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História Como pedir um escorpião em namoro? - Capítulo 1


Escrita por: e FairyTail_Verse


Notas do Autor


Essa fic começou com uma ideia que o companheiro e parceiro de @FairyTail_Verse @HaruOkami me deu e ele colocou a confiança nos meus ombros que eu poderia fazer uma coisa bacana com ela. Espero que tenha gostado do resultado, amigo!

Um salve pra @misminei por mais uma betagem que ela me faz! Muito obrigado mesmo, colega!

Meus agradecimentos para a @DarkAnnie pela capa e pelo banner! Tá tão gostosinha esses dois que tô com vontade de comer essa capa! Obrigado! Você é uma artista excelente!

Por fim, meu salve pra colega @Priint pela leitura crítica! Muito obrigado pela atenção com ela!

Vamos à leitura!
Aproveitem!

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Como pedir um escorpião em namoro? - Capítulo 1 - Capítulo único


I

São Bernardo do Campo, Brasil

24 de outubro de 2019


O gatinho azul sorridente ainda estava preso no zíper da mochila. Aquilo acalentou o coração dela. Tinha posto toda a alma naquele trabalho, uma obra que consumiu a noite inteira. Estava na arquibancada da quadra da escola. Ela olhava para onde estava o dono da bolsa, com ela em suas mãos. 

“Chame a atenção dele… Como eu sou boba! Ele nunca ia olhar pra mim”, lamentava-se Lisanna para si mesma. Aquela foi uma tentativa de fazê-lo olhar para ela no dia dos professores. Natsu Duarte era intenso, tanto em campo, como na vida fora dele, como todo nativo de escorpião. Esquivava-se como água pelos adversários até atingir a cesta e marcar o ponto. Essa era a mesma atitude dele com as amizades, com a vida real. O rapaz de cabelos rosados falava com todo mundo, mas não se fixava em ninguém em particular. recebia muitos elogios e presentes, mas demonstrava poucas emoções. Escorpião era um signo misterioso por natureza, ela sabia disso, mas ela era uma capricorniana persistente.  

Se o “crush” recebesse um presente chamativo demais, buscava guardar. Caso fosse uma coisa mais discreta, ele costumava usar por um tempo e depois colocava no fundo do baú. Como capricorniana trabalhadora, a albina o acompanhou por tempo o suficiente para calcular o tempo que o gatinho azul ficaria com ele. Pelas suas contas, o objeto já passara do prazo de validade particular dele. Ficava feliz e ao mesmo tempo temerosa com aquela informação, sentindo borboletas revirando no estômago.

— Lisanna, Lisanna… — disse uma voz, despertando-a. Era o rapaz de cabelos rosados.  

 — Oi, Natsu, desculpa! — disse ela, entregando a mochila para ele. 

— Calma, só quero pegar uma garrafa d’água… — disse ele, sorrindo. Ele achava graça no gesto dela, enquanto que a arquibancada ria. As bochechas da albina ficaram tão vermelhas que pedia para que a terra se abrisse e a tragasse naquele instante. Ela era uma capricorniana séria, afinal de contas.  — Bora parar! — Natsu mandou e todo mundo abafou as risadas. Ele pegou a garrafinha e colocou-a de volta. — Não fica assim, esse povo é besta mesmo. — O rapazinho musculoso voltou para a quadra e continuou o jogo. Um alento, que não se sabe de onde veio, aqueceu seu coração. Ele era afetuoso, todos os signos de água são. Continuou a vê-lo jogar e a pensar nas desgraças da vida até que uma mão tocou em seu ombro. Era Lucy, sua melhor amiga. 

— E aí? Como vai? — perguntou a loira.

— Virando alvo de chacota do povo de novo… — respondeu a albina, melancólica. Lucy gargalhou.

— Não fica assim… Isso só acontece porque você é tímida demais… Já pediu ele em namoro? — perguntou a amiga. Lisanna arregalou os olhos e quase se entala com o ar que respirava.

— ‘Cê é louca? Como você fala uma coisa dessas? 

— Ora, ‘tá na sua cara! 

— ‘Tá na minha cara porque eu te falei! 

— Também! Mas você não acha que dá muita bandeira com isso? Todo mundo sabe que foi você quem deu esse gatinho pra ele… 

— Ah, quer saber? ‘Tô com vontade de rasgar essa droga! O Natsu é muito cheio de si, todo confiante. Ele nunca ia namorar uma menina como eu! — disse a albina, revoltada com sua falta de atitude.

— Pára com essa sua melancolia capricorniana! Você já recebeu um “não” dele pra falar uma coisa dessas? — perguntou Lucy, encarando a amiga. 

— Não. Não mesmo. 

