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História Como Treinar o seu Kwami - Capítulo 26


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Notas do Autor


Boa noite gente, tudo bom com vocês? Como vai o início de semana? Estou voltando aqui para mais um capítulo, esse aqui ficou um pouquinho mais curto, mas eu espero que vocês gostem mesmo assim. É um capítulo que me lembra muito de "O Ultimato" do arco 1. Boa leitura, e nos falamos nas notas finais

Capítulo 26 - Fazer o que é melhor


 Stefan: Olhe tem coisas que você não sabe, está bem? Coisas que eu queria contar, mas não consigo. Pode ser que eu nunca consiga. E eu só..preciso que você confie em mim.

Elena: Confiança se conquista, não posso simplesmente entrega-la de mão beijada.

- The Vampire Diaries

As semanas que se seguiram ao ataque da Anansi foram repletas de tensão. A frequência das akumatizações estava tão grande, que eu mal tivera tempo de me recuperar do meu último trauma, por mais que tanto Marinette quanto a Sra. Cheng tivessem insistido para que eu ficasse em casa por mais alguns dias. Naquelas ocasiões eu não podia evitar corar como um tomate, ainda era um pouco estranho ver duas pessoas tão preocupadas comigo. Afinal, desde que eu era um bebê, o mais perto que eu tivera de uma família era Nathalie e Gorila e eles não exatamente muito... amigáveis.

Com o aumento do número de ataques, a Srta. Bustier não poderia ter agido diferente e praticamente dobrou a carga horária dos nossos treinos e das práticas simuladas. A perfeição exigida pela nossa professora era tanta que, mesmo com as horas extras, o meu treino noturno com o miraculous pareceria cada vez mais indispensável. O único problema, é que ninguém nunca tinha me falado como era difícil conciliar uma vida dupla com um namoro. Tá bom, na verdade Plagg tinha me dito e muito bem...

Graças à redução das minhas horas livres, eu tinha cada vez menos tempo para passar com Marinette entre as aulas. E todas as vezes que ela questionava porque eu parecia estar sempre tão cansado, ou se eu estava bem mesmo, meu cérebro nunca conseguia pensar numa resposta descente. Meus deuses, por que eu tinha de ser tão ruim em mentir? Inclusive, na noite anterior, a azulada tinha se chateado de verdade comigo.

Naquele dia, tínhamos marcado um encontro duplo, junto com Alya e Nino. Contudo, apesar de desejar muito tirar uma noite de folga com meus amigos, eu precisava sair mais cedo se quisesse ainda ter energia e tempo para treinar com o miraculous. Só que, é claro, a desculpa para minha saída precoce foi a mais idiota possível: “E..er...eu tenho que ir para casa, eu lembrei que eu tenho que hã.... lavar minhas cuecas”.  

Diante daquela frase, nem foi preciso que Marinette dissesse nada, a decepção em seu rosto estava evidente. Ela e Alya estavam animadas com esse jantar há tempos, o qual deveria ser uma espécie de “recompensa” por aqueles dias tão agitados que estávamos tendo. Por Loki, Mari até mesmo se dera o trabalho de aprender com sua mãe a fazer um prato vegetariano, especialmente para mim. Não era de se admirar que ela estivesse chateada com meu comportamento aparentemente inexplicável.

Mas, nada foi pior quanto uma conversa que presenciei. Eu já tinha iniciado minha jornada para casa quando percebi que havia esquecido o meu bastão. Porém, antes que eu batesse na porta, não pude deixar de ouvir Mari perguntando para Alya se ela era tão chata assim para que o namorado (no caso, eu) estivesse enjoando da sua companhia. Quase senti meu coração torcer diante daquela sentença. Mari já tinha se machucado tanto por causa do amor, e a última coisa que eu queria era ser a causa de mais inseguranças.

Ela não imaginava o quanto estava errada!  Nem em um milhão de anos eu enjoaria da companhia daquela garota. Aliais, muito pelo contrário, eu sonhava em passar cada segundo de todos os dias ao lado dela.  Um dos meus maiores desejos era que fossemos menos jovens, para que eu pudesse a pedir em casamento, sem que isso parecesse estranho ou precoce demais. E, acima de tudo, queria poder compartilhar com ela o peso do meu maior segredo.

