História Como (Não) sobreviver ao ensino médio - Capítulo 7


Escrita por: e mitsuha-taki

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink
Personagens Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé
Tags Ação, Drama, Hentai, Hot, Jikook, Min Hyun, Shoujo
Visualizações 16
Palavras 3.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltamos com mais um capítulo fresquinho pra vocês 💜

Espero que gostem 💜

Boa leitura 💜

Capítulo 7 - No fundo do poço


Fanfic / Fanfiction Como (Não) sobreviver ao ensino médio - Capítulo 7 - No fundo do poço

Busan, duas e trinta e oito da tarde.

Os raios de sol escaldante em contato com minha pele, gesticulavam pequenas gotas de suor enquanto caminhávamos a passos longos até a fire, onde ocorreria a tal batalha de rap. Jungkook e eu andávamos calados após nossa discussão de quase agora, o moreninho ainda estava sem camisa, uma hora ou outra eu revirava meus olhos para as meninas foguentas que não desviavam as orbes de seu abdômem recém definido, e deixavam ainda mais derespeitoso seus comentários de baixo calão, de certa forma era um incômodo e uma falta de vergonha na cara tremenda.

— Como está sua testa?

Jungkook comentou enquanto atravessávamos a rua. Imediatamente passei a mão no local sentindo uma ardência no corte.

— Dói apenas quando eu coloco a mão. — Fiz uma careta.

— Vamos em uma farmácia comprar curativos. 

— Jungkook-ah, não precisa. Eu tenho isso. — Movimentei sua camisa onde estava manchada com o sangue do meu corte, e pressionei em cima do mesmo. — Você precisa de uma camisa. Está chamando muita atenção. — Me referi ao seu abdômem exposto.

— Eu gosto de chamar atenção. — Entrelaçou meus dedos no dele. — Espero que assim as garotas disfarçam pelo menos.

Caminhamos até um ponto de ônibus próximo onde esperariamos o paquerinha de Jungkook, vulgo Jimin, onde o mais velho nos levaria de carro até o local desejado. O barulho dos veículos que passavam próximo aqui, e os falatórios audíveis, foram substituídos pelo toque do meu celular que começou a tocar, olhei de relance pra tela, era mamãe. Provavelmente ela já sabia de tudo, Lins deve a informou, rejeitei a chamada com a consciência pesada e um aperto no coração anormal. O que me restava agora, era aproveitar o resto do meu dia, pois o momento em que eu colocasse meus pés em casa, estaria ferrada, literalmente.

— Estou me sentindo culpado por ter te incentivado a isso.

Jungkook percebeu o meu longo suspiro e a falta de consciência estampado em minha testa junto ao corte que ainda sangrava.

— A culpa não é sua, eu aceitei de livre e espontânea vontade.

Depois de alguns minutos tagalerando, um grande carro da cor cinza range rover estaciona bem a nossa frente, nos revelando o Park, com seus fios cor de rosa bagunçados pelo vento, e seus óculos pretos em sua face, seus lábios carnudos e avermelhados o deixava mais atraente o possível. Sua regata branca deixava sua pele exposta da clavícula pra baixo, onde Jungkok engoliu em seco, sei disso pois ouvi e lhe encarei na cara de pau.

— O que aconteceu com vocês? — O Park comentou assim que reparou em minha testa e comeu o abdômem exposto de Jungkook sem disfarçar com os olhos.

— Cai do muro. 

Me levantei do banco caminhando até a porta de trás do carro que meu moreninho abriu pra mim.

— E eu usei minha camisa como curativo.

Jungkook entrou no veículo sentando-se ao lado de Jimin, onde o rosado lhe acompanhava com o olhar a todo momento, a viagem por si foi rápida — não entediante — pois o moreninho e o rosinha flertavam a todo instante, mereço. Desviei meu olhar de ambos encarando meu celular novamente, havia treze ligações da mamãe, e agora quem me ligava era Taehyung.

