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História Conexão - Capítulo 7


Escrita por: julls_kjm e JaegerEren

Notas do Autor


Hello meus amores tudo bom? Espero que sim!
Mais um capítulo para vcs desfrutarem! Desta vez um especial, espero que gostem :3

Boa leitura a todos 😘😘✨

Capítulo 7 - Especial de Natal!


    Noite de natal, todos estavam reunidos em frente a lareira da espaçosa sala de estar, que se tornava pequena com a quantidade de pessoas reunidas conversando amigavelmente, enquanto aproveitavam o conforto do calor do fogo da lareira. 

    Era o primeiro feriado comemorado em família e amigos. Izuku fez questão de fazer a ceia em sua nova casa, junto de seus maridos e os trigêmeos. Com a ajuda de sua sogra, Rei e Ochako, a decoração do local ficou simplesmente maravilhosa com o genuíno espírito natalino. Claro, que o ômega fez questão que todos colocassem os gorros vermelhos para ficarem combinando. 

    Apesar dos conflitos intensos que o ano proporcionou, Midoriya conseguiu dar a volta por cima e ser feliz do jeito que merecia. Tinha se casado com dois homens amores da sua vida, e tido trigêmeos, que são seu mundo. Não pediria vida melhor que essa, sua família simplesmente era perfeita. 

    Todos esperavam a grande hora dos presentes. Esperavam o aparecimento do papai noel para presentear as crianças. A princípio, a ideia de quem se vestiria era Bakugou, porém o loiro se recusou imediatamente mesmo com a insistência incansável de Izuku. Foi, quando Eiji o sogro se ofereceu de última hora para fazer o papel do bom velhinho. 

    Nunca imaginaram que aquele homem alto, robusto e forte, se tornaria um cara bondoso de coração mole pelos netos. Perdia sua compostura ao ver os trigêmeos. 

– Escutem, o papai noel vai vir presentear vocês hoje! - Declarou o esverdeado sentando no carpete. 

    Izumi tinha um brilho nos olhos com um sorriso largo em seus lábios, que lembrava muito de Izuku. 

– Papai noel! Papai noel! - Gritava a pequenina com os braços levantados.

    Enquanto isso, Katsuma estava mais interessado na brincadeira com seu carrinho junto de seus amiguinhos, Sato e Hikari. Os gêmeos tinham u, ano de diferença deles. Sho estava no colo de sua avó sendo paparicado por ela e seus tios ao redor dele. Bakugou estava sentando em uma das poltronas observando as crianças, e ao mesmo tempo desfrutando seu champanhe. 

    Á um ano, nunca tinha imaginado em se casar e forma uma família. Ele só era um jovem adulto a procura de trabalhar para se especializar em sua profissão, nunca cogitou em se apaixonar por um ômega, viver uma loucura lutando pelo seu amor, para no final dividi-lo com mais uma pessoa.

    Não que ele destetasse, Todoroki. Ambos se gostavam, porém amavam a mesma pessoa. Izuku amava-os concionalmente, não poderia ser ver longe deles. Dessa forma, os três decidiram ficar juntos, e por conta disso tiveram a imensa felicidade e benção de terem três filhos saudáveis. 

    Katsuki não se arrependia. Muito pelo contrário, não conseguiria imaginar sua vida sem sua família nela. Repuxou um sorriso de canto mexendo o líquido lentamente na taça.

– Katsuki! - Exclama sua mãe abraçando-o pelo pescoço. O loiro deixou a taça cair em seu colo molhando suas calças.

 – Mas que diabos!? Por que você está bebendo?! - Esbraveja irritado olhando para a matriarca que sorria boba com uma garrafa de champanhe nas mãos.

– Deixa de ser chato! E natal! Cade seu espírito natalino?! Vamos beba mais! - Dizia animada enchendo sua taça pela décima vez.

– Droga, mãe. Quem te deixou beber?! Me de isso! - Bakugou retira a garrafa das mãos dela, vendo que a mesma estava vazia. - Você bebeu uma garrafa inteira sozinha?! Ficou louca?!

– Ah! Deixa de ser chato! Shoto disse que eu poderia ficar à vontade! - Falou embolada com o rosto vermelho.

