História Complicada Paixão - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Soul Eater
Personagens Black Star, Crona, Death the Kid, Liz Thompson, Maka Albarn, Patty Thompson, Personagens Originais, Shinigami-Sama (Death), Soul Eater Evans, Spirit Albarn, Tsubaki Nakatsukasa
Tags Black Star, Blacki, Crona, Liki, Lizzy, Macro, Maka Albarn, Pahi, Patty, Soma, Soul Eater, Spirit, Tsubaki
Visualizações 58
Palavras 3.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!
Como ainda não decidi o dia das postagens e estou dando um stop em algumas fics, pra me concentrar em um projeto muito importante que me surgiu, eu decidi continuar postando essa fic

Muito obrigada aos primeiro favoritos e amei ler cada um dos comentários, que me incentivaram pra caramba.
Enfim, espero que gostem desse capítulo, e comentem o que acharam kkk

Capítulo 2 - Um Péssimos Primeiro Dia de Aula


Fanfic / Fanfiction Complicada Paixão - Capítulo 2 - Um Péssimos Primeiro Dia de Aula


- Mas o que é isso?- perguntei, assim que vi aquela... Criatura... Usando o que era pra ser o uniforme.

Era, porque, basicamente, usar a blusa e a calça de qualquer jeito não é estar usando o uniforme. A gravata, o blazer, nada disso. E tênis! Ele não está nem usando o sapato apropriado!

- Café da manhã. – disse meu pai, colocando waffles no prato e encarei aquele garoto.

- Eu falo disso. Não me diga que ele vai estudar comigo. – falei, vendo ele começar à comer, como se eu nem existisse.

- Não. Ele vai estudar sozinho. Ele não precisa de aulas particulares, filha. - ele disse. Bufei, me sentando no meu lugar e peguei um dos waffles. – Filha, desde quando é assim?

- Assim como?- resmunguei.

- Mimada, rancorosa... Não quer sequer pensar em tentar aceitar seu irmão?- senti como se tudo ao meu redor parasse. Mimada? Antes era apenas “princesinha” e “filhota” e agora, eu sou a mimada por não querer tomar café com um estranho?

Me levantei, sem dar nem uma garfada no waffle e peguei uma maçã do cesto de fruta no centro da mesa, antes de sair dpaozinha.

- Aonde vai?- perguntou meu pai.

- Pra onde mais seria?- ironizei, pegando minha mochila que joguei no sofá depois que desci as escadas e quando a joguei nas costas, ouvi meu pai me chamar de novo.

- Ao menos o leve junto com você. Ele não sabe o caminho.

- O quê?! Porque eu?- perguntei, indignada.

- Porque não pode fazer isso? Pelo amor, Maka! Ele é um ser humano, não um cão raivoso. Foi essa a educação que te dei?- Bufei outra vez. Uma ótima resposta queimava na ponta da minha língua, mas me controlei. Não vai adiantar fazer pirraça ou bancar a adolescente virada na vida. Meu pai nunca caiu nas minhas pirraças, e sim, ficava mais rígido ainda. Tenho que ser paciente e convencê-lo de que isso é uma loucura aos poucos.

Me sentei no sofá, pra esperar aquela criatura e me mantive em silêncio e quando ele enfim resolveu que já havia enrolado demais, saiu da cozinha com meu pai sorrindo logo atrás.

- Não se preocupe, garoto. – disse meu pai, entregando a mochila dele. – Vai dar tudo certo. Não cause problemas. Não olhe nos olhos das pessoas e... Tente manter-se calmo. – ele dizia num tom baixo, como se eu não pudesse ouvir e o garoto concordou com um aceno de cabeça.

- Poderia andar logo? – falei, impaciente, saindo de casa.

Ele seguiu logo atrás de mim, depois de se despedir do meu pai e enquanto andávamos pela calçada, ele olhava ao redor com mais interesse do que necessário. Parei de andar após alguns quarteirões e o fitei.

