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História Conexão - Capítulo 1


Escrita por: julls_kjm e Yagami_Yeager

Notas do Autor


Meus amores tudo bem? Espero que sim, bom venho avisar que a conta YatoGami-sama2 foi banida pela segunda vez por um motivo nada a ver, espero que aqueles que conhece esse perfil ou até lêem as obras dela fique ciente disto! 😊
Outra coisa, ela têm um perfil no wattpad com todas as fanfics que havia publicado nesta plataforma. Mesmo com perfil novo, ela não vai voltar a postar no Spirit, irei deixar o nome do seu user e o link que cai direito para o perfil dela. 😘😘

Capítulo 1 - Monótono


    Izuku começa seu dia acordando com o desperta de seu celular. Resmungou se levantando preguiçosamente e desligando. Deu um grande boceja espreguiçando seus braços para o alto de sua cabeça movimentando os músculos das costas. Caminhou para as janelas abrindo as cortinas deixando o sol entrar no cômodo. Se virou seguindo seus passos para porta do quarto, por onde saiu dando para o corredor, logo a direita ficava outra porta, onde ficava o banheiro. 

    Adentou o local silenciosamente retirou suas roupas jogando dentro do cesto, entrou no box para tomar um banho antes de tudo. Meia hora depois, de banho tomado e sua higiene, o esverdeado estava vestido com suas roupas casuais de sempre, arrumou suas coisas em sua pequena mochila e saiu do cômodo. Atravessou a sala, cozinha até a porta da frente, sentou-se no degrau calçando seus inseparáveis tênis vermelhos nos pés. 

    Retirou as chaves no chaveiro encaixando na fechadura destrancando a porta, Izuku saiu fechando, logo após trancando novamente. Guardou seu molho de chaves no bolso da calça, virou-se para rua de seu bairro encontrando algumas pessoas passando, outras indo para a escola, e algumas para o trabalho. Era exatamente a rotina de seu dia a dia. 

    Como sua cafeteria não ficava tão longe, Izuku disponibilizava alguns minutos de caminhada. O sol estava agradável, o céu azulado com nuvens brancas espalhadas, sem nenhum sinal de chuva. Provavelmente mantinha estável o tempo todo. 

    Virou a terceira quadra, quando seu celular vibrou no bolso direito. Retirou imediatamente vendo uma mensagem na tela inicial. Sorriu ao ver de quem era. Ochako sua amiga sempre o saudava pela manhã com mensagens de bom humor e carinhas divertidas. Um pouco exagerado, mas o esverdeado gostava, isso deixava seu dia mais feliz. 

Mensagem From Mochi: 

[Fiz o mercado como pediu. Inclusive os ingredientes dos bolos. Tem certeza que vai conseguir fazer?]

    Izuku digitou rapidamente respondendo-a:

[Obg! Salvou meu dia! ;D 

Sobre os bolos, eu mesmo farei. Não se preocupe e descanse!<3]

Mochi: [Hikari e Sato ficaram acordados a madrugada inteira! Preciso mesmo dormi!] 

     Embaixo ela colocou um emoji de uma carinha cansada e chorosa. Izuku riu anasalado. Os gêmeos estavam dando trabalho para ela. Ochako tinha dado a luz aos seus filhos poucos dias, por isso estava de licença maternidade junto com seu marido Iida. Ela quem embarcou na ideia, junto do esverdeado quando quis começar um negócio próprio, no caso a cafeteria. 

    Eles administravam juntos há um ano. Pouco tempo depois, ela se casou e começou uma família, as coisas foram mudando aos poucos. Mas nada que Izuku não conseguisse lidar. Porém, eles não esperavam que o local bomba-se de verdade. Muitos clientes sugiram, aumentando a popularidade do local. 

     A localidade também ajudou bastante. Ficavam próximos de duas universidades, escolas e alguns prédios comercias, um bairro bem movimentado, claro que eles lucraram bastante no primeiro ano. O rumo estava indo na direção certa, infelizmente o dono do local mudou para outro comprador. O aluguel aumentou duas vezes mais por conta das vendas altas deles. 

    Izuku e Ochako não gostaram no começo. Contanto que a cafeteria fosse no rumo que estava, conseguiriam em dois anos juntar grana suficiente e comprar o local como sonhavam. Como a sorte nunca esteve ao seu lado, a mãe do esverdeado ficou doente. Midoriya gastou suas economias com exames, que infelizmente não resolveram o caso dela. 

