História Como Treinar Seu Homem - Capítulo 16


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Taeyong, Ten
Tags Taeten
Visualizações 234
Palavras 3.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Chapter XVI


REGRA 13: __________________


Me sentei na beira da cama, os olhos fixados no visor da tela, demorou alguns segundos até que eu atendesse.

— Alô?

— Chittaphon — disse uma voz que não era de meu pai. Reconheci como sendo a de Lawan, antiga secretária secretária dele e atual namorada/amante.

Eu sabia do relacionamento dos dois porque em uma das viagens de férias que fiz para a Tailândia, acabei por pega-los no flagra. Ambos mantinham o namoro escondido porque meu pai, um homem sério e de negócios, jamais poderia assumir uma garota que não fosse no mínimo, de família rica. Lawan também nunca reclamou.

Ela ficou em silêncio durante alguns segundos e consegui ouvir sua respiração que parecia tensa do outro lado da linha, o que me deixou levemente preocupado. Tentei me recompor.

— Aconteceu alguma coisa? — franzi o cenho. — Vocês nunca me ligam.

Em três anos que estive fora, eles quase nunca entravam em contato comigo. Era como se no momento em que decidi sair de casa, mesmo que com o apoio de meu pai, a família tivesse virado as costas para mim. E eu não me importava tanto assim, mas de fato, me preocupou a ligação repentina.

Eu queria perguntar o motivo pelo qual ela havia me ligado do telefone pessoal de meu pai, o que significava que estava com o celular dele, mas fiquei quieto.

— Precisamos que você retorne a Bangkok imediatamente — sua voz era baixa e séria, novamente, um silêncio se interpôs entre nós.

Meus dedos inquietos maltratavam o tecido da calça rasgada no joelho, em puro nervoso. Somente depois de alguns segundos arrastados ela retomou seu ponto.

— É sobre o seu pai.

Meu rosto se fechou em uma expressão tensa, desconfortável. Haviam muitas coisas não resolvidas entre eu e ele, e mesmo que todos os finais de ano eu viajasse para lá, nenhuma das questões pendentes entre nós eram solucionadas. Continuei em silêncio, e Lawan também.

Era possível escutar o sangue bombear em meus ouvidos, mordi o lábio inferior, arrancando uma pele solta que fez minha boca arder.

— O que aconteceu? — indaguei por fim, meu estômago se contorcendo como se alguém o revirasse com um garfo gigante. — Lawan, eu quero falar com ele, passe para o meu pai.

— Ele não pode atender no momento, está descansando.

Percebi que ela tentava escolher suas palavras com cautela, e naquela altura do campeonato eu já estava começando a ficar impaciente.

— O que aconteceu com ele? — insisti. — Você me liga do telefone dele com essa voz estranha, diz que preciso voltar urgentemente e enquanto isso ele está descansando e por isso não pode falar comigo. Eu quero falar com o meu pai, Lawan, agora.

Não, eu não queria falar com ele. Só Deus sabe o quanto eu evitava ficar a sós com meu pai por medo dele tocar no assunto delicado que era eu, ou o fato de eu ter me enfezado e gritado com ele quando me disse que não poderia cursar dança, ou quando ele me bateu com a cinta em resposta a isso, exatamente do jeito que me surrou quando me encontrou no quarto tentando seguir os passos de Lisa naquela coreografia que dancei no estúdio de Taeyong.

Meu relacionamento com meu pai era complicado e com o tempo se tornara superficial, ele nunca mais tocou no assunto, fingindo nunca me ter visto dançando daquele jeito nada masculino, sempre me olhando de um jeito que eu não sabia decifrar se tinha raiva, nojo, se me culpava por todas as coisas ruins em sua vida.

Nos jantares caros que ele bancava para receber mais pessoas ricas do redor do mundo e fazer negócios, ele sempre me apresentava como sendo o filho perfeito, rindo com gosto enquanto ignorava o fato de eu odiar tudo aquilo. E sempre fingindo que as agressões nunca aconteceram.

Mas ele era meu pai, eu precisava saber que estava tudo certo.

— Você faz medicina — Lawan começou.

— Sim.