- Escuta, na nossa cidade só há uma escola. E é pra lá que todos aqui... – apontei ao redor e vários alunos seguiam na mesma direção que nós. – Estão indo, entendeu? Não é preciso ser um gênio pra entender que não é necessário aprender caminho nenhum porque só existe um e todos desde os seis anos, seguem direto pra lá. Você não me conhece, eu nunca te vi na vida e você tá morto se meu pai souber disso. – ameacei, antes de me virar e sair andando, à passos rápidos. Dei uma rápida olhadinha pra trás e ele seguia à passos lentos, como antes, ainda olhando ao redor.

Respirei fundo e segui meu caminho.



- Maka!- sorri ao ver Patty acenando pra mim. Ela estava sentada no fundo da sala, na última carteira, e ao seu lado, Lizzy fazia as unhas. 

Ambas eram gêmeas, loiras. Apesar disso, não possuiam nada mais igual. Enquanto Lizzy era alta e magra com um corpo de modelo, Patty era baixinha, com um corpo mais curvilíneo e o rosto redondo. Fora que enquanto Lizzy tem o cabelo longo, sempre bem penteado, Patty e seus cabelos curtos são escondidos por um chapéu ou toca quando ela está com preguiça de pentear. Me aproximei e sentei em frente à Lizzy, já que à frente de Patty, estava Tsubaki.

- Bom dia, meninas. – falei, sorrindo e elas me cumprimentaram.

- Eu soube que tem um irmão... – Tsubaki comentou logo de primeira. Ela é linda, como um anjo. Um rosto delicado, um corpo invejável, a voz doce e baixa, o cabelo preto que vai além da cintura, sempre macio, brilhoso, cheiroso, sedoso... Enquanto o meu só fica bonito sujo e parece uma palha de aço quando está limpo, o dela esbanja brilho e saúde, mesmo que ela use o mesmo shampoo que eu. Eu sei. Às vezes o universo é injusto. Eu entendo. Mas PORQUÊ?! Isso é tão injusto...

- Ele não é meu irmão. – falei. – E não vai demorar muito pra que ele saia da minha casa.

- Ah, você ainda não mandou a foto!- disse Lizzy e bufei.

- Não vou tirar fotos dele. – falei, cruzando os braços. – Aposto que é um idiota. Não falou nada desde ontem. E meu pai o trata como se fosse “especial”. Mesmo que ele seja retardado, não quero estranhos na minha casa.

- Especial?- Tsubaki perguntou.

- É. Meu pai disse pra ele se manter calmo, não olhar nos olhos das pessoas e tudo o mais. Parece algo que se diz à deficientes.

- Pelo jeito está mesmo estressada. – resmungou Lizzy. – Maka, sabe quantas pessoas ofendeu desde que abriu a boca? Vai com calma...

- Não dá! Como posso morar com um pai caduco e um estranho com problemas mentais?!

- Quanto drama... – Lizzy revirou os olhos.

- Certo, todos em seus lugares. – disse a professora ao entrar na sala. Todos que estavam em cima das mesas ou em outro lugar se apressaram em se sentar em suas carteiras e se ajeitarem, até estar de frente pro quadro. – Bem, parece que a turma é a mesma do ano passado. – disse, sorrindo, se sentando em sua cadeira. – Todos aqui já me conhecem, então pulemos as apresentações. Lembro do nome de todos vocês, então pulemos essa parte também. – ela fez sinal pra porta e ele entrou. Meu queixo caiu, enquanto eu o encarava caminhar até a professora. – Esse é o novo colega de classe de vocês, Soul Albarn. Veio da França, e não fala inglês muito bem, mas sejam bons com ele. – ela disse e meus olhos quase saltaram de órbita, enquanto eu via todas as cabeças da classe se virando pra mim. Só pode ser um pesadelo. Um pesadelo terrível. Meu sobrenome, minha casa, minha classe... O que mais ele vai tomar de mim?!

Ele caminhou até o outro lado da classe, onde tinha uma carteira disponível, sem parecer se incomodar com os olhares que o seguiam. Lizzy me cutucou e me virei pra encará-la, bufando pelas ventas.

