História Como (não) ser uma babá - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias TWICE
Tags Chaeyu, Nahyo, saida
Visualizações 123
Palavras 2.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ter dificuldades para dormir é um horror. Mas isso me ajudou a conseguir postar, mesmo que algumas horas mais tarde rsrsrs

A fanfic vai ter cerca de uns trinta capítulos. A dona Cat me disse que gosta de coisas longas, então vou fazer bem devagar pra não apressar o enredo, fica mais divertido.

Boa leitura *3*

Capítulo 2 - Eu não tinha escolha!


Quando cheguei em casa –depois de fazer vários nada o dia todo- fiz de tudo para não encontrar minha mãe. Era algo difícil sendo que aquela mulher às vezes gostava de brincar de ninja, aparecendo de repente na minha frente, de trás da porta, e para piorar, às vezes quando armada com a vassoura ela me observava como se soubesse o que fiz no verão passado. Como se ela estivesse avisando pelo olhar que sabia que eu tinha aprontado e estava escondendo a bagunça toda de baixo do tapete.

 

E de fato, como uma criança arteira eu tinha aprontado, e agora estava com medo das consequências, me escondendo para não ser castigada. Mas por quanto tempo vou conseguir esconder da pessoa mais perigosa que mora no mesmo teto que eu? Talvez algumas horas, ou se o diabo me der uma rasteira, alguns minutos. É claro que eu não tinha medo de apanhar. Já sou acostumada a receber umas palmadas bem dadas no meu corpinho maravilhoso. O pior de tudo é a bronca. Eu me sempre me sinto para baixo quando mamãe eleva a voz comigo, pois ela sempre tem razão.

 

Faz dois dias que eu li o bendito jornal do emprego disponível de babá. Eu me sinto de certa forma aliviada por ter ignorado o assunto de ser capacho de pestinhas, mas o outro lado da moeda, aquela parte racional que todos têm, insiste em bater em meu rosto com a palmada da verdade. Eu não quero ser babá, mas essa é a única coisa disponível no momento. Se eu nem ao menos tentar posso perder essa oportunidade e nunca mais achar outra. Mas, babá é a ultima coisa que quero ser.

 

O que eu faço?

Será que se eu pedir uma ajuda emocional para a minha irmã eu saiba o que fazer?

Meu braço não vai cair se eu for perguntar para a minha mana linda.

**** **** ---- **** ****

Suspirei nervosa, apertando meus punhos. Eu sentia que poderia explodir com os meus pensamentos que insistiam em brigar. O lado da razão parecia um lutador poderoso, socando com perfeita fúria o rosto do meu lado desejoso, que almejava voltar para casa, deitar na cama e nela ficar pelo resto da vida. Eu não sabia ao certo o que fazer por isso os pensamentos que invadia minha mente vinham intensamente, me deixando confusa e mais idiota ainda. Às vezes ser fraca emocionalmente te fode de uma maneira inimaginável.

 

Inspirei e expirei algumas vezes, focando meu olhar na imensa casa a minha frente. Eu olhei para o jornal pela sexta vez, confirmando o endereço. Ainda não sabia ao certo o que fazer, tendo uma duvida dominando um cantinho do meu coração. Porém, por mais que eu não gostasse de crianças eu precisava seguir a correnteza. Não poderia deixar uma oportunidade para trás sem ao menos tê-la experimentado. Em primeiro lugar seria muita falta de consideração para com minha mãe que me ajuda sempre. Em segundo lugar seria uma baita de filha da putagem comigo mesma.

 

Eu tinha pensado por um longo dia, refletindo o que era certo e errado para no fim ter essa duvida ainda açoitando minha alma? Não! Porém, não era mais a falta de vontade de cuidar de crianças que não me permitia dar o primeiro passo, e sim a rejeição do emprego. Será que mamãe ficaria chateada se acaso eu não conseguisse o cargo de babá? Essa pergunta me deixava em prantos, principalmente depois da conversa que tive com Mina e Jeongyeon, a namorada dela.

 

No fim, percebi que eu estava sendo uma babaca burra, que Mina podia ser irritante quando desejava e que Jeongyeon só era boa modelo, pois como conselheira até meu gato se sairia melhor. Mas que gato? Sou alérgica!

 

Mas o que importa é que eu tomei uma decisão. Posso não querer ser babá. Mas não vou morrer por vim todos os dias e ficar somente por oito horas com duas crianças. Aposto que não devem ser tão irritantes assim. Tenho certeza que precisarei somente de um pote cheio de brinquedos e pimba, as crianças vão me amar.