— E sabe que seu pai não está mais jovem e saudável como era antes.

Assenti, mesmo sabendo que ela não veria.

— É complicado de explicar... Mas ele vinha se sentindo mal por algumas semanas, nós achamos que era fadiga comum, mas não melhorou, ele fez exames e o resultado foi Lúpus.

Minha mente viajou a mil, um buraco negro se abriu em meu estômago. Lúpus? Meu pai sempre pareceu saudavel demais, vívido, diferente do que Lawan falara a poucos segundos, eu não conseguia imagina-lo como uma figura frágil de saúde.

Por não saber exatamente como reagir a aquilo, perguntei a coisa mais idiota possível:

— Como ele está?

— Dormindo — foi a resposta que obtive.

Ela mantinha a voz impassível, eu até podia imagina-la em suas roupas caras e cabelo impecável, com o celular pendurado numa orelha e me dando a notícia.

— Quis dizer se ele está bem, sobre a recuperação, tratamento... — lá se foi mais um pedaço do meu lábio, o gosto de sangue espalhou-se por minha língua.

— Ele está tendo atendimento médico domiciliar, pediu para que eu entrasse em contato com você, para que retornasse para cá imediatamente.

Assenti mais uma vez. Nós continuamos a chamada, Lawan me explicou como as coisas tinham acontecido até chegarem naquele ponto, contou dos sintomas e tentei ser compreensivo, como sempre. Eu não odiava tê-la como madrasta, tirando o fato dela ser apenas alguns anos mais velha do que eu e meu pai, o triplo de nossa idade, ela era legal. Eu só não a considerava como mãe, obviamente.

Por fim, quando desliguei o celular, tinha uma missão para aquela tarde: comprar passagens e arrumar as malas. Eu teria de viajar naquele mesmo dia porque aparentemente meu pai precisava me ver o quanto antes. Fiquei me perguntando se ele tinha intenção de me pedir desculpas por ter feito o que fez quando eu era mais novo, por medo de morrer e não ir para o céu. Claro que essa ideia era ridícula, mas ainda assim...

Afastei o pensamento e decidi que tinha que começar a agir. Malas, pensei. Estavam em cima do guarda-roupa, que era enorme e alto demais. Subir na cama, que ficava do outro lado do quarto, não era uma opção. Olhei para a cadeira da escrivaninha.

— Droga! — xinguei quando caí no chão, aparentemente não dá pra ficar de pé em uma cadeira de rodinhas.

— Ten? — escutei Yukhei me chamar do outro lado da porta. — Está tudo bem?

— Sim — respondi rapidamente, as mãos na cintura e a cabeça matutando um plano para poder tirar aquela maldita mala de lá.

Eu posso fazer isso mais tarde.

Tentei focar em separar algumas mudas de roupa, não tinha intenção de ficar por lá mais do que uma semana, tendo em vista que o período letivo para quem havia ficado para os exames finais estavam pra acabar e o retiro seria em breve.

— Mas que porra! — senti minha respiração acelerar.

Eu não tinha notado, mas em questão se segundos tinha jogado parte de minhas roupas no chão, sem conseguir escolher nenhuma que poderia levar.

Calma.

— Você tá mesmo bem, mano? — Yukhei disse.

O que estava acontecendo comigo? Porque eu estava tão nervoso? Era meu pai, afinal de contas. A pessoa que me bateu até eu desmaiar, que me fez sentir errado parte da minha vida, que fez eu desistir de tudo que eu mais gostava para me isolar numa bolha, que ensinou a me acomodar na infelicidade e conviver com ela diariamente, não pensando nisso, mas cumprindo as obrigações diárias. Era meu pai. Porque eu estava tão nervoso? Porque eu estava chorando?

Abri a porta do quarto e vi Yukhei arregalar os olhos.

— O que diabos aconteceu aqui? — ele falou, em seguida me encarou atentamente. — O que aconteceu com você?

— Nada, eu... — me arrependi imediatamente de ter aberto a porta. — Não consigo decidir o que vou por na mala.

Yukhei entrou no quarto e olhou em volta, ainda confuso.

— Mala? Você vai viajar?