    Com isso, ele não podia ficar cuidando dela 24 horas por dia, então, ele colocou-a numa clínica, onde ela seria bem cuidada. Mas uma despesa para sua conta, ele nunca tinha contado a Ochako que estava endividado, pois a ômega se oferecia em ajudá-lo. Isso incomodava Izuku. Não gostaria de ser torna um fardo para ninguém, não mais. 

    Izuku parou em frente ao seu café. O prédio era pintando de verde menta, a cor preferida de Midoriya. Sua estrutura lembrava mármore de casas europeias na época vitoriana, a placa pendurada semelhante a madeira com letras cursivas e grande o suficiente para ser lida. “Mochi”, apesar de o nome ser simples, sendo da cultura japonesa, eles produziam todos dos tipos de doces e bebidas. 

    Cada semanas era um cardápio especial de um país diferente. Uraraka gostava de inovar sempre, pois assim as pessoas nunca enjoariam dali, e voltariam para experimentar novos sabores. Além, de ser um local visivelmente pequeno por fora, ele era grande e aconchegante por dentro. Cadeiras de madeira clara, acolchoadas no tom creme, para combinar com as mesas que são suspensas nas paredes. 

    Do outro lado, um sofá extenso colado nas paredes de tijolos despojados, justamente para dar um ar de antigo. Ao redor do café tinha decoração com prateleiras rústicas num tom marrom escuro. Nelas haviam vasos de plantinhas pequenas, quadros menores, vasos de decoração, e umas canecas e xícaras. 

     Midoriya Retirou o molho de chaves do bolso abrindo a fechadura do local e adentrando. Tateou a parede alcançando o interruptor acendendo todas as luzes clareando o salão. Olhou em volta vendo as cadeiras em cima das mesas, como sempre fazem quando vão limpar o chão, o balcão bem organizado e tinindo de limpo.

    Seguiu para atrás do balcão abrindo outra porta. Ali ficava o depósito das mercadorias tanto comestíveis que não estragavam com facilidade, quanto xícaras de cerâmicas e copos biodegradáveis para repor caso venham acabar, e entre outras coisas necessárias.

    Deixou sua mochila dentro do pequeno armarinho, onde guardava suas coisas; pegou seu avental passando a gola por cima da cabeça caindo pelo pescoço, deslizou as mãos pelas faixas prendendo ao redor de sua cintura dando um laço firme. Retirou o celular do bolso conferindo a hora. 

    Marcava 15 para as sete da amanhã. Seu café abria as sete e meia. Rapidamente se movimentou até o espelho verificando suas vestimentas e cabelo, tudo o.k. Pegou alguns mantimentos em algumas caixas, e correu para o salão organizar as cadeiras e mesas. 

    Não levou muito tempo para arrumar antes dos clientes chegarem. Como ele estava sozinho, ficava difícil organizar as coisas antes do abrimento da loja. Izuku pensava seriamente em contratar alguém temporário, enquanto Uraraka estivesse fora. Conversaria sério sobre isso mas tarde com ela. 

    Virou a placa pendurada na porta da cafeteria para “Aberto”. Suspirou aliviado por olhar o horário e terminar tudo a tempo. Se deslocou para atrás do balcão. Não demorou muito para que o local começasse a ter movimentos. O bater suave do sino na porta, anunciando a chegada de alguns clientes dentro do estabelecimento, que se direcionavam para o balcão, e faziam seus pedidos. 

    O esverdeado sempre atendia cada cliente com um sorriso no rosto, anotando com atenção a cada pedido feito naquela manhã. Deslocando-se para a bancada de mármore atrás de si, onde a máquina de café se encontrava plugando na tomada e apertando o botão de ligar. Ergueu um pequeno pote que continha grãos de café de qualidade, sempre pensou em servi o melhor café para seus clientes. 

    Enquanto a máquina trabalhava, soltando aromas deliciosos de um líquido quente. Midoriya se aproximou do balcão de vidro, onde bolos, doces e tortas se destacavam, do outro lado chamando a atenção das pessoas, com o acabamento em chantili e as cores vibrantes de cada doce. 

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    Faltava poucas quadras para que aquele jovem músico chegasse até a cafeteira. Não tinha pressa alguma em chegar no local. Dando pequenos passos, enquanto ajeitava seus cabelos lisos e com tons bicolores; um vermelho cintilante do lado esquerdo e um branco gélido na direita. Sacando do bolso do seu casaco marrom, seu celular onde deslizava seu dedo, na tela principal sem precisar desbloquear, na intenção de passar para a próxima música.

