História Condão - Capítulo 1


Escrita por: e hybo

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Babygullpjct, Hybo, Jeongguk!bottom, Jikook, Jimin!top, Jungkookbottom!, Kookmin, Pwp
Visualizações 375
Palavras 11.756
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Misticismo, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


depois de sumir com o bonus de DDA, aqui volto com essa os novinha e quentinha pra voces

eu demorei muito pra terminar k, aio e rosa sao testemunhas do meu desespero, junto do pessoal do projeto

e falando no Babygull, nossa, eu xonei nele assim que o vi pela primeira vez, afe

jikook com jk bottom = tudo pra mim

espero que gostem, a fic tem bastante comedia e um lemonzinho no final c:

os agradecimentos pela betagem e pela capa estao nas notas finais

Capítulo 1 - Bibidi bobidi boo


Para o universo, uma fada sempre irá ser atraída aos clichês da realidade. Isso não mudou nada quando, depois de atravessar um portal mágico — e particularmente suspeito —, Jimin veio ao mundo dos humanos para coexistir com eles.

Se muitas pessoas parecem viver uma ficção de comédia romântica, imagine um fada que acabou de atingir a maioridade.

Obviamente, o Park teve que esconder tudo o que não condiz com o corpo de um mundano qualquer.

Íris douradas? Só se for lente. Magia? Tratada como coisa que crianças acreditam. Asas? Nem pensar. Ser absurdamente lindo? Bom, beleza é relativa e cada um tem a sua, por mais absurda de grande ou pequena que seja, então Jimin não iria jogar toda sua gostosura fora apenas para não chamar a atenção dos outros.

E seu cabelo, naturalmente rosa, recebeu a desculpa de que foi, na verdade, tingido com essa cor. Por mais que algumas pessoas achem ruim, outras — de mente aberta — aceitam como parte da diversidade. 

Satisfeito, começou a fazer seu cotidiano mundano, no seu apartamento mundano com vários objetos mundanos, uma vida bem mundana, na sua opinião. Com dezoito anos mundanos nas costas, Jimin se tornou o que chamam de adulto comum, trabalhador e jogador de LOL.

Que droga, os jogos mundanos realmente viciam!

Oito anos se passaram e, atualmente, Jimin continua no mesmo emprego de quando começou a levantar a bunda da cama para trampar. Atualmente, é auxiliar de escritório barra secretário do chefe que, com todo seu respeito, é um puta dum gostosão. Mas o que Jungkook tem de delícia, tem de fetiche por sempre dar bronca atrás de bronca no rosado.

“— Jimin, eu pedi os documentos organizados em ordem alfabética, não numérica.

— Jimin, esse café está muito amargo.

— Jimin, eu não acredito que você esqueceu de me lembrar da reunião com aquele CEO!

— Jimin, você está fedendo a suor, vá se limpar no banheiro. Meu nariz é sensível.

— Jimin, preciso que atenda ao supervisor do setor da contabilidade. Ele é uma pessoa difícil, e eu não tenho paciência com gente assim.

— Jimin, sua gravata está com o nó todo atrapalhado, arrume isso.

— Jimin, que perfume é esse? Francês, é? O Chérro de Lá Fossá?

— Jimin, o protocolo não te permite colocar plantinhas no meu escritório. Retire-as daqui antes que sujem tudo de terra. Já tenho meu purificador de última geração para dar conta do serviço.”

Jimin, eu sou um mimado da porra que nunca fica satisfeito com nada. Por que você não abaixa as calças para que eu possa chupar seu pinto? — Ok, isso foi um delírio de raiva na mente do fada, imitando a voz do mais novo.

Mas que caralho! Jimin passou tanto tempo ouvindo desde reclamações sérias até as mais idiotas possíveis. Se Jungkook soubesse que Jimin não sabia engraxar um sapato de couro até mudar de mundo, ele não reclamaria tanto. O Park começou a ficar de saco cheio e, mesmo sabendo que não poderia ser uma boa ideia, começou a usar seus poderes para deixar tudo impecável, tal como o Jeon sempre impôs querer.

 

Jimin acordou com dores na lombar e nas costas. O relógio marcou exatas seis e cinquenta da manhã de uma sexta-feira, e o fada sorriu fraco por enfim ter dois dias sem ouvir Jungkook falando sobre seu windsor mal feito. Ao sentar na cama, todo destruído e descabelado, notou que suas lindas e maltratadas asas brotaram novamente em suas costas. É tão comum isso acontecer com fadas quanto a ereção noturna em mundanos homens.

Mas vida de fada homem é ter que conviver com as duas coisas juntas. Jimin foi para o banheiro, melado de gozo na bermuda do pijama, com o pênis rijo, e evitando as janelas da sala para os vizinhos não pensarem que é um tipo de cosplayer estranho, devido às asas. Porém, a essa hora da manhã, quem visse poderia muito bem pensar que Jimin é um fetichista que usa fantasias sexuais, e que teve uma noite bem agitadinha.

Quem dera, quem dera.

O Park se alojou embaixo do chuveiro, tendo que recolher suas tão queridas asas para dentro de si, magicamente. Ah, que saudade que tinha de voar por aí com elas, são lindas demais para viverem escondidas. Tomando um banho, Jimin se permitiu bater uma gloriosa, só para não perder o costume e, também, porque amanheceu pensando nas coxas grossas de Jungkook. Por isso a ereção.

Fadas não são lá muito santinhas. Jimin, por exemplo, nunca foi o exemplo da pureza. Não só na mente, mas seu corpo todo esbanja aquele pecado tão bem conhecido pelos promíscuos. Park ama levar olhares por onde anda, exibindo os braços fortes em regatas, ou então a bunda farta nas calças apertadas.

As pessoas sempre acreditam que fadas são seres inocentes e bondosos, que realizam desejos e afins. Jimin acha que a representação mais fiel ao seu querido povo vem daquela tal Sininho. Ciumenta, carente e muito, mas muito necessitada de atenção.

Após tomar o banho, foi se arrumar formalmente para mais um dia de trabalho.

 

[...]

 

Jungkook é um folgado, que só decide que vai trabalhar às nove da manhã. Um dos privilégios de ser o dono da porra toda, enquanto Jimin, um reles mortal — assim dizendo —, tem que acordar com as galinhas todo santo dia. Com o tempo a seu favor, o Park foi mexer nas suas tarefas pendentes, tinha que deixar tudo organizado, bonitinho e pronto para quando o mais novo chegar.

— Bom… Porta trancada, estou no septuagésimo andar de um puta arranha-céu… ninguém vai ver — prepara-se psicologicamente — Vamos logo com isso.

O fada estalou os dedos da mão. Há tempos não liberava mais que 5% de seus poderes, ficou animado e eufórico.

Cuidar do corpo é um desafio se ele não usar magia. Os produtos dos humanos são fracos demais, nem mesmo os mais caros e recomendados trazem um resultado que agrade o fada. Seres como ele já possuem uma pele perfeita desde o nascimento, mas a adaptação no mundo mundano fez com que todo seu organismo sofresse mudanças estranhas. Jimin é muito vaidoso e fez um drama digno de filmes de Hollywood quando uma acne brotou no meio do seu nariz.

Teve que se acostumar com espinhas, pelo encravado, oleosidade no rosto… Oh, foi um pesadelo.

Ergueu os braços, levemente dobrados, para sua frente, como se estivesse numa briga. Suas mãos, abertas em posições de agarrar, faiscaram um brilho rosinha, e muitos objetos começaram a voar no ar. De início, Park fica desesperado, tentando controlar sua magia, e suas tentativas falham ao que até a mesa de madeira libanesa de Jungkook levitou rapidamente, como se tivesse o mesmo peso que uma pluma ao vento.

— Ai, merda! — grita de medo, ao que seus poderes falham de supetão, quase deixando a mesa pesada cair junto das outras coisas flutuando — Porra, isso tá pior que o meu chuveirinho!

A ideia era fazer os objetos ficarem no ar enquanto dava uma geral no escritório. Embora os inspetores façam o serviço toda terça e quinta, Jimin sabe que há muitos lugares pelos quais o pano de chão e a vassoura não passam. Aliás, sendo um fada, para que precisaria desses utensílios?

Estalou os dedos, e praticamente toda a sujeira sumiu. Sorrindo orgulhoso, foi colocando todos os móveis de volta ao chão, com todo o cuidado do mundo.

— Senhor Park? — uma voz feminina foi escutada por trás da porta.

O suficiente para que Jimin infartasse de leve. O suficiente para que uma das poltronas de couro preto e uma decoração de vidro caíssem com tudo. Diferente dos outros objetos, que pousaram suavemente em seus lugares.

Paff! Crack!

Sons de dor e sofrimento.

— Senhor Park?! Está tudo bem aí?! — a moça se preocupou, mas logo a porta foi aberta, revelando um Jimin pálido de nervoso.

— Sim, senhorita Jung? — sorriu amarelo, tapando o desastre atrás de si com o corpo.

— Vim trazer estes documentos, são do pessoal do marketing — entregou uma pasta para o maior, desconfiada — Está tudo bem aí? O que aconteceu?

— Ah, é que eu meio que caí da poltrona e quebrei um negócio, nada de mais — tentou falar com toda a simplicidade do mundo.

— Caiu? O senhor se machucou? — indaga.

— Não, não, estou ótimo! — sorri — Obrigado pelos documentos, vou analisá-los.

— Disponha… — sorriu torto, achando estranho o comportamento do Park — Enfim, também queria te perguntar se quer ir no happy hour hoje, que a galera tá organizando.

