História Conexões - KHS International School - Capítulo 45


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Categorias Naruto
Personagens Chouji Akimichi, Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Konan, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Matsuri, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Shizune, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Gaaino, Naruhina, Naruto, Nejiten, Romance, Sasusaku
Visualizações 127
Palavras 12.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E vamos ao primeiro capítulo da Fanfic em português!!!

Primeiro quero muito agradecer porque somos quase 300 pessoinhas aqui, e isso me deixa imensamente feliz!!!
Eu não ia postar o capítulo hoje porque sinceramente, ele não foi totalmente revisado, mas eu estou contando que não tenha muitos problemas com isso e amanhã vou tentar ler o mesmo inteirinho para corrigir caso haja erros muito imperdoáveis.

Quero deixar explicadinho aqui que à partir desse capítulo eu deixarei anotado tópicos pesados e importantes que rolaram no decorrer do mesmo, incluindo que os anteriores também sofreram alterações em suas notas inicias!

Quero deixar mais um recado sobre o capítulo! Esse foi um dos capítulos decisivos para o decorrer da história, portanto hoje tivemos uma nova visão: Shikamaru! Especificamente, Shikatema! Prestem bastante atenção na parte dos dois e na primeira parte entre Sasuke e Sakura, é algo que está correndo desde o inicio da história e só veio a ser desvendado aqui, como o envolvimento de Nagato com drogas.

Esse capítulo contém Hentai +18

Vou deixar link nas notas finais e playlist de música.

Músicas capítulo: I Want To Write You a Song - One Direction/ A.M - One Direction (Final Sasusaku) e Baby - Justin Bieber (Parte Tenten)

E tem também referência a série Riverdale, pra quem ainda não assistiu, assistam porque é maravilhosa <3

Beijos bebês, encontro vocês na próxima.

Capítulo 45 - Amanhecer


Fanfic / Fanfiction Conexões - KHS International School - Capítulo 45 - Amanhecer

Eu quero te emprestar o meu casaco,

um que seja tão macio quando a sua bochecha,

Então, quando o mundo estiver frio,

Você terá um esconderijo para ir,

Eu quero te emprestar o meu casaco."

I Want To Write You a Song - One Direction

❀❀❀

Tóquio, Sábado, 29 de Janeiro de 2017, 20h35min

Sabaku no Gaara: Casa da árvore.

—Obrigado, mesmo. —agradeci ao ser a minha frente pela quarta vez.

—Tem certeza que não quer ficar lá dentro, eu posso inventar algo sei lá. —Disse Sasuke, enquanto Nabi deixava o local mais aconchegante e o loiro hiperativo não parava de perambular relembrando os velhos tempos.

—Não, não mesmo! —Indaguei colocando uma camiseta branca e por cima um moletom. —Sua mãe quase me pegou saindo do banheiro, se seu pai descobre que estou aqui, logo meus pais saberão! —Abaixei-me, colocando todas as roupas sujas na enorme mochila a minha frente, costumava usa-la quando era mais jovem e saia pelo mundo com meu pai e Kankurou em todas as oportunidades.

—Hm, ok. —Respondeu, fiquei surpreso pelo o ok que veio no final, normalmente quando Sasuke responde com um hm, ele não dirá mais nada.

—Eu vou descer, Sakura está sozinha no jardim de inverno e a décadas eu não venho a esse local, dona Mikoto pode desconfiar! —Disse, o garoto virando-se para descer as escadas. —Se precisar de qualquer coisa manda uma mensagem. —Disse e eu assenti, Naruto bateu em minhas costas e seguiu Sasuke, alegando que o mesmo deveria acordar a chaveirinho, pois ele sentia falta da amiga.

—Tudo bem? —Hanabi perguntou.

—Estou mais tranquilo, vocês estão tão focados em mim que é difícil não ficar. —Resumi, não queria ter de contar nos dedos tudo o que já fizeram por mim no dia de hoje!

—Sabe que deveria ter contado a Ino não é? —Perguntou, me olhando de forma séria. —Quando disse chega de segredos, eu acreditei que você contaria tudo!

—Eu e Ino brigamos, quando você saíram, eu disse coisas que não devia e como um babaca, a magoei. —Confessei. —Eu não tinha o direito de fazê-la sofrer ainda mais e ainda por cima, ficar preocupada comigo! —Respirei fundo franzindo o cenho e soltando um suspiro após bagunçar meus cabelos molhados. —Demorou mas, eu consegui convencer Sai de manter isso entre nós, eu ainda vou ter muitos problemas com isso Hanabi. —Me aproximei dela e toquei em seus ombros. —O ideal é manter Ino longe de tudo isso, e você também.

—E vai se afastar dela de novo? —Perguntou, seus olhos estavam cheios de dúvidas e em sua cabeça devia dar um nó, assim como a minha.

—Engraçado que… —Pausei mostrando um pequeno sorriso amargurado. —Das outras vezes eu não entendia o porque dela me afastar tanto. —Soltei os ombros de Nabi e me joguei sobre o puff derrotado. —Agora é ela quem precisa ficar longe de mim.

—Independente de tudo. —Ela disse sem me olhar. —Você é uma boa pessoa Gaara. —A garota abaixou-se a minha frente deixando seus fios negros caírem a frente de seus ombros. —É meio explosivo mas, depois dessa noite eu acho que admiro muito mais você. —Sorri, mas não em amargura, fiquei feliz pelo reconhecimento.

—Obrigado. —Disse beijando sua bochecha e a puxando para um abraço. —Agora vai, eu vou ficar bem! —Disse a afastando calmamente pelos ombros, por conta do mesmo estar deslocado. —Ino precisa de você e eu preciso resolver isso. —Disse pegando o celular que não parava de tocar, Konan.

—Como ela descobriu esse número? —Perguntou me olhando;

—Eu mandei uma mensagem pra ela. —Respirei fundo e fitei a chamada sendo perdida. —Preciso resolver isso direito! —Disse em um suspiro e sorri amigável, porém em desânimo.

—Boa Sorte. —Ela se levantou. —Mas agora eu realmente vou, se Sakura acordar e me ver assim, vai me encher de perguntas.

—Acho que a Ino está sendo burra. —Reclamei, sentia tanta firmeza na amizade dela com Sakura, tanta verdade e não entendia como ela conseguia esconder tantas coisas dela, no começo eu até tentei entender, mas agora, sinto que ela precisa da Sakura muito mais do que acredita, e ela sabe disso!

—Eu também. —Disse Hanabi, pegando sua bolsa. —Mas ela conversou com a Sakura mais cedo, parece que só de falar com ela se acalmou, e também essa é a decisão dela, a gente já fez tudo o que podia fazer Gaara! —Disse e eu tenho certeza que até mesmo Hanabi sentiu o peso de suas palavras, não havíamos feito tudo o que podíamos fazer, mas, por enquanto, o suficiente e o resto viria com o tempo. —Fica bem! —A garota beijou o topo da minha cabeça sem represália alguma, e de fato eu gostei do carinho, era difícil estar sozinho, nem contato com Temari eu conseguia ter, sabia como meus pais eram persuasivos e logo ela teria de me entregar, mesmo que não por querer, ela andou em direção a saída e tudo o que eu pronunciei foi um “tchau.”

E tudo o que eu queria agora, era deitar a minha cabeça em um travesseiro e descansar a mente, apagar pelo menos um pouco de tudo o que aconteceu nas últimas horas, mas eu não podia, tinha de me resolver com Konan e ainda resolver a situação com os Otsutsuki, antes que minha família resolvesse junto a de Yagura.

❀❀❀

Tóquio, Sábado, 29 de Janeiro de 2017, 20h38min

Hyuuga Neji: Por um bom tempo

—Oi. —Disse para a garota que estava ao meio da sala fazendo uma série de exercícios, fiquei com um pouco de dor no coração em estragar aquela cena.

A garota que eu amava fazendo agachamento vestindo apenas uma calcinha short na cor marinho da Calvin Klein, e um moletom cinza que acaba na metade das costas, seu cabelo estava preso em um rabo de cabelo alto e bagunçado, que mexia livremente em cada movimento que ela fazia.

—A, oi. —Se virou para mim, e antes que dissesse qualquer coisa pegou o controle parando a música que estava tocando, algo típico dela escutar quando está sozinha, aliás a música era Baby do Justin Bieber. —Como foi? —Perguntou, quando a garota chegou resolvemos ir todos até o apartamento de Sai.

—Por enquanto tranquilo, nada dos meninos da Otsutsuki ainda, Gaara já está instalado na casa de Sasuke e Naruto vai encontrar Hinata para irem ao hospital, saber mais do quadro de Yagura! —Respirei fundo e coloquei as mãos na cintura. —Saber se, houve alguma melhora. —Fixei meu olhar em Tenten e a garota comprimiu os lábios em uma feição triste.  

—Vai dar tudo certo. —Pronunciou baixinho e me veio uma vontade imensa de abraçá-la, mas eu não o fiz! —Será que podemos falar agora? —Perguntou dando dois passos à frente, mas ainda não estava perto de mim.

—Tá tudo bem. —Disse passando por ela puxando meu moletom acima da cabeça e o jogando sobre o sofá.

—Sabe que não está. —Ela disse virando-se novamente para mim.

—Eu sei que você não disse aquilo pra me magoar, sei que você não queria se referir aos meus pais. —Respirei fundo e baguncei meus cabelos após soltar uma bufada. —Eu só precisei de ar livre pra digerir tudo.

—Tudo o que? —Perguntou se aproximando mais de mim, e tocando meu rosto ao tirar uma mecha de frente dos meus olhos.

