História Confesso que... - Capítulo 19


Escrita por:

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Simón
Tags Âmbar, Ámbar Smith, Luna, Simbar, Simon, Sou Luna, Soy Luna
Visualizações 398
Palavras 2.041
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Capitulo 19


A cabeça de Ambar doía e por mais que ela tentasse esconder o desconforto, ainda tonta, ela cambaleava. Aquela ressaca estava estranha de mais, ela sentia uma dor forte de mais.

-Então? –Simón aproximou-se. –O que está achando do meu serviço? Eu sei que talvez, eu não seja o melhor nisso, mas eu posso me adaptar e daqui a pouco vou está atendendo 25 mesas de uma só vez. –Ele dizia animado.

Ambar murmurou alguma coisa em sinal de positivo, ela não estava sabendo raciocinar mas não queria parecer grossa.

-E olha só, eu recebi uma ajuda de uma das garçonetes. –Simon disse contente. –Ela me mostrou como vocês usam o sistema de cartão de crédito, é um pouco diferente de nós.

-Garçonete? –Ambar falava um pouco tremida. Ela estava começando a achar que tudo estava dando voltas.

-É, a Daniela. –Ele respondeu.

-Não tem nenhuma garçonete com o nome de Daniela. –Ambar lembrou. Realmente não tinha.

-Ambar você está bem? –Simón perguntou. Foi a ultima coisa que ela ouviu.

 

Tudo estava preto.

 

 

Simón não sabia ao certo  o que estava acontecendo. Ambar tinha bebido de mais na noite anterior, mas ele tinha certeza que isso iria passar em algum momento e que não era algo tão grave. Então, ela desmaiou em sua frente.

-Ai meu deus, o que houve? –Delfi gritou ao observar a cena.

-Eu não sei. –Simón gritava também, suas mãos começaram a suar e seu corpo parecia totalmente fora de controle.

-A Ambar morreu? –Jasmin posicionava o tablete um pouco a frente da loira caída.

-Cala a boca Jasmin. –Delfi gritou.

Jasmin apenas devolveu com um sorriso.

-Ambulância. –Simón gritou desesperado.

 

 

No caminho, Simón acabou observando o quanto a amava .Por que ele não sabia se era capaz de aguentar uma perda, não seria capaz de aguentar vê-la sofrer ou não tê-la por perto. Lágrimas caiam pelo rosto dele, e mesmo que ele tentasse não imaginar o pior, o pior vinha como a primeira opção.

-Então, ela está bem? –Simón perguntava ao enfermeiro que a acompanhava, e como todo bom argentino, não devolvia palavras e sim caretas que no fim, não afirmavam nada e aumentavam o desespero do mexicano.

 

 

O hospital parecia meio vago, mas Simón não se importou. Ele só queria saber o que estava acontecendo. Levaram Ambar para um centro de emergência e Simón ficou parado de mãos atadas. Se culpando.

-E? –Simón olhou para Luna. –E agora?

-Ela vai ficar bem. –Luna colocou a mão no ombro dele.

-Dizem que o diabo não morre tão fácil. –Jasmin falou no ouvido de Delfi, que apenas o tampou como resposta.

-Algum família da senhorita Benson? –Uma enfermeira se aproximou.

-Eu. –Simón disse

-Na verdade, eu. –Luna respondeu.

-Qual dos dois? –A enfermeira parecia preocupada de mais com quem contar a informação.

-Eu. –Luna olhou para Simón, que assentiu. Por vias de regras, ela era o mais próximo de uma parente que Ambar tinha no local.

-Pode me acompanhar? –A enfermeira a chamou.

-Eu vou. –Simón se prontificou .

-Na verdade, para não pormos a paciente em risco, é melhor ir apenas uma pessoa. –A enfermeira o respondeu sorridente, Simón apertou os punhos com firmeza.

-Tudo bem, vai ficar tudo bem, eu vou entender o que aconteceu. –Luna disse a ele.

 

 

 

Luna respirou, ela e Ambar não tinham a melhor relação do mundo, as duas sempre tiveram um conflito muito pessoal entre elas. Mas era sobre saúde, e sobre saúde, Luna podia esquecer qualquer coisa que já havia aborrecido sobre a loira.

Entrou na sala, Ambar parecia está tirando um leve cochilo despreocupado. Não parecia uma garota doente.

 

 

 

Ambar acordou em um lugar diferente, ela não se lembrava quando voou para Cancun, mas não reclamou, a brisa do mar era a coisa que ela mais precisava.

-Magicamente minha dor de cabeça passou. –Ela riu. Sentou-se na areia e observou o mar. –Engraçado, eu jurava que tinha ido para Buenos Aires e estava meio doente. –Riu novamente. –Que pesadelo!