— Opa! Vai ser open bar? — interessou-se, sorrindo de orelha a orelha.

— Claro, mesmo lugar e horário de sempre, comida e tudo mais — sorriu de volta.

— Você sabe que eu sempre topo! Precisa nem perguntar, linda — pisca o olho, fazendo a moça rir e anotar o nome do rosado em uma lista.

— Estamos convidando o senhor Jeon também, então... pode perguntar pra ele? — os olhos da morena brilham — Seria legal se ele fosse dessa vez, vai ter tanta coisa boa…

— Eu duvido muito, ele tem esse ar de “não querer se misturar com plebeus” — revira os olhos — Mas vou tentar, mesmo assim. Qualquer coisa, te mando mensagem.

— Tudo bem, então — acena para o mais alto, caminhando de volta para o elevador — Até mais tarde!

— Até! — acena de volta, fechando a porta com um sorriso bobo no rosto. O qual logo murcha ao se lembrar da cena de horrores no meio do local.

Ao virar-se, arregala os olhos e fica boquiaberto. A decoração de vidro era, ao que viu melhor, o lindo cisne que seu chefe tanto gosta de admirar, desde que o ganhou de presente de aniversário. Como Jimin sabia disso? Pelas inúmeras vezes que o Jeon ameaçou cortar 80% de seu salário caso ultrapassasse a distância de um metro do objeto.

“Fique longe do meu cisne, Jimin! Ele custou uma fortuna, nem se eu desse 150 mil wons de entrada e você de garantia, seria equivalente ao que meu pai pagou!”

O pai de Jungkook é o criador da empresa, o qual se aposentou e colocou o primogênito no controle, um pouco antes do fada ser contratado. Por mais que muitas pessoas — contando com Jimin — acreditem que Jungkook seja o CEO apenas por ser o filho mais velho, a verdade é que o progenitor sempre foi muito rígido com ele. Apenas reconheceu seus esforços quando, infelizmente, desenvolveu um câncer no fígado e teve que se afastar para dar total atenção à saúde.

Alguns funcionários comentam com o Park que ele era pior que Jungkook.

Esse afastamento, eventualmente, virou uma aposentadoria ao que Jeon Yoonsuk viu o quão bem Jungkook estava se saindo como CEO, mesmo sendo bem jovem. Ficou orgulhoso e decidiu deixar como está. Jimin pode até considerar Jungkook um moleque mimadinho e arrogante, porém, não pode discordar que esse mesmo moleque é como um Deus nos negócios.

Vendo o que sobrou do cisne no chão, o fada respirou fundo e buscou em sua memória o feitiço de voltar no tempo. Mais especificamente, é um feitiço que faz algo em específico voltar no tempo, assim, aplicaria no cisne e ele voltaria ao seu estado de um dia atrás.

Mas começou a ficar difícil de se concentrar. O fato de que Jimin se desacostumou a usar sua magia fez com que todo seu corpo ficasse como uma bateria viciada de celular. Basta tirar da tomada para fazer alguma atividade e, quando você vê, a carga ficou em 30%. Murmurando um palavrão — feio demais para ser mostrado —, Park ajeita sua postura e tenta mais uma vez.

— Vamos lá, seu salário e seu ânus estão em jogo! — diz para si mesmo.

Desde que aprendeu sobre dinheiro, orçamento, entre outros conceitos de economia, Jimin passou a dar muito valor ao seu emprego.

Ele jurou que viveria da forma mais honesta possível, sem usar tanto seus poderes para se autopromover. Se o fizesse, nem estaria naquela situação, estaria curtindo suas férias em Dubai.

Concentrando-se no sentimento de satisfação ao se imaginar dando palmadas na bundinha de Jungkook, o fada conseguiu consertar o maldito cisne. Sorriu orgulhoso, admirando o objeto frágil em cima da mesa. Usar fortes emoções para propulsionar seus poderes, sempre foi um macete muito usado por Jimin.

E pronto, tudo bonito para começar o dia.

Pegou os papéis entregues pela amiga, deduzindo ser um monte de relatórios e ideias de novos anúncios para analizar. Suspirou, pondo-os na sua mesa junto dos outros que já estavam ali. No entanto, ao invés de ligar seu notebook, Jimin ergueu a sobrancelha, pensativo. Foi então que sorriu de lado.

Usar seus poderes de novo não vai matar ninguém, certo?

 

[...]

 

Jungkook chegou às dez da manhã, com o semblante sério demais para alguém tão jovem. Mal cumprimentou os funcionários — não que ele fizesse isso, de qualquer forma — e foi direto ao elevador, acompanhado de três homens e uma mulher.

Os quatro sentiram como se estivessem compartilhando oxigênio com um ditador. Não ousaram dar nem um bocejo, na sensação de que poderiam irritar o Jeon com isso e acabar no olho da rua. Isso, para muitos, é um exagero. Mas não há exagero quando se trata do CEO.

O elevador foi ficando cada vez mais vazio, visto que os funcionários chegavam a seus respectivos destinos, libertando suas respirações num gesto de alívio ao deixarem o ambiente fechado. O problema, obviamente, não é o elevador, e sim o Jeon.

Saindo dali, Jungkook caminhou até seu escritório, onde Jimin o aguardava desde que o detectou com sua clarividência.

E graças isso, sentiu o mau humor do moreno e tentou calcular o quanto que ele estará insuportável. Não que ele já não seja, é que há dias que isso piora drasticamente.

Sem nem se importar em observar o local, Jungkook se sentou em sua cadeira e chamou o Park. Seus olhos sequer notaram o quanto o chão parece caprichadamente limpo e encerado, ou no seu querido cisne que parece ainda mais bonito e reluzente.

Jimin viu seus esforços todos sendo jogados da janela.

— Me traga um pouco de café. Você sabe como eu gosto.

— Sim, senhor. 

Não tem “por favor”, não tem “por gentileza”. Porra nenhuma. Pensou Jimin. Se pudesse, e se tivesse culhão, cuspia no maldito café. Antes de atravessar a porta, ouviu mais um chamado de Jungkook.

— Eu também quero biscoitos.

— Mas não temos biscoitos no refeitório, senhor — constatou, antecipadamente deduzindo onde a situação vai parar.

— Então compre, idiota — sorriu, com um ar de superior.

Idiota.

— …Claro — respondeu baixinho, com toda a ternura que conseguiu.

Quando passou pela porta, Jimin murmurou uma resposta ácida sem que Jungkook ouvisse.

Mas, assim que deu os primeiros passos no corredor, ouviu um berro furioso do Jeon dentro do escritório, chamando seu nome completo. Isso — engoliu em seco — só podia significar uma coisa.

Fodeu.

Abriu a porta atrás de si, pondo apenas parte do corpo para dentro do local. Se tivesse um buraco para se esconder, ele se escondia.

— O que diabos você fez nesses relatórios?! — ralhou, passando os olhos de folha em folha — Estão todos com desenhos de fadas! Que merda é essa, Jimin?!

O sangue evaporou de seu corpo. A rainha má da Branca de Neve nunca esteve tão certa: toda magia tem seu preço. Aproximou-se de uma vez para analisar o desastre que seus poderes fizeram, dando de cara com rabiscos em giz de cera em formato do que pareciam ser fadas.

Quando crianças, um dos primeiros feitiços que as fadas aprendem é o do Carimbo. Ao usá-lo, qualquer superfície afetada será estampado com vários desenhos. É um feitiço de travessuras. E Jimin se sentiu o fada mais triste do universo por ser tão burro em confiar nos seus poderes, há muito tempo adormecidos.

— Ah, meu sobrinho… — murmurou, tentando encontrar alguma explicação — Perdão! Consertarei isso o mais rápido possível — recolheu os papéis, indo colocá-los em sua mesa.

— Achei que morasse sozinho — Jungkook ergueu a sobrancelha, desconfiado.

— É que meu irmão veio me visitar esses dias, e trouxe o filho — riu de nervoso, prolongando sua mentira — Não faço ideia de como ele encontrou esses documentos…

— Hum, estranho.

— O quê?

— Você não era filho único?

Oh shit—

Ficou paralisado, pensando no que dizer ou fazer. Viu sua mão direita brilhar em rosa, foi seu próprio corpo sugerindo usar seus poderes. Engolindo em seco e torcendo para que ninguém entrasse no escritório, Jimin foi ágil e ergueu a mão em direção ao rosto de Jungkook.

Os olhos do moreno ficaram da cor do brilho que sua destra emanava, perdendo sua expressão de desconfiança e dando lugar a uma relaxada e… O Park se concentrou para não rir.

— Eu tenho um irmão mais velho, e ele tem um filho — ditou para o mais novo hipnotizado — E você vai se esquecer do que aconteceu nos últimos cinco minutos.

Quando voltou ao normal, Jungkook piscou várias vezes, atordoado. O fada desviou o olhar, como se nada tivesse acontecido, e pegou os papéis rabiscados para prendê-los com um clipe.

— Jimin, eu estou me sentindo estranho — comenta — Parece que me esqueci de alguma coisa. E a minha memória é muito boa.

— Pode ser o estresse, senhor Jeon.

— É, pode ser, mesmo.

 

O dia foi se passando lentamente. Mais lento do que de costume, por ser uma sexta-feira, e pelo fada ter mais tempo para ter o Jeon infernizando sua vida. O universo não é bacana com mundanos, e muito menos com quem tem poderes místicos e voa por aí realizando desejos de donzelas brancas.