—Tudo, sobre isso não ser pra sempre, sobre estarmos indo depressa demais, quando eu nem pensava em te pedir em namoro quando você me perdoou. —Suspirei desviando meus olhos do seu. —Sobre você ter me perdoado, mas… —Pausei voltando a olha-la. —Não confiar em mim. —Abaixei a cabeça, sabia que havia errado muito, mas eu não esperava ser julgado pra sempre, aliás talvez nem seja.

—Meu amor. —Tenten disse de forma doce, mas sua voz estava trêmula, colocou a mão em meu rosto. —Eu fui uma estúpida com você, tudo isso com a minha família tem me deixado maluca, por mais que eu tente estar numa boa, e saber que isso é o certo a se fazer, me machuca, eu ainda to confusa e infelizmente na minha cabeça, as coisas não duram pra sempre, eu gostaria, mas não é assim! —Sua mão permaneceu espalmada em meu rosto seu polegar alcançou o canto da minha boca fazendo um carinho bom. —Eu amo você, e é mais do que óbvio que eu me vejo casada com você, eu sonho muita coisa pra nós Neji! —Não evitei em comprimir os lábios em um pequeno sorriso. —Quero dar um companheiro a Zoe, e ter um cabeludo correndo pela casa e puxando os pelos deles! —Resmungou baixinho enquanto confessava o que queria pra si, pra nós! —Ela me olhou, e chegou ainda mais perto de mim, suas mãos foram a minha cintura e sua testa apoiou-se ao meu peito. —E enquanto a tudo o que passou, sim, você me magoou muito, mas, você já sabe disse e eu já te perdoei, —Minhas mãos foram parar em seu cabelos e a garota se afastou um pouquinho para me olhar. —Eu não esqueci. —Disse com firmeza, e me vi refletido em seus olhos, se eu pudesse apagar o passado eu teria o feito a tanto tempo. —Mas eu to aqui, e não importa qual seja a crise, nós vamos superar juntos!

—Pode ser que tenha uma última, já que isso não é pra sempre. —Disse sem conseguir olhá-la, não imaginava minha vida sem ela, não queria ficar sem ela, de novo não, de forma alguma, Tenten era tudo o que eu precisava, a única garota que despertou algo novo em mim, nenhuma era como ela.

—Sim, pode ser! —Ela disse e confirmou em um gesto afirmativo. —Mas por enquanto, eu to vivendo o agora, e se um dia chegarmos a seguir caminhos diferentes, eu só quero olhar pra trás e perceber o quanto deu certo enquanto durou. —Não esperei por mais nenhuma palavra, eu simplesmente fiz o que tive vontade de fazer desde o momento em que vi aqueles olhos de amêndoa no centro da sala, a abracei. —Me perdoa, eu devia ter falado direito com você!

—Esquece isso. —Respirei fundo. —Essa não é a primeira e nem a última vez que vamos discordar e pode até não ser pra sempre, mais vai ser por um bom tempo! —Disse então beijei o topo da sua cabeça sentindo a garota se aconchegar ao meu peito.

—Eu amo você, Neji. —Ela disse baixinho, se apertando a mim.

—E eu amo você, Sun. —Disse envolto a seu cheiro e seu corpo quente, —Amo muito! —Talvez, mais do que a mim mesmo.

❀❀❀

Tóquio, Sábado, 29 de Janeiro de 2017, 21h00min

Yamanaka Ino: Uma boa amiga

—Hã, será que, —Nabi franziu o cenho e eu observei atentamente o vinco que se formou, seus olhos desviaram dos meus e depois voltaram a me encontrar. —Podemos esquecer isso? —Disse assim que voltei da cozinha com duas travessas de pipoca amanteigada feitas no micro-ondas.

—Tá tudo bem. —Disse achando sua feição um tanto engraçada e então olhando para o elevador onde Sai acabará de descer.

—É que bem, isso foi estranho. —Disse Hanabi pegando uma travessa de minha mão e me seguiu caminhando para o sofá. —Quer dizer vocês, —Disse meio desconfortável, e eu sorri brincalhona pela primeira vez no dia. —Aquilo foi quase um… —A fala dela morreu eu sua face se contorceu mais uma vez em uma careta esquisita, achei fofo.

—Um beijo? —A incentivei.

—Sim, é, —Olhou para mim piscando várias vezes. —Isso!

—Nós não tivemos nada nesse meio tempo. —Cruzei minhas pernas sobre o sofá e a observei! —Eu fiquei muito balançada com ele sim, não é todo dia que uma pessoa diz que gosta de você, te faz aceitá-la na sua vida mesmo que você só queira a afastar. —Conclui sorrindo e então a olhei, —Mas não acho que eu e Sai teríamos algo por agora, eu acho que tive a prova que eu queria e Sai também.

—Como assim? —Perguntou meio incerta de maneira lenta, a garota também cruzou suas pernas e voltou-se a mim.

—É ridículo, mas, precisou acontecer tudo isso pra nós dois percebemos que, estávamos procurando refúgio nas pessoas erradas. —A olhei de forma triste e inquieta. —Embora eu não ache Gaara a pessoa certa agora.

—Vocês brigaram não é? —Hanabi perguntou e eu desviei meus olhos dos seus.

—Não muda o assunto, estamos falando de Sai. —Disse revirando os olhos e a garota sorriu erguendo as mãos em rendição.

—Ok, ok, mas você quem começou. —Disse me fazendo suspirar em constatar que havia muito mais do que os acontecidos da noite anterior perambulando pela minha cabeça. —Mas enfim, Sai não estava procurando por um refúgio, talvez você, mas ele só queria te apoiar. —Disse pegando minha mão, me oferecendo um sorriso terno.

—Eu vi como ele te olhou quando notou o seu braço, vi como ele se portou quando saíram do elevador e também o jeito como ele quis cuidar de você antes de ir embora. —Segredei, e a garota me olhou surpresa.

—Uau, —Disse arregalando os olhos em tom de brincadeira. —Anda vendo muitas coisas Ino, eu não vi nada demais.

—Só o beijo no canto da boca não é? Aliás, —Cocei a garganta e ergui o dedo indicador. —Sentiu!

—Você é inacreditável. —Ela gargalhou e revirou os olhos, mordendo o lábio em seguida. —Você é menos fútil do que eu imaginava!

—Obrigada pela parte que me toca. —Disse fazendo uma carranca, mas logo em seguida rimos juntas.

—Sério Ino! —Ela disse colocando a tigela de pipoca intocada assim como a minha em cima a mesa de centro. —Apesar de gostar de você e te achar inteligente em certos assuntos e interessante também, eu sempre te julguei por gostar demais de roupa e maquiagem, estar consumindo tudo feito um louca, viver nesse mundinho cor de rosa onde é tudo é perfeito. —Respirou fundo. —Viver em prol de ser uma líder de torcida. —Revirou os olhos. —Eu estive tão errada! —Confessou inclinando sua cabeça ao lado e então tocou o meu rosto. —Você é tão forte Ino, tão decidida mesmo que do seu jeitinho torto, não deixa as pessoas mudarem suas escolhas mesmo que noventa e cinco por cento das pessoas a achem erradas, você é apenas você, e não dá espaço para as pessoas te moldarem.

—Mas eu mudei não foi. —A encarei séria, e comprimi os lábios em um sorriso triste.

—Isso é tão, —Deu ênfase no tão tombando a cabeça para trás, e voltando na mesma hora. —Diferente! —Indagou. —Outra pessoa em seu lugar já teria desistido a tempos, mas você continuou Ino, você ta seguindo em frente, da maneira como você acha melhor! Você se impõe pra tudo o que acha certo, foi assim antes e vai continuar sendo assim! —Ela segurou novamente minhas mãos. —Só precisa se encontrar novamente, sorri com suas palavras que me acolheram.

—Ta afim de assistir uma série meio fútil comigo? —Perguntei fazendo a garota sorrir, a mesma confirmou que sim em um gesto afirmativo e eu a puxei para um abraço. —Obrigada. —Disse com o pescoço acima de seu ombro. —Obrigada por ser minha amiga. —Disse e a garota me soltou devagar.

—Agora vamos ser muito mais do que amigas, por favor. —Revirou os olhos e voltou a buscar a sua travessa de pipoca. —Vamos ver uma séria e ai de você se assistir qualquer segundo dela sem mim ou com outra pessoa. —Virou o rosto para frente e puxou o cobertor por cima do pijama cor de rosa que eu havia a emprestado, ficava linda de rosa, mas com certeza eu não trocava a Nabi que eu conhecia.

—Isso é um juramento. —Estiquei o dedo mindinho, e então quatro horas depois estávamos indo empolgadíssimas para o quinto episódio de Riverdale, e o mais incrível Hanabi havia gostado muito e repetiu duzentas vezes que eu não deveria ver com mais ninguém.

❀❀❀

Tóquio, Sábado, 29 de Janeiro de 2017, 21h55min

Uzumaki Naruto: Um par para o Brunch

—Uma pena não termos conseguido nada. —Disse adentrando a sala principal colocando o casaco sobre o sofá.

—Eles não me conheciam. —Hinata parou apoiando sua mão ao encosto do sofá. —Eu poderia ter feito tudo. —Completou.

—Nem pensar. —Disse sentando-me ao sofá e a garota seguiu o mesmo sentido tirando seus sapatos nudes de solado vermelhos, clássicos de Hinata e até senti falta dos mesmos. —Se Toneri descobre que você está envolvida com nós, é capaz de sobrar até pra você! —Respirei fundo. —E eu não quero te prejudicar, Gaara também não iria querer.

—Pois é, mas quem o levou até o hospital foi Hanabi, ela quem descobriu tudo sozinha, envolver ela nisso é a mesma coisa que me envolver. —A garota dobrou uma perna sobre o sofá e me encarou. —Na verdade ela está envolvida até a cabeça.

