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História Como (não) se apaixonar por Jungkook (Jeongguk-imagine) - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, Oi, quanto tempo, não é mesmo?
Eu gostaria de agradecer aos +200 favoritos, quando eu entrei novamente do site e vi isso, fiquei bem surpresa, muito obrigada, pessoal.
Os nomes das músicas citadas nesse capítulo vão estar nas notas finais.
Bom, para quem ainda acompanha a história mesmo depois de um hiatus de um ano, eu gostaria de explicar algumas coisas. Eu precisava de um tempo para mim, precisava cuidar de mim e para isso, eu decidir me afastar um pouco disso tudo. Eu nunca pensei em abandonar nenhuma história que eu estou escrevendo, mas eu precisava disso. No início do ano, eu tinha pensado em voltar, mas eu parei e pensei: "eu to pronta para isso?" e a resposta era não. Eu não estava, mas agora eu estou completamente disposta a continuar com isso. Obrigada mesmo, gente.
Se vocês verem algum erro na história, por favor, me avisem. ^-^
Ah, mas uma coisa para quem já estava acompanhando a história a um longo tempo, peço que leiam os capítulos antigos novamente, eu alterei algumas coisas e tentei melhorar a minha escrita.
P.S: se você gostar de algo na história, se sinta a vontade para comentar e se você não gostar de algo, pode comentar também, aceitarei suas opiniões de bom agrado. Além disso, comentários me deixam super animada.
P.S2: espero que vocês estejam bem. lembrem-se de se cuidar, assim você também estará cuidando do próximo.
P.S3: se você não estiver bem, minha dm sempre estará disponível.
beijinhos da brubru.

Capítulo 5 - A diferença entre os nossos completamente e infinitamente.


Completamente e infinitamente dela.

 

Abri meus olhos e não conseguia enxergar nada por conta da escuridão do ambiente, me aconcheguei no travesseiro que eu estava abraçando e suspirei ao estranhar a diferente falta de iluminação do meu quarto.

Até onde me lembrava, eu conseguia ver um pouco do meu quarto, mesmo estando a noite, por causa das luzes que vinham de fora da casa. Mas hoje... hoje eu não conseguia enxergar nem se a palma da minha mão estivesse a poucos centímetros do meu rosto.

Decidi fechar meu olhos para tentar dormir novamente e então o travesseiro que eu estava grudada se mexeu.

Demorei alguns segundos para perceber o que estava acontecendo e arregalei meu olhos ao sentir que o meu travesseiro não era o meu travesseiro. Empurrei o corpo que antes estava grudado em mim para fora da cama e escutei-o caindo do chão, e um gemido masculino fui escutado no quarto. Me enrolei na coberta e cobri todo o meu corpo.

Senti alguém subindo na cama e tentando puxar a coberta de mim, objeto que segurei com todas as forças que eu tinha. Escutei um resmungo e um corpo se jogou em cima de mim, minha respiração ficou tensa e tentei tirá-lo de perto de mim.

– Sai de cima de mim, irei chamar a polícia e você ta fodido. – falei e escutei uma risada baixa. – Você ta rindo, seu maluco? – preparei meus pulmões e... – SOCORRO, PAI, TEM ALGUÉM NO MEU QUARTO, SOCORRO – e então, enquanto eu gritava, a pessoa que estava junto comigo no quarto se aproveitou e tirou a coberto do meu rosto tampando a minha boca.

– Você por acaso ta em sua sã consciência, garota? – sua voz rouca me aquietou.

Lembranças dessa madruga começaram a surgir em minha mente.

Jungkook. Bêbado. Sua casa. Banho. Cama.

Ai nossa, nossa, nossa. Mano, eu to na casa do Jungkook. Mano, eu gritei pelo o meu pai na casa do Jungkook. Mano, eu to embaixo do Jungkook. Mano, mano, mano.

– Eu não consigo te enxergar, mas sei que você deve estar linda – eu conseguia sentir sua respiração – O foda é esse seu bafo, mas pode ficar tranquila que eu como seu futuro namorado tentarei me acostumar. – sua boca encostou no meu nariz – Hum, eu acho que essa não é a sua boca.

