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História .compulsive gambler. .Changlix. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Espero que gostem 💞🙃

Capítulo 1 - .one


Lá estava ele, gastando tudo o que tinha, ou melhor, o que a gente tinha. Sua carinha inocente podia até enganar os outros, mas a mim não, nunca duvidei de sua capacidade, sua genialidade e suas técnicas inacreditáveis. Por mim ele podia gastar e apostar o quanto quisesse, dinheiro não me é problema e eu sei que ele nunca perde. Seus movimentos ténues, sua expressão convencida e sua postura firme já diziam tudo.

Ele ganhou novamente.

-Desculpa, mas eu ganhei de novo- Deu um sorriso sapeca assim que abaixou as cartas na mesa.

Um Full House.

-C-como isso é possível? Você... Você é só um garoto...

-Não duvide das capacidades de alguém- Seu semblante mudou novamente para um mais sombrio, olhava diretamente seu adversário do outro lado da mesa- Muitos acham que podem me ganhar só porque pareço inexperiente... Mas não se engane idiota, não é tão fácil.

Se levantou devagar e começou a andar para longe do local da aposta, nossos olhares se cruzaram e o chamei com um simples gesto de cabeça, veio saltitante e segurou meu rosto iniciando um beijo calmo, mas cheio de sentimentos, abraço sua cintura o trazendo para mais perto, ele era o mesmo, nada mudou. Quando o conheci a três anos jamais imaginei que ficaríamos juntos, personalidades diferentes, condições diferentes, vidas diferentes. Sua personalidade bipolar sempre me surpreendeu, a capacidade de manipular tudo e todos a sua volta era algo incomum, tinha algo nele que me chamava a atenção, mas nunca soube dizer exatamente o que.

-O que faz aqui?- Perguntou assim que nos separamos.

-Eu sou o dono do casino esqueceu?

-Mesmo assim, não me avisou... Podia ter pelo menos comentado, ultimamente você não me conta mais onde vai....

-Aishi, não seja mimado Lee, não caiu nesses seus truques dramáticos mais, você tá pouco se fudendo pra onde eu vou ou deixo de ir.

-Idiota- Me deu outro beijo e se afastou- Vou ver se mais alguém quer tentar a sorte comigo.

-Ta bom, mas esteja aqui em trinta minutos.

-Por quê? Onde vamos?

-Você vai ver, apenas faça o que eu disse.

-Sim senhor.

Saiu andando enquanto um segurança o seguia, sei que pode parecer um pouco demais, porém, Felix é meu namorado e eu sou um cara famoso, perigoso e "procurado" por algumas pessoas, não podia deixar ninguém fazer mal a ele, não ao meu garoto.

Comecei a andar pelo local, não era nada muito grande ou exagerado, tinha várias mesas com diferentes jogos, dos mais fáceis aos mais simples, um bar de tamanho moderado e alguns sofás espalhados.

Recebia vários clientes, ricos, pobres, endividados que tentavam, de alguma forma, ganhar dinheiro com os jogos, mas sempre acabavam da mesma forma, ainda mais endividados.

Observava as pessoas, suas ações costumavam ser às mesmas, desesperadas. Nem todos conseguiam sair daqui com dinheiro suficiente, chegava a ser engraçado as vezes.

–Olha só quem resolveu aparecer!

Me virei vendo o garoto pequeno e de bochechas salientes vindo em minha direção, quem olhasse para ele pensaria a mesma coisa que eu. Fofo.

–Hannie! O que faz aqui? E cadê o Minho?

–Ta jogando com algum idiota por aí e você?

–Vim ver como vai as coisas, cobrar dívidas, sabe como é.

–Sei sim, cadê o Felix? Vocês não se separaram desde que esse namoro começou– Se aproximou ainda mais me abraçando de lado.

–Também está jogando com alguém, parece que nos envolvemos os irmãos mais viciados do mundo– Passei meu braço por sua cintura deixando um beijinho calmo em sua testa.

–Eles não são só viciados, são compulsivos! Não se cansam nunca!

–E o que você quer fazer? Sabe que é mais fácil eles morrerem com uma âncora caindo do céu bem na cabeça deles do que pararem de jogar.

Ele me olhou e não deixou de gargalhar, daquele jeitinho fofo e nem um pouco forçado. Jisung era o ser mais verdadeiro do mundo inteiro, não conseguia ser falso ou fingir gostar de alguém, só ia rir se realmente achasse graça.

Han Jisung é meu meio irmão, o pai dele morreu quando ele tinha mais ou menos uns dois anos e aí a mãe dele conheceu a minha, que era divorciada, as duas se casaram depois de muito custo já que o governo é uma merda e crescemos juntos.

Mesmo não sendo meu irmão de sangue ele é o ser mais importante do mundo pra mim, ele e Felix na verdade, não vivo sem aquela coisinha laranja.

–Vai pra onde quando sair daqui?– Perguntou deitando a cabeça em meu peito e fechando os olhinhos.

–Quero passar na balada, ou talvez eu vá para casa..– Vi o menino apenas concordar com um leve movimento de cabeça– Han, peça ao Minho para te levar para casa, já está tarde.

–Não mesmo, sei que ele vai voltar e não confio nele sozinho aqui, Minho nunca sabe se controlar.

–Fica aqui, vou falar com ele.

Me separei do menor o deixando sentado em um sofá perto da saída, ele estava quase dormindo ali mesmo. Olhei em volta até notar o Lee sentando em uma mesa mais afastada enquanto jogava roleta, ele virava o rosto um pouco preocupado, parecia procurar alguém e eu sabia quem.

–Minho– O cumprimentei enquanto me sentava ao seu lado acenando para os presentes na mesa.

–Oi Bin.. algum problema?– Me olhou e pude perceber seu semblante preocupado.

–Não, se estiver procurando o Sung ele está no sofá perto da saída, me faz um favor? O leve pra casa sim?– Sorri vendo ele se levantar e o chamei antes que se afastasse demais– E Lee, não volte tá? Estou confiando meu irmão a você!

–Não vou, sei que ele não quer que eu volte, pode confiar em mim.

Se afastou e eu me levantei, passei o olho pelo recinto e chequei as horas, fui andando devagar até a saída do casino e o segurança veio comigo. Sai de lá e vi que não tinha ninguém na rua, poucas pessoas entravam e quase nenhuma saia.

–Me atrasei?– Deixei escapar um sorriso fraco assim que as mãozinhas pequenas contornaram minha cintura.

–Você nunca se atrasa.



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