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História Como Treinar o seu Kwami - Capítulo 5


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Notas do Autor


Boa tarde galerinha, tudo bom com vocês? Aqui está o prometido capítulo de quarta-feira. Muito obrigada a todos que comentaram e favoritaram no último capítulo. Eu adoro saber o que vocês estão achando da história. Boa leitura e nos vemos nas notas finais!

Capítulo 5 - O ilustrador do mal


Angela: Grandes eventos acontecem no mundo todos os dias. Terremotos, furacões, até mesmo o movimento das geleiras. Então, por que ele não pode pelo menos..olhar para mim?

- My so called life

Ok, diante daquela situação haviam duas notícias. A boa era que Marinette não gostava do Nathaniel. A ruim era que, se ela rejeitava de um modo tão brutal um garoto, que além de parecer ser um ótimo viking, era alguém por quem ela obviamente ainda tinha alguma consideração, o que diria para mim se eu confessasse meus sentimentos? Meus devaneios foram interrompidos pelo flash dos outros alunos, que corriam para pegar as armas no artesanal a fim derrotar o akuma, enquanto eu ainda estava ali, parado como uma estátua em frente ao ilustrador do mal.

Apesar de que, em questão de segundo, todas as armas boas terem acabado, ainda me restava o machado do meu pai. No entanto, algo me dizia que isso não faria tanta diferença assim. Com exceção de mim e de Nino, todos os outros já treinavam há vários meses. Alguns por já terem atingido dezesseis anos, outros por terem alguma habilidade ou influência especial. E mesmo que nem todos fossem tão “incrivelmente incríveis” como a Marinette, que parecia ser capaz de derrotar um akuma somente com o seu olhar, eles já possuíam prática e verdadeiros reflexos de capturadores. Até mesmo Nino fora mais rápido do que eu, e estava com armas até os dentes, pronto para o ataque.

- Apesar de ser uma simulação, não há recomeço. Se vocês fracassarem, vocês morrem! – gritou a professora, apontando diretamente para mim. – Não hesitarei em provocar uma seleção artificial se isso significar libertar Berk de capturadores fracos e frouxos.

Engoli em seco, enquanto ilustrador nos encarava com um olhar de divertimento, não demonstrando nenhum traço daquele menino tímido e simples que estava ali há pouco. Ainda sorrindo, ele pegou sua caneta e começou a desenhar. Naquele mesmo instante, Alya (agora eu tinha certeza que seu nome era esse) apareceu correndo com sua lança, indo em direção ao akumatizado. No entanto, sua tentativa de ataque não surtiu efeito, porque, de repente, sua arma desapareceu no ar. Enquanto ela olhava em horror para as mãos vazias, o ilustrador ria de um modo maléfico. Ah sim, esse era o poder dele: alterar a realidade por meio de desenhos.

- Pensem, apareceu um akuma, o que vocês precisam fazer primeiro? – perguntou a Srta. Bustier, percebendo o estado de choque que se apoderava da maioria de seus alunos após o primeiro golpe do akumatizado.

- Se fingir de morto? – eu chutei.

- Cortar a mão dele para que pare de desenhar? – sugeriu Chloe com uma voz sombria, como se ter uma desculpa para machucar Nathaniel de modo legitimo fosse a verdadeira motivação da sua luta.

- Causar uma distração para capturar o akuma! – gritou Marinette de forma confiante – Garotos Armados Não gostam de Kiwi – ela disse com uma piscadela peculiar, dando uma especial ênfase em quatro palavras: Garotos, Armados, Não e Kiwi.

Apesar de para estrangeiros aquela frase não fazer o menor sentido, para nós a mensagem da azulada era cristalina como água.  Garotos, Armados, Não, Kiwi, cada palavra começava com uma das letras que formavam a palavra “Gank”, uma conhecida gíria nossa para “ataque ilusório”. Ou seja, o que Marinette propunha era que alguns de nós apenas fingíssemos iniciar um ataque. Assim, enquanto Nathaniel estaria muito ocupado apagando mais armas, o restante de nós partiria para o verdadeiro, antes que o ilustrador pudesse perceber o que estava acontecendo.