— Coisa pessoal — funguei, então enxuguei os olhos com as costas da mão. — Estou nervoso porque não consigo pegar a porcaria da mala lá em cima e nem decidir que roupas devo levar.

Yukhei assentiu, acreditando no que eu dizia. Era bom tê-lo como colega de apartamento por isso, apesar do incidente da noite anterior, ele não se esforçava para analisar cada palavra que saía de minha boca e sua veracidade. Ao contrário disso, era uma pessoa extremamente tranquila de se lidar, e só confirmei o que pensava quando ele bateu os olhos na mala em cima do guarda-roupa e se dirigiu até ela.

— Aqui — não fez muito esforço para pegar a alça e em seguida puxar a mala por completo. — Não precisa chorar mais... — sorriu brincalhão.

— Cale a boca — respondi — o que está fazendo?

Yukhei havia pegado o meu celular, que antes se encontrava jogado na cama.

— Vou ligar pro seu namoradinho — ele disse, tentei pegar o aparelho de sua mão e falhei miseravelmente. — Ele vai saber lidar com isso melhor do que eu.

— Me devolve! — eu já falei que odeio ser baixinho? Eu odeio ser baixinho.

Yukhei gargalhou ao me ver ficar vermelho e devolveu o celular. No viva-voz, escutei Taeyong.

Ten?

— Oi... — falei num fio de voz, os olhos enormes do Wong sobre mim.

Ei, que voz é essa? Você estava chorando?

— Ele estava chorando sim! — Yukhei disse e pensei que a única forma de lidar com ele naquele momento era na base da violência.

— Cale a boca — mandei, então voltei minha atenção para Tae. — Foi só uma brincadeira de mal gosto do Yukhei, ele te ligou, não eu. Preciso desligar agora...

Espera, o q-

Desliguei a chamada e fulminei o chinês de pé na minha frente. Ele não pareceu se importar, naquela altura eu estava ponderando se meus sentimentos por ele eram positivos ou não. A vontade de voar em seu pescoço me deu a resposta para a pergunta.

— Nunca mais faça isso — disse seco. — Preciso ficar sozinho.

Yukhei deu meia volta, murmurando um "nossa, que mal agradecido" e deixou o meu quarto, então me vi sozinho novamente, fechei a porta e voltei para onde estava.

Meus olhos foram para o celular em minha mão. Fiquei a refletir se deveria ou não ligar mais uma vez para Taeyong, uma enorme parcela dentro de mim ordenando que eu não o fizesse.

É assim que você não gosta dele?

Acabei ligando para Doyoung. Ele era a única pessoa naquele momento que eu poderia conversar, já que se ligasse para Jungwoo, teria de lidar com Yukhei mais uma vez, e Taeil... Bem, eu só não queria vê-lo.

O que foi, demônio — ele disse quando atendeu.

— Doyoung... — minha voz fraquejou um pouco. Pigarreei. — Você poderia vir aqui em casa pra me ajudar com algumas coisas?

Ouvi-o suspirar.

Sim, estou indo.

Como sempre, ele cedeu ao meu lado emocional. Veja bem, eu não era a pessoa mais aberta do mundo, sempre isolado dentro de minha bolha, impedindo com todos os meus esforços as pessoas de se aproximarem, porém, houveram algumas vezes em que eu acabei me abrindo um pouquinho mais com Doyoung, não o suficiente para ele saber o motivo das minhas tristezas, mas sim para que ele pudesse ficar ao meu lado quando eu precisasse. E era isso que estava acontecendo agora.

Finalizamos a ligação e me sentei num cantinho do quarto, observando a bagunça que estava, as roupas jogadas sob a cama, emboladas e amassadas, e pensei na careta que Taeyong faria caso estivesse ali.

Porque estou pensando nele? Foco, Ten.

Eu tinha poucas horas pra comprar a maldita passagem e estar de malas prontas para viajar, mas estava ali distraído, sem conseguir me concentrar direito, então peguei uma folha e uma caneta e comecei a rabiscar qualquer coisa, esperando até que Doyoung chegasse.

