História Compras - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Mentalist
Personagens Personagens Originais
Visualizações 2
Palavras 1.050
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura, espero que gostem da história.

Capítulo 1 - Nós já terminamos?


Fanfic / Fanfiction Compras - Capítulo 1 - Nós já terminamos?

Teresa Lisbon se sentia com os nervos em frangalhos. Seria apenas, porque não conseguia encontrar um lugar decente para estacionar o carro? Ou teria algo mais? Como tinha permitido que Patrick Jane a convencesse daquele jeito? Estava se tornando maleável demais.

Com certeza, a novata Grace Van Pelt, tinha colocado alguma coisa em suas xícaras de café; o que estava afetando, e muito, sua capacidade de raciocínio e julgamento. Não tinha outra explicação plausível, para se encontrar naquela imensa encrenca, em plena manhã de sábado.

– Não! Eu não tenho tempo para isso! – Se queixou à Jane.

– Como eu já te disse antes: nós fazemos nosso próprio tempo. O Natal está chegando, e você ainda não comprou presente pra ninguém da equipe.

– Ninguém está esperando nada meu, mesmo. Eles já me conhecem – Argumentou séria.

Era uma desculpa tão esfarrapada, que o consultor nem se dignou a discutir com ela.

– Mais um motivo pra você fazer compras. Não pretende presentear, pelo menos, o Minelli? – Jane argumentou, apelando para o carinho paternal que havia entre eles.

– Bem... talvez. Mas não tenho ideia do que comprar para ele. Ou para qualquer um dos outros – Murmurou quase convencida.

– Foi por isso que você me trouxe! Lisbon o encarou sem acreditar no que estava ouvindo.

O homem apareceu na sua porta de madrugada, e praticamente jogou uma rede em cima dela e a arrastou para o carro. Como se ela tivesse tido algum tipo de escolha.

– Quem é que está trazendo quem, heim? – Reclamou lembrando que era ela quem estava dirigindo.

– Deixe de bobagens. O que importa é que estamos aqui – Jane caminhou em direção a uma das lojas, cantarolando uma melodia natalina.

Sem escolha, e sem poder fugir, já que ele estava com as chaves do carro, Lisbon o seguiu desanimada.

– Sabe... eu não sou tão insensível e durona quanto as pessoas pensam – A agente murmurou baixinho, parando ao lado dele, que examinava algumas vitrines.

O consultor não acreditou muito nessa afirmação. Vinha observando a colega, e já tinha percebido, o quanto se orgulhava em arcar com as suas responsabilidades; e como se empenhava para prender os criminosos, incluindo o assassino de sua esposa e filha.

– Eu sei que não – Ele sorriu – Mas ainda assim, você recusaria minha ajuda – Ironizou.

– Talvez não... – Lisbon o desafiou. – Talvez não – Jane a encarou com bastante atenção, e viu que tinha uma alma doce e gentil escondida debaixo da fachada de oficial da lei, e mulher independente – Talvez você até aceitasse; se a mão estendida fosse a correta... Baniu o momento de seriedade e tensão entre eles, e olhou em volta especulativo.

– E então? Para onde quer ir primeiro? – Perguntou animado.

– Para casa! – Lisbon resmungou.

Jane não pode deixar de rir. Aquela mulher nunca desistia.

– Tudo bem – Tentou de novo – Para onde quer ir em segundo lugar?

Lisbon não conseguia se lembrar da última vez que fizera compras. Depois da morte da mãe, ela se atirara tanto nos cuidados da casa e dos irmãos, que essa tarefa tinha sido praticamente excluída de sua rotina. Depois, quando se tornou adulta, seus gostos eram tão simples, que umas poucas e rápidas visitas a lojas de departamentos, resolviam seus problemas por anos.

– Isto não é uma boa ideia.

– Vai ser quando você encarar de uma forma positiva, Lisbon – Jane tentou encorajá-la, e com discrição, começou a conduzi-la pelas vitrines.

– Por que as pessoas fazem isso? – Lisbon perguntou surpresa, ao perceber a quantidade de pessoas que se empurravam e acotovelavam.

– Porque é divertido! – Jane sorriu.

Ela o encarou o consultor como se ele fosse completamente louco. Bem, mais louco do que costumava ser diariamente.

– Como assim?

– É um presente, Lisbon! – Rindo da careta dela, ele finalmente a empurrou para dentro de uma das lojas.

( ... )

Lisbon desabou em uma cadeira, e analisou as sacolas de compras que estavam dispostas na sua frente. Cansada, mal tinha forças para levar a xícara de café aos lábios. Podia ficar em pé o dia todo: andando de um lado para o outro no escritório, investigando em campo, ou correndo atrás de bandidos; mas seguir Jane dentro de um shopping lotado, durante algumas horas era torturante. Se sentia esgotada.

Ele, porém, parecia feliz e disposto a enfrentar pelo menos, mais duas maratonas como aquelas. Como conseguia?

– Compramos presentes para todos em menos de três horas. Considerando como falta pouco para o Natal, isso foi muito bom – Sorriu satisfeito.

Lisbon estava cansada e irritada com toda aquela decoração colorida; talvez porque não lhe trouxesse nenhuma lembrança boa.

– Você gosta mesmo de toda essa agitação, não é? – Perguntou pensativa.

– Gosto. É minha época do ano favorita, apesar de tudo. Mas você... tem as suas reservas – Se inclinando para a frente, ele olhou diretamente em seus olhos.

Não que fosse da sua conta, mas Lisbon não sabia o porquê estava falando sobre aquilo com seu consultor. Talvez fosse apenas para fazê-lo calar a boca, ou para desabafar aqueles sentimentos dolorosos, que apertavam seu peito, há tanto tempo.

– Minha mãe morreu pouco antes do dia de Ação de Graças. Meus irmãos e eu passamos o Natal no cemitério.

Jane se espantou com a notícia. Era a primeira vez que Lisbon se abria com ele. Mesmo sendo um fato tão triste, estava agradecido por ela ter confiado nele.

– Acho que ela não ia querer que você passasse a vida toda no cemitério, Lisbon - Ele segurou sua mão com carinho, num gesto de conforto.

– Não, ela não ia querer. Mamãe era... – Ela se calou quando as lembranças da infância complicada inundaram sua mente. Decidida, balançou a cabeça. Já tinha falado demais.

– Deixa pra lá, deve ser falta de ar fresco – Murmurou tentando se convencer, que estava tudo bem.

– Falta de açúcar no sangue? – Jane sugeriu, tentando afastar o momento de tensão – Insanidade temporária? Reação alérgica ao papel de presente?

– Você é demais! – Lisbon sorriu, se sentindo melhor. Como ele conseguia fazer isso com ela?

– É o que estou tentando te dizer. Sou demais! Nem melhor, nem pior. Apenas demais – Ele piscou brincalhão.

– Nós já terminamos? – Lisbon pediu com uma carinha de cachorro abandonado.

– Terminamos – Respondeu, rindo. – Podemos ir para casa? – Ela insistiu esperançosa.

– Sim, nós podemos ir para casa, Teresa! - Jane se inclinou para frente, apertando de leve sua bochecha.

Depois, levantou-se rapidamente e se pôs a recolher as sacolas de compras, antes que fizesse algo bobo e proibido, como beijar sua colega de trabalho.  



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