História Complicated Life - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.306
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


enjoy *-*

Capítulo 4 - Jantar de aniversário


JULIE

Nem sei como vou conseguir olhar na cara do meu pai. Já não basta eu ter chegado quase 2hs da manhã, ainda por cima estou bêbada.

— Julie... por onde andava até essas horas?  — Perguntou ele, segurando em meu ombro. 

— Aonde mais eu poderia estar? Eu estava comemorando o meu aniversário com os meus, amigos. Porque o meu pai furou comigo outra vez. Com licença. — Tentei ultrapassa-lo, mas não consegui. 

— Espera, você está bêbada?? Julie, a gente precisa conversar, agora! Entra. 

— Eu não quero conversar agora, ok? Me deixa entrar. Eu só quero dormir. — Consegui entrar em casa e corri para o quarto em prantos. 

Nessa hora eu nem me importei se estava ferrada ou não. Estava decepcionada com meu pai, ele vacilou feio. Dormi do jeito que estava mesmo, nem me importei em tirar as peças de roupa. Nada. 

Acordei umas oito horas com uma enxaqueca terrível. Mal conseguia abrir os olhos. Peguei meu roupão no cabide atrás da porta e fui tomar um banho quente. Quem sabe eu melhorasse um pouco. 

Quando saí do banheiro enxugando meus cabelos com uma toalha, dei de cara com meu pai sentado em minha cama. Ele tinha consigo um bolo confeitado com duas velas, de número um e número oito.

— Feliz aniversário!! — Disse ele, todo animado.

— Obrigada mas... meu aniversário foi ontem, pai. — Digo, caminhando até a escrivaninha, tentando achar minha escova de cabelo. 

— Eu sei filha. E você deve estar com muita raiva de mim, não é mesmo? Acho que te devo uma explicação. 

— Você acha? Pai, você furou justo no dia do meu aniversário, por causa da porcaria desse emprego. 

— A porcaria desse emprego, Julie, é a nossa salvação. Eu trabalho duro todos os dias pra te dá tudo de bom e do melhor, não se esqueça disso! — Ele levanta da cama e aponta seu dedo para mim.

— É, eu sei. Mas por conta disso, você acaba esquecendo que tem família. Ou melhor, uma filha.

— Não complique mais as coisas. Você sabe que não é verdade. Eu sempre estou e vou estar aqui por você.

— Eu entendo. Não precisa se explicar. Só que as vezes, eu me sinto desprezada e sozinha. Apenas isso. 

— Eu sei, como se sente. Foi assim que eu me senti quando sua mãe partiu. Mas eu sei que eu tinha você ao meu lado, então superei e me acostumei que a minha vida continuava seguindo em frente mesmo só com você, filha.

— Ta pai, não fala essas coisas. Não gosto de lembrar da minha mãe, fico entristecida, você sabe. Eu só guardo os melhores momentos que passei ao lado dela. 

— Ok, foram os melhores momentos mesmo. Mas enfim, por onde andou ontem a noite? Você estava completamente bêbada, Julie. — Meu pai olhou para mim com uma cara não muito boa. 

— Eu só estava em um barzinho com o Hugo e a Thalia, já que você... enfim, eu bebi pouco, até. Ta, bebi muito, mas eu nem percebi, estava tão legal que não percebi o quão bêbada eu estava. Desculpa, pai. — Me deixei levar pela emoção e sentei ao lado do meu pai na cama. 

— Tudo bem, vou deixar passar desta vez. Até porque nós dois erramos, não é? Bem, você me desculpa pelo meu vacilo, haha, de ontem a noite? 

— Hum.... será que você merece? Tá, eu te desculpo sim, pai. Você sabe que eu não consigo ficar brava com você por muito tempo, né? 

— Ótimo, fico contente. Então, ainda quer jantar comigo, senhorita? — Pergunta ele, segurando em minha mão. 

— Quero, haha. 

Já não estava com tanta raiva assim, do meu pai. Ele sabe como me conquistar. E é disso que eu gosto muito, nele. 

— Então iremos jantar hoje a noite. E fica tranquila, hoje tirei um dia de folga. 

— Sério? Que massa, haha. Gostei do bolo, valeu pai. — Digo, passando o dedo indicador pelo glacê. 

