois da informação. Não consigo acreditar que de alguma forma eu e Natsu somos amigos de infância. Quero dizer, por que ele não me disse isso quando nos conhecemos? Estou há um ano convivendo com ele e mal falou dessa mínima convivência que tivemos. Bem, talvez ele pense como eu, talvez nem mesmo se lembre assim como aconteceu comigo. Quero dizer, se fosse uma informação realmente relevante e uma pessoa importante, com certeza eu me lembraria. 

—Realmente. –Reviro os olhos.—Já basta ter que conviver com esse pé rapado quando estou no bar do meu pai ou com Erik.  

—Queria muito entender qual seu problema com Natsu. –Gray suspira. 

—Tenho todos os problemas do mundo, como não teria? Ele é arrogante, presunçoso e se acha a última bolacha do pacote.  

—Ok, agora que já falamos de você, pode falar do que tem contra Natsu?  

Reviro meus olhos. 

—Eu não me acho tanto quanto ele. –Defendo-me da acusação injusta de Gray. 

—É que você não percebe, mas são extremamente parecidos. Por isso tanto atrito, são igualmente orgulhosos pra perceber isso. 

—Você sempre foi chato assim ou hoje é um dia em especial? –Pergunto com o tom mais cínico que consigo e Gray ri em resposta.  

—Hoje é um dia em especial.—Ele dá uma colherada em meu sorvete.—Não sou chato, só realista.  

—Não vejo nada de realista em montar uma banda onde o Natsu é o cantor e o compositor. 

Gray ri e aperta minhas bochechas. 

—Como você é chata.—Ele brinca.—não sei como aguento.  

—Digo o mesmo.—Rio. 

—Vamos indo? –Ele pergunta assim que dou a ultima colherada no meu sorvete. 

—Está com pressa, Gray? –Pergunto desconfiada. 

—Tenho um encontro.  

—Ah é? –Não consigo esconder minha curiosidade.—Com quem?  

—O nome dela é Tiffany, estamos nos conhecendo.—Ele explica já se levantando.—Fique com o celular porque provavelmente viu te ligar pra saber se minha roupa está boa.  

Suspiro e concordo com a cabeça. Já estou acostumada à ter esse tipo de compromisso como estilista de Gray, sempre que ele sai com uma garota ele pergunta que tipo de roupa deveria ir, sei até mesmo quais são as roupas existentes em seu closet porque a maioria foi comprada comigo. Basicamente uma vez por estação íamos até o shopping comprar algo novo para ele, é cansativo mas já virou um ritual que gostamos de fazer pois é uma coisa nossa, assim como o sorvete.  

Gray me deixa na frente de casa após sairmos da sorveteria e se despede de mim com um beijo na bochecha. Passo pelos grandes portões de ferro e ao chegar em casa, vejo minha mãe saindo do escritório do meu pai ao me ver ela sorri e se aproxima.  

—Como foi na escola hoje, Estrelinha? –Minha mãe pergunta me acompanhando na pequena caminhada até meu quarto.  

—Foi bem. Eu e a treinadora Aquarius estamos fazendo a coreografia para o jogo da final do campeonato.—comento sentando em minha cama.—Depois fui à sorveteria com Gray.  

—Ah e como ele está?—Mamãe pergunta sentando ao meu lado. 

—Está bem, tem um encontro hoje à noite. –Digo me encostando nos travesseiros, sempre que faço isso percebo o quão cansada estou realmente.  

—Ele ainda tem aquela mania estranha de tirar a roupa?  

Rio ao lembrar do costume extremamente peculiar que Gray tinha quando éramos menores. Simplesmente do nada ele aparecia sem nenhuma roupa e demorávamos para achar todas as peças espalhadas pelo quintal. 

—Não. Ele parou com isso quando tinha uns catorze anos, eu acho.  

—Ah que bom. –minha mãe suspira claramente aliviada.—Acho que Mika e Silver devem ter se esforçado bastante pra acabar com esse costume. 

—Devem mesmo...Silver ficava muito bravo por Gray fazer isso na frente dos outros. 

—Pelo menos Gray agora é o motivo de orgulho da família.—Minha mãe sorri.—Igual à minha Estrelinha. 

—É... mais ou menos...—Digo meio receosa e minha mãe me olha preocupada.—Gray entrou em uma banda de garagem e quer seguir carreira como músico mas os pais não são tão fãs disso. 

—Uma banda de garagem?—minha mãe pergunta com brilho no olhar.—Que notícia maravilhosa, imagine até Jude saber!  

—Por que está tão animada? –pergunto totalmente confusa.  

—Ah. É bom saber que está se envolvendo com músicos. Se bem que eles sempre te cercaram a vida inteira...  

—Você e sua tara por músicos—reviro os olhos. 

—Vai entender quando conhecer um músico.—Minha mãe pisca para mim e se levanta. –Agora, vou deixar você descansar.  

—Ok, mãe.  

Minha mãe dá um beijo no topo de minha cabeça e se retira de meu quarto. Fico sozinha até receber uma mensagem de Gray com a roupa que ele vestiria essa noite, a escolha estava boa, mas poderia ser melhor. Digito cada peça que deveria complementar ou substituir outra e ele me agradece.  

Deitada ali, sozinha, fico pensando em como as coisas mudaram. Nunca em minha existência achei que algum dia teria chamado Natsu de qualquer coisa que não fosse pé rapado ou algo do gênero. Também não acredito que ele seja o compositor da banda de Gray, não consigo imaginá-lo fazendo algo assim e muito menos que suas músicas sejam boas.  

Bem, pelo visto, terei que tirar a prova.  


Notas Finais


E ai?? Gostaram da interação do nosso Gray fofissimo com a Lu?

Bjokas e até o próximo


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