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História Complexo - Capítulo 4


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Notas do Autor


Boa tarde pessoal! Tudo bem com vcs? Espero que sim!
Falando serio pessoal, com esse surto da pandemia, creio que muitos de vcs estão em casa agora, mesmo assim não deixem de se cuidar gente! Evitem ao máximo a saída na rua, contato com outras pessoas principalmente com as suspeitas com o corona! Apenas sai se for REALMENTE PRECISO, no caso comprar comida ou outros mantimentos necessários em casa.
Segundo: Se vc está com suspeita, não chegue próximo de idosos ou crianças! Pois, já foi confirmado mortes de criança que pegaram esse vírus! Isso é sério! Lavem a mãos quantas veze forem preciso, use álcool gel ou 70 que estiver em sua casa!
Terceiro: Nada de ficar menosprezando, fazendo xenofobia com ostras pessoais! Principalmente os asiáticos! Isso é um absurdo! Devemos respeitar os outros e não humilhá-las! Se ponham no lugar delas, em vez de defecar pela boca! Fico pistola com isso!
Quarto: Ajudem quem puder! Muitas pessoas não tem água em casa e nem sabão para levar as mãos! Se vc e bem mais sucedido que alguns, nem que seja um pouquinho, ajude! Será mais um vida que está salvando! Doe o que puder, vc tbm não é obrigado a nada.
Quinto: Fiquem ligados as noticias! Muitas são fakes! Procure sobre saber a verdade antes de concluir ou discutir algum argumento na internet!
Meu recado está dado sobre o coronavírus!
Hoje apenas irei posta o Complexo, talvez amanha eu poste o Conselheiro amoroso até sexta! Sábado e domingo não tem capítulos só para deixar ciente! Vamos aproveitar um pouco essa quarentena e ler suas historias favoritas e ficar com a família!
BOA LEITURA!

Capítulo 4 - Estou com você


 

      Os dias passavam e o tratamento não evoluía, pois Izuku se negava a ter contato com qualquer pessoa de fora de sua casa. Ele queria ficar no seu cantinho, na sua cama, debaixo do edredom onde ninguém o machucaria novamente. O quarto sempre esteve escuro, porque Izuku não suportava ver a luz do sol, tudo que tinha a ver com lado de fora, ele enfatizava justamente naquele dia. Repetia-se para si mesmo, que estava tudo bem, que tem medo das pessoas a sua volta, medo de voltar novamente aquele dia horrível.

         Midoriya passava seus dias, trancafiado naquele quarto. Ninguém entrava ou saia dali, exceto Bakugou, pois ambos dividiam o mesmo quarto, mas o loiro só o via a noite, quando estava dopado pelos tranquilizantes. Desse jeito ele podia dormir em paz, sem estar com medo de alguém o fazer algum mal. Mitsuki, sua mãe adotiva, tentava falar com ele, mas ele não a respondia ou mandava ir embora e o deixar só. Ela sempre fazia seus pratos preferidos e colocava a bandeja na porta do quarto, para que ele abrisse e comece, porém a bandeja de comida sempre voltava intacta.

         A loira havia pedido licença do seu trabalho, com muito custo pra poder cuidar de Izuku, pois seu marido trabalhava, Katsuki tinha que ir à escola, mesmo que o loiro se culpava todos os dias e tentava ser forte na frente dos pais e das demais pessoas a sua volta. Só que era demais para ele. Todos os dias ele voltava acabado, e quando entrava em seu quarto encontrando seu irmãozinho naquele estado, seu coração partia-se em mil pedaços, todos os dias ele chorava escondido. Seu sono nunca foi o mesmo desde então.

         Sua mãe temia pelos seus filhos. Temia que Katsuki entrasse em depressão e ficasse pior que Midoriya e quisesse se matar, por causa da culpa que ele carregava. Mas todos sabiam que ele não teve culpa alguma. Ela tinha que procurar meios de ajudar ambos. Na hora do jantar, Mitsuki preparou a janta de Izuku e levou até seu quarto. Chegando lá encontrou a refeição intacta do mesmo jeito que deixou. Suspirou pesado recolhendo o prato e deixando outra bandeja com a janta do esverdeado.