- Você disse que era feio. – sussurrou e semicerrei a mandíbula, tentando não surtar. Não gosto dele. Não gosto da presença dele. Nem mesmo de saber que ele pode estar presente em algum lugar. Me virei pra frente, decidida à não surtar (ainda) e fitei a professora, que abria seu livro, dando início à aula.

Durante o intervalo, cochichos e esperneações já corriam por toda a sala, mas aquele esquisito não fazia nenhum esforço pra se enturmar. Tive de explicar pra toda a classe (um bando de curiosos), que meu pai havia enlouquecido e adotado aquilo há duas semanas, enquanto eu estava de viagem. Descobrir isso foi um choque, mas a maneira com a qual o encontrei é... O que mais quero esquecer. Aquilo que vi certamente não foi ganhado por ele ser um bom moço. Tenho certeza de que ele é perigoso.

Depois de tantas explicações, algumas meninas me pediram pelo número de telefone dele e a última coisa que eu quero saber, é isso e disse à elas que era melhor pra elas nem saberem.

- Acho que ele não gosta de pessoas... – murmurou Tsubaki.

- Ele é um antissocial?- Lizzy sussurrou, inclinando-se pra frente. – Não fala nadinha...

- Bem... A professora disse que ele não fala bem inglês... - Tsubaki disse, como quem não quer nada.

- Se é assim... – vi Lizzy sorrir, se levantando e seguiu até ele, acompanhada por olhares de toda a classe e quando se sentou à sua frente, falou alguma coisa. Pelo movimento dos lábios, notei que ela não falava no nosso idioma. Qual a necessidade de sussurrar? Daí, ela começou à rir de alguma coisa, antes de estender a mão pra ele. Ele colocou a palma sobre a mão dela e ela usou uma caneta dele pra escrever algo. Ela se levantou e veio até nós de novo, e se sentou.

- Você fala francês?- perguntou Tsubaki.

- Não muito. Mas eu entendo um pouco. – ela deu de ombros. – Ele é legal. Só não gosta de seres humanos, como eu imaginei. Por isso pediu educadamente pra mim não incomodá-lo.

- E o que anotou na mão dele?- perguntei, ignorando o fato de agora ter uma girafa de papel montada na mesa de Patty, que à dez minutos não estava ali.

- Meu número. – disse, num dar de ombros.

- Porquê?

- É alto, albino, francês, com olhos lindos e um sotaque fofo quanto fala qualquer palavra com “R”. Me desculpa, mas se eu me casar com ele, vou ter minha cidadania francesa e um marido com porte atlético bonitão.

- Você... Acabou de reparar que ele é... – respirei fundo. Meu pai disse pra eu não sair por aí espalhando. Não gosto dele, mas ainda não tenho o direito de sair espalhando segredos dele por aí... – Ele... Não é pra você...

- Qual é a de todo esse ciúmes?- brincou e fechei mais ainda a cara. – Tudo bem. Se quer seu “irmãozinho” só pra você, fique. Mas uma vez que ele me chame, eu furo seus olhos mesmo. – ela é louca. Por mim que fique com ele e leve ele pra morar na casa dela.– Sabe, é só o primeiro dia do ano letivo... Mas recebi isso assim que saí de casa. – ela me mostrou o celular, e em seguida mostrou pras outras. – Festa de início do último ano na casa do Kilik.

- Mas... Ainda é o primeiro dia de aula... – disse Tsubaki.

- Por isso que é chamada de Primeira Festa do Último Ano. – Lizzy disse. – É nessa sexta. Ele quer minha ajuda pra divulgar, afinal, onde eu vou, todos vão. Mas vocês sabem como é... Divulgo ou não?- perguntou, ansiosa. Ela está louca pra divulgar...

- Divulga... – eu e Patty suspiramos. Mesmo se dissermos pra não divulgar, ela vai divulgar e dizer que foi sem querer. Foi assim que a festa de aniversário da Tsubaki acabou sendo terminada às três da manhã pela polícia... Ela comemorou, soltando um gritinho fino e empolgado, antes de digitar como louca no celular e de repente, ouvi vários toques de celular pela sala, inclusive no meu. Todos fomos pegando e menos de um minuto depois, o assunto da festa era o mais comentado. Lizzy e sua popularidade ainda não dominaram o mundo porque existe os irmãos mais velhos pra colocarem juízo na cabeça dela.

