História Como se livrar de uma vampira apaixonada - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Camren, Isamin, Jaella, Pensilvânia, Raphaella, Romance, Shaustin, Vampiro, Yasmin
Visualizações 4
Palavras 1.316
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!
💋✏❤📖

Capítulo 4 - Four


-Viu como a garota estranha estava secando você na aula de literatura inglesa? (berrou Isabel quando nos encontramos depois das aulas)

-Ela é muito linda e está a fim de você! E é da realeza(Apertei o pulso dela, tentando acalmá-la)

-Isa, antes de você comprar um presente para o nosso casamento “real”, tenho que dizer uma coisa apavorante sobre esse cara supostamente muito lindo.

Minha amiga cruzou os braços, incrédula. Dava para ver que Isabel já tinha uma opinião formada sobre Yasmin Mahone, baseada totalmente em ombros largos e queixo forte.

-O que você poderia saber sobre ela que fosse apavorante? Nós acabamos de conhecer a garota.

-Na verdade eu a vi hoje cedo. Aquela gaorta, a Yasmin, estava no ponto de ônibus. Me encarando.

-Só isso? (Isabel revirou os olhos)

-Talvez ela venha para a escola de ônibus.

-Não veio.

-Então ela perdeu o ônibus.(minha amiga deu de ombros)

-Isso é idiota, mas não é apavorante.

-É mais esquisito do que isso (insisti) 

– Eu... eu acho que ela disse o meu nome. No momento em que o ônibus apareceu (Isabel pareceu confusa)

-Meu nome antigo (esclareci)

Minha melhor amiga inspirou fundo.

-Certo. Isso pode ser meio esquisito.

-Ninguém sabe aquele nome. Ninguém.

Na verdade nem Isabel sabia muito sobre o meu passado. A história da minha adoção era um segredo bem guardado. Se fosse revelado, as pessoas iam me achar uma aberração. Sem dúvida eu me sentia uma aberração toda vez que pensava na história. Minha mãe adotiva, que era antropóloga, tinha ido estudar uma seita clandestina e exótica na região central da Romênia. Estava lá com minha mãe Lauren para observar os rituais da seita, esperando escrever um de seus artigos reveladores sobre subgrupos culturais. Mas as coisas se complicaram lá na Europa oriental. A seita era um pouco esquisita demais, um pouco fora do comum demais, e alguns aldeões romenos formaram uma conspiração, decididos a dar um fim àquele grupo. À força.

Pouco antes do ataque, meus pais biológicos me entregaram, ainda bebê, aos pesquisadores americanos que estavam de visita, implorando que me levassem aos Estados Unidos, onde eu ficaria em segurança.

Eu odiava essa história. Odiava o fato de que meus pais biológicos eram pessoas ignorantes, supersticiosas, que foram iludidas a ponto de entrarem para uma seita. Eu nem queria saber como eram os rituais. Sabia que tipo de coisas minha mãe estudava. Sacrifícios de animais, culto às árvores, virgens jogadas em vulcões... Talvez meus pais biológicos estivessem envolvidos em algum tipo de bizarrice sexual. Talvez por isso tivessem sido assassinados.

Quem sabia? Quem queria saber?

Nunca pedi detalhes e minhas mães adotivas não me forçaram a saber mais do que já sabia. Eu me sentia feliz em ser Raphaella Cabello, americana. Para mim, Larissa Fernandes existia.

-Tem certeza de que ele sabia o seu nome? (perguntou Isabel)

-Não (admiti) 

– Mas achei ter ouvido.

-Ah, Rapha (Isabel suspirou) 

– Ninguém conhece esse nome. Você provavelmente imaginou a coisa toda. Ou então ele disse uma palavra que se parece com Larissa (Olhei atravessado para Isabel)

-Que palavra se parece com Larissa?

-Sei lá. Que tal “vai à missa”?

-Fala sério.

Mas até que isso me fez rir. Fomos andando até a rua para esperar que minha mãe viesse me pegar. Eu tinha telefonado na hora do almoço dizendo que não ia pegar o ônibus para casa.

Isabel fez sua última tentativa.

-Só estou dizendo que talvez você devesse dar uma chance á Yasmin.

-Por quê?

-Porque... porque ela é tão alta... (explicou Isabel, como se altura fosse prova de bom caráter)

 – E já mencionei que é européia?

A Jaguar F-type da minha mãe chegou ao meio-fio e acenei para ela.

-É. É muito melhor ser perseguida por uma européia alta do que por uma americana de estatura mediana.

-Bom, pelo menos Yasmin está prestando atenção em você (fungou Isabel)

 – Ninguém nunca presta atenção em mim.

