História Como sair impune de uma vida miserável - L3ddy - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Palavras 3.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olar!
Devo avisar que a história vai tomar um rumo bem dramático agora, e momentos L3ddy serão mais intensos (não disse bons) a partir dos próximos capítulos.

E. não. me. matem. please.

Boa leitura <3

Capítulo 18 - Pesadelo


Fanfic / Fanfiction Como sair impune de uma vida miserável - L3ddy - Capítulo 18 - Pesadelo

Point Of View Narradora

 

FlashBack On

 

 

- Lucas! Venha aqui. – Paschoal o chamou, enquanto conversava com o sócio de sua pequena empresa de eletrônicos na sala de sua casa. O imóvel era relativamente simples, apesar do bom salário do pai, que dizia querer economizar para gastar em coisas mais importantes do que uma casa daquelas, e muito menos com sua mãe, que jazia chapada no quarto do andar de cima da residência, necessitando urgentemente de cuidados médicos.

Lucas, então com onze anos, saiu do jardim onde brincava sozinho e correu até a sala o mais rápido que pôde, temendo que o pai ficasse bravo com sua demora. Não raras vezes apanhou do mais velho que não se importava em deixar hematomas no corpo do pequeno devido sua agressão.

- Traga as cervejas que estão na geladeira, agora. – Esbravejou quando viu o menino chegar na sala. Lucas saiu em disparada, trazendo um balde com gelo e quatro garrafas dentro. Colocou-o na mesa de centro enquanto os homens conversavam e já ia sair quando ouviu a voz irritada lhe dirigir a palavra novamente.

- Ei moleque, quem disse que te dispensei? Pode sentar aqui, para de agir feito criança e comece a aprender sobre os negócios, porque é onde você vai trabalhar quando tiver dezoito anos.

 

O sócio do pai sorria satisfeito, assentindo com a cabeça, em sinal de concordância com a atitude de Paschoal.

 

- Mas eu não quero isso, quero ir brincar com o Luba... – Paschoal rangeu os dentes ao ouvir o nome que tanto odiava. Luba. O adolescente que fazia T3ddy abrir-se em sorrisos, com brincadeiras idiotas, ao invés de lhe ensinar como ser homem de verdade. Achava que o loiro queria desvirtuar o filho e viu Olioti cair direitinho.

- Você. Vai. Ficar. Aqui. – Falou pausadamente, tentando controlar a voz. T3ddy encolheu-se, sentindo-se frustrado por não poder ir brincar com o amigo. Inconscientemente, suspirou alto e isso fez o pai fechar os olhos de raiva.

- Bem, Paschoal, vejo que precisa educar melhor seu filho. Vou indo, mais tarde conversamos sobre o andamento do projeto da empresa. – O sócio saiu, deixando um Paschoal constrangido e com raiva, e quando este fechou a porta, olhou para T3ddy de forma aterrorizante. O menino arregalou os olhos.

 

- Vou te ensinar a comportar-se na frente dos outros, e já que quer virar um bichinha como seu amigo, vou te fazer esse favor também.

 

Então agarrou o menino pelo braço com força, levando-o até o banheiro, fazendo com ele o que continuaria fazendo por longos seis anos, repetidas vezes: Depois de bater-lhe com toda força, estuprou-o com violência. 

 

E aquela foi a primeira vez em que T3ddy começou a ver imagens, em seu sonhos, de seu pai queimando como brasa no inferno.

 

FlashBack Off

 

 

 

 

Pesadelo.

 

Era a única coisa em que Olioti esperava que fosse aquele momento.

Não poderia ser real, obviamente sua mente estava lhe pregando peças e logo menos iria acordar muito bêbado no apartamento do seu amado enquanto sentia as náuseas da ressaca chegando, e tomaria um longo banho para sair para suas corridas matinais.

 

Mas isso não aconteceu.

 

O homem transfigurado começou a caminhar em sua direção, e o moreno viu quando as pessoas se afastaram, receosas, daquela expressão demoníaca. Sua roupa era toda de couro, inclusive a jaqueta preta surrada e a calça que continha alguns rasgos mau feitos.

 

Ele sorria. Um sorriso mortal e medonho.

 

Seus passos ecoavam pelo pátio, e o som já havia sido desligado em todos os carros.