— Então não se diminua! — disse Lucy, dando um tapão nas costas dela. Lisanna ainda estava muito triste com sua falta de coragem. — Quer saber? Vamos no Méqui da Marechal depois da aula? 

— Pra segurar vela, é? 

— Não sua rabugenta! Pra gente ter um papo sério sobre esse teu “crush” com uma pessoa que conhece ele de verdade. — disse a loira, sorrindo. A albina se resignou e aceitou o convite.


II        


O McDonald's (carinhosamente abreviado para Méqui, por iniciativa da própria Arcos Dourados aqui no Brasil) da rua Marechal Deodoro, a rua comercial de São Bernardo do Campo, estava sempre lotado naquela hora da tarde, mas a fila não demorou muito. Depois de dez minutos, cada um estava com seu “big mac” na bandeja, tomando um suco “del Valle” de maracujá.

— Então você ainda tá no dilema de se declarar pro Natsu? — perguntou Gray, o rapaz de cabelos pretos espetados e camisa regata. Ele era o melhor amigo do Natsu e conhecia-o como ninguém. Lisanna quase teve um treco.

— Gray! Ajuda aí, pô! — disse Lisanna, discretamente. — Sabe, gente, eu ainda ‘tô naquelas de achar que é feio uma mulher chegar num cara e dizer que tá a fim dele… — explicou-se. Lucy riu.

— Meu Deus, que conservadorismo é esse? — disse a loira. — Estamos no século 21! Não acho que tenha que ter essa coisa de o cara chegar primeiro! Fui eu quem chegou primeiro em você, né, amor? — disse a moça, dando uma bitoca em Gray.

— Mas eu já tava a fim antes e você sabe… 

— Isso não muda o fato de eu ter chegado em ti antes e ter falado na tua cara, Gray! — disse Lucy, puxando a gola da camisa dele. Lisanna sorria.

— Sei lá, tenho medo de ele não estar tão a fim quanto eu penso… Ele é tão misterioso, sempre charmoso… 

— Pois eu te digo que o Natsu nunca namorou. — Soltou Gray.

— Nunca namorou? Com aquele bando de menina rondando ele? 

— Pois é, nunca! — disse Gray, gargalhando. — Ele é muito reservado, sempre foi, mas também nunca deixou de dar atenção pra ninguém… 

— Tô vendo.. — disse Lisanna, cabisbaixa. Lucy e Gray se olharam, como se tivessem escondendo um segredo.

— Li, o que te atrai tanto no Natsu pra você gostar tanto dele? — perguntou Lucy.

— O jeito dele ser carinhoso. Ele gosta de gatos, sabe? Tem um cinco na casa dele, e eu ajudei a resgatar. Se essa é uma coisa que nos une, prefiro ficar agarrada nesse lado dele — disse ela, sorrindo. — Ele fica tão bonitinho cuidando dos gatos… Fora que eu tenho uma tara por homem como ele, que faz atletismo! Aquilo dá um tesão! — disse a albina, corando que nem morango para a risada dos amigos.

— E o que você acha que ele gosta em você? — perguntou Gray. 

— Bem… Eu tenho cabelo curto e sou meio baixinha… — disse Lisanna, irônica.

— E seu dissesse que ele gosta de menina esforçada e trabalhadora? — disse Gray, sorrindo com malícia.

— Isso só pode ser pegadinha, né? — respondeu Lisanna feliz, pensando nas características de seu signo que mais lhe agradava. Baixou a cabeça e ficou meditando nisso, enquanto os colegas comiam. Ela realmente não tinha preguiça pra nada, sempre buscava adiantar as tarefas tanto da escola, quanto de casa e tinha prestado uma série de vestibulares para ver em qual faculdade poderia ficar. De preferência, queria ficar com uma que Natsu escolhesse também, pois sabia que ele queria fazer educação física, e ela, química. Mas esse pensamento era uma quimera em sua mente, fruto da paixonite e platonismo que nutria por ele. 

— Ele gosta sim. Ele tem vergonha de falar, mas gosta… — explicou Gray, terminando seu lanche.

— Li, se o Natsu tivesse aqui perto e na sua frente, o que você diria para ele? — perguntou Lucy.

— Gente, agora que vocês falaram, ‘tô até com um pouco de ânimo aqui, mas já ‘tô acostumada que isso tudo é fantasia… Olha, se ele tivesse aqui, eu ia falar que eu amo muito o que ele faz! Gosto da pessoa boa que ele é e… Natsu, quer namorar comigo? Eu sei que eu sou melancólica e chata, mas sou muito amorosa também que nem você! A gente pode resgatar gatinhos juntos p’ra adoção… O que acha? ‘Cê topa? — disse a moça, já acostumada com sua vergonha. Lucy deu um chute nos pés de Gray e apontou para trás de Lisanna, onde uma pessoa segurava a bandeja e preparava para descartar seu lixo. 