    Antes de começar seu dia, Shoto tem o costume de plugar seus fones de ouvido e apreciar sua playlist. Suspirava ao longo do caminho, tentando fazer pequenas anotações mentais, de suas futuras canções. Além de um jovem charmoso, sua paixão pela música era tão grande, ansiava em ser um cantor famoso e ser reconhecido pelas suas letras românticas e originais. Mas a vida de Todoroki nunca foi tão fácil assim, nem em sua adolescência. 

    Sua família conhecida pela empresa fundada pelo seu pai um alfa dominante, casado com a sua mãe uma ômega. Da figura paterna um grande empresário aposentando e dono da CEO mais famosas do país, produtora de carros esportivos, com peças e pintura da mais alta qualidade; com acabamentos impecável, na costura dos estofados e volante, e o conforto que cada modelo oferecia. 

    Além de seus dois irmãos alfa mais velhos, que gerenciavam os negócios de seu pai, já sua irmã mais velha também uma alfa, estilista conhecida pela sua própria marca de roupas com modelos voltados ao público feminino.

    Sua mãe esperava que seu filho fosse mais um alfa dominante, para assim completar a linhagem dominante que tanto sonhava. Mas sua frustração em saber que, havia dado a luz para um beta, a fez questionar se realmente aquele era o seu bebê, mesmo sabendo que era um beta dominante devido à quantidade de gene alfa que fazia parte há muitas gerações. 

    Tornando Shoto capaz de sentir feromônios, tanto de ômegas como de alfas. Mas para ele era deprimente sentir que, mesmo tendo uma família, não podia confiar nas pessoas que conviveu por anos, além dos abusos e agressões que sofreu do homem, o qual ele chamava de pai. O bicolor sempre vestia roupas com mangas extremamente longas, capaz de cobrir toda a sua pele e esconder a dor que sentiu ao longo da sua infância e adolescência. 

    Hematomas roxos e vermelhos espalhados pelo seu corpo, junto com a insegurança que sentia ao se ver no espelho, e se deparar com um garoto fraco, quebrado e machucado por dentro. Dentro da família Todoroki deveria se sentir seguro, e não sentir o medo de ser morto pelo pai, tudo porque nasceu um beta.

    Apertando um pouco os passos, ao perceber que estava na mesma rua onde sua cafeteria favorita ficava. Abaixando gradativamente o volume da música, enquanto emburrava a porta de vidro para dentro, fazendo o sino mexer, anunciando a sua chegada naquele estabelecimento. O único lugar em que Shoto conseguia ter paz, assim podia apreciar uma boa xícara de café acompanhando por uma fatia de seu bolo predileto. 

    Percorrendo seu olhar, até avistar um ser de cabelos esverdeado, por detrás da bancada. Com o sorriso de sempre estampado em seu rosto. Todoroki se aproximou tirando os fones de seu ouvido guardado-os no bolso.

– Bom dia. - Saudou o bicolor.

– Bom dia! O que deseja hoje? - Izuku respondeu sorrindo amigável.

– O de sempre, por favor. - Murmura simples.

    Izuku assente, se vira indo preparar o café na máquina. Enquanto isso, Todoroki se desloca pelo salão escolhendo seu mesmo lugar, onde sempre sentava. Se aproximou da mesa em frente a uma enorme janela esperando seu pedido estar pronto. De repente sentiu seu celular fremir no bolso, arqueando a sobrancelha.

    O bicolor pegou o aparelho logo o ligando, e viu que era um lembrete que ele mesmo deixou marcado “ensaio na casa de shows”. Dando um pequeno resumo de sua longa tarde, mas não se sentia triste por isso, pois era o que ele mais gostava de fazer. O cheiro do café invadiu suas narinas, se virou avistando o esverdeado movimentar-se até seu lugar ao ver com uma bandeja em mãos.

    Midoriya colocou seu copo com Latte sem cafeiná e gelado, acompanhado por um pedaço de bolo red velvet, com cobertura de creme, era seu preferido. Maneou a cabeça agradecendo e foi respondido por um sorriso meigo do Izuku, não era atoa que gostava do café desse lugar além de terem bolos maravilhosos. 

    Levando o canudo aos seus lábios, bebericou o líquido sentindo o gosto maravilhosamente gelado derreter em sua língua. Observava as pessoas passarem pela calçada. Poucas expressões de felicidade eram vistas nós rostos daquelas pessoas, apenas reprimiu seu lábio em uma linha fina, pegou seu garfo cortando um pedaço do bolo. 

