História Como se livrar de uma vampira apaixonada - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Camren, Isamin, Jaella, Pensilvânia, Raphaella, Romance, Shaustin, Vampiro, Yasmin
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Palavras 1.838
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura para vocês!
📖✏😉

Capítulo 3 - Three


-Esta matéria será muito estimulante – prometeu a Sra. Wilhelm,

borbulhando de entusiasmo enquanto entregava a lista de leitura de literatura inglesa do terceiro ano, que ia de Shakespeare a Bram Stoker. 

-Vocês vão simplesmente adorar os clássicos que escolhi. Preparem-se para um ano de sagas épicas, romances de acelerar o coração e confrontos de grandes exércitos. Tudo isso sem precisar pôr os pés para fora da Escola Woodrow Wilson.

Pelo jeito nem todo mundo ficou tão extasiado com confrontos de exércitos e corações acelerados quanto a Sra. Wilhelm, porque ouvi um monte de gemidos enquanto a lista circulava pela turma. Minha cópia chegou pelas mãos de meu eterno tormento, Edgar Sandoval, que havia se sentado na carteira à minha frente como uma enorme bola de gosma. Fiz uma avaliação rápida da lista. Ah, não. Ivanhoé, não. E Moby Dick... quem tinha tempo para Moby Dick? Este deveria ser o ano em que eu teria uma vida social. Para não mencionar Drácula... dá um tempo. Se havia uma coisa que eu odiava eram historinhas macabras sem qualquer embasamento na realidade ou na lógica. Esse era o território das minhas mães e eu não tinha interesse em entrar nele.

Lancei um olhar rápido para Isabel, sentada do outro lado do corredor, e vi pânico e sofrimento nos olhos dela também.

-“Uivantes”? Essa palavra existe? (sussurou ela)

-Não faço ideia 

-A gente procura depois (respondi)

-Também quero que vocês preencham esse mapa das carteiras (continuou a Sra. Wilhelm, suas sapatilhas chiando no chão da sala)

 -O lugar que escolheram para se sentar vai ser o mesmo o ano todo. Estou vendo alguns rostos novos e quero que vocês conheçam uns aos outros o mais depressa possível, portanto não troquem de lugar.

Afundei na cadeira. Maravilha. Eu estava destinada a passar um ano inteiro aturando os comentários imbecis e maldosos que Edgar Sandoval certamente faria sempre que se virasse para entregar alguma coisa. E. Alissa Violet, a líder de torcida nojenta, havia ficado com a carteira logo atrás de mim. Eu estava encurralada entre duas das pessoas mais perversas da escola. Pelo menos Isabel estava ao lado. E, olhando para a esquerda, vi que Jack tinha encontrado uma carteira perto da minha. Ele sorriu para mim. Acho que poderia ter sido pior. Mas não muito.

Edgar se virou para trás e jogou o mapa dos lugares para mim.

-Pega aí, Magrela(zombou ele, usando o apelido que me dera no jardim de infância)

 –Ponha isso no mapa.

É. Imbecil e maldoso, exatamente como eu havia previsto. E só faltam 180 dias de aula.

-Pelo menos eu sei escrever o meu nome (alfinetei. Babaca)

Sandoval girou para a frente com uma careta de desprezo e eu enfiei a mão na mochila para pegar uma caneta. Quando fui escrever o nome, vi que a caneta estava seca, provavelmente porque tinha ficado sem tampa o verão inteiro. Dei uma sacudida nela e tentei de novo. Nada.

Comecei a me virar para a esquerda, achando que talvez Jack pudesse me emprestar uma caneta. Mas, antes mesmo de pedir, senti um tapinha no ombro direito. Agora não... Agora não... Pensei em ignorar, mas a pessoa insistiu.

-Com licença, você precisa de um instrumento de escrita?

A voz profunda, com sotaque europeu, vinha de trás. Não tive escolha a não ser me virar.

Não!

Era ela. A garota do ponto de ônibus. Eu teria reconhecido em qualquer lugar a roupa estranha – o sobretudo, as botas –, para não falar de sua altura imponente. Só que dessa vez ela estava bem perto. O bastante para eu ver seus olhos. Eles eram tão cinzas que pareciam olhos de gato e se cravavam em mim com um jeito tranquilo e um tanto irritante. Engoli em seco, congelada na cadeira.