– Eu vou matar aquele bicolor maldito! - Rosnou o alfa pegando sua mãe pelo pulso e a levando dali. - Vamos! Você precisa parar de beber!

    Com os protestos da matriarca sendo arrastada a força pelos cômodos, eles deixaram a sala rapidamente. Izuku riu sem graça com a cena. Na porta da cozinha, Todoroki observava-os com um caloroso sorriso. 

    Suspirava aliviado ao presenciar a cena mais linda da sua vida. Ver os trigêmeos felizes e animados, frutos de um grande amor entre Izuku e Katsuki. Nunca imaginou que o loiro poderia ser adorável e romântico, um lado dele que o deixou surpreso. Se virou para o patriarca ao seu lado vestido de papel Noel, uma cena na qual era inusitada.

    Eiji olhava com ternura seus netos, pequeninos cheios de alegria com seus gorrinhos vermelhos. Apesar de muitos conflitos entre a família principalmente com seu próprio filho, no final das contas deu certo. Sentia-se grato por ter tido a oportunidade de ser tornar avô. 

– Velhote está pronto? – Perguntou o beta.

– Sim, eu acho. – Murmurou o ruivo um pouco nervoso.

– Vamos lá, cadê o espírito natalino? – Brincou o bicolor dando um sorriso irônico.

– Oh, senhor Todoroki vai ser o papai Noel? – Questionou Ochako trazendo alguns biscoitos na bandeja.

– Na verdade, Katsuki seria o papel Noel. Mas ele recusou, mesmo depois de Izuku insistindo. – Respondeu Todoroki dando de ombros.

– Típico do Bakugou. – Rolou os olhos rindo. – Bem, boa sorte com o papel do bom velhinho.

    Ochako saiu da cozinha se sentando no sofá onde começou a oferecer os biscoitos para as crianças, depois para os demais adultos presentes.

– Sabe Shoto, sei que fui um péssimo pai para você, mas serei o melhor avô que essas crianças. – Confessou ajustando o gorro vermelho.

– Eu sei que vai, aliás você baba por elas toda vez que nos visita. - Pronuncia o beta dando um leve tapa no ombro de seu pai. – É melhor ir logo, as crianças estão esperando.

    O ruivo assentiu com a cabeça, inspirando profundamente quando começou a andar em direção a sala. Alguns olhares dos adultos já se fazia presente ao se aproximar um pouco mais dos sofás. Katsuma, Sato e Hikari pararam de brincar quando viram a figura natalina parada em frente a lareira. Sho apertou os olhos marejado amedrontado, segurou firmemente o tecido da blusa de sua avó.

    Somente Izumi o admirou com um brilho no olhar. Midoriya que segurava a pequena, começou a dar pequenas risadas ao ver a reação de sua filha, apreciando a pura alegria que tomava aquele corpinho pequeno.

– Vê Izumi é o papel Noel! – Anunciou Izuku animado.

– Papai Noel! Papai Noel! – Cantarolava alegremente batendo as palmas.

– Ho! Ho! Ho!, o próprio! Como esta sala está repleta por pequenas crianças adoráveis. – Falou o noel se sentando na poltrona estofada macia e avermelhada.

    “Mas que isso? Eiji de papai Noel?” - Pensou Katsuki voltando ao recinto franzindo o cenho.

– Venha Sho e Katsuma! Vamos tirar uma foto com o bom velhinho! – Disse o ômega se levantando com Izumi no colo.

    Katsuki se agacha pegando o filho no colo, que se recusava em deixar seu carrinho. Sato e Hikari se levantaram indo para perto de seus pais. Sho continuo a agarrar o tecido de Rei, recusando-se a ir. Ela o aninhou em seus braços se levantando do sofá andando na direção de Eiji.

    Midoriya colocou Izumi e Katsuma no colo do avô, já sua esposa teve dificuldades em deixar a criança sentando no colo do Noel, o ruivo tentava segurar seus netos ao redor dos braços grandes para poderem bater uma foto. 

– Certo, Izumi, Sho, Katsuma olhe para o papai vamos! – O loiro se posicionou com a câmera para seus filhos e a Eiji.

