História Como um cacto - Capítulo 1


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Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, KiBum "Key" Kim, Minho Choi, Taemin Lee
Tags Drama, Jonghyun, Key, Kpop, Saudades, Shinee
Visualizações 10
Palavras 817
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Nada mais fazia sentido. Sentei-me no sofá de cor cinza e coloquei as mãos sobre o rosto, apoiando os cotovelos sobre minhas pernas trêmulas. Minha cabeça girava sem parar e dentro de mim havia uma vontade insaciável de gritar para os quatro cantos do mundo, dizer o quanto eu queria que aquele sofrimento parasse e que Jonghyun aparecesse em minha frente para me confortar e dizer que tudo aquilo era só um pesadelo ou uma pegadinha de mau gosto.

Já fazia uma semana desde o pior dia da minha vida, o dia que eu desejava que nunca tivesse acontecido. E a cada novo amanhecer, eu jurava que me sentia pior. Muitas pessoas costumam dizer que o tempo pode tratar qualquer ferida, mas conforme o tempo passava, eu só sentia que o buraco o qual Jonghyun fez em meu coração ficava maior cada vez que eu lembrava de seu sorriso.

                                                                                                       *

Algumas horas após eu ter tomado banho e trocado de roupa, ouvi a campainha sendo pressionada insistentemente. Fui até a porta e olhei pelo olho mágico, encontrando Minho, Taemin e Onew do lado de fora. Ao destrancar e abrir a porta, eles entraram no apartamento e eu recebi um abraço apertado de cada um deles.

- Como está se sentindo hoje? – Minho perguntou, sua mão estava pousada em meu ombro e ele me olhava nos olhos.

- Nada bem. – Respondi com sinceridade. Minho assentiu e eu pude ver que ele se sentia do mesmo jeito que eu.

- Achamos que seria melhor passarmos esse período juntos. Não quero que nenhum de nós se sinta sozinho. – Onew falou, sentando-se no sofá com Taemin ao seu lado.

- Tudo bem, aprecio a presença de vocês. Vou preparar alguma coisa para nós comermos. – Fui até a cozinha e peguei uma pizza de micro-ondas, colocando-a dentro do aparelho. Era o melhor que eu podia fazer naquele momento. Fitei a geladeira por um segundo, uma imagem de Jonghyun segurando a pequena Roo em seu colo. Não pude evitar que meus olhos enchessem de lágrimas. Não havia pior sentimento do que a saudade. Assim que o micro-ondas apitou, tirei a pizza de dentro dele e cortei as fatias, depositando-as em um prato grande e voltando à sala de estar.

- Desculpe, rapazes. Não estou com cabeça para cozinhar agora. – Sentei-me no chão com as costas apoiadas no sofá. Lembrei-me de quando Jong sentava-se assim e eu passava meus dedos livremente por seus cabelos. Ele fechava os olhos e deixava que eu o acariciasse até que pegasse no sono.

Observei os garotos comerem e começamos uma conversa de cunho totalmente nostálgico. Nenhum de nós conseguia pensar em qualquer outra coisa que não fosse o fato da morte repentina do nosso amigo, que no caso, também era meu namorado.

- Parece que tudo isso é um pesadelo, que a qualquer momento eu vou acordar e perceber que foi tudo coisa da minha cabeça – Disse Taemin, os olhos vermelhos e o rosto inchado de tanto chorar. Onew o abraçou de lado, fazendo com que Taemin pousasse a cabeça em seu ombro.

No meio da conversa, relembramos os melhores momentos que tivemos juntos. Eu repassava cada um desses momentos em minha cabeça todos os dias desde que ele se fora. Lembrei-me de quando fomos a praia e sentamos na areia, o sol aquecendo nossas peles e seus olhos minúsculos que estavam ainda menores por conta da luz do sol. Naquele dia, Jonghyun havia me dito que eu era uma das melhores coisas que aconteceram em sua vida e me deu um pequeno vaso de planta, com um cacto dentro.

" - Um cacto? – Eu perguntei, incrédulo. – Mas que presente mixuruca.

- Sim, um cacto. E quer saber o por quê? – Ele parecia não se arrepender da escolha feita.

- É melhor que você tenha uma boa explicação. – Disse, em tom brincalhão.

- Os cactos são conhecidos por viverem em regiões áridas e isoladas, Key. E ainda que vivam em tais condições, é uma planta forte que floresce no final. Eu quero que você seja como um cacto. Mesmo que esteja vivendo em momentos de solidão, eu quero que você floresça da maneira mais bonita possível. – Ele não deixou de me encarar enquanto falava."

Senti meu peito apertando-se de uma forma extremamente dolorosa. A imagem do seu rosto suave, o som da sua doce voz ecoando em meus ouvidos, como se fosse a melhor melodia que existisse no mundo inteiro. Por um momento, eu senti que eu quebraria ao meio, ali mesmo na sala. Ao fechar meus olhos e mentalizar sua frase novamente, eu pude sentir uma paz repentina. Entendi o por quê do seu presente. Olhando para o teto, com meus amigos ao meu redor em silêncio, senti meus lábios formando um breve sorriso. Como todo amor e com os cacos que restaram do meu coração eu prometi à ele: seria como um cacto, como ele pediu.

 


Notas Finais


Nem chorei, só tremi.


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