História Complex danger. - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Charlotte, Detetive, Drama, Investigação, Joseph, Mistério, New York, Nova Iorque, Policial, Suspense
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Palavras 2.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OLÁ <3
Minhas férias estão chegando, então as postagens vão demorar bem menos

Boa leitura <3

Capítulo 5 - You don't know how to lie.


Durante o trajeto, Joseph e Charlotte não trocaram muitas palavras. Mas, após ela passar um bom tempo o encarando, recebeu um cômico "Por que está me olhando, tem algo sujo no meu rosto?". Negou e passou a encarar a janela, reprimindo um riso.

Passados longos minutos, chegaram à pensão de Martha. Johnson não se sentia exatamente bem lá, pois tudo era capaz de fazê-la lembrar Laura. Mas então, fez a única coisa que era capaz de esconder tão bem suas emoções: ignorar seu próprio eu e prestar atenção em coisas "banais" a sua volta.

– Essa hora, Charlotte? – Martha a questionou ao vê-los na porta. – E com um namorado, uh? Eu não esperava isso de você. Espero que saiba que aqui é um lugar de restrito respeito.

Joseph olhou para a mulher ao seu lado um pouco confuso. Por que aquela idosa havia afirmado tal fato? Charlotte quis rir.

– Não, senhora, há um equívoco. Eu sou um policial. Atendi a senhorita Johnson hoje, nada mais. – Não disse em um tom muito alto. Paredes tinham ouvidos, e Joseph sabia muito bem disso. Sendo um detetive altamente dedicado ao trabalho, já tinha prendido muitos tipos diferentes de criminosos, então em todo lugar que estava, havia de ter cuidado. Com toda pessoa que conversava e cada informação que lhes era dada. – Charlotte foi assaltada e eu a trouxe para casa.

– Entendi... Você está bem, Lottie?

– Estou. – Com firmeza em sua voz, adentrou a pensão. Benson olhou para a rua por uns segundos, cuja parecia quieta até demais, o que o fez  estranhar. Era tão raro paz em ruas tão movimentadas e habitadas, no geral. – Só preciso falar com o Benson rapidamente. Já entro.

Martha assentiu, indo para outro cômodo.

– O que quer falar, Johnson?

– Agradecer novamente pela ajuda. É embaraçoso, mas necessário.

– Entendo. Eu também não gosto de agradecer.

– Acontece que por mais que você seja idiota e arrogante, salvou minha vida. Então acho que vale o esforço. – Apertou levemente a mão dele, por conta do curativo. – Vou esperar mais um tempo em Nova Iorque, enquanto não se resolve a situação de Laura.

Joseph lembrou-se de horas atrás, onde o telefonema atrapalhara o depoimento de Charlotte. No outro dia pela manhã, antes de ir buscar o irmão, passaria na delegacia. E por mais que tivesse ganhado a palavra de Johnson, não confiava perfeitamente nela, na verdade, bem pouco.

– Está certo. – Fingiu-se de bobo. – Não saia da cidade enquanto isso não acabar.

– Que autoritário... – É bom assim, completou.

– Um pouco. Talvez muito.

– Eu preciso entrar, agora. – Segurou a maçaneta da porta. – Até mais ver, detetive.

– Até mais ver, Charlotte.

Ela fechou a porta e, sorrindo reprimidamente, conseguiu ter uma boa noite de sono.

.:::.

Com o sol batendo no seu rosto, Joseph acordara. Eram seis da manhã e tinha de falar com Charles a fim de justificar corretamente a saída no dia anterior e a falta que ocorreria naquele dia. Levantou-se rápido e passou a mão no rosto, na falha tentativa de despertar-se de algum modo. Havia dormido realmente tarde. Como fazia todos os dias, fora até o quarto do irmão.

– Harry, levanta ou vai se...

Ah, droga, Benson se deu conta. Harry está no hospital.

– Merda. – Respirou fundo, ao parar justamente  na porta. Era uma rotina, todos os dias acordava-o e o perturbava até que estivesse desperto e arrumado para ir. Não se lembrara por um segundo sequer do que acontecera.

A casa era silenciosa sem um adolescente apressado e resmungão, dependendo de qual humor acordara. Joseph geralmente era o que mais ficava insuportável pela manhã, mas após por volta de meia hora, ele e o irmão conseguiam ter conversas normais ou até mesmo divertidas.

Sendo protetor demais, qualquer coisa que acontecia a Harry aparentava-lhe ser de sua culpa. Sempre. Seu instinto de irmão mais velho era quase como o de um pai, sempre protegendo o filho do mundo e querendo o melhor para ele. Às vezes acabava sendo rígido demais, porém, depois, era uma de suas melhores versões: apenas um cara legal e de bom caráter, que tinha um irmão mais novo para manter.