— Não vai atender? 

 O Park perguntou alternando seu olhar entre a estrada e eu.

— Não. — Suspirei. — É o tê.

— É melhor atender, não quero problemas com o seu irmão.

— Fica tranquilo.

— Pelo menos mande uma menssagem o alertando que está viva.

— Certo.

Chegamos onde seria a batalha de rap, o bairro era bastante distante da escola, quase perto da favela mais próxima, no processo do caminho pra cá, o Park havia emprestado seu moletom para o corpo de Jungkook não ficar exposto, ao descer do carro fui surpreendida ao saber que só poderia entrar quem possuía mais de dezoito anos, fiquei ainda mais chocada quando reparei que o rosado possuia identidades falsas para mim e Jungkook. Eu não estava crendo, peguei o documento em minhas mãos olhando de cada ângulo diferente, aquilo estava prefeito, surpreendente.

— Como você—

— Tenho um amigo que trabalha com isso. Ele fez de graça.

Jimin me interrompeu retirando minhas dúvidas.

Ficamos parados em frente a bilheteria para comprar os ingressos , fiquei com medo de por um momento a moça da bilheteria soubesse de tudo que estava acontecendo, e tudo iria diretamente pelo ralo. Mais pelo contrário deu tudo certo, mas saberia eu que por dentro eu gostaria que desce errado. Talvez o peso de tudo o que eu fiz estivesse refletindo estampado na minha testa, psicografado. Assim que cruzamos os portões me deparei com um enorme galpão, com um palco médio no centro, as arquibancadas em  volta ordenadas por poltronas, estava lotado, havia apenas poucos lugares restantes. Depois que analisei tudo entendi do por que o lugar só ser frequentado por maiores de dezoito anos; havia tudo o que eu odiava, bebidas alcoólicas, bastante gente e drogas, algumas ainda estavam na base da nicotina — mais dane-se, irá morrer de qualquer maneira mais rápido.

— Está lotado, essa batalha será épica. — Jungkook comentou, pude perceber a alegria em sua voz e em seu comportamento, pois quando se empolga muito fica dando pulinhos.

— Vou descolar algumas bebidas pra gente. — O Park silibou. — Enquanto isso vocês podem ir procurando lugares vazios.

Tarefa difícil.

— Está bem.

Nos separamos, Jungkook e eu fomos para a esquerda em busca de nossos respectivos assentos, andando entre as bancadas a cima, não encontrávamos nenhum lugar, quase que chegando nas últimas fileiras, acabariamos de encontrar três lugares perfeitos — ele era no alto; então não haveria cabeças para atrapalhar nossa visão.

— Parece que foi reservado pra gente. 

Jungkook disse, onde em resposta lhe dei um aceno de cabeça.

Não demorou muito pro Park tomar nossa atenção, ele havia se sentado ao lado de Jungkook, o rosado possuia três bebidas em mãos, estendeu uma delas em minha direção com seu sorriso singelo, exitei por um instante e acabei por aceitar e pegar a maekju — bebida alcoólica coreana.

Dei os primeiros goles, e achei horrível,  o líquido descia rasgando pela minha garganta, era muito ruim mesmo, talvez por eu ser careta de mais e não beber aos dezessete anos de vida não estaria acostumada, mas fora isso, era aceitável, dava para beber na força do ódio. 

Minha atenção que estava na bebida em minhas mãos foi tirada assim que meu celular acabará de apitar revelando as constantes menssagens na minha barra de notificação; haveria cinco de tê, e sete de mamãe.

está bem encrencada quando voltar mocinha.

Reli as menssagens de mamãe uma, duas, três vezes e nada de tomar vergonha na cara e ir embora, eu estaria ferrada de qualquer jeito, o que me resta é encher a cara mesmo. Sem pensar duas vezes revirei o líquido da garrafa na boca, era horrível. Assim que acabei de engolir tudo se formou uma careta em minha face pelo líquido amargo.

