História Como se livrar de um vampiro apaixonado - adaptação (Delena) - Capítulo 3


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Giuseppe Salvatore, John Gilbert II, Johnathan Gilbert, Katherine Pierce, Lilian "Lily" Salvatore, Matt Donovan, Rebekah Mikaelson, Stefan Salvatore, Tristan de Martel, Tyler Lockwood
Tags Delena
Visualizações 32
Palavras 1.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello!!
Tudo bem com vcs?! Espero q sim.

Agora vamos descobrir quem é o estranho q estava perseguindo ela no ponto de onibus!!

Boa leitura!

Capítulo 3 - Aluno novo


– Esta matéria será muito estimulante – prometeu a Sra. Flemming, borbulhando de entusiasmo enquanto entregava a lista de leitura de literatura inglesa do terceiro ano, que ia de Shakespeare a Bram Stoker. – Vocês vão simplesmente adorar os clássicos que escolhi. Preparem-se para um ano de sagas épicas, romances de acelerar o coração e confrontos de grandes exércitos. Tudo isso sem precisar pôr os pés para fora da Escola Woodrow Wilson.

Pelo jeito nem todo mundo ficou tão extasiado com confrontos de exércitos e corações acelerados quanto a Sra. Flemming, porque ouvi um monte de gemidos enquanto a lista circulava pela turma. Minha cópia chegou pelas mãos de meu eterno tormento, Tyler Lockwood, que havia se sentado na carteira à minha frente como uma enorme bola de gosma. Fiz uma avaliação rápida da lista. Ah, não. Ivanhoé, não. E Moby Dick... quem tinha tempo para Moby Dick? Este deveria ser o ano em que eu teria uma vida social. Para não mencionar Drácula... dá um tempo. Se havia uma coisa que eu odiava eram historinhas macabras sem qualquer embasamento na realidade ou na lógica. Esse era o território dos meus pais e eu não tinha interesse em entrar nele.

Lancei um olhar rápido para Care, sentada do outro lado do corredor, e vi pânico e sofrimento nos olhos dela também.

– “Uivantes”? Essa palavra existe? – sussurou ela.

– Não faço ideia – respondi. – A gente procura depois.

– Também quero que vocês preencham esse mapa das carteiras – continuou a Sra. Flemming, suas sapatilhas chiando no chão da sala. – O lugar que escolheram para se sentar vai ser o mesmo o ano todo. Estou vendo alguns rostos novos e quero que vocês conheçam uns aos outros o mais depressa possível, portanto não troquem de lugar.

Afundei na cadeira. Maravilha. Eu estava destinada a passar um ano inteiro aturando os comentários imbecis e maldosos que Tyler Lockwood certamente faria sempre que se virasse para entregar alguma coisa. E Rebekah Marshall, a líder de torcida nojenta, havia ficado com a carteira logo atrás de mim. Eu estava encurralada entre duas das pessoas mais perversas da escola. Pelo menos Care estava ao lado. E, olhando para a esquerda, vi que Stefan tinha encontrado uma carteira perto da minha. Ele sorriu para mim. Acho que poderia ter sido pior. Mas não muito.

Tyler se virou para trás e jogou o mapa dos lugares para mim.

– Pega aí, Pacotão – zombou ele, usando o apelido que me dera no jardim de infância. – Ponha isso no mapa.

É. Imbecil e maldoso, exatamente como eu havia previsto. E só faltam 180 dias de aula.

– Pelo menos eu sei escrever o meu nome – alfinetei. Babaca.

Lockwood girou para a frente com uma careta de desprezo e eu enfiei a mão na mochila para pegar uma caneta. Quando fui escrever o nome, vi que a caneta estava seca, provavelmente porque tinha ficado sem tampa o verão inteiro. Dei uma sacudida nela e tentei de novo. Nada.

Comecei a me virar para a esquerda, achando que talvez Stefan pudesse me emprestar uma caneta. Mas, antes mesmo de pedir, senti um tapinha no ombro direito. Agora não... Agora não... Pensei em ignorar, mas a pessoa insistiu.

– Com licença, você precisa de um instrumento de escrita?

A voz profunda, com sotaque europeu, vinha de trás. Não tive escolha a não ser me virar.

Não!

