História Conexões - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Pepper Potts, Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers
Tags Natasha Romanoff, Romanogers, Sreve Rogers, Stasha, Tony Stark
Visualizações 106
Palavras 3.934
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente

Como vcs estão ?
Então ... sabe o calendário que coloquei no último capítulo ? O considere a partir da próxima semana.

Bem essa capítulo eu fiz com td amor e carinho . Quero dar as boas vindas aos novos leitores e já agradecer ao antigos por me darem esse voto de confiança num modelo de fic , que é novo para mim.

Bem , abaixo como capa tem os três rostos que me baseei para criar os personagens principais .

Estou aberta a críticas , eh com elas que eu melhoro meu trabalho

Ps: fotos do Google

Boa leitura !!!

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Conexões - Capítulo 3 - Capítulo 3

O caminho de ambulância até o hospital demorou um pouco mais do que o esperado, a cidade estava cheia por algum motivo, o que dificultava o deslocamento, mesmo com a sirene ligada. Matthew não adormeceu, mas os olhos estavam semicerrados. Natasha não largou um minuto a mão do filho, mas as vezes revezava o olhar, entre ele e o porta retrato ensopado depositado no assento ao seu lado. A foto do Steve sorrindo suave era o um sinal de alivio, mas também indicava o motivo para tudo ter acontecido.

 

— Vocês tem o contato do rapaz que o socorreu? — Natasha questionou ao enfermeiro copiloto. Natasha precisava agradece-lo, ela sentia que tinha uma divida com o rapaz.

 

— Infelizmente não. — A enfermeira  falou.—  Fizemos os primeiros socorros apenas no seu filho. Talvez o policial que fez o boletim de ocorrência tenha.  Tudo que chegou ao nosso conhecimento foi que era um turista. — A  enfermeira sorriu, e puxou a maca com o garoto para fora da ambulância, levando-o pelos corredores da emergência.

 

Natasha a seguiu segurando a mão do filho até onde foi permitido. Os olhos de Matthew estavam vidrados de medo. Natasha estava em desespero. Um menino de 17 anos tinha acabado de tentar se matar. Natasha  estava abalada em admitir que esse menino era seu filho ao mesmo tempo que ela estava relutante em admitir que parte da culpa era a ausência física dela. Natasha estava em choque. Ela sentia a dor no peito  ao entender que ela escolheu o melhor para ela e não provavelmente o  melhor para todos que ela amava depois do acidente. 

 

—Me perdoa, filho. — Natasha escorregou até o chão na parede ao lado da porta de acesso restrito. O  porta retrato que antes era segurava com apenas uma mão aconchegava-se no momento sobre o peito de Natasha . Joelhos dobrados, cabeça baixa e um choro contido. Natasha não deixava que ninguém a visse abalada, exceto o seu marido.

 

Natasha não sabia ao certo quanto tempo passou que ela estava ali sozinha no chão. Ela queria sentir os braços fortes  de Steve a acalmando dizendo que tudo ficaria bem novamente, mas os braços não vieram. Natasha sentiu apenas uma mão repousar sobre o ombro dela.

 

—Nat, como você está? —Tony apoiou suavemente a mão no ombro de Natasha, assim que sentou-se ao seu lado no chão. Tony movia os dedos de leve como se tentasse confortar a cunhada. — Já deram alguma noticia dele? — Natasha não respondeu, continuou de cabeça baixa.— Eu sei que não posso ser o meu irmão, mas , mas eu ainda estou aqui. Você e as crianças não estão sozinhas. 

 

— Eu não tive noticias. Eu só tenho a certeza que tenho feito tudo errado com os meus filhos. Matthew tentou se matar Tony, a culpa é minha. Eu deveria estar aqui, eu deveria  ao menos ter percebido algo errado.    Ele estava pensando no pai, quando pulou do farol. Quem o encontrou achou isso com ele. — Natasha se permitiu deitar a cabeça no ombro do Tony, assim  como permitiu Tony puxa-la para  um abraço, enquanto entregava o retrato na mão de Tony.— Devolve o retrato pro lugar, seu pai vai surtar se descobrir.

 

— Essa foto era uma copia que eu entreguei a ele. Matthew queria essa foto, mas meu pai não deixa ninguém entrar naquele quarto, dai eu achei a original no acervo digital e mandei fazer.  Esta tudo bem, não teremos a terceira guerra. — Tony falou massageando de leve o ombro de Natasha. — Ele ficara bem, Nat. Matthew é forte.

