História Complicated Life - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


~ boa leitura ~

Capítulo 5 - Frustração


Estava tão empolgada para usar meu notebook novo, que nem me importei em tomar café da manhã. Estava convencida em passar a manhã inteira no quarto, se possível. 

— Uau, computador novo, é? O que fez, pra conseguir? — Sara apareceu na porta do quarto, infelizmente. A mesma adentrou. 

— O que quis dizer com isso? Sabe que não tem autorização, pra entrar no meu quarto, não é? — Disse, deixando o notebook ao meu lado na cama. 

— Nossa, pra que tudo isso? Coisa chata... mas aí, quem te deu o computador? Caramba, que maneiro. Já sei aonde vou estudar melhor, novamente haha. — Disse ela, sentando em minha poltrona. 

— Que linda. Você não vai encostar um dedo se quer, nesse notebook garota. Agora vaza do meu quarto. O dia estava sendo ótimo até você aparecer aqui. — Voltei a usar o notebook sem me importar que Sara continuava ali. 

— Aff, será que você nunca vai deixar esse seu lado grosseiro? Eu só passei pra ver como a minha irmãzinha estava. Não desceu para tomar café.. — Falou ela, com ironia. 

— Aja paciência. Sara... vaza! Cansei de você. — Levantei imediatamente, segurando em seu braço e a expulsando do quarto.


SARA

— Grossa! Haha. — Voltei para a sala de estar. Avistei logo minha mãe, na cozinha. Fui até ela. 

— Sara, estava te procurando. Me ajuda com esse bolo, quero prepará-lo antes que o Kyle chegue. Quero agradar meu maridinho. 

— Argh! Que garota insuportável! — Resmunguei. 

— Ué, quem?! — Minha mãe põs a tigela com a massa do bolo sobre a mesa. 

— Quem mais poderia ser? A chata da Julie, né mãe. — Comecei a mexer a massa do bolo. 

— Disso eu sei, mas o que aconteceu lá em cima? Por acaso brigaram? 

— Não, é só que... argh! Ela me irrita de um jeito que eu não consigo explicar. Não vejo a hora de me livrar dela. 

— Como assim? Sara... olha lá, ein. Nada de se meter em furada, pensa bem. 

— Credo mãe, eu sei. Foi só um modo de dizer. Cansei de mexer isso. 

— Mas você tem razão. Ela é insuportável mesmo. Você sabe que eu só me casei com o paspalho do Kyle por causa de você. Sempre quis te dá do bom e do melhor, filha. — Minha mãe acariciava meus cabelos. 

— É, eu sei disso. Ele também é muito chato, não sei como você aguenta, mãe. Mas aí, ele vai me deixar uma herança gorda, não? Ein, diz aí, haha. — Dei um pequeno empurrão na mesma com meu ombro. 

— Ai, não vejo a hora de me livrar de tudo isso e irmos embora, haha. 

— Digo o mesmo, digo o mesmo. — Coloquei o bolo na forma. 


JULIE

Deixei o notebook de lado e resolvi descer, a fome falou mais alto. Mas, quando estava prestes a chegar na cozinha, ouço as duas megeras conversando baixinho. Me esforço ao máximo para ouvir, até que finalmente consigo. Fico atrás da porta, sem que elas me vejam.

— Haha, eu sabia! Sempre desconfiei que essas duas não valiam nada. Agora... com essa informação, eu preciso e devo, contar ao meu pai. — Caminho devagar para a sala de estar. Imediatamente a campainha toca, fazendo com que eu me assuste. 

— Oie! — Era Thalia. 

— Oi, o que faz aqui a essa hora, sua doida? Não tem trabalho? — Perguntei, escorada na porta. Thalia trabalhava pela manhã, em uma lanchonete. Mas não tinha dia certo. 

— Hoje tenho folga, querida. Não vai me convidar para entrar? — Thalia trazia consigo uma mochila. 

— Claro, entra aí. Mas ei, o que tem nessa mochila? — Fecho a porta e subimos para meu quarto. 

— Só algumas bobagens e... cigarros. Haha. 

— Nossa, eu estava mesmo pensando em fumar. Aliás, você não sabe o que aconteceu. Eu descobri tudo. 

— O quê? Conta logo, garota! 

— Calma. — Fechei a porta do quarto, e verifiquei se alguma das duas estavam por perto. 

— Conta. 

— Vou falar baixinho. Bom, eu estava indo para a cozinha e ouvi alguns absurdos...  — Contei tudo o que tinha ouvido, para Thalia.

— Caramba, quem são essas mulheres? Seu pai entrou em uma roubada, isso sim amiga. 

— É, eu sei. Só que também não sei como vou contar isso à ele, sabe. Ele não vai acreditar, disso eu tenho certeza. — Falei, andando pelo quarto de um lado para o outro, apoiando uma das mãos na cintura e a outra na boca, roendo as unhas.

— Tem razão... Mas tenta pelo menos né, Julie. Você precisa abrir os olhos do seu pai. Tipo, quando ele chegar do trabalho, você espera ele ficar relaxado, calmo... daí você chama ele em particular, simples. 

Simples, não é tão simples assim. Mas eu vou tentar. Mas além dessa informação, eu precisaria também de provas. Mas relaxa, vai dá certo eu tentar, pelo menos.

— Vai sim. Que louco, não? 

— Com certeza. Agora, me passa um cigarro aí. — Sentei na beirada da cama e acendi um cigarro. Mas abri a janela, caso alguém entrasse no quarto e sentisse o cheiro do cigarro. Aí sim, eu estava ferrada.

 

Dias depois. 

De hoje não passa, vou contar tudo para meu pai. De todas as cinco vezes que tentei, nenhuma delas deram certo. Ele sempre estava atrasado, ou ocupado, ou cansado... 

— Cheguei, crianças. — Ouvi a voz dele, entrando em casa. Minhas mãos estavam suando muito, estava nervosa, claro. 

— Oh, pai? — Digo, trêmula. 

— Sim, querida? Onde aquelas outras duas se meteram? — Perguntou ele, tirando seu paletó. 

— Ah, provavelmente foram fazer compras. E, tem lasanha no microondas. — Segui o mesmo para a cozinha. 

— Que ótimo. Estou faminto. Não vai querer? 

— Não, não. Comi minutos atrás, não estou com fome. Pai, será que a gente poderia conversar? 

— Claro. O que você quer falar? — Meu pai procurava os talheres. 

— É que... 

— Que?! — Ele me olhou nos olhos, enquanto paralisei. 

Ia começar a falar, quando fui surpreendida por Sara e Susan. As duas chegaram em instantes. 

— Chegamos! E trouxe pizza! — Disse ela, toda animadinha. 

— Uau, então o que estamos esperando para começar a comer? E filha, o que você queria me dizer mesmo? 

— É... acabei esquecendo. É bobagem, depois eu falo com você. Caso eu lembre. — Dei uma desanimada, mas uma aliviada ao mesmo tempo. 

— Tudo bem. Já sei o que podemos fazer. 

— O que, querido? — Perguntou Susan, já pendurada no pescoço de meu pai. Falsa. 

— Ver um filme, acompanhado da minha família. Venham, vamos para a sala. 

— Ai, que ótimo... — Sussurrei, baixinho. 

E mais uma vez deu errado. Então aceitei o fato de que não ia conseguir contar nunca. Fui então ver um filme e comer a tal pizza. Aliás, tenho um certo medo de comer tudo o que vem daquelas duas. Sei lá, vai que elas põe algum tipo de veneno, vai saber. 



Notas Finais


bye *-*


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