—Mas vamos cuidar pra que ela não seja ligada a nada. —Disse apoiando a mão em seu ombro. —Já é difícil demais ter ela em tudo isso, por favor, fique longe. —Pedi com olhos suplicantes e Hinata cedeu.

—Ok. —Respirou fundo. —Mas, vai me contar tudo o que vem acontecendo, ok? Eu preciso saber de tudo!

—Eu prometo. —Disse subindo a mão para seu rosto e fazendo um carinho ali. —Não quer mesmo que eu te leve? —Perguntei, já estava tarde e por conta do hospital ser mais perto da minha casa, Hinata me fez voltar e aceitar que a mesma esperaria pelo seu motorista.

—Não. —Disse colocando sua mão sobre a minha. —Mas, pode me buscar amanhã cedo se quiser! —Disse e eu sorri de forma leve. —Aceita ser o meu par no Brunch? —Perguntou e eu sorri, até agora, não sabia se iria mesmo sozinho ou se teria sua companhia, fiquei feliz em saber que sim!

—As dez em ponto. —Disse beijando sua bochecha e quando me afastei a garota me puxou pelo moletom, selando meus lábios.

—Essa semana, você não me fará faltar aos compromissos e eu não vou ser um grude pertinente. —Disse com um sorriso tímido de lado ainda com as mãos em meu moletom. —Mas eu quero que me sinta perto, ok? —Perguntou e eu sorri em resposta. —Eu sei que eu não estou te dando muito por agora, mas eu quero estar pronta! —Respirou fundo e tocou o meu rosto com a mão direita fazendo um carinho com o polegar. —Só saiba que você é muito importante pra mim, e eu não quero nunca te ferir.

—Eu sei. —Disse sorrindo. —Eu tenho certeza disso! —Agora quem colocou a mão sobre a sua foi eu.

—Senhor Uzumaki, o motorista da família Hyuuga acabou de chegar. —Um dos porteiros vieram avisar e eu agradeci.

(...)

—Vou sentir saudades. —Disse parado a porta.

—Eu também vou. —Disse me abraçando, a garota soltou-me sorrindo de lado. —A caráter. —Puxou novamente meu moletom.

—Cuidado pra não se apaixonar. —Disse entrelaçando sua mão a minha e  a puxando um pouco mais pra perto, quando a mesma fez menção em ir.

—Prometo ir vacinada. —Disse desenroscando nossos dedos e finalmente entrando no carro, a garota abaixou os vidros e colocou a cabeça para fora. —Mas, —Me chamou em um gesto de mão. —Ela pode falhar. —Me puxou novamente pelo moletom e selou meus lábios. —Tchau senhor Uzumaki.

—Tchau, senhorita Hyuuga. —Fiz um aceno e o carro foi colocado em movimento, levando pra longe a garota que eu sabia ser impossível de esquecer, Hyuuga Hinata.

E eu nem deveria, afinal tínhamos um plano, continuaríamos nos apoiando, juntos ou separados, com algo definido ou não, até estarmos preparados de verdade um para o outro, porque sim, eu sentia que ela seria a mulher da minha vida, na hora certa.

❀❀❀

Tóquio, Sábado, 29 de Janeiro de 2017, 22h05min

Nara Shikamaru: Querido John

—Onde está o Gaara? —Perguntou Temari assim que adentrou ao meu quarto, finalmente ela havia me atendido e finalmente eu consegui com que ela viesse conversar comigo.

—Ele tá bem. —Disse levantando-me da cama, enquanto a garota já caminha para o meio de meu quarto a passos largos. —Ele não me deixou dizer onde está. —Respirei fundo e suspirei em seguida, Temari era boa em conseguir segredos e eu teria que me esforçar se quisesse guardar esse.

—Nada disso Shikamaru, eu só topei vir até aqui por conta dele, eu preciso saber onde ele está. —Disse já exaltada, apesar de não temos muitos problemas, sempre que tínhamos era assim, a garota problemática explodia. —Meus pais estão loucos atrás dele, tudo o que eles fizeram a tarde toda foram brigar, eu preciso saber o que aconteceu.

—Gaara não tem uma explicação plausível pra isso, e nós estamos resolvendo a nossa maneira. —Disse colocando uma camiseta e prendendo o cabelo ao todo da cabeça, ao que tudo indica não teríamos uma conversa fácil.

—Resolvendo a maneira de vocês? —Gritou exasperada elevando as mãos a cabeça, seus fios de cabelo bagunçaram-se e ela mal tinha ideia de como era maravilhosa estando zangada. —Eu posso começar a listar uma a uma as coisas que eles já fizeram, e à não venha com essa de “nós já fizemos muitas coisas”, porque nem se comparam! —A garota foi se aproximando de mim enquanto seu dedo seguia erguido a direção de meu peito.

—Não precisa listar nada Temari, —Disse preguiçosamente querendo acabar com tudo aquilo. —Vamos resolver isso sem violência. —Disse sabendo que dependendo de como fosse, não seria uma opção.

—Sem violência? —Gritou. —Yagura está em coma! Você entende isso? Ou você é burro demais pra saber? Eu posso explicar se quiser. —Disse toda ignorante como eu imaginei que seria, o único problema é, eu não era burro, era inteligente demais, e às vezes nem queria ser. —Vamos lá, do começo! —Disse respirando fundo e começando a andar de um lado pro outro. —No começo do ano retrasado, quando a KHS resolveu fazer a cerimônia de boas vindas junto a Otsutsuki, eles depredaram o colégio além de bater e humilhar cinquenta por cento dos bolsistas, incluindo Lee que era o filho do treinador do time de basquete, o que mais sofreu, e vocês o perderam por um ano no time! O ano em que vocês deveriam entrar todos juntos! —Disse me olhando de forma séria e então ergueu o segundo dedo. —Segundo, no segundo jogo da temporada ainda no ano passado, duas garotas, que não eu não sou obrigada a dizer o nome e você sabe muito bem, foram presas e atacadas no vestiário! —Engoli em seco lembrando do horror que foi aquele dia, e de como os agressores saíram impunes, sem ao menos serem banidos do time de basquete. —Eu não preciso te lembrar das marcas físicas e psicológicas não é? Perdemos duas líderes de torcidas naquele dia, e duas das melhores! —Temari parou de caminhar e parou à minha frente, seus olhos estavam indecifráveis e sua face me mostrava que ela não iria ceder, não tão fácil, mas então eu acompanhei as lágrimas que se formaram em seus olhos. —Sasuke foi espancado, —Ela balançou a cabeça afirmativamente. —Espancado por algo que nem tinha mais salvação, Nagato morreu e ele acha que a culpa é dele, —Disse inconformada. —Mas a culpa é dessa corja. —Disse já não contendo as lágrimas. —Se eles não tivessem dopado Nagato naquele dia ele nunca seria pego em doping por fazer uso de Anfetaminas. —Abaixou a cabeça e levou as mãos a cintura. —Ele nunca teria acabado com a própria vida depois que foi expulso do time, ele nunca teria usado tanta droga, —Respirou fundo não conseguindo conter as lágrimas. —Nagato não era assim, —Balançou a cabeça em negativa. —Ele não estaria morto agora.

—Temari? —A chamei baixinho me aproximando dela e tentando tocar a mesma.

—Não Shikamaru, você não entende. —Disse derramando as lágrimas. —Kankurou só não deixou que Gaara soubesse porque tinha medo que ele se metesse em problemas, e de que valeu tudo isso? —Perguntou passando a mão em baixo aos olhos, Temari odiava chorar na frente dos outros, odiava chorar na minha frente. —Yagura está em coma, entende isso? —Perguntou. —Está na mesma situação que o meu irmão ficou! Você tem noção do que foi ser uma criança e ver o seu irmão em uma cama de hospital por dois anos?

—Não, eu não tenho. —Disse levando a mão aos meus cabelos com força. —E eu sei disso tudo e mais um pouco, mas agora… —Pausei vendo o rosto de Temari se contorcer, pior do que ter a chateada era ter a deixado com raiva, ela não costumava pensar bem quando estava nesse estado. —Seu irmão está bem. —Disse vendo a se afastar de mim, e eu tinha certeza que se não fizesse nada agora, Temari passaria por aquela porta e sabe-se Deus o que pode acontecer, fui em sua direção em passos rápidos e assim que a mesma se virou, a segurei pelos ombros soltando minha respiração pesada e quente contra sua nuca, seu corpo estremeceu e minha boca salivou em vontade de tocar a pele exposta, graças ao seu cabelo preso e sua blusa em decote canoa, como é que eu sei disso? É o recorte que ela mais ama. —Ele está bem Tema, —Disse carinhosamente permitindo-me fazer um carinho em seu ombro. —E Gaara também vai ficar! —Disse e em um rompante a garota virou-se tacando-se em meus braços, suas mãos apertaram minha cintura e sua cabeça repousou em meu peito, senti o seu corpo quente e o coração batendo de forma desgovernada, apertei seus ombros e então fechei meus braços fortemente em volta de seu corpo. —Me desculpa. —Pronunciei beijando o topo de sua cabeça. —Eu não queria te magoar, e eu sei que você vai dizer que eu digo isso todas as vezes, mas… —Disse me lembrando das coisas que Sai me falou. —Eu nunca pensei que ela pudesse gostar mesmo de mim. —Temari respirou fundo e então se afastou encostando-se a porta em madeira preta do meu quarto, fitei impacientemente a parede ao nosso lado direito onde eu tinha 9 das minhas guitarras favoritas penduradas, três delas, Temari quem me deu.

