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História Conexão profunda - Capítulo 2


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Notas do Autor


eu como Donna vendo um macho bonito; errando todas as minhas ações e falas UIFGUAGSUIAYSGFUYIASG sou dessas igual a ela.

Capítulo 2 - Olá! Eu sou Connor.


Seis e cinquenta e cinco da manhã e eu estava ali, parada a frente de um balcão com várias atendentes androides.

Eu que nunca tinha visto tantos androides de perto assim, hoje eu estava vendo tantos que a minha cabeça parecia não assimilar as coisas perfeitamente bem. Muita informação logo a vista.

Na minha faculdade presencial não existia androides por perto, para dar aula ou ser estudados, estudei em uma escola pequena da cidade, então não tinha ou se tinha, não sabia da existência e nunca vi.

Engulo a saliva com dificuldade que eu não percebera acumular em minha cavidade e respiro fortemente, criando coragem para ir ao balcão. Tremia um pouco por conta do nervosismo que normalmente todos sentem ao entrar no seu primeiro dia de emprego.

Em passos curtos e apressados, chego em frente à uma androide de cabelos loiros e olhos verdes, que sorri ao me ver e um círculo ao lado de sua têmpora troca de cor para o amarelo em questão de segundos e voltando para a cor azul logo. Ela me cumprimenta em seguida;

— Bom dia Donna Parker! Seja muito bem-vinda à delegacia da área criminal de Detroit. Espero que goste de seu futuro trabalho. Aliás, há algo que eu possa ajudar? — O sorriso que sai dela é simpático e eu o correspondo, educadamente e com um pouco de força, pois eu estava ansiosa e eu queria entrar logo no meu ambiente de trabalho.

— Bem, eu não sei qual seria o meu setor lá dentro... — Começo a respondê-la e pego a carta do meu bolso traseiro da calça e a entrego.

— Ah sim, entendi. — A androide (na qual eu olhei o nome em seu crachá agora, Andrey) me entrega um cartão de acesso. — Após passar a mini catraca, siga reto e em seguida vire à direita. Lá será seu setor. Não se preocupe e fique calma, oficial Donna. Nessas primeiras semanas você só irá responder petições de juízes ou derivados. — Andrey me responde, tirando a ansiedade do lugar e botando o êxtase em mim.

Oficial Donna.

Coro e sorrio abertamente para a androide que fez o meu dia e agradeço-a. Faço o caminho ensinada pela a mesma, com certa pressa e euforia, e chego na sala em que eu trabalharia.

Me desgrudando dos meus pensamentos e da histeria que eu sentia, olho em volta e vejo o local mais bem arrumado e rico que eu havia visto na minha vida. Não era exagero e perto dessa delegacia bastante atualizada, eu me sentia um senhor de idade que não tinha conhecimento de nada da tecnologia. Também me sentia uma desprovida de dinheiro já que não tinha nem 0,5% para comprar algo dali.

Presto atenção ao movimento do local e vejo apenas androides trabalhando por enquanto, já que era muito cedo e não havia nenhum humano. Eu não estava adiantada, mas sabia que nenhum da minha espécie era pontual. Eu era a única que tentava ser, talvez meu desejo profundo seja chegar à perfeição de um androide, em todos os sentidos.  

— Olá Donna Parker! — Antes que eu pudesse me movimentar pelo o local, um androide homem se aproxima de mim, me cumprimentando. — Sou Brendon. Serei seu assistente diário por algumas semanas, durante seu treinamento. A deixarei pronta para tudo que está por vir, ok? Espero que eu não a incomode.

— Oh, não está e nem estará incomodando. Estou a todo ouvidos para suas informações, oficial Brendon! — Faço sentindo com as mãos e ele ri, e em seguida, o homem faz sinal para que eu o seguisse.

— Irei começar pelo o mais fácil, que são as petições diretas aos juízes das diversas comarcas...

Olho para o relógio do canto inferior direito do computador e tremo na base, ao sentir meu estômago roncar que nem doido. Ainda eram onze horas da manhã e meio dia parecia estar vindo de carroça com muitas bagagens juntas, fazendo peso para o pobre cavalo.

Esfrego minhas têmporas e continuo ler a petição que eu recém fiz com a ajuda de Brendon, o qual disse que foi na sala de descanso ao lado e que logo voltaria.

Falar em sala de descanso, o recinto que eu estava, já se encontrava lotado de diversas pessoas, desde androides à humanos, mais novos e mais velhos, andando para o lado e para o outro, carregando papelada ou segurando algum criminoso pelas correntes nos braços.

Era tudo uma correria e eu ficava assistindo tudo quietamente em meu canto, um pouco admirada com a agilidade de alguns fazerem muitas coisas ao mesmo tempo. Uma pequena inveja do bem instalara em mim, me fazendo ter vontade de querer realizar o mesmo. Só que eu ainda não podia, acreditava que era a única coisa que me fazia querer ficar grudada na cadeira, por ordens de superiores.

