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História Composition - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá pessoal, essa fanfic iria ser somente uma oneshot de um dia triste mas desenvolvendo o plot acabei por estender ela por mais alguns capítulos. Ela é a primeira fanfic que eu posto, eu realmente espero que todos vocês gostem desse capitulo. Eu vou tentar atualizar ela sem muitos intervalos de tempo, vai depender muito da minha inspiração. Queria muito agradecer a minha beta maravilhosa @Lasleth que sempre me ajuda com tudo.

A fanfic é Chanbaek, focado totalmente nesses dois. Apareceram outros casais e serão citados outros casais durante a fanfic, mas o foco é no Chanyeol e no Baekhyun.

Enfim, espero que gostem!

Capítulo 1 - Chanyeol-ssfw(demo).mp3


Fanfic / Fanfiction Composition - Capítulo 1 - Chanyeol-ssfw(demo).mp3

Baekhyun se encontrava em frente do prédio de despache, uma estrutura de um andar com decoração de tijolos vermelhos, segurava sua bolsa de viagem e olhava para baixo. Sua atenção estava para o vapor que saia de sua boca e desaparecia diante de seus olhos.

Aquele dia em especial estava frio, com os típicos ventos boreais que volta e meia maltratavam a pele alva e macia do rosto do homem.

Mesmo em seu pequeno espaço do universo, Baekhyun pouco a pouco tinha o barulho do ambiente invadindo sua mente, o barulho de flashs e o falatório das pessoas, mas foi tirado de seu devaneio pela voz gentil da sua fiel companheira dos últimos anos.

 

— Baekhyun, sei que está cansado, mas temos que ir... — A mulher parecia receosa a cada palavra que soltava, sabia sobre tudo que o outro estava passando e tentava amenizar todo o desconforto que seria os próximos minutos. — Eu não consegui encontrar outra saída, nos foi recomendado sair pelo portão da frent-

 

— O que é uma cagada para quem já está na merda, né? — O homem de cabelos negros e curtos interrompeu a mulher com a voz um pouco falha. Ainda olhava para o vapor saindo de sua boca. Suspirou arrumando a roupa que vestia. — Se eu vou passar por isso tudo — apontou para frente — eu vou passar com a cabeça erguida. Estou bonito? — Sorriu divertido para ela, ainda com seus olhos opacos e perdidos.

 

— Você sabe muito bem que mesmo depois de dez anos servindo você não ficaria feio, agora vamos sair daqui direto para a empresa, okay? Forças! — Ela sorriu confiante para o outro e ambos começaram a andar em direção ao portão principal daquele lugar.

 

À medida que se aproximavam do portão principal o barulho de cliques, falatório e gritos aumentavam. Em sua mente, Baekhyun listava todos que possivelmente sabiam que estavam ali; muitos jornalistas, odiadores e algumas fãs.

 

Como tinha previsto, o portão principal estava coberto de câmeras, flashs, microfones, jornalistas e pessoas com banners, algumas com mensagens de apoio e principalmente faixas com palavras de ódio. Se a intenção de ter luzes leds nos banners que diziam “você nos traiu, seu bastardo” e “todo passarinho perde sua voz” eram chamar sua atenção e lhe intimidar, os responsáveis tinham conseguido com sucesso. Os olhos do cantor vacilaram ao ter sua atenção captadas pelas faixas distantes, mas respirou fundo e abaixou a cabeça. Toda sua vontade de passar por tudo aquilo com a cabeça erguida foi por água abaixo antes mesmo de ter chegado lá.

 

Um caminho foi feito por alguns seguranças e militares, tentando fazer com que a passagem de Baekhyun fosse mais fácil pelo oceano de pessoas, mas não surtindo muito efeito. Com a cabeça baixa o cantor tentava ignorar as várias perguntas direcionadas a ele sobre o futuro da sua carreira, sobre o futuro da sua vida pessoal, mas o que realmente chegava a lhe machucar era as palavras de ódio gritadas que tinham como objetivo lhe acertar e bem, estavam acertando ele em cheio.