– Izuku? - Bateu de leve na porta, porém sem resposta. - Querido, vou deixar sua janta aqui, o.k.? Por favor coma para ficar forte, estou preocupada com você… te amo. - Terminou com a voz trêmula retirando-se dali com o prato em mãos.

         Desceu as escadas rapidamente em direção da cozinha, onde jogou toda a comida do prato fora. Colocou o prato dentro da pia e se escorou nela mordendo os lábios, suprimindo a vontade enorme de chorar. Respirou fundo e inspirou duas vezes, recuperando-se aos poucos. Passou os dedos rapidamente pelo canto dos olhos limpando as lágrimas, assim que escutou a porta da frente abrindo-se. Foi até lá receber.

– Bem-vindo de volta Katsuki… - Parou assim que viu o filho entrar deixando os sapatos espalhados e passar por ela sem dizer nada. - Por que não tome um banho antes de jantar? Eu já separei sua roupa no banheiro… - Falou a mãe puxando assunto.

– Não estou com fome. - Respondeu friamente subindo as escadas sem ao mesmo olhá-la.

 – Mas… eu fiz sua comida preferida! - Insiste a mãe o seguindo. - Por favor filho, coma ao menos um pouco… você está tão magro! Estou preocupada com você! - Pegou o pulso do filho.

– Eu já disse que não estou com fome!! - Grita irritado retirando a mão de seu pulso de forma bruta, assustando sua mãe.

         Katsuki percebeu o que não tinha percebido antes. O rosto de sua mãe. As olheiras fundas e roxas, a pele que sempre fora cuidada, estava ressecada, suas feições do rosto notava-se o cansaço, os olhos inchados pelas lágrimas, sua reação de assustada e triste pairava diante do loiro. Ele não havia prestado atenção em como sua mãe se sentia com tudo aquilo. Apenas… apenas estava olhando para o próprio nariz o tempo todo! Tinha se esquecido do esforço e a coragem e o sofrimento que sua mãe teve durante esses dias.

– Me… desculpe…- Sussurrou virando-se. - Já desço para o jantar. - Subiu as escadas.

         Mitsuki suspirou aliviada dando um pequeno sorriso. Voltou para a cozinha, onde preparou o prato de ambos. Depois de alguns minutos, pareceu Katsuki descendo as escadas.

         Ambos se sentaram na mesa de frente para o outro, quando iam começar a comer, ouviram gritos vindo do segundo andar. Katsuki foi o primeiro a correr da mesa e subir voado as escadas. Abriu a porta com brutalidade, encontrando Izuku se debatendo na cama aos choros e berros.

 – Ele está tendo crise! Temos que dar sedá-lo agora! - Disse pegando a caixa e preparando a agulha.

 – O que tenho que fazer?! - Pergunta o loiro apavorando o vendo piorar ainda mais.

– Segura ele e tenta acalmá-lo até eu terminar! - Explicou preparando a injeção.

– Ok! - O loiro se senta na cama segurando seus braços e pernas mobilizando o esverdeado, mesmo assim ele ainda berrava aos choros.

– ME LARGA! ME LARGA! POR FAVOR!! SOCORRO!! - Esperneava as pernas e o corpo todo desesperado e com medo. - ME LARGAAAAAA!!!

 – Ele e muito forte!! - Grita Bakugou recebendo chutes e ponta pês da criança.

 – Aguenta, Katsuki! - Diz sua mãe com a voz e as mãos trêmulas.

         O nervosismo tomava conta de seu corpo. Se ela errasse uma dose sequer, podia matar ou deixar Izuku em coma! Não era primeira vez que esteve fazendo isto, mas seu corpo não estava aguentando a pressão.

– Izuku! Izuku! Se calme! Por favor! - Pedia o loiro perdendo as forças dos braços aos poucos, o medo de machucá-lo e o apavoramento da situação o afetava demais. - Izuku! Pare! Olhe para mim! Sou eu! Katsuki! - Tentava falar com o esverdeado, mas nada dava certo!

