História Confessa-se Amores - Capítulo 7


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Got7, Jingyeom, Markson
Visualizações 165
Palavras 3.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura~

Capítulo 7 - Blackout de Apartamentos


Sob a bancada da cozinha, o celular vibrava mais uma vez, mostrando a imagem sorridente de Jackson Wang apontando para a câmera. Em ambos os lados do aparelho estavam as mãos branquelas de Mark, enquanto ele encarava a tela fixamente, assistindo a ligação ser finalizada automaticamente outra vez.

Deveria atender já que conhecia muito bem o temperamento do amigo, e sabia que fora de toda aquela loucura, se o mesmo fosse ignorado, facilmente se chatearia. E não que isso irritasse Mark, pois o conhecia o suficiente para saber que o chinês não era enjoado, mas apenas sensível demais a coisas simples. Porém, nessa ocasião, em especial, desejou que Jackson pensasse que ele estava ocupado e que por isso que o estava ignorando, e então não precisasse lidar com tudo mais tarde.

ㅡ Mas, lidar com o que? ㅡ Sussurrou para si próprio.

Me parece alguma coisa bem sexual. Ele deve está preparando coisas bem safadas no apartamento dele” 

A voz de Bambam soou alta em seus pensamentos, e automaticamente um arrepio subiu por seu corpo. Jackson realmente estaria planejando tais coisas? Levando em consideração os momentos recentes onde a forma como ele o estava tratando, sempre tocando-o em lugares perigosos, ou fazendo questão de falar próximo demais, dava-o uma vaga ideia de que isso poderia ser possível.

ㅡ E isso me incomoda? ㅡ Franziu o cenho.

Não. Tal pensamento não o incomodava, no entanto, não por que queria ter algo com Jackson. Mas simplesmente porque sabia que era só um joguinho estúpido do outro, então preferia ficar incomodado com o fato de que o Wang estava rancoroso consigo. 

A tela do celular acendeu, mostrando uma nova mensagem do dito cujo perguntando se ele iria ou não ao apartamento dele. Durante os cinco segundo seguintes onde a perna balançando de Mark não parou sequer por milésimos de segundos, uma onda alta de coragem o invadiu e o fez jogar o celular no bolso, e sair em passos firmes pelo apartamento, abrindo a porta em um estrondo. 

“Talvez uns brinquedos de bdsm. Jackson não tem essa vibe de dominador?”

Agora foi a voz calma de Jinyoung que atravessou sua mente, fazendo-o parar instantaneamente antes de passar pela porta. Não podia negar, se parasse para analisar a imagem de Jackson, ele de fato tinha essa vibe vindo dele. Mas se estivessem certos, o Wang iria querer fazer tais coisas consigo? Outro arrepiou atingiu seu corpo, e ele respirou fundo.

ㅡ Que merda, Jinyoung. Se for isso, eu acabo com você! ㅡ Bateu a porta atrás de si, entrando no elevador logo em seguida.


Expirou o ar, piscando repetidas vezes antes de finalmente tocar a campainha. Mordia os lábios nervosamente quando a porta branca se abriu, e o homem trajando roupas da adidas apareceu em sua frente, de sorriso solto, o saudou com um balançar de cabeças.

ㅡ Por que não me atendeu e respondeu minhas mensagens, Markie? ㅡ Perguntou. A voz meio rouca propositalmente. ㅡ Achei que não viria.

ㅡ E estava certo ㅡ Foi claro. ㅡ Mas não aguento mais essa bobagem me tirando do sério, então vim tentar entender de vez o que está acontecendo. 

Jackson apenas sorriu, desencostando-se da parede, deu espaço para Mark entrar. Esse apenas levantou uma sobrancelha e continuou o encarando, tentando passar a imagem de que estava tudo bem, quando na verdade seu corpo inteiro surtava em gritos estéricos para que não entrasse ali.

ㅡ O que? Acha que eu vou te morder se você entrar? ㅡ Foi irônico, e Mark revirou os olhos. 

No fim, concluiu que não poderia ter nada de muito chocante e que a decisão mais difícil ele já havia tomado, sair de seu próprio apartamento para subir até o próximo andar, então dali não poderia voltar atrás. Até porque, olhando rapidamente para o elevador, esse estava sendo usado e para fugir teria que esperar longos segundos vergonhosos, então apenas deu um passo a frente. 

Só não esperava que Jackson não fosse sair por completo do meio da porta, e o obrigasse silenciosamente a passar de lado em sua frente. Sem nenhuma reação além de olhar as orbes brilhantes do Wang, segurou a respiração durante cada segundo e quando finalmente se encontrou dentro do apartamento, respirou aliviado.