 

Animei-me, amassando o jornal e guardando na minha mochila. Eu havia trazido algumas coisas para emergências. Vai que eu não consiga, não é mesmo? Não posso ser pessimista, mas às vezes a vida te dá um chute certeiro no rosto e te desconcerta.

 

**** **** ---- **** ****

— Sua mãe conversou comigo. Ela me disse coisas boas sobre a senhorita. — Uma empregada me recebeu. Achei-a muito gentil, e a cada cômodo que passávamos ela explicava algo. Até parecia que ela tinha certeza de que eu conseguiria o emprego. — Ela disse que se acaso não viesse era para eu a ligar, e sinceramente, eu esperei-a por quase dez dias e estava desistindo, mas ainda bem que apareceu hoje!

 

Sabe quando você sente uma bola chocando-se contra a sua cara? No momento em que ela citou sobre ligar para a minha mãe caso não aparecesse senti como se estivesse me afogando em um lago profundo e gélido. Se eu acaso não aparecesse hoje estaria ferrada. AI meu Deus. Preciso agradecer Mina depois. Ela foi irritante comigo, mas somente graças a ela que aparecia aqui. Nem quero pensar no que aconteceria comigo se acaso eu não tivesse criado vergonha e vindo.

 

— Ainda bem que apareceu. Precisamos urgentemente de uma babá que fique no meu lugar. — Ela sorriu de forma doce. Percebi o alivio em sua voz, como se tivesse saído de uma enrascada. — Cuidar das duas garotas é cansativo. — Riu de modo nervoso.

 

Então são duas garotas? Melhor para mim. Garotas não são tão arteiras quanto garotos. Nada que maquiagem, roupas e uma boa conversa sobre cor de rosa para unir três garotas desconhecidas. Ainda bem que mesmo tendo saído pouco tiver algumas experiências com garotas. Só isso para me ajudar mesmo. Sei como fazer uma menina se acalmar, é bem fácil quando começa.

 

—Então finalmente chegou. — Um mulher baixa apareceu no ultimo degrau da escada. Fiquei hipnotizada pela beleza dela, praticamente babando por seu corpo enquanto ela descia os degraus de forma calma. — Fiquei esperando a senhorita por longos novos dias! — Epa que minha mãe disse que era uma entrevista de emprego e não um emprego certo. Será que a senhora Minatozaki estava me testando para ver se eu realmente viria? Espero que não seja isso, pois quase reprovei. — Eunji querida, pode se retirar. — A empregada curvou-se e saiu em disparata. Para que tanta pressa? —

**** **** ---- **** ****

Eu nunca fui a uma entrevista de emprego, mas sei bem o que acabou de acontecer não foi nada parecido. Suas perguntas foram mais sobre coisas que afirmavam que eu já estava trabalhando para ela. Senhora Kim já havia me escolhido para o trabalho. Ela tinha me informado nos minutos finais. Minha mãe havia dito-lhe coisas boas sobre mim, e isso fisgara seu interesse em mim. Desde o começo ela me queria. Eu não tinha escolha, e enquanto conversávamos percebi que mesmo se eu não tivesse vindo eu seria contratada. Senti-me traída, pois minha mãe já tinha resolvido tudo para mim. Eu só precisava vir e acertar tudo. Aish, desde o começo eu não tive alternativas.

 

— Eu irei buscar alguns papeis para a senhorita assinar!

 

Uma pequena figura apareceu diante de mim assim que a senhora Kim saiu pela porta da sala em busca da papelada. Seus curtos cabelos negros adentravam em perfeito contraste com a pele alva, tornando-a uma garota muito fofa. Ela sorria para mim, e no ato percebi que por pouco, bem pouquinho era estrábico. Mas, diferente do rostinho angelical, suas roupas poderiam instigar até mesmo a mais pura pessoa. O short negro de couro marcava suas cochas, deixando-as mais fartas. O top da mesma cor colado como a outra peça espremia seus seios. Alguns piercing espalhados por sua orelha a dava um ar mais selvagem. E por fim o sorriso provocativo como se soubesse o efeito sobre a pessoa me fazia querer manter distancia.

 

Tentei reagir de qualquer forma, sendo um gesto com a mão ou uma simples fala, mas nem deu tempo de fazer nada, pois como um furacão passou por mim, esbarrando em meu ombro de propósito com uma força que eu poderia dizer que ela nunca teria por causa do tamanho, me levando ao chão. Arfei surpresa, vendo um de seus pés desnudos bem no meio de minhas pernas. Ergui minha cabeça, não sabendo como agir direito, vendo-a sorrir de um modo esquisito.

