História Complicated - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Rock Lee, Sakura Haruno, Samui, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Akatsuki, Kibaino, Leeten, Narusaku, Nejihina, Orotsu
Visualizações 47
Palavras 1.949
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, capítulo focado em NejiHina, um casal que gosto bastante e que acho que gosto bastante.
Espero que apreciem a leitura e até mais o/

Capítulo 3 - Convite para o Meu Casamento?


Hinata acordara aquele dia com uma vontade irresistível de continuar quietinha em seu futon, mas fazer isso só adiantaria para diminuir ainda o mínimo crédito que Hiashi dava a sua pessoa, por isso tratou de reunir a pouca vontade que tinha, e se arrumar de uma vez.

Ela havia dedicado os últimos dois anos, ao seu treinamento com Neji e ao estudo das questões burocráticas de seu Clã, seu pai já havia deixado claro, que a liderança pertenceria a Hanabi, e ela própria admitia que sua irmã era mais qualificada que ela.

Orgulhava-se de Hanabi por ser exatamente do jeito que era, forte, decidida, autoconfiante, características estas que lhe faltavam. Quando pequena, sua mãe costumava dizer que ela havia deixado todas essas qualidades de presente para sua irmã, o que a fazia ser muito generosa.

Mas, olhando-se no espelho, enquanto penteava o cabelo, ela perguntava-se, quais seriam suas próprias qualidades?

Uma das criadas ajoelhara-se perante o shogi, e ela pudera escutar sua voz baixa, anunciar o inevitável:

— Hinata-sama, seu pai a aguarda na biblioteca.

A jovem levantara-se sem conseguir evitar um tremor. Toda vez que o pai a chamava para uma reunião privada, ela sempre acabava humilhada de alguma maneira.

Mesmo assim, esforçara-se para esconder seu receio do que estava por vir. Deveria ser algo muito urgente, para que Hiashi não esperasse nem o desjejum, certo?

Exatamente, como a criada havia feito, Hinata parara detrás do shogi, esperando pacientemente ser chamada. E, para seu pesar isto não demorou a acontecer. Assim que colocara os pés, a menina percebera ali presente, dois dos principais conselheiros do clã, sua mãe a encarando com seu olhar de bondade e Neji.

— Está atrasada, Hinata. – Escutara a voz fria e impassível de seu pai.

— Gomensai. – Hinata apressara-se em dizer, sem coragem de levantar os olhos para encarar seu progenitor.

— Também, não precisa se desculpar apenas por isso. – O chefe dos Hyuuga dissera, fazendo com que o rosto de sua filha avermelhasse, o que o fez soltar um prolongado suspiro.

Havia sido meses de deliberação com o conselho do clã. Sua ideia não havia sido bem recebida, mas Hiashi saberia que não morreria em paz, com a memória de seu irmão, se não tentasse, ao menos.

— Neji, meu sobrinho. – Hiashi dissera carregando em suas palavras toda a estima que desenvolvera pelo herdeiro de seu irmão, naquele um ano e meio de treinamento.

O prodígio dos Hyuuga também aprendera a respeitar seu tio, embora discordasse de sua maneira de tratar suas filhas, sobretudo Hinata. Ele entendera que o homem queria o bem das meninas, apenas escolhera um modo inflexível demais para tentar educa-las, especialmente Hinata.

— Toda vez que olho para você, não consigo deixar de ver meu irmão. – Neji fizera um aceno comovido com a cabeça.

— Hizashi Hyuuga. Morrera como um herói, e deixara para nós você o seu maior legado, que dia após dia tem provado com seu mérito, o porquê você é merecedor do título de gênio Hyuuga.

Neji não esperava por aquilo, mas balançara a cabeça afirmativamente demonstrando assim que estava entendendo o que o homem estava dizendo, embora não soubesse onde ele queria chegar.

— Foram meses de reuniões, avaliações, e análise profunda de nossas leis, tudo em busca de um modo de estabelecer novos caminhos para o nosso clã, sem modificar o que já foi estabelecido, por gerações... – Hiashi continuou com seu falatório, e Neji se permitiu franzir o cenho, em busca do entendimento que não havia conseguido obter.