         Então, com as força que ainda tinha… ele agarrou o corpo de Midoriya e o trouxe para seus braços o abraçando fortemente, mas com carinho, ele acariciava os cabelos bagunçados acalmando-o aos poucos.

 – Não tenha medo… eu estou aqui. Ninguém te fara mal quando eu estiver aqui. Nunca te deixarei… - Sussurrou em seu ouvindo tranquilizando-o.

– K-Ka-chan…? - Sussurrou de volta com a voz trêmula e rouca.

– Sim… sou eu. Eu estou com você. Por isso, pare de chorar. - Murmurou com ternura intensificando o abraço.

         Sentiu os braços pequeno e fracos de Izuku o abraçarem e volta. As lágrimas quentes despejadas em seu ombro. O loiro beijou o topo de sua cabeça e assim viu que ele estava mais calmo e havia dormindo por causa do cansaço.

– Parece que ele só precisava de você. - Disse sua mãe se aproximando de ambos e acariciando seu pequeno. - Não vamos precisar sedá-lo dessa vez, parece que ele dormira bem. - Sorriu para o loiro e beijou o topo de sua cabeça. - Eu realmente fico feliz por Izuku ter um irmão tão bom para ele. Você o salvou.

– Espero que sim… - Acariciou o rosto adormecido e cansado de Midoriya.

 

(...)

 

        As semanas foram passando é Izuku mostrava-se cooperativo com o tratamento psicológico feito em casa. Claro, com Katsuki ao seu lado o tempo todo. Depois daquele dia, ele é o loiro ficaram mais próximos um do outro, o esverdeado não desgrudava do loiro, igual quando era bebê.

         Até seu comportamento foi mudando aos poucos. Ele não tinha mais crises, pois Bakugou sempre estava lá para o abraçar e o proteger de tudo. Izuku sentia-se bem, parecia que seu lugar, era nos braços do seu herói. Com o loiro ao seu lado, ele não temia nada.

         Já, Katsuki, sentia satisfeito ao vê-lo melhorar por vontade própria. Como parte do tratamento, ambos saiam juntos para o parque, as vezes ao mercado ou dar algumas voltas no quarteirão, tudo isso para recuperar a confiança e perde o medo das pessoas, assim ele poderia voltar a escola e conviver normalmente com a sociedade.

         Em questão da escola, quando podia ou não estava em dias de provas, Bakugou o ensinava e o ajudava nas atividades escolares que lhe mandavam, pois eles não tinham dinheiro o suficiente para contratar um professor particular, já que, o tratamento e as consultas com o psicólogo, eram bem caras.

         Então, Katsuki ofereceu-se para o ajudar, afinal ele quer poder ajudar e participar de tudo, até achou um trabalho de meio período para ajudar a pagar as contas da casa, pois apenas seu pai estava os sustentando. Sua mãe havia perdido o emprego. Era sexta feira a tarde e Katsuki fechava seu armário de sapatos os colocando-os em seus pés, pronto para sair quando alguém lhe chama.

 – Bakugou! - Chama Kirishima vindo até ele.

 – O que foi? - Responde o loiro rude virando-se para ele.

– Bem, eu queria saber se você está livre agora… - Hesita o ruivo ficando levemente corado. Katsuki franzi o cenho. - … eu queria saber se você quer ir?

– Não tenho tempo para isso, Kirishima. - Responde virando-se para ir embora. - Eu tenho que trabalhar agora, então…

– Você não acha que está trabalhando demais? - Disse aproximando-se novamente. - O Izuku já está melhor… não precisa ficar se esforçando.

– Eu faço porque quero e não porque sou obrigado. Quero poder ajudar minha família, cansei de ficar olhando e não ter feito nada. - Respondeu com um olhar distante. - Quero me tornar uma pessoa confiante, forte e determinada que Izuku possa contar. Esse é o único meio de não me sentir culpado por não o proteger… - Fechou os punhos apertando-os. - Não quero que se repita.

 – Mas… você não acha que está confundido as coisas? - Indagou o ruivo. - Você… apenas está querendo esconder seus sentimentos por ele?