 

— Me desculpe. – Nada agradável. Rude. Sarcástica. De longe o tom de sua voz fazia jus ao seu rostinho angelical. Por um momento senti vontade de sair correndo. — Eu não te vi. — Estendeu sua destra. Para seu tamanho julguei sua mão grande demais. Dedos longos e finos. Eu fiquei encarando os dígitos pálidos por alguns segundo, demorando em segurá-lo. Ela não havia mudado a expressão, pelo contrário, mantinha um olhar selvagem.

 

— Tudo bem! — Sussurrei não sabendo o que sentir. Ela tinha pedido desculpas e eu havia aceitado, mas ainda não sabia o porquê dela ter me derrubado. — Obrigada. — Enquanto era ajudada a ser levantada, observei seu rosto. Estranhei o sorriso de canto, mas no segundo seguinte o entendi. Sem mais o menos, soltou minha mão.  Eu estava quase ficando em pé, mas por estar suspensa cai com tudo.

 

—Eu sou bem desastrada. — Riu divertida enquanto me observava a olhar. Não acredito, que pestinha. É segunda vez que ela me derruba e eu nem fiz nada para ela.

 

Eu sou enganada para ter que passar por isso? Já vi que tive um começo ridiculamente desnecessário. Só espero que ela seja uma amiga das crianças que eu tenho que cuidar, ou então eu enforco alguém.

 

Espera. Se eu matar alguém irei presa, então adeus faculdade.
Será que torturar alguém com uma colher de plástico é crime?

 

Neguei com a cabeça, não querendo me aprofundar muitos em meus pensamentos. Não posso ficar irritada com a garota. Ela deve estar me odiando por eu ser a nova babá dela. Geralmente crianças ricas são mimadas. Eu só preciso conquistar elas aos poucos como acontece com os personagens nos meus animes preferidos.

 

Isso.
Eu vou conquistar ela uma hora ou outra.
Tenha fé Minatozaki Sana.

 

Sorri para mim mesma, olhando para a morena, mas, ao invés de minha atenção se pregar a ela, acabei achando outra pessoa. Uma garota, um pouco mais alta que a tomboy, também de cabelos negros e uma aparência de uma princesa. Seu vestido branco e rosa a deixava extremamente fofa. E nossa, essa garota é tipo aquelas meninas que todos os garotos querem como namoradas.  

 

Espera.
Eu tenho que parar de analisar as garotas que eu irei cuidar.
Tenho que me focar em outra coisa. Como o fato de ainda estar no chão.

 

Mas. Ela é tão linda.

 

— Desculpe pela minha irmã. Ela às vezes é irritante. — Passou direto pela morena. Sua voz ocasionou arrepios em meu corpo. Quando ela parou a minha frente à única coisa que fiz foi me perder em seus olhinhos intensos e belos.

 

Suspirei, me hipnotizando por aquele olhar tão calmo. Mesmo sendo pequena, ela tinha uma aura incrivelmente forte, me fazendo perder o ar por alguns instantes. Seu olhar focado em mim despertou uma sensação estranha em meu interior, porém eu ignorei, e não querendo continuar na posição vergonhosa, ameacei levantar, mas me limitei apenas a lhe olhar confusa quando sua mão se estendeu em minha direção.

 

Sua pequena mão tocou-e assim que estendi a minha. Nossos olhares se encontraram e de repente eu senti um choque em minha palma, percorrendo minha mão por inteira e subindo pelas veias, me assustando. Seu sorriso engrandeceu de forma um tanto quanto fofa me fazendo sorrir junto.   Apertei a mão dela, sendo puxada para cima, mas, de repente, sem que eu pudesse expressar algo ou fazer menção de qualquer raciocínio, sua mão soltou-se, e mais uma vez eu cai no chão. Arregalei os olhos enquanto observava a garota rir da minha cara.

 

Novamente seu olhar me fisgou, e logo o mais puro sarcasmo moldou-se nos lábios róseos. Cerrei meus olhos, não acreditando que mais uma vez eu tinha sido sacaneada e nem aceitando a realidade de que o anjinho angelical de segundos atrás tinha se transformado em um demônio. Como se quisesse completar a sua diversão, levantou sua mão mostrando grudado na mesma um dispositivo de choque.

 

Filha da mãe.


Notas Finais


Pobre Sana. Mesmo se ela fugisse para as colinas ela trabalharia :v

Quantas vezes mais será que a Sana vai cair?

Dubchaeng parecem ser tão arteiras rsrsrs


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...