—E o que finalmente te fez enxergar isso? —Ela perguntou aparentemente emburrada, e por que eu sei disso? Porque em seu rosto havia um bico enorme, e tudo o que eu tinha vontade de fazer, era de morder os lábios em tons naturais e linhas tão bem desenhadas.

—Sai me fez enxergar isso. —Disse apertando os olhos e bufando em seguida, sentindo o peso de todas as minhas atitudes em relação ao Samui em meus ombros.

—Sai? —Ela perguntou aparentemente curiosa.

—Aparentemente ele é o nosso fã número um, e esfregou na minha cara que Samui realmente sempre gostou de mim, e então lembrei que Naruto me disse uma vez que as intenções de Samui era apenas fazer ciúmes em mim, por isso nunca deu nenhuma chance a ela! Enfim eu sou um imbecil, —Disse balançando as mãos já cansada de me explicar, aliás, eu não era bom em me explicar.

—Sim, você é. —Ela disse cruzando os braços à minha frente.

—Me perdoa vai. —Segurei em seu cotovelo, fazendo com que a mesma olha-se pra mim. —Eu prometo que eu nem olho mais na direção dela! —Respirei fundo, eu gostava de Samui, querendo ou não ela foi uma boa amiga, mas eu não podia, de forma alguma, perder a pessoa que estava a minha frente. —Eu juro que eu vou cumprir dessa vez.

—Vai ser a última vez. —Ela disse soltando os braços e os levando a cintura, a garota fitou os seus pés e respirou fundo fazendo o seu pomo de adão subir e descer com precisão, sua blusa clara e bem passada, a calça jeans apertada e as sapatilhas só me faziam enxergar o quanto eu amava aquela mulher, era tão ela, minha menina, nada como Samui, toda extravagante e cheia de cenas, como eu nunca percebi? —E vai ter que fazer mais do que um mero pedido de desculpas, quero um pote de sorvete, pizza do Pizza Slice e assistir Querido John. —Disse, fazendo me ter certeza de que era ela mesma que estava ali, afinal ela me pediu as suas três coisas favoritas no mundo, sorvete, pizza e querido John.

—De novo? —Perguntei indignado em ter que assistir o filme novamente e ver Temari chorar sei lá, pela quinquagésima vez? Seus olhos encararam os meus e não precisou de muito para eu ter a confirmação.  —Ok, ok, vai ajeitando as coisas, vou pedir as pizzas e o sorvete, Temari soltou um gritinho e pulou em meu colo, trocamos dois ou três beijos e desci para a cozinha onde Nayumi que havia trocado seu turno, começou a preparar cupcakes, sim ela também amava cupcakes, de volta ao quarto deixei que Temari acomoda-se sua cabeça ao meu peito enquanto eu afagava seus cabelos em um carinho delicioso para ela, já que sempre que eu tirava a mão, ela mesma colocava de novo eu resmungava para que eu volta-se.

—Tema? —A chamei baixinho, eu conhecia muito bem a pessoa a minha frente e mesmo com as coisas que ela mais gosta-se em fazer a seu dispor, ela não estava exatamente relaxada! A garota ergueu a cabeça sem virar o corpo por completo, seus olhos encontraram o meu e eu sorri de leve.

—Gaara não vai fugir do Brunch amanhã, vai dar tudo certo. —Ela entrelaçou os dedos em minha mão disponível e sussurrou um eu sei levando a mesma até seus lábios, seus olhos começaram a derrubar lágrimas silenciosas, mas não era por Gaara, mas sim, por John que lia a última carta de Savannah, seu rosto foi escondido ao meio peito para tampar o rosto vermelho e eu sorri chegando a mais um finalzinho daquele filme.

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Tóquio, Sábado, 29 de Janeiro de 2017, 22h35min

Haruno Sakura: O verdadeiro Adeus

—Hm. —Murmurei mordendo um morango e o deixando ainda pela metade entre meus dedos, o coloquei sobre a bandeja cheia de morangos que Sasuke havia trago para mim e o encarei. —Tem certeza que tá tudo bem? —Perguntei pela milésima vez, Sasuke estava distante hoje, chateado por ter cancelado o Old Paul’s, e tudo o que eu não queria era que ele se afasta-se, não hoje. —Tem certeza que foi só isso, tem algo de errado acontecendo? —Perguntei ao ver seus olhos desviarem se dos meus e encontrarem suas mãos sem resquícios de anéis por ali, mas com algumas marcas bem evidentes.

—Desculpa. —Disse ainda sem me olhar, sua mão direita brincou com seu dedo médio e o fio de seu cabelo ainda meio úmido caiu sobre o seu rosto, a afastei delicadamente e Sasuke olhou para mim colocando suas mãos na entrada do roupão branco que estava usando e me puxou para mais perto, estávamos sentados a beira da piscina coberta de sua casa, o sofá era em couro preto e extremamente confortável, levava algumas mantas por conta do inverno em tons marinho, branco e cinza mescla, atrás de nós uma enorme parede cinza, na lateral esquerda e frente vidros e mais vidros com esquadrias nos deixando a vista mais bonita daquele jardim, iluminada pela lua, luzes fluorescentes e luzes de leads que foram muito bem posicionadas por um paisagista extremamente eficiente e com certeza muito renomado, a água no tom de verde-piscina graças ao azulejo escolhido, me deixava mais tranquila assim como os inúmeros vasos de plantas colocados por ali, embora eu não entendesse muito sobre o assunto! Não era uma pessoa muito da natureza, sempre fui mais urbana, embora adorasse peônias e as flores de cerejeira, aquela que dá origem ao meu nome! E olhando atentamente para Sasuke agora, sem ter os seus olhos sobre mim, percebi que talvez eu nunca mais ganha-se peônias, não peônias presenteadas por ele, que talvez no final de março eu não assistiria ao desabrochar das flores de Sakura junta dele, não sabia quanto tempo isso ia levar, quanto tempo iria durar o meu inferno pessoal, se ele teria fim ou não, e mesmo tentando não pensar nisso também, eu já havia percebido que talvez essa também seria a minha primeira e última vez na piscina coberta de sua casa, que eu não o faria mais comer morangos mesmo que contrariado e que não roubaria mais seus beijos sentindo o sabor da fruta que eu tanto amava impregnada em seus lábios, e sinceramente, se isso não voltasse a acontecer, eu duvido que outra pessoa me fizesse gostar mais de outro sabor, outro sabor que não fosse Uchiha Sasuke, o meu sabor preferido.

—Sasuke? —O chamei baixinho, vendo seu peito subir e descer, sua face demonstrava exaustão e com certeza não havia nada bem, mesmo que ele disfarça-se bem, aliás, era tão bom em disfarces que acabava me fazendo esquecer que ele partiria em breve, como se tudo isso fosse apenas um sonho, e nada nunca tenha sido real ou eu era mesmo boa em mentir para mim mesma. —O que houve? —Perguntei procurando por seus olhos negros que agora deveriam estar extremamente nublados, esperando toda a tempestade chegar, e infelizmente ela não estava longe.

—Quando eu te contei. —Iniciou passando a língua entre os dentes. —Tudo sobre mim e… —Pausou, levantando sua cabeça afim de me olhar. —As drogas, o namoro conturbado com Karin, os problemas com a minha família. —Respirou fundo e desviou novamente seus olhos de mim, e a cada vez que ele fazia aquilo, meu coração falhava uma batida, e tudo isso porque tudo o que eu queria era passar minhas últimas horas com ele, olhando somente em seus olhos, meus olhos, meus expressivos e inexpressivos olhos, negros como a escuridão que eu me esconderia e a única coisa que me confortava agora era saber que quando eu estivesse no fundo do poço, eu poderia pensar naquele lugar como meus olhos,  mesmo que não tivessem todo o brilho… aliás, seus olhos, porque certamente nesse momento, eles já não seriam mais meus. —E Nagato… —O nome saiu embargado em sua voz, suas mãos desceram para as minhas e as apertaram. —Ele entrou pro mundo das drogas, depois de ter sido pego em um exame antidoping, o que foi extremamente chocante para todos, já que jogar basquete significava a sua vida. —Sorriu de forma triste e quando capturei seus olhos os vi brilhar em emoção. —Ele era capitão do time, tirava boas notas, tinha um bom relacionamento com os pais, era um bom amigo e tinha uma namorada incrível. —Sasuke me olhou e eu vi nos seus olhos o medo em me perder, o medo de que algo pudesse acontecer comigo, mas nesse momento, eu sinceramente já nem me importava, ver um lágrima solitária escorrer dos seus olhos só me fez ter mais vontade em tornar tudo isso passado, eu sei que não poderia curar as marcas em seu coração, mas Sasuke não deveria ser chamado de assassino, não injustamente, quem fez, que o pagasse! Quanto mais Sasuke teria de provar aos outros? Quanto mais essa dor ainda o atormentaria? Eu temia que Sasuke só se sentisse vivo por ainda sentir dor. —Guren era o nome dela! —Sorriu nostálgico. —Perdemos o hábito de falar dela, Nagato não queria que ficássemos perguntando ou pronunciando o nome dela toda hora, ela era linda e motivava muito o time, uma boa pessoa. —Passou a mão ao rosto evidentemente nervoso, respirou fundo e fazendo o máximo de forma que conseguia continuou. —Depois de mais uma vitória para o KHS, o colégio Otsutsuki que perdeu naquele dia, resolveu se vingar! A muito tempo eles não conseguiam o título e digamos que o treinador deles não era alguém bom como o Gai. —Continuei o olhando atentamente e marquei cada cantinho por onde seu olhar passou. —Eles sofrem muita pressão, isso era nítido para todos, o problema é que o ato deles foram justificados com isso, justificaram o que eles fizeram por estarem com raiva, chateados, derrotados, por conta da perda. —Ele sorriu de forma inconformada, e não conseguiu me olhar ao dizer aquilo. —Ninguém justifica um estupro por ter perdido a merda de um jogo. —Disse tranquilo, mas sinceramente, as vezes eu tinha mais medo de um Sasuke controlado, do que um Sasuke descontrolado, ao menos estando descontrolado nós sabíamos que ele estava lá, era a reação que esperávamos, da outra forma, não. —Guren foi estuprada. —Disse e todo o ar que eu mantia, todo o oxigênio se foi, eram dois casos, dois casos onde duas garotas foram violentadas sexualmente, em um mundo como KHS, Karin e agora Guren. —As vezes eu preferiria que você não tivesse vindo pra cá.