 

- O que... Seu pai...? Mas T3ddy... – Luba questionava ao seu lado, mas o moreno não ouviu. Sua mente estava inundada com as lembranças da infância e se perguntava como diabos aquele monstro escapou do incêndio tão bem planejado e executado. Sua voz retumbou pelo ambiente.

 

- Não vai dar um abraço no seu pai, filho? Que falta de gentileza... – Sua boca se retorcia a cada palavra dita, pois a pele parecia a ponto de se romper. Olioti reuniu forças, após digerir aquela situação, para fazer-lhe a pergunta mais óbvia.

- Como...? – Seu coração martelava no peito. O outro parou de andar, ficando a poucos metros dos garotos.

- Como posso estar vivo? É isso que quer perguntar e não consegue, filho? Deus... Eu percebi que Deus realmente existe. Ele me salvou para terminar de cumprir minha missão... E me abençoou para encontrá-la bem aqui. – Olhou Olioti nos olhos, causando um tremor no mesmo. – Você é minha missão, Lucas. Vem passear com o papai?

- T3ddy, amor, vamos sair daqui. – Luba falou baixinho próximo do ouvido do moreno, ainda sem acreditar nos próprios olhos. Aquilo com certeza não acabaria bem. Mas o homem percebeu.

- Lucas! Você também está aqui... O famoso viadinho que achava que poderia tirar meu filho de minhas mãos. – Seu tom era desdenhoso.

 

Olioti ficou furioso. Ainda tentando assimilar os acontecimentos, andou dois passos para frente, ficando mais próximo.

 

- Saia daqui, Paschoal, se não quiser que eu termine meu serviço... – Ele claramente estava se controlando. Porém, ao ouvir essas palavras, Paschoal avançou, ficando frente a frente com o filho, que não recuou.

- Eu gostaria muito de ver você tentar, pirralho.

 

Luba estava desesperado, de olhos arregalados. Tentava, ansiosamente, pensar na melhor forma de saírem dali o mais rápido possível. O homem era uma cabeça maior que T3ddy, e apesar da dureza da postura do moreno, Luba sabia que havia medo. O medo mais profundo de rever seu pesadelo bem na sua frente. Naquele momento, o loiro desejou com todas as forças que ele houvesse de fato terminado o serviço; não sentiria pena de ver Paschoal caído no chão, sem vida.

 

Ficou ao lado de Olioti, pegando em seu braço de leve.

 

- T3ddy, vamos sair daqui. Não deixe esse homem entrar na sua cabeça.

- Não se preocupe, princesa. – Paschoal o olhou friamente. – Ele vai vir comigo de qualquer forma, a não ser que queira começar um jogo de quem mata quem primeiro bem aqui, na frente da plateia. – Abriu os braços, e algumas pessoas começaram a se distanciar, entrando em seus respectivos carros.

- Eu só quero você morto. – T3ddy pegou a Taurus que estava na parte de trás da sua calça e a apontou bem no meio da testa de Paschoal. Todos gritaram e saíram correndo, menos os amigos dos garotos. Natália já ia se posicionar para liderar a situação como policial, mas T3ddy foi mais rápido.

- Por favor, Natália, não se envolva nisso. Não envolva mais ninguém.

- Lucas, pelo amor de Deus! – Luba já ofegava. Aproximou-se do moreno, colocando a mão em seu ombro, em uma tentativa de acalmá-lo. – Amor, solte isso... Vai ficar tudo bem, eu prometo... Vamos sair daqui. – Sussurrou calmamente. T3ddy fraquejou ao ouvir sua voz; o loiro tinha domínio sobre ele, conseguindo derrubar suas estruturas com apenas um toque.

- Puta merda, precisamos fazer alguma coisa! – Gustavo gritou, tirando T3ddy do curto transe.

- Isso aqui está ficando interessante... – Em um movimento rápido, Paschoal pegou a arma da mão do moreno, rapidamente desmontando-a e jogando-a ao chão. T3ddy ficou boquiaberto; nunca alguém conseguiu desarmá-lo. Pegou a mão de T3ddy, que ainda estava na posição de atirar, e o puxou, prendendo seu braço atrás de suas costas, imobilizando-o e virando-o de frente para o loiro. Luba gritou ao ver a expressão de dor intensa do moreno.