– O que disse? - Retruca virando-se. - Do que diabos você está falando?

– Eu percebi, Bakugou. Percebi desde que nos conhecemos… - Murmura o Kirishima incomodado. - Você não o vê apenas como irmão… você só está iludindo-se cada vez mais, e eu não suporto te ver assim…

 – Eu não sei que merda você comeu, mas…

– Eu gosto de você! Eu gosto de você, Katsuki Bakugou! - Declaro o ruivo surpreendendo o loiro. - Eu sempre gostei de você! Sempre! Por isso… - mordeu o lábio suprimindo as lágrimas. - Não se sinta obrigado a me responder… porque eu já sei a resposta. - Terminou virando-se e saindo correndo dali deixando Katsuki chocado.

         Na lojinha de conveniência, Bakugou estocava os produtos nas prateleiras. Seu trabalho era perfeito. Perto de casa, fazia coisas fáceis como: carregar caixas, tirar os produtos e recolocá-los nas prateleiras, organizar, limpar e cuidar do caixa e do atendimento ao cliente.

         Para quem não tinha experiência, está de bom tamanho. Outra que o dono concordou em mudar seu horário para depois da escola, assim era melhor para ambos, pois começava a ficar um pouco mais movimentado. O salário não era ruim, ajudava bastante para ele poder manter a casa, enquanto sua mãe arranjava outro emprego.

         Mesmo estando satisfeito em ajudar, sentia que não estava fazendo o bastante. Sentia-se vazio por dentro. Estava feliz por Izuku melhor? Claro! Então por que se sente desse jeito? O que ele estava esperando? Depois da declaração repentina de Kirishima, o loiro não deixava de pensar nas palavras que foram pronunciadas.

         Será que ele estava mesmo apaixonado por Izuku? Definitivamente não! O pequeno esverdeado e seu irmão menor. Não tinha como ele apaixonar-se por uma criança… ou tinha? Seria mesmo que seus desejos estarem escondidos através de carinho, afeto e amor de irmão? Franziu o cenho em estranheza. “Que merda estou pensando?” - balançou levemente a cabeça afastando tais pensamentos. Escutou a campainha da porta e ela sendo aberta, por ela passou uma mulher segurando a mão de uma criança.

 – Sejam bem-vindos. Fiquem à vontade para chamar-me por vias das dúvidas. - Cumprimentou-os fazendo uma breve reverencia.

         A mulher lhe acenou com a cabeça e um sorriso em resposta. A criança nem deu bola para o loiro, apenas puxou a mãe para o próximo corredor murmurando algumas coisas para mesma. Bakugou revirou os olhos e foi terminar o que estava fazendo.

– Mãe! Mãe! Eu quero este aqui! - Mostra o menino com o pacote de doces na mão, alegre.

– Este, certo? Então vamos levar! - Concorda a mãe sorrindo. - Mais alguma coisa que queira levar? Pode escolher.

 – Hm…- Murmura a criança pensativa olhando os produtos.

         Katsuki observava aquilo um pouco entediado enquanto esfolei-a uma revista qualquer na bancada. - Pra dizer a verdade, este trabalho e um tédio.” - pensou bocejando de sono. - Já faz um tempo que não durmo direito…” - coça os olhos para se manter acordado.

 – Encontrei! - Grita o menino sorrindo. - Vou levar este para o meu coleguinha de classe!

– Mesmo? Que generoso da sua parte, Shoto! - Elogiava a mãe. - Você gosta do seu amigo de classe?

– Sim… - respondeu acanhado. - Queria comprar um doce para ele se sentir melhor…já que ele não vai para a escolinha faz um tempo.

 – Entendo. Com toda certeza ele vai sentir-se melhor quando você o der. - Disse a mãe pegando-o pela mão. - Que tal passarmos na casa dele é entregarmos? - sugere indo até o caixa.

 – Não precisa! A professora disse que o Midoriya voltara amanhã! - Comenta feliz entregando os doces para mãe.