Jimin queria ter esse último ofício. Para ele, tudo que não seja relacionado a aturar o seu chefe é o paraíso, o trabalho dos seus sonhos. Mesmo que isso implique no Park ajudando adolescentes a transarem com seus crushs.

A tão desejada happy hour está próxima, o que fez com que Jimin se lembrasse de perguntar a Jungkook se ele queria participar dessa vez. Mesmo sabendo a possível resposta, arrumando seus documentos e afrouxando discretamente sua gravata para relaxar, o Park se aproximou do mais novo e suspirou.

— Senhor, alguns funcionários estão organizando uma happy hour hoje à noite. Minha colega me pediu para te perguntar se você gostaria de vir com a gente.

Jungkook se espreguiçou na cadeira, pondo suas pernas na mesa e as cruzando. Jimin reparou sutilmente nas coxas do Jeon, que com certeza devem ser bem gostosinhas de apertar, antes de voltar a fitar o rosto curiosamente pensativo do CEO. Estaria ele pensando no evento ou em como Jimin é um imbecil por querer convidá-lo a uma festa de meros plebeus?

Park, na espera de uma resposta, movimentou seus ombros tensos para aliviar a tensão adquirida no seu trampo, fechando os olhos brevemente para estalar seu pescoço nos dois lados. Quando os abriu, pensou ter visto Jeon o encarando de relance, mas achou que foi apenas um delírio de sua cabeça por conta do cansaço.

É complicado ter que aguentar um Jeon durante oito horas.

— Seria interessante — diz Jungkook — Eu acho que, dessa vez, eu vou. Que horas?

Arregalando os olhos, surpreso, Jimin pensou ter ouvido errado. Ao mesmo tempo que uma parte de si não acreditou na resposta positiva do mais novo, a outra parte pareceu misteriosamente contente por ouvi-la. Talvez, a curiosidade em saber como Jungkook interage com as pessoas fora do trabalho mexeu consigo o suficiente para ficar animado com a ideia.

— Vai ser às sete, a essa hora todo mundo já bateu o ponto aqui — sorriu de lado. Logo, ficou constrangido ao responder de forma mais informal, mas Jungkook pareceu não ter notado.

— Tudo bem. Vocês vão direto para lá?

— Sim, a maioria. Eu passo em casa antes.

— Entendi. Sendo assim, irei para a minha também. Você quer uma carona?

Algo de errado não pode estar certo. Jimin franziu o cenho. Isso é estranho demais para um fada só. Procurou algum sinal de falsidade na expressão descontraída de Jungkook, tentou detectar se ele está apenas o iludindo, todavia, é real. O Jeon está sendo super legal consigo.

— Ah, eu adoraria — deu de ombros — Se não for incômodo para o senhor.

— Perfeito! — levantou-se, ajeitando seu paletó — Aliás, sua gravata está torta. Deixe-se ficar relaxado desse jeito na sua casa.

Bom, Jungkook nunca deixará de ser um Jungkook. O fada suspirou e conteve a vontade de rir fraco.

Os dois saíram juntos do escritório sem trocar mais nenhuma palavra. Adentraram no elevador, em silêncio, como se estivessem de luto. Tal atmosfera estranha deixou Jimin desconfortável, ainda mais por ser muito sociável e ter o costume de bater papos rápidos com seus amigos na empresa.

Descendo, descendo, os andares pareciam infinitos. Park respirou fundo, com as mãos suando e os punhos se fechando vez ou outra. Jungkook apenas permaneceu imóvel, parecendo bastante tranquilo e sereno.

— Jimin.

— Sim?

— Desde quando passou a usar esse perfume?

Era isso? Jeon estava tentando reconhecer o cheiro do seu perfume? Por que isso importaria? Será que não gostou da fragrância?

— Ahn… Desde semana passada, se não me engano — desviou o olhar, esperando alguma reclamação.

O que o deixaria deveras puto barra triste, porque custou caro o maldito perfume. Fazer o quê? Fadas se tornam capitalistas com facilidade.

— É agradável. Continue o usando.

Um ponto para Bleu¹. Jimin ficou estranhamente feliz, e acima de tudo, aliviado. Como aprendeu há algum tempo, Jungkook tem um nariz muito sensível, o que o deixa irritado perto de cheiros muito fortes, ruins, ou ambos. Sorriu de lado para o mais novo, voltando a encarar o painel de andares.

Achou muito esquisito que, até o momento, o elevador não parou em nenhum andar para que outra pessoa entre. Entretanto, o fato de que o universo e todas as forças sobrenaturais — e naturais — conspiram contra si toda hora o confortou, não de um jeito bom. Pasme. O clichê o rodeia.

Porra. Encontrou um ídolo no Starbucks — ganhou até autógrafo —, já foi atropelado — quando estava tentando se acostumar com esse mundo —, tem um iPhone e come maçã verde sempre que pode ou sempre que está atrasado. Acorda com a luz do sol na cara e, hoje, é secretário de um gostosão mimado cujo nariz é mais fresco que o peixe que vendem na feira.

Ele foi o nerd excluído de sua turma em seu tempo de colegial das fadas. A diferença foi que ele só se tornou popular na faculdade, quando mudou drasticamente seu visual e namorou um fada lindo de morrer.

Quando veio para o mundo dos humanos, Jimin já tinha diploma, o melhor aluno da sala. Logo percebeu que o sistema de ensino das fadas é muito mais avançado e rígido que o mundano, e foi considerado um homem prodígio assim que entrou na empresa de Jungkook.

Com isso, ele não se arrepende nem um pouco de ter virado várias noites para estudar. Quantas bundas deixou de comer para isso… Foi tão triste.

— Sim, senhor — respondeu.

Finalmente chegaram na portaria, após mais um período tortuoso de silêncio. Jungkook exigiu que Jimin o acompanhasse quando já estavam fora do grande prédio. Sem ter muitas opções, o Park obedeceu e ficou muito feliz por tê-lo feito.

Afinal, receber uma carona em um bendito e luxuoso Alpha Romeo não é algo que acontece todo dia. A última vez que entrou em um automóvel tão bonito e caro quanto aquele foi… Não, ele nunca entrou em nenhum. Jungkook abriu a porta do motorista, acompanhado por Jimin, que abriu a porta do outro lado.

Jimin atou seu cinto de segurança enquanto o Jeon girava a chave do carro, ligando o motor. Percebeu que o mais novo sequer tocou no cinto de seu assento, ligando o ar condicionado e saindo da vaga onde estacionou.

— Onde você mora? — perguntou, sem fitar o rosado.

— É um pouco longe. Perto da praia de Haeundae.

— Porra — riu — Você vem de metrô?

— Sim.

— Não que você tenha perguntado, mas eu moro aqui perto, em um condomínio.

Jimin realmente estava muito interessado em saber qual condomínio de burgueses safados o Jeon mora. Apenas assentiu, num pedido recluso para que Jungkook mudasse de assunto e falasse sobre algo mais relevante.

— Jimin, pode parecer estranho o que eu vou pedir agora, mas…

Ergueu a sobrancelha, curioso.

— Ainda estou no caminho para casa e gostaria de poupar tempo. Sabe como aprecio a pontualidade. Você pode se trocar lá, emprestarei minhas roupas.

Oof.

A cabeça do fada girou a mil pensamentos confusos. O que diabos está acontecendo? Por que, de repente, Jungkook começou a ser assim consigo e, mais importante e bizarro, por que ele estava sem jeito? Digamos que o moreno sempre foi confiante e imponente, Jimin não se lembra de nenhum momento em que esses dois atributos do mais novo foram afetadas de alguma maneira.

Muito, muito esquisito. Esquisito demais. Será que, enquanto dormia, recitou um feitiço para viajar de dimensão, mais especificamente para uma em que Jungkook não é tão detestável?

A história de Jungkook gostar de pontualidade é apenas da boca para fora, Jimin sempre viu o mais novo chegar uma, duas, três horas mais tarde que a maioria dos funcionários. Talvez ele seja pontual para outras coisas, ou apenas cobre isso somente dos outros, não de si mesmo. Porém, essa última dedução não parece coesa no momento, visto que ambos vão ao happy hour.

— Ahn… Tudo bem então, senhor.

— Ótimo. Você receberá um aumento de 10%.

QUÊ?!

— O-o quê? — Jimin quase se engasgou com a própria saliva.

— Estava te devendo um aumento desde o começo do ano, idiota.

Meio atrasado, não é mesmo? Park continuou atordoado por mais alguns segundos, digerindo a notícia mais que agradável para sua pessoa. De manhã até o atual momento, pareceu que tudo está acontecendo mais ou menos a seu favor, de um jeito que, para cada desastre, há uma surpresa boa. Jimin ficou pensativo, com medo disso acabar na pior situação possível.

— Entendo. Muito obrigado, senhor Jeon.

Jungkook o ignorou desde então. Chegaram no condomínio — não demorou muito — e, após deixar o carro em sua garagem e ser acompanhado pelo fada até sua casa moderníssima, deixou os sapatos ao lado da porta e pediu que Jimin fizesse o mesmo. Ele fez isso enquanto tentava levantar seu queixo caído com tanta beleza e sofisticação que o interior daquele lugar emanou para si.

Humildade para quê? Quando você tem condição, é isso que se faz. O apartamento de Jimin é até modesto perto da monstruosidade da casa do Jeon. Será que, com os 10% de aumento, ele conseguirá uma casinha entre os condomínios ali por perto?

Sinceramente, que luxo.

— Vem, vou te mostrar o quarto de hóspedes — Jungkook chamou, subindo as escadas.