  Mas, eu não podia, não ainda. Eu estava apavorado, não suportaria a ideia de perde-la. O que ela pensaria de mim? Ainda mais, considerando a forma como o pai dela morreu. Provavelmente, Marinette me acharia um monstro, para dizer o mínimo. Não, eu não podia, simplesmente não podia:

- Loirinho – falou Plagg de novo, ao perceber minha expressão – Eu estou te avisado, sua bolha já tem hora marcada para estourar. Então, se eu fosse você eu contava logo esse segredo para sua azuladinha antes que ela se machuque de verdade.

- Você está certo – eu concordei, derrotado – Eu conto, amanhã.

- Amanhã? – ele questionou – Você tem dito isso todo santo dia pelas últimas duas semanas. Negativo, o senhor vai contar e vai ser hoje mesmo, logo depois do seu treino.

- O que? Nem pensar! Eu ainda nem me desculpei direito pelo meu comportamento de ontem – rebati – Preciso acalmá-la primeiro, antes de soltar de soltar uma notícia dessas.

- Adrien – Plagg falou – Eu estou te avisando pela última vez! Você está criando uma bola de neve que aumenta a cada dia que você guarda esse segredo. E se você não sair dela agora, os dois vão se afogar. E quando isso acontecer nem venha chorar no meu ombro.

Felizmente aquela conversa foi interrompida por uma batida na porta. Suspirei, imaginando que fosse Nathalie ou Gorila para avisar que eu deveria me apressar se quisesse passar na casa da Marinette antes do treino.

- Plagg, vá pra dentro da bolsa – sussurrei rapidamente.

No entanto, não era nenhum dos dois funcionário do meu pai que desejava entrar no meu quarto. Na verdade, era o próprio Gabriel Agreste, ao vivo e em cores, nas suas clássicas vestes formais:

- Bom dia, filho – ele pronunciou em voz firme.

Seus gélidos olhos azuis fitavam não somente eu, como todo o quarto. Acho que era a primeira vez que ele vinha ali em anos, e Gabriel Agreste parecia muito interessado em gravar cada detalhe do meu cantinho, ainda que olhasse tudo com uma expressão inquebrantável. O único momento em que senti seu rosto vacilar foi quando as sobrancelhas dele se ergueram levemente, ao encarar a enorme quantidade de desenhos de Marinette nas paredes. No entanto, se ele achou aquilo um hábito estranho nada disse.

- Pai? – consegui falar finalmente – O que você está fazendo aqui? Achei que só voltaria na semana que vem!

- Infelizmente nossa caçada foi um desastre – ele falou, com uma voz desprovida de emoção – Perdemos metade de nosso grupo na viagem, e não conseguimos avistar nem uma sequer daquelas pestes imundas.

Ao fim daquela sentença, soltei o ar que nem percebera que estava segurando. Era verdade que eu não tinha como ter certeza se os outros kwamis eram inofensivos como Plagg. Não obstante, a ideia de meu pai ferir alguma daquelas criaturinhas me deixava desconfortável, por motivos os quais eu ainda me recusava a refletir.

- Mas, eu não vim falar sobre minha viagem  – ele prosseguiu – Você sinceramente achou que isso passaria despercebido por mim? Eu sei o seu segredo. – meu pai afirmou, sem pestanejar.

- O que? – perguntei, já sentindo meu rosto ficar vermelho e as palmas da minha mão suarem.

 Será que ele tinha descoberto sobre Plagg? Eu sabia que era uma ideia terrível deixar com que aquele kwami idiota continuasse com seus passeios para procurar os-deuses-lá-sabiam-o-que. Oh meu Thor, o que eu faria? O que fazer? Se finja de idiota, se finja de idiota Adrien, pensei.

-  Eu nã-nã-não se-sei do-do que você está falando pai – consegui finalmente pronunciar, depois de muitas tentativas embaralhadas.

 -  Desista, você não me engana filho – ele disse em um tom sombrio.

- Er...eu

Meus deuses! Aquilo não estava ficando nada, nada bom. Será que ele sabia mesmo? Ai não, Thor, Loki e Odin. Eu estava ferrado, mais que ferrado, eu era um viking morto. “Olhe pelo lado bom Adrien” pensei “Pelo menos você conseguiu capturar uns akumas e conquistar o coração da Marinette antes de morrer”.

-  Nada acontece nesta ilha que eu não fique sabendo – Gabriel continuou, com o mesmo tom sério -  Vamos falar sobre seu recente comportamento nos ataques de akuma.