— Opa, vai com calma. 

Jimin deu pequenas batidinhas em minhas costas sorrindo.

— Sun, está bem? — Assenti percebendo o olhar preocupado do moreninho sobre mim.

A verdade era que não estava nada bem, tudo dando errado, minha vida estaria pior do que o dia de sexta feira treze.

— Vai beber isso aí? — Apontei para a garrafa de Jimin.

— É toda sua. — Estendeu a mesma pra mim.

Dei mais algumas goladas no líquido ruim a minha frente, na esperança da bebida concertar tudo de errado na minha vida. Tomei um grande susto quando as luzes se apagaram, havia fumaça de efeitos especiais no palco, revelando que iria começar a batalha. A galera toda animada se levantaram no mesmo instante, algumas garotas gritavam alto com alguns cartazes em mãos que não me importei em saber o que estaria escrito,  os constantes gritos demonstrava animação da galera, um motoado de gente gritava J-hope em uníssono, algumas tochas que estavam posicionadas na maior parte do galpão se acenderam automaticamente. Agora eu havia entendido do porque do nome fire, a batalha era iluminada por fogo; bem arriscado.

O palco foi tomado por um rapaz de personalidade forte e cheio de si, não consegui reparar muito nele por conta das constantes luzes em volta do mesmo, ele foi anunciado como J-hope, era certo que o mesmo era conhecido, muita gente gritava chamando sua atenção, a sua vestimenta era diferente, mais não deixava de ser estilosa, ele usava uma toca vermelha, com a calça larga da mesma cor, eu sentia confiança em sua voz.

Logo depois o apresentador havia mencionado seu concorrente, o chamavam de suga mais também era conhecido como agust-d, o mesmo entrou no palco confiante de mais, percebia pelo seu geito de andar, sua vestimenta não estava diferente do seu oponente, mas suga parecia mais ousado, usava uma calça jeans preta rasgada nos joelhos, a camiseta da mesma cor, por cima usava um casacão vermelho, com um boné branco e o capuz do casaco por cima, reparei nos imensos cordões que habitavam em seu pescoço ,uns maiores que o outro, chamava atenção pela cor dourada brilhante.

Deu se início a partida com os rappers tirando ímpar/par para ver quem começaria. J-hope ganhou, os dois se separaram no palco cada um no seu lugar e então o garoto soltou a voz, ele cantava super rápido, cheio de gestos e atitudes, seu rival lhe encarava analisando a cada movimento seu,  de fato J-hope era talentoso, as pessoas novamente começaram a gritar seu nome, aumentando sua confiança, exibindo seu charme e talento o mesmo acabará de performar com seu jeitinho galanteador dando uma piscadela na direção das meninas que causou euforia no público inteiro.

As luzes brilhantes e as fumaças de efeitos especiais no palco não permitia eu analisar melhor.

Era a vez de suga, o mesmo antes de soltar sua voz deu uma gargalhada gostosa que ecoou pelo galpão todo, em outras palavras ele estaria sendo — debochado/ ousado — de mais, começou com a batida até ele iniciar as primeiras de muitas palavras, a forma que ele pronunciava elas era absurda, sua agilidade e rapidez era descomunal eu estaria em choque, o público novamente ficou de pé gritando e pulando a cada palavra que o mesmo pronunciava. Suga havia se entregado totalmente a batida, se movimentava pelo palco sem esconder o deboche em suas atitudes, teve o momento que o mesmo parou de cantar e voltou com força total — creio eu que era mostrar que não precisava de playback — ato realmente ousado. 

a to the g to the u to the std.

E com um sorriso e um dedo do meio o mesmo terminou sua performance, o mesmo respirava ofegante enquanto olhava ao redor, o público gritando seu nome.

— Eu estou arrepiado, o maluco é bom mesmo.

Jungkook comentou.

— Eu disse, estou extremamente surpreso também.

— Ele ganhou? — Perguntei encarando os dois.