Engolindo em seco, Jimin acompanhou. Eles foram até a primeira porta à direita de um corredor que — suspiro pesado — só não é mais bonito que o fada por não ser azul bebê. Adora azul bebê. O tal cômodo, quando entraram, era da sua cor favorita. Ou seja, mais bonito que Jimin.

— O banheiro fica naquela porta ali, vou pedir à empregada para te trazer toalhas e aprontar a banheira. Gosta de fragrância de baunilha?

— Oi? — O fada ainda estava encantado com a beleza do fucking lustre ornamentado com cristais no teto — Digo, sim.

Jungkook assentiu, saindo do cômodo. Jimin soltou o ar que estava guardando em seus pulmões, não acreditando no que estava acontecendo. E nossa, o quarto todo exalou tanta energia tranquilizante, que o fada teve que se despir da cintura para cima e libertar suas queridas asas. Elas surgiram de suas costas e se levantaram calmamente, arrancando um gemido sôfrego do Park por tê-las finalmente livres.

Apoiou-se na cama, com as duas mãos. As asas se sacudiram de leve para serem ventiladas, estavam bem fracas e quentes. Qualquer fada detesta essa sensação. Fechou os olhos, aliviado. Encarou o colchão à sua frente, ficou tentado a se jogar nele e dar uma soneca bem gostosa. Não, não pode fazer isso. Não agora.

Passados dois minutos estalando suas juntas e fazendo alguns exercícios para diminuir a tensão de seu corpo, Jimin sentiu suas asas mais leves e dispostas. Oh, céus, que vontade teve de voar um pouquinho.

— Ah, foda-se — murmurou, levantando voo.

Foi mais fácil do que pensou que seria. E ah, a sensação que sentiu foi ótima, tinha tanta saudade delas! Fadas se sentem muito tristes quando não podem voar por muito tempo. É como aprisionar um pássaro em uma gaiola. O coitadinho foi feito para voar e o privam disso.

Ou como um lobo numa jaula. O animal corre rapidamente pelas florestas e estar preso o sufoca profundamente. Sorrindo, deu algumas voltas pelo grande cômodo, com suas asas batendo e brilhando. Elas sempre brilham durante o voo, porque amam voar.

Quando não podem fazer isso, caramba, elas ficam tão apagadas… Parece que refletem o sentimento das fadas.

Divagando, sentindo um vento singelo batendo contra a pele, Jimin nem notou que Jungkook tinha entrado no quarto e encarava a cena, mais pálido que uma folha de papel. O semblante sério mascarava a fascinação, o medo e a vontade de querer saber se consumiu alguma droga alucinógena pesada e não percebeu.

— PUTA MERDA! — Park gritou, assim que viu o mais novo na porta do quarto.

Arregalou os olhos, ficando quase parado no ar, ainda voando. Jungkook não sabia se olhava para as asas agitadas atrás do fada ou se admirava o abdômen definido dele. Oscilou entre gritar e tirar a roupa.

— S-senhor Jeon, isso não é o que está pensando!

Disse a primeira coisa que se passou pela sua cabeça. Com o coração batendo rapidamente, pensou nos inúmeros feitiços de esquecimento que conhece, recitando um e, na metade dele, parando e murmurando “Não, isso não é o suficiente!”. Tentou outro e desistiu de novo.

— Jimin. Eu acho que estou trabalhando demais — cerrou os olhos — Ou então você batizou meu café.

Obliviscatur!

O feitiço mais simples do esquecimento. Faz o indivíduo esquecer dos últimos dois minutos. Assim que proferiu a palavra, os olhos de Jungkook ficaram opacos e pequenas partículas de luz dourada dançaram pelo seu rosto por cinco segundos. Tempo suficiente para Jimin guardar suas asas e vestir sua camisa de modo bem afobado.

Jeon ficou estático até recobrar a consciência e erguer a sobrancelha.

— Aconteceu alguma coisa? — indagou.

— Como assim, senhor? — sorriu de nervoso.

— Ahn… Esquece. A empregada está doente e não veio hoje, então eu mesmo tive que pegar as toalhas — entregou-as para o mais velho — Consegue aprontar seu banho sozinho?

— Obrigado, e não. Mas posso tomar um banho simples, mesmo. Não se preocupe.

— Tudo bem, então. Sairemos às seis e meia.

Assentiu rapidamente, esperando Jungkook fechar a porta e sair dali para suspirar aliviado. Amaldiçoou-se em pensamentos por ter baixado tanto sua guarda. Resolveu que irá se preocupar em tomar seu banho ao invés de querer bater a cabeça na parede pela sua burrice.

Mas o que poderia fazer? Estava tão necessitado.

Quando tirou suas roupas e se enfiou no chuveiro, resistindo à tentação de cair na banheira grande e luxuosa, Jimin sentiu um tesão assustador. Talvez seja pela água morna caindo pelo seu corpo e levando seu cansaço, talvez seja o fato de que sua verdadeira identidade foi quase revelada, ou então talvez seja por causa de ambos os motivos, junto do quão gostoso Jungkook estava com a camisa branca e meio transparente, expondo seus gominhos.

Foi aí que tentou calcular o tempo desde a última vez que transou. O trabalho e a necessidade de suportar o Jeon durante seu expediente sugam suas energias de forma que Jimin quase nunca se anima para pegar alguém. Ele frequenta baladas e bares com seus amigos e até beija algumas bocas, porém, raramente avançava para o ato.

Ninguém pode discordar que o Park é extremamente atraente. Então falta de beleza não é — nunca foi — o problema.

Jimin pensou nas coxas do Jeon. Junto do abdômen definido do mais novo. Como seria aquele rostinho lindo contorcido em prazer? Ah, se tem um jeito no qual o fada adoraria foder Jungkook, é na base do ódio. O filho da puta é gostoso demais, irritante demais. Possui os dois atributos na mesma proporção.

Além de bonito, é podre de rico. Só não conquistou o fada ainda, por não aparentar ter um humor eclético de merda. O que Jimin acha particularmente essencial no futuro amor da sua vida. Mas, bem, ele não conhece Jungkook cem por cento. E se…?

Não, Jeon parece muito sério para marcar o arroba do Park nos memes do Twitter.

Se é que ele tem Twitter.

Se é que Jimin daria seu arroba para ele.

Suspirando, teve que se conter, não seria bom para sua moral se tocar ali. Não estava tomando banho em sua casa, e sim na casa do seu chefe. Chefe esse que o viu voando de lá para cá no quarto. Jimin não conseguiu sequer imaginar o desastre que seria se não tivesse estudado tantos feitiços. E ficou, acima de tudo, animado ao notar que seus poderes estavam se estabilizando.

Mesmo que o obliviscatur seja tão simples, já era um progresso.

 

[...]

 

— Senhor Jeon! — a garota exclamou, sorrindo de nervoso — Que bom que veio! Jimin, pode vir comigo um instante?

A loira mal esperou uma resposta do rosado e o puxou para longe. Quando ele e Jungkook chegaram no restaurante, roubaram a atenção de todos — até de outras pessoas ali presentes — por um breve momento. Não só por estarem muito bonitos, mas também porque ninguém pensou que o Jeon viria, e ainda por cima com um visual bem diferente.

Se Jungkook de terno já é considerado um gostoso, vê-lo com calça jeans escura, blusa de botões preta e um MALDITO choker de couro preto no pescoço foi como se tivessem sumonado um íncubus. E claro, o visual jovem — não que o rapaz não seja jovem — e sedutor não combinou com os ternos dos funcionários.

Jimin também estaria vestindo seu terno se não tivesse ido à casa do mais novo. Aproveitou a oportunidade de se livrar das roupas do trabalho, no entanto, escolheu apenas uma calça e uma blusa simples e mais coloridas que as do moreno.

Ao ser arrastado pela menor, ele achou engraçado o jeito como Jungkook pareceu um filho de algum dos colegas mais velhos ali. Quem diria que o pseudo-emo é, na verdade, o chefe da porra toda.

— Você esqueceu de me avisar — disse baixinho, assim que ficaram longe o suficiente da grande mesa.

Park bateu a mão na testa.

— Droga, foi mal!

— Não sabemos se tem cadeira pra ele, fizemos a reserva quase na hora e na sorte — suspirou.

— Relaxa, eu dou um jeito nisso — sorriu confiante.

— Como? — indagou, curiosa — O restaurante está praticamente lotado, duvido que consiga mais uma mesa pra juntar com a nossa.

— Me dá cinco minutos.

Dito isso, a amiga assentiu e voltou para a mesa, onde os colegas de Jimin já degustavam uma cerveja. O fada viu Jungkook plantado na entrada do estabelecimento, olhando para si.

— Está tudo bem? — perguntou assim que chegou no mais novo.

— É a primeira vez que saio com a plebe.

Conhecendo Jungkook, Jimin concluiu que ele está nervoso. Ali mesmo, pela primeira vez, o rosado teve contato com a timidez do Jeon e achou fofo. Park viu que o mais novo se sentiu estranhamente deslocado.

— São seus funcionários, senhor Jeon — brincou — Eles vão te receber bem.

— Eu sei que eles não gostam de mim. Fui convidado apenas por educação.

“E é verdade, em partes”, Jimin pensou. Mordeu o lábio. Mas logo sorriu.

— Senhor Jeon, se me permite dizer, há o lado profissional e o emocional das pessoas. Eles — apontou com o rosto para os colegas — Só conhecem um lado seu.