Será que ela tinha estado na sala o tempo todo? Nesse caso, por que não a notei antes?

Talvez porque ela estivesse um pouco afastado do resto de nós. Ou porque o canto que ela ocupava parecesse mais escuro, já que a luz fluorescente sobre a carteira dela estava apagada. Mas- era mais do que isso. Era quase como se ela criasse a escuridão.

Isso é ridículo, Rapha... Ela é uma pessoa, não um buraco negro...

-Você precisa de um instrumento de escrita, não é? – repetiu ela, estendendo o braço, um braço comprido e Razoavelmente musculoso para me oferecer uma brilhante caneta dourada. Só pelo modo como reluzia dava para ver que era cara. Quando hesitei, uma expressão de irritação atravessou seu rosto aristocrático e ela balançou a caneta para mim. 

-Você reconhece uma caneta, não é? Não se trata de um objeto familiar?

Não gostei do sarcasmo nem de como ela havia surgido perto de mim duas vezes num mesmo dia, vindo do nada, e fiquei olhando, estupidamente, até que Alissa Violet se inclinou para a frente e beliscou meu braço. Com força.

-Só assina o mapa, Rafinha, beleza?

– Aiê!(Esfreguei o que iria virar um hematoma, desejando ter coragem de dar um fora em Alissa, tanto por me beliscar quanto por trocar meu nome)

Mas a última pessoa a se meter com Alissa Violet acabou se transferindo para a Santa Mônica, a escola católica da região, para se ter ideia de como Alissa havia infernizado a vida dela na Woodrow Wilson.

 – Anda logo, Rafinha (repetiu Alissa, ríspida.)

 – Tá, tá.

Com relutância, estendi a mão para a estranha e aceitei a caneta pesada. Quando nossos dedos se tocaram, tive a sensação mais bizarra de todas. Tipo um déjà vu trombando com uma premonição. O passado colidindo com o futuro.

Então ela sorriu, revelando os dentes mais perfeitos, alinhados e brancos que eu já tinha visto. Eles brilhavam. Acima dele a luz fluorescente se acendeu por um instante, piscando como um relâmpago.

Isso foi esquisito.

Minha mão tremeu um pouco enquanto eu escrevia o nome no mapa de lugares. Era idiotice pirar daquele jeito. Ela era só outra aluna. Obviamente recém-chegada. Talvez morasse perto da nossa fazenda. Devia estar esperando o ônibus, como eu, e de algum modo não conseguiu embarcar. Seu surgimento meio misterioso na sala de aula pertinho de mim provavelmente também não era motivo para alarme.

Olhei para Isabel procurando a opinião dela. Estava na cara que estivera esperando que eu fizesse contato. Com os olhos arregalados, balançou o polegar na direção da garota, falando sem som: “Ela é muito gata!” Gata?

-Tá maluca?( sussurrei. É, a garota era tecnicamente bonita. Mas também era aterrorizante com o sobretudo, as botas e a capacidade de se materializar perto de mim parecendo vir de lugar nenhum)

-O mapa, anda! – resmungou Alissa atrás de mim.

-Toma. – Passei o mapa por cima do ombro e, quando Alissa puxou o papel da minha mão, ganhei um corte fino, porém profundo. 

-Ai!

Sacudi o dedo que ardia e sangrava, depois o enfiei na boca, sentindo o gosto salgado na língua, antes de me virar para o lado e devolver a caneta.

Quanto mais depressa, melhor...

-Aqui, obrigada.

A garota que gerava sua própria escuridão olhou para os meus dedos e percebi que meu sangue tinha sujado sua caneta cara.

-Ah, desculpa (falei, enxugando a caneta na minha perna, por falta de lenço de papel. Eca. Será que essa mancha vai sair da minha calça jeans?)

Seu olhar acompanhou meus dedos e achei que ela estivesse sentindo repulsa por eu estar sangrando. Mas vi algo bem diferente de nojo naqueles olhos cinzas. E então ela passou a língua devagar sobre o lábio inferior.

O que é que foi aquilo?

