História Como (não) se apaixonar pelo seu melhor amigo - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Namjin, Vhope
Visualizações 142
Palavras 1.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OIEEE. VOLTEIIII, PESSOAL! ajdjjshsshw <3

Desculpem por estar repostando o capítulo. Tiveram algumas partes que não me agradaram na hora de revisar. Então, decidi acrescentar algumas coisinhas.

Espero que gostem e me perdoem por isso! <3

Boa leitura. ^^

Capítulo 9 - (Não) vá ao parque


Fanfic / Fanfiction Como (não) se apaixonar pelo seu melhor amigo - Capítulo 9 - (Não) vá ao parque

  Franzi o cenho vendo-o em frente à minha porta. Não nos falávamos há muito tempo, e vê-lo fazer aquela pergunta foi uma grande surpresa. Sua respiração ofegante e olhos semicerrados mostravam o quanto correu para chegar em minha casa.

— Youngsoo? — Ele entrou sem ao menos me deixar terminar de falar.

Tinha uma expressão triste e seu olhar estava fixado em um dos cantos da sala. Algo o atormentava, percebi isso.

— Me desculpa! — Me abraçou, aos prantos.

— Pare de chorar, Youngsoo.

— Você não mentia. Só não confiei porque estava cego e rodeado por várias mentiras, cartazes e boatos.

— Se fosse mesmo meu amigo ou se confiasse em mim, acreditaria no que disse em sua casa. Mas, não, você preferiu me dizer tudo aquilo. Tem noção do quanto me magoou? — Os seus olhos estavam vermelhos e cheios de lágrimas. Tentava conter o próprio choro, mas não conseguia.

— Tudo aquilo foi tentador. As provas que mostraram, Choonhee chorando e tensa, os chupões no seu pescoço... Tudo estava ligado! E isso me deixou confuso. Não queria acreditar que você poderia estar namorando meu irmão. Seria errado!

— Por que seria?

Youngsoo arregalou os olhos e engoliu em seco. Por que estava tenso?

— Isso não importa. Só preciso saber se você me perdoa.

— Eu...

— Por favor, Jungkookie. Você é o meu melhor amigo, e sempre esteve ao meu lado nos momentos que precisei.

Mas me abandonou no momento em que mais precisei de ajuda.

— Aceito suas desculpas.

— Obrigado, Jungkook! Estava com saudades suas. — Sorri.

— Pediu desculpas ao seu irmão? — Assentiu. — Ótimo. Ele não merecia aquela sua atitude.

— Sempre foi um idiota com você.

— Mas ele mudou.

— Tá. Amigos? — Estendeu a mão.

— Amigos. — Retribuí seu gesto.

— Como você pretende mostrar que está falando a verdade?

— Temos um plano. Já está sendo montado.

— Estou aqui, caso precisem de ajuda.

— Obrigado.

Youngsoo me abraçou novamente e saiu, deixando um sorriso sair entre seus dentes antes.

Voltei ao meu quarto, com um peso a menos nas costas. Foi bem estranho tudo aquilo. Principalmente o fato de Youngsoo ter vindo aqui do nada. Quem o convenceu? Provavelmente seu irmão, Jimin.

Anoiteceu rápido. Eu dormia tranquilamente até ouvir ruídos no térreo. Caí da cama assustado, mas logo apressei os passos rumo à fonte do barulho. Eram os meus pais brigando. Fiquei escondido em um canto para escutar melhor a conversa deles.

— Você sempre chega tarde em casa.

— Por que você sempre reclama de tudo, Hyo?

— Você me dá motivos, Yeo! Não para um minuto sequer na própria casa, separa nem um mísero minuto para sua família. Apenas se preocupa com a merda do trabalho!

— Quer que paremos na rua da amargura? Debaixo de uma ponte? Isso é tudo que não quero!

— Mas precisa de um tempo.

— Estou cansado dessas cobranças.

— Ah, é? Por acaso tem outra família?

— O que está querendo dizer com isso?

— Você entendeu muito bem, Yeo. Tem alguma amante?

— O quê? — riu incrédulo. — Acho bom terminarmos por aqui.

— Já está na hora de acabarmos com isso. O divórcio é a única solução para esse inferno acabar.

Fiquei boquiaberto. Meus olhos estavam marejados e muitas memórias dos momentos bons que tive em família vieram e me machucaram em cheio.

— Vão se divorciar? — Entrei na sala, lançando minha pergunta naquele ambiente pesado.

— Jungkook...

— Depois de tudo que viveram? — Minha voz falhou e estava bastante embargada.

— Para onde vai?

— Preciso de um tempo sozinho.

— Jungkook, volte!

Fui para um parque que ficava próximo a minha casa. As lágrimas já rasgavam os olhos, mas meu coração estava ainda pior. Como seria daqui pra frente? Como seria vê-los separados? Suspirei e passei a riscar o chão coberto de areia com os pés enquanto me balançava num balanço.

— Oi. — Uma mão pousou em meu ombro. — Está sozinho e neste parquinho a estas horas da noite?

— O que faz aqui, Jimin?

— Gosto de vir nesse parque. E por coincidência, você está aqui. Mas por quê?