Após cerca de meia hora, estava pronto para sair. Fora estranho comer sozinho e não ter ninguém para reclamar pela desorganização. Harry, de fato, era parte do seu cotidiano. E pela lembrança dele no dia anterior, ficava um pouco melancólico demais ver a casa vazia e silenciosa, por mais que não gostasse de pensar por aquele lado.

Em cima da cômoda do seu quarto, havia uma cartela de cigarro. Sabia que iria para o trabalho, mas resolveu não pensar muito. Logo, pegou um e o acendeu, dando uma primeira tragada. Aquilo podia matá-lo algum dia, mas mesmo tendo conhecimento de tal consequência, ignorou por alguns minutos.

E ficara naquela janela por um tempo, pensando.

Após apagar o cigarro, enrolou um pouco para enfim chegar ao trabalho, já preparando uma fala mentalmente. Embora costumasse ser compreensivo, Charles Rhett andava preocupado demais com os casos que estavam chegando à delegacia, cada vez mais difíceis de resolver. Por isso, estava sendo rígido com horários e saídas.

– Bom dia, Benson. – Scott o cumprimentou. – Diana contou-nos que Harry esteve no hospital. O que aconteceu? Ele já está bem?

– Nem eu sei o que houve ainda, mas tratarei de descobrir. Onde está Gonzalez?

– Chegou e foi pra sua sala.

– Por quê?

– Não sei... Mas ela quer conversar com você. Preciso sair agora, para buscar uns resultados no laboratório. Boa sorte, porque ela está um pouco... Bipolar; hoje. – Falou, fazendo Joseph respirar fundo.

– Depois preciso falar com você também. – Disse enquanto andava até sua própria sala. Ao abrir a porta, encontrou Diana sentada sobre uma cadeira, de pernas e braços cruzados. – O que...

– Joe, preciso que se sente.

Franzindo o cenho, o detetive fechou a porta e caminhou com ar de desconfiança até a cadeira onde se sentava, atrás da mesa. Por mais que Diana e ele estivessem próximos nas últimas semanas, nunca havia a visto tão estranha. Já diante da mesa, em pé e o encarando, Joseph percebeu que a mulher tremia e suas mãos suavam, pelo constante ato de secá-las em sua saia. De fato, a conversa devia de ser mais que séria.

– O que tem a me dizer?

– Veja... Veja por si próprio. – Um envelope, que ele não sabia de onde havia surgido, foi entregue em suas mãos. De primeira, sua respiração apenas vacilou um pouco. Mas ao ler, nem mesmo sabia quais palavras usar. Seus olhos estavam arregalados e encaravam uma Gonzalez cheia de expectativas.

– Isso é sério?

– Eu brincaria com isso?

– Não, não... É uma coisa séria.

E é seu.

Naquele momento, as orbes quase saíram do crânio.

– Como assim, Diana?! Nós nunca... Eu nunca transei com você. Nunca tive tal intenção. – Defendeu-se. – Você tem ideia do quê está falando? Esse filho é meu? Não. Não pode ser verdade.

– Você não lembra, Joseph?

– Como iria lembrar de uma coisa que não aconteceu?

Ela respirou fundo, sentindo lágrimas quererem descer. De fato, seu sentimento pelo Benson era algo forte para si, tornando-se quase tortuoso ouvir tais palavras. Para ela, fora uma noite tão especial. E Joseph sequer se recordava.

– Lembra da festa de aniversário do Sam, então? Lembra que bebeu um pouco demais?

– Oh meu Deus... – Estava completamente surpreso. Não conseguira processar a informação, precisando assim ler o conteúdo do envelope mais vezes. Não era como se esperasse tal situação.

– Não ache que eu esqueceria uma coisa dessas, Benson.

– Você era...

– Sim. Eu era virgem. E foi especial pra mim. Você nem sequer parecia bêbado àquela altura do campeonato, de tanto que tinha bebido sua personalidade já havia sido muitas. – Seu sotaque ficou muito acentuado naquelas frases. – Eu só quero que fique ciente de suas atuais responsabilidades.

 

Um silêncio se fez presente naquele momento.

– Diana... Como quer que resolvamos isso?

– O ideal seria um compromisso, não? 

– Eu preciso pensar, Gonzalez. – Fora a única que conseguira dizer.

– Joseph, pare de pensar apenas em si mesmo! Sabe o que é de uma mulher, estrangeira e latina num país como esse, e ainda mais mãe solteira? Não. E eu não quero saber. Já não basta todo o desrespeito natural que eu sofro diariamente... – Controlou-se para não gritar tais palavras, de modo que se encontrou ainda mais raivosa. – Você é um maldito hijo de una madre.