- Solta ele, seu cretino! Filho da puta, se fizer alguma coisa...

- Eu e meu filho teremos uma longa conversa, e não quero ninguém metido nisso. – T3ddy urrou de dor quando seu braço foi apertado mais fortemente. – E se alguém me seguir, meto uma bala na cabeça.

- Luba, vai ficar tudo bem... Vão embora, todos vocês... – T3ddy rangia os dentes, tentando falar. Paschoal o puxou em direção ao carro, empurrando-o pelo lado do passageiro e se dirigindo para o lado do motorista. Ligou o carro e saiu a toda velocidade, deixando todos muito assustados.

 

Os olhos verdes derramavam lágrimas em abundância. Abria a boca e fechava repetidas vezes, sem saber o que fazer.

 

- P-Preciso ir atrás dele. – Saiu em disparada em direção ao próprio carro, mas foi interrompido por Christian, que segurou seu braço, lançando um olhar de compaixão e medo.

- Ei Luba, não faço o menor caralho de ideia do que está acontecendo aqui, mas você ouviu o que o cara disse. Se alguém segui-lo, já era!

- E você acha que vou ficar aqui esperando ele entregar o T3ddy? Nem se eu fosse louco! – Soltou-se do amigo, e Karen, que estava encolhida em um canto, chamou sua atenção.

- Luba, ele não tem GPS no celular? Podemos rastreá-lo daqui. Natália, será que pode usar o computador da delegacia?

- Claro. Pode demorar um pouquinho, já que a criptografia do sistema é um pouco lento, bem mais do que se tivéssemos a placa do carro. Vamos agora!

 

Todos seguiram para seus carros, e Natália para sua moto, rumo à delegacia. O peito de Luba estava prestes a explodir. Não poderia deixar que aquele ser fizesse algo de ruim com seu amor, sabia que T3ddy não agüentaria. Não que fosse se matar ou algo do tipo, mas jamais seria o mesmo novamente. Só de pensar em Paschoal machucando-o, Luba sentia uma raiva subir-lhe à cabeça, deixando-o cego.

Depois de quinze minutos chegaram à delegacia. Gustavo ficou ao lado de Luba, enquanto Natália ligava o computador de sua sala. Christian, Lira e Karen ficaram na recepção, aguardando ansiosos.

 

- Nós vamos encontrá-lo, tenho certeza disso. – Gustavo queria muito saber o que aconteceu com o amigo, e o que de tão ruim havia acontecido para deixá-lo tão assustado, coisa que nunca acreditou que T3ddy ficaria um dia. Foi até o filtro, encheu um copo com água gelada e foi entregar ao loiro, que recusou.

- Beba pelo menos um pouco, você precisa se acalmar para pensar com clareza, Luba. Por favor... – Relutantemente, Luba pegou o copo e bebeu tudo de uma vez só. Sentaram-se nas cadeiras em frente à mesa da Natália, que estava concentrada na tela do computador.

- Rápido Nah, pode ser tarde demais... – Suas mãos tremiam e Gustavo estendeu a própria e apertou-as, tentando acalmá-lo em vão.

Após vinte minutos, depois de vários xingamentos e maldições direcionadas ao computador, Natália gritou.

 

- Achei!

 

(...)

 

O silêncio no carro era ensurdecedor. Olioti olhava para o painel, procurando qualquer coisa que pudesse lhe servir de arma, mas não encontrou nada. Cogitou a hipótese de tomar o volante, mas estavam a mais de cento e vinte quilômetros por hora, além de com certeza morrerem os dois, iria envolver outros carros de pessoas que não tinham nada a ver com a situação.

Evitava a todo custo olhar para seu lado esquerdo. Paschoal não disse uma palavra, até chegarem à entrada de uma madeireira que estava às escuras. Franziu o cenho, e sentiu gotas de suor deslizando pela lateral de seu rosto, pronto para atacar o homem assim que descesse do carro. Quando pararam, o moreno desceu depois do homem, e foi em sua direção com punhos cerrados para acertar-lhe o rosto, mas Paschoal foi mais rápido. Desviou do soco e lhe segurou os braços, fazendo T3ddy se debater e usar as pernas, mas foi levantado do chão.