— O que Hiashi-sama quer dizer... – Um dos anciões que ali estavam presentes, tomou a palavra, dirigindo um olhar para Hiashi que nenhum dos jovens ali presentes, foi capaz de interpretar, mas o líder do clã parecera um tantinho constrangido, já que ele sempre foi péssimo para aquelas coisas.

— Neji, você é um prodígio. O maior que nosso clã, já teve o prazer de conceber. – O velho disse, voltando para o princípio da questão. – E nascido na casa secundária. – O Hyuuga ancião continuou falando, indiferente as reações dos presentes. – Isso, só mostra que é um sinal, para que mudemos algumas de nossas leis. Vejam só... A família principal atualmente compõe-se de quatro indivíduos, sendo três apenas possuidores de nossa linhagem. Enquanto, a família secundária torna-se cada vez mais numerosa, mas sem o esteio firme da primeira casa, nosso clã corre um sério risco de ir por um caminho similar ao dos Uchihas.

Um calafrio percorrera pela espinha de todos, Neji percebia certos murmúrios, mas nada que pudesse gerar uma rebelião, já que todos os membros da família secundária eram estigmatizados pelo selo que podia transformar seus cérebros em gelatina, caso se tornassem um incomodo para o líder.

No entanto, todos ali sabiam que um efeito colateral do medo, era o ódio que instigava o anseio de rebelião, era quase a mesma coisa de deixar um fósforo do lado de um barril de pólvora.

— Seu pai era irmão de Hiashi-sama. Nascido de um membro da casa principal, nunca deveria ter sido enviado para a família secundária. Isso foi um erro, e espero que em nome de seu pai, você possa nos perdoar. – O ancião dissera agitando-se perante o olhar enigmático que recebera de Neji.

Mas, quando o aprendiz de Gai abrira a boca para falar, recebera um gesto do segundo ancião para que ele ouvisse primeiro, antes de dizer qualquer coisa.

— Já não podemos fazer nada por seu pai, mas você é diferente. – Neji começava ter uma luz do que estava por ser dito, mas ele não sabia se estava pronto para ser dito. Diferente de Hinata, que arregalara os olhos perplexa quando ouvira a proposta de Hiashi.

...

— Neji, pelos laços que tive com meu irmão, e que foram herdados por você...  – De novo o velhinho interrompera, lançando de novo um olhar severo para Hiashi, que ficara mudo, o que fez Hinata ter vontade de carregar aquele velhinho por toda parte, quem sabe assim seu pai, a deixasse em paz.

— É que estamos dispostos a remover o selo... – Neji imaginou que a proposta seria mais ou menos por ai, mas ouvir aquilo foi inacreditável demais.

— Assim você estará apto a suceder Hiashi-sama na liderança do clã. – O Hyuuga de novo ficara em choque, apenas o herdeiro direto do líder da casa principal poderia assumir aquele posto, exceto em caso da inexistência de herdeiros ou então... – Dessa vez a boca de Neji caíra, formando um ó perfeito.

— Assim que fizerem dezoito anos, você e Hinata-sama contraíram núpcias. – O velhinho se permitiu um sorriso, achando que a notícia iria agradar Neji, que naquele momento ficara mais preocupado com a reação de Hinata, que até então ouvira tudo silenciosamente, mas a notícia fora um baque, que só não a fizera cair dura para trás, porque ele estava ali ao seu lado transmitindo-lhe uma força que ela não queria.

        — Mas, otou-san... – Hinata tentara argumentar em meio a uma risada nervosa, que fora ignorada por seu pai, que a olhou com certa rispidez.

        — Hinata, considere isso uma consequência de sua fraqueza... – O homem então virara seu rosto, indiferente a dor nos olhos de sua filha.

        Aquilo fez o sangue de Neji ferver. Seu tio nem havia dado tempo de ouvir-lhe dizer, se ele aceitava a proposta ou não. Era algo tão inacreditável, que ele apenas julgou que seria algo aceito, com simplicidade.

        Mas, Neji queria o bem de Hinata antes de qualquer coisa. Esse era o dever com o qual ele crescera, e o qual ele ignorara tempo demais, para alimentar um ódio infundado contra alguém que não merecia: esse era o seu pecado.

        — Espere, tio... – Neji falara, mas fora calado, pela mão de Hinata que segurara com força a sua, seus olhos estavam tristes, mas seu sorriso era gentil.

        Hiashi dera-se o trabalho de encará-lo, apenas porque era Neji que o chamava.

