História Como ser um Destruidor de Corações - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Bottom!taehyung, Brotp!vmin, Bts, Christtmas, Jeongguk, Jungkook, Kookv, Taehyung, Taekook, Top!jungkook, Vkook
Visualizações 169
Palavras 1.962
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Obrigada pelos +200 favoritos e pelos lindos comentários. Eu realmente fiquei feliz em saber que vocês gostam da história. Vocês são uns amores! <3

Vamos descobrir o que aconteceu ao menino Jeon com o passar dos anos? Lembrando, tem algumas dúvidas que ainda não serão explicadas. Ao menos, não agora <3

Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 12 - Décima Segunda Regra


Jeongguk acordou com um ardor nos olhos. Passou as mãos sobre o rosto e sentiu a pele ressecada, como se as lágrimas houvessem secado em sua pele. Suspirou, a lembrança do que acontecera outrora retornando com força. O coração doeu, as lágrimas retornaram.

Levantou da cama e meio a contragosto seguiu sua rotina entre o choro. Tomou banho e se vestiu, pegando a mochila após estar pronto e indo até sua mãe, que já o aguardava para tomarem café juntos.

Seu mundo estava se despedaçando as poucos, e era triste quando chegava naquela conclusão.

Pediu para ir sozinho naquele dia a escola quando sua mãe insistiu em levá-lo. Queria ficar sozinho.

 O caminho era acompanhado de um vazio em seu peito. Parecia ter perdido tudo em um único dia.

Tentou ignorar, mas era difícil. Tudo estava difícil, até mesmo respirar direito. 

Quando chegou na escola, procurou por sua sala e permaneceu por lá. Não sabia se queria ver Taehyung naquele dia, mas sua mãe o encheria de perguntas caso faltasse sem nem mesmo estar doente ou algo mais plausível.

Quando todos saíram para o recreio, Jeongguk permaneceu na sala. Os olhos ficaram úmidos novamente, a tristeza retornando para si. Taehyung era muito importante para ele. Era impossível não sentir falta do sorriso ou da voz da pessoa amada.

Meio confuso, desejava que Taehyung viesse atrás dele naquele dia, ao menos para tentar falar algo, qualquer coisa. Iria perdoá-lo. Sabia que sim. Fingiria que nunca citara a palavra amor entre eles, e que continuariam como amigos. Não queria perder Taehyung por aquilo, não. Faria de tudo por ele. E estava disposto a perdoá-lo ou manter-se com o peito amargurado por não poder amar o amigo. 

Mas Taehyung nem mesmo o procurou.

Tudo o que realmente veio atrás de si foi Jimin, o garoto que tirava sua paciência. Suas madeixas foram puxadas com força, e Jeongguk sentiu aquela dor, sem reclamar. Estava tentando aproveitar dela para ignorar a sua íntima.

– O que você fez pra ele, em? – Jimin perguntou, irritado.

– Além de irritante você também é maluco! – Jeongguk devolveu, sentindo o aperto mais forte. – Não sei do que você está falando! 

– Taehyung estava chorando ontem, Jeongguk! O que você fez pra ele chorar daquele jeito? – Jimin fez com que o rosto do outro ficasse próximo ao seu, olhando-o nos olhos.

Um sorriso fraco e soprado fora ouvido, e Jimin franziu a testa ao perceber Jeongguk daquele modo.

– Ele mereceu – Jeongguk falou, sem de fato perceber. Novamente estava deixando a raiva e a tristeza tomá-lo ao lembrar que Taehyung o havia machucado. – Ele mereceu! 

Jeon sentiu o queixo doer, a bochecha adquiriu um tom vermelho e doloroso.

– Você é um idiota, Jeongguk! – Jimin esbravejou, segurando com as duas mãos a gola da camisa do outro, fazendo-o encará-lo mesmo sem vontade. – Você só atrapalha a todos sabia? – disse rude, e Jeongguk sentiu as lágrimas escorrerem enquanto prestava atenção demais naquelas palavras. – Taehyung ficaria muito melhor sem você, todos dessa turma também, inclusive eu. Ah, na verdade, o mundo todo!

– Me deixe em paz... – Jeon pediu em um fio de voz, a garganta seca, o coração a mil. Queria ir pra casa, queria seu pai, queria sua família...

– Por que você não some daqui, em? Seria um alívio pra todos! Ninguém gosta de você com esse seu ego idiota, Jeongguk! Ninguém! Nem mesmo o Taehyung!

Jeon empurrou o garoto a sua frente com força e pegou a mochila da carteira, correndo para fora dali.

Não olhou para trás enquanto corria para casa, as lágrimas molhavam o rosto, deixando rastros dolorosos pela brisa que levava as gotas molhadas, martelando em mente o que havia ouvido.