 

— Responsáveis por : Matthew Romanoff Rogers— A enfermeira que cruzou parte  do acesso restrito chamou. Tony e Natasha se ergueram do chão rapidamente. — São os pais? — Natasha assentiu, ela não queria ter que explicar parentescos, ela só queria o filho nos braços dela. — Me acompanhem , por favor. 

 

Natasha e Tony entraram pelo acesso restrito e seguiram a enfermeira, até a sala de um médico. Tinha um guarda encostado na porta. Natasha entrou primeiro, o médico a aguardava sentado e o supervisor que a ajudou na praia horas mais cedo estava de pé, encostado na parede.

 

— Como está o Matthew doutor?— Natasha disparou em perguntar assim que a porta atras dela foi fechada pela enfermeira.

 

— Muito bem.  Seu filho teve sorte, acho que já disseram lhe  isso. Se a maré estivesse baixa, ele estaria todo quebrado , teria sido uma pancada e tanto nas pedras.

 

— Sim, o supervisor aqui me avisou , assim como me entregou o porta retrato que meu filho segurava e disse que um turista viu e socorreu de imediato. Eu não sei nem como agradecer o resgate.

 

— Pois é, ao que tudo indica seu filho pulou porque quis. Se ele tivesse com roupas adequadas para banho, eu pensaria ser um rapaz inconsequente, mas pelo contrario,  ele estava encasacado e uniformizado, e não foi empurrado.  Ao que tudo nós indica é um caso de suicídio, que graças a Deus foi evitado.  Seu filho esta de repouso, ficará um pouco dolorido por alguns dias, mas não foi grave. Ele engoliu um pouco de água, mas o resgate rápido permitiu que ele viesse lucido para o hospital.

 

— Eu compreendo e acredito que infelizmente tenha sido um caso de suicídio. Ele mergulhou com a foto do pai dele, Doutor. — Natasha confirmou, receosa de descobrir quanto tempo o seu menino ainda teria que passar alí.

 

—Achei que esse senhor fosse o pai. Só é permitida a entrada dos pais. — o médico afirmou.

 

— Ele é meu sobrinho, sou irmão gêmeo do pai dele. Cuido do menino como filho. Realmente  importa isso. Queremos saber notícias, ver o menino. — Tony reprovou a indiferença do médico.— Não deixaria a Natasha  sozinha

 

— ok, ok. — o médico se rendeu. — A questão é saber o motivo para o ocorrido. Algo novo ? Ele vinha agindo diferente?

 

—No cotidiano recente acho que não , o tempo que eu podia falar com ele e os irmãos, ele  me parecia o Matthew de sempre. Entretanto hoje mais cedo no jantar ele estava ríspido comigo , mas a maneira normal de adolescente e tivemos um problema entre ele e o avô. — Natasha confessou.

 

—Que eu achei que tinha resolvido, quando tínhamos saído para espairecer.   — Tony reiterou. — Meu pai constrangeu o garoto e infelizmente voltou a culpa-lo pela morte acidental do meu irmão.

 

— Começo a entender o motivo. Ele , seu pai, teria algum motivo para culpa-lo?

 

— Não. Já foi comprovado o acidente, mas o Matt era o único junto na hora, meu pai as vezes surta e poe a culpa nele.

 

— Compreendo , faz quanto tempo o acidente? — O médico  voltou a insistir em mais detalhes.

 

— Pouco mais que 1 ano, Doutor? Estávamos de férias  e aproveitamos para curtir as crianças. — Natasha falou— Eu devia ter aberto mão do meu trabalho assim que as férias acabaram, mas eu não abri. Ele se recente provavelmente de tê-lo deixado com os avós . Eu não sei.

 

— Ok, só  por essa conversa eu já tenho certeza que o garoto precisa de atendimento continuado de psicólogos  e agora após o episodio de acompanhamento psiquiátrico. O rapaz  sairá assim que amanhecer e se confirmar que ele esta sem sequelas. 

 

— Posso vê-lo então ? —  Natasha perguntou.