        Novamente a mão de Hinata enlaçara-se com força a sua.

        E, o homem entendera aquele gesto como uma demonstração que eles aceitavam sua oferta, apenas porque no momento era o melhor caminho para o seu clã.

— Acho que vocês tem muito o que conversar. – Hiashi dissera em sua imparcialidade. Mas, dirigira um olhar de reconhecimento para Neji, esse por sua vez não acreditava no que estava acontecendo. – Confio em seu juízo. – Hiashi completara fazendo com que Neji ficasse vermelho como um tomate, diferente de Hinata que apenas o encarou com seu olhar inocente, sem entender ao que seu pai se referia.

...

Meia hora havia se passado sem que nenhum dos dois tivessem coragem de dizer nada.

— Hinata. – Foi um demorado tempo para que Neji conseguisse reunir coragem de lhe falar, nem ele sabia o que dizer, porque era algo completamente novo, mas que não lhe desagradava.

Não, porque o selo da vergonha seria removido. Não, porque enfim seu pai indiretamente teria o lugar que lhe era de direito. Muito menos porque ele havia conquistado aquilo pela força de seus méritos, e não por estar puxando o saco desse ou daquele.

Simplesmente, porque a ideia de casar-se com Hinata não lhe desagradava.

Mesmo ele sabendo de seus sentimentos pelo Uzumaki. Mas, toda a vila sabia que o Jinchuuriki era apaixonado por Haruno Sakura, quase tanto quanto ele próprio era... Não teve coragem de completar esse pensamento, porque estava acostumado com a ideia de esse sentimento ser algo pecaminoso e proibido.

— Estou feliz por você de verdade... – Ela dissera com lágrimas nos olhos. – Vocês sempre mereceu essa posição mais do que eu.

— Hinata-s... Não! – Ele embolara-se com as palavras, sem saber como dirigir-se a ela. Mas, ela fizera um sinal para que ele se calasse e a escutasse.

— Mas, não posso dizer o mesmo com a ideia de nos... – Foi a vez de ela não ter coragem de terminar.

Neji dera um suspiro prolongado, entendendo que a situação não havia mudado tanto assim. Ele, estava sendo um idiota e infantil, ao achar que apenas aquilo mudaria alguma coisa, quanto ao detalhe principal: os sentimentos de Hinata.

Mas, dessa vez foi a vez de Neji capturar as mãos da menina, que ofegou com o contato inesperado, mas não repelira o gesto, pelo contrário, acabara apertando sua mão, com seus dedos firmes e delgados, e ao mesmo tempo calejados pelos árduos treinamentos.

— Hinata-sama, eu sou a última pessoa no mundo que iria querer força-la alguma coisa... – Neji disse sem nem saber direito o que exatamente ele estava querendo dizer. Talvez fosse a ideia de eles namorarem e com isso serem mais íntimos, talvez fosse a própria ideia do casamento em si, talvez fosse sobre sua dificuldade em aceitar que ela não o amava, que ela seria sempre indiferente a ele, por enxergá-lo com um irmão que nunca teve.

— Neji-kun! – Hinata dissera bem baixinho quase em um sussurro. Ele sabia que ele não precisava dizer muita coisa, que ela o entenderia apenas olhando em seus olhos, mas na verdade seus olhos estavam tão confusos.

— Não é justo, com você... Eu amo, Uzumaki-kun... – Hinata dissera resoluta. – E você deve gostar de alguém... - Hinata dissera tentando ser solidaria com algo que não tinha necessidade, e isto ficara implícito em seu sorriso enigmático.

— Quanto a isto não precisa se preocupar. – Nisso ele aproximara-se tão repentinamente, que ela pensou que ele fosse beijá-la, mas então ele fechara os olhos e encostara sua testa na sua. – Eu estou olhando para a garota que eu amo nesse momento, e não canso de olhá-la, porque para mim ela é a mais linda do mundo.

 

E, então sem aviso prévio, ele desaparecera, deixando Hinata totalmente confusa, sem fôlego, com a sensação de que iria desmaiar... Mas, depois de atirar-se no sofá e agarrar-se com força em sua almofada, a Hyuuga acabou sorrindo, encantada com a ideia de que alguém gostava dela, mesmo que esse alguém não fosse o Naruto. 



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