O restante do dia, por toda a escola, o que mais se comentava era sobre essa festa, e todos paravam eu e Tsubaki pra confirmar algo, que mandávamos perguntar pra Lizzy.

No último horário, o professor Sid, que ensina História, fez o possível pra manter a turma focada na aula, mas foi impossível, devido à notícia da primeira festa do ano. A primeira festa do ano passado teve espumas, DJ, holofotes, luzes pra todo lado e música tão alta que podia ser ouvida quarteirões de distância. Eu não fui pois detesto lugares assim, mas todos os outros foram, inclusive Tsubaki, que disse ter sido arrastada por Lizzy. A festa foi comentada até metade do ano, quando uma festa em uma ilha alguns quilômetros além da costa virou a festa mais badalada do ano, com salto de bung-jumpie de helicóptero, um vulcão adormecido servindo de pista de dança, bebidas, drogas... Enfim, foi um trabalho pra CIA e SWAT lidarem.

No meio da aula, de repente o albino se levantou, pegou suas coisas e saiu da sala, ignorando os chamados do professor. Todos olharam pra mim, como se eu tivesse que dar alguma satisfação, mas dei de ombros e após uma pigarreada, Sid voltou à dar sua aula.



- Super estranho. – disse Lizzy e revirei os olhos, esperando algum comentário sobre o fato do parasita ter saído sem mais e nem menos na última aula, mas ela me mostrou o celular, onde uma mensagem de Rachel, a chefe do clube de jornalismo da escola, estava escrita com letras maiúsculas. – Sabe que Rachel nunca erra em suas notícias. Amanhã ela vai fazer uma matéria sobre o novo aluno, como sempre faz. Perfil, passado, relacionamentos... Mas porque ela me mandou isso?

- “LIZ! EU NÃO SEI SE SERIA CERTO PUBLICAR O PERFIL DO NOVATO! VAI DAR MUITOS PROBLEMAS! PERGUNTA PRA IRMÃ DELE SE ESTÁ TUDO BEM, POR FAVOR!”. – li a mensagem. – Diga à ela, que por mim, pode publicar o que for. Não ligo. Não me importo. E como raios todos já sabem sobre ele e eu?- encarei Lizzy e ela cerrou os lábios, olhando pra frente, enquanto seguiamos o corredor.

- Não faço a mínima ideia. – mentiu. Aposto que ela mandou no chat da escola. A belisquei e ela fez careta. – Tá bem. Eu publiquei no chat da escola. – SABIA!- E mandei uma foto que tirei escondida dele. Acredite ou não, mas por ele ser albino, está fazendo um sucesso... No site, várias garotas já pediram o número dele...

- Que absurdo. Se elas soubessem um terço sobre ele, mudariam de ideia rapidinho. – falei, cruzando os braços.

- E o que sabe sobre ele? Ele era de alguma gangue?- perguntou, surpresa, porém animada pela fofoca e dei de ombros. – Vai! Fala alguma coisa.

- Alguma coisa. – mostrei língua e ela riu, me dando um tapinha no ombro.

Tsubaki, que participa do clube de artes, nunca volta junto de nós. Já Patty, faz parte do clube de líderes de torcida, por ter energia demais e afazeres de menos, ela é uma das melhores dançarinas do clube. Já Lizzy, que assim como eu, não faz parte de clube nenhum, é conhecida por todos, invejada por muitas, desejada por muitos e possui um relacionamento de longa data com o próprio cabelo (um amor único e incondicional), consegue ser popular apenas por rir e conversar à toa com todos. Tsubaki é a mais bonita de nós, Patty faz parte do grupinho indesejável da escola e Lizzy consegue ser mais popular que as duas juntas por ser uma fofoqueira raiz.

Enquanto seguiamos juntas pra minha casa, ela me contava sobre suas férias. Ao que parece, ela foi para Havaí e Miami com os irmãos e me mostrou dezenas de fotos. Qual a necessidade de ir pra dois paraísos afrodisíacos? Se fosse eu, passava uma semana no Saara, uma no Havaí, uma no Alaska e uma em alto mar, só pra aproveitar bastante a grana que tenho pra gastar. 