Jeongguk desviou dos olhos preocupados da mãe quando entrou na casa e correu para o próprio quarto, trancando a porta.

Passou o resto do dia ali, banhando a almofada com lágrimas dolorosas. Talvez Jimin tivesse razão. Talvez fosse melhor que estivesse longe.

Um último suspiro cansado deixou seus lábios, o sono permitindo a Jeongguk adormecer por horas, um descanso a seu coração magoado. 


Jeon acabou acordando quando ouviu uma voz conhecida demais. Uma voz que desejava a muito tempo ouvir.

Limpou o rosto com pressa e correu pelo quarto até a porta, abrindo-a. 

– Papai! – Jeon disse alto, correndo até o homem que já se aproximava do seu quarto.

– Meu rapaz já está enorme! – o Jeon mais velho disse alegre enquanto apertava o filho nos braços, ajoelhando para ficar na altura dele. – Como vai meu garoto?

Jeongguk não respondeu, afundando-se na curvatura do pescoço de seu pai, sentindo e agradecendo aos céus pelo abraço caloroso. Precisava daquilo.

Aquele dia acabou tornando-se uma fuga para Jeongguk. Conversara muito com o pai, sorrindo pelas histórias que ele contou e acalmando-se quando ele beijou suas madeixas com carinho, dizendo que estava orgulhoso dele por estar indo bem na escola.

Mas a tristeza de Jeon retornou à noite ao saber que seu pai viajaria em dois dias por causa do trabalho. Como ele já imaginava. Mas daquela vez não queria se afastar dele novamente. 

Queria ir com ele... 

Mas e Taehyung?

Não podia deixar o Kim. Amava-o demais! Precisava ficar para falar com ele e... 

Parou. Os pensamentos retornaram. Taehyung o machucando ao negar seus sentimentos. Fracos. Jimin dizendo que Taehyung estaria melhor sem ele. Fortes

Suspirou, decidido.

Chamou pelo pai, vendo o mais velho olhá-lo com carinho antes de pedir:

– Posso viajar com você?

E como seu pai já não podia e nem queria mais ficar tão longe do filho, permitiu.

Desde então Jeongguk não mais foi a escola.

 Em dois dias, deu adeus a sua vida em Daegu, ao seu amado Taehyung, ao garoto de sua turma que o provocava, e a sua mãe; a todas as suas boas e péssimas lembranças dali. Mas nunca a tristeza que Taehyung o causou ao dizer aquelas palavras:

"Eu não posso amar você, Jeongguk."

[...] 

– Você está bem? – seu pai perguntou enquanto tocava em seu ombro, tentando confortá-lo sem de fato saber o motivo. Jeongguk parecia triste, mas ao mesmo tempo, decidido. 

– Eu queria muito ser bonito... – Jeongguk disse inocente, e seu pai sorriu, desacreditado. 

– Meu filho, você é bonito – disse, convicto. – Não fale bobagens. É por isso que se sente triste? 

Jeongguk encarou a janela do próprio quarto na nova casa, suspirando baixinho. Para si, Taehyung o achava feio. Mas não era só aquilo. 

– Papai, você ama a mamãe? – indagou a mesma pergunta, aguardando uma resposta. 

Seu pai ajeitou-se na cama, ao lado de Jeongguk.  

– Sim, Jeongguk. Desde quando eu a conheci, eu a amo. Sua mãe é uma das pessoas mais importantes pra mim. E eu com certeza não seria nada sem ela. 

Jeongguk sorriu, desviando o olhar do pai para as próprias mãos. Estava envergonhado. 

– Eu... eu amo muito uma pessoa. 

O Jeon mais velho se surpreendeu, olhando curioso para o filho. Gostaria de saber mais daquilo, afinal, havia se apaixonado pela mãe de Jeongguk quando ainda eram adolescentes. Não era uma diferença de tempo gigantesca, e seu filho já era deveras esperto e inteligente. 

– Essa pessoa sabe? 

Jeongguk sentiu vontade de chorar, mas não fez. 

– Sabe. 

– E essa pessoa o correspondeu? – perguntou, tentando deixar o filho mais confortável para respondê-lo, mas Jeongguk não disse mais nada. 

A mente dele retornou aos pensamentos distorcidos. A mágoa. 

Se tivesse respondido ao seu pai aquela pergunta, então teria recebido uma resposta boa. Um consolo que o faria perceber que não podia exigir que Taehyung o amasse – já que pensava que ele não o amava –, que não deveria ter ido embora sem falar com ele, sem ouvir o que de fato Taehyung tentara lhe falar. 

Teria sido tudo diferente. 

Mas Jeongguk não respondeu. 