Ambar ficou olhando para o mar por alguns bonitos.

-Bonita! –Simón chegou sorridente, depositou um beijo no rosto dela. –Achei que você ia demorar um pouco mais .

-Que? Eu estou atrasada? Eu nunca estou atrasada. –Ambar disse para ele risonha.

-Na verdade, eu vou ter que te contrariar desta vez. –Ele a olhou. –Você está atrasada, em muitas coisas. –Ele riu.

-Eu? –Ambar não entendeu. –Eu sempre sei muito bem os meus horários e meus compromissos.

Simón estava sentado ao seu lado, fazendo um desenho na areia.

-Você está vendo isso? –Ele mostrou o desenho.

-Você desenhou um dedo? –Ambar olhou para aquilo estranha.

-Um dedo? Não! –Simón respondeu. –Isso sou eu.

-Você é um dedo. –Ambar observou.

-Eu não sou um dedo, enfim, esse sou eu. –Ele mostrou. –E essa aqui é você.

-Por que você é um dedo e eu sou essa coisa estranha que eu ainda não defini? –Ambar perguntou.

-Não importa, você já sabe que esse sou eu, e que essa é você. –Ele mostrou de novo o desenho.

-E o que é isso? –Ambar observou o ponto esquisito.

-Exatamente. –Ele abriu um grande sorriso para ela.

-Que? Você está terminando comigo? Por que se for, fazer um desenho na areia e brincar de adivinhar não é uma boa maneira. –Ela disse quase com uma pitada de fúria.

-Que? –Simón riu. –Claro que não, eu jamais terminaria com você. Eu estou tentando fazer você raciocinar, estou tentando fazer você entender o motivo de você está aqui.

-Como assim o motivo de eu está aqui? Simón, você bebeu? –Ambar não estava entendendo nada.

-Isso. –Ele apontou para o desenho. –Isso é exatamente o que nos une.

-Nosso amor? –Ambar achou fofo.

-Teoricamente sim. –Ele acariciou o rosto dela.

-Com que teoricamente? –Ambar fechou a cara.

-Ele seria o resultado do nosso amor. –Simón abriu um sorriso.

 

Ambar ficou pasma. Paralisada.

 

-Que? –Ambar quase gritou. –Você está dizendo...

-Eu estou dizendo que talvez você tenha se exaltado um pouco ontem. –Ele sorriu. –E talvez você não sabia o que carregava. –Ele encostou na barriga dela.

-Simón, você não pode brincar com isso. –Ela o olhou.

-Eu não estou brincando. –Ele a beijou. –Mas você precisa acordar.

-Simón... –Ambar tinha os olhos chorosos. –Eu tenho que acordar de que? –Ela choramingou.

-Você precisa acordar, por que você precisa me contar. –Ele limpou as lágrimas do rosto dela.

-Como que te contar? –Ela não entendeu.

-Você está dormindo, Ambar e isso tudo. –Ele apontou para a praia. –É um sonho. Mas um sonho com muitos pontos de verdade, eu estou agradecido porque você pensa em mim dessa maneira, você confia em mim o suficiente para me tirar do seu inconsciente, mas agora é sério, você precisa acordar e me contar. –Ele sorriu. –Talvez eu reaja um pouco espantado, e um pouco louquinho, mas me perdoa. –Ele a beijou.

 

Trinta segundos. Ambar fechou os olhos.

 

 

 

 

 

Ambar abriu um olho por vez, e quando já tinha os dois abertos, senti u o choque da Luz na sua cabeça. A dor tinha sumido, mas uma espécie de repúdio a está de pé surgiu.

-Oi. –uma voz conhecida apareceu. Era Luna.

Ambar não relutou de imediato.

-Simón. –Foi a primeira palavra que Ambar disse, ela tinha que contar sobre o sonho estranho que tinha tido.

-É, como se sente? –Luna perguntou.

-Eu me sinto ótima, eu só estou internada no hospital, mas isso acontece todo dia. –Ambar disse seca.

-Então está tudo bem. –Luna abriu um sorriso.

-E por que eu estou aqui? –Ambar perguntou. –Que? Eu to bem né?

-É, na verdade sim. –Luna respondeu. –É uma noticia meio esquisita e meio estranha e é ainda mais estranho porque eu vou que te dar.

Ambar lembrou.

Não era de todo um sonho.

-Eu estou grávida? –Ambar perguntou, mas soou mais como uma afirmação. Colocou as mãos na cabeça.

-Você já sabia? –Luna ficou confusa.

-Eu tenho cara de quem sabia. –Ambar a olhou chateada.

-Mas você... –Luna tentou argumentar.

-Não importa. –Ambar a olhou. –Não importa, porque agora tudo parece tão diferente. –Ambar relutou em não chorar. –O que eu fiz? –Ela tentou se levantar. 