 – Por isto você está tão feliz, né? - Sorria. - Por favor, passe esses.

– Sim! - respondeu animado.

– O.k. - Respondeu o loiro passando os produtos no caixa. - Então ele é amigo do Izuku? Fico feliz em saber que ele tenha um amigo que o idolatra.” - sorriu de lado, um sorriso que não foi despercebido por Shoto.

         Aliás, o bicolor o encarava desde que pôs os olhos nele no caixa. Katsuki estava ficando incomodado com o olhar curioso da criança. Não era de seu efetivo ser chamativo. Seria seu cabelo? Seus olhos? Ou seu jeito sério? Resolveu ignorá-lo, afinal era penas uma criança. Que mal faria?

– Seu total é de XXX – Disse o loiro. Viu a mulher abrir sua carteira e lhe dar o dinheiro. - Obrigado e aqui está seu troco. - Entregou-lhe. - Até mais.

 – Obrigada, jovem! Vamos, Shoto. - Agradeceu a mulher levando a sacola e seu filho junto, que no final só parou de encarar o loiro quando saiu da loja.

         Katsuki soltou o ar como se tivesse prendido de nervoso. - O que há com esse pirralho? Não sabe que é rude encarar as pessoas desse jeito?” - reclamou mentalmente incomodado. Estalou os dedos das mãos e os ombros, olhou para o relógio, logo em seguia um grupo de colegiais entrava. - Mais trabalho e meu turno está longe de acabar. Quero ir para casa.”

– Bem-vindos. - Cumprimentou-os com seu “animo”

         Na volta para casa, Katsuki trazia uma sacolinha da loja. Tinha comprado alguns doces para Izuku, ansiando ver sua carinha de felicidade. Já faz um tempo que o esverdeado mostrava resultados positivos, o loiro não podia estar mais contente. Seu esforço é de toda família valia a pena, só para ver novamente aquela criança alegre e extrovertida. Seus passos acessaram parando na frente da porta de sua casa, abriu a porta e por ela passou fechando-a. Esfregou os pés um no outro retirando seu tênis, deixou-os ali mesmo entrando na sala de estar.

         A sala de estava vazia, no maior silêncio. Passou pela sala encontrando sua mãe na cozinha. - Ela parece estar ocupada. Não vou atrapalhar.” - seguiu devagar subindo as escadas até o segundo andar. Quando pôs os pés lá, pode escutar a voz de Midoriya vinda do quarto que estava com a porta entre aberta. - “Com quem ele está falando?” - perguntou-se e andou lentamente até a porta espiando entre ela, encontrando o quarto sem ninguém, além de Izuku e seus brinquedos espalhados em sua volta. - “Jurava que ouvir ele falando com alguém…” - então, Katsuki surpreendeu-se ao ver o esverdeado sorri e falar algo para parede, como se ela estivesse ouvindo-o.

 – Sabe…eu vou voltar para escolinha amanhã… a mamãe e doutor disse que eu posso voltar a estudar com os meus amiguinhos. - Murmura apreensivo. Abaixou a cabeça continuando: - Mas eu não quero ir…quero ficar aqui em casa, com a mamãe, o papai e meu irmão. Hn? Meu irmão? Sim! Ele é muito legal comigo! Sempre está cuidando de mim, me trazendo coisas gostosas e sempre está me protegendo! - sorria enquanto dizia. - É? Se eu gosto dele? Eu amo o Kacchan! - abria um enorme sorriso caloroso.

         Bakugou o sentiu seu coração acelerar. Arfou pondo a mão no peito. - Por que meu coração está batendo desse jeito?! Isso é estranho!” - Negava mentalmente, porém as palavras de Kirishima voltaram em sua mente o deixando ainda mais aflito e agitado. “Isso é besteira!” - se afastou passando a mão na testa, viu que ela se encontra molhada.