– Dê-me um tempo para pensar, Gonzalez! Não é tão fácil quanto parece saber que você dormiu, bêbado, com sua parceira de trabalho e que agora ela está grávida. Eu já tenho tantos problemas... E por mais que uma criança não seja um, não é algo rápido para decidir.

– Eu quero uma resposta rápida, Joseph. Eu amo você, sabe... Por isso que me entreguei, sem ligar para as consequências. – Sentou-se. – Não há muito o que decidir. Você é solteiro, desimpedido...

– Gonzalez, me entenda. Eu estou feliz, acredite nisso. É uma criança, um filho meu. Mas preciso pôr minha cabeça no lugar, pois realmente não esperava uma notícia dessas. – Joseph tentara o tom mais brando que lhes era possível. – Olha... Eu também amo você, mas não é do mesmo jeito, e não posso esconder isso. Seria infeliz para nós dois um relacionamento forçado.

– O que te impede?

– Não é questão de impedir. Mas sim de que as coisas não funcionam dessa maneira, nada é como você espera que seja apenas porque você quer que seja assim. – Levantou-se, indo para a frente dela. – Posso entender que queira uma resposta, e eu vou dá-la. Minha mente está uma bagunça. Preciso organizá-la em suas devidas gavetas, como você mesma costuma dizer.

Com o meio sorriso que Joseph deu, Diana quase deixou-se derreter ali mesmo. Sem esperar outra ação dele, o abraçou, passeando as mãos pelas costas alheias livremente – e mesmo sem querer muito, Benson acabou retribuindo o abraço. Fechou seus olhos escuros e encolheu-se nos braços dele, com a vontade de ficar ali por um bom tempo, mas apenas levantou o rosto e aproximou os seus lábios dos do detetive, beijando-o.

Joseph não a afastou.

.:::.

Já tendo resolvido a documentação do irmão, Benson apenas esperou a hora de levá-lo para casa. Enquanto olhava para o nada, pensava nas horas anteriores. E dos beijos que havia trocado com Diana na sua sala. A notícia ainda não tinha-lhe descido pela garganta, e estava o querendo engasgar.

Era mais que óbvio que assumiria o bebê e o criaria, mas assumir um compromisso naquela rapidez que Diana desejava não era nada fácil de convencer-se. Mas, de qualquer forma, ainda sim sentia uma felicidade em seu coração.

Depois de cerca de vinte minutos esperando, pôde levar seu irmão para casa.

Harry não falou muita coisa, e se mantia assim, em pleno silêncio e quando falava, era extremamente rude, o que estava irritando o irmão, que anteriormente tentava ser o mais legal possível – mas, ainda sim, sua paciência não era eterna. Em casa, jogou sua bolsa no sofá e sentou-se, olhando para o irmão mais velho, que tinha os braços cruzados. Joseph, provavelmente, queria perguntá-lo sobre o acontecimento. Era de certo que sim.

– Você não foi assaltado. O que aconteceu?

Enganar um detetive é difícil 'pra caralho, Harry pensou.

– Por que diz isso?

– Você me deu duas versões numa só. E naquela frase, havia muita falta de coerência. Primeiro, diz que foi assaltado. E sua bolsa está intacta. Depois diz que te confundiram. Confundiram-te com quem? Com a primeira frase, vejo que mentiu. A segunda me deixa dúvidas, não tenho como acreditar em você, mesmo que realmente queira.

– Eu não menti! – Era aquilo que não conseguia: mentir.

– Harry, é inútil tentar. Ou você fala, ou eu vou atrás. É melhor falar e impedir que as coisas tomem proporções muito maiores.

– Caso contrário...?

– Envolverei a polícia nisso. Você é menor de idade. Ainda decido por você.

– Você já é da polícia, pra quê envolver outros?

– Preste atenção: meu irmão mais novo foi espancado e está mentindo para mim, motivo o qual não tenho conhecimento também. Acha que vou ficar parado quando isso aconteceu, Harry? Não. Não irei. Quero que me detalhe seu dia anterior.

– Eu não vou fazer isso.

– É o que?

– Não vou.

– Harry...

– Joseph, eu não quero falar sobre isso.

– Por que?

Harry levantou-se e passou a andar em direção ao quarto, sem falar mais nada e nem dar atenção aos chamados do irmão. Ao chegar lá, trancou-se. Sabia que Joseph ficaria com raiva – mesmo que o primogênito, muitas vezes, reprimisse tal sentimento – e que insistiria para falar, mas não seria tão fácil assim tirar a informação.

– Eu vou naquela escola. E vou descobrir o que aconteceu. 


Notas Finais


eita...
como perceberam, o foco ainda não está especifico... mas caham, há muita coisa há acontecer
por favor, me falem sobre o que estão achando: escrita, questão de andamento temporal, personagens... isso ajuda <3
harry tira qualquer um da paciência

Obrigada por ler <3


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