—Não fala isso Sasuke. —Posicionei minhas mãos em sua nuca e abaixei meu rosto procurando olhar para o seu, que estava voltado novamente as suas mãos.

—Guren não aguentou a pressão. —Ele me olhou, tirando qualquer chance que eu tivesse de dizer nesse momento que eu jamais teria trocado a oportunidade de conhecê-lo. —Era bolsista, perdeu a chance de se formar em uma boa escola, de ser recomendada a uma boa faculdade, mudou de país e até de nome, ninguém nunca mais ouviu falar sobre ela! Nagato ficou muito mal, queria ter ficado com ela, ajudando ela, ele amava ela, era nítido pra qualquer um ver, com tudo, ele resolveu se vingar… o assunto foi muito bem abafado pelas escolas e também pela família dos envolvidos, os pais de Guren queriam justiça, mas aparentemente não tinham poder e nem dinheiro pra isso, então aceitaram um “suborno”. —Disse realmente fazendo aspas. —Foram embora do país o quanto antes, coisa de um ou dois meses, trocaram suas identidades! Mas tinha uma pessoa que sabia, Giulia, ela esteve lá, em meio a todo o inferno. —Soltou o ar pela boca e eu paralisei pensando na garota bonita do segundo ano, ótima líder de torcida, embora fosse bem discreta e mesmo quando ela começou a ter algo com Neji, não se misturava tanto. —Nagato chegou até, graças a Deus ela não sofreu até o final como Guren, —Ele sorriu angustiado e bagunçou os cabelos. —Eles não podiam mexer com uma garota como ela, seus pais não deixariam pra lá, e eles souberam disso quando ela gritou em alto e bom som que seus pais eram juízes! —Meus olhos provavelmente ainda encontravam-se sem reação, quantas coisas mais eu deveria descobrir do lugar que eu idealizei? Que eu sonhei? Quando eu iria acordar e perceber que tudo isso, que todos esses dias não passavam de um sonho ruim? —Ela ficou em choque, naquele dia tinham ficado até mais tarde na quadra, saiu do vestiário sem olhar para trás, e tudo o que conseguiu fazer foi deixar um envelope embaixo a porta da secretaria da diretoria, não tinha estômago para aquilo, obviamente que todo o corpo docente soube que era ela a outra envolvida por conta das câmeras, e se Giulia falasse seus pais poderiam ter ajudado e muito, mais tudo novamente foi resolvido…

—Com dinheiro. —Disse o interrompendo e enxergando a decepção em seus olhos.

—Giulia finalmente contou tudo a Nagato e ele finalmente teve a sua vingança, ele pediu ajuda ao Pain, já que todos nós sabíamos que ele estava delirando, —Sasuke respirou fundo. —No meu caso, eu já estava distante então… —Abaixou a cabeça deixando o restante no ar e quando dei por mim o garoto se virou de lado para mim e tombou suas costas sobre o encosto do sofá. —Eles bateram muito nos garotos que violentaram Guren, e antes que algo pior pudesse acontecer um cara chamou a polícia. —Sua cabeça virou-se ao lado e Sasuke procurou por mim. —Mas uma vez o dinheiro resolveu.

—Ok. —Disse tentando digerir tudo o que havia acontecido nesse meio tempo, tentando entender o porque Sasuke estava dizendo tudo aquilo a mim, tentando encaixar a minha pergunta inicial a tudo isso. —Porque tá me contando tudo isso Sasuke? —Senti meu coração doer, mais alguma coisa contra Sasuke, mais algum problema e eu não ia aguentar.

—A Otsutsuki se vingou no jogo seguinte, Sakura. —Ele respirou fundo. —Colocaram anfetamina em seu sumo natural naquele dia, basicamente Kimimaro colocou. —Sasuke travou o maxilar, e me olhou. —Daquele dia em diante, Nagato não tinha mais nada! Perdeu o reconhecimento de seus pais, o reconhecimento de seus colegas de time, o reconhecimento dos alunos do KHS e a chance entrar na faculdade que tanto sonhava, perdeu Guren e acabou perdendo-se de si mesmo, Kimimaro confessou tempos depois da morte dele que ele quem havia colocado a droga. —E então me peguei pensando em Nagato mais do que pensei em todo esse tempo, antes ele era apenas um garoto drogado que morreu em decorrência de seus atos, mas agora, ele era uma vítima, um garoto bom que teve sua vida destruída por crianças inconsequentes.  —Morreu sendo julgado pela família, além de ter visto sua mãe angustiada dia e noite por pensar que tudo isso fosse culpa de Guren, mas o problema não parou com a morte dele! Afinal, —Sasuke me olhou com um sorriso nos lábios, aparentemente, diabólico, e eu acabei me assustando por isso, quem era a pessoa a minha frente? —Eu, precisava por a culpa em alguém. —Ele balançou a cabeça, negativamente e então me olhou. —Eu não sou cem por cento bom Sakura.

—O que tá fazendo Sasuke. —Disse me afastando um pouco, tentando entender o que estava acontecendo.

—Estou te protegendo. —Indagou. —Eu espanquei Kimimaro, quebrei cinco de suas costelas. —Riu como se não fosse nada. —E algumas coisas mais. —Levei minha mão a boca, desesperada com  o que acabará de ouvir, levantei-me e dei dois passos para longe do sofá. —Novamente, eles se vingaram, passei duas semanas internado. —Sasuke olhou em minha direção e eu desviei o meu olhar do seu. —E então chegamos a sua pergunta inicial. —Ele se levantou e veio em minha direção, suas mãos encaixaram-se gentilmente em meus ombros e eu me abracei, quantos segredos mais, Sasuke esconderia de mim? —Gaara espancou um deles essa noite, aparentemente o garoto está em coma! —O olhei incrédula, pensando seriamente se Ino sabia disso! —Ino não sabe, e nem vai ficar sabendo, e nem mesmo você deveria! —Completou.

—O que é tudo isso Sasuke? —Tirei suas mãos de meus ombros bruscamente e dei mais passos atrás.

—Estou dizendo que eu vou proteger o Gaara, Sakura. —Disse com uma rouquidão anormal, e eu perdi a consciência dos meus atos, o porquê de eu estar ali e porque de querer deixar as coisas tão bem essa noite. —Achei que esse inferno havia acabado depois de eu não revidar… —O olhei confusa, tentando entender o que ele dizia. —Eu não deixei que ninguém colocasse a mão neles, nem mesmo meu pai. —Respondeu se aproximando novamente de mim, suas mãos foram ao meu rosto e eu senti o seu hálito assim tão pertinho, seu toque gélido me desmanchou, e o tom de sua voz baixou, suavizando-se diante de mim, deixando que sua covinha aparece-se no mesmo momento em que ele contraiu o maxilar. —Eu quero que deixe o time Sakura, esqueça as lideres de torcida, eu preciso proteger você! —Respirou fundo, sua língua passou entre seus lábios e meus olhos encontraram-se com os seus. —Eu coloquei um fim nisso uma vez, e eu vou precisar pôr de novo, Gaara não poderia ter se envolvido com eles e eu não posso deixá-lo sozinho agora. —Ele respirou fundo, e fez um carinho com um pouco mais de força sobre minha bochecha, como se quisesses fincar a minha carne e entrar dentro de mim. —Eu só estou te contando tudo isso, porque nem que você me peça de joelhos, eu vou ficar de fora! —O encarei, pela primeira vez em tantos dias eu não me senti suficiente.

—Eu não vou deixar o time. —Disse, à partir de amanhã, eu não seria mais alguém que eles pudessem ameaçar para tentar atingir Sasuke. —E também não vou te impedir. —Sasuke afirmou diversas vezes com a cabeça, os olhos imponentes no meu, mas sinceramente, que se foda, eu poderia sim estar mega preocupada com toda a situação de agora, mas eu ainda tinha que me despedir, eu não passaria minhas últimas horas brigando ou condenando Sasuke, eu seria egoísta, não resolveria nada do que aparentemente tínhamos a resolver, eu fingiria tão bem quanto ele que essa conversa nunca existiu.

—Você vai Sakura. —Ele riu debochadamente e eu nunca o vi tão controlador.

—Esquece toda essa merda. —Disse sem ter como argumentar contra tudo o que havia escutado, então, eu usaria as armas que eu tinha agora em mãos, Sasuke abriu a boca para dizer algo, mas eu fui mais rápida, e eu sequer pensei que um dia pudesse ser tão direta, mas eu fui. —Podemos pular essa parte, e irmos para a parte em que eu quero fazer sexo com você? —Perguntei e olhei intensamente nos seus olhos e foi só de dizer essa palavra, que todo o meu ventre queimou, meus pelos arrepiaram-se e ver a boca de Sasuke salivar ao se entregar a troca de olhares imponente que havia surgido entre nós, eu sentia que toda a tensão era recíproca, a verdade é que eu havia decidido fazer aquilo novamente desde de manhã, mas o medo ainda me rondava, tinha medo de estar dolorida, de não aguentar, mas eu ficaria completamente louca se não sentisse por mais uma vez os dedos de Sasuke me tocando por todos os cantos.