 

— Preciso que assine apenas esses papeis e a enfermeira ira leva-los até o quarto. Apenas para fechar o caso, o policial irá tomar um depoimento do rapaz na sua  presença.  — O médico voltou a falar. Natasha lia atentamente cada linha do documento e assinava. Era apenas burocracia hospitalar , mas ela optou por ler tudo.  Tony agradecia ao médico e ao policial.

 

Natasha  entregou os papeis ao médico e se retirou encontrando com a enfermeira anterior já esperando fora da sala. O policial os seguiu até o quarto e assim que chegaram a enfermeira se despediu e  deixou os três ali. O policial fez sinal para que entrassem . Natasha hesitou por alguns  segundos e empurrou lentamente a porta  do quarto. Tony a confortou, colocando a mão no ombro da cunhada.  Os três entraram no quarto e Natasha correu para o lado do filho. O policial acompanhava a cena sem participar. Tony queria ter a devida privacidade e resolveu acabar logo com a presença dele ali. Natasha não falou nada, apenas voltou a segurar a mão de Matt e acariciar seus cabelos

 

— Matt, você está acordado? — Tony  falou encostando no ombro do sobrinho. Matt apenas abriu os olhos. — Você esta seguro, esta tudo bem.  Matt, tem um policial aqui que quer ouvir a sua versão do que aconteceu. Acha que pode falar com ele?

 

— Sim, acho que sim. — Matthew falou baixo e com certa vergonha.

 

— ótimo, rapaz. — o policial se aproximou. —  Me diga o que aconteceu.

 

— Eu estava no píer da praia e fui em direção ao farol. — Matt comentava como se não tivesse nada de interessante.

 

—Você caiu? Foi em... — O policial começou a questionar , mas fora cortado pela afirmação do rapaz.

 

— Eu pulei, policial. Eu quis pular. Eu devia ter morrido ano passado,  e quis pular para acabar logo com isso.  — Matt acusou.

 

— Ok, esse esclarecimento já foi bom.—O policial afirmou em choque ao constatar a força daquela afirmação sem um pingo de arrependimento.— Alguém pediu que fizesse isso? Te influenciou?

 

— Não, eu só queria morrer. Nunca quis ? — Matthew perguntou para o policial.

 

— Não, rapaz.  — O policial o respondeu. Tony e Natasha trocavam olhares . — Só confirma então essa declaração." Você pulou do patamar do farol, por livre e espontânea vontade , sem sofrer influencia de terceiros"?

 

— Isso. —Matt afirmou sem duvidas.

 

—Bem, fico feliz que esteja bem. Você deu sorte de não ter se ferido gravemente. Era só isso mesmo. Eu vou me retirar, um bom descanso. — O policial falou, já se retirando do quarto.

 

— Senhor, — Natasha o chamou. — vocês tem como pedir que o turista que o salvou entre em contato ? Eu gostaria muito de agradecer.

 

— Talvez. Vou ver o que posso fazer. — O policial falou sorrindo, tentando aliviar um pouco o ambiente . Natasha agradeceu com os olhos e voltou ao lado do filho, sem agregar uma palavra.

 

O policial se retirou e parte da tensão de tudo o que tinha acontecido parecia se dissipar, mas não completamente. Natasha queria tanto conversar o com filho, não para dar bronca, mas por ela se sentir culpada pelo ocorrido. Tony por sua vez, só queria paz e calma para que a família voltasse aos eixos.

 

— Acho que você deve descansar, garoto. —  Tony falou atrás de Natasha que já tinha se sentado na cabeceira do leito.

 

— Quando eu vou para casa? —  Matthew perguntou coçando o olhos, o cansaço do corpo e da mente dava sinais.

 

— Talvez amanhã, Filho. Agora tente descansar. Eu não sairei do seu lado. —  Natasha falou segurando ainda mais a mão do Matthew e com a outra acariciava o cabelo .—  Eu sentia falta de fazer cafuné em você. —  Ela  deu um beijo na bochecha do filho. —  Desejar boa noite, na cama. —   Natasha fez um carinho no rosto.

 

O peito de Natasha pareceu se abrandar um pouco quando não houve uma recusa imediata ao toque por parte do filho. Tony achou ser um bom momento para sair. Matt estava quase adormecido e Natasha estava completamente no modo mãe leoa. Vendo a cena Tony se despediu em silencio de Natasha e fez o sinal de proteção na testa do rapaz, era uma rotina, que Tony adotou desde a morte do irmão, saindo logo em seguida.