De repente a porta do quarto foi aberta e suas luzes acesas, direcionei meu olhar para a pequena agitação de pessoas que acabaram de entrar ali. Suas expressões eram de surpresa e seus olhares ficavam indo e vindo para o ser que está em cima de mim e para mim. Olhei para minha frente e vi o quanto a boca de Jungkook estava próxima da minha.

– Não queríamos atrapalhar o casal – Senhora Jeon falou se afastando e puxando o marido para fora do quarto – Nós só achamos que... algo sério estava acontecendo. Não que isso que vocês estão fazendo não seja algo sério, é só que... nós achamos que...

– Não, se-enhora Jeon. Nós não e-estávamos – tentei dizer explicar aquela cena.

– ___, você não precisa explicar nada. Vamos embora logo, querida – o mais velho da família Jeon disse apagando as luzes e fechando a porta – Por favor, tranquem a porta da próxima vez e tentem não gritar tão alto assim.

Levei as minhas mãos para o meu rosto e esfreguei meus olhos envergonhada.

– Tem como você sair de cima de mim agora? E por favor, acenda as luzes. – falei irritada, enquanto empurrava seu corpo para o mais distante possível do meu.

– Por que você não vai acender? – Jungkook falou zombando de mim e não se importando com o meu pedido – Além disso, por favor, pare de se mexer. Eu ainda preciso dormir e minha cabeça está explodindo de dor.

– Bem feito – mostrei a língua, mesmo sabendo que ele não conseguia ver.

Deixe ele se ajeitar em mim e levei minha mão para seus cabelos, o acariciando.

 

~~

 

 

Levava o garfo com panqueca em minha boca, e mantinha-me quieta e de cabeça baixa evitando os olhares dos pais e do irmão de Jungkook, e principalmente o dele. Os quatros conversavam animadamente e tentavam não tocar no acontecimento de antes.

Jungkook colocou um pouco de mel na minha panqueca e eu o olhei.

– Acho que comer isso sem nada não é tão gostoso – deu de ombros.

Voltei a minha atenção para a minha comida e escutei o toque de um celular, Jungkook atendeu e sua mãe tentou conversar comigo.

– ___, eu entendo que esteja envergonhada, mas não precisa ficar assim. Essas coisas acontecem e vocês já são velhos o suficiente para fazerem o que quiserem – me deu um sorriso assegurando que o que tinha acontecido não era nada demais e eu concordei devolvendo o seu sorriso.

– Quando eu tinha a idade de vocês, rapaz, o que caia na rede era peixe – Senhor Jeon comentou – A mãe de Jungkook era apaixonada por mim desde a primeira vez que me viu. Você tinha que ver o quanto ela corria atrás de mim, ___. Acredita que uma vez ela locou um carro de telemensagem e mandou para mim enquanto eu estava em uma aula na faculdade?

– Eu fiz o que? Até onde eu me lembro quem fez isso foi você e além de mandar para a minha faculdade, mandou para a minha casa também – a esposa dele contrariou-o.

– Ah, minha querida, não precisa ficar com vergonha de assumir – disse fazendo carinho nas costas dela.

Senhora Jeon bufou e deixou esse assunto para lá.

– Você já terminou de comer, ___? – Jungkook perguntou e eu afirmei com a cabeça – Então vamos, eu te levo para casa.

Nós nos levantamos, e enquanto eu dava tchau para a família Jeon, Jungkook tinha voltado para o seu quarto para pegar suas coisas.

– Por favor, peça para a sua mãe me ligar, ok? – a mulher da família sussurrou no meu ouvido ao meu abraçar.

– Pode deixar.

Acenei para todos e decidi esperar o mais novo daquele família na porta da frente. Jungkook apareceu ao meu lado abrindo a porta e pegando em minha mão. Entramos no seu carro e seguimos para a minha casa.

Encostei a minha cabeça no vidro e vi que pequenas gotas de água caiam no vidro, ele colocou uma música calma e eu fechei meus olhos curtindo o som daquele ambiente onde estávamos nós dois. Somente ele e eu. Nossos corações e respirações.

Tudo que poderia estar fragmentado sobre ele dentro de mim, naquele momento, durante aqueles pequenos minutos juntos dentro do seu carro, se juntaram e fizeram-me sentir completa.

Mas eu sabia que não poderia sentir nada por ele, nem mesmo uma faísca. Porque eu sabia também que ele não era meu. Ele era dela. Completamente e infinitamente dela.

