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História Como um conto de fadas - Capítulo 9


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Notas do Autor


DOBRADINHA!!!

Desculpem qualquer erro e bos leitura! 💜

Capítulo 9 - Tudo é possível se acreditar


Fanfic / Fanfiction Como um conto de fadas - Capítulo 9 - Tudo é possível se acreditar

_____’s pov

 

Suspirei e entrei na biblioteca e avistei um senhor corcunda de barba e cabelos brancos.

- Com licença...? – disse em dúvida.

Ele se voltou para mim meio curvado e sorriu.

- Ah, Alteza. – ele me reverenciou meio sem jeito.

- Eu acho que... – olhei em volta brevemente. – Nunca vi o senhor aqui antes.

- Eu limpo a biblioteca real há anos. – ele sorriu.

Olhei em volta.

- É, muita coisa para limpar. – virei a cabeça de lado.

- Está em busca de algum livro em especial, princesa?

- Sobre piratas. – sorri.

- Interessante.

Tive a impressão de que os olhos dele brilharam. Franzi o cenho.

- Meus irmãozinhos querem que eu leia para eles hoje.

- Ah, entendo. – ele elevou o dedo indicador. – Tem um bem aqui. – ele puxou um livro da estante e o estendeu para mim.

Peguei o livro.

- ‘As aventuras do pirata Kim’. – sorri. – Obrigada. – olhei para ele. – Acho que não sei o seu nome... Senhor...?

- Zus. – disse ele como um sopro. – Talvez você devesse ver outra coisa.

- Que coisa?

O velho Zus passou a mão espalmada por entre a estante e sorriu ao achar alguma coisa ali e um barulho soou. A estante se abriu. Era uma passagem secreta que eu nunca tinha visto antes.

Minha boca se abriu em um perfeito ‘o’.

Entrei no lugar atrás do velho corcunda. Era uma antessala com uma mesa no meio. A claridade ali era por algumas velas e sobre a mesa estava um baú.

- Vá em frente. – disse ele instigante. – Abra-o.

- O que tem aqui? – quis saber ao me aproximar e colocar o livro de pirata ao lado.

Abri o baú e lá dentro tinha um medalhão sobre um livro de capa roxa.

- Este livro é o melhor de todos os livros da biblioteca. – o velho Zus sussurrou. – Você gostaria de lê-lo?

- É claro. – peguei o medalhão e o coloquei sobre o livro de pirata e em seguida peguei o outro livro dentro do baú. – A história é sobre o quê exatamente? – tentei abrir o livro, mas não consegui, algo o prendia.

- Você deve colocar o medalhão primeiro, princesa.

- Ah, sim. – rapidamente coloquei o medalhão ao redor do pescoço e o livro se abriu facilmente em minhas mãos depois disso.

- Tudo é possível se acreditar... – a voz dele soou, mas meus olhos estavam vidrados no livro desconhecido em minhas mãos e então... Nada!

Como assim... Nada?!

- Mas, senhor Zus, as páginas estão... – olhei em volta e o velho não estava mais lá. – em branco. – sibilei.

Suspirei e voltei a olhar para o livro.

Devia haver algum segredo para lê-lo. Porém qual seria??

 

(...)

 

Lyon e Yoon dividiam o quarto e eu li a história que eles queriam com empolgação e mudando a minha voz. O que eles adoravam. Seus olhos brilhavam de alegria e empolgação com a história que contava a eles.

- Então... Kim Taehyung pegou sua espada e avançou contra os piratas inimigos. O tinir das espadas se sobressaia ao barulho agitado das ondas do mar e a chuva forte e constante não dava trégua! – dizia tudo dramatizando a cena. – E lutou e lutou, mas no fim, perdeu seu navio. – os meninos arregalaram os olhos. - Mas não a vida. Talvez possa ser o mais importante, mas... – olhei o livro rapidamente antes de continuar. - Ele jurou que recuperaria seu navio. Fim!

- Ah, não!!! – os dois exclamaram.

- Como acaba desse jeito? – indagou Lyon. – Tem que ter uma continuação, irmã.

- Não sei sobre isso. – fechei o livro. – O que sei é que já está na hora de dormir.

- _____, você tem que ver se acha a continuação deste livro tão legal e tem que ler pra gente se tiver!! – disse Yoon agitado.

- Tudo bem, prometo que vou procurar. – sorri. – Agora, dormir é o que vocês vão fazer.

 

(...)