Era Natsu. Lisanna estranhou os amigos sorrindo, mas virou a cara pra ver e tomou um susto daqueles, típico de desenho animado. O rapaz estava com mais cara de incredulidade que nada. 


III


Depois daquele susto, os quatro foram para a rua municipal, explicar-se com o rosado. Era a rua que ficava atrás da Marechal e, ao contrário da primeira, era vazia que só. Natsu ficou encostado numa árvore, só ouvindo a albina. Lucy e Gray estavam por perto também, mas começaram a se afastar aos pouquinhos.

— Lisanna… eu nem sei como começar essa conversa com você… Eu não sei nem o que vocês ‘tavam fazendo lá e… — disse ele, coçando a cabeça e olhando para o chão.

— Eu sei, sim! A Lucy me enganou! Eles sabiam que você ia pra lá e me arrastaram sem eu saber… Armaram a arapuca e eu caí direitinho… — disse Lisanna, repetindo os mesmos gestos dele. Natsu não aguentava aquela agonia de querer fazer xixi nas calças e segurou a albina pelos braços, sem desviar o olhar dela. Ela se assustou e encarou-o também. 

— Li, abre o jogo aí! Que negócio é esse de me pedir em namoro? — perguntou. A albina tomou uma coragem que nunca imaginou que tivesse e encostou-o de volta na árvore. 

— Natsu, eu sempre achei que a gente combinava juntos… Eu sempre ‘tive a fim de você desde o primeiro ano, mas me contentei com a sua amizade! Ainda sou virgem, poxa! Você já deve ter saído com essas cocotas que te cercam! 

— Que negócio é esse? 

— Eu não quero entrar na facul com isso no meu peito! — Os olhos azuis dela lacrimejaram. — Ano que vem, vou pra Metodista, sabe? Eu queria que você fosse pra lá também… 

— Pera… 

— Natsu! Eu tô a fim de você, cara! Eu tô a fim de verdade! Não vou repetir o que eu disse lá no méqui! Quer ficar comigo? — disse ela. Gray e Lucy gritaram atrás do carro onde se escondiam. O casal NaLi voltou a ficar com vergonha, mas a necessidade de pôr as coisas às claras era maior que a vergonha. 

— Mas não era namorar?   

— Eu me contento só de ficar agora… — disse Lisanna, virando as costas e cruzando os braços. — Agora que já ‘tô com a minha cara no chão, o que vier é lucro… — disse ela. O casal Graylu lamentou-se. Aos poucos, o rapaz de olhos caramelados tocou no ombro dela e virou a moça para encará-lo. 

— Olha… Vamos lá pra minha casa… 

— Na minha casa logo de cara? Aí não! — indagou Gray, com Lucy ao lado, fazendo os efeitos sonoros.  

— Cala a boca, lesado! — respondeu Natsu. Depois, ele continuou a falar com a albina. — Vamos lá pra minha casa agora e… 

— E… 

Natsu agarrou Lisanna e deu um beijo na boca dela. Ela se entregou de braços abertos aos carinhos dele. Foi o melhor beijo de sua vida e até se emocionou por ele corresponder à essa pequena parcela de seus sentimentos. Escorpianos amam profundamente, mas se entregam aos poucos, sentindo a firmeza do terreno. Assim foi aquele beijo. Começou com um simples selinho, depois já estavam enroscando as línguas, um dentro da boca do outro. Até mesmo o rosado deslizou as mãos suavemente na cintura dela até a coxa, sentindo a curvatura do bumbum. Ela fez a mesma coisa, dando uma leve beliscada no traseiro dele.

“Nossa, cara safado!”, pensou. Escorpião é um signo muito sensual. Diante daquela cena, Lucy reproduziu os sons de ternura, típico dos seriados. Soltaram-se, segurando as mãos. 

— E vamos passar amanhã no Metrópole, ver um cineminha e fazer essas coisas que namorados fazem… — respondeu ele, com mais vergonha que a albina demonstrou. O coração dela foi envolvido por um acalento que a fez disparar um sorriso largo no rosto, cheio de expectativas. 

— Então… 

— Eu aceito. Eu também ‘tô pensando em fazer facul na Metô — disse ele. Os dois saíram de lá com um sorriso tímido no rosto e mãos dadas. Eles desceram o imenso morro que era a rua rapidamente, fugindo dos amigos. Lucy jogou um saco de confetes neles, que estourou quando atingiu a cabeça dos dois. A rua ficou suja e, pra sujar mais ainda, Gray apareceu com um saco de farinha. 

— Filha da mãe! — disseram Natsu e Lisanna, correndo atrás dos amigos arteiros.


FIM



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