    Apenas Katsuma estava prestando a atenção na lente, Sho tinha seus olhos esverdeados marejados e o beicinho tremendo assustado. No entanto, Izumi não parava de mexer na falsa barba branca, não era a primeira vez que Katsuki tentava tirar uma foto decente dos trigêmeos. Sendo que, sua filha era quem dava mais trabalho.

– Me ajudem vocês dois! – Resmungou pedindo ajuda para ambos maridos.

– Olha o passarinho! Quem são os bebes mais lindos do mundo?! - Shoto batia palminhas tentando chamar a atenção deles. Bakugou e Midoriya riam ao seu lado.

– Amor, isso nunca funcionou. - Murmura o esverdeado ainda rindo.

– Estou tentando. Sei que isso vai funcionar um dia. - Respondeu ficando levemente acanhado.

– Sho, Izumi olha a foto, filhos! Vamos! Olhem para a câmera! - Izuku fazia caretas engraçadas, fazendo-os darem um pequeno sorriso com poucos dentinhos na boca.

    Sho começou a olhar atentamente perdendo um pouco seu medo ao ver os três papais a sua frente. Porém, Izumi ignorou-os puxando com mais força a barba fazendo-a cair do rosto do papei noel deixando todos surpresos, inclusive o próprio avô que fez uma expressão, na qual assustou os dois bebes.

    O barulho do click foi disparado, Katsuki captou o momento exato em que, os trigêmeos esbugalharam os olhos ao ver o bom velhinho sem barbar, após Izumi ter puxado parte da fantasia. Shoto balançou a cabeça em negação, sabendo que a choradeira viria com força. Sho foi o primeiro, balançando freneticamente seus braços e pernas, sendo pego no colo rapidamente por Midoriya.

    Katsuma virou se para os papais com uma expressão tristonha e pequenas lágrimas se formando nos cantos de seus olhos heterocromáticos. Do outro lado o berreiro maior vinha da pequena Izumi. Ela balançava o braço com a barba falsa nas mãos e o nariz escorrendo. Os adultos que estavam presentes começaram a consolar a tristeza das crianças, diferente de Bakugou que começou a rir da situação dando a câmera para Shoto segurar saindo da sala gargalhando. 

    Todoroki suspirou. Havia planejado tudo certinho. Porém havia esquecido da curiosidade aguçada de sua filha. Ele olhou para seu pai, que tentava acalmar ambas crianças em seu colo com um sorriso mínimo nos lábios. 

    Depois do pequeno desastre, que rendeu uma boa história para contar e dar risadas com direito as piadas infames. Tanto os adultos como, as crianças se divertiram. A ceia foi posta na enorme mesa na sala de jantar com pratos bem generosos que darão água na boca, foram preparados pelos ômegas das famílias presentes. 

    Claro, as sobremesas natalinas ficaram por conta de Katsuki e Ochako, não poderiam faltar naquele banquete. A alegria e o espírito natalino preenchia aquela casa. 

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.

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    Passaram-se algumas horas após a comilança. Estava ficando tarde, as crianças já tinham apagados no sofá, ou no colo de algum parente. Izuku fez questão de acompanhar sua família, é seus amigos até a saída. Todoroki estava guardado e limpando a cozinha, e como os trigêmeos pegaram no sono antes mesmo de ouvir um tchau de seus avós e avôs, Bakugou ficou responsável em levá-los para o quarto deles, depois voltaria para arrumar a bagunça da sala de estar. 

    Descendo as escadas se deparou com Midoriya no final dela o esperava com um sorriso costumeiro. Se aproximou do esverdeado dando um beijo leve beijo em seus lábios. Pegando na mão do loiro, Izuku direcionou-o para sala de estar, onde as luzes ainda piscava na enorme árvore decorada. 

    Shoto se encontrava sentando no sofá espaçoso, com seu tronco levemente inclinado para frente. O ômega conduziu-o para sentar-se ao lado do bicolor. 

– Katsuki. Izuku e eu preparamos um presente para você. - Revelou Shoto.

– Eu disse que não precisava se preocupar em me presentear. - Retruca o loiro cruzando os braços.

– Esse é especial. Estávamos pensando sobre isso á muito tempo. - Confessa Izuku. Se levantou indo na direção da árvore onde pegou uma caixa na cor verde com o laço vermelho e branco.