ㅡ Bem vindo ao meu humilde lar ㅡ  Jackson apontou ao redor.

Foi então que as palavras de Jinyoung vieram novamente na mente de Mark, o fazendo semicerrar os olhos ao girar nos próprios pés e observar a sala. No entanto, os abriu por completo ao concluir que não havia nada de anormal, e que tudo seria loucura da cabeça de seus amigos.

Mas algo novo chamou sua atenção, e virando para a direção da cozinha, inspirou um delicioso aroma vindo de algumas panelas no fogo baixo.

ㅡ Que cheiro é esse? ㅡ Perguntou.

ㅡ Disse que iria te mostrar as coisas nas quais sou o melhor ㅡ Jackson fechou a porta e caminhou até o cômodo ao lado. ㅡ Cozinhar é uma delas.

ㅡ Ah, foi por isso que me chamou ao seu apartamento? ㅡ Sorriu aliviado.

ㅡ Por que? Achou que era alguma outra coisa? 

O sorriso safado de Jackson o atingiu de uma vez, e Mark preferiu apenas o ignorar para conseguir aproveitar a ideia de que tudo estava bem por pelo menos alguns segundos. 

ㅡ Vem até aqui ㅡ O chinês chamou, enquanto usava uma colher grande para mexer algo em uma das panelas. 

ㅡ Por que você me manda fazer as coisas sempre com esse tom? ㅡ Reclamou, no entanto, foi até ele. ㅡ Parecendo ser meu dono ou algo assim. 

E quando menos esperou, um gosto meio doce invadiu sua boca, e arregalando os olhos quase caiu ao dar um passo desequilibrado, todavia, sua cintura foi segurada pela mão livre de Jackson, que no processo o grudou ao seu corpo. Ao abrir os olhos, que haviam se fechado sem sequer notar, Mark se viu ali, segurado por Jackson, com a mão esquerda dele entre seus lábios e seu olhar preso ao dele. 

Seu coração estava acelerado, e um frio estranho surgiu em seu estômago. Diante dos olhos marcantes de Jackson, não soube o que fazer ou mesmo o que falar, apenas permanecendo na mesma posição até ter a coragem de se empurrar para frente e se separar do outro.

ㅡ O que merda está fazendo? ㅡ Foi a única coisa que conseguiu falar.

ㅡ Dando o molho para você provar, ué.

 Jackson lambeu o restinho que havia ficando em sua mão, e Mark o olhou assustado, lembrando que aquela mesma mão estava em sua boca segundos antes.

ㅡ Existe colher, Jackson, colher! ㅡ Exasperou-se. 

ㅡ Não surta, Markie ㅡ Fechou a panela. ㅡ Vai ficar pronto em meia hora, o que quer fazer enquanto isso? ㅡ Caminhava de volta a sala, as mãos nos bolsos do moletom como se nada tivesse acontecido.

O americano levantou as mãos, ainda sem entender o que exatamente estava acontecendo. Seu nervosismo costumeiro havia dado lugar a uma leve irritação onde finalmente não estava mais aguentando as atitudes sem explicação de Jackson.

ㅡ Mark, foi só minha mão. Não aja como se eu tivesse te beijado.

 A voz de Jackson atravessou a abertura entre a bancada e a sala. Mark o olhou sentado no sofá, com a expressão dona do mundo sempre. Expirando longamente, deu passos rápidos até a sala, onde parou de frente ao chinês e sentindo que não deveria segurar mais nenhum segundo, colocou tudo o que sentia para fora:

ㅡ Sinceramente, Jackson. Vai se foder! Qual o seu problema? Por que inventar tudo isso apenas por algo bobo como o que eu falei? E sério que você precisa ser o melhor em tudo? Caramba, não é suficiente dar o melhor de si? Você vem com essa história de joguinho comigo, fala com essa voz rouca, me chama para cá de forma misteriosa, e resolve cozinhar para mim. Por que? É mesmo por causa de uma merda de “melhor cantor da China”? Caralho, se está entediado,vai ao cinema ou faça qualquer outra coisa. Mas por favor, não fique se divertindo ao brincar comigo!

Saiu tudo de uma só vez, mal o deixando respirar, e quando finalmente recuperou o fôlego e analisou a forma relaxada como Jackson estava sentado no sofá, olhando-o de baixo para cima, claramente sem ter se incomodado com sequer uma palavra, Mark bagunçou o próprio cabelo e expirou alto.