Ouvimos o barulho do elevador que levava ao subsolo e de lá, passaram Itachi e Izumi.

—Atrapalhamos? —Disse Itachi se aproximando. —Apertei-me em meu roupão e Sasuke encarou Itachi.

—Eu e Ita vamos sair para comer algo, Tenten e Neji vem também, vocês gostariam de ir? —Perguntou docemente, aparentemente percebendo o clima entre nós e então eu e Sasuke respondemos juntos a sua pergunta.

—Nós, não podem… —Pronunciei mais Sasuke disse passando por eles.

—Meia hora e estamos prontos. —O olhei pelas costas e Itachi pronunciou um, “tá tudo bem”, para mim bem baixinho, afirmei com a cabeça que sim, e segui Sasuke até o seu quarto o garoto entrou no chuveiro sozinho e eu fui depois, sendo claramente rejeitada.  

(...)

—As chaves do carro por favor? —Pedi estendendo a mão para Sasuke que estava parado ao lado de Ita, enquanto Neji e Izumi estavam entretidos em algo que Tenten contava, Sasuke não pestanejou a carranca que eu mantive com ele durante o jantar todo foi o suficiente pra ele entender que eu estava brava, eu sei, eu sei, eu deveria estar curtindo ao lado dele, e já nem ligava pelo fato dele simplesmente ter me rejeitado, porque eu senti o tanto que ele queria, o que me deixava frustrada era saber que realmente, ele podia fingir muito bem, porque sinceramente, me perdi em todos os sorrisos que Sasuke compartilhou nessa noite, nenhum deles exatamente sinceros, mas todos extremamente convincentes, e agora era exatamente como se o problema fosse somente eu e não algo nosso. —Você vai ficar? —Perguntei o olhando e então parece que o mundo resolveu depositar sua atenção a mim. —Eu já to indo. —Disse então ele se aproximou sorrateiramente como um gato, e seus braços acomodaram-se em meus ombros me deixando confortável e quentinha.  

—Eu vou indo nessas. —Se virou me levando junto, sem deixar que eu me despedisse. —Vejo vocês no Brunch. —Disse e todos nos cumprimentaram, de forma carinhosa.

—O que está fazendo? —Perguntei quando sua mão, tomou para si a chave do carro que era meu.

—Vou te levar a um lugar. —Disse respirando fundo e então apertando o controle do carro, causando a destrava das portas, olhei para ele que parou ao lado do passageiro e abriu a porta, seu maxilar contraiu-se deixando a maldita covinha a mostra e meus olhos se reviraram assim que ele indiciou com a mão o local. —Entra por favor. —Pediu um tanto impaciente e eu fui a passos duros até o banco do passageiro, me acomodei dentro do carro e quando o mesmo entrava no banco do motorista eu colocava o cinto de segurança.

—Onde vamos? —Perguntei com os braços cruzados e vi Sasuke girar as chaves.

—É um segredo. —Disse me olhando, e eu não consegui enxergar muito mais do que o meu Sasuke, sim era ele ali, sem novas façanhas, mesmo assim, continuei emburrada, até que por fim, depois de Sasuke dirigir uma hora e dez minutos, chegamos ao tal local.

—Odaiba Seaside Park? —Perguntei meio confusa, a primeira e única vez em que estivemos aqui juntos foi durante e após a festa da Tenten, mesmo que só para ver o sol nascer.

—O meu lugar favorito no mundo. —Disse Sasuke sem se importar, entrando com o carro a orla se aproximando cada vez mais do mar.

“Você sabe que eu sempre vou voltar a este lugar.”

—O que tá fazendo? —Perguntei, sentindo ainda mais frio, certamente minhas pernas de fora graças a uma saia de vinil vermelha não ajudava e a capota do carro levantada também não.

—Já são quase três e meia Sakura, ninguém vai nos incomodar aqui. —Disse deixando o banco do motorista e pulando para a parte de trás do carro, Sasuke tirou os sapatos e colocou os pés sobre o estofado, sentando-se em cima do encosto do banco, Sasuke tirou dos bolsos uma caixinha de cigarros e não demorou muito a acender o primeiro.

—Vejo que desistiu mesmo. —Disse olhando entre os bancos da frente e vi Sasuke soltar a fumaça do cigarro, provavelmente misturada a fumaça por conta de todo o frio.

—Desculpe. —Disse, batendo o filtro do cigarros, fazendo com que a brasa caísse após a longa tragada. —Não sou perfeito. —Colocou o que pensava em palavras e então, ficamos em silêncio por longos dez minutos.

—Sasuke… —O chamei, o cigarro já estava no fim e o garoto me encarou com seus olhos inexpressivos. —Porque aqui é o seu lugar favorito? —Perguntei, ele comprimiu o lábio ao me olhar, e quando ia jogar a bituca de cigarro ao chão, eu estendi a mão em sua direção sendo agraciada com o que sobrou de seu fumo, joguei a bituca no lixo e voltei a olhá-lo com olhos pidões de quem espera alguma coisa, no meu caso, uma resposta!

—É só que foi aqui, que tudo realmente começou para nós. —Ele respirou fundo descendo do encosto do banco e sentando-se ao sofá.

Pulei para o banco de trás do carro e sentei me ao lado de onde antes ele estava, tirei minhas botas pretas e inclinei meu corpo para trás e deitei me sobre a capota e porta-malas.

—Nosso primeiro nascer do sol. —Comentei encarando as poucas estrelas naquela noite fria. —Porque fugiu de mim? —Perguntei, levantando me em um rompante, permanecendo sentada ao encosto, espiando a lateral de seu rosto.

—Porque você teve medo. —Confessou sem me olhar. —Teve medo de mim.

—Sasuke… —O chamei tentando entender que aquilo fora uma completa loucura e que eu apenas não estava acostumada com as suas outras faces, pelo menos ele nunca as havia usado comigo. —Eu entendo que está com raiva, que se sente no dever de proteger Gaara.

—E você. —Disse virando o rosto para me olhar. —Por mais que tudo o que eu mais quisesse fosse dispensar Itachi e te jogar na minha cama, eu não poderia ignorar o quanto nervoso estava, e eu não posso te proteger dos outros se ao menos consigo me controlar.

—Sasuke, eu não senti medo. —Quis concluir o que antes eu falava, perdendo totalmente o sentido do que eu queria pôr em palavras.

—Sentiu. —Retrucou com um amargor na voz, e me encarou de forma séria. —Se eu te tocasse naquela hora, só mostraria o quanto você estava certa! —Fechei os olhos e respirei fundo, desci para o seu lado sentindo seus olhos observar cada um dos meus movimentos, e mesmo assim sentei-me em seu colo, de frente para si, deixando que minha saia subisse ao encaixar uma perna em cada lado, sem dar a chance do mesmo retrucar.

—Então me toca agora. —Disse olhando em seus olhos negros, suas mãos permaneciam ao lado de minhas pernas, e seu maxilar estava travado, meu corpo já havia se aquecido e não importava o quanto estivesse frio, se eu tivesse Sasuke do meu lado. —Me toca Sasuke e me mostra que eu  estava errada. —Disse sentindo minha boca salivar, meus olhos se prenderam aos seus e aqueles poucos segundos, pareceram-se anos, Sasuke passou a língua entre os lábios e seus olhos desgrudaram-se dos meus fechando-se com ímpeto, quando se abriram estavam mais negros que o normal, as ônix rolaram por todo o meu corpo e grudaram novamente aos meus olhos como verdadeiros ímãs, seus dedos gélidos tocaram a minha coxa superficialmente, suas mãos deslizaram até o final dela alcançando minha virilha e subindo o restante de minha saia, deixando em evidência a minha calcinha branca rendada bem menor do que a usada na última vez, seus lábios salivaram e Sasuke afundou minha carne com força quando sentiu o meu leve rebolar sobre  ele, seu maxilar travou-se e minhas mãos deslizaram de sua barriga para os ombros, a fim de tirarem o seu casaco preto. —Muita roupa Uchiha. —Comentei deslizando minhas mãos de seus ombros largos, para seus braços descendo o casaco, Sasuke sorriu de canto de forma maliciosa, e nem mesmo a covinha atraente em seu rosto conseguiu o deixar menos safado, o mesmo me ajudou a tirar o restante do casaco que havia parado ao seu antebraço e sem dar tempo para que eu pensasse no próximo passo, suas mãos foram a gola de seu moletom puxando o tecido negro por cima de sua cabeça, seus cabelos bagunçaram-se mais do que o normal, me dando a visão perfeita da noite, mesmo que Sasuke ainda usava uma camiseta branca que provavelmente, estaria em meu corpo pela manhã, o moletom assim como o casaco foram parar ao chão do carro já que o mesmo o colocou de forma desajeitada sobre o banco, suas mãos seguraram minha nuca com força e eu notei as veias saltadas em seu braço misturadas aos seus pelos eriçados, seus lábios tocaram os meus, e Sasuke os puxou com tanta força para si, mordendo meu lábio inferior, que não demorei muito a sentir o gosto de ferro invadindo todos os meus sentidos, os dedos de sua mão, provavelmente ficariam marcados em minha nuca e se essa era forma em que Sasuke me machucaria essa noite, eu não me importava, afinal eu faria bem pior amanhã e hoje eu queria ter o suficiente pra me sentir tocado por ele, durante muito tempo! Nossas línguas enroscaram-se e nosso beijo não foi nada suave, embora apaixonante, era intenso, quente e não saberia dizer quem tentava tomar mais um do outro, o gosto de menta se misturou ao meu de morango, e o cheiro de nicotina misturado ao seu perfume caro e ao natural que emanava de sua pele, faziam uma dança de sensações, nem me incomodava mais, acho até que se Sasuke não viesse com ele, não seria ele, sentiria falta do cheiro de nicotina que perdurava, sentiria falta das minhas mãos puxando seus fios negros e de suas mãos pressionadas com força a minha cintura, da forma como estávamos agora, excitados, em meio a luxúrias e procurando sermos saciados, saciados por tempo indeterminado, mas eu sei que não adianta querer mentir para mim mesma, a partir do momento em que eu deixasse esse carro, eu já estaria correndo contra o tempo para não entrar em abstinência.