Ufa! Eu estava salvo, por agora. Também, eu tinha sido muito ingênuo. Com toda certeza, se meu pai soubesse sobre Plagg ele não iria vir amigavelmente conversar comigo. Pela fama que Gabriel tinha, era provável que arrombasse a porta, fatiasse Plagg em dez mil pedaços e só então discutisse sobre como e porquê eu estava escondendo um kwami. Sim, exatamente nessa ordem.

- Espera – pedi, após me acalmar um pouco – O que exatamente você quer dizer com “precisamos conversar sobre meu recente comportamento nos ataques de akuma”? Achei que eu estava indo tudo bem, a Srta. Bustier disse que...

- Eu não me importo sobre o que a coordenadora do Françoise Dupont tem a dizer sobre isso – ele interrompeu – O que me importa é saber de onde exatamente você vem tirando esses impulsos suicidas.

- Impulsos suicidas? – pausei – Ah, você quer dizer, sobre a vez em que eu salvei a Marinette do ataque da Anansi?

Sendo franco, meu pai era tão ausente que eu cheguei a pensar que talvez ele nem se importasse com o fato deu quase morrer envenenado. Mas, eu não me arrependia nem de longe por ter salvado minha Princesa, e o faria de novo sem nem piscar, caso fosse necessário.

- Isso – ele concordou – Você e aquela garota, Dupain-Cheng – meu pai falou o nome dela de forma peculiar, quase como se estivesse proferindo uma maldição – Não é a primeira vez que você faz algo para salvá-la... Estou errado? Você também já absolveu um ataque por ela em uma das simulações...

- Sim, na do Cupido do Mal – completei – Por que? O que tem demais? Por acaso é crime querer proteger a garota que eu amo?

- A garota que você ama? – ele perguntou, em uma voz acusatória – Você ama aquela garota? Por isso que agiu de forma tão imprudente no ataque da Anansi?

- Claro que amo, ela é minha namorada! – praticamente gritei.

- Sua namorada? – o homem rebateu no mesmo tom.

– Sim, minha namorada – enfatizei - E talvez se você parasse um pouco em casa saberia disso, ou de alguma outra sobre mim!

- Nunca mais... – meu pai pausou, como se tentasse se controlar – Nunca mais fale comigo nesse tom. Você não tem ideia do que eu fiz e faço por essa ilha, e por você.

- Não, realmente eu não tenho – disse, prestes a explodir – Você nunca me vê, nunca conversa, sequer faz questão de passar um dia na semana em casa que seja! Por quinze anos você não deu a mínima para mim, e agora acha que pode chegar e me dizer como eu devo viver a minha vida? Qual é o seu problema com a Marinette, afinal? Achei que gostasse dela! Você mesmo quem fez com que ela entrasse na nossa Academia!

- Eu sempre apreciei os esforços da Srta. Dupain-Cheng – ele disse friamente – E tenho aprendido a apreciar os seus. No entanto, não posso permitir esse tipo de comportamento entre os futuros capturadores de Berk. Você tem deixado seus sentimentos irem longe demais, e isso não é bom, para nenhum de vocês.

- Como é? – perguntei, incrédulo com o que eu ouvia – Está dizendo que eu deveria me afastar dela só por que eu a amo o suficiente para dar a minha própria vida? Não é o que todo mundo deveria desejar? Encontrar alguém por quem você esteja disposto a morrer?

-– Logo depois de perder a esposa, o Sr. Bourgeois me contou uma história peculiar. Na época, admito que pensei que fosse apenas um dos delírios dele. –ele pausou -  Mas, a vida é engraçada, e não demorou muitas semanas para que eu mesmo entendesse seu significado na prática. Gostaria de ouvi-la?

Concordei com a cabeça, um tanto incerto. Nunca na minha vida meu pai havia me contado uma história sequer. Ele sempre delegou aquela função à Nathalie, bom, essa e muitas outras. Mas, senti em meu interior que mesmo que minha resposta fosse negativa ele falaria de qualquer jeito. Afinal, era de Gabriel Agreste de quem estávamos tratando.

- Muito bem – ele começou – Há muito tempo atrás, antes de nossos ancestrais colonizarem Berk, havia uma vila onde vivia um garoto muito especial. Como os outros da sua idade, ele amava caçar e pescar, e tinha o grande sonho era ser um guerreiro tão bom quantos seus pais e avós. Mas, o que o tornava diferente das outras crianças, é que, antes de nascer, esse garoto foi presenteado pelos deuses com um belo par de asas.