 

Sentei-me na escrivaninha com o livro de capa roxa. O abri e as páginas estavam em branco como antes.

- Que velho estranho. – disse para mim mesma. – “Tudo é possível se acreditar”. Conversa afiada, ora essa!!

Magia?

Será que finalmente posso saber o que significa a palavra promiscuo?

Será que este livro é como o espelho da madrasta no conto da Branca de Neve?

Será que devo perguntar?

- Não! – balancei a cabeça. – Tolice minha.

Olhei para a pena e o tinteiro. Por que não fazer um teste já que as páginas do livro estão em branco?

Endireitei-me, peguei a pena para escrever...

 

Promiscuo, o que é?

 

No mesmo instante as palavras sumiram do livro como se eu não tivesse escrito nada.

- Eotteoke?! Como isso é possível? – bufei colocando a pena ao lado do livro sobre a madeira da escrivaninha. – O que o senhor Zus quis dizer com tudo isso? Por que ele me mostrou aquele esconderijo? E por que me mostrou esse livro e este medalhão? – segurei o pingente sobre o meu peito.

Havia um desenho de uma pena no meio e ao redor tinha uma cobra engolindo o próprio rabo.

Fechei o livro e vi que tinha o mesmo símbolo na capa de cor roxa. Obviamente somente com o medalhão aquele livro inútil poderia ser aberto. Porém, qual é o significado oculto disso? Como posso revelar seus segredos?

Levei o dedo indicador ao queixo, pensativa, mas nada vinha a minha mente. Como estava tarde, achei melhor ir dormir e me preocupar com a festa de noivado de meu irmão que se aproximava.

Minha Eomeoni disse que haveriam pretendentes para mim. Só que, evidentemente, ela não podia me casar com ninguém sem antes eu sangrar. De dor, só se for!!

Não quero me casar com um desconhecido!

Coloquei a minha camisola e então deitei-me na cama para dormir, mas não conseguia. Decidi ir até a biblioteca e pegar um livro chato para conseguir dormir. Astrofísica. Chato o bastante para me fazer pegar no sono.

Acordei assustada no meio da madrugada.

- Preciso me encontrar com Jimin e perguntar o que significa promiscuidade!! – aquilo realmente estava me deixando atordoada.

Não saber e não poder perguntar ninguém.

Estreitei os olhos ao sentir minhas coxas molhadas. Me descobri e arregalei os olhos ao ver o tão esperado sangue.

- Eotteoke?! – grunhi. – Minha mãe não pode sonhar com isso.

Corri para o banheiro e me troquei. Envolvi um pano ao redor da cintura e entre as pernas para garantir que não sujasse outra coisa. Lavei a camisola e depois puxei meus lençóis e os lavei na região suja.

Depois voltei para o quarto e sentei-me junto a escrivaninha. Abri o livro e comecei a desenhar, já que o desenho sumiria como as escritas depois.

Apaguei sem ver.

(...)

 

Ouvia um som de canto de um passarinho. Elevei a cabeça dos meus braços e vi o passarinho na minha escrivaninha onde eu havia dormido.

- Oi, passarinho. – sorri e me espreguicei. Olhei em volta e estreitei os olhos. – Como você entrou aqui?

Então vi o meu desenho. Arregalei os olhos e olhei para o passarinho.

Iguais!!

Eotteoke?!

- Tudo bem. – esfreguei os olhos. – Você pode sumir agora. – desci minhas mãos e o passarinho estava ali me olhando e mexendo sua cabecinha. – Espera. – olhei para o lingo. – Como a escrita saiu e o desenho permaneceu? – o passarinho assobiou e eu sorri elevando o meu olhar para ele.

Batidas na porta me alarmaram.

- Princesa. – ouvi a voz de Liu.

Corri até a sacada e abri a porta.

- Rápido! – fiz um gesto chamando o passarinho. – Seja livre!

Ele voou para fora e eu fechei a porta e disse para Liu entrar no meu quarto.

- Senhorita, hoje temos o dia cheio. – elevei as sobrancelhas. – Hoje chegam mais alguns convidados de longe, de outros reinos, para o baile de noivado amanhã.

- Ah, é claro. – sorri sem alegria.

 


Notas Finais


Acompanhem minhas outras fics @Kathy95

Então??
O que acharam?? Digam para eu saber.
Amo saber o que pensam e o que querem.
Até o próximo capítulo.
Vejo vocês em breve!!
XX Kathy


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