—Sasuke…. —Gemi seu nome com dificuldade quando suas mãos desceram o meu casaco e sua boca começou a sugar a pele alva do meu pescoço com avidez, senti o frio da noite piorar, mas suas mãos quentes adentraram a minha camiseta branca e antes que eu mesmo notasse Sasuke já havia soltado o fecho do sutiã por debaixo dela, diferente do que foi a nossa primeira vez, ele sabia, sabia exatamente bem o que estava fazendo e cada gesto seu soava confiante, tanto que suas mãos foram a barra da minha blusa sem pestanejar, a puxando para cima e levando qualquer peça que houvesse por baixo junto, sua boca soltou-se de meus lábios e ele se afastou um pouco no mesmo momento em que envolveu meus seios com suas mãos, o bico rígido e a pele cheia de bolinhas, eriçada com o frio, suas mãos apertaram com força o local e seus dedos brincaram com o bico deixando-me ainda mais excitada, Sasuke caminhou com sua mão direita do fim dos meus seios até minha vagina, sua língua tocou o meio seio e o sugou com desejo, enquanto sua mão adentrava sem pudor alguma minha calcinha, Sasuke pressionou meu clitóris com força e agilidade, sentia seu membro rígido abaixo de mim e sua sucção estava me deixando maluca, minhas mãos passeavam por seus cabelos, fazendo seus lábios não desgrudarem do meu corpo graças a aproximação quase impossível entre nós com o meu aperto, Sasuke recolheu ambas as mãos, para dar atenção ao tecido em meu corpo que ainda o incomodava, suas mãos deslizaram de meu bumbum até o meio de minhas costas, subindo ainda mais a saia que parou pela cintura toda amassada, suas mãos voltaram pelo mesmo caminho, enquanto meu corpo se apertava involuntariamente contra o dele, suas mãos fincaram a minha carne mais uma vez e após a relaxada das mesmas recebi dois fortes tapas de uma vez só em cada nádega, suas mãos a apertaram intensamente novamente, enquanto eu rebolava sobre seu corpo e sugava seus lábios, dando leves mordidas em todo o canto de sua boca e lambendo seus lábios convidativos.

—Rebola pra mim Sakura. —Disse entre o nosso beijo, dando mais dois ou três tapas no local em que ele se dedicava, sinceramente, descobriria que perderia as contas depois e também que gostava disso, gostava muito disso. —Geme pra mim. —Disse quando eu não conseguia pronunciar nenhuma palavra concreta a não ser emitir sons de prazer enquanto suas mãos estavam por todo o meu corpo, seu braço esquerdo apoiou o tronco do meu corpo e sua mão parou a parte traseira de minha cabeça me inclinando para trás, Sasuke queimou minha pele com seu beijo, estava em completo estado febril e eu também, estávamos em um conversível praticando sexo explícito, e não era isso que a Sakura de um mês atrás faria, mas a de hoje não se arrependia, não quando parecia tão certo.

Sua mão direita desceu novamente até minha intimidade, seu dedo indicador junto ao médio deslizaram por toda sua extensão encharcada assegurando-se de que a calcinha permanece-se afastada aos cantos, seja lá qual fosse ele, Sasuke puxou me novamente e sua mão esquerda desceu para minha cintura apertando a com possessividade, enquanto seus dedos adentraram minha boca, os suguei com vontade olhando em seus olhos enquanto minhas mãos, agarravam seu pulso, Sasuke se desvencilhou do toque e olhou para baixo em direção a minha intimidade, meus lábios salivaram e eu quis mais de seu toque, mas antes enfiei minhas mãos em suas costas fazendo o mesmo desencostar-se do banco, e antes de eu tirar a sua t-shirt branca arranhei e apertei o local com vontade, minha boca perdeu-se em seu ombro, mas logo encontrou o caminho de sua clavícula, e Sasuke arfou quando apertei seu membro rígido, extremamente excitado por cima do tecido, dando o espaço ideal, Sasuke me penetrou com dois dedos, enquanto voltava a sugar meus seios arrancando gemidos ritmados e cada vez mais altos de mim, minhas mãos encontram o fecho de sua calça e logo eu a comecei a empurrar lá para baixo, Sasuke entendeu minhas intenções eu já não aguentava mais e provavelmente nem ele.

—Tá pronta pra isso? —Perguntou rouco, seus lábios próximos ao meu ouvido e suas mãos me apertando possessivamente, após eu ter o ajudado a se livrar do restante das peças. —Pode ser doloroso. —Disse, mas suas mãos em minha cintura indicavam que ele não tinha intenção de parar, não agora, o olhei intensamente, podia jurar que minha pele estava queimando, suas pupilas dilatadas e sua expressão tão neutra me deixando louca, a única sensação gélida em meu corpo eram as de seus anéis.

—Agora. —Sussurrei quase sem forças imersa naquele olhar inexpressivo, Sasuke deslizou a mão sobre minha intimidade comprovando o quanto estava molhada, levantou-se em um rompante, debruçando se sobre mim que escorei meu corpo ao banco da frente, suas mãos alcançaram o controle e desceram a calota, voltando a sentar-se, ele me puxou para perto e suas mãos foram ao zíper da minha saia, livrando-se apenas dela, esquecendo a fina calcinha em meu corpo de propósito, Sasuke me puxou fazendo com que eu caísse de joelhos sobre o estofado vermelho em couro, sua mão direita bateu em minha coxa direita conduzindo me a passar a perna para o outro lado e sua mão encheu-se ao apalpar minha bunda com avidez, puxando o fundilho da minha calcinha para o lado outra vez,  joguei a cabeça para trás, sentindo meus fios de cabelo tocarem minhas costas, Sasuke enrolou as laterais do tecido ainda em contato com a minha pele e apertou minha cintura intensamente, mordendo meu queixo quando pendi meu corpo a frente novamente, sua boca encontrou a minha logo em seguida, e eu cruzei meus braços acima de seus ombros, puxando seus fios de cabelo próximos a nuca, deslizando devagar sobre sua ereção, senti a ardência, mas também o êxtase, nossos corpos ainda em completo estado febril, Sasuke começou a ditar um ritmo devagar até que eu me acostuma-se novamente com toda a protuberância, e começa-se a ditar o meu próprio ritmo cavalgando sobre ele, de forma cada vez mais ágil, suas mãos brincavam por todo o meu corpo deixando marcas por onde passavam, sua boca sugava meus seios e ele alternava entre beijos e mordidas, também pela clavícula, ombros e pescoço, dentro do carro só eram ouvidos gemidos e palavrões sujos que descobri que Sasuke adorava pronunciar, suas mãos subiram ao meu cabelo e meu corpo se inclinou para trás, encostei minhas costas a parte traseira do banco do passageiro e sua mão direita desceu até encontrar o meu clitóris, e mesmo dando atenção a outros cantinhos de meu corpo, Sasuke quem começou a ditar o ritmo dessa vez, me penetrando cada vez mais fundo, com cada vez mais força e agilidade, quanto senti que meu corpo ia desfalecer, vi seus braços novamente tomarem minhas cinturas, as veias em seu braço tatuado visivelmente saltadas, e nessa percebi como tinha tesão facilmente no Uchiha, aliás com muito menos que isso, e sei que eu não encontraria outra pessoa que causasse tantas reações a mim.  

Cheguei a meu ápice e Sasuke me segurou com força, meu corpo tremeu e senti minhas paredes vaginais contraírem-se, prendendo ainda mais Sasuke dentro de mim, ele continuou a mover-se de levinho, então sua boca trabalhava meus ombros, e eu gemia ao pé do seu ouvido, sentindo o prazer que eram os espasmos me invadindo, Sasuke parou de movimentar-se e me ergueu pela cintura fazendo com que eu batesse a cabeça no teto do carro desajeitada, ele ri, mas em seus lábios permaneceu um sorriso cínico, pedindo de maneira petulante que eu ficasse de quatros, não que eu não tenha gostado eu amei ouvir sua voz rouca me solicitando, e sua mão quente me ajudando a direcionar-me pela cintura.  

—Isso Sakura, empina pra mim. —Disse rouco, com a voz carregada de prazer enquanto eu rebolava sobre sua mão que me estimulava, Sasuke posicionou sua glande dura e inchada a minha entrada, uma mão apertou forte a minha cintura e a outra deslizou do início de meu bumbum até o meio de minha coluna vertebral, desenhando o caminho e arrepiando todo o meu corpo, joguei minha cabeça para trás e Sasuke enrolou seus dedos em meus fios, me mantendo ainda mais empinada e consequentemente, excitada, seu corpo se chocava com força contra o meu, enquanto meus gemidos e os seus faziam uma nova melodia, as palavras sujas e viciantes que saíam de nossas bocas mesmo que nem percebêssemos, deixava tudo ainda mais intenso, meu corpo já rebolava sobre seu pau mesmo que involuntariamente, aumentando ainda mais o atrito entre nós e deixando tudo mais delicioso, quando Sasuke descontava o prazer excessivo em meu bumbum com brutalidade,  minhas mãos apertavam firme o estofado de couro, enquanto o Uchiha se enterrava mais a mim, meu corpo queimava e eu não tinha noção de como faria para cobrir todas aquelas marcas, as investidas se intensificaram de uma maneira que eu nem pensei que fosse possível, senti meu órgão sexual começar a arder, acredito que em represália, ainda assim o prazer ia muito além e eu não queria parar, até então.