— Vamos comer, então. 

Ainda de roupão, descemos juntos. Eu levava o bolo comigo, para a cozinha. 


(...) 


Já estava quase na hora do nosso jantar, estava super ansiosa. Mas meu pai demora muito para se aprontar. Ele sempre foi muito vaidoso, bem mais do que minha mãe, a gente sempre ria disso.

— E aí, como estou? — Perguntou ele, descendo as escadas. 

Meu pai vestia um blazer azul marinho com uma blusa social preta, por baixo. Sua gravata vermelha estava encantadora. Vestia também uma calca jeans justa com seu sapato social. 

— Uau, que g a t o! Mas pai, a gente só vai em um jantar, né, haha! E estamos atrasados. — Digo. 

— Ué, mas estou tão simples. Nem percebi que tinha exagerado tanto. — Falou ele, em tom de uma falsa decepção. 

— A, para. Vamos? — Puxei pelo seu braço. 

— Caramba, pra onde vocês vão? Pai, você ta um arraso, ein. Posso ir também? — Falou Sara. 

— Não. Vamos logo, pai. Poxa, já estamos mais do que atrasados. — Digo, tentando levar meu pai logo dali. 

— Calma Julie. Sara, a gente marca de sair outro dia, ta bom? A gente deve voltar daqui umas 2 ou 3 horinhas. Cuida da sua mãe, ok? — Meu pai deu um beijo na testa da mesma. 

— Ta bom, né... Beijo e... se cuidem. — Diz ela, amarga. 


(...)


 Chegamos no restaurante e já pedimos o que íamos comer. O restaurante era enorme, com mesas de vidro em todos os lugares, lustres iluminando o local e com uma recepção na entrada.

—  E aí, o que achou da comida? — Pergunta meu pai, me olhando com seus cotovelos apoiados na mesa, como sempre faz. 

— Muito boa, uma delícia. Até porque é a minha primeira vez nesse lugar. — Falei, limpando a boca com o guardanapo. 

Eu queria muito sair bem apresentável com o meu pai, mas não consigo deixar de lado meu jeito largado. Acho que até ele já se acostumou com minhas manias. 

Coloquei uma blusa manga comprida xadrez, vermelha. Estava com ela aberta e com uma blusa preta por baixo. Vesti uma das minhas calças pretas, e não esquecendo do coturno. Os cabelos eu deixei soltos, até porque gosto deles assim. Não coloquei muita maquiagem, apenas uma sombra preta clarinha, com um delineado e, um gloss rosa.  

— Sério? Eu nunca te trouxe aqui? Mas... 

— Não senhor. Nunquinha. Que decepção ein, pai. — Sorri. 

— Nossa, que coisa. 

— Relaxa, pai. Isso é bobagem, você poderá me trazer aqui várias outras vezes, haha. 

— Claro. Ah, já ia esquecendo. Espera aqui, volto já. 

— Espera, pra onde... você vai. — O mesmo levantou depressa e saiu do restaurante. Provavelmente foi até o carro.  

— Aqui está, feliz novamente aniversário, haha. — Ele me entrega uma caixa enorme.

— Que é isso, pai? Não precisava, né. — Sorri, sem disfarçar a surpresa. Abri a caixa sem me preocupar que rasgasse o papel de presente. 

Dentro havia um notebook da Apple novinho. O mesmo era branco, quase morri de felicidade. O meu antigo a idiota da Sara fez questão de quebrar.

— Omg, um notebook! Caramba, obrigada mesmo pai. 

— Gostou? 

— Se gostei? Eu amei! Estava precisando muito. Esse com certeza irei deixar longe da Sara. — Coloquei o notebook de volta na caixa. 

— Você, ein. Mas que bom que gostou. Estava aflito, tentando encontrar uma marca e modelo, que você goste. Acho que acertei, não? — Perguntou ele, depois de um gole do seu vinho. 

— Acertou em cheio. Pai, eu sempre compro produtos da Apple, você sabe disso. Que memória ein, senhor Kyle. — Toco duas vezes em sua testa e começamos a rir. 

— Eu sei, tenho a memória curta mesmo. Fazer o quê, seu pai está ficando velho. 

— Com certeza. Hahaha.  






Notas Finais


até o próximo :p


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