Jungkook ficou pensativo, e suspirou pesadamente. Queria agradecer ao mais velho pela motivação, e por ter vindo consigo. Porém, apenas sorriu fraco e ergueu o queixo, confiante.

— Tem razão, Jimin. Vamos lá.

— A-ah! Sobre isso, pode esperar um pouco?

O Jeon estava prestes a dar um passo em direção à mesa, com toda sua autoconfiança revivida, mas quando foi interrompido pelo braço do fada, só faltou cair no chão em desgosto.

— O que foi agora? — perguntou, irritado.

— Tenho que fazer uma coisa, juro que não vou demorar.

— Se me deixar aqui por mais de um minuto, considere-se um homem morto, Jimin.

Park assentiu e saiu correndo, botando fé nas palavras de Jungkook.

Avistando um garçom, que logo o viu e sorriu, Jimin recitou um feitiço para hipnotizá-lo. Com o rapaz atordoado e com os olhos brilhosos, o fada mostrou seus dentes num sorriso galanteador para ele.

— Será que você não me arranjaria uma mesa e duas cadeiras? — manhou.

— S-sim, senhor.

Riu fraco pelo jeito atrapalhado com o qual o loiro respondeu. Assim que o viu andando apressadamente até uma parte restrita do restaurante, capturou outro garçom que passava com uma bandeja de bebidas.

— Por favor, poderia me ajudar a carregar algumas co— M-Min Yoongi?!

Olhou embasbacado o baixinho, e tentou ao máximo não falar seu nome em voz alta. Yoongi suspirou — fadas são imunes a hipnose —, revirando os olhos ao dar de cara com um ex-namorado. Assim como o Park, esteve vivendo no mundo dos humanos, só que há mais tempo que o rosado.

— Olá para você também, Jimin — tentou continuar seu caminho, mas o outro segurou seu braço.

— E-espera! Eu nunca te vi por aqui, quando começou a trabalhar nesse restaurante?

— Faz um tempo, já. Você só não me notou porque me camuflei. Se for para me perguntar se podemos ficar de novo, não desperdice meu tempo, estou com outro.

— Eu não ia pedir isso — fez biquinho — Poxa, faz tanto tempo que não nos vemos… Fiquei com saudade…

O Min suspirou mais uma vez. Tudo bem que realmente sentiu falta do Park, ele sempre foi um homem maravilhoso e sempre fez o melhor sexo do planeta. Mas o horário de trabalho é sagrado, e Yoongi já queria encerrar aquela conversa.

Pressionou o polegar no meio da testa do rosado, que brilhou com o contato. Jimin pensou em uma série de números e ergueu a sobrancelha. Eles ficaram cravados em sua mente.

— Meu número. Depois nos falamos.

E seguiu andando. Jimin sorriu fraco, quis marcar um cinema com Yoongi, a vontade de sair com o mais velho de novo o atingiu. Não como nos velhos tempos, como amigos que se reencontraram. Afinal — Park refletiu —, ele começou a ter um tipo de curiosidade por Jungkook, justo o chefe mais insuportável do mundo.

Cabe ao fada, agora, descobrir se essa tal curiosidade é apenas isso ou algo a mais.

Desconfiou da demora que o garçom enfeitiçado fez. Yoongi voltou com uma cara de quem chupou limão e deu um peteleco na testa do mais novo, que o encarou confuso.

— Tira o seus poderes do meu Seokjin, seu tarado! Ele tá se esforçando pra trazer uma cadeira e duas mesas tudo de uma vez, e o coitado é todo magrelo!

Então o garçom se chama Seokjin.

Argh, desculpa, eu— espera, você disse o quê? Yoongi, seu namorado é lindo, mas tem um subconsciente meio tapado. Eu pedi uma mesa e duas cadeiras.

A cara de morte que o Min fez para o rosado acabou o calando de vez.

 

[...]

 

Eventualmente, a confusão foi resolvida e tudo ficou de acordo com os conformes. Jungkook quis esganar Jimin por ter demorado tanto, alegando que foi abordado por pelo menos três garçons, perguntando-o se tinha alguma reserva ou simplesmente flertando consigo. No fim, todas as suas queixas foram para o espaço quando se sentou e foi cumprimentado alegremente pelas pessoas da sua empresa. Jeon não conseguiu ver se eles estavam apenas sendo educados, mas as bebidas na mesa fizeram com que tivesse uma pequena conclusão: todos já estavam ficando bêbados.

Agradeceu internamente por estar perto de Jimin, este que também agradeceu a proximidade.

— Senhor Jeon, está muito bonito — uma das mulheres disse — Como um idol.

— Verdade, essas roupas o deixaram bem jovem e gótico! — outro homem comentou, bebericando a cerveja.

— Mas sou jovem, tenho vinte e quatro aninhos! — reclamou Jungkook, começando a ficar alterado pela bebida.

— Pessoal — a amiga de Jimin se levantou, chamando a atenção de todos — Vamos fazer uma vaquinha para debutar o chefinho?

— Vamos! — todos gritaram em uníssono.

— Eu sou rico, não preciso de vaquinha — Jungkook fez bico.

Os colegas ficaram com cara de “ah, é” e soltaram murmurinhos sobre serem burros. Jimin apenas observava o desenrolar da conversa, enchendo o estômago de álcool. O fato de que Jungkook estava ficando muito à vontade com seus amigos deixou o fada orgulhoso e feliz pelo mais novo. Quem diria que convidar o CEO da empresa para a happy hour desse naquilo.

No entanto, tudo começou a desandar — de forma engraçada — quando Jungkook decidiu fazer strip tease. Se não fosse Jimin, o moreno teria subido na mesa e traumatizado no mínimo dez criancinhas no restaurante. E como seus colegas estavam bem longe do estado sóbrio, sequer impediriam o Jeon de fazê-lo.

O herói da noite foi justo o fada.

Conteve sua vontade de filmar Jungkook, sacrificou uma blusa que nem é sua quando o moreno vomitou nela, e avisou para todos os outros que deixaria Jeon em sua casa. Ele realmente ficou muito chapado. Por muita sorte, ninguém vira o desastre na blusa, então Jimin acabou usando discretamente seus poderes para fazer o vômito desaparecer.

— Não, Jiminnie… Me solta, eu quero rebolar meu popozão — sua voz ficou extremamente manhosa, Jimin teve que engolir muito ar e saliva para não rir.

— Jungkook, você tá bêbado. Tenho que te levar para casa!

— Quer ajuda com o bonitão? — Hoseok, um dos soberanos da empresa, perguntou ao rosado.

— Por favor, Hobi. Ele não colabora — riu de nervoso com o moreno esfarrapado em seus braços, debatendo-se de leve e murmurando falas incompreensíveis.

— Vocês vão pegar um Uber, não é? Foda que, se eu não tivesse bebido também, poderia dar carona — disse, acompanhando o Park para a entrada do restaurante — Irmão, eu nunca achei que o Jeon bêbado fosse tão engraçado assim.

— Vamos, sim. E pode deixar, Seok, obrigado mesmo assim, você já tá fazendo um favorzão me ajudando a carregar esse brutamontes.

Hoseok quase caiu na gargalhada.

No que Jimin se refere a “brutamontes” são as coxas do Jeon.

Quando foram para fora do local, Jimin percebeu que o clima esfriou. Hoseok se despediu do rosado e voltou para dentro enquanto o fada mexia em seu celular, tentando chamar o bendito Uber.

— Jiminnie… Eu estou com frio — Jungkook manhou — Quero ir para casa.

— Há um minuto atrás, você queria tirar a roupa, e agora está assim? — Park riu.

— Me dá atenção… — ignorando-o completamente, Jeon tentou se ajeitar em pé e fez bico.

O fada não respondeu, suspirou fundo ao ver o tempo de espera que lhe foi estipulado pelo motorista. Cinco minutos que, infelizmente, viraram dez. E de dez para doze. Jimin já não aguentava mais Jungkook tentando lhe roubar um selinho e ameaçando chorar toda vez que falhava em seu objetivo.

— Sabe qual a cidade mais carente dos EUA? — perguntou o moreno — Miami.

— Ah, não, Jungkook.

Revirou os olhos, com o Jeon rindo da própria piada ao seu lado.

— Olha, sinceramente, o Uber que se foda. Vamos, eu dou um jeito — puxou o mais novo para acompanhá-lo.

— Aonde vamos, Jiminnie?

— Voar.

— Legal!

O Park não estava brincando. Ao chegar em uma rua toda deserta, o fada olhou para todos os cantos possíveis e, num instante, suas asas brotaram de suas costas. A julgar pelo tanto que Jungkook bebeu, ele muito provavelmente não vai se lembrar de nada do que está para acontecer.

— Woah, Jiminnie, você tem asas — o mais novo riu — Parece uma fada.

— Deve ser porque eu sou uma — sorrindo de lado, Jimin capturou a cintura do Jeon e o puxou contra si — Segura firme.

— O quê? — desentendido por causa do álcool, Jungkook mal percebeu quando seus pés deixaram de tocar o chão. Quando olhou para baixo, ambos já se encontravam a cinco metros de altura — QUE PORRA É ESSA?!

Suou frio. Jimin apenas revirou os olhos e, como se não fosse nada, invocou um portal teletransportador na frente de ambos. Jungkook olhou o círculo flutuante, brilhoso e rosado com bastante medo.

— É um portal, vai nos levar direto para sua casa — explicou o mais velho.

Esperando que o Jeon dissesse alguma coisa em confirmação para que pudessem avançar, o encarou e viu que ele tinha o semblante surpreso e curioso.