O tempo passou e escutei a campainha tocar, quem o recebeu foi Yukhei, e em alguns minutos eu ouvi alguém bater na minha porta. Me dirigi até ela e abri. Kim Doyoung tinha uma sacola nas mãos e o cenho estava franzido quando ele entrou no quarto.

— Eu sabia que você era bagunceiro, mas não nesse nível — falou por fim.

— É por isso que te chamei...

Ele fez uma careta.

— Não vou te ajudar a arrumar o quarto!

— Não... Não isso...

Com um suspiro pesado, contei a ele que tinha que ir às pressas para a Tailândia, deixando de fora os porquês. No fim, Doyoung tirou da sacolinha alguns cookies e me ofereceu, aceitei.

— Muito bem — ele disse — vamos fazer assim, compramos sua passagem agora e então arrumamos a mala.

— É um bom começo — tentei relaxar, na minha boca, o gosto do chocolate derretido se espalhando.

Doyoung se dirigiu até meu notebook, entrou em um site de companhia aérea e procurou por passagens de última hora.

— Tem um vôo daqui quatro horas, pode ser?

Assenti. Estava me sentindo um lixo inútil, eu tinha vinte e dois anos e não conseguia me organizar para comprar minha passagem e arrumar as malas, precisei de um amigo para fazê-lo.

— Ok, me empresta seus documentos, vamos comprar isso...

Entreguei minha carteira e Doyoung se concentrou em fazer a compra.

Porque estou tão nervoso? A pergunta ecoou mais uma vez em minha cabeça. Porque vou viajar de avião mais uma vez, porque tenho medo de altura, porque não vai ter ninguém, nenhuma mão que eu possa apertar, nenhuma pessoa que possa me segurar com força.

Estava nervoso porque iria reencontrar meu pai e talvez ele me pedisse perdão, nervoso porque apesar de tudo que ele me fez, ele continuava sendo meu pai, e eu não queria perdê-lo.

Assim que as passagens de ida e volta estavam compradas, Doyoung virou-se na minha direção, estava mastigando um cookie.

— Agora, arrumar as malas — falou de boca cheia.

— Sim.

E nos colocamos de pé ao redor da cama, decidindo que roupas eu deveria levar. Mais uma vez me senti idiota por ter tirado meu amigo de casa só para fazer isso, mas ignorei esse pensamento e tentei me concentrar nas roupas.

Acabou que Doyoung era tão terrível em arrumar malas quanto eu.

— Está pronto! — ele disse depois de alguns minutos, sendo que a mala em questão estava tão abarrotada de roupas que não era possivel fecha-la. — Vai, a gente consegue fechar isso.

Ele sentou por cima dela e tentou a todo custo fechar o zíper, óbviamente não conseguindo. Bufou, derrotado.

— O que vamos fazer? — perguntou, agora sentado do meu lado.

— Eu não sei... — respondi, dando de ombros, também admitindo derrota. — Queria voltar pra noite do cinema, queria não ter saído pra buscar mais manteiga.

Doyoung apenas me observou.

— Você acha que se não tivesse conhecido o Taeyong, isso não estaria acontecendo? Porque se é isso que está pensando, você é burro.

— Vai se fuder! — dei um soco em seu braço, ele revidou, eu bati de volta e nós começamos uma luta ridícula que terminamos rindo. — Acho que vou ligar para ele...

— E porque você faria isso?

— Taeyong é a única pessoa organizada que conheço que conseguiria lidar com essa bagunça toda.

— Com "essa bagunça" você quer dizer o quarto ou você mesmo?

Mais um soco, Doyoung riu.

— Ok, liga pra ele, preciso ir de qualquer jeito, tenho um encontro esta noite.

Meus olhos cresceram para cima dele.

— Com quem? — indaguei, mesmo sabendo a resposta.

As bochechas de Doyoung ganharam uma coloração vermelha.

— N-não é da sua conta! — ele respondeu, ainda corado, e eu me senti um pouco mais calmo com isso.

Não é todo dia que se vê Kim Doyoung todo sem jeito.

— É sim, eu contei sobre Taeyong pra você! Desembuxa.

— Contou porque quis! — a expressão em seu rosto parecia um coelho. — Porque é burro...