ㅡ Fala alguma coisa, caramba!

Quando Jackson finalmente iria responder, todas as luzes da casa se apagaram e um breu invadiu o apartamento pela grande janela de vidro. Mark arregalou os olhos, petrificado pelo pânico que o invadiu, no entanto, seu corpo foi rapidamente rodeado pelos braços quentes de Jackson, que o grudou em si e escondeu seu rosto em seu ombro, fazendo-o ficar meio torto pela diferença de altura, mas a sensação de segurança foi mais importante do que a leve dor nas costas. 

ㅡ Faltou energia? ㅡ Sua voz saiu meio abafada, tremendo.

ㅡ Provavelmente um blackout ㅡ Jackson respondeu, sussurrando baixinho. ㅡ Está tudo bem, você não está sozinho. 

Dessa vez não havia brincadeira ou ironia na voz do chinês, apenas o conforto que Mark precisava. Jackson sabia mais do que ninguém como o mais velho tinha medo do escuro, e jamais ousaria brincar com algo tão sério, ignorando qualquer que fosse as circustanciais, somente para deixar claro que ele não precisava ter medo.

ㅡ Estou com você ㅡ Acariciou as costas do americano.

ㅡ E não vai me soltar? 

ㅡ Eu nunca soltaria você, hyung ㅡ Usou a outra mão para arrumar, carinhosamente, os fios bagunçados do outro rapper. ㅡ Nunca ㅡ Sibilou, sem de fato deixar sair som.


[...]

Jaebeom corria pelo quarto, puxando o edredom da cama pela milésima vez, apenas certificando-se de que a mesma estava bem arrumada. Deu play no filme, e depois o pausou novamente apenas para ter certeza que a internet estava funcionando. E então colocou três cubos de gelo em cada um dos dois copos que estavam na mesinha ao lado da cama, puxando a caixa decorada para um centímetro a lado, deixando-se exatamente no centro.

Ouviu a campainha tocar e saiu correndo, pestanejando quando sem querer bateu o dedo mindinho na quina do guarda-roupa, continuando o caminho mancando. Parou em frente a porta, e ao ver Youngjae pela telinha sentiu o coração acelerar. 

Arrumou a postura, ignorou a dorzinha no dedo, e limpou alguns pêlos de gato presos ao casaco. Respirou fundo, contou até três e finalmente abriu a porta. Sentindo-se iluminado ao ver o sorriso do Choi.

ㅡ Seu prédio é muito bonito, hyung ㅡ Foi a primeira coisa que Youngjae disse ao entrar. ㅡ Por que mesmo que você se mudou?

ㅡ O apartamento tem mais espaço para os gatos, que aliás, estão dormindo mas cuidado com os pêlos ㅡ Explicou, sorrindo bobo ao ver a liberdade de Youngjae tirando o casaco e logo o pendurando no cabide próximo a porta. ㅡ Está pronto para a noite de cinema?

ㅡ Sim, mas… ㅡ Youngjae olhou para a TV desligada, e então voltou para Jaebeom. ㅡ Não acredito que ainda nem colocou o filme, hyung.

ㅡ Não seja bobo, eu sabia que você preferiria romance, então já coloquei.

Se aproximou, entrelaçando sua mão a de Youngjae. Tinham intimidade o suficiente para fazerem tal coisa, no entanto, ainda assim seu próprio coração se acelerou. E no fundo de seus pensamentos, Jaebeom desejou que o de Youngjae também tivesse aumentando suas batidas.

ㅡ Eu preparei tudo no quarto, assim podemos nos deitar e descansar enquanto assistimos ㅡ Adentraram o quarto, e Jaebeom o soltou. ㅡ O que acha?

Youngjae sorriu, completamente surpreso. A TV estava ligada, a cama com lençóis e edredons vermelhos. Coca-Cola, pipoca e vários doces estavam guardados em embalagens da mesma cor na mesa ao lado da cama, e alguns pôsteres cinemáticos foram presos as paredes. A aparência geral lembrava diretamente um cinema, e Youngjae de fato se impressionou, sequer sabendo quando que o mais velho teve tempo de tal coisa.

ㅡ Você é impressionante, hyung ㅡ Sentou na beira da cama, sentindo a maciez do edredom. ㅡ Por que ter todo esse trabalho só para ver um filme?

ㅡ Não é só ver um filme ㅡ Jogou-se ao lado, rapidamente se enfiando por baixo dos lençóis. ㅡ É ver um filme com você, Youngjae. 

