História Como nos tornamos amantes...? - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Yaoi(gay)
Visualizações 4
Palavras 1.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Início do Pesadelo


Toda aquela conversa estranha sobre o Damien não me deixou nada bem! Estava me sentindo péssimo, e permaneci assim pelo resto do dia.

Papai ficou trancado no seu quarto. Mamãe havia dito que ele estava dormindo, mas não coloquei muita fé de que era isto o que ele estava realmente fazendo.

Mamãe permaneceu em casa. Ela tinha que contar para as meninas sobre a história do Damien, e cuidar do papai também. Adam apenas ficou na sala assistindo TV, mas ele apenas passava pelos canais, mudava o volume, e ficava olhando pra TV como se não houvesse nada ali. Eu tentei permanecer da mesma forma que estava desde quando acordei pela manhã, mas estava difícil. Anoiteceu rápido. Fomos todos dormir e tentar esquecer sobre o Damien, aquele monstro que não queria simplesmente desaparecer sem antes fazer todo mundo sofrer. Principalmente a mamãe e o papai.

Quando deitei na cama, adormeci rápido. Mas tive um sonho estranho. Estava no meu quarto, o céu estava vermelho lá fora, e a estranha luz daquele dia entrava para o quarto e se espalhava pelo mesmo trazendo um ar horripilante. Não ouvia som algum. E não estava sozinho no quarto. Havia um cara alto e musculoso de ombros largos sentado na cama de costas para mim.

-Q-quem é você?- Perguntei meio assustado.

O homem se levantou. Quando se virou para mim, seus olhos estavam completamente sem vida e sangue escorria por seu corpo. Ele parecia meio atordoado. Ele riu. Uma risada alta e sinistra.

-M-me responda! QUEM É VOCÊ?!- Desta vez gritei minha pergunta.

Ele começou a se aproximar de mim. Comecei a tremer de medo daquele homem sangrento que se encontrava á minha frente. Ele me encurralou. Era maior do que eu pensava! Tanto que eu parecia um gnomo de jardim perto dele. Lágrimas escorreram por seus olhos. Um sorriso macabro se formando em seu rosto. Começou a falar com a voz trêmula:

-V-você t-tem medo d-de m-mim ovelinha?- Perguntou dando risadinhas. Ainda mais macabras.

Ele me encarava sem ao menos piscar. Tentei andar para trás para fugir do mesmo, mas me choquei contra a parede. Ele se aproximou ainda mais. Colocou seus braços, um de cada lado da parede.

-P-por q-que foge o-ovelinha? E-eu não v-vou t-te machucar! N-não m-muito! Você é-é b-bem bonitinho! S-só que-quero te f-fazer m-meu!- Ele ria mais ainda.

Ele pareceu aumentar ainda mais de tamanho. Tentei mais uma vez fugir em vão. Ele me agarrou. Ele ficou coberto por pelos e os dentes afiaram, como um lobisomem. Ele arrancou minha roupa e lambou meu corpo inteiro enquanto suas mãos me tocavam em lugares indesejados. O maldito arfava e gemia. Me debatia tentando me soltar. Mas ele era mais forte! Gritei desesperado por socorro. Acordei dando de cara com a Lydia. Ela me olhava de olhos arregalados, chorando baixinho com a mão na boca. Devia ter gritado durante o pesadelo.

-L-lydia?- Perguntei confuso sentando na cama. Ela soluçou baixinho.

-V-você estava se d-debatendo d-demais e-e-então eu-u fim aqui te... Ver...

-Eu estou bem Lydia. Foi só um sonho ruim. Obrigado por se preocupar comigo. Vá dormir agora! Não quer ter olheiras, certo?

Ela assentiu para mim saindo do quarto. Antes de fechar a porta,ela olhou para mim. Apenas assenti para ela. Ela me deu um "boa noite!" baixo e fechou a porta atrás de si, indo embora. Suspirei pesadamente.

Coloquei minha mão no peito. Meu coração batia acelerado. Me lembrei daquele homem lobo me lambendo e tocando e me encolhi na cama sentindo nojo.

Depois de um tempo, escutei passos vindos do corredor. Era papai. Reconheço os passos arrastados que o mesmo dá quando esta cansado ou triste.

Abri uma brecha na porta e olhei. Ele estava indo para o andar de baixo. Jogou seu terno no sofá. Ficou olhando para a tela iluminada do celular por um tempo. Ficava dando voltas e voltas pela sala.

Ele estava sofrendo por causa do Damien. Desci as escadas dando um pequeno susto nele.

-Papai, por que desceu? Esta com fome?

-Não filho, na verdade, não estou não.- Ele suspirou. Sorri para ele para tentar passar confiança.

-Então o que houve? É o Damien, não é?- Percebi que não adiantaria tentar esconder que não tinha ideia sobre quem o estava fazendo sofrer assim, então, fui direto ao ponto. Ele olhou para baixo, como se apenas o nome "Damien" já fosse o suficiente para dilacerá-lo.

-Damien deveria ser um assunto morto a muito tempo.

-Tá tudo bem! Não tem como ele simplesmente voltar para casa papai. Deve ser um blefe. Não faz sentindo ele querer voltar após tantos anos.- Tentei dizer.

-Erik, vamos deixar algo bem claro aqui, você não sabe NADA sobre o Damien. Não tente falar o que não sabe filho, por favor!- Me senti confuso.

-Não acho que o Damien seja realmente alguém ruim...- Tentei provar mais para mim mesmo do que para ele. Papai fez uma cara de puro nojo.

-Espero que você jamais o conheça Erik!- Ele se aproximou de mim.

-Por que você e a mamãe falam assim dele? Ele também é filho de vocês!- Ele abriu a boca, mas não proferiu uma única palavra por um tempo. Esperei até ele conseguir falar.

-Você ainda é muito inocente Erik, apesar de já ter passado por muita coisa. Você sempre quer ver algo de bom nos outros, e isto não é algo ruim, mas pode ser ruim para você, porque a maioria não vai aceitar este seu jeito. Principalmente o Damien.- Ele falou. Me sentia gelado.

-P-papai...- Ele resolveu continuar.

-Não se iluda achando que todos podem mudar e se tornarem boas pessoas Erik, porque não é assim que a vida funciona. Infelizmente. Consegue compreender isto filho? Não pense que o Damien vai chegar aqui para pedir desculpas e tentar fazer as pazes novamente.- Ele disse.

Não queria que fosse verdade, mas papai não estava mentindo. Eu nunca conheci o Damien. Por que eu estava defendendo ele sem nem ter certeza de suas atitudes? Eu estava sendo um idiota! Estava cego pelo meu desejo de tentar nos tornar uma família feliz.

-Entendi papai.- Olhei firmemente para ele.

-Bom! E só mais uma coisa. Se Damien aparecer aqui em casa enquanto eu estiver fora, qualquer coisa ruim que ele tentar fazer, você vai revidar! Está bem? É pode revidar mesmo!

Ele subiu as escadas. Provavelmente já sentia sono e iria dormir. Também voltei para o meu quarto.

 

 

 

 

 

Apesar de que ainda estava apavorado com a ideia de ter aquele mesmo pesadelo novamente.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...