— Você já jogou Portal?

Jimin gastou quinze segundos de sua vida para nada. Antes que alguém aparecesse por perto, o fada poupou tempo e voou para dentro do portal, carregando um Jungkook aterrorizado gritando “Espera, porra!”. O moreno acreditou piamente que sofreria algum efeito colateral muito louco ao atravessar aquele círculo opaco esquisito, mas assim que o fez, situou-se no quarto de hóspedes onde Jimin tinha ficado.

O fada tratou de levar Jungkook ao banheiro, colocando-o na água fria do chuveiro. Tirar as roupas? Sem tempo, irmão. Até porque acharia muito estranho e errado. “Caralho, eu estou dando banho no meu chefe, bêbado”, pensou.

— Jiminnie, eu vou ficar gripado nessa chuva, me deixa entrar — reclama, cabisbaixo.

Park não se deu o trabalho de respondê-lo.

— Você tem que tomar um banho para dormir. Está fedendo a cerveja.

Por mais que soubesse que Jungkook não conseguiria tomar banho sozinho, Jimin se sentiu muito receoso em ajudá-lo. Pediu para que o mais novo tirasse pelo menos a camisa e a calça, e ele o fez com muita dificuldade.

Sem que Jungkook percebesse, Jimin o deixou flutuando debaixo do chuveiro. Até porque, se deixasse o Jeon em pé por conta própria, ele mal tiraria a calça e cairia no chão. O problema é que o moreno estava tão bêbado que realmente não percebeu em momento nenhum que estava flutuando, nem quando ergueu as duas pernas para retirar o tecido molhado e grudento delas.

Ficou apenas com a roupa íntima, coisa que Park fez questão de impedi-lo de tirar.

O fada teve a ideia de encantar o sabão com cheiro de lavanda do Jeon, com o objetivo de limpá-lo sem tocá-lo diretamente. Só que começou a ficar fora de controle quando o sabão quis ensaboar Jimin também. Seus poderes, obviamente, ainda permanecem instáveis.

Após uma luta árdua entre deixar Jungkook a sós para que pudesse concluir o serviço — lavando suas partes baixas — e ficar com medo de desviar o olhar do garoto, Park decidiu confiar no Jeon e deu as costas. Só não esperava — na verdade, desconfiava — que Jungkook o agarrasse pela barriga com os dois braços e o puxasse para debaixo da água gelada.

— Ah, não, Jungkook! — reclamou — Olha o que você fez, eu tô todo molhado!

— É exatamente assim que as pessoas ficam quando eu chego — sorriu pervertido, rindo da própria fala.

Jimin só perdoou porque se tratava de um mamado falando consigo.

— Toma banho comigo, Jiminnie… — fez manha, aproximando-se do fada com um biquinho.

Park queria muito ser de ferro. Porque se fosse, não teria feito tanto esforço para sair de dentro do box, atravessando a divisória de vidro com seus poderes. Rejeitar um Jungkook quase todo despido, manhoso e molhado foi como pedir para levar um tiro no pé.

Acontece que Jeon é, definitivamente, o homem mais gostoso do planeta. As coxas grossas e musculosas, os gominhos do abdômen, a pele branca e salpicada de pintinhas e o rosto lindo que até dói, fizeram Jimin perder as estribeiras por um momento. Mesmo estando bêbado, Jungkook notou que quase perdeu um litro de água com a secada que recebeu do mais velho.

Este que, para o bem de sua sanidade, preferiu ficar a uma distância segura do box luxuoso até que o Jeon terminasse de se enxaguar.

Posteriormente, Jimin levou Jungkook para o quarto dele. O cômodo quentinho e a cama aconchegante deixaram Jeon a ponto de quase capotar, e Park não sabia se o deixava ali daquele jeito ou se colocasse roupas no coitado. Existem pessoas que dormem apenas com suas roupas íntimas, até peladas, então vai saber.

— Vem dormir comigo, Jiminnie — Jungkook pediu.

— Vou é pra casa.

Por mais que ele quisesse muito dormir de conchinha com o mais novo, teve medo da futura reação dele ao ver os dois juntos em sua cama. Como Jimin reconhece seus limites, foi embora antes que Jungkook o chamasse pelo apelido extremamente fofo mais uma vez. Não aguentaria resistir se ouvisse aquela voz manhosinha de novo.

 

[...]

 

O fim de semana começou um desastre para Jungkook. Acordou com uma ressaca explosiva e não conseguiu se lembrar de nada do que aconteceu depois de dois copos de cerveja. Porém, pedaços bem estranhos de sua memória mostravam que Jimin cuidou de si. Ah, o Jimin. Teria que agradecer ao mais velho pela noite agradável. Bom, pela metade da noite, visto que não se lembra do resto.

E tal fato o desesperou, assim que analisou as circunstâncias. Será que fizeram alguma coisa? Mas não sentiu nenhuma dor na bunda, além de acreditar que não seja ativo quando não está são — e nem quando está. O jeito é tirar satisfações com o Park diretamente, na empresa.

Um sentimento bom invadiu seu corpo, a respeito do rosado. Esse sentimento deixou Jungkook intrigado, porque já tinha um tempo que reparava no Park, mas só então sentiu algo a mais do que apenas tesão pelo mais velho. O jeito, claramente, é tirar satisfações com ele, e tentar encontrar pistas sobre uma possível reciprocidade.

A seu favor, o sábado passou voando e o domingo fez uma imitação perfeita do The Flash. Chegou na empresa bem mais cedo que o normal, tanto que acabou assustando alguns de seus funcionários, especialmente Jimin.

O rosado organizava os relatórios que tivera que refazer, na sexta-feira passada. Sentiu as energias de Jungkook, e notou que elas não estavam tão calmas quanto o normal.

— Senhor Jeon? Chegou cedo, hoje — diz, reverenciando.

— Evidente — limpou a garganta — Gostaria de conversar com você mais tarde, aliás.

Foi então que o fada gelou da cabeça aos pés. Apenas sorriu forçado e se sentou na sua cadeira, tentando ocupar sua mente no trabalho. Jungkook foi até as janelas do escritório e observou o quanto alto estavam. Prédios como esse são um pavor para quem tem medo de altura.

Eventualmente, o dia foi passando. Jimin ocupado e Jungkook nem tão ocupado assim. O fada deduziu que Jeon realmente não se lembrava dos momentos mais bizarros daquela noite e deu graças, seria muito arriscado se qualquer um soubesse do seu segredo.

Com seus poderes ficando mais estáveis, Park teve mais uma ideia mirabolante. Sem que o mais novo estivesse vendo — vidrado em alguma tarefa do seu notebook —, Jimin girou o indicador direito na frente da tela do computador, com um texto enorme aberto. Fadas podem encantar qualquer coisa. E o rosado se sentiu como um hacker místico.

Do mesmo texto, surgiu outro documento do Word com todas as cláusulas analisadas e resumidas a pequenos parágrafos. Tanto que, comparando o número de páginas, foi uma diferença de cinquenta e uma. Sorriu orgulhoso, enviando o arquivo por e-mail para Jungkook.

Cinco minutos depois…

— Jimin, o que diabos é esse documento que você me enviou?

Toda felicidade dura pouco.

O fada andou em direção ao mais novo, engolindo em seco. Quis chorar de raiva ao ver que o que seus poderes fizeram não foi um resumo de um contrato, e sim, uma história homoafetiva em que Romeu encontrava um outro garoto, esquecendo-se de Julieta, e os dois viveram felizes para sempre.

Poxa, Jimin. Custava ler antes?

— Bom… é… — a fala ficou no ar.

— Hum? — Jungkook ergueu uma sobrancelha.

Decidindo usar, mais uma vez, sua magia, Park ergueu sua destra no rosto do Jeon. Os olhos ficaram opacos e dourados. Um feitiço para deixar a pessoa numa espécie de “sono” até a fada retirá-lo.

Pondo as duas mãos na cabeça e puxando os fios cor de rosa, Jimin quis gritar. Burro, burro, burro! Por que deu confiança para seus poderes de novo? E por que demônios enviou uma história super gay para Jungkook?

Suspirou pesadamente. E então, tomou uma decisão espontânea e a realizou no mesmo instante. Jimin literalmente bloqueou toda sua magia. Isso, sem que ele esperasse, acabou fazendo suas asas aparecerem. E pior, sem que Park notasse, estava puto demais para isso.

Suas asas desaparecem com magia e, bom, Jimin a conteve dentro de si.

Tomou um susto quando Jungkook quase caiu da cadeira e o olhou espantado. Ah, sim, com seus poderes bloqueados, o feitiço se findou por conta própria. Mas qual o motivo daquela reação?

— O-o que é isso?! — apontou para o mais velho.

— O quê? — arqueou a sobrancelha — Meu cabelo está desarrumado?

— JIMIN, TEM UM PAR DE ASAS NAS SUAS COSTAS, PORRA!

O fada ficou pálido, sem reação. Dessa vez, Jimin concluiu que a sua burrice ultrapassou os limites da realidade e desafiou as leis do universo de uma vez por todas. Viu o semblante horrorizado do Jeon se suavizando, mas sequer ligou para isso, o que importa é que só irá conseguir seus poderes de volta em três dias úteis, como é de costume no mundo das fadas.

Vida.

— É, eu sou um fada — disse, sarcástico. Puto demais consigo mesmo.

— Eu sabia!

Como é?