—Goza pra mim, Sakura! —Sua voz se fez presente mexendo com todos os meus sentidos, Sasuke diminui o ritmo mas sua intimidade entrada e saía com mais firmeza a minha, meu corpo foi tomado em um onda de choque e a cada vezes que o corpo de Sasuke batia contra o meu, se aprofundando em mim, isso só parecia piorar, voltei a rebolar sobre e logo senti os novos espasmos. —Porra Sakura, —Disse ele de maneira suja relaxando a mão sobre minha bunda e a apertando. —Isso gostosa. —Comecei a gemer, quando Sasuke aumentou o ritmo, sentindo minhas paredes vaginais contraíram-se mais uma vez, meu corpo estremeceu e Sasuke passou o braço possessivamente por de baixo de minha barriga, não demorou muito e ele também se despejou dentro de mim.

(...)

—Você pensou em tudo não foi? —Perguntei assim que o cobertor foi colocado gentilmente em minhas costas, estávamos sentados na beira do mar, e Sasuke havia trazido uma toalha para forrar o chão e dois cobertores bem quentinhos para dividirmos, sua camiseta já estava em meu corpo como um vestido, coberto também pelo casaco de onças que antes eu usava, minhas pernas estavam quentinhas graças ao cobertor.

“Você não vai ficar até o amanhecer?”

Sasuke acomodou-se ao meu lado e inspirou forte o cheiro da maresia baixa, seus cabelos estavam apontando para todos os lados e sua boca mastigava o pacote de snacks que havia trago, quando como e onde ele colocou no carro? Também não.

“Todas as minhas conversas favoritas.”

—Obrigada. —Disse pegando o pacote que foi passado a minhas mãos com ele ainda de boca cheia, o céu já estava mais clarinho e tudo o que esperávamos agora era o nascer do sol, pela milésima vez.  —Você sabe mesmo me agradar. —Disse sentindo o sabor invadir os meus lábios, e o salgadinho sanar um pouco do incômodo em meu estômago, estava mesmo ficando com fome.

“Sempre feitas antes do amanhecer”.

—Desculpa, por mais cedo… —Disse quando voltei a entregar o pacote a sua mãos, e sua feição olhando o mar me partiu o coração, Sasuke estava chateada, magoado, magoado por pensar que me magoou.

“Parece que isso poderia ser para sempre hoje à noite.”

—Sasuke, tá tudo bem. —Disse em um meio sorriso me aconchegando em seu ombro, segurei seu braço com ambas as mãos e senti seu corpo movimentar-se fazendo com que eu pudesse ficar mais confortável, e até então, tudo estava realmente bem, ele só não poderia saber que não por muito tempo.

“Quebre esses relógios, esqueça o tempo.”

—Eu não quis te forçar a deixar coisas que você gosta. —Disse se referindo ao grupo de líderes de torcida, peguei mais um salgadinho do saco que permanecia em sua mão e levei a boca.

—Sasuke, eu nem gosto tanto. —Tentei amenizar. —Entrei nisso por causa da Ino, pra deixar-lhe feliz, não é como se fosse como a música, eu gosto, mas… —Respirei fundo, eu não faria isso, mas se fosse deixar Sasuke mais tranquilo, mesmo que agora, eu mentiria, afinal já estava fazendo isso a dias. —Se for importante pra você, eu saio. —Disse olhando para frente, entendendo que nem mesmo o mar me acalmava nessa hora, girei meus anéis sem que percebesse, mas isso não passou despercebido aos olhos de Sasuke.

“Lembra de como nós costumávamos olhar ao redor apenas perdendo tempo?”

—Esquece isso. —Disse segurando minha mão e mexendo em meus anéis de maneira levinha, aliviando a tensão que vinha crescendo em mim! Nos últimos dois dias, voltei a tomar remédios na intenção de deixar as coisas mais leves, mesmo que ninguém soubesse ou eu admitisse, mas eu sinceramente temia, pelo que iria acontecer comigo depois que eu deixasse aquele brunch. —Nós vamos dar um jeito, ok? —Perguntou próximo ao meu ouvido e não esperou minha resposta para beijar o topo da minha cabeça.

“Conseguimos essas cicatrizes no mesmo chão.”

—Vamos fazer uma promessa. —Disse me virando para ele, vendo o clarão da manhã chegar cada vez mais forte. —Você vai me prometer uma coisa!

—Que seria? —Sasuke sentou-se de frente para mim e me puxou para seu colo, minhas pernas encaixaram-se uma em cada lado, selei seus lábios com ternura, certa de que aquela promessa seria o que não nos deixaria ir às ruínas, certa de que Sasuke sempre pensaria nela, e entenderia que não importa, que não importa o caminho que ele fosse seguir à partir de hoje, que não importa se isso não desse em nada, que não importa o tamanho do meu arrependimento e nem que talvez após isso, ele encontre alguém tão especial e melhor do que eu, eu estava correndo o risco, eu escolhi correr o risco, porque quis ver a pessoa que eu amo em liberdade, mesmo que só presa a ele eu me sinto em liberdade.

“Porque nós não sabemos o que estamos dizendo.”

—Me ame até o dia em que eu morrer?! —Demorei em seus olhos, prendendo cada reação junto, senti minha pele aquecer e o contato de sua mão em meu rosto sorrateiramente tirando uma mexa que havia caído a frente de meus olhos. —Porque eu vou Sasuke, eu sempre vou amar você, eu prometo. —Disse sem tirar os meus olhos dos seus, me enxergando por dentro daqueles olhos hipnotizantes, me sentindo amada apenas com aquilo, mesmo que Sasuke não correspondesse seus olhos diziam tudo, ele foi incapaz de esconder.

—Você não vai antes de mim! —Disse, por fim desviando seus olhos dos meus, sua mão direita brincou com os meus dedos e girou meus anéis, enquanto meu coração batia cada vez mais acelerado, entendendo que esse era o nosso até breve.

“Estamos apenas nadando em torno de nossos copos e falando pra caramba.”

—Promete? —Insisti vendo o seu rosto agora risonho a me fitar, sendo iluminado completamente com a chegada do sol.

—Eu não sou muito com promessas, Sakura. —Disse deixando a tentação que era brincar com cada nozinho de meus dedos, e entrelaçou nossas mãos, sua língua passou entre seus lábios e então ele sorriu de lado mostrando mesmo que pouco a sua covinha, me dando o primeiro sorriso que eu vi em sua face, quando nos conhecemos, o seu sorriso, a sua marca, aqueles que muitos tinham, mas poucos, entendiam.  

“Parece que isso poderia ser para sempre agora, não quero dormir porque nós estamos sonhando alto.”

—Mas eu sou Haruno Sakura. —Disse insistindo com os olhos, temendo pelo dia que acabará se iniciar, temendo por saber que eu não conseguiria correr contra o tempo, e que esse seria o nosso último nascer do dia por um longo tempo, estávamos finalmente no terceiro dia, o dia em que tudo mudaria.

“Você sabe que eu sempre estou voltando para esse lugar.”

—Sim você é. —Resmungou e quando me dei conta, seu mindinho estava entrelaçado ao meu. —Mas não pra sempre. —Selou meus lábios, me fazendo sorrir, tirando todas as toneladas que insistiram em cair sobre meus ombros, Sasuke me deu mais do que uma promessa, me deu um sobrenome e eu não aceitaria ter outro que não fosse o seu. —Eu prometo, —Sasuke fez um carinho em meu maxilar com seu polegar esquerdo e antes de selar meus lábios, sussurrou… —Baixinha! —Ouvir Sasuke prometer foi como ouvir ele me dizer eu te amo, eu só queria agora que ele prometesse que essa não seria a última vez que ele me chamaria assim.

“Você sabe eu sempre vou olhar para o seu rosto.”

(...)

—Eu te busco as dez. —Disse Sasuke, Gaara viria junto a ele já que pegaria o carro de Sasuke em minha garagem.

—Ok. —Disse sentindo suas mãos segurarem uma em cada lado do meu rosto, Sasuke selou meus lábios e logo em seguida minha testa.

—Eu amo você, —Respirou bem próximo a mim, sugando novamente meus lábios para si. —Descanse. —Disse e eu apenas afirmei com a cabeça, Sasuke afastou-se e acenou para mim ao dizer tchau, entrou no evoque e antes mesmo de eu piscar já estava dobrando a esquina.

Meus olhos se preencheram com lágrimas, eu não aguentava mais segurar, não aguentava mais a ideia de que só mais algumas horas e tudo estaria acabado, entrei ao prédio devastada, me sentindo oca e vazia por dentro, não teria mais Sasuke para me preencher, me transbordar, não teria mais, e isso estava me aterrorizando.

—Tudo bem senhorita Haruno? —Escutei a doce voz do velhinho que ficava a portaria, e só então me dei conta de que as lágrimas lavavam o meu rosto de forma silenciosa, nada respondi, seria demais para mim, apenas segui até o caminho do elevador e assim que as portas se fecharam permiti-me desabar, afinal eu havia chego ao terceiro e último dia, o dia do Adeus.

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Você não vai ficar até o amanhecer?


Notas Finais




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