Joguei a caneta para ela e me ajeitei na cadeira. Eu devia trocar de escola, como a garota que se meteu com Alissa. Vou para a Santa Mônica. É o jeito. Não é tarde demais...

O mapa dos lugares voltou à Sra. Wilhelm e ela leu os nomes, depois levantou a cabeça com um sorriso que se dirigia para além da minha carteira.

- Vamos dar as boas-vindas ao nossa nova aluna de intercâmbio, Yasmin... (Franzindo a testa, ela olhou de novo para o gráfico.)

-Men-des, Ma-ho-ne, Falei certo?

A maioria dos alunos teria apenas murmurado “É, tudo bem”. Quem se importaria tanto com um sobrenome?

A minha perseguidora, é claro.

-Não – retrucou ela. 

-Não está certo.

Atrás de mim ouvi uma cadeira raspando no linóleo e então uma sombra se ergueu acima do meu ombro. Os pelos da minha nuca se eriçaram de novo.

-Ah – gemeu a Sra. Wilhelm, parecendo um tanto intimidada enquanto uma adolescente alta usando um sobretudo preto de veludo avançava pelo corredor. Ela ergueu um dedo cauteloso, como se fosse mandar que se sentasse, mas ela passou direto.

Ela pegou um marcador no suporte ao lado do quadro branco, tirou a tampa com autoridade e escreveu a palavra Mendes Mahone numa letra floreada.

-Meu nome é Yasmin Mendes Mahone.( anunciou, apontando a palavra.) 

-ma-HO-ne. Ênfase na sílaba do meio, por favor (Cruzando as mãos às costas, ela começou a andar de um lado para o outro, como se fosse a professora. Fez contato visual com cada aluno da sala, obviamente nos avaliando. Pela expressão dele, senti que fomos considerados um tanto medíocres)

-O sobrenome Mahone é bastante reverenciado na Europa oriental (disse, em tom de sermão.) 

-É nobre.( Ela parou de andar e cravou seus olhos nos meus)

-Um nome da realeza.

Eu não fazia ideia do que ela estava falando.

-Isso não faz “cair a ficha”, como vocês costumam dizer?( A pergunta era para a turma em geral, mas ela continuava me olhando)

Meu Deus, seus olhos são cinzas mesmo..

Encolhi-me, olhando para Isabel, que estava se abanando e me ignorando. Era como se estivesse enfeitiçada. Todo mundo estava. Ninguém se mexia nem abria a boca.

Contra a vontade, voltei a atenção para a adolescente que havia se apoderado da aula de literatura inglesa. E era quase impossível não olhá-la. O cabelo brilhoso e ligeiramente cortado no estilo Slim de Yasmin Mendes Mahone parecia deslocado no condado de Lebanon, na Pensilvânia, mas combinaria muito bem com os modelos europeus das revistas Cosmopolitan de Isabel. Ela era musculosa e magra como uma modelo, também, com maçãs do rosto definidas, nariz reto e queixo forte. E aqueles olhos...

Por que ela não parava de me olhar?

-Gostaria de nos contar mais alguma coisa a seu respeito?( sugeriu finalmente a Sra.Wilhelm)

Yasmin Mendes Mahone se virou para encará-la e tampou o marcador com um estalo firme.

-Na verdade, não.

A resposta não foi grosseira, mas ele também não se dirigiu à Sra. Wilhelm como uma aluna. Foi mais como alguém do mesmo nível.

-Tenho certeza de que adoraríamos saber mais sobre suas origens (insistiu a Sra. Wilhelm) Parece mesmo interessante.

Mas Yasmin Mandes tinha voltado sua atenção para mim.

Afundei na minha cadeira. Será que todo mundo está vendo isso?

-Vocês saberão mais sobre mim no momento oportuno – disse Yasmin. Havia uma leve frustração em sua voz e eu não entendi por quê. Mas isso me assustou. 

-É uma promessa (acrescentou ela, me encarando)

 

Pareceu mais uma ameaça. 


Notas Finais


comentem, favoritem e deem notas, precisó da ajuda de vocês!
Obrigado pela atenção e até o próximo capítulo!

Bjs💋💋❤❤


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