O problema restante era...como poderíamos nos certificar que Nathaniel não ouviria os passos do responsável pelo verdadeiro ataque, vindo por trás? Ele parecia muito esperto, bem mais do que o coração de pedra, por exemplo. Como ter certeza que ele realmente não apagaria todas as armas, ou pior, como ter certeza que ele não nós apagaria? Foi então que, ao olhar para um dos escudos largados no chão, tive uma grande ideia. Mais cedo, naquela mesma aula, a professora bateu várias vezes sua espada em um escudo, provocando um ruído alto e irritante, para chamar nossa atenção nos momentos de maior de dispersão. Poderíamos fazer o mesmo com o akumatizado, para que não houvesse risco nenhum de sermos percebidos.

  Era um ótimo plano! Infelizmente, eu não fui o único a pensar naquilo. Após acompanharem meu olhar até o objeto, Alya e Nino pareceram chegar a mesma conclusão, e, sem mais, saíram correndo em disparada, deixando o resto de nós para trás. O problema era que como as espadas, adagas e machados eram as armas favoritas dos capturadores, não haviam muitos escudos na arena. Na verdade, em meu breve rastreamento, avistei apenas dois, um que estava na direção em que Nino e Alya corriam e outro que estava do lado oposto do ginásio, próximo ao local onde a Srta. Bustier observava a todos nós.

Assim, uma coisa era certa, quem ficasse com o segundo escudo não teria a menor chance de ser o aluno a iniciar o nosso ataque ilusório. E nem Nino, nem Alya, pareciam dispostos a abdicar dessa função, então ambos iniciaram uma disputa pela posse do objeto que estava mais próximo. Nino provavelmente, porque queria mostrar, assim como eu, a sua relevância logo no primeiro treino. Enquanto Alya, que parecia ser muito competitiva, não deveria estar interessada para perder para um novato. Sem hesitar, a garota dos cabelos avermelhados se jogou violentamente sobre o escudo, em uma tentativa de fazer com que o seu oponente entendesse que não tinha mais chance.

- Nem vem, esse escudo é meu! – gritou Nino tentando toma-lo da garota, sem sucesso – Aquele lá do outro lado tem desenhos de flores, meninas gostam de flores! Por que você não vai lá pegá-lo? – disse ele numa tentativa bem idiota de distraí-la.

 - Ah é mesmo? – ela respondeu, lançado para Nino um largo sorriso.

Alya levantou-se do chão, fazendo menção de que daria mesmo o escudo para Nino. No entanto, ao invés de deixa-lo nas mãos do garoto, ela golpeou lhe na cabeça, quase o derrubando o moreno no chão:

- Opa, agora esse tem sangue. Pode ficar, meninos gostam de sengue! Perfeito para você! – falou ela debochadamente – Idiota! Eu venci.

Sim, ela tinha vencido, mas, ao mesmo tempo, também tinha perdido. Aquela briga inútil deles arruinou totalmente nossa tentativa de ataque. Ao invés de criarem uma distração, Alya e Nino foram distraídos pela própria teimosia. Marinette e Chloe trocaram, rapidamente, um olhar de mútua decepção, concordando pela primeira vez quanto uma coisa desde o começo da manhã. E Nathaniel, aproveitando-se de toda aquela cena, pegou o lápis e desenhou uma grande jaula em volta da nossa dupla impulsiva. Apesar das tentativas de escapar, tanto de Alya quanto de Nino, as grades de ferro eram intransponíveis, os dois estavam fora de combate.

- Nino e Alya estão fora! – declarou a professora de longe.

Aproveitando o momento de breve vitória do akuma, Chloe correu e pegou o mesmo escudo que estava sendo disputado pelos nossos colegas, nem sequer me dando a chance de pensar em fazer o mesmo. Com uma espada na mão ela então começou a fazer sons ensurdecedores, atraindo o olhar do akumatizado. Ao mesmo tempo, Marinette tentava chamar a atenção de Chloe, como se perguntasse se podia iniciar o verdadeiro ataque, por trás do akumatizado. Porém, apesar de parecer uma boa oportunidade para realiza-lo, a garota fez sinal para que a outra esperasse mais um pouco. O que a filha do Sr. Bourgeois estava pensando em fazer? Não havia melhor momento para deter o ilustrador do mal.