“Durante os dias de verão, o garoto se divertia com seus amigos, voando, planando, alcançando o topo das mais altas árvores de frutas suculentas. Só que, para a criança nada era mais preciosa do que ela, a sua amada de cabelos dourados, a qual aparecia somente para ele. Quando contava da sua história de amor, os outros riam ou mesmo o chamavam de louco. Contudo, o menino nunca se importou com aqueles comentários, porque todos os dias ele podia ver a sua amada até o anoitecer. E a visão dela lhe aquecia a alma e o coração.

 “Ainda assim, um dia, aquelas horas pareceram insuficientes para o garoto, ele desejava ficar com ela para todo o sempre. Então, o menino decidiu voar até sua amada, para finalmente poder leva-la para conhecer a sua família e amigos. Ele voou, voou e voou por horas. Mas, o seu amor parecia se afastar mais e mais. Até que, prestes a desistir, finalmente ele avistou os seus cabelos claros. Não obstante, em poucos instantes, ele começou a sentir um formigamento estranho. E, pouco depois, um calor avassalador: as suas asas estavam derretendo, e o menino caiu na imensidão.

“Acontece que, nosso garoto tinha uma imaginação muito fértil. Durante todo o tempo, aquela que ele chamava de ‘minha amada de cabelos dourados’ era o que conhecemos hoje como o sol. A vila se entristeceu muito pela morte do garoto. Mas, eles não demoraram a entender a lição dada pelos deuses:

“Um pouco de amor faz bem, aquece os nossos corações, assim como sol esquenta a terra. Contudo, amor demais só gera fogo e destruição. Nunca esqueça disso Adrien, quanto antes você aprender melhor.

- Então...tá? – falei, sem saber mais o que dizer diante daquela história sinistra.

- E falando no Sr. Bourgeois, agora se me der licença vou resolver uns assuntos com ele. Afinal, gostando desse homem ou não, é ele que cuidou de Berk enquanto estive fora.

Então, sem dizer mais nada, Gabriel Agreste, por fim, saiu do meu quarto.

- Aquilo foi estranho, não foi Plagg? – perguntei, erguendo uma sobrancelha.

 - Loirinho – ele falou – O que no seu pai não é estanho?

Não pude discutir com isso. E com toda aquela visita surpresa eu tinha quase esquecido do assunto que discutia antes com o meu kwami.  Para meu azar, ele fez questão de me lembrar, logo em seguida:

- Mas, você sabe que tem que contar a ela né? – Plagg questionou novamente.

- Tá bom – concordei – Mas, somente de noite.

- Como você desejar Agreste, como você desejar – disse ele, colocando um grande pedaço de camembert na boca, com um olhar que dizia “estou doido pra ver esse circo pegar fogo”.

...

Não demorou para que eu percebesse que aquele dia seria bem mais longo do que eu tinha previsto. Como de costume, fui até a casa de Marinette para acompanha-la até a aula. Contudo, o clima estava muito estranho entre nós e não somente por conta do meu comportamento no jantar do dia anterior. As palavras de Plagg simplesmente não saiam da minha cabeça. E, sendo sincero, eu não parava de sentir como se a estivesse enganando a cada minuto. Talvez porque... eu estava mesmo a enganando a cada minuto!

Oh meu Odin, eu me sentia tão fora de mim que nem consegui conversar apropriadamente com Sabine, ou sequer apreciar os doces que ela tinha feito especialmente para mim. Durante todo tempo, Marinette se manteve estranhamente quieta, me lançando olhares questionadores enquanto caminhávamos para a Academia.

Por duas vezes, a peguei abrindo a boca, como se quisesse fazer uma pergunta, mas a fechava logo em seguida. Somente quando colocávamos nossas bolsas nos armários, que ela finalmente ousou falar algo, que gelou cada um dos meus ossos:

 - Adrien, que cheiro é esse? – Mari perguntou, olhando diretamente para minha bolsa – Parece queijo estragado. Está estocando os salgados da minha mãe de novo?