— Ainda não, eles ainda vão contar os votos.

O Park silibou dando uma golada na bebida de Jungkook.

— E porque eles estão todo tampado assim? — Me referia as vestimentas de ambos e principalmente de suga.

— Isso é estilo. — O Park comentou.

— Oh. 

Beberiquei um pouco de meu líquido.

— Pega leve com isso. — Jungkook deu um tapinha na minha mão. — Daqui a pouco estará bêbada aí.

Revirei meus olhos.

— Não sou irresponsável igual você. 

Os gritos aumentaram, aí logo em seguida me concentrei em o que estava acontecendo, assim que meus olhos caíram sobre o palco, o apresentador acabará de anunciar o vencedor da batalha de rap, suga.

O mesmo constatou que foi quase um empate, por dois décimos J-hope havia perdido. Meu coração errou uma batida na mesma hora que Suga havia retirado seu boné e o capuz que cobria seu rosto.

— Aquele não é o—

— Yoongi?! — Completei a frase de Jungkook sem uma afirmação constante — Digam que eu estou chapada, e estou delirando.

— Se for isso eu estou na mesma.

Yoongi/Suga falou algumas palavras no microfone como agradecimentos, recebeu o prêmio que era uma quantia de dinheiro e antes de se retirar do palco abraçou J-hope que o parabenizava pela vitória, assim que se retirou o entrevistador voltou a falar. 

 Pisquei meus olhos respectivas vezes na esperança de raciocinar o que estaria acontecendo, minha expressão de chocada não acreditava que o homem que presenciei no palco seria o meu professor, o homem que conheci a semanas atrás, inacreditável. Os gestos ousados, a confiança, tudo, não poderia acreditar que era o Yoongi. Oh céus, ele é rapper, admitindo isso pra mim parece ser mais inacreditável ainda. Passei minhas mãos por meus fios de cabelo castanho os jogando pra trás, minha respiração começou a ficar descompassada e minha visão embaçada; efeito do álcool.

Deixei a bebida de lado, já consciente que eu deveria parar, ainda me lembrava dos minutos atrás quando o Yoongi acabará de entrar no palco, surpreendente, respirei fundo derrotada por estar pensando de mais nele, isso nem é da minha conta, abaixei minha cabeça e dei um tapa forte na minha testa para me livrar desses pensamentos, ato inútil, onde em resposta comecei a sentir uma dor e uma ardência no local, o meu tapa havia acertado o corte, passei meus dedos em contado a minha pele sentindo o líquido avermelhado escorrer por minhas mãos.

Droga! murmurei com uma expressão de dor em minha face.

— Preciso ir ao banheiro.

Me levantei as pressas com as mãos no corte tentando diminuir o fluxo sanguíneo, fazendo os dois rapazes prestarem atenção em mim.

— Está tudo bem? — Jungkook comentou preocupado.

— Tá sim.  Eu gostaria de saber—

— Terceira porta a esquerda.

O Park me interrompeu.

— Obrigada!

— Quer que eu vá com você? 

— Não precisa, Jungkook.

Silibei tais palavras as pressas antes de sair correndo afobada até o banheiro, esbarrei em algumas pessoas que estavam bebendo e fumando em frente ao enorme portão, pressionei  meus dedos frente a minha pele que ainda sangrava, as gotículas de suor que escorriam por minha testa se misturavam com as gotas de sangue de meu corte pingando em meu uniforme manchando o tecido branco. Minha vista foi ficando turva e escurecendo junto a minha respiração que estava ofegante, em seguida, fui obrigada a parar de correr e me encostar na parede, parece que o álcool começou a agir. 

— A gatinha está perdida?

Ouvi uma voz grossa ser transferida atrás de mim me assustando.

Havia quatro homens a minha esquerda, eles conversavam enquanto compartilhavam bebidas e cigarros, o cheiro forte da fumaça da nicotina acabará de me provocar ânsia de vômito.