 

Natasha  ficou ali continuando os carinhos. Nem mesmo quando Matt estava adormecido ela parou. Ela estava em total alerta, apesar do nítido cansaço corporal.  Por volta das 3 da madrugada, uma enfermeira veio conferir se estava tudo como conforme, e renovar o soro. Sem anormalidade a enfermeira se retirou e reduziu a luz do quarto para meia-luz. O silencio reinava naquele quarto, mas a cabeça de Natasha estava a mil. Ela pensava nos filhos, nos conselhos que Steve lhe daria, no trabalho. Natasha sentia que algumas  escolhas precisavam ser novamente tomadas.

 

—  Mãe? —  Matthew chamou inconscientemente, o que  levou Natasha dar um salto em direção ao garoto— o papai me salvou. Eu senti as mãos dele me erguendo para a superfície. —  Natasha apenas acariciou o rosto do filho. Ela tinha plena consciência que o filho estava sonhando com o pai e o acidente que havia levado ele para longe.

 

— Ele sempre cuida de você, filho. Ele está cuidando de nós todo esse tempo. —   Natasha se levantou da cadeira, se permitindo dar a volta na cama para que pudesse observar o rosto do filho adormecido, nem sequer soltou a mão do filho. Ela sentou na beirada do leito, próximo a cintura . — Se você soubesse o quanto é parecido com ele nos gestos. 

 

Natasha ficou naquela posição por tempo indefinido. Ela podia  já ver os primeiros raios de sol que transpassavam a persiana do quarto. Em breve ela estaria saindo dali, poderia  conversar com calma com o filho, entender exatamente o que ele esta sentindo e motivando a tirar a própria vida.  Natasha ouviu o barulho da maçaneta abrindo a porta e rapidamente direcionou o seu olhar para lá. O médico que atendera Matthew no dia anterior estava de pé com vários papéis na mão. Natasha implorava mentalmente para que fossem da liberação do filho.  O médico fazia as anotações  e olhava os monitores.

 

— Bem, o resultados do último exame  de ontem a noite indica que ele esta bem, e pelo que as enfermeiras relataram  nesses papeis, ele passou a noite realmente sem complicações e bem de saúde , volto afirmar ser  quase um milagre. Então desde que a senhora se responsabilize de procurar um tratamento psiquiátrico e psicológico para o seu filho ele esta de alta médica.  Esse receituário tem os analgésicos  para controlar as dores que ele possa vir a ter e se for necessário tem meu contato direto.  Bem dentro de 10 minutos uma enfermeira virá tirar o soro e entregar a roupa que ele chegou aqui.. — o médico informou.

 

Natasha não pôde deixar de abrir um sorriso. Ela tentou ligar para Tony, na expectativa de avisar que estavam voltando, mas o mesmo  não atendeu. Não importava também. Natasha só desejava sair dali e ficar com os filhos agarrados na cadeira de balanço de madeira no quintal.  Entre os pensamentos, Natasha pode ver finalmente os olhos azuis despertando enquanto o intravenoso era retirado.

 

—Bom dia, filho —   Natasha beijou a testa de Matt—   Esta tudo bem, Matthew . A enfermeira só esta tirando o soro. Não se mexa muito.  —   Natasha esfregou o braço do filho.—   Ela trouxe seu café da manhã. Quer que eu pegue? —   Mesmo sem Matt ter respondido , Natasha se levantou  w foi buscar a mesa  de apoio e a comida.  Ela tinha plena consciência que  não deixariam ele sair sem tomar  café.

 

— Tudo pronto por aqui.  A roupa de ontem esta naquele saco, não lavamos, mas esta seca. Espero que fique bem , garoto.—   A enfermeira sorriu para Matthew e se retirou.

 

—  Bem, coma um pouco.  Tentarei falar com o seu tio novamente. Talvez ele possa trazer  roupas limpas e nos buscar.

 

— Não precisa. Eu quero sair desse lugar ,  visto essa mesmo. Podemos ir de taxi. —   Matthew falou comendo a gelatina, que era o top de linha da refeição colocada a sua frente.

 

— Tem certeza?—   Natasha perguntou.

 

— Tenho. Pronto acabei podemos ir. —   Matthew falou empurrando a mesa pro lado e se levantando.  —   Viu estou ótimo e de café da manhã tomado.  — Natasha jogou a sacola da roupa para ele, que foi pro banheiro rapidamente se trocar.