Choramingo ao ouvir meu estômago roncar de novo, fazendo eu querer desistir do jejum intermitente, e ter uma pequena vontade de gastar meu precioso dinheiro em qualquer baboseira que eu visse pela frente. Mas se eu fizesse isso, com certeza eu iria me arrepender.

Balanço a cabeça negativamente e movo meus olhos, achando Brendon na metade do caminho. Ele estava parado ao lado da porta de entrada, como se estivesse esperando por alguém. Me levanto na intenção de ir até ele, entretanto ele faz sinal com as mãos para que eu parasse e voltasse ao meu assento. Eu o faço e fico assistindo atentamente, enquanto alguns se afastavam da porta de entrada.

Semicerro os olhos, sem entender a cena e logo dou um pulo na cadeira, levando um susto com a porta de vidro que fora aberta com agressividade e impetuosidade.

— Mas que porra! — Arregalo os olhos com o palavreado solto por um homem mais velho, de cabelos medianos e já grisalhos por conta da idade avançada. Seu estilo é meio grosseiro e hipster. — Quantas vezes vou ter que pedir para não enviar um estagiário despreparado conosco?! Caralho, pelo o amor de Deus, eu não vejo a hora de me aposentar pra’ não ter mais que passar por isso. Santo estresse de cada dia...

Um rapaz menor passa por ele andando apressadamente, cabisbaixo. Assisto a cena, boquiaberta. Que eu nunca seja parceira dele. Não curto muito gente assim. Fico mais sentimental que o normal.

Me encolho no lugar e desvio o olhar para a porta de novo, agora assistindo alguém passar por ela, logo atrás do homem agressivo de antes. Percebo ser um androide com o LED (meu instrutor explicou o que era, anteriormente) que mudara de cor por alguns segundos. E eu fico visando-o por algum tempo (ainda sem poder julgar ou descrevê-lo, pois não estava bem em meu campo de visão), até que ele se aproxima do homem de cabelos grisalhos e conversa com ele em um tom baixo, no qual ninguém possa ouvir além de Brendon que estava no lado deles.  

Continuo assistindo-os e vejo o androide que me ensinou algumas coisas, falar. Quando seus lábios param de se movimentar, os três homens se viram para mim, me olhando. Coro e balanço a cabeça negativamente, logo me levanto e fico em posição ereta, sorrindo para os mesmos, que vinham em minha direção.

Entretanto, não era até a mim que viriam, e sim, a mesa de trás, pois os rapazes seguiram reto, me deixando ali que nem estátua. Ruborizo em vergonha da minha ação e me sento em minha cadeira novamente e volto a trabalhar, como se nada tivesse acontecido.

É, eu adoro cometer umas gafes de vez em quando.

Após umas dez petições, o horário do almoço chega e eu me levanto, torcendo para que tivesse algum restaurante bom e barato por perto, precisava comer algo urgentemente.

Não conhecia bem o lugar, mas esperava que o GPS do meu celular ajudasse em algo.

Tiro meu smartphone do bolso, desbloqueio e boto no GPS, procurando o restaurante mais perto que tinha. Havia um na rua de trás, sendo US$3,05, porém, as avaliações não era uma das melhores. “Comida gordurosa” e “Comida com cabelo” eram seus principais comentários.

Agora o mais perto que tinha era uma hamburgueria, sendo U$4,45 o combo de batata fritas, sanduiche e refrigerante. Preocupante se eu fosse, não valia muito a pena pois sabia que eu iria sentir fome mais tarde, e as gorduras sempre é em excesso, e causador de sedentarismo e eu não poderia fazer isso comigo, logo agora que virei policial. Não sei se é o certo.

Continuo procurando o que mais tinha perto daqui, só que os valores eram ultrapassados do que eu poderia gastar por dia, me deixando quase sem nada de dinheiro.

— Olá, oficial Donna. — Viro para trás rapidamente e vejo Brendon. Sorrio de forma simpática e ele corresponde — Sabendo que você é nova na cidade e no trabalho, posso ser seu guia turístico e lhe apresentar para seus colegas... O que me diz? Aceita?

— Se me apresentar um ótimo restaurante para almoçar, eu aceito! — Faço um sinal de joinha para ele e o androide ri, e em seguida pede para que eu o seguisse.

Adentrando o local, reconheço o mesmo pelas imagens que eu havia visto na procura no GPS; era a hamburgueria. Aquela que eu tinha jurado não comer. Entretanto, assistindo os outros se deliciarem com o lanche me dava uma vontade imensurável de comer também. Chego a salivar em sentir o cheiro conhecível da carne e das batatas. E para piorar tudo, o barulho de uma lata de refrigerante me deixava mais aguçada.

Céus, eu estava morrendo de fome.

— O que você quer? Eu peço para você, mas antes, para não deixá-la abandonada aqui enquanto eu faço o pedido por você, irei lhe apresentar a dois camaradas daqui que eu tanto admiro. — Brendon se oferece amigavelmente e me sinto um pouco tímida em concordar. Não queria parecer que eu estava usando-o. — Você fez expressões desconfortáveis... Lhe falei algo que não gostou?