-Ambar, está tudo bem. –Luna tentou acalma-la, mas no fim, ela mesmo não entendeu o que estava fazendo. –E eu tenho certeza que Simón vai ajudar você em tudo.

-Ah eu ainda tenho que contar para ele. –Ambar levantou. –Ai meu deus, eu não podia ter bebido ontem, olha só o que me aconteceu?

-Você acha que engravidou porque se embebedou? –Luna riu.

-Eu não disse isso. –Ambar respondeu com cara fechada. –Achei você que tivesse respeito as mulheres grávidas.

-Achei que você estava duvidando dos resultados. –Luna desdenhou.

-Olha só, não devíamos está tendo essa conversa. Simón, ele está aí? –Ambar perguntou. Ela queria muito que ele estivesse, ainda que não soubesse exatamente o que dizer quando o visse.

 

Ela estava em choque.

 

 

Nunca  a treinaram para receber uma noticia dessa categoria. Ela achou que tudo estava indo bem de mais, estava tudo tão perfeito.

 

Algo precisava estragar.

 

 

 

Ambar respirou, era hora de contar para ele. E não parecia ser fácil.

 

Ela nunca pensou que teria que contar isso a alguém, porque ter um filho nunca esteve em seus planos. Na verdade, era a ultima coisa que ela planejava, por que ela não tinha exatamente uma base em que se espalhar. Ela nunca teve uma família ,como ela poderia oferecer a alguém algo que nunca teve?

Como ela dedicaria amor a uma pessoa que nunca viu? E como ela seria capaz de ensinar e cuidar do mundo quando ela não sabia fazer isso consigo mesma?  

 

-Aaaaaaaaa. –Ambar gritou dentro do banheiro. –Qual é o seu problema? –Ela se olhou no espelho. –Você só tem que dizer três palavrinhas: eu estou gravida. –Ela disse. –Estou gravida. –Repetiu. –Estou....... –Ambar sentiu falta de ar, saiu do banheiro com tudo. A porta esbarrou e abriu der repente.

 

Ambar não sabia bem o que estava vendo, piscou várias vezes. Simón estava abraçado em uma garota morena desconhecida, rodeado por Jasmin, Luna e Delfi estava sentada no outro canto.

Todos olharam para ela. Ela não sabia exatamente como agir.

Então abriu um sorrisinho falso. Ela esperou que eles entendessem, mas ela ainda não sabia  como.

 

-Meu amor. –Simón a abraçou fortemente. Ambar se sentia sufocada no começo, mas depois era como se estivesse em casa. E ainda que ela estivesse meio tonta e um pouco chocada, aquele era o melhor lugar do mundo.

-Oi. –Ela disse ternamente. Ela ainda estava processando como iria contar.

 

Luna olhava a cena ao fundo, ela não sabia exatamente como agir, sabia que no fim, Simón ficaria ainda mais apaixonado pela loira e que provavelmente a amaria ainda mais, suas tentativas iriam por água abaixo mais uma vez, acabou achando que era o destino, talvez eles não devessem ficar juntos.

 

Ambar abraçou Simón com mais força, talvez se ela o abraçasse mais aquilo tudo ia parar, e ela nunca teria que contar. Mas no fundo, ela sabia o que acontecia com as mulheres grávidas.

E o quanto aquilo se tornaria evidente.

 

Simón a olhou, ela parecia meio distante e um pouco emocionada. Ele estava com medo de que fosse algo grave, estava com medo de perde-la.

-Ei, está tudo bem? –A morena se aproximou de Simón dando-lhe um sorriso. Era Daniela.

-Quem é você? –Ambar não entendeu.

-Eu sou a garçonete nova que contrataram. –Ela disse. –E não é um jeito muito adequado de me apresentar a minha chefa, mas prazer, Daniela. –Ela estendeu a mão.

-Ah, claro. –Ambar tragou saliva. –É, e eu posso saber por que você não está no trabalho?

-Ambar! –Simón a fitou.

-Que? –Ambar o olhou. –Tudo bem, tudo bem. –Ela abriu um sorriso. –Parece que os medicamentos me deixam alegrinha, então vai ficar tudo bem com você. –Ela olhou para Daniela.

Simón riu.

-E? –Simón a olhou.

-E o que? –Ela perguntou de volta.

-O que você tem? –Ele perguntou, sua expressão era preocupada, mas não tão preocupada quando a que surgiu no rosto de Ambar.

-É... –Ambar gaguejou.

-Ambar, você sabe, eu estou com você... –Simón disse. –Para qualquer coisa.

 

Ambar apenas concordou com a cabeça.

 

-Não é nada grave. –Ela o abraçou. –Apenas consequência das minhas bebedeiras.

 


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA E AGORA?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...