Só que não tenho a grana, como Lizzy, que é filha do prefeito. Ela e Patty foram adotadas pelo homem quando eram pequenas e os irmãos, que são realmente filhos do prefeito, as acolheram muito bem. Ashura, o mais velho, terminou a faculdade à três anos, enquanto que Kid, começou a faculdade à dois anos. Os conheço muito bem e sei que elas tem sorte de terem dois irmãos assim. Já eu, ganhei um projeto de deficiente mental com doença genética e um passado nebuloso do qual não quero saber. Se ele ao menos fosse normal, eu pensaria em aceitá-lo como irmão, mas ele não é. Pelo o que meu pai me disse ontem, ele acabou de sair de uma clínica de reabilitação. Como ele pode acolher alguém assim sob o mesmo teto onde sua filha mora?!

Chegamos na minha casa e ela já seguiu olhando pra todos os lados. Sei o quê (ou quem) ela procura. Só por isso ela quis vir aqui. Ficar à toa no meu quarto? Ela acha que me engana?

Subimos as escadas, e quando íamos entrar no meu quarto, ela parou em frente à porta dele e me fitou, com os olhos brilhando. Lizzy é como uma criança quando ganha um brinquedo novo. Ele é um rosto novo, vindo de outro país e isso já o torna um objeto de adoração aos olhos dela. Pelo menos até ela enjoar da cara dele e ele virar só mais um.

- Nem pense nisso. – falei. Isso me trás a sensação de déjà vu. Eu fiz exatamente o mesmo que ela, só que não esperava encontrar aquilo. Eu esperava encontrar minha biblioteca, que meu pai mesmo montou, juntando estantes, uma mesa de escritório e uma decoração fofa que eu mesma fiz, junto de todos os meus livros que devorei centenas de vezes. Mas na verdade, encontrei um... Gorila marcado seminu, saindo do banheiro e ocupando meu espaço, enquanto minhas coisas estavam entulhando o sótão.

Talvez perder meu refúgio tenha me motivado em toda essa revolta, mas ainda assim, odeio ele. Não o quero aqui.

Lizzy fez careta, antes de entrar no meu quarto, vendo que me mantive firme na proibição de sua entrada no lugar onde um dia, foi meu porto-seguro e agora, é o ninho de um sanguessuga com deficiência mental.

Eu vou me livrar dele de qualquer jeito...




~ ° ~ ° ° ~ ° ~



“- Você é o garoto Evans?- perguntou aquele velho, mantendo uma distância considerável de mim.

- Vai se ferrar. – falei, sentindo a dor no meu peito se intensificar. O sangue se espalhava pela minha roupa e sentia minha cabeça pesar, enquanto eu sentia o sangue subir e inundar minha boca.

- Vai com calma... – ele se aproximou, se abaixando ao meu lado. – A coisa aí está feia... – disse, erguendo minha mão. Eu o teria afastado se meu corpo me obedecesse. Tudo em que eu conseguia me concentrar era em alguma maneira de fazer aquilo parar de sangrar. Minhas pernas também não me obedeciam e ficava cada vez mais difícil respirar, enquanto a dor chegava à beirar o insuportável. – Você vai ficar bem, garoto. Eu vou te ajudar. – o ouvi dizer, enquanto pegava o celular no bolso. – Céus, eu te procurei por toda a parte, sabia?

- Eu... Mandei você se ferrar. – Falei, sentindo o gosto de ferrugem mais forte, enquanto cuspia o sangue acumulado na minha boca.

- Eu já estou ferrado. – disse, pressionando um pano no machucado. – Não mais do que você, garoto...”


Notas Finais


E então?
Acalmem-se!
Nada nessa fic é o que parece e esse trecho final talvez seja uma passagem futura ou passada.
Não há o suficiente pra teorias, ou há, decidam, mas espero que tenham gostado.
Maka sendo malvadinha... Menininha da língua afiada... A-DO-RO
Kkkk
Enfim, espero que tenham gostado e até o próximo!


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