E eu era dele. Completamente e infinitamente dele.

 

“Se você apenas soubesse o quanto eu gostava de você”

– a música tocava.

 

Meus olhos marejaram e eu senti uma lágrima escorrer do meu olho direito, sequei-a rapidamente e tentei me controlar para não deixar nada escapar. O pensamento sobre ela me doía.

 

Mas eu observo seus olhos quando ela passa, que vista linda para olhos machucados, mais claro do que o céu azul. Ela te deixa hipnotizado”

 

Me doía porquê você só via ela. Eu estava ao seu lado, mas você nunca me olhava com amor. Eu era somente a filha da amiga da sua mãe, certo? A garota mais nova e que não te interessou nem por um mísero segundo.

Você fazia tudo por ela, Jungkook. Ela era o seu céu e o seu coração batia apenas por ela.

 

“Por que você me beijaria? Eu não tenho nem metade da beleza dela. Você deu o seu suéter para ela, é só poliéster. Mas você gosta mais dela”

 

Eu lembro quando nossas famílias combinavam de jantar na minha casa, você sempre chegava atrasado. Ah, você estava em um encontro com ela. Ah, você comentou sobre o quanto ela te faz feliz e até disse que ela é a única pessoa que você gostaria de beijar pelo resto da sua vida. Ah, você disse que ela é a mulher mais linda que você já viu na sua vida e que faria tudo por ela.

Toda vez que eu a via, ela usava algo seu. As vezes um boné, as vezes suas blusas, as vezes seus anéis e as vezes o suéter preto que eu te dei de aniversário. Cada um de vocês dois tinha um guarda-chuva combinando de joaninha, você dizia que era o animal preferido dela e não tinha vergonha de usar, contanto que ela estivesse ao seu lado.

 

“Observo enquanto ela segura a sua mão, você coloca seus braços envolta do ombro dela. Agora estou ficando com frio.

Mas como eu poderia odiá-la? ela é um anjo”

 

Você mantinha um sorriso enorme e verdadeiro quando ela estava ao seu lado, você a abraçava sempre que podia e vivia sussurrando no ouvido dela coisas que a fazia sorrir abertamente. Vocês dois se amavam.

Seu pediu antes de assoprar as velas no seu aniversário de 18 anos, você lembra? Era construir uma família com ela.

Os olhos dela brilharam ao escutar as suas falas e seus olhos choraram de alegria, e então, ela correu em sua direção e te abraçou. Vocês dois passaram o resto da noite se amando e ela dormiu na sua casa.

Eu não a odiava, eu não conseguia e nem poderia.

Ela era uma garota legal e boa, e principalmente, ela amava o Jungkook de todo coração. Eu conseguia ver que os sentimentos dos dois era mútuo e mesmo estando quebrada, eu ficava feliz pelos dois.

No final, eu havia criado um amor não correspondido e não podia culpar e nem odiar ninguém.

– ___, a próxima música é do one directionnnnn – Jungkook disse animado – Você amava eles, lembra? – senti sua mão no meu braço – Ei, você está bem? – me mexi no banco e tentei me virar de costas para ele. Não escutei mais nada vindo dele e eu senti algumas lágrimas caírem.

Merda, eu estava chorando enquanto tocava one direction.

E merda, é a minha música favorita deles.

- But if it's true, it's you, it's you, they add up to – ele cantava baixinho - I'm in love with you and all these little things porra, eu gostava tanto dessa música – Você não vai cantar? É a sua favorita, você vivia panfletando ela – Jungkook perguntou rindo e eu o ignorei – Você dizia que só se casaria com alguém que soubesse, no mínimo, 15 músicas deles. Você ficava tão fofa quando falava sobre eles, eu adorava ver vo-

– Tem como você fechar a boca? – o interrompi e não escutei mais nada.

Senti o carro parar e abri meus olhos devagar vendo que estávamos em frente a uma... sorveteria?

Escutei a porta do motorista fechar e olhei rápido para o lado de Jungkook, e ele já não estava mais lá, e sim passando em frente ao carro e logo depois entrando no prédio ao lado.

Sequei as minhas lágrimas e tentei parecer o mais bem possível. Alguns minutos se passaram e Jeon voltou para o carro me entregando uma caixa.

– O seu sabor favorito tinha acabado, então pedi o meu favorito – e voltou a dirigir.