    O esverdeado voltou a sentar-se ao lado esquerdo do loiro, esticou a mãos entregando o presente para ele. Bakugou aceitou pegando-o deixando em seu colo, antes de começar a abrir olhou para Todoroki e Midoriya com olhar curioso, seus dedos puxaram o laço de fita desfazendo a linda flor que havia sido decorada. Engoliu o seco rasgando o papel verde abrindo a caixa de papelão. 

    Caçando no meio daqueles papéis decorativos, encontrou uma pequena caixa-preta. Katsuki franziu o cenho intrigado, pois parecia ser um relógio luxuoso. Apanhou a pequena caixa sentindo um leve peso dentro dela, arqueou a sobrancelha destravando abrindo-a revelando um óculos com lentes levemente em degradê, com a armação superfina na cor prateada. 

– Um óculos? Mas eu já tenho um de descanso. - Disse Bakugou. Observava atento o objeto em suas mãos.

– Bom, não são óculos comuns. - Insinua Shoto.

– Vamos, experimente e verá a real surpresa! - Falou Izuku sorrindo ansioso. – Melhor, me dê eles e feche os olhos. Colocarei em você.

– Se vocês dizem. - Respondeu estranhando o rumo daquela conversa.

    Entregou os óculos fechando os olhos logo em seguida. Midoriya mordeu o lábio, se levantando e ficando de frente para seu marido, onde posicionou os óculos colocando-os no rosto dele. Sua visão era tão bonita, ao vê-lo com aquele visual, o mesmo valia para opinião de Shoto.

– Ok! Pode abrir os olhos! - Disse o ômega se afastando e ficando ao lado de Todoroki.

    Bakugou começou a abrir os olhos lentamente. Aos poucos as cores invadiam sua íris e globo ocular, piscando freneticamente percebendo que estava enxergando cores totalmente diferente do que estava habituado a ver. Olhou ao seu redor observando as luzes piscar nas paredes, as cores dos móveis, tirando os óculos e colocando de volta via a tonalidade de cores.

– Isso é… – Seu timbre falhou. Seus olhos voltaram-se para a Izuku e Shoto parados em sua frente.

    O que o deixou mais surpreso ao ver que, a cor dos cabelos e olhos de Midoriya se tornaram mais vivos, mais reais. Assim como as cores bicolores dos cabelos e os olhos heterocromáticos de Todoroki. Katsuki não podia acreditar no que estava enxergando. 

    Mordeu os lábios sentindo-os tremer levemente, sentindo a emoção transborda naquele momento. Sua garganta doía reprimindo o choro, queria gritar de felicidade para Deus e o mundo que, conseguia enxergar as cores. 

    Através desses óculos estava tendo o mesmo privilégio, que as demais pessoas normais. Midoriya se joelhou em sua frente com olhos marejados e os lábios reprimidos. Ele também estava emocionado.

– Izuku… seus olhos são tão lindos… tão verdes e brilhantes…! - Katsuki alisava as bochechas sardentas com os polegares, as lágrimas desciam pelo seu rosto.

– Sim, meu amor…! Estou tão feliz! - Balbuciava com a voz rouca embargada pelo choro. - Eu te amo tanto!

– Eu também…! - Abraçava carinhoso o tronco do ômega. - Obrigado, a vocês dois…não sei como agradecer..

– Não precisa. Apenas fique ao nosso lado. - Disse Shoto se aproximando e sentando ao lado do loiro. - Nós sempre vamos está aqui, por que te amamos.

– Todoroki…- Katsuki se virou alisando os cabelos bicolores suavemente. - Então essa e a verdadeira cor de seus cabelos, Shoto…

    Bakugou o puxou para um abraço grupal. Seu coração estava mais quente do que o calor da lareira. Nos braços daqueles dois, era seu devido lugar, agora e para sempre.


Notas Finais


Eae gostaram, sim? Comentem aí! Irei responder com carinhos

É esse especial hein!? Morro de fofura com os trigêmeos desse trisal 😍😍

Obrigada por ter lido e favoritado!!
Fico por aqui! Até a próxima atualização
Bjsss de Luuz ✨


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