 

— Eu lhe odeio. Eu lhe amava, agora só sinto nojo de você! — vociferou alguém no meio da multidão.

 

Em algum momento durante o caminho entre o portão principal e a vã que lhe aguardava, sentiu algo bater forte em sua cabeça e gemeu de dor. Não notou quando seus passos tinham parado devido a dor repentina, mas o que veio a lhe chocar foi quando sentiu o cheiro forte em si e quando tocou seu cabelo e olhou suas mãos soube o que lhe foi jogado: um ovo nitidamente podre. Seu estômago chegou a revirar tanto com o cheiro quanto com as palavras ditas por, possivelmente, uma antiga fã sua.

 

Não soube afirmar quando sentiu o mundo ficar mais lento, ainda olhava para sua mão suja enquanto as palavras de ódio ressoavam em sua mente quando sentiu outros impactos em seu corpo, possivelmente mais ovos podres sendo jogados em si.

 

Estava tão absorto que não percebeu quando um segurança o abraçou, de lado, e o apressou para a vã, sentia seu rosto molhar com lágrimas e o vento frio lhe machucar como se fossem navalhas jogadas.

 

— Ei, deixe eu lhe limpar, Baek. — Dentro da vã, ainda desnorteado, foi acolhido pela sua empresária que tentou limpar seu cabelo, sem muito sucesso. — Vamos encontrar quem jogou isso e processá-los até a terceira geração! — disse convicta, mas parou de tentar limpar o outro ao escutar um soluço alto e pouco depois vários outros.

 

— Eu só quero ir para casa. — Foi tudo que conseguiu dizer enquanto cobria sua cabeça com uma toalha de rosto.

 

Baekhyun também não percebeu quando a vã partiu, nem quando sua empresária lhe abraçou e muito menos quando voltou a desabar em lágrimas e fortes soluços.

 

 

O som alto da música invadia sua mente, enquanto reconhecia cada detalhe da mesma. Estava boa, mas faltava algo e tentava encontrar isso. Escutava o baixo e a bateria dominarem todo o som e até se divertia com a análise de cada instrumento separadamente de todo o resto. Repetia e repetia, quando menos percebeu teve seus fones tirados bruscamente de sua cabeça, lhe assustando.

 

— Mas que por... — Foi interrompido por um tapa em sua cabeça.

 

— Olhe como fala com os outros! Chanyeol, estou há dez minutos lhe chamando e você aí!

 

Chanyeol olhou para o amigo que parecia enfurecido, involuntariamente formou um bico em seus lábios enquanto esfregava a mão onde o menor bateu, tentando aliviar a dor que foi causada. Quando menos percebia sempre mergulhava no seu trabalho e esquecia do mundo ao seu redor.

 

— Hyung, eu não merecia isso, estava trabalhando! Tô quase acabando de produzir essa música, aish! — reclamou, enquanto salvava o arquivo e girava a cadeira, ficando agora de frente para seu amigo, Kyungsoo, ainda de bico nos lábios. Cruzou os braços.

 

— Você nem parece que tem trinta e dois anos na cara, sabia? — Kyungsoo ria de como o amigo estava se portando. — Eu trouxe comida para gente, sai dessa cadeira! — O menor caminhou até a porta da sala de produção indo em direção ao bar que havia ali perto, balançando as duas sacolas que carregava.

 

Chanyeol ainda estava emburrado, pulando e sentando no balcão enquanto encarava o amigo. Em sua mente ele só conseguia ter a melodia da música que ressoava, mesmo sabendo que deveria estar prestando atenção ao que seu amigo falava, enquanto separava as refeições, não conseguia tirar da cabeça o que lhe deixava em dúvida sobre a música. Tinha gravado ela em três línguas: coreano, mandarim e japonês, o que veio a lhe dar a ideia de que o problema era na sua produção e composição e isso o irritava. Chanyeol odiava quando sentia que o problema era uma etapa que já tinha passado.

 

E novamente só saiu de seus devaneios quando sentiu uma almofada acertar sua cabeça, gemeu de dor quando uma segunda o acertou.