 

Dentro de 15 minutos os dois estavam passando pelas portas do hospital e sendo surpreendidos por alguns jornalistas que aparentemente queriam registrar mais um momento para a matéria nos noticiários locais. Eles estavam na orla no dia anterior, mas contidos pelos policiais. Na banca de jornal em frente lia-se nos diferentes  jornais " Tentativa de suicídio choca cidade.";" Jovem de 17 anos sobrevive após tentativa de suicídio"; "Cidade ganha herói desconhecido".

 

— Parece que você será noticia ,  Matthew — Natasha conduziu o filho para longe das câmeras e indicou o taxi parado já na porta do hospital. Vários flashes eram disparados. Natasha caminhava de  cabeça erguida, acidentes podem acontecer, já Matthew pareceu se incomodar e subiu o capuz do casaco.

 

Passado o tumulto da imprensa , o caminho de táxi até a casa foi rápido, mas por enquanto a impressa havia respeitado o perímetro de privacidade do resto da família. Ao  menos era isso que  Natasha esperava.  Natasha caminhava na frente com a chave de Matt em punho, enquanto ele caminhava sentindo como se estivesse sendo vigiado.

 

— Anda , Matthew.  —   Natasha o chamou, destravando a porta e desligando o alarme.  Aparentemente tinham apenas os dois em casa. Pelo horário Natasha deduzia que deveria ser o horário de saída da escola do Hayden e os avós teriam ido busca-lo. —   Parece que estamos sozinhos em casa.  Sobe toma um banho, depois me encontre no quarto da sua irmã. Vou tomar um banho também.

 

— Sim , senhora. — Matthew respondeu tirando o capuz e o apanhando a foto que Natasha apoiara no corrimão de madeira da escada.  Matthew subiu relativamente rápido, apesar das caras e bocas que as dores no corpo lhe proporcionavam.  

 

Ambos foram tomar banho como proposto por Natasha, o que foi relativamente rápido. Natasha finalmente abriria a mala cheia de lembranças desse tempo fora , mas infelizmente para ela fora apenas para apanhar uma muda de roupa básica e se vestir . Ele acabou organizando a mala novamente, estava um jogo se encaixe  que Steve brigaria com ela se pudesse. Tudo organizado ela se sentou na cama da filha a espera do primogênito ir encontra-la  como combinado.

 

Natasha ficou observando o quarto da filha, as fotos eram constantemente trocadas, principalmente com as amigas e os irmãos. As mais recentes eram de passeios entre amigos, a foto do pai com ela tomando sorvete, Uma da própria Natasha com ela  fingindo irem para Hogwarts nas férias em Londres, uma dela atual construindo uma torre de lego  e sobre a mais recente dela com o irmão gêmeo fantasiados de heróis, ela de  Viúva Negra e o Irmão de capitão américa.   Natasha não tinha duvida que fora sua filha que convenceu o irmão a usar a fantasia , Liz amava história em quadrinhos nas horas vagas.  Natasha  observou a postura já séria do filho, postura que se repetia em todas as outras fotos. Ele as vezes sorria, mas seus olhos lembravam tristeza, principalmente em fotos na praia, na marina. O problema estava ali estampado na cara de qualquer um e ela não viu, sequer prestou a devida atenção.

 

Natasha respirou fundo com sua resolução e olhou pro relógio. Fazia possivelmente 30 a 40 minutos que ela esperava. Por um momento Natasha achou que Matthew teria fugido novamente, mas o alarme teria tocado. Ela não havia avisado que tinha voltado a liga-lo.  Natasha correu para fora do quarto e foi direto para o quarto de Matthew e abriu a porta dessa vez sem bater. Ela estava preocupada ao extremo novamente, mas ao abrir por completo pôde ver o filho largado na cama em silencio e quarto em arrumação impecável.

 

—Matt, achei que poderíamos tentar conversar— Natasha se sentou no final da cama e aguardou resposta.— Filho, eu não quero brigar com você, nem invadir o seu espaço, mas eu estou preocupada com você. Não quero saber por enquanto sobre notas. Eu não me importo tanto com isso, eu quero entender o que fez você pensar em pular do farol. Você acha que pode me dizer?