- Oi desenhista! – ela gritou, enquanto ainda batia a espada sobre o escudo.

O ilustrador parou de desenhar o que seria o seu novo ataque e fitou Chloe com uma cara peculiar, como se estivesse espantando por ela estar dirigindo sua atenção à ele.

- É você mesmo! Eu só queria dizer que acho tudo isso ridículo. RÍ-DI-CU-LO – ela continuou, fazendo com que o rosto do akumatizado se tornasse vermelho como os cabelos dele – Tudo isso é ridículo! Seus desenhos! Seu amor pela Dupain-Cheng, tudo isso é simplesmente ridículo.

 O akumatizado, sem paciência para ouvir mais insultos, apagou toda a folha, e começou a desenhar novamente, com um olhar ainda mais assustador:

- Chloe! – gritou Marinette, tentando chamar atenção da companheira.

Se as duas quisessem criar uma distração não haveria outro momento. Marinette colocou a sua espada no ombro, se preparando para o ataque. E eu, sem saber mais qual era o meu papel naquela luta, decidi ir atrás dela, fazendo o mesmo movimento com o meu machado. Mas, Chloe não parecia dar importância à urgência da situação, pois ela continuou a provocar o akumatizado, sem tentar mediar as palavras:

- Seus cabelos são ridículos, sua forma de lutar é ridícula, e nem mesmo como um akumatizado você consegue ser menos rid..

Era tarde demais para fazer alguma coisa, a voz da loira morreu no mesmo instante que o chão sob os nossos pés começou a balançar. E inesperadamente, não havia sequer mais chão sob os pés de Chloe. No entanto, a garota percebeu o que acontecia somente no último minuto e apesar dos esforços, tanto meus quanto de Marinette, para alcança-la, nada pode impedir que ela caísse dentro de uma grande cratera.

Só conseguimos olhá-la de longe, para confirmar que, apesar da profundidade, ela não parecia estar muito machucada. Melhor de tudo: estava viva, o que era o mais importante no momento. Mas, infelizmente Chloe teria que ser um pouco paciente, não havia nem chance de que eu ou Marinette a resgatarmos enquanto nos defendíamos do ilustrador.

- Provocar um akuma é bom, o excesso por outro lado só leva à derrota. Você está fora Chloe! – gritou a Srta. Bustier.

- É parece que sobramos só você e Princesa – falei para Marinette, dando uma piscadela. Que loucura, não sabia que um dos efeitos da adrenalina eram surtos espontâneos de coragem. Eu disse mesmo aquilo em voz alta?

- Princesa? – ela perguntou com uma voz de irritação. Mas, logo em seguida, ela sorriu e me corrigiu – Não Botão de Ouro, só sobrou eu.

Do mesmo modo que Chloe, somente percebi que o chão sob os meus pés estava sumindo quando já era tarde demais, e, em questão de segundos, me juntei à ela dentro da grande cratera, a qual já tomava grande parte da arena. A partir desse ponto, não fui mais capaz de visualizar o restante da luta, mas sei com detalhes o que me contaram depois que fui resgatado.

Marinette, a qual previra os movimentos de Nathaniel bem antes de mim, não teve o mesmo destino que eu e Chloe. Ao invés de ficar presa num buraco por quase meia hora, ela correu rapidamente para o lado oposto do ginásio, enquanto cada local em que seus pés pisavam começava a se deteriorar. Mas, antes que o ilustrador desse o seu golpe final, ela decidiu apelar usando a sua maior fraqueza:

- Nate, já chega – ela disse – Eu, eu.. me arrependi, eu quero ficar com você.

Nathaniel parou na mesma hora de desenhar, encarando a garota com um olhar que misturava surpresa e adoração.

- Verdade?

“Não existe maior fraqueza que os sentimentos” ela contou mais tarde enquanto discutíamos os detalhes do ataque em grupo “É por isso que meu único namorado é a Helena, e também é por isso que diferente de Chloe, Alya e Nate eu nunca fui akumatizada”.

Ela largou a sua espada no chão, sinalizando que não tinha mais intenções de lutar, e, sem mais esperar, a azulada correu até o ilustrador do mal. Jogando-se em seus braços. Mas, quando ele virou o rosto para olhá-la melhor (e possivelmente até beijá-la), tudo que Nathaniel viu foi terra, e então mais nada...

Sim, no breve segundo que abandonou a sua espada no chão, Marinette, sem que o akumatizado notasse, encheu sua mão de terra, jogando todo o conteúdo bem nos olhos dele, assim que teve a chance. Sem poder mais ver nada, ele não conseguiu mais desenhar. Então, ela quebrou a caneta, finalizando o ataque do akuma, uou! Após capturar a borboleta, a Srta. Bustier a parabenizou, e juntas, elas libertaram Alya e Nino, e depois foram em nosso resgate.

Passamos várias horas seguintes arrumando toda a bagunça causada pelo akuma, mas a parte que mais deu trabalho, com certeza, foi arrumar todos os buracos. Desde o primeiro ataque de akuma havia um claro padrão. As coisas mais psíquicas, como o controle mental e a manipulação, sempre sumiam, mas as físicas, como a destruição, as feridas e as mortem permaneciam. Como não seria bom se houvesse algum tipo de mágica que trouxesse tudo de volta ao normal, no fim do ataque dos akumas. Não é mesmo?

Nem falo da morte e das pessoas feridas, não vejo como possa existir algo com tamanho poder nesse mundo. Mas, pelo reparar a bagunça que assolava constantemente a cidade já seria mais do que suficiente. Toda semana era preciso reconstruir prédios, casas e seja lá mais o que o akuma tivesse destruído, e nem sempre tínhamos tempo de concluir uma obra antes da próxima onda de destruição. Pelo menos, todos aqueles anos de trabalho voluntário que meu pai me obrigara a fazer tinham servido de alguma coisa, ajudar meus colegas a arrumarem a arena foi a coisa mais fácil do dia para mim.

Eu sei, ninguém era perfeito no treino. Alya e Nino deixaram que suas emoções primitivas os desviassem da urgência do momento. Um erro similar foi cometido por Chloe, que não soube moderar na distração do akuma, o que provocou a sua queda. Marinette quase foi também derrotada por demorar demais para interferir nos erros de Chloe. Não fosse Nathaniel tão ingênuo de confiar na amiga, certamente a azulada também não teria sucesso na simulação.

Mas, ainda assim, todos haviam feito alguma coisa naquela luta, todos menos eu. Tudo que eu conseguira fazer era correr de um lado para o outro que nem uma barata tonta, e eu ainda conseguira ser derrotado, mesmo sem lutar nada. Claro que isso não passou despercebido pelos meus colegas, que, como eu deveria ter previsto, começaram a me zoar (ainda mais), me chamando de “bebezinho em perigo” e, é claro, “Botão de Ouro”.  Ao fim do dia, a Srta. Bustier finalmente nos liberou para jantar, após fazer um breve resumo sobre o que havíamos aprendido com a experiência.

 - Todos cometem erros – ela falou – Mas, a hora de aprender é aqui. Lá fora erros custam vidas, vidas civis. Nunca esqueçam: os kwamis nunca hesitarão em mandar o akuma matar vocês. Eles não tem piedade.

Então, por que será que o Plagg não me matou?


Notas Finais


E aí, o que acharam? Desculpa se o começo da história está um pouco lento, mas nos capítulos seguintes as coisas vão começar a pegar um ritmo melhor. O próximo capítulo foi um dos mais divertidos de se escrever, ele se chama "Plagg", e acho que o título já denuncia por si só quem irá aparecer hehe. Sei que disse que iria postar no sábado, mas vou adiantar o capítulo para sexta-feira, então vejo vocês depois de amanhã! Por favor, se tiverem ainda um minutinho, não deixem de me contar o que estão achando da fic! Opiniões, teorias, críticas construtivas. Grande beijo e fiquem em casa se puderem!


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