 

- Você continua a mesma criança mimada de sempre, não é mesmo? – Abriu a porta do depósito, fechando-a em seguida e acendendo as luzes amareladas, que mostraram as várias prateleiras com madeiras em suas diversas formas e tamanhos. Jogou o rapaz no chão, fazendo-o bater a cabeça em uma mesinha baixa de madeira, e na hora abriu-se um ferimento na lateral da testa do moreno. Olioti ficou zonzo por alguns segundos, mas levantou-se rapidamente, pondo-se de pé, e encarou o homem. As luzes amarelas só o deixavam com a expressão mais aterrorizante. Sentiu um nó em sua garganta, e viu o quanto estava em desvantagem em relação ao outro, que era muito maior e parecia saber lutar.

- Sabe, quando eu estava no meio daquele incêndio, vendo sua mãe queimar ao meu lado, sentindo o cheiro de carne queimada e minha pele arder, eu só pensava em uma coisa, Lucas. – T3ddy deu um passo para trás, e tocou a mão em um pedaço de madeira longo, já planejando seu ataque. – Em como te mataria se eu conseguisse sair daquele inferno.

 

O homem não viu o movimento rápido do moreno em sua direção, e só se deu conta do que aconteceu quando sua testa foi acertada com força pela madeira. Sua pele rasgou-se, mas a dor não o impediu de investir contra T3ddy, pegando o taco de sua mão e o acertando em suas costelas. O moreno urrou, caindo no chão, colocando os braços ao redor do próprio corpo.

 

- O que você quer de mim, porra? Quer me matar, então faça isso logo! – Seus olhos lacrimejaram pelo dor intensa em seu corpo, mas reprimiu-se rapidamente. Nunca daria àquele homem o gosto de vê-lo vulnerável.

- Eu até gostaria, mas pensei em algo melhor depois que saí do hospital. Demorei para te achar, Lucas. Você sabia realmente como se esconder.

- Eu nunca me escondi, não sou covarde como você. – Paschoal fechou a cara, tocando a testa e sentindo o sangue escorrer.

- Já que você quer tornar as coisas mais difíceis, por mim está tudo bem. – Andou até o moreno, pegou-o pela gola de seu moletom e desferiu um soco em cheio em seu maxilar. O rapaz levou a mão até o local, que parecia em chamas, apertando os olhos. Tentou levantar-se, mas suas costelas doíam demais, com certeza estavam partidas.

- Eu vou matar você, com três tiros nessa sua cabeça imunda. – Ofegou. O outro riu.

- Lucas Olioti de Souza, você não vai fazer nada. Você é fraco, assim como sua mãe era, sabe que não pode contra mim. – Passou a língua nojenta pelos lábios deformados, olhando T3ddy de cima a baixo. – O que acha de relembrarmos os velhos tempos? Eu sei que você adorava os momentos a sós com seu daddy...

 

O corpo de T3ddy se retesou ao compreender do que Paschoal estava falando. Costumava dirigir-se a si mesmo como daddy quando estuprava o garoto, para se sentir mais superior. Não, jamais permitiria que aquele homem lhe tocasse novamente, seu estômago embrulhou-se só de pensar. Virou-se de lado, apoiado em um braço, e estendeu o outro para pegar o taco novamente, mas o coturno pisou em cima do objeto.

- Tsc. Desista Lucas, você nunca vai se livrar de mim. Agora sim posso dar continuidade à minha missão.

- SAI DAQUI, SEU DOENTE! – O moreno gritou a plenos pulmões, seu peito subindo e descendo com uma rapidez avassaladora. – VOCÊ DESTRUIU MINHA VIDA, ACABOU COM O POUCO DE DIGNIDADE QUE ME RESTAVA. SE TOCAR EM MIM, EU ACABO COM A SUA RAÇA, SEU FILHO DA PUTA!

 

Seu queixo foi acertado novamente pela mão grande, e o gosto metálico logo foi notado pelo moreno. Não conseguia mover-se, sua dor latejante no corpo e no rosto não permitia se defender. Procurava desesperadamente alguma saída, mas não conseguia encontrar nenhuma. O terror perpassou seu rosto quando sentiu a mão escorregar por seu tórax, até chegar ao botão de sua calça.