O Choi sentiu as bochechas esquentarem, e envergonhado evitou olhá-lo nos olhos. No entanto, ainda assim esticou o corpo para confortavelmente deitar ao lado de Jaebeom.

ㅡ E que filme vamos ver?

Puxou o edredom até seu pescoço, sentindo a maciez do tecido quentinho. Seu braço roçou ao de Jaebeom no processo, e um choque gosto subiu por seu corpo. 

ㅡ A Culpa é das Estrelas ㅡ Jaebeom respondeu, dando play no controle remoto. 

No entanto, ao ouvir a gargalhada estonteante de Youngjae, se virou para vê-lo quase chorar de rir enquanto batia - ou espancava. Jaebeom realmente ficou preocupado com essa parte - a própria perna.

ㅡ O que? Qual o problema? ㅡ Perguntou, sem entender qual o motivo para o ataque de risos repentino.

ㅡ A Culpa é das Estrelas, hyung? ㅡ Conseguiu finalmente falar quando a risada foi se findando. Limpou uma pequena lágrima no canto de um olho, e olhou para o mais velho. ㅡ Nunca imaginei que você seria o tipo que assiste filmes desse tipo.

ㅡ Pois eu li resenhas muito boas na internet. E como você gosta de romance, escolhi ele ㅡ Explicou, meio emburrado. ㅡ Qual o problema?

ㅡ Nenhum, absolutamente nenhum ㅡ riu mais um pouco, dando tapinhas motivacionais no ombro de Jaebeom. ㅡ Você fez uma boa escolha. Ainda não vi esse filme. 

ㅡ Por que riu, então? Eu realmente levei horas para escolher ㅡ murmurava em reclamações, com um certo bico no rosto.

Agora Youngjae sorriu para a forma fofa como a chateação de Jaebeom não conseguia ser escondida e o rosto dele se tornava levemente vermelho. Ele então estendeu a mão, e tocou a bochecha do mais velho, com a pontinha do dedo, afundando na pele alheia.

Jaebeom arregalou os olhos pela surpresa, e o olhou, procurando entender o que estava acontecendo. Seu coração acelerou e suas mãos começaram a suar. Caso estivesse lúcido o suficiente, iria xingar a si próprio por ter tais reações apenas por causa de um simples toque de Youngjae.

ㅡ Você fica fofo quando está bravo ㅡ a voz suave de Youngjae ultrapassou o som do filme, que a muito havia começado, e enfiou uma flecha com ponta de coração no meio do peito do líder.

Ele era fofo? Não, Jaebeom era sexy. E não cansava de dizer isso para as fãs ou qualquer pessoa que tivesse a audácia de o chamar de fofo. Mas ali, com o dedo indicador de Youngjae tocando-lhe a bochecha, o Im jamais poderia contrariá-lo. 

Por que se Choi Youngjae lhe dizia que ele era fofo, então ele realmente era fofo e que se dane sua imagem cuidadosamente construída para ser sexy. 

Ele era fofo para Choi Youngjae.

ㅡ Acho que vamos ter que voltar o filme ㅡ Findou o contato, e Jaebeom xingou todas as gerações de qualquer pessoa. 


ㅡ Eu prefiro o "Sempre" ㅡ Youngjae ditou.

Lá pela metade do filme, Jaebeom estava esparramado pela cama. Uma perna dentro do cobertor e outro fora, os cabelos bagunçados e duas os três pipocas espalhadas por seu abdômen que subia e descia em uma respiração sincronizada. Já Youngjae permanecia deitado da mesma forma que havia começado, enrolado quase até o pescoço, e com extrema atenção ao filme.

E ao toque que seu braço fazia no braço de Jaebeom por baixo do cobertor. Fazia mais ou menos vinte minutos que ao se mexer Jaebeom encostou sem querer em Youngjae e simplesmente continuou daquela forma, desde então não se movendo mais.

ㅡ Levando em consideração que é uma palavra de amor e que seria para ser dita até o fim dos tempos pelo casal, "Sempre" soa muito mais forte que "Okay" ㅡ Continuou. 

ㅡ "Okay" é melhor, mais simples e rápido de falar ㅡ Jaebeom ditou, achando por acaso uma das pipocas e jogando-a na boca como se fosse uma cesta de basquete. ㅡ Se for para ter uma palavra, eu gostaria que fosse como "okay". 

ㅡ Mas é uma palavra para sempre! ㅡ Youngjae desviou o olhar da televisão para encarar o mais velho. ㅡ Você não gostaria que sua palavra fosse algo tão comum quanto "Okay". Isaac e Monica tem palavras melhores.