Marinette parecia um pouco mais relaxada, e disse a última sentença em tom de risada. Mas, eu senti o suor começar a escorrer pela minha testa no mesmo instante. Ai porcaria, eu deveria saber que aquele pedaço especifico de camembert era exótico demais para levar até o treino. Era óbvio que minha namorada seria incapaz de ignorar um cheiro tão peculiar. Ela era Marinette Dupain-Cheng! A garota que tinha mais instintos do que um felino selvagem... Os deuses que me acudissem!

- Haha, muito engraçado – disse de uma maneira não muito natural, pensando em como eu deveria tentar mudar de assunto.

- Você não tem jeito mesmo. – Mari falou, estendo a mão para pegar minha bolsa – Vamos, deixa que eu jogo fora para ti.

-  NÃO! – gritei, mais alto do que eu planejava – Quero dizer...não, eu cuido da minha bolsa.

- Qual é Adrien? – ela perguntou, arqueando as sobrancelhas – Qual é o problema deu jogar esse queijo fora? Não é como se você fosse comê-lo de qualquer maneira, a menos... – Marinette pausou pensativa – A menos que sua preocupação não seja o queijo... Tem alguma coisa na sua bolsa que você não quer que eu veja?

- Er... não? – respondei em um tom de pergunta. Mais um erro, ótimo.

- Pensando bem... – ela murmurou – Essa não é a primeira vez que você se recusa a abrir a bolsa na minha frente. Você também fez isso no dia da akumatização da Manon! -  a azulada acusou – Adrien Agreste, tem alguma coisa que você tem pra me dizer? 

Corei fortemente, ao perceber o olhar dela que misturava desconfiança com magoa.  Não a culpava, o meu comportamento em torno daquela bolsa estava tão estranho que era mais do que evidente que eu escondia algo muito grave, como a prova de uma traição ou coisa semelhante. Bom, Plagg não deixava de ser uma forma de traição, não só à ela, como a todo nosso povo.

- Você... – ela hesitou, com os olhos azuis brilhando de lágrimas – Você está gostando de alguma outra garota? Ou algo assim?

- Não, claro que não! – disse com a voz firme, pela primeira vez desde o início da conversa. Ao ver a verdade refletida nos meus olhos, ela relaxou um pouco, mas logo voltou à defensiva.

- O que foi então? – Mari perguntou, em um tom um pouco mais carinhoso – Adrien, seja lá o que tiver acontecendo, você pode me falar. Podemos enfrentar isso juntos.

- Não, não tem nada acontecendo – disse, passando a mão nos meus cabelos claros .

- Você sempre faz isso quando está nervoso! – ela me acusou.

- Nã-não fa-faço! – exclamei, sem sucesso.

- E gagueja com as palavras quando mente! – a garota continuou – Que segredo tão importante é esse que você tem? Adrien, você não confia em mim? -  ela perguntou magoada.

Para minha sorte, e o azar dela, nossa conversa foi interrompida pela sirene dos akumas. É, o dia estava mesmo ótimo, era só que me faltava! Agarrei a mão dela para que saíssemos da sala dos armários e nos juntássemos aos outros. Mas, ela se afastou, e me avisou com uma voz nada amigável:

- Escuta, agora vamos enfrentar seja lá quem tiver sido akumatizado. Só que essa conversa ainda não acabou. Eu quero respostas Agreste, e as quero pra ontem!

 Suspirei meio amedrontado e meio aliviado, aquela era a segunda vez que um ataque de akuma me salvava de dizer a verdade sobre Plagg.  Algo me dizia que não haveria uma terceira.


Notas Finais


E... mais uma vez o loirinho foi salvo pelo gongo (ou melhor por mim). Poxa Adrien, conta logo seu segredo! Eu já te avisei, Plagg já te avisou, leitores já te avisaram! Pelos deuses!
Ah, eu ia colocar o Luka pra aparecer no finzinho do capítulo. Mas, achei melhor concentrar essa participação dele no capítulo 27. E falando nesse capítulo, Lokinho, alguém me segura, ele tá com mais de 5mil palavras. De novo!
A próxima akumatização será a última desse arco. Então, eu vou lançar um desafio: quem acertar quem será o akumatizado da vez vai ganhar... uma música especial composta pelo Luka! E não, apesar deu ter dito que ele vai aparecer no próx. capítulo, não será ele a vítima do akuma. Fica logo a dica.
Por favor, não deixem de me contar o que estão achando da história, estamos quase entrando no arco final. Bjs e eu vou tentar publicar esse capítulo 27 amanhã porque estou MORRENDO de ansiedade.


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