         Foi rapidamente para o banheiro e lá se trancou. Largou sua mochila no chão, abriu a torneira juntando as mãos em concha jogando em seu rosto. Repetiu o ato duas vezes. Levantou o olhar para seu reflexo molhado no espelho. - Definitivamente não. Não estou apaixonado pelo meu irmão! Isso não vai acontecer. Eu não vou deixar.”

         convicto de suas palavras, Katsuki enxugou rapidamente o rosto e pegou sua bolsa saindo do banheiro indo até seu quarto, onde encontrou mais uma vez, Izuku brincando sozinho, quando colocou os pés no cômodo, rapidamente foi recebido por um abraço caloroso. Olhou para baixo encontrando o rostinho corado de Midoriya.

– Bem-vindo de volta Kacchan! - Exclamou sorridente, mas uma vez o seu coração acendeu.

 –Estou de volta… - Hesitou sentindo seu rosto ficar quente, especialmente suas bochechas. - Mas que merda é essa, Katsuki?!” - xingava-se nervoso.

–Kacchan? Por que está vermelho? - Questiona o inocente garoto. - Está doente?

“Merda! Deixei transparecer tanto assim?!” - Não! Não estou doente! Não precisa se preocupar-

         Engoliu suas palavras ao sentir a pequenas mãos em seu rosto. Katsuki arregalou levemente os olhos fitando aquela inocente criança, com a mão na própria testa medindo sua temperatura corporal.

 – Hm… - Murmurava com uma expressão pensativa em seu rosto. - Acho que está com febre! - Deduz ele apontando para o adolescente. - Temos que falar com a mamãe e-

         O pequeno sentiu seu corpo ser puxado contra o maior. Bakugou estava o abraçando. Os braços maiores ao seu redor, apertando levemente seu corpo. Midoriya não sabia o porquê daquele abraço, mas sentiu seu corpinho inteiro aquecer com aquele abraço carinhoso. Sorriu abraçando-o de volta. Com aqueles braços mais fortes que os seus em sua volta, sentia que ninguém poderia machucá-lo.

 

         Depois do jantar tranquilo, ambos foram tomar um banho, juntos. Desde que Katsuki era criança e Midoriya bebê, sempre tomaram banho juntos, mas quando o loiro passou para o ensino médio e entrou no clube, eles não tiveram mais tanto tempos juntos. Com o acontecimento passo, e a recuperação do esverdeado, as rotinas de estarem juntos voltaram aos poucos, mesmo que esteja ocupado.

         Sempre arranjava um tempo para ficar com Izuku. Agora, ambos aproveitavam este momento molhado, juntos na banheira. Katsuki como é maior, escorava as costas na parede e o pequeno estava entre suas pernas, escorado em seu peito, brincava com os patinhos e navios de borracha. 

         O loiro observava o teto pensativo. - Por que eu estava tão emotivo naquela hora? Nunca fui de mostrar afeto excessivo antes… sempre ele que vinha me abraçar animado… chamando-me toda hora, com aquele sorriso…” - sentiu seu rosto corar ao lembrar-se, pegou a água com as mãos jogando no rosto. Passou a mão pelos cabelos antes desgrenhado, agora úmidos e molhados, suspirou afundando um corpo até os ombros, sentindo a água morna relaxar seus músculos.

 “Maldito Kirishima… não quero admitir isso.” - passou a mão molhada pelo rosto e cabelo, suspirando alto. Isto chamou atenção de Midoriya, que se virou para o irmão.

 – Ainda está se sentindo mal? - Levantou o braço para medir sua temperatura, mas foi segurado pelo pulso por Katsuki.

– Não precisa. Estou bem, Izuku. - Sorriu de lado soltando seu pulso. Midoriya se acanhou ficando levemente corado, virou-se de costas para o loiro.

         Bakugou levantou um de suas sobrancelhas estranhando seu comportamento, mas se deu conta do ocorrido de poucos segundos atrás. Ficou constrangido também. - Não posso deixar esse clima me levar…”

– Izuku. Soube que vai voltar para escola amanhã, está animado? - Perguntou Katsuki fitando-o de costas para si. - Izuku? - chamou-o tocando seu ombro, sentiu ele tremer.