— Agora tudo faz sentido. Eu não estou enlouquecendo! Ah, que alívio! — Jungkook se levantou, comemorando com um sorriso largo no rosto — Pensei que fosse apenas paranóia minha. Nossa.

— Quê? Mas— Espera um pouco, me explica isso direito! — pôs as mãos nos ombros do moreno, totalmente confuso.

Jungkook respirou fundo, com um leve sorriso nos lábios.

— Sou um mestiço de elfo, otário — mostrou uma marca em seu polegar. A maldita marca das três luas na qual Park nunca tinha reparado.

A mente de Jimin explodiu.

Historicamente, fadas e elfos são criaturas que sempre coexistiram. Porém, há uma discrepância enorme no que se refere a afinidade com magia. As fadas são infinitamente mais ligadas a isso do que os elfos, o que contribuiu para que esses últimos nutrissem uma inveja obscura. Não houve nenhum tipo de conflito entre as duas raças, dado que a deusa das fadas e a deusa dos elfos são irmãs, do tipo mais unido que existe.

Elfos ficaram cegos pela inveja e desprezaram suas habilidades como excelentes artesãos por séculos. Só quando os tempos começaram a mudar, eles reconheceram a inteligência aguçada do próprio povo e não mais odiaram as fadas secretamente.

Mas isso realmente não importou para nenhum dos dois rapazes. Eles ficaram se entreolhando, na esperança de que um tomasse a iniciativa de falar ou fazer alguma coisa.

— E o que eu tenho a ver com isso? — perguntou Jimin.

— Esqueceu de perguntar por que minhas orelhas não são grandes e pontudas, mas tudo bem. Eu sou mestiço, mundano por parte de mãe e elfo por parte de pai. Herdei mais do gênio do meu velho do que da aparência dele.

“Faz sentido”, pensou Park.

— Mas, sabe, Jimin — continuou — Seria estranho se eu dissesse que te observava há um bom tempo? Um elfo reconhece um fada a quilômetros de distância, mas o fato de eu não ser cem por cento um, acabou dificultando.

— Então quer dizer que meus feitiços não funcionam em ti, não é? — isso explicaria muita coisa.

— Funcionam sim, só que pouco. Eu já disse, tenho genes de mundano, o que me faz de certa forma vulnerável.

— Aonde você quer chegar com isso, Jeon Jungkook? — Jimin o encarou seriamente, com a paciência esgotando.

Se há um jeito de irritar Jimin, é fazê-lo de trouxa. O rosado esteve trabalhando para um elfo esse tempo todo sem saber, enquanto Jungkook se fingiu de enfeitiçado apenas para juntar evidências e desmascarar o mais velho. Mas afinal, qual o propósito?

— Você sempre foi um mimado, Jungkook — comenta — Faz bastante sentido que seja um elfo. Esse seu povo é sempre egocêntrico, esnobe e cheio de frescuras. Nem sei como nossos povos são tão unidos hoje em dia.

— Mas o nosso mundo sempre pertenceu a vocês, por isso se chama “das fadas” — Jeon sorriu de lado — Não vamos chegar a lugar algum com esse assunto e você sabe. O que nos interessa não é isso.

— E o que é, então?

Jungkook se aproximou do rosado, ficando a poucos centímetros de colar os dois corpos. Jimin se sentiu estranho com a proximidade do Jeon. Ainda estava engolindo as informações, mas sentiu uma tensão no ar. Enganar a quem? Park encarou a boca apetitosa do mais novo e quis muito beijá-la até colocar o moreno no seu devido lugar.

— Eu, você — apontou para Jimin e depois para si mesmo — Beijar. Agora.

Não precisou dizer mais nada.

Jimin deixou de lado a vontade de querer saber mais sobre aquela situação, agarrando a cintura do Jeon e o puxando para ainda mais perto. Os quadris se colaram e os braços do mestiço abraçaram os ombros do fada. A pouca diferença de altura fez com que Jungkook soltasse um riso fraco, por ser alguns centímetros mais alto.

O Park arqueou as sobrancelhas, e revirou os olhos. Malditos elfos e suas medidas avantajadas. Maldito Jeon e sua virilha roçando contra a do rosado. Os lábios finos e vermelhinhos do mais novo foram abordados gentilmente pelos lábios roliços do fada, iniciando um ósculo inicialmente tranquilo.

Para Jimin, estar beijando seu chefe não estava nos seus planos. Descobrir o quão bem Jungkook sabe beijar também não, mas não é como se ele não estivesse adorando essa descoberta. Apertou sutilmente os dedos em volta da cintura do mais novo, sentindo a língua do Jeon invadir sua boca sem cerimônias.

O beijo ficou deveras quente para ambos, o que fez com que Jimin escorregasse uma de suas mãos para os glúteos durinhos de Jungkook. Um suspiro dele foi abafado em sua boca. Estava ficando tão bom e tão excitante que Park puxou ainda mais o corpo do mais novo para si, gostando do calor dele.

— Jiminnie, pode nos levar para o meu quarto? — manhou Jungkook, interrompendo o ósculo por um momento.

— Ah… Sobre isso… — murmurou.

— Hum? — deixou um beijinho no canto da boca do Park.

— Eu bloqueei meus poderes. Não posso fazer nada.

Jungkook apenas sorriu e o beijou de novo, mas foi apenas um selinho. Ele sabia que, se Jimin não tivesse feito aquilo, não teria descoberto sua verdadeira identidade e não estariam naquela situação.

— Seria muito bom para os meus fetiches foder aqui mesmo — tal frase fez Jimin rir fraco com a safadeza do mestiço — Mas ainda quero ir para casa.

— Então você vai ter que abusar do seu posto de CEO mais uma vez, gostoso.

— Você me conhece tão bem.

— Mas… E as minhas asas? — Jimin se lembrou, olhando suas queridas asas atrás de si.

Jungkook ergueu o indicador, como se dissesse “Só um instante”. Vasculhou as gavetas de sua mesa e fez Jimin rir em descrença ao ver uma poção de invisibilidade nas mãos do mais novo.

— Que foi? Eu consegui com um bruxo, e às vezes me dá vontade de sair de fininho daqui.

— Eu não vou nem me queixar de que tudo está facilitando pra gente. Só espero que o efeito desse negócio não dure tanto.

— Dura o suficiente até chegarmos em casa. E relaxa, somente suas asas vão sumir.

O costume de chegar tarde e sair cedo de Jungkook fez com que poucos na empresa se importassem consigo atravessando a portaria no horário do almoço. O que ficou estranho foi Jimin o fazendo companhia, mas quase ninguém deu bola mesmo. Os dois saíram em disparada até o estacionamento ali perto, pegando o carro do moreno e indo embora.

 

[...]

 

Jungkook jogou Jimin em sua cama, ficando apenas com sua calça social. O rosado aproveitou a deixa para tirar suas roupas também, mas foi interrompido enquanto desabotoava a camisa com o Jeon sentando em seu colo e lhe atacando com um beijo sedento.

Diferente do ósculo calmo de antes, esse foi selvagem. Dado que houve muitas provocações por parte de ambos quando ainda estavam no caminho para o condomínio. Jungkook sentiu as mãos do Park rastejando até sua bunda, apertando as duas nádegas. Arfou, chupando o lábio inferior do mais velho.

Jimin jogou o moreno para o seu lado no colchão, subindo em cima dele com um sorriso malicioso. Prendeu os dois braços do mais alto pelos pulsos, acima de sua cabeça. Tomou alguns segundos para admirar o abdômen exposto e o rosto mais que perfeito do mestiço, umedecendo os lábios para iniciar mais um ósculo.

Jungkook fechou os olhos e apreciou a língua quente do Park em contato com a sua, suspirando ao sentir a perna do mais velho entre as suas coxas, estimulando seu íntimo. Interrompeu o beijo, virando o rosto para o lado quando a mão livre do fada acariciou seu mamilo esquerdo. Beijinhos e chupadas foram distribuídos pelo seu pescoço, e droga, como era sensível ali.

Jimin viu a pintinha fofa embaixo da boca do mais novo e a alcançou para beijá-la. Jeon riu bobinho com aquilo. E logo depois deixou um gemido bem baixo escapar da sua garganta ao que o mais velho beijou seu peitoral e estimulou seu membro com a destra, massageando-o. Não é apenas porque Jungkook esteve na seca por uns bons meses, mas também porque descobriu da melhor forma que Jimin é um desgraçado provocador. Do tipo que sabe exatamente o que faz.

Park apertou sutilmente o volume entre as pernas do mais novo, arrancando dele um arfar.

— Me solta, Jiminnie — pediu.

Foi atendido, mas apenas porque Jimin precisou das duas mãos para abaixar as calças dele. Quase completamente despido não fosse a cueca, Jungkook teve um sentimento estranho de que já esteve assim para o outro antes. Ah, sim, naquela noite.

O rosado se sentiu privilegiado por poder admirar a imagem divina do corpo do Jeon mais uma vez. Puta merda, ele é tão gostoso que dá até raiva. Jimin estaria puto se não fosse tão irresistível quanto.

— Vai ficar só me olhando? — Jungkook provocou, fazendo Jimin sorrir fraco.

— Vou nem responder, minha boca vai se ocupar com outra coisa.

— E essa coisa por acaso é o meu pau? Porque eu adoraria ser chupado agora.

— Como queira, vossa majestade.

Jungkook riu, rebolando contra a mão de Jimin pressionando seu membro de uma forma bem gostosa. O Park se ajeitou entre as pernas do mais novo, tirando a última peça de roupa que faltava para que visse tudo e até mais. Viu o pênis semi- ereto e aproximou seu rosto dele. Jeon respirou fundo ao que Jimin começou a beijar algumas partes da sua virilha, arrastando os lábios úmidos pela pele sensível.