Chegamos até a Jaguar e abri a porta. Antes que eu pudesse dizer “oi”, Isabel me empurrou de lado, se inclinou para dentro e declarou:

-Rapha está namorando, Dra. Cabello!

-Verdade, Raphaella? (perguntou mama, demonstrando surpresa)

Foi minha vez de empurrar Isabel para fora do caminho. Entrei e bati a porta, deixando minha amiga do lado de fora. Isabel  acenou, gargalhando, enquanto mama e eu nos afastávamos da calçada.

-Uma namorada, Raphaella? No primeiro dia de aula?

-Ela não é minha namorada (resmunguei, prendendo o cinto de segurança)

-É uma aluna esquisita de intercâmbio que andou me seguindo.

-Filha, tenho certeza de que você está exagerando. Os adolescentes costumam ser socialmente desajeitados. Na certa você está interpretando mal um comportamento inocente.

Como todos os antropólogos, mama acreditava que sabia tudo sobre as interações sociais humanas.

-Você diz isso porque não viu a garota hoje cedo no ponto de ônibus (argumentei) – Ela estava  parada com um sobretudo preto enorme... E aí meu dedo sangrou e ela lambeu a boca...

Quando falei isso mamãe pisou no freio com tanta força que minha cabeça quase bateu no painel. Um carro atrás de nós buzinou furioso.

-Mãe! Qual é o problema?

-Desculpe, mi Hija (disse ela, parecendo meio pálida. E acelerou de novo)

-Foi só uma coisa que você disse sobre ter se cortado.

-Eu cortei o dedo e ele praticamente ficou babando, como se fosse uma batata frita coberta de ketchup (Estremeci)

-Foi asqueroso.

Mamãe ficou mais pálida ainda e eu senti que lá vinha bomba.

-Quem... quem é essa garota? (perguntou ela quando paramos num sinal de trânsito perto da Faculdade Grantley, onde minha mãe dava aula. 

– Qual é o nome dela?

Percebi que ela estava se esforçando muito para parecer despreocupada e isso me deixou mais nervosa ainda.

-O nome del é... – Mas antes que eu pudesse dizer “Yasmin”, eu a vi. Estava sentado no muro baixo que rodeava o campus. E estava me olhando. De novo. Minha testa começou a suar. Mas dessa vez fiquei injuriada.

Agora já chega. 

– Olha ela ali! (gritei, apontando com o dedo)

 – Está me encarando de novo! (Não era um comportamento “socialmente desajeitado”. Era perseguição)

– Quero que ela me deixe em paz!

Então minha mãe fez algo inesperado. Parou o carro junto ao meio-fio, bem onde Yasmin estava.

-Qual é o nome dela, Rapha? (perguntou ela de novo enquanto soltava o cinto de segurança)

Achei que mamãe iria confrontá-la, por isso segurei seu braço.

-Não, mama. Ela é... tipo... desequilibrado, sei lá.

Mas minha mama soltou meus dedos com delicadeza.

-O nome dela, Rapha.

-Yasmin. Yasmin Mendes Mahone.

-Ah, minha nossa! (murmurou mamãe, olhando para minha perseguidora)

– Acho que isso era mesmo inevitável (Ela estava com um olhar esquisito, distante)

-Mamãe? O que era inevitável?

-Espere aqui (disse ela, ainda sem me olhar) 

-Não se mexa (Minha mãe parecia tão séria que nem protestei) Sem dizer mais nada, ela saiu da Jaguar e foi em direção à garota ameaçadora que havia me seguido o dia todo. Será que mama tinha enlouquecido? Será que ela tentaria fugir? Será que iria surtar de vez e machucá-la? Mas não. Ela escorregou graciosamente do muro e fez uma reverência para minha mãe, uma reverência de verdade, dobrando a cintura.

Que negócio é esse?

Baixei o vidro, mas eles falavam tão baixo que não consegui escutar nada. A conversa pareceu durar séculos. E então minha mãe apertou a mão dela.

Yasmin Mendes se virou para ir embora, mama voltou à Jaguar e deu a partida.

-O que foi aquilo? (perguntei, chocada)

Minha mama camila me olhou bem nos olhos e disse:

-Você, sua mãe e eu precisamos conversar. Hoje à noite.

-Sobre o quê? (exigi saber, com um frio na barriga. Uma sensação ruim) Você conhece aquela garota?

-Vamos explicar mais tarde. Temos muita coisa para lhe contar. E precisamos fazer isso antes que Yasmin chegue para o jantar.

Meu queixo ainda estava no chão quando mama deu um tapinha na minha mão e voltou a dirigir. 


Notas Finais


Até o próximo capítulo!

Beijos!!💋❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...