Eu abri a caixa onde os copos de sorvetes estavam e então... o sabor era de leite condensado.

– O seu sabor favorito não é pistache? – perguntei, Junkook não me respondeu e manteve sua atenção na estrada.

Coloquei a caixa com os sorvetes no banco de trás e cruzei os braços em frente ao meu corpo.

– Você não vai comer? – me olhou preocupado.

Eu poderia comer. Argh, eu queria comer, mas... eu não conseguia.

– Você pode comer – respondi simples.

– Mas eu comprei pra vo-

Aumentei o som do carro e comecei a cantar baixinho fingindo não estar ali com Jungkook.

Depois de um tempo chegamos em frente a minha casa e eu tentei abrir a porta, respirei fundo e tentei novamente abrir a porta e novamente, e novamente, e novamente.

– Tem como abrir essa porra? – me virei para o garoto ao meu lado e ele me olhava curioso.

– Primeiro eu quero que você me fale o que está acontecendo... desde que entramos nessa carro você só ficou quieta, você mal me olhou nos olhos, ___. Eu gostaria que compartilhasse comigo o que você está sentindo.

Abaixei a minha cabeça, me ajeitei no banco e olhei para as minhas mãos.

Até parece que contaria o que estava passando na minha mente para ele. Soltei um riso triste e direcionei meus olhos para a minha casa.

– Por favor, abra a porta para mim. Eu gostaria de estar longe de você no momento.

– Você ta me zoando, certo? – sua voz transmitia certa irritação.

– Tem como abrir esse caralho, Jeongguk?

– E tem como você olhar para mim, caralho? – sua mão encostou na minha – Por favor, ___, não saía desse carro sem olhar para mim.

Tirei sua mão de perto de mim e tentei abrir a porta, de novo. Escutei um suspiro alto e segundos depois senti Jungkook perto de mim, o mesmo abriu a porta, logo se afastando.

– Ta ai, está aberta.

Eu me virei para o banco de trás e peguei o sorvete, sai do carro e senti pingos gelados de água no meu corpo todo, fechei a porta do carro e corri para o portão de minha casa.

Após entrar em casa ensopada, vi minha mãe parada perto da porta da cozinha, corri e dei um abraço nela, sentindo ela me empurrar.

Me afastei dando risada e vi seu rosto irritado.

– Mãe, senhora Jeon pediu para você ligar para ela e por favor, você pode colocar esse sorvete na geladeira, hum? – comecei a subir para o meu quarto.

– Você viu a senhora Jeon hoje? – travei ao ouvir sua pergunta.

Me virei dando um sorriso e encontrei o rosto de uma mulher curiosa pela resposta. Relaxei meus ombros e continuei o caminho para o meu quarto.

– Tenho certeza que a mãe do Jeongguk vai contar tudo para a senhora.

 

 

~~

 

 

Após tomar banho um banho quente, deitei na minha cama de toalha e observei o meu teto.

Eu não entendia. Não entendia porque essas lembranças sobre a ex-namorada de Jungkook surgiram na minha mente e porque o meu coração sentiu uma dor inexplicável e a única que eu sabia fazer era tentar segurar as lágrimas, mesmo falhando miseravelmente.

Eu era tão fraca assim?

E eu... eu não gostava de Park Jimin?

Não era ele a pessoa que fazia os meus batimentos cardíacos aumentarem? Que fazia a minha mão suar de tanto nervosismo? Que eu passava horas observando toda vez que ele altera a cor de seu cabelo?

Eu não era apaixonada por ele?

Senti novas lágrimas se formarem nos cantos dos meus olhos.

A resposta era não. Eu não era apaixonada por Park Jimin.

Eu achava ele atraente e só isso, mas nunca o imaginei sendo apresentado para minha família como meu namorado e muito menos imaginei ele sendo o meu namorado.

Ele era uma fachada.

Uma fachada para mim fingir que os sentimentos que eu sentia por Jeongguk não existissem mais. Uma fachada para mim tentar esquecer todo o amor unilateral que eu sentia. Uma fachada para mim se proteger, porque toda vez que as palavras Jungkook e amor estavam juntas, eu lembraria dela.

Eu sempre lembraria do amor de Jungkook e Ji-eun.


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui, você é especial para mim.
Músicas:
Heather- Conan Gray
Little things - One Direction


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