Era ele. O cara do ponto de ônibus. Eu teria reconhecido em qualquer lugar a roupa estranha – o sobretudo, as botas –, para não falar de sua altura imponente. Só que dessa vez ele estava bem perto. O bastante para eu ver seus olhos. Eles eram tão azuis que pareciam diamantes e se cravavam em mim com um jeito tranquilo e um tanto irritante. Engoli em seco, congelada na cadeira.

Será que ele tinha estado na sala o tempo todo? Nesse caso, por que não o notei antes?Talvez porque ele estivesse um pouco afastado do resto de nós. Ou porque o canto que ele ocupava parecesse mais escuro, já que a luz fluorescente sobre a carteira dele estava apagada. Mas era mais do que isso. Era quase como se ele criasse a escuridão. Isso é ridículo, Elena... Ele é uma pessoa, não um buraco negro...

– Você precisa de um instrumento de escrita, não é? – repetiu ele, estendendo o braço, um braço comprido e musculoso, para me oferecer uma brilhante caneta dourada. Nada a ver com as Bics de plástico que todo mundo usava. Só pelo modo como reluzia dava para ver que era cara. Quando hesitei, uma expressão de irritação atravessou seu rosto aristocrático e ele balançou a caneta para mim. 

– Você reconhece uma caneta, não é? Não se trata de um objeto familiar?

Não gostei do sarcasmo nem de como ele havia surgido perto de mim duas vezes num mesmo dia, vindo do nada, e fiquei olhando, estupidamente, até que Rebekah Marshall se inclinou para a frente e beliscou meu braço. Com força.

– Só assina o mapa, Len, beleza?

– Aiê!

Esfreguei o que iria virar um hematoma, desejando ter coragem de dar um fora em Rebekah, tanto por me beliscar quanto por trocar meu nome. Mas a última pessoa a se meter com Rebekah Marshall acabou se transferindo para a Santa Mônica, a escola católica da região, para se ter ideia de como Rebekah havia infernizado a vida dela na Woodrow Wilson.

– Anda logo, Len – repetiu Rebekah, ríspida.

– Tá, tá.

Com relutância, estendi a mão para o estranho e aceitei a caneta pesada. Quando nossos dedos se tocaram, tive a sensação mais bizarra de todas. Tipo um déjà vu trombando com uma premonição. O passado colidindo com o futuro.

Então ele sorriu, revelando os dentes mais perfeitos, alinhados e brancos que eu já tinha visto. Eles brilhavam. Acima dele a luz fluorescente se acendeu por um instante, piscando como um relâmpago.

Isso foi esquisito.

Minha mão tremeu um pouco enquanto eu escrevia o nome no mapa de lugares. Era idiotice pirar daquele jeito. Ele era só outro aluno. Obviamente recém-chegado. Talvez morasse perto da nossa fazenda. Devia estar esperando o ônibus, como eu, e de algum modo não conseguiu embarcar. Seu surgimento meio misterioso na sala de aula – pertinho de mim – provavelmente também não era motivo para alarme.

Olhei para Care procurando a opinião dela. Estava na cara que estivera esperando que eu fizesse contato. Com os olhos arregalados, balançou o polegar na direção do cara, falando sem som: “Ele é muito gato!”

Gato?

– Tá maluca? – sussurrei. É, o cara era tecnicamente bonito. Mas também era aterrorizante com o sobretudo, as botas e a capacidade de se materializar perto de mim parecendo vir de lugar nenhum.

– O mapa, anda! – resmungou Rebekah atrás de mim.

– Toma. – Passei o mapa por cima do ombro e, quando Rebekah puxou o papel da minha mão, ganhei um corte fino, porém profundo. – Ai!

Sacudi o dedo que ardia e sangrava, depois o enfiei na boca, sentindo o gosto salgado na língua, antes de me virar para o lado e devolver a caneta. Quanto mais depressa, melhor...

– Aqui, obrigada.

O cara que gerava sua própria escuridão olhou para os meus dedos e percebi que meu sangue tinha sujado sua caneta cara.

– Ah, desculpa – falei, enxugando a caneta na minha perna, por falta de lenço de papel. Eca. Será que essa mancha vai sair da minha calça jeans?