 

— Ai que saco, Park Chanyeol! — O homem de olhos grandes tinha uma feição muito irritada e assim tentou manter por algum tempo, mesmo com a certeza que não seguiria. — Você não escutou nada do que eu falei, né?

 

— Hyung, meu rosto lindo! Ninguém mais vai me querer agora! — O mais alto fez questão de mudar sua voz para parecer o mais chateado e infantil que conseguia, mas tudo o que ganhou foi a risada do amigo. — E não, desculpe, eu não consegui entender onde você quer chegar e tal... sobre o assunto que estava falando... — Tentou fazer parecer que tinha noção do que o amigo tinha dito para si, mas sabia que seu rosto estava expressando toda a sua tentativa falha, ainda mais quando escutou Kyungsoo suspirar.

 

— Eu disse que o JongIn está querendo que você produza uma música com uma das artistas que ele agencia... Na verdade, eu indiquei você e sabe, você é um dos melhores atualmente e mesmo com toda sua sina com ele, ele tem que concordar comigo... — Kyungsoo tentou parecer casual, como se não estivesse falando nada sério.

Existia um grande abismo entre seu amigo e seu companheiro, mas a artista precisava de um novo single, um que alcançasse bons números nas paradas. Kyungsoo sabia que não existia ninguém naquele país que produzisse uma música fresca com tanta rapidez e eficiência como Yeol, o nome artístico do mais alto.

 

O olhar questionador de Chanyeol foi direcionado ao outro, em sua mente imaginou um diálogo quente com Kyungsoo, onde dizia tudo que tinha para dar errado e o quanto preferia desferir um soco na cara do seu namorado a trabalhar para ele. Estava pronto para começar uma discussão até que olhou nos olhos do homem em sua frente, estava desarmado. Em todos esses anos Chanyeol nunca fora solicitado para fazer algo que envolvesse seu trabalho ou para ajudar o namorado de Kyungsoo, sabia que se tinha chegado ao nível do mesmo chegar e pedir, além de JongIn precisar, é porque era uma das últimas opções para resolver o problema. Bufou, descontente.

 

— 30% dos lucros e ele que se entenda com a empresa e o artista. Tô cheio de fome, sua comida é tão cheirosa — falou abrindo o saco, pegando uma marmita, cheirando-a e sorrindo para o amigo que piscava sem acreditar que ele tinha aceitado a proposta.

 

Um sorriso largo se formou nos lábios em formato de coração do mais baixo. Kyungsoo não sabia ao certo se estava aliviado ou feliz, estava preparado para entrar em uma luta contra Chanyeol. Em sua mente, antes de ir encontrar com o outro, esperava ser a última vez que veria ele em alguns meses já que sabia que a discussão seria grande. Seu namorado precisava daquela música, tinha acompanhado todo o desespero com o que tinha acontecido com suas agenciadas e sabia que uma música de Park Chanyeol salvaria a carreira, não só do namorado, como da cantora que merecia muitos anos de sucesso.

 

Seus olhos chegaram a marejar enquanto concordava com Chanyeol. Pegou a marmita que trouxe para si e começou a comer, recebendo um sorriso do melhor amigo que falava o quanto maravilhoso era o prato que tinha feito. Kyungsoo convenceria JongIn a aceitar a proposta do Park de toda forma, já que sabia que ele não tinha muitas opções.

 

— Ele vai ter que aceitar, pianinho — pensou alto, balançando a cabeça.

 

— É ISSO, PIANO! — Kyungsoo teve sua atenção voltada para o amigo que pulou do balcão do bar e correu para o estúdio, deixando-o para trás. Deu de ombros e decidiu continuar comendo sua refeição feliz, entrar lá por hora não iria ajudar em nada.

 

Chanyeol não percebeu quando Kyungsoo entrou na sala, ele deixou a música tocando alto — ao contrário de escutar somente nos fones de ouvidos —, tinha ficado cerca de quinze minutos gravando a melodia da música no teclado e mais quinze remasterizando e encaixando na música final. Estava feliz e sorridente, olhou para trás quando sentiu seu amigo massagear seus ombros, também sorrindo.