— Estava no tédio. — Suspirei.

— Está mentindo. — Sentou em um dos balanços, passando a me fitar com seus olhinhos castanhos.

Por que tinha que saber tanto sobre mim?

— Eu precisava sair da minha casa por um tempo, Jimin. Meus pais vão se divorciar. Decidiram hoje à noite.

— Eu sinto muito...

— Vai ser difícil. Eles estão juntos desde que eu era um bebê. Não vou conseguir superar tão rápido.

— Entendo você. Perdi meu pai, lembra? Ele e eu não éramos muito próximos, mas ainda o amava. Se eu consegui superar, você também consegue.

— Somos diferentes. Você sempre foi melhor em muitas coisas. E ser forte é uma delas.

— Ei. — Jimin puxou meu rosto para perto do seu. — Você soube lidar com essa loucura que estamos vivendo no colégio muito bem. Está tentando provar sua inocência, mesmo parecendo ser impossível. E, principalmente, sem perder a paciência. Você é incrível, Jungkook. — Seu sorriso se desfez ao ver meus olhos cheios de lágrimas. — Aish. Não quero vê-lo chorando. — Enxugou minhas lágrimas.

Jimin olhou bem nos meus olhos e aproximou ainda mais seu rosto do meu. Senti a textura dos seus lábios, mas me distanciei.

— Não...

— Desculpa, Jeon.

— Eu preciso ir. Está tarde. — Ele segurou meu pulso.

— Não deveria ter tentado te beijar. Foi um erro.

— Todo mundo erra, Jimin. Agora preciso ir.

Saí de lá, aos passos largos. A pessoa que tanto amava estava prestes a me beijar. Só que, por ser um idiota, eu me afastei.

Parabéns, Jungkook.

Minha casa estava toda escura. Parecia vazia. Minha mãe estava sentada no sofá encarando os próprios pés e com o rosto um pouco inchado.

— Jungkook, que bom que voltou. Estava preocupada. — Ela se levantou e beijou todo o meu rosto.

— E o meu pai?

— Está dormindo. Querido, eu sei que é uma decisão complicada para você, mas espero que entenda. O nosso casamento estava indo de mal a pior. Seu pai não estava feliz, e eu também. Apesar de amá-lo, prezo pela minha paz. — Sorri fraco e abracei-a.

— Te amo, mãe. Não vai ser fácil lidar com tudo isso, mas vou tentar. Tudo pelo bem de vocês e da nossa família.

Família. Essa palavra parecia tão distante no momento. O casamento deles estava sendo destruído pelo tempo e trabalho desgastantes. Quiçá, esta era a melhor escolha. Um ambiente de paz era o que mais me fazia falta.

•••

Todos nós estávamos trocando olhares em um canto do gramado do colégio. Ninguém estava lá. Talvez por estarem estudando para as provas que seguiriam durante os dias. Jimin me olhava, com os olhos cheios de porquês e dúvidas.

— Myunjae, você acha que este plano vai dar certo?

— Claro, Youngsoo! Estou me aproximando deles ainda mais. Porém, preciso provar que sou amiga e confiável.

— E o que seria essa prova? — perguntou Seokjin.

— Não posso dizer. Logo saberão. Agora, se me derem licença, preciso ir. Eles não podem me ver com vocês.

— Ela é esquisita — murmurou.

— Eu sei, Youngie. Mas ela é a peça chave para o plano.

Myunjae era misteriosa. Escondia muitas coisas sobre o plano e tudo mais. Porém, tinha algo que chamava mais atenção: o seu ódio por Seokjin. Os dois se odiavam, na verdade. E eles pareciam ter um passado em comum, juntos.

O que seria?

O sinal tocou bem rápido. O tempo logo passou e todos largamos.

— O que vocês acham de Myunjae? — perguntou Hoseok.

— Parece ser uma boa pessoa. Mas ela e Seokjin... escondem algo, eu acho — Taehyung disse e entrelaçou as mãos com a do namorado.

— É. Não sei como conheceu todos os idiotas da escola tão rápido.

Taehyung estava com os olhos arregalados e olhava incrédulo para um lugar fixo.

— É... vamos embora?

— Não, Hoseok. Preciso procurar o Youngsoo para falar sobre um trabalho.

Olhei para o lado. Jimin estava beijando Myunjae no meio do corredor, e com todos olhando estranho.

Me senti um idiota na hora.

— Vou embora.

— Jungkook...

— Eu estou bem. — Ri. — Só preciso ficar sozinho.

— Nós te levamos para casa.

— NÃO PRECISA, TAEHYUNG!

Saí da escola bufando e chutando tudo que via pela frente. Estava com raiva. Jimin estava me usando? Por que quis me beijar naquela noite? E também, por que foi tão legal durante estes tempos?

Deveria parar de me iludir e começar a gostar de pessoas que realmente se importam com meus sentimentos.

Parei no maldito parque que fui na noite passada. Estava vazio. Riscar o chão com os pés não passava de uma tentativa inútil para conter minhas dores.

  Mais uma vez estava sofrendo por alguém que pisava em todas as minhas expectativas.


Notas Finais


Até o próximo capítulo! <3


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