Em vez disso, nublou-se em um pensamento novo: vingança. Porque seu coração era fraco. Era uma criança egocêntrica, que não suportava simplesmente aceitar que as coisas poderiam sair do seu controle.

Seu sorriso ao pai antes dele sair do seu quarto foi uma farsa bem armada. Ele iria resolver tudo sozinho, e do próprio modo. 

[...] 

Os anos passavam e com eles um ressentimento antigo aflorava-se como atual no coração de Jeongguk. Seu corpo estava forte – passara a pedir para o pai permissão para exercitar o corpo, fazer academia –, suas madeixas estavam curtas – nunca mais deixara elas crescerem, não tanto quanto antes –, seu corpo tornara-se esbelto – depois que passara a se ver gordo, demorou para finalmente se aceitar em uma posição adequada. 

Havia repetido uma série por ter viajado no meio do ano e a escola não aceitou sua estadia. Foi necessário aguardar um novo ano para finalmente frequentar a escola. Demorou, mas concluiu seu ensino fundamental. 

Saiu com algumas garotas – porque, ainda inconscientemente, o único garoto que se permitiria algo daquele tipo era Taehyung – naquele meio tempo, flertou com outras, testou como deixá-las nervosas com a sua presença, entre muitas outras ações que iria precisar para por seu plano em ação. 

Ah, sim. Um plano. Taehyung restava em sua mente por todos aqueles anos. A cada vez que pensava em parar, Taehyung o machucando retornava a sua mente, como se risse de si. Então, continuava. 

Ver o Kim lamentar assim como ele lamentou ao ter o coração desiludido era sua motivação. 

Quando tudo parecia nos seus conformes, Jeongguk pediu ao pai para retornar até sua mãe. Mas não para Daegu. Não voltaria para lá. Ainda não. 

Com a ajuda de um trabalho temporário que conseguira naquela cidade, guardou dinheiro suficiente para ajudar na mudança de casa que seria feita por sua mãe. 

Busan. O local parecia ser perfeito para sua nova estadia.

Sua mãe o matriculou em uma escola chamada Jeil High School, e então passou a frequentar seu primeiro ano no ensino médio. Foi quando conheceu Yoongi. 

O garoto era pálido, as madeixas eram descoloridas a um ponto que Jeongguk achou agradável. Se tornaram amigos em pouco tempo, e, no segundo ano, Jeongguk descobriu sem querer o paradeiro de Taehyung pelo amigo. 

Yoongi havia dito sobre ser apaixonado por um garoto chamado Kim Taehyung que morava próximo a sua casa, tão bonito que deixava-o sem chão, mas ele ainda estava planejando se declarar. Não tinha coragem.

Jeon quase não acreditou, mas a foto que Yoongi conseguiu tirar – com uma péssima qualidade – mostrava alguns traços bem parecidos ao seu amado Taehyung do passado. Não havia esquecido dele.

Todavia, sua incerteza quanto aquilo não o permitiu ir além. Por isso, apenas aguardou. Sua chance de por finalmente o plano em ação veio no início do seu terceiro ano, quando soube que o amigo iria se mudar. 

– Nunca pensei que conheceria alguém tão grosso e frio como Taehyung – Yoongi murmurou baixo para ele enquanto contava sobre a frustração que havia passado. – Fui me declarar e ele simplesmente me disse coisas que eu nem pensei que iria ouvir! Mas ele ainda é tão bonito...

Depois de alguns minutos se lamuriando, Yoongi falou sobre a mudança. Não conseguiria olhar para Taehyung de novo, a vergonha não deixaria. 

Ainda meio perdido no que Yoongi havia lhe dito, Jeongguk entendeu rapidamente o porquê de ter tido seu coração magoado. 

Taehyung havia se tornado frio e não se importava com os sentimentos dos outros, assim como não ligou para os seus. 

Tudo fazia sentido para ele.

Agora, totalmente confiante, colocaria seu plano em ação. Falara com Yoongi, pedindo uma troca de casas. As progenitoras conversaram sobre aquilo, e no fim, a mudança ocorreu perfeitamente. 

Jeongguk havia pedido informações sobre o local, a exata casa do Kim. E, naquela sexta feira, iniciou sua busca por vingança. 

Quando notou uma silhueta parecida com a do Kim surgindo, caminhou na direção dele, contendo todas as emoções que o abateram. Toda a alegria, saudades, tudo o que colocaria seu plano no zero. 

Quando passou por Taehyung, não imaginou que seria chamado. Mas aquilo facilitou ainda mais para si. 

Taehyung havia perguntado seu nome. E, com um sorriso no rosto ao perceber que finalmente iria ter a sua vingança, respondeu, confiante. 

– Jeon Jeongguk. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! <3 (e acabou passado por um tempo haha)

Vejo vocês logo logo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...