 

O mais baixo sabia como era seu processo de produção musical e principalmente como se encontrava no final dele; sempre foi o que mais gostou de fazer em toda sua vida. Fazer música era o que mais o movia e sempre que finaliza uma, por mais simples que fosse, não conseguia esconder a felicidade que lhe dominava de dentro para fora.

 

Kyungsoo gostava que falar que aquela felicidade, além de transbordar do amigo, também contagiava quem estava perto dele, por isso quando Chanyeol avisou que estava ocupado durante a semana, tentando finalizar uma música e que acabaria possivelmente no final da semana, ele não pensou duas vezes em criar coragem e ir naquela sexta-feira o visitar. Além de falar de um assunto delicado, esperava ver e se contagiar com a vibe do Yeol. Em seu íntimo Kyungsoo contava que aquela vibe fosse a seu favor, mas não precisaria externar isso nem para si mesmo.

 

— Ela está maravilhosa, Chanyeol. Você vai lançar ela? — perguntou enquanto era abraçado pela linda voz do seu amigo.

Além de ser um monstro da produção musical, somente com seus 32 anos, seu amigo também era um cantor muito bom, também fazia rap. Algumas pessoas eram abençoadas e aquele homem gigante era uma delas.

 

— Eu não sei ainda... Ela ficou super legal, né? — O mais alto se levantou de onde estava, empolgado.

 

— Ela ficou sim, deveria lançar com sua voz. Ela aquece o coração... Vai hitar fácil agora — confessou.

Aquele som era perfeito para o momento. Estavam no final do outono e começo do inverno e a música falava sobre estações do ano, além de ser uma música lenta ela também aquecia e contagiava quem a escutava.

 

— Aish, se eu quiser lançar eu vou ter que ir  e eu não tô muito afim... Mas ela é tão linda, seria um desperdício mofar no meu HD externo... — Sua expressão de felicidade ia mudando para sua cara de birra.

 

Chanyeol não gostava muito de lançar suas músicas com a própria voz por ter conflitos sobre divulgação da sua imagem.

 

— Veja, eu ainda admiro eles por te terem na folha de pagamento e não terem cobrado nada de você nesses anos todos...

 

— Cobrado vírgula, obviamente eles ganham um dinheiro bom de tudo que eu faç-  

 

— Mas é como você disse: essa música é muito boa para morrer no seu HD externo. — Sorriu para o amigo.

 

Para o menor, Chanyeol era privilegiado por estar com a imagem presa, mas não estar sendo escravizado. Quando pensava no que passava na cabeça do maior, sabia que aquela era a maior punição que poderiam fazer com ele: fazer músicas para os outros, ganhar muito dinheiro com isso, mas nunca poderia lançar nada na própria voz que fosse autoral se não passasse por eles antes.

 

Tudo isso realmente pesava em Chanyeol, ele adorava fazer música e aquilo preenchia toda sua alma, mas alguém que já provou do show business quando o deixa sempre sente um lugar vazio em si.

 

O que mais pesava para o maior eram as inúmeras fãs que, mesmo depois de anos sem nada grandioso em sua voz, ainda o acompanhava em todo projeto que assinava como produtor. Agradecia muito a todo o apoio e sabia que se não fosse por si, poderia deixar o orgulho de lado um pouco para lançar aquela música e agradar elas. O maior concordou com o amigo e sorriu.

 

— Sabe, poço de rolha, você tem razão. Eu vou ver se vou lá semana que vem, cedo ou tarde eu devia ir... E não vou deixar essa música morrer, o mundo precisa escutar ela! — Chanyeol sorriu feliz, enquanto levantava o controle do som na mão e aumentava o volume para a música dominar mais a audição dos dois.


Notas Finais


O que acharam?
Espero que tenha conseguido passar um pouco da vibe que tanto o Baekhyun quanto o Chanyeol se encontram. A principio tentei deixar esse capitulo com lacunas para elas serem explicadas melhor nos próximos capitulos, já que serão importantes pro desenvolvimento dele, só espero não ter deixado tão vago hahaha

meu twitter para duvidas: @thrchnrq


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