ㅡ Hazel e Augustus ㅡ respondeu. 

Mas de repente, Jaebeom se sentou, pausando o filme. Ficou de frente para Youngjae e soltou um sorriso de quem havia tido uma ideia.

ㅡ E se tivéssemos uma palavra, qual seria? ㅡ perguntou. 

O mais novo ficou atônito. Como assim Jaebeom queria ter uma palavra consigo? 

O "Sempre" de Isaac e Monica significava que sempre se amariam, sempre estariam juntos e todo esse blá blá blá romântico. Assim como o "Okay" de Hazel e Augustus, dizia o mesmo, com mais intensidade ainda. 

Então ter uma palavra com Jaebeom significaria que eles sempre se amariam? 

ㅡ Não ㅡ Youngjae respondeu, e um balde de água gelada imaginário foi jogado em Jaebeom. ㅡ Você vai querer algo tipo Daebak ou Ottŏke. Muito sem graça ㅡ Fez uma careta.

ㅡ E o que você quer, então? ㅡ revirou os olhos, perguntando.

Youngjae se animou, também sentando na cama. Parou para pensar por alguns segundos e por fim sorriu.

ㅡ Hwaiting ㅡ respondeu, certo de sua escolha.

ㅡ Hwaiting? ㅡ não evitou sorrir, olhando para o lado e depois para Youngjae de novo. ㅡ Eu sou o comum demais, e você quer Hwaiting como palavra?

ㅡ Não vejo problema nenhum, aliás, é uma palavra muito forte e encorajadora ㅡ deu de ombros. ㅡ E você não precisa querer. Afinal, não foi eu que dei a ideia mesmo ㅡ cruzou os braços, encarando o filme pausado.

Jaebeom sorriu, se aproximando mais um pouquinho, fazendo a cama balança no processo. Foi cuidadoso em tocar o queixo de Youngjae e o virar lentamente para si. Estavam tão próximos que suas respirações conseguiam ser ouvidas, e seus olhos conseguiam encarar ambas suas orbes com clareza, olhando seus reflexos distorcidos.

ㅡ Hwaiting, Youngjae ㅡ sussurrou, sorrindo no processo.

Youngjae foi pego de surpresa, e não conseguiu responder nada além de uma dupla de piscada confusas. O rosto de Jaebeom jamais havia ficado tão claro diante de seus olhos e isso o deixava com as famigeradas borboletas no estômago. 

De repente as luzes da casa se apagaram, e a TV desligou, junto ao ar-condicionado do quarto. O leve susto passou rápido, e então Jaebeom já estava tentando ligar e desligar a lâmpada do quarto.

ㅡ Não acredito que resolveu faltar energia justamente na nossa noite de cinema ㅡ voltou a se jogar na cama, frustrado.

ㅡ Tudo bem, hyung ㅡ Youngjae sorriu. ㅡ Isso significa que teremos de ter outra noite do cinema, e vai ser divertido.

Youngjae queria passar outra noite ao lado dele? Jaebeom escondeu um sorrisinho ao abaixar a cabeça. No entanto, o celular alheio avisou sobre uma nova mensagem, e automaticamente seguiu a claridade até o Choi.

ㅡ Os meninos? ㅡ perguntou, como quem não queria nada. 

ㅡ Não. O admirador ㅡ Youngjae estava sorrindo, e Jaebeom fez uma careta, aproveitando o escuro para sibilar xingamentos. ㅡ Ele disse que teve um blackout, e perguntou se estou num lugar seguro. Disse que pode mandar um motorista para me levar para casa, caso precise. 

Youngjae não precisava de um motorista! Ele estava ao lado de Jaebeom, completamente seguro e jamais sairia de sua casa para ir num carro de um motorista estranho enviado por um cara estranho. Jaebeom nunca permitiria isso. Nunca!

ㅡ E você vai? ㅡ Perguntou suavemente. 

ㅡ Não sei ㅡ respondeu, bloqueando o celular depois de digitar uma resposta. ㅡ Hyung, posso dormir aqui? 

Jaebeom arregalou os olhos, vendo trinta unicórnios coloridos iluminar o quarto enquanto dançavam de alegria.

ㅡ Claro, Jaejae. 


Notas Finais


Me pergunto o que Jingyeom fez durante o blackout 🤔

E levando em consideração que li A Culpa é das Estrelas há muitos anos e nunca vi o filme, não julguem se os significados não estiverem iguais. Amo vcs~

E até o próximo ❤️


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