O mais velho chupou a parte interna de suas coxas, deixando algumas marcas não muito fortes. O fato é que a pele branquinha fez Jimin salivar em vontade de morder e deixar alguns roxos, mas a vontade de beijar e apreciá-la foi maior. O membro do Jeon, após tantas provocações, passou a gotejar pré-gozo.

Sem perder mais tempo, Jimin abocanhou a glande, rodeando-a com a língua. Jungkook gemeu mais alto, fechando os olhos. Park o masturbou lentamente, passando seus dedos delicadamente pela extensão do pênis. Arrastou a língua da base até a ponta, regulando sua respiração para engolir o membro por inteiro.

— J-Jimin, porra! — Jeon gemeu, pego desprevenido — Isso… 

Agarrou os fios cor de rosa do mais velho, incentivando-o a continuar. A boca quente e acolhedora de Jimin fez seu membro latejar, junto dos barulhos de sucção. Arqueou as costas, tentando estocar contra a garganta do rosado.

Jimin abandonou o pênis — ouvindo um gemido frustrado do mais novo — e chupou as bolas, tendo Jungkook rebolando contra seu rosto. Lambeu desde o períneo até a base do membro, sugando a lateral da extensão. Porra, Jungkook soltou um gemido manhoso, e foi lindo de ouvir. 

— E-eu vou acabar gozando desse jeito, cacete.

— Você fala demais — Jimin chupou dois de seus dedos — Saiba que eu vou te fazer gozar duas vezes, elfo.

Jungkook choramingou.

Voltando a chupar o pênis do mais novo, Jimin inseriu lentamente um dedo na entrada do Jeon. O moreno mordeu o lábio inferior, trancando um gemido em sua garganta. Ter seu membro sendo chupado e sua entrada invadida o deixou em puro êxtase. Ah, como amou aquilo.

— Isso… Ah… — empurrou a cabeça do Park para baixo, acolhendo seu pênis por completo.

O dígito foi um pouco mais fundo em si, fazendo-o rebolar o quadril em satisfação. Jimin resolveu colocar o outro dedo, a fim de lubrificar e preparar a entrada do mais novo. Um elfo e um fada prestes a transar, isso era loucura. Uma loucura deliciosa. Elfos costumam ser dominantes, mas ver Jungkook tão submisso e manhoso fez com que pensasse que há uma exceção.

Que se fodam os costumes, na verdade.

Jungkook passou a impulsionar seu quadril para frente, estocando na boca maltratada do Park, enquanto este estocava sua entrada com dois de seus dedos. Gemendo manhoso e arfando, com a respiração descompassada. Os dígitos deslizavam para seu interior, e o Jeon os apertava dentro de si involuntariamente pelo prazer.

Passou a gemer cada vez mais alto, puxando o ar para seus pulmões. O fada voltou a dar atenção para suas bolas, chupando-as e descendo um pouco mais. Sentindo falta da boca do rosado em seu membro, Jungkook murmurou em reclamação. No entanto, seus lábios se abriram ainda mais ao sentir uma lambida descendo de seu períneo até seu ânus.

Murmurou um palavrão, revirando os olhos. A língua de Jimin o invadiu junto dos dois dedos, ora entrando, ora apenas circulando sua entrada, enquanto os dígitos o estocavam numa velocidade moderada. Não aguentando mais, seu membro expeliu os primeiros jatos de esperma. Jungkook gemeu arrastado, contorcendo-se em prazer. Ofegante e muito, muito quente.

Jimin retirou os dedos da entrada do mais novo, sentindo o próprio membro endurecido por baixo da cueca.

— Camisinha, onde tem? — perguntou.

Jeon só conseguiu apontar para a mesinha ao lado da cama, tentando se recompor. O rosado se levantou apenas para abrir a gaveta da mesa, encontrando os pequenos pacotes e um tubo de lubrificante. Retirou todo o resto da sua roupa. Jungkook o puxou para a cama antes que colocasse a camisinha em seu membro.

Quando foi retrucar, viu o mais novo ficar por cima, agarrar seu membro e chupar a glande. Arfou, mordendo o lábio inferior.

— Deixa que eu coloco pra você — pegou a camisinha da mão do mais velho.

Desenrolou-a com cuidado no membro de Jimin, pegando o lubrificante e derramando um pouco na extensão do Park. Masturbou-o para espalhar e, quando o fada se levantava para retomar o controle, empurrou seu peitoral de volta para o colchão. Deitado na cama, o rosado encarou o moreno com a sobrancelha erguida.

— Agora, não, fada. Eu que vou ficar por cima.

Jungkook sentou no colo do mais velho e, com a mão, guiou o pênis até sua entrada. Assim que a glande entrou, Jeon se empurrou para baixo, abrigando toda a extensão — grossa — do Park. Os dois gemeram arrastado.

As mãos do rosado foram até as laterais da cintura do Jeon, enquanto esse ondulou o quadril. O membro estimulou seu ponto mágico — que ironia dizer isso —, fazendo-o ver estrelas. Revirou os olhos em deleite, só não esperava que Jimin se apoiasse na cama com seus pés, dobrando as pernas, impulsionando seu quadril para cima.

A estocada firme deixou Jungkook fora de órbita. Gemeu manhoso, rebolando contra o pênis do Park, pois adorou aquilo. Sem mais delongas, Jimin continuou estocando naquela posição, gemendo fraco e apertando a cintura do mais novo.

— Ah, porra, Jimin… — arfou.

— Rebola, Kook. Isso.

Aumentou a velocidade, maltratando a entrada do Jeon, que o apertava a cada estocada. O membro do mais novo ficou duro novamente. Percebendo isso, Jimin levou sua mão até ele, masturbando-o. Jungkook gemeu alto, quicando no Park ao mesmo tempo que o quadril dele levantava em sua direção.

Sentindo-se deliciosamente preenchido pelo pênis do fada, Jungkook tombou a cabeça para trás, apoiando suas mãos dos joelhos flexionados do mais velho. Jimin viu suas asas reaparecendo em suas costas, brilhando em dourado. É assim que ficam quando fadas estão em momentos de grande excitação.

Os corpos suados se chocando, gemidos, arfares. As asas de Jimin se debateram em prazer, deixando-o agoniado com a posição em que se encontra.

— Fica de quatro — pediu, acariciando a cintura do Jeon.

Jungkook o atendeu, sentindo suas pernas trêmulas. Apoiou seu rosto no travesseiro ao lado do Park — que se levantava para ficar atrás de si —, ficando bem empinado para o mais velho. Jimin mordeu o lábio com a bundinha do Jeon à sua mercê, apalpando-a e separando as nádegas. Deu um tapa de qualidade e ouviu o moreno choramingar.

De uma vez, voltou a estocar a entrada do mestiço, e como a posição facilitou, forte e rápido. Jungkook gemeu continuamente, babando no tecido do travesseiro.

— C-caralho… Awn… — murmurou — Jimin… Jiminnie…

O rosado rangeu os dentes, a sensação de ser apertado pelo interior de Jungkook o deixava cada vez mais perto do orgasmo, dando mais alguns tapas nas nádegas do mais novo. Elas ganharam uma coloração vermelhinha, tal como sua entrada judiada.

Jimin se impulsionava bem forte contra Jungkook, este que gemia manhoso e criava um atrito no colchão ao ser constantemente empurrado para frente. Sua próstata era acertada com tão mais facilidade assim e, após uma bela estocada, gozou de novo.

O aperto contra o pênis do Park aumentou, fazendo-o gemer mais alto. Deu mais algumas estocadas até se desmanchar dentro da camisinha, consequentemente prolongando o orgasmo do Jeon. Saiu de dentro do mais novo, dando um nós na camisinha e a jogando em algum lugar do chão do quarto.

— Uau… — disse Jungkook, ofegante, ajeitando-se na cama com certa dificuldade.

— Hum? — Jimin se deitou de lado, virado para o moreno.

— Você tem uma baita de uma varinha, Park.

— …A sua sorte é que eu até gosto de você. Senão eu estaria saindo por aquela porta depois dessa.

Acabou arrancando uma risada e um sorriso do outro, um sorriso muito lindo.

— Gosta de mim, é? Já sabia, ninguém resiste a Jeon Jungkook.

— Até mesmo depois de ser fodido, continua com essa petulância. Sinceramente, eu desisto — Jimin revirou os olhos.

— Calma, fadão — sorriu, dando um selinho no mais velho — Abaixa essa bola, lembra que sou seu chefe e posso te demitir quando quiser.

— Você não ousaria — cerrou os olhos.

Ambos se encararam e depois riram. Jungkook deu mais alguns milhares de beijinhos no rosto do Park, que ficou mole com o carinho que recebeu. No final, o fada e o elfo esqueceram toda a baboseira dos seus povos, esqueceram o trabalho, a vida real e tudo mais que não fosse relacionado a: ambos dormindo juntinhos e, horas depois, transando mais uma vez.

Fadas são cercadas de clichês, Jimin ficou com seu chefe metade elfo e, para encerrar com chave de ouro, os dois viveram felizes para sempre.

 

 


Notas Finais


¹bleu é um perfume da chanel

a betagem foi feita pela @gukkstar, e a capa, pela @cikookie, dois anjos talentosíssimos pelos quais sou muito baitola agora

sigam o projeto para ler mais fanfics c: muitos hinos estao por vir


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...