— O gato comeu a língua dela.

Um deles comentou.

— Parece que se envolveu em uma briga. — O homem que trajava um boné preto murmurou.

— Ah não. Isso foi apenas um acidente. — Me referia ao corte.

— Está sozinha? — O primeiro homem que havia mexido comigo perguntou dando um passo a minha frente. 

— Não.  é. eu. Eu vim com o meu namorado. 

Menti.

— Se não quiser mais ficar com seu namorado pode vim se divertir com a gente.

— Ah claro. — Sorri falso.

Percebi aos murmúrios que falavam entre eles, tenho certeza que era sobre mim, me virei as pressas para ir embora.

— Espera! — O encarei assim que o homem havia segurado meu braço com uma certa brutalidade. — Pra você.

Me estendeu o seu maço de cigarro.

— Obrigada mais eu não fumo.

— Pega agora!

Disse autoritário.

— Eu já disse que não fumo.  — Falei no seu mesmo tom de voz onde em resposta o mesmo  apertou mais meu braço — Me solta, está me machucando.

— Abusadinha.  

Ele riu aproximando seu rosto do meu.

No mesmo instante em que fui sentindo sua respiração próxima a minha ergui meu punho pra cima acertando em cheio sua face, o ato havia sido doloroso pois ouvi seu grunhido de dor, apertei meu punho sentindo meu sangue ferver pela adrenalina de agora, minha pele havia ficado vermelha na região em que tinha o socado e um pouco dolorida pelo ato recente. O rapaz virou seu rosto em minha direção onde pude visualizar perfeitamente seu nariz vermelho ensanguentado e seu olhar furioso sobre mim.

— Eu mandei você me soltar.

Apertou meu braço.

— Sua des—

— Solta ela cara!

Senti uma pressão forte sobre o meu corpo, olhei pro lado vendo o cara jogado no chão. Pisquei algumas vezes até meu olhar ser direcionado a um Yoongi com a respiração ofegante e os punhos cerrados, ele havia o empurrado no chão, seu olhar preocupado foi de encontro ao meu me causando um frio na barriga. Forcei minha visão para conseguir enxergar melhor já que a mesma acabará de ficar turva.

— Quem você pensa que é? 

O mesmo homem se levanta do chão tendo a atenção voltada toda pra si, não consegui entender o que estava acontecendo, meu foco foi tomado pela ânsia de vômito que se apossou de mim, consegui ficar lúcida o bastante para notar os amigos do homem ir embora de fininho, as pessoas ao redor parecia não se importar com o que estava acontecendo, era como se isso fosse normal por aqui, minha atenção foi tomada por um gemido de dor, Yoongi havia acertado um soco no rapaz que caiu no chão, creio eu que desacordado.

— SunHee! 

Caminhou até mim as pressas.

— Yoongi! 

— Você. Tá bem? Está sentindo alguma dor?. — Segurou meu rosto entre suas mãos me encarando.

— Não. Eu quero vomitar.

Senti os braços de Yoongi envolverem a minha cintura me colocando em seu colo, ajeitei minha cabeça na curvatura de seu pescoço sentindo sua pele quente me aquecer, minha cabeça girava a cada vez  que ele se movimentava, minha vista escurecia de uma hora a outra, me causando desespero. Respirei fundo devastada, senti seus pelos da nuca se ariçarem assim que minha respiração foi de encontro a sua pele exposta. Ouvi um barulho de porta sendo aberto me livrando das meus pensamentos, meus pés foram de encontro ao chão, quase havia caído se não fosse por Yoongi, que acabará de me segurar. O mesmo me pegou pelas mãos  me guiando até a porta branca de madeira, era um banheiro.