Nego com a cabeça.

— Não queria abusar de sua boa vontade, Brendon. — Me explico, desviando o olhar.

— Não é isso, eu me ofereci. Só estou tentando ser um ótimo superior para você. Fui invasivo, é isso?

— Não! — Discordo rapidamente, quase sendo grosseira. — Não, não é isso Brendon... Eu só...

— Brendon! — Uma voz atrás de mim o chama, fazendo-me pular pelo o susto de tão repentino que foi. Me boto ao lado do robô moreno que é meu instrutor. Percebo quem era e era o mesmo homem mais velho de antes que entrou na delegacia gritando. Mais de fundo estava o androide que o acompanhava. Ele se aproximava cautelosamente. — Você veio para acompanhar Connor... Que desgraça, viu? Já não basta ele reclamar da quantidade calórica das minhas comidas, agora você também veio para reclamar do açúcar do refrigerante.

— Oh, Hank, não fazia ideia o quanto que te incomodei na última vez. — Surpreendentemente o sarcasmo era bem evidenciado na voz do androide. — Vim trazer a nova funcionaria fixa para conhecer a cidade e o bom e velho restaurante das redondezas. — Ele aponta para mim e eu aceno, sorrindo. O tal de Hank cumprimenta igualmente, me deixando o coração quentinho e solto ao perceber que ele não seria grosso comigo.

— Então vai ser ela que vai ocupar meu espaço quando eu me aposentar? — Ao proferir a pergunta ele sorri grande, mostrando todos os dentes. Brendon aparenta dar de ombros. — Sou tenente Hank Anderson. Seja muito bem-vinda a Detroit, pequena concursada.

Faço posição de sentido por segundos breves, arrancando risadas do androide ao meu lado e de Hank.

— Sou Donna Parker, oficial Donna Parker. — Respondo afirmando tudo, cheia de mim. — Sou concursada sim, e talvez eu pegue o seu cargo se eu me esforçar, tenente Anderson.

Pisco brincalhona.

— Será um prazer ensinar a 1ª tenente feminina desse local. — Brendon fala e eu o encaro, corada e feliz demais pela pequena confiança depositada em mim. — Olá Connor!

— Olá, oficial Brendon. — Volto a mover minhas irises pelo o local até chegar ao dono da voz; o androide que eu vira mais cedo também.

Mas vendo mais de perto agora... Definitivamente o androide mais bonito que eu vi por essa manhã! De pele pálida, lábios pequenos e finos, cabelos castanhos escuro e olhos de tons chocolate, e algumas sardas espalhadas por seu rosto, o deixava encantador e chamativo. Carregava um semblante carismático e calmo consigo, me deixando abobalhada por tamanha beleza criada por um humano.

Limpo a garganta e estendo a mão para Connor, fazendo roboticamente o que eu não tinha feito antes. Baixo na hora, deixando o homem a minha frente no vácuo que fora mais rápido que eu, levantando o braço. Vejo-o me olhar sem entender minha ação.

— Ué... — Hank encara a cena, segurando o riso.

— Desculpa, não posso ser tão informal com meus superiores. — Invento uma desculpa rápida e levo minha mão atrás da cabeça, coçando-a. — Mas... Eu sou oficial Donna Parker! Sua nova colega, de gabinete.

— Talvez futuramente de mesa, já que ela quer ocupar meu lugar. Cuide bem dela quando eu sair, Connor. Você também, Brendon. — Hank fala e o androide bonito ri de leve, concordando com a cabeça.

Seus olhos passam por mim mais uma vez, talvez me julgando (podem fazer isso?) e eu faço sinal com as mãos para que ele possa me olhar novamente. Ele o faz e volta a sua primeira expressão; carregada de seriedade.

— Não fique tão nervosa assim, oficial Parker, você pode acabar passando mal. Sua pressão sanguínea não está bem regulada e vejo leves pontadas em seu cérebro que podem acabar levando ao mau humor, talvez pela fome. — Vejo que ele percebia cada coisa minha só de olhar. Abano minha mão na frente do rosto, concordando enquanto ruborizava um pouco.

— Só estou com fome, uh? Você acertou. — Digo. — Mas antes de ir pedir minha comida, você não se apresentou. Vamos começar do início, onde eu não tive um delay. — Brinco, dando de ombros. Ouço risadinhas vindo de Brendon e Hank.

— Ah, claro, desde o início? — Concordo, sorrindo. — Olá! Eu sou Connor. Parceiro do tenente Anderson atualmente; e se futuramente as coisas saírem do jeito desejado por você, o seu próximo parceiro. — Ele se apresenta e sorri numa tentativa amigável, atingindo o meu peito com tamanha beleza deferida com uma só ação.

— Prazer conhecer vocês dois. —


Notas Finais


espero que tenham gostado! :P
aproveitando pra escrever bastante e postar, já que estamos em quarentena xd
torço para que isso passe logo.
Vamos fazer o melhor para que a pandemia acabe de uma vez!


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