 

— Não quero falar sobre isso. Todos os jornais já tem as varias versões sobre a minha história divulgada, você pode ler uma ou todas se quiser. Afinal se você não tivesse aqui era por onde iria se informar. — Matthew falou chateado.

 

— Eu levaria um susto sim com essa noticia, mas eu gostaria provavelmente de ouvir a versão oficial do meu filho. Eu sei que eu não estou presente fisicamente  tanto quanto vocês gostariam, mas eu tento estar, conversamos diariamente na internet. Você nunca reclamou. — Natasha tentou começar a desenvolver um dialogo com o filho.

 

—Sério que você esperava que pedíssemos para que a principal diplomata de segurança internacional, que o governo tem , passasse a morar com seus filhos que acabaram de perder o pai? Isso jamais aconteceria, não da minha parte ou da Liz, sabemos que o seu amor pelo trabalho, sabemos o quão importante é o seu trabalho.  — Matthew respondeu  virando a cabeça para o outro lado, pois achava que assim aquele assunto poderia morrer.

 

— Eu não esperava que pedissem, eu esperava talvez que falassem o que sentiam sobre isso. Não cabe a vocês tomarem decisões por mim. Cabe a mim.

 

— E você escolheu. Mesmo sem a nossa opinião sobre o assunto, você ainda escolheu o trabalho, a nós. Eu precisava de você, nós precisávamos de você e você foi para longe.

 

— Eu posso cometer erros filhos, eu sou humana, mas eu achei que era o melhor. Eu não fugi, eu apenas achei que seria melhor para todos que voltássemos o mais rápido a nossa rotina . Doeria menos.

 

— Não doeu menos, doeu bem mais. Nós ficamos órfãos de uma tacada só, sendo que você estava viva.  Quando o papai estava conosco, vocês tentavam vir os dois uma vez ao mês para casa e ao menos uma vez cada um de vocês sozinhos. Agora o que temos é uma visita sua sozinha a cada 4 meses. Telefonemas mais curtos por conta do fuso. — Matthew rebateu. — você achou que manteve a rotina, mas não foi assim para nós.

 

— eu realmente não sei o que dizer filho. Eu sinto muito que escolhas erradas, ou meio certas, não sei,  tenham interferido tão drasticamente  na sua vida. Porém isso não é um motivo válido para que você se atire nas pedras e por pouco não morra.

 

— Existe um motivo válido na sua concepção para isso? — Matthew rebateu e Natasha ficou muda por instantes — Eu só estou cansado dessa vida, de ser o culpado da morte do papai, das pessoas na escola me acharem um retardado, do vovô falar que me preferia morto a meu pai.  Alguns colegas meus dizem que eu sou um assassino.

 

—Por que eles diriam isso? — Natasha perguntou se movendo para o meio da cama, onde poderia fazer um carinho nas costas do filho. — Foi um acidente, já foi comprovado.

 

— Porque a Liz contou para uma das meninas que o que fez ele se distrair e não ver a outra embarcação fui eu .

 

— e por que você da ouvidos? Você sabe que não é verdade. Filho, olhe para mim.— Natasha ordenou, fazendo Matthew ao menos olha-la depois de um puxão de leve no seu braço, o fazendo virar. — Foi um acidente infeliz, não foi culpa de ninguém. 

 

— Ele estava machucado, depois que caímos na água, ele ainda assim conseguiu pegar um colete para mim. Eu tinha tirado pouco antes, eu estava chateado com ele e desobedeci.   Dai foi muito rápido estávamos debaixo d'água , ele me puxou e pois o colete dele em mim. Eu podia te-lo segurado, mas eu não fiz. O mar estava forte, eu bati algumas vezes contra o barco, quando abri os olhos ele não estava mais ali. Ele tinha desaparecido.

 

— Por que guardou isso tanto tempo? Só comentou com os médicos de uma discussão entre vocês  e um branco  logo depois?

 

— Eu não lembrava no primeiro momento, só de alguém me levando a superfície como eu relatei também. Eles me deram alta, e conforme eu vejo o mar, mais flashes invadem a minha mente. Por que eu contaria, se eu não aguentava mais me entupirem de remédios, eu não sou maluco ?


Notas Finais


Então o que estão achando da história?
o que estão achando dos personagens originais?
se puderem deixem um review com as suas expectativas

até lá


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