Me sentei no chão as pressas e imediatamente abri a tampa do vaso sanitário,  onde vômitei tudo que eu havia digerido essa manhã, senti as mãos de Yoongi sendo posicionadas em minhas costas em um carinho me incentivando a vomitar mais, o mesmo segurou meus fios de cabelos em um rabo de cavalo desajeitado enquanto se ajoelhava ao meu lado em silêncio. Minhas bochechas foram molhadas pelas constantes gotas de lágrimas que saiam dos meus olhos, eu estava no fundo do poço.

— Você não precisa ver isso.

Me levantei do chão desajeitada fechando  a tampa do vaso me sentando sobre a mesma puxando a descarga em seguida.

— Você não precisava está passando por isso. — Yoongi retrucou minha fala a modificando, seu olhar questionador vagava sobre mim me avaliando, e de repente lhe encarar virou uma tarefa difícil. — Não vou ficar te enchendo de perguntas, você já tem idade o suficiente para saber o que faz, só me explica o que foi isso na sua testa.

Os de fios castanhos havia sido direto o suficiente, suas palavras veio para mim como um tiro.

— Isso foi um acidente bobo. 

Me encarou por alguns segundos muito sério, sua expressão facial era indescritível, não conseguia manter o meu olhar no dele, pois estava muito intimidador.

— Você deveria está na escola.

Depois de algum tempo comentou.

— E o que você tem haver com isso?

A minha resposta saiu de repente, no automático. Me arrependi amargamente por te las dito.

Yoongi se retirou do banheiro sem falar nenhuma palavra comigo, e muito menos me olhar, me amaldiçoei diversas vezes por estar passando por isso, como ele disse; eu não precisava estar passando por isso, maldita ideia idiota. A porta se abriu novamente o revelando, dessa vez ele estava com uma maletinha em mãos, junto a um copo de água.

— Beba, aqui tem uns analgésicos. — Me entregou —   Vamos cuidar dessa testa para não inflamar.

Tomei dois comprimidos de uma vez e dei uma golada na água. 

Yoongi pegou um pequeno banquinho se posicionando a minha frente onde abriu a maletinha de primeiros socorros, fiquei calada apenas o observando, ele parecia saber o que fazia. Prendi a respiração assim que seu rosto se aproximou do meu, foi um ato rápido de susto.

Ele riu.

— Você está tensa.

Senti ser colocado na minha testa uma espécie de pomada, confesso que ardeu um pouco.

— Aí! 

Resmunguei pela ardência.

— Calma.

— Desde quando você é rapper? 

Perguntei tirando um suspiro do mesmo.

— Você não está em condições de fazer perguntas. — Me encarou.

— Mais eu—

Me calou pondo seus dedos na frente da minha boca como se estivesse pedindo silêncio.

— Depois você tira suas dúvidas.

Ficamos nos encarando em silêncio paralisados, como se estivéssemos brincando de estátua, por um momento senti meu coração disparar rápido, certamente eram os analgésicos fazendo efeito. Yoongi balançou a cabeça de um lado pro outro como se estivesse acordando de um transe, pegou os band-ads coloridos da maletinha se aproximando do meu rosto para colocá -los em minha testa.

— Yoongi!

O chamei assim que seu rosto estava a milímetros do meu.

— Hm.  — Murmurou.

— Obrigado. 

Soltei a respiração de uma vez sem saber que estava prendendo.

Ele ficou em silêncio por um curta período de tempo.

— Apenas estou retribuindo.

E de repente nossas testas estavam coladas, apenas se ouviam a nossa respiração descompassada no ambiente.

— Eu—

Engoli em seco.

— Você? — Me incentivou a falar umidecendo seus lábios com a saliva, ato que eu eu reparei como se estivesse em câmera lenta.

— Eu— Mordi os lábios.

Encarei sua boca a milímetros da minha, ele notou meu olhar sugestivo sobre si alternando seu olhar entre meus olhos e minha boca.

— Eu quero vomitar.

E quando eu menos esperava fui atingida por uma ânsia de vômito, desabando tudo em seu corpo de uma vez só.

Droga!


Notas Finais


O que acharam?? 💜


Até breve gente ..


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