 

- Pode gritar o quanto quiser, estamos bem longe de qualquer pessoa, filho... Você vai pagar muito caro por aquela noite que decidiu fazer um molotov. E dignidade você nunca teve, você foi só um resto de aborto que sua mãe, teimosa, não quis concretizar... Você não merece ser homem.

 

Chutou desesperadamente o ar, tentando acertar o pai, mas o homem já previa seus movimentos. Pegou o rosto do rapaz em mãos e bateu sua cabeça no chão, para deixá-lo desnorteado.

 

- Você vai gostar, filho... Eu te prometo. – A voz era calma, salivante, enquanto desabotoava a calça do moreno.

- Não, não... – T3ddy falava palavras desconexas devido à tontura forte e às dores. – Me deixa em paz... – Sua calça foi abaixada devagar, e seu corpo foi virado de bruços com violência, e nesse momento já não sentia mais dor. Não sentia mais nada, era como se tivesse ido para uma realidade paralela, onde teve paralisia e não conseguia reagir. Abria e fechava a boca, tentando falar, mas nada saía. Não percebeu quando sua cueca foi baixada e ouviu o zíper acima de si ser aberto.

Queria morrer. Olhava pelo chão a sua volta procurando qualquer arma para desferir contra si mesmo e não presenciar o que estava por vir. Seria capaz de dar um tiro na própria cabeça para não passar por aquilo de novo.

Seu grito de dor ficou preso em sua garganta, tamanho era seu desespero. Sentiu-se ser invadido pelo membro do mais velho, que estava apoiado acima de si, sua respiração na nuca do moreno.

 

Nada.

 

Lucas Olioti não sentia nada. A dor excruciante foi deixada de lado, dando lugar a um vazio gigantesco em sua mente. Seu corpo balançava a cada investida, apertava os olhos enquanto rangia os dentes, sentindo-se ser rasgado de dentro para fora.

 

A dor moral era maior do que a física.

 

Após algumas estocadas, onde o T3ddy não conseguia expressar nenhuma reação, o velho gozou ainda dentro dele.

 

- Acaba logo com isso... – Sussurrou, muito fraco, sem piscar. Paschoal subiu o zíper da própria calça, se levantando. Riu debochado ao olhar a situação do rapaz.

- O que? Te matar? Não tão cedo... Ainda vamos nos divertir muito, Luquinhas.

 

Abaixou-se e levantou a cueca do moreno, que logo manchou-se de sangue, seguida pela calça, sem abotoá-la. Virou T3ddy de frente para si, olhando em seus olhos, que estavam vidrados e sem vida.

 

– Eu prometo que voltarei. Se tentar fugir do país, seu namorado vai ser o próximo alvo da minha diversão. – T3ddy sentiu seu coração se quebrar ao ouvir aquelas palavras. – Pode voltar para seu apartamento, em São Paulo, aquela espelunca que chama de seu. – Referia-se ao antigo apê, provavelmente sem saber que Lucas já havia se mudado. – Pode achar que sabe lutar apenas por ter treinado ou ter esses músculos, pode se iludir achando que vai me matar. Mas eu sempre te encontrarei.

 

Sempre.

 

(...)

 

A respiração era fraca, lenta. Seus braços abertos em volta do corpo não se moviam um centímetro sequer. Não sabia definir qual lugar de seu corpo doía mais, mas tinha certeza de que algo foi tirado de si, além de sua dignidade.

 

Seu coração.

 

Não percebeu os pneus do Nissan derrapando por fora do depósito, e muito menos quando Luba gritou seu nome, junto com Gustavo, e não fez esforço ao sentir as mãos quentes em torno de seu rosto. Sua cabeça latejava, seus olhos estavam fixos em um ponto qualquer; nunca teria coragem de encarar o loiro a sua frente.

 

- Por favor, fala comigo, amor... – A voz rouca e embargada parecia muito distante dali. Ouvia palavras avulsas, sem prestar atenção. – Celular... Ambulância... Venham rápido...

 

Então sua visão escureceu e tudo ficou preto.

 


Notas Finais


Pesado, hein? Ouvi Disturbed pra escrever esse capítulo.

Eles ainda vão ser felizes, prometo de dedinho!

Acham que T3ddy irá matar o pai? Fugir? Separar-se do Luba pra resolver isso sozinho?

Amanhã tem mais!


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