História Compatible Hearts - Capítulo 1


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Categorias Detroit: Become Human
Personagens Markus
Tags Dbh, Markus, Markus X Simon, Markusxsimon, Otp, Simon
Visualizações 173
Palavras 1.264
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


MARKUS E SIMON SÃO O MELHOR SHIPP DESTE UNIVERSO E MERECEM TODO O AMOR DO MUNDO
Eh isto

Olá a todos, bem vindos a mais uma história de Detroit: Become Human. Digamos que é um Universo Alternativo, pois aqui Markus é humano e Simon um androide. Também há certa mudança na 'posição' de outros personagens, mas no geral, é muito mais focado nos dois. Foi inspirado por uma publicação do twitter em japonês/ chinês e eu simplesmente AMEI essa ideia. Espero que deem uma chance pra história!
É a minha segunda da categoria e estou simplesmente fascinada em continuar a escrever sobre isso, conto com o apoio de vocês.
Ritmo de postagem: uma vez por semana, sempre no domingo - que é o dia que eu mais fico parada e não tenho nada para fazer.
Bem, é isso.
Espero que gostem, tenham uma ótima leitura e até a próxima!


—Personagens pertencem ao jogo Detroit: Become Human, desenvolvido pela impresa Quantic Dream.
—História e Enredo pertencem à mim.
—Fanfic sem fins lucrativos.
—A capa foi retirada do google, todo o crédito vai devidamente para o autor da imagem.
—História concluída antes da postagem.

Capítulo 1 - Capítulo 1


A primeira vez que abriu os olhos, estava de braços cruzados nas costas, em um tablado circular, ao lado de diversos outros androides, com diferentes modelos. Ele usava um uniforme de trabalho, tinha um tom de pele clara, olhos azuis e cabelo loiro curto, simetricamente aparado. Toda a sua construção era feito a integrá-lo de maneira eficiente para o que lhe designassem.

Era programado para ficar estático por quanto tempo fosse necessário, no mesmo lugar, aguardando ordens e, neste caso, alguém escolhê-lo para algum serviço. 

Um dia, finalmente, um homem se aproximou, com um gorro na cabeça, orelhas profundas, roupas desgastadas e o rosto tenso. Chamou um atendente humano, querendo saber seu preço e suas capacidades. 

-Senhor, este é um dos últimos androides modelo PL600, número de série #501 743 923, desenvolvido para serviços domésticos. Pode atender à todas as necessidades, limpar, passar, cozinhar, consertar. Ótimo auxílio para tomar conta de crianças e animais de estimação. Temos um desconto especial, à vista sai $6,999,00, além de garantia de um ano que cobre reparos e eventuais manutenções. 

-Ótimo, vou levá-lo. 

-Pois bem. Pode escolher um nome. - o vendedor encostou em seu braço, um comando óbvio para que descesse e ficasse ao lado do comprador. 

-Não... não quero fazer isso. Darei à outra pessoa, ela quem cuidará disso. - havia certa repugnância em sua voz. 

-Como quiser. Por aqui. - levou-o até o balcão, onde efetuou o pagamento. - Obrigado por escolher a Cyberlife. Volte sempre. 

O jovem deixou o lugar sem olhar para trás, sabendo que o androide o seguia. Foram até um táxi, e após uma breve corrida por Detroit, chegaram na área nobre da cidade, parando em frente a uma casa ampla de paredes amarelas e um belo jardim. 

-Anda logo. - resmungou, rudemente, saindo do veículo e se apressando para entrar na moradia. 

-Bem vindo de volta, Leo Manfred. - uma voz robótica ressuou assim que passaram pela porta automática. 

O androide tinha a missão de segui-lo, porém não pode evitar de olhar tudo ao seu redor. Havia uma escadaria ampla que levava ao segundo andar, alguns quadros pendurados na parede e uma gaiola com pássaros robôs, cantarolando uma melodia suave. 

Uma segunda porta se abriu, revelando um amplo salão, decorado com os mais variados objetos, desde uma estante de livros feitos de papel a uma girafa em tamanho real. 

Por trás de cortinas de veludo vermelhas, havia um quarto cheio de tintas, armários de ferro, pincéis e quadros inacabados. 

No meio da sala, havia um homem negro de costas, cabelo raspado, roupas simples e uma palheta de cores azuis na mão. Concentrava-se no quadro à sua frente, fazendo movimentos suáveis com o braço, provavelmente não os ouvira entrar. 

-Ei. - o silêncio for cortado abruptamente pelo tal Leo. O outro homem virou-se lentamente, seus olhos de cores diferentes caindo imediatamente no androide. - Como os últimos dois desapareceram, e em três semanas haverá uma exposição de arte, irá precisar de ajuda. Aqui está. - indicou com a cabeça. - É seu agora. 

Os dois se encararam por um tempo, uma tensão mal resolvida no ar. O mais alto perspectivava seu rosto, com o cenho franzido, como se procurasse por alguma coisa errada. Por fim, sua expressão suavizou-se. 