         Virou-o devagar encontrando seu rosto coberto em lágrimas. Bakugou já sabia, mas queria que dissesse para ele e não para um amigo imaginário. Puxou-o para um abraço, deitando sua cabeça em seu peito, acariciou seus cabelos esverdeados úmidos e molhados pela água. - Eu já devia saber que ele não estava pronto ainda para voltar… acho que vou conversar com a mãe sobre isto.”

 – Eu tenho medo…  - Murmurou soluçando. - Não quero voltar… quero ficar aqui com você, a mamãe e o papai! - Levantou o rosto encarando o loiro com os olhos derramando lágrimas, uma a pôs a outra.

         Sua expressão de tristeza misturada com medo, lhe cortava o coração. Ele mesmo não concordava em mandá-lo de volta. Também tinha medo de que poderia acontecer novamente…, mas isto só atrapalharia sua educação e sua vida social. Se pudesse, nunca teria mandado Izuku para escola, deixa-o em casa consigo, em seus braços, onde ninguém tiraria de si ou o machucaria. Mas a vida não é justa.

“Eu não posso simplesmente trancá-lo no quarto e deixá-lo viver trancafiado com esse medo pelo resto da sua vida. Que tipo de irmão egoísta seria eu? Izuku terá que encarar a realidade cedo ou tarde, se não for eu o incentivar e o encorajar, quem mais será? Não vou deixá-lo sofrer nunca mais.” - Parou de acariciar seus cabelos, levou suas mãos até as bochechas sardentas do pequeno e enxugou suas lágrimas com os polegares.

– Escute. Eu não deixarei ninguém te fazer mal novamente. Eu prometo. - Encarou as esmeraldas brilhantes pelas lágrimas, sorriu o encorajando. - Todos os dias eu virei te buscar, mesmo que eu tenha que correr e chegar suado, mas eu estarei lá, esperando você. Por isso, Izuku. Não desista assim tão facilmente, enfrente este medo dentro de você, sei que você pode!

– Kacchan…

– Eu estarei sempre o apoiando, afinal, sou seu irmão mais velho e seu melhor amigo, certo? - Falou arrancando um sorriso tímido do menino. Seu coração bateu rapidamente. Pigarreio continuando. - Bem, tem seus amigos da escola, creio que eles sentem sua falta. Especialmente um garotinho chamado Shoto. - Midoriya arregalou os olhinhos.

 – Todoroki-kun?! Ele disse isso?! - Perguntou surpreso. - Então esse é seu sobrenome? Hm…” - Pensou o loiro vendo a cara de espanto do esverdeado.

 – Bom, o vi entrando na loja onde trabalho com sua mãe. - Explicou o loiro. - Ele parecia estar muito feliz com sua volta, até comprou um… - Calou-se ao ver o rostinho curioso do menino. - Não posso dizer.

– O que?! Por queeee?! Diz Kacchan! Por favor! - Implorava o menino com uma carinha fofa. - Isso é injusto, moleque.” - corou o maior.

– Você vai descobrir se for amanhã para escola. - Disse vendo o menor ficar quieto. - Não se preocupe, vai dar tudo certo. - Mostrou-lhe um sorriso de lado afagando seus cabelos.

         Midoriya sorriu com as bochechas coradas e rapidamente o abraçou pegando o loiro de surpresa. Katsuki correspondeu o abraço aconchegando aquele pequeno corpo em seus braços. Deitou a cabeça em seu ombro, sentindo-se protegido novamente por ele.

– Eu te amo Kacchan! - Declarou o menino em seu ouvido.

         Primeiramente seu coração acelerou, logo aqueceu-se com aquelas doces palavras, mas, no fundo, sabia que era unilateral. - Não importa agora. Quero apenas proteger o meu bem mais precioso.”

 – Eu também te amo, Izuku.

 

 

 

 

        

 

 

 

 


Notas Finais


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Ah, estou procurando um beta para me ajudar com as fanfction, pois sou apenas eu para corrigir tudo, por isso demora sair as atualizações. Emfim, não é pago, claro kkkk Mas quem tiver interesse mande uma mensagem para mim ou comente ai em baixo, ou em outras fic minhas!
Beijos até a próxima!! 💋😘


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