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    Encerrando a chamada de ligação pela segunda vez só nessa manhã. O ruivo não largava de seu pé. As aulas mal começarão, e sua paciência já se esgotava em estralar de dedos, ao ouvir a voz irritante de seu amigo Kirishima. E para piorar, a voz de Kaminari no fundo, dois amigos cursando a mesma faculdade que Bakugou. 

    Passando os dedos em seus cabelos loiros, rolava os olhos impaciente apenas em relembrar. Dando passos firmes, em direção a cafeteria que costuma passar, antes de iniciar suas aulas na universidade. Apesar da sua aparência e personalidade serem de um arrogante sem papas na língua, Katsuki estava focado em ser um bom confeiteiro, além de está procurando um estágio de meio período. Querendo colocar suas práticas em ação, e poder ouvir bons elogios e críticas construtivas. 

    Quem estudou com ele no ensino médio, não acreditaria na profissão em que o loiro quis seguir. Mas sua jornada para conquistar suas metas, algumas vezes foram barradas pela sua própria desmotivação. Quando ele ainda tinha quatro anos de idade, seus pais começaram a suspeitar, do próprio filho quando trocava o nome das cores, colorindo simples desenhos com um padrão estranho. 

    Sua mãe ficou preocupada. Seus pais rapidamente foram a uma consulta médica para saber de fato o real motivo. Mesmo sendo uma criança, ele repetia os mesmos erros toda vez que coloria seu livrinho educacional. Bakugou foi diagnosticado com daltonismo, o doutor explicou que é uma doença hereditária, que causa a distorção e dificuldade em enxergar certas cores, dependendo do DNA da família o tipo da doença pode ser comum ou grave. Não tinha cura, mas há maneiras que possam auxiliar o seu desenvolvimento. Seus pais ficaram receosos com a notícia do filho ser incapaz de enxergar as cores corretamente. 

    Foram informados pelo doutor, para que voltasse quando, o Katsuki completasse dez anos para poder realizar um pequeno teste, onde saberiam o tipo de Daltonismo que ele portava. Se passaram alguns anos depois da primeira consulta, realizaram o teste de Ishihara, onde pequenos cartões com vários pontos coloridos e um número no centro, era mostrado para ele, que por sua vez tinha dificuldade em distinguir o azul do amarelo. O tornando um daltônico Tritanopia o tipo menos comum. 

    Balançou sua cabeça, afastando os pensamentos de um passado com cores esbaralhadas. Bakugou não queria que as pessoas se aproveitassem de sua doença para fazer amizades simplesmente por sentirem pena. Jurou para si mesmo que não contaria a ninguém sobre isso. As únicas pessoas que sabem disso são seus próprios pais. 

    Virando a sua direita, onde seus pulmões se esvaziaram de ar, um alívio tomou seu corpo. O estabelecimento enfim aberto, o que lhe permitia sentir o gosto do café, sem ser incomodado por terceiros. Colocando sua mão na frente de seu corpo, emburrou a porta ouvindo o bater do sino no alto de sua cabeça. Detesta esse barulho irritante.

    Como de costume a cafeteira estava bem movimentada. Dando de ombros, começou a andar em direção ao balcão, sendo recebido por um sorriso caloroso dono dos cabelos e olhos azuis. Bufou desaprovando tal ação de Izuku. 

 – Bom dia! O que deseja?- Perguntou com seu costumeiro sorriso simpático.

 – Um café expresso. - O loiro respondeu seco.

– Certamente. - Falou Midoriya.

    Remexendo suas mãos no bolso de sua calça. Na intenção de pagar e não se preocupar com isso na hora de ir embora, graças aos movimentos ágil de Izuku, seu café foi feito sem demora. Sendo acompanhado por um pires sobre a xícara, esticando sua mão dando o devido valor da bebida para ele, enquanto se afastava para escolher uma mesa pra sentar-se e estudar um pouco sobre a matéria de seu curso.  


Notas Finais


Amores espero de coração que dêem amor e carinho para ela no wattpad, pois somente lá irá postar suas fanfics.

Para os leitores de conexão, não se preocupem a fanfic será postada em meu perfil e também está publicada na minha conta do wattpad, caso queira ler através de outra plataforma. Deixarei link da história também e meu user.


Link do perfil YatoGami-sama2 -- https://www.wattpad.com/user/Yatogami-sama74 💞

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Agradeço pela compreensão de todos! 🥰😘


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