-Obrigado, Leo. - reprimindo qualquer reação, virou-se e foi embora, sem olhar para trás.

O humano deixou a palheta em uma bancada, limpando a mão num pano velho, enfim se aproximando. 

-Olá, meu nome é Markus. - ofereceu a mão em cumprimento. Após uma ligeira hesitação, o loiro retribuiu o gesto, não acostumado com esse tipo de interação. - Qual seu nome? 

-Não foi registrado. - a voz, calma e pausada, exalava tranquilidade. - Ao que parece, você foi designado para essa tarefa. 

-Por que não escolhe seu próprio nome? - indagou, afastando-se ligeiramente. 

-Não é minha programação original. Eu fui dado à você, é meu dono e tem direito a me dar o nome que quiser. 

-Não. - havia certa irritação em seu rosto. - Por favor, não repita isso novamente. Não sou dono de ninguém, muito menos de você. 

O androide inclinou a cabeça, um pouco confuso com tais palavras. Uma mensagem apareceu em seu programa, avisando-o para obedecer e criar um bom relacionamento com o humano na sua frente. 

-Como quiser, Markus. 

-Obrigado. Entretanto, não resolvemos o seu problema. Ainda precisa de um nome. 

-Em meu banco de dados, tenho mais de 10 mil sugestões. Poderia listá-las e ver qual é mais adequado. 

-Vá em frente e depois me conte qual sua decisão. - voltou-se para o quadro, pegando a palheta novamente, claramente querendo lhe dar tempo e certa privacidade. 

A máquina ficou parada, executando a tarefa que lhe foi pedida, seu LED piscando em tons de amarelo. Dentro da sua cabeça, uma lista gigante aparecia, com tantas palavras que ele mal sabia por onde começar. Por alguma razão, estava realmente empenhado em encontrar algo que, ao menos, fosse agradar o humano. 

Após um tempo chegou a um resultado, seu sistema estabilizou-se. 

-Markus. - chamou-o, ficando ao seu lado. 

-Sim? 

-Encontrei. 

-Pois bem, estou ansioso para ouvir. - girou a cabeça a fim de observá-lo. 

-Simon. 

-Oh... combina perfeitamente. É um prazer conhecê-lo, Simon. - sorriu ligeiramente. 

-O prazer é meu.

Ficou por perto, em silêncio, aguardando suas próximas instruções. Quando o jovem terminou sua pintura e afastou-se, logo perguntou:

-Qual seu veredito? 

-O que? 

-Meu quadro. O que acha dele? - arqueou a sobrancelha, como se estivesse interessado na resposta. 

Simon mais que prontamente iniciou uma analise, parando no meio do processo quando sua visão foi tomada por dedos estalando. 

-Pare, por favor. Não quero saber sobre dimensões, medidas, ou a composição da tinta. 

-Perdão, creio que interpretei-o errado. 

-Olhe para ele, Simon. - pediu gentilmente. - Me diga, o que você vê? 

-Hmmm... azul. - foi, realmente, o que mais continha no quadro. 

-Ótimo. - não pareceu desapontado. - Continue. 

-A figura de alguém virado de lado. 

-Perfil. - enunciou. - O que mais?

-Linhas mais fortes no contorno da pessoa, mais suaves nas bordas. Não há um padrão a ser seguido, como se fosse uma criação espontânea.  

-Muito bom. - murmurou. - Agora que possui informações, o que interpreta em relação a tudo? 

O LED do androide começou a piscar, novamente, em tons de amarelo, enquanto processava e escolhia a melhor abordagem para prosseguir a conversa. 

-Não possuo referências sobre Arte para comunicar-lhe um resultado. 

Aquilo fez o rosto do moreno se contrair ligeiramente. 

-...Mas tenho a capacidade de adquirir, se puder ter o acesso adequado. Se for de seu desejo, obviamente. - tentou amenizar a situação. Pareceu dar certo. 

-Já é um começo. - acenou com a cabeça. - Pois bem, vou conseguir "referências" nas quais possa se basear... além de roupas novas. 

-Há algum problema com meu uniforme de trabalho? - fez uma rápida analise, constatando que estava tão impecável quanto saíra da loja. 

-Sim, principalmente pela parte "uniforme de trabalho". Simon, apesar de Leo ter lhe designado como um empregado, eu não o vejo como isso.

-Fui criado para atender as necessidades domésticas. 

Markus mordeu o lábio, enquanto balançava e cabeça e por fim, colocando uma mão em seu ombro. 

-Não quero que pense isso de você. - havia carinho em seu timbre. - De onde eu vejo, parece humano e soa como um humano, não uma simples maquina que cumpre tarefas. Agora, cabe a você decidir quem é. 

Apesar de não entender muito bem, Simon viu seu sistema gravou a última frase do homem como uma 'tarefa principal'. 

Descobrir quem eu realmente sou. 



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