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História Condenados - Park Jimin - Capítulo 26


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Notas do Autor


Desculpa a demora, tenham uma boa leitura do nosso penúltimo capítulo!

Capítulo 26 - Save me


Fanfic / Fanfiction Condenados - Park Jimin - Capítulo 26 - Save me

Sinto meu corpo bater contra a água, e se afundar com força, onde a pressão da água me causa falta de ar e o desespero causa movimentos que não podem me ajudar. Me sinto fraca enquanto me afundo mais e sem mais chances de conseguir voltar.

...

A luz do despertar do meu corpo iluminou rapidamente minha mente, acordando-me por completo. Uma exaustão se instalou em todo meu corpo, mesmo sentindo ele completamente leve/renovado depois de um longo período de descanso.

Tirando minhas pernas que á pouco não respondiam, e quando não estavam mais dormentes, trouxeram a tona uma dor desconfortável. Colocando também que, nada estava certo em minha cabeça, tudo conseguia ser mais desorganizado do que todo decorrer da minha vida.

Finalmente desde que despertei abri meus olhos, dando de cara com uma forte luz me cegando.

— Aish — Resmunguei tentando proteger meus olhos do sol que insistentemente me cegava.

Na tentativa de me sentar na cama, uma forte dor se instalou no pé da minha barriga, trazendo-me as lembranças das noites passadas.

Por um segundo, meu corpo se arrepiou, e no outro senti ele fraquejar, junto do coração que recebeu diversas pontadas. Revirei os olhos imediatamente, por tamanha sensação desconfortável. Algo faltava ali, mais que bagunça é essa, alguma coisa em meu corpo como de costume, está fora do lugar.

Estando já sentada, ignorei meus pensamentos e me pus de pé. Realmente minha cavidade parecia estar dolorida, causando total desconforto, gerando á frustação de meu corpo — talvez seja oque tanto me incomoda.

Olhei em volta do quarto vazio onde passei o resto do meu cio, e lembrei-me de Jimin. — Como pode me deixar assim, não está ao menos presente para me sustentar fisicamente após o meu cio. Condenado, infeliz, eu já imaginava que eu seria a bonequinha sexual dele, peste, desgraçado, esse... infeliz.

Ai que óDIO.

Infelizmente, meus olhos se encheram de lágrimas pela frustração completamente misturada com sentimentos desconhecidos, e a agonia me fez levar a mão a nuca, e sentir pela primeira vez no universo o verdadeiro motivo do desconforto que gera a frustração e causa o desespero do meu corpo e consciente.

— Não... — Esfreguei a ponta dos dedos na curva de meu pescoço, procurando por sinais da minha marca. — Cá... Cadê? — Meu corpo inteiro tremia, e o desespero dominava meus pensamentos, me impedindo de raciocinar.

Aleatoriamente comecei a negar freneticamente, e o desespero que antes me impedia de pensar, agora permitia lembrar-me de coisas desnecessárias, me irritando ainda mais.

Ele só me usou.

Porque caralhos minha marca não está aqui?

Ele não me enxergará como antes, não tenho mais oque tanto o interessava.

Porque ela sumiria? Claro, apenas se ele me desmarcasse, mas ele não faria isso.

Faria?

Acho que sim, não sou mais bonita pra ele... ou pura... ou gostosa... ou...

Tanto faz, quem é ele para me deixar assim?

É, ninguém... Não devo me preocupar.

Agora eu sou livre, não sou condenada a viver daquele jeito horrível, ao lado daquele possessivo de uma figa.

...

AaaAAaa

— Idiota — Taquei o travessei da cama contra a porta, só causando mais desconforto entre minhas pernas, pelo movimento brusco. — Imbecil, imbecil... imbecil... — Meu corpo deslizou pela parede, enquanto forçava contra meus olhos a palma de minha mão. — Que droga, porque... — A primeira lágrima de raiva rolou — Porque que isso me deixa tão mau? — Choramingando me questionei — PORQUE QUE ISSO ME DEIXA TÃO MAU? — Gritei incrédula — Eu sempre quis isso, e agora... E agora... — Eu queria poder chorar, mas a raiva impedia as lágrimas de descer, me causando ainda mais raiva. — Droga — Tapei meu rosto e me curvei sobre meus joelhos, a porta do quarto pareceu se abrir e automaticamente minha cabeça levantou-se, fitando a silhueta parada entre a porta.

— Parece que ela já acordou... E daquele jeito... — Jungkook mormurou comentando com alguém, mas não fora baixo o suficiente para disfarçar que referia-se mim.

— É sua vez, boa sorte...

— É eu que lute! — Bufou eventualmente e deu passos largos adentrando o quarto, e fechando instantaneamente a porta.

Não fiz questão de vê-lo entrar ou de tentar ao menos olha-lo, devo estar num estado crítico, e disso é certeza, então simplesmente deitei minha cabeça entre os joelhos.

— Olá querida — Proferiu Jungkook a mim, pareceu ter se ajoelhado para ficar próximo o suficiente para acariciar meus cabelos. Neste momento desde que acordei a vontade de chorar se aproximou, mas veio como uma bala em disparada, onde você não contém de forma alguma, e te acerta em cheio o coração causando falta de ar e um total desespero.

Mordi rapidamente o lábio inferior, e meu puxar de nariz o fez continuar calado diante minha pessoa. Senti seus dedos novamente acariciando meus fios e seu outro braço me acolher instantaneamente.

Mas o silêncio não durou muito, logo os teus conselhos e pedidos se iniciaram, eu já sabia que iria acontecer, só não imaginava que iria me deixar tão frustrada quanto antes. Tanto que cada palavra proferida por ele era aleatoriamente atropelada pelas falas de meus pensamentos, sendo então falas boas vindas dele, em vão.