Seu olhar acompanhou meus dedos e achei que ele estivesse sentindo repulsa por eu estar sangrando. Mas vi algo bem diferente de nojo naqueles olhos azuis. E então ele passou a língua devagar sobre o lábio inferior.

O que é que foi aquilo?

Joguei a caneta para ele e me ajeitei na cadeira. Eu devia trocar de escola, como a garota que se meteu com Rebekah. Vou para a Santa Mônica. É o jeito. Não é tarde demais...

O mapa dos lugares voltou à Sra. Flemming e ela leu os nomes, depois levantou a cabeça com um sorriso que se dirigia para além da minha carteira.

– Vamos dar as boas-vindas ao nosso novo aluno de intercâmbio, Damon... – Franzindo a testa, ela olhou de novo para o gráfico. – Sal-va-to-re. Falei certo?

A maioria dos alunos teria apenas murmurado “É, tudo bem”. Quem se importaria tanto com um sobrenome?

O meu perseguidor, é claro.

– Não – retrucou ele. – Não está certo.

Atrás de mim ouvi uma cadeira raspando no linóleo e então uma sombra se ergueu acima do meu ombro. Os pelos da minha nuca se eriçaram de novo.

– Ah – gemeu a Sra. Flemming, parecendo um tanto intimidada enquanto um adolescente alto usando um sobretudo preto de veludo avançava pelo corredor. Ela ergueu um dedo cauteloso, como se fosse mandar que se sentasse, mas ele passou direto.

Ele pegou um marcador no suporte ao lado do quadro branco, tirou a tampa com autoridade e escreveu a palavra Salvatore numa letra floreada.

– Meu nome é Damon Salvatore – anunciou, apontando a palavra. – Sal-VA-to-re. Ênfase na sílaba do meio, por favor.

Cruzando as mãos às costas, ele começou a andar de um lado para o outro, como se fosse o professor. Fez contato visual com cada aluno da sala, obviamente nos avaliando. Pela expressão dele, senti que fomos considerados um tanto medíocres.

– O sobrenome Salvatore é bastante reverenciado na Europa oriental – disse, em tom de sermão. – É nobre. – Ele parou de andar e cravou seus olhos nos meus. – Um nome da realeza.

Eu não fazia ideia do que ele estava falando.

– Isso não faz “cair a ficha”, como vocês costumam dizer? – A pergunta era para a turma em geral, mas ele continuava me olhando. 

Meu Deus, seus olhos são azuis mesmo.

Encolhi-me, olhando para Care, que estava se abanando e me ignorando. Era como se estivesse enfeitiçada. Todo mundo estava. Ninguém se mexia nem abria a boca.

Contra a vontade, voltei a atenção para o adolescente que havia se apoderado da aula de literatura inglesa. E era quase impossível não olhá-lo. O cabelo brilhoso e ligeiramente comprido de Damon Salvatore parecia deslocado no condado de Lebanon, na Pensilvânia, mas combinaria muito bem com os modelos europeus das revistas Cosmopolitan de Care. Ele era musculoso e magro como um modelo, também, com maçãs do rosto definidas, nariz reto e queixo forte. E aqueles olhos...

Por que ele não parava de me olhar?

– Gostaria de nos contar mais alguma coisa a seu respeito? – sugeriu finalmente a Sra. Flemming.

Damon Salvatore se virou para encará-la e tampou o marcador com um estalo firme.

– Na verdade, não. 

A resposta não foi grosseira, mas ele também não se dirigiu à Sra. Flemming como um aluno. Foi mais como alguém do mesmo nível.

– Tenho certeza de que adoraríamos saber mais sobre suas origens – insistiu a Sra. Flemming. – Parece mesmo interessante.

Mas Damon Salvatore tinha voltado sua atenção para mim.

Afundei na minha cadeira. Será que todo mundo está vendo isso?

– Vocês saberão mais sobre mim no momento oportuno – disse Damon. Havia uma leve frustração em sua voz e eu não entendi por quê. Mas isso me assustou. – É uma promessa – acrescentou ele, me encarando.

Pareceu mais uma ameaça.


Notas Finais


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Bem... O estranho e o Damon, mas o que ele quer com a Elena?
Ate o próximo cap!

Beijinhos dos brothers Salvatore! ❤💋


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