— Doyoung-ah, me conta! — então fiz minha melhor expressão fofa enquanto me agarrava em seu braço, o que saiu meio errado porque estava com o rosto vermelho por chorando antes, mas pareceu funcionar.

Doyoung se desvencilhou do meu toque e se aprumou no melhor que pôde, então fitou o chão.

— Taeil... Vou sair com ele num encontro. E-eu que chamei e...

Minha boca abriu e fechou numa expressão surpresa.

— Não brinca! — falei, agora sorrindo. — Doyoung, seu safado!

— Ah ha ha, olha quem diz! — e apontou para o meu pescoço, me deixando sem entender.

Meus olhos miraram o espelho ao longe e vi algumas marcas arroxeadas, foi minha vez de ficar vemelho.

— Eu caí — disse simplista, o fazendo gargalhar.

— Sim, de boca no pau dele.

— DOYOUNG!

Nós dois continuamos rindo feito idiotas até que ele disse que realmente tinha que ir embora ou se não, iria se atrasar para seu encontro. Eu o acompanhei até a sala, não parando de provocar o fato de que Kim Doyoung, o cara mais sarcástico e de humor ácido do mundo, estava apaixonado.

Quando me vi sozinho novamente (Yukhei agora mantinha a porta do próprio quarto fechada), resolvi ligar para Taeyong. Eu tinha plena consciência de que estava fazendo uma idiotice, porque mais uma vez iria deixa-lo entrar em minha vida, mas era como se eu não tivesse mais controle sob minhas ações, então apenas procurei seu nome na lista de contatos e liguei.

Ele não atendeu de primeira. No terceiro beep eu comecei a ponderar se deveria continuar insistindo ou não, pensando novamente em como eu era desastrado e burro por não conseguir fazer nada direito, e mais idiota ainda por insistir na ideia de que somente Lee Taeyong poderia me acalmar, que ele era a única pessoa que daria um jeito de não me fazer surtar por ter que passar 2 horas dentro de um avião a onze mil metros de distância do chão.

Finalmente, ele atendeu.

— Espero que não seja nenhuma brincadeira sua, Yukhei.

Não tinha ironia ou raiva em sua voz, notei.

— Oi — comecei — não, dessa vez não é...

Entrei para o meu quarto de novo e fechei a porta.

— Então, nesse caso, oi Ten-ssi!

Algo dentro de mim se agitou. Ten-ssi?

— Oi... — falei um pouco abobalhado com o novo apelido e a forma que soava em sua voz.

— Você já disse oi.

— Verdade, me desculpa, sou idiota.

Ouvi-o rir baixinho do outro lado da linha.

— Você não é idiota. O que aconteceu? Você não parecia bem naquela hora e agora está assim...

Não desabe. Pense em qualquer coisa.

Ten-ssi.

— Você pode vir pra cá?

Engoli em seco ao proferir em voz alta.

— Agora? — ele questionou.

— Agora.

— Porquê agora? — ouvi-o dar uma risadinha.

Mordi o lábio inferior que já estava praticamente em carne viva, pensando muito no que iria dizer, mas as palavras saíram antes que eu as impedisse.

— Porque preciso de você.


Notas Finais


HEY PEOPLE! Como estão? Sobre esse capítulo, bom, foi mais um capitulo de transição mesmo... Eu tava com um bloqueio horrível pra escrever e se não fosse pela Mari, talvez ele nem tivesse saído (eternos agradecimentos, vc é um anjo ❤️), e bom... Espero que tenham gostado! Acho que ficou bem maior do que planejei, eu pretendia cotinuar ainda, na parte em que o Tae chega na casa do Ten, mas iria ficar muuito longo, então dividi o cap em duas partes, acho que vocês vão gostar, tá bem fofinho aaaaaaaa
E uma ultima coisa: minhas aulas começaram hoje, e pra piorar, estou de DP (que é tipo uma recuperaçao, mas mt mais fudida) em varias materias... Nao sei se isso vai atrapalhar o andamento da fic no que diz respeito aos dias de postagem, espero que entendam e não me matem por conta disso TuT agora sim, fico por aqui, até quinta ♡


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