Mas as carícias continuaram, seguidas de conselhos, até aleatoriamente eu começar a alucinar, como um sonho bom, de repente minha cabeça se levantou e lentamente ao fitar a pessoa em minha frente, vejo de relance o reflexo de Jimin, literalmente ele, bem ali, porém meio ofuscado e mais colorido que o normal, sua face parecia preocupada, enquanto me olhava falando literalmente coisas inaudíveis, soando literalmente sexy por leves sussurros, com aquele seu olhar de: Me mostra que tá bem, e me beija agora!

E eu? eu só obedeci seu pedido. Fui de encontro com sua boca, e nem me dei o trabalho de evitar algum toque ou negar língua, fiz questão de eu mesma pedir passagem.

O toque perfeito de sua boca irresistível, tendo apenas uma sensação insignificante de seus lábios estarem um pouco menor, e sua pegada forte estar meio tensa, mas não demorando a tomar o certo rumo, e sua mão estar no lugar certo, apertando-me com força, os lábios vazios estarem mais cheios ou inchados e em perfeita sintonia com os meus.

Mas não tem o toque principal, não tem mais do que isso, cadê o desejo? ou o fogo?

Isso... A não...

Tranquei o beijo inesperadamente, e dei uma longa distância entre as faces, ao abri meus olhos me deparei com a feição confusa de Jungkook.

— O que você ...

— Você... — Meus olhos lacrimejaram novamente ao tentar me pronunciar. — Desculpa Kook... Eu... — Jungkook não falou nada, apenas se levantou e seguiu direto para porta — Ei... — O chamei fazendo-o parar ainda de costas para mim. — Aonde vai...

— Não serei... — Se cortou aleatoriamente me deixando confusa — Preciso de um tempo. — Deu-me uma meia olhada de canto, com seus olhos lacrimejados.

E rapidamente ele abriu a porta e se retirou do quarto, me deixando confusa e MAIS FRUSTRADA.

PORRA!

Oque eu fiz?

— MERDA — Gritei entre dentes, e segurei com força meus cabelos, deixando que meu corpo caísse na cama sem mais delongas.

Não tinha absolutamente nada em mente, algo para conseguir me alegrar, conversar ou distrair... Agora pergunta se tenho alguma coisa para me destruir?...

Eu consigo ser o pior para mim mesmo, eu cago pra mim, eu sou uma peste!

Aish, nem vou me estressar mais com isso.

Larguei mão de mim e de tentar chorar para aliviar, me sentei na cama novamente, e analisei a porta que havia no quarto, me aproximei curiosa e peguei na maçaneta sem mais enrolações virei a chave e empurrei a porta.

Analisei calmamente o banheiro a minha frente e bufei desanimada, adentrei calmamente e fechei a porta atrás de mim, me encarei pelo espelho e me decepcionei, apenas voltei a ignorar minha existência. Comecei a me despir e sem mais delongas liguei a água do chuveiro, enquanto aguardava ela aquecer terminei de me despir.

Levei a mão na água e senti que estava levemente morna, boa o suficiente para já estar debaixo dela, e assim fiz.

Me afundei naquela água que simplesmente me acolheu. Sabe aquele abraço ou até mesmo aquele: Tá tudo bem?... Que simplesmente te faz desabar, e te tira simplesmente todo aquele peso que você segurou ou se viu preso durante um bom tempo... Bom isso aconteceu comigo, deixando apenas a água descer pelas minhas costas.

— Caralho, onde é que eu tô no fim das contas? — É terrível isso, fiz todo o tipo de showzinho, o espetáculo foi ótimo, mas a praga nem sabe em que cenário está.

Ouço alguma voz distante, e em seguida algumas batidas na porta me tirando do transe.

— S/n? — Ouço a voz de Jin me chamar por trás da porta — Quando terminar o banho, desça para a sala... precisamos conversar! — Foi tudo que conseguir ouvir até alguns segundos depois ouvira porta do quarto se bater, avisando a saida de Jin.

Respirei fundo e me neguei a começar com essas teorias de merda, não dev ser nada demais, ele só precisa saber de mim como foi minha primeira vez, sobre meu cio e... minha marca.

Desliguei o chuveiro, e me enrolei na toalha, adentrei o quarto rapidamente e me vesti com pressa. Meu peito subia e descia rapidamente, porque caralhos estou tão nervosa?

Fiquei um tempo inerte, olhando para o nada, esperando minha respiração estar mais baixa. Ao me organizar, me levantei da cama e fui a porta meio trêmula, virei maçaneta e puxei a porta.

Passei direto para o corredor, e só aí me dei conta de estar descalça, ignorei meus pensamentos e me aproximei da escada, onde já ouvia a voz de Jin mais próxima.

Desci calmamente dois degraus para poder ouvir a conversa que era proferida baixinho.

— Jin, não é o melhor momento para ela saber disso, ela está frustrada o suficiente, quer acabar matando ela? — A voz de Jungkook estava baixa, oque a deixava mais rouca, e me deixava ainda mais tensa. Que conversa é essa?

— Não, eu conheço ela, se não falarmos será a nossa morte. — Jin falou meio tenso, causando leves risadas ao redor que logo cessaram.

— Jin, ninguém a conhece o suficiente, a melhor coisa agora seria saber se ela o ama de verdade, pois não seria fácil para alguém aceitar que sua metade salvou sua vida, lhe deu sua primeira vez depois de assumir seus verdadeiros sentimentos, e em seguida se sacrificou por amor, literalmente... morreu por amor!

— O QUE?



_ CONTINUAÇÃO


